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História Wounds - Capítulo 8


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Notas do Autor


hello
tenho até medo de aparecer depois de 3 FUCKING semanas sem dar sinal de vida, sorry, juro, agora sim eu vou postar mais kjkkjkk

voltamos para o clima triste depois da história de vida da Debbie, como será a reação da Lin hmmm tensoh
e pra aprimorar mais o clima tenso, vamos de imagine dragons (<3)
bjos bjos

(O GIF FICOU BUGADO A :'c)

Capítulo 8 - Demons


Fanfic / Fanfiction Wounds - Capítulo 8 - Demons

Falei tudo de uma vez para Lin, e a cada acontecimento, eu via a raiva dela crescendo em seu olhar por essa mulher. Entra para o time, colega. Ela não me interrompeu em nenhum momento, nem minhas lágrimas, que eu trataria de escondê-las novamente atrás dessa amargura toda. Philippe, no meio da conversa, disse que ia dar uma volta. Sabia que para ele também era difícil tanto quanto eu, afinal, os dois eram irmãos também, mesmo que de outra forma.

Ele voltou e contei onde fui depois da boate e vi seus olhos marejados, mas que logo ele fez o trato de limpar as malditas. Ele também não tinha se permitido ir ao cemitério, na verdade, era mais por mim mesmo, porque sei que se fosse por ele, ele iria todos os dias. Nunca o proibi, mas quando ele soube de toda a história, ele acreditava em mim e acreditava também que meu irmão não estava morto, e ir ao cemitério seria algo como se dar por vencido de que ele não voltaria mais.

- Então, quando você vai visitar o seu pai? – Lin se pronunciou depois de alguns segundos de silêncio.

- Eu sempre fugi dos meus problemas, não vai ser agora que vou encará-los. – já estava acostumada com minha covardia, mas pelo visto meus dois amigos não. Lin me olhou triste e Philippe foi mudando de assustado para com raiva. E lá vamos nós.

- Você só pode estar ficando doida que vou deixar você sem ir ver seu pai com ele estando em uma situação dessas! Anda cheirando o quê, Deborah? Ele é o seu pai, cara! O homem que você sempre amou, que você jurou amar mesmo ele estando ao lado daquela lá! Você foi covarde em ter deixado o problema do seu irmão para trás, mas por mais mínima que seja a chance, ele ainda pode aparecer e você ainda pode ter a chance de abraça-lo e dizer que o ama, mas e o seu pai? Se ele morrer, que pode acontecer a qualquer hora, você nunca mais vai sentir o calor dele! Por mais covarde e estúpida que você possa ser, Deborah, ir visitar o seu pai que está morrendo não é questão de escolha, é questão de humanidade e caráter. Algo que você acabou de me confirmar que não tem. E eu sempre te achei forte. – soltou uma risada sarcástica. – Acho que o estúpido foi eu. – ele disse por fim. Aquelas palavras foram no fundo da minha alma e voltaram com uma raiva grandiosa.

- Eu não vou ir visitar meu pai só para vê-lo morrer. Eu não vou ir lá olhar para a cara dele e falar que vai ficar tudo bem, porque adivinha, Philippe?! Não vai! O mundo não é um conto de fadas em que com um toque mágico ou uma palavra mágica, acontece um milagre e seu pai com um câncer terminal acaba melhorando. Você não sabe o que é perder uma pessoa que era seu maior exemplo, e nem sequer saber onde ela está, ou se ela sequer está em algum lugar e logo após um ano, praticamente, uma filha da puta vem lhe dar a notícia que seu pai está praticamente morto. Você não sabe o que é isso! Você não sabe o que está passando dentro de mim agora, ou desde quando eu pisei nessa cidade! Então sim, eu prefiro fugir do que encarar. Eu sempre preferi, foi por isso que sai de lá e vim parar aqui. Aliás, foi por isso que nós viemos para cá! Ou você já se esqueceu de quem foi a ideia de nos mudarmos? – gritava desesperada. Eu não iria encarar mais uma perda na minha vida, não mesmo. Ele me olhava agora magoado, tentando entender meu lado e Lin me olhava assustada. Talvez ela não sabia que dentro daquela patricinha de faculdade existia uma mulher com demônios que a rodeavam o dia inteiro. Respirei fundo, tentando me acalmar e então disse mais calma: – Eu sei que você também o perdeu, mas você viu o estado que eu fiquei, a depressão que eu passei. Philippe, se eu entrei em depressão pelo meu irmão que desapareceu que, como você disse, ainda tenho chance de encontrar, como você acha que eu vou ficar quando eu perder o meu pai, de forma definitiva? Por favor, se você descobrir, não me fala, porque eu não quero nem imaginar. – agora eu parecia muito mais triste do que com raiva. As malditas ameaçaram vir e eu corri para abraçar Philippe. – Eu não posso, Philippe, eu não quero vê-lo ir. Eu excedi o meu limite de ver as pessoas importantes da minha vida saírem dela. Estou cansada de perder as pessoas. – era mais uma súplica do que um desabafo. – Desculpa pelo o que eu disse. – e agora eu chorei, mas de forma envergonhada. – Mas eu não estou preparada. Podemos pensar nisso outro dia? – olhava para ele implorando e o olhar de pena se instalou nele, mas logo tratou de tirar dali.

- Eu não vou esquecer isso com um mísero pedido de desculpas, você sabe. – ele disse segurando meu rosto com suas mãos, eu assenti e ele me deu um beijo na ponta do nariz, como meu irmão fazia comigo. Dei um meio sorriso e olhei para Lin, que chorava em silêncio, abri os braços e ela veio para o abraço triplo.

- Eu posso não ter vivido isso do seu lado, mas saiba que eu sempre vou estar aqui. Para fazer uma unha ou enterrar um corpo. Que, por favor, seja da Rowan. – Lin disse fazendo eu e Philippe olharmos assustados. – O que? Eu assisti Vis A Vis, eu sei como enterrar um corpo! – aquilo nos fez rir, tirar aquele clima melancólico que pairava na minha sala.

Passamos o dia tendo conversas aleatórias, vimos um filme e, mesmo com as turbulências da manhã, o dia parecia perfeito. Estava bem agradável. Eu tinha me alimentado direito depois de passar um dia desacordada, digamos. Ainda sem entender porque esses miolos moles não me levaram para um hospital.

- Eu sabia que você gostava de pipoca, mas não tanto. Você acabou com dois saquinhos de milho, Lin! – disse rindo enquanto ela não deixava ninguém encostar na pipoca dela. Rimos e teve um breve momento de silêncio.

- Posso te fazer uma pergunta? – Lin pronunciou com um olhar cauteloso. Assenti e fiz um sinal com as mãos para que ela continuasse. – O que houve com sua mãe? – ela falou tão baixo que se eu estivesse mastigando a pipoca, não teria escutado.

- Eu não me lembro muito dela, sua existência só era lembrada no natal, que ela mandava alguns presentes. – disse transmitindo tranquilidade para Lin, que estava muito tensa. – Para uma adolescente, isso pesa muito. Você não tem com quem conversar sobre sua paixonite da escola, ou qual a fofoca da semana. Por isso eu me aproximei muito de Logan, ele me disse que quando eu era menor, ela e meu pai eram os melhores pais que alguém pode ter. Mas aí o amor acabou. Simplesmente assim. Em um dia eles estavam felizes e no outro minha mãe não voltou do trabalho. Cada vez que eu perguntava o que tinha acontecido para o eu irmão, ele inventava uma história mirabolante que eu ria e chamava ele de doido. Até que em um natal eu tomei coragem e mandei uma carta para o mesmo endereço que vinham os presentes, perguntando o que havia acontecido. E foi o último natal que vieram presentes. Até hoje eu não sei o que houve, mas nunca fiquei curiosa o suficiente para procurar saber. Se ela quisesse me ver, bom, ela sabia onde me encontrar. – falava na maior tranquilidade e Lin me olhava confusa. Talvez ela nunca entenda minha vida complicada, a família dela sempre foi aquela perfeita, que você olha e sabe que eles jantam todos juntos contando como foi o dia de cada um.

- E o que você vai falar para David? – Philippe disse após um tempo.

- Uh, tinha esquecido disso. – eu realmente tinha esquecido. – Mas não tem o que falar, não temos nada para eu precisar falar com ele. – os dois a minha frente se entreolharam e eu arqueei a sobrancelha como sinal para que contassem.

- Eu acho que David espera um pouco mais de você. – Lin me disse cuidadosa. Minha expressão de confusão a fez continuar. – Ele gosta mesmo de você, Debbie, fingimos estar chocado por vocês estarem juntos, mas já sabíamos. Ele quer algo mais sério contigo, Debbie. – suas palavras me chocaram um pouco, mas nada a mais que o esperado.

- Pelo visto vou ter que terminar algo que nem começou. – eu disse me levantando e indo até a cozinha pegar um pouco de água, logo voltei me apoiando no batente da porta com a garrafa na mão. – Eu não posso chegar nele e despejar tudo isso do nada, como eu fiz agora. – tomei um gole da água e Philippe relaxou mais no sofá negando com a cabeça.

- Eu não concordo com isso, Debbie. Você merece ser feliz, por Deus, até quando você vai se esconder nisso? – Philippe disse cansado.

- Até quando eu achar necessário, gostaria que pelo menos vocês dois conseguissem entender. – disse ríspida. Vamos ter mesmo essa conversa novamente?

- Você tem todo o tempo do mundo, Debbie, nós entendemos isso. E muito bem. E nós entendemos pois sabemos o porquê de você precisar desse tempo. Mas não pode considerar viver isso para sempre. Sentir dor, sentir remorso, sentir raiva, sentir culpa, sentir é algo com que você consegue conviver, não precisa esconder. Nós temos demônios, todos nós temos, isso não é uma surpresa para ninguém. Mas você precisa mesmo deixá-los guardados aí dentro para irem te consumindo? – Lin soltou as palavras sem preocupação, concentrada mais em sua unha, que parecia ser mais interessante. A olhei de sobrancelhas erguidas. Essa garota não para de me impressionar.


Notas Finais


vcs preocupados com quem shippar a debbie, aiai, eu shippo com a lin kkkkkj ícone que nem sabe que é ícone

good news = vou postar outro cap daqui uns minutos :D p compensar essas três semanas kkkkkj sorry
mas ai, o que acham das atitudes da debbie? babaca ou não?

fiquei fora esses dias pq estava pondo minhas séries em dia e comecei a assistir um RPG que toma todo o meu tempo, mas agora vou me organizar mais e vai dar tudo certo szszsz
enfim

comentem, favoritem e sejam felizes
beijinhosss


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