História Wreak Havoc - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Batman, Kick-Ass - Quebrando Tudo
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon (Batgirl), Bruce Wayne (Batman), Damian Wayne, Damon Macready (Big Daddy), David "Dave" Lizewski (Kick-Ass), Dick Grayson, Jason Todd, Lucius Fox, Mindy Macready (Hit Girl), Personagens Originais, Stephanie Brown, Timothy "Tim" Drake
Tags Damianmindy, Hitrobin
Visualizações 43
Palavras 1.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a linda que comentou! Espero que goste desse novo capítulo!

Capítulo 2 - Começando com o pé esquerdo



Mindy Macready 



Contra sua vontade, vestiu o uniforme completo, que consistia numa saia plissada na cor preta, uma blusa social branca com mangas e uma gravata que por pura preguiça deixou de qualquer jeito em seu pescoço. 

Se arrastando como um animal pra o abatedouro, desceu as escadas onde as gêmeas, que estudariam na primeira parte do colégio, graças a Deus bem longe dela, usavam o mesmo uniforme que o de Mindy, ficando simplesmente adoráveis. Detalhe que não contaria nem sob tortura. 

— Vocês estão tão fofas! Deveríamos tirar uma foto! — sua mãe sugere recebendo um rosnado da moça. 

Odiava aquele uniforme e iria atear fogo em todas as câmeras do mundo pra que não houvessem provas que vestiu algo como aquilo. Já havia se decidido.

— Vou levar as gêmeas hoje. E você as busca. — Marcus anunciando a faz levantar da mesa com uma maçã na mão e outra na boca. 

— Boa sorte, com as pestinhas. Vou indo. — fugiu da carona como o diabo fugia da cruz. 

Detestava sermões logo pela manhã. Ao menos tinha seu skate pra andar, uma vez que sua moto estava sendo consertada na garagem. 

Com seus fones, ouviu música por todo o trajeto, sendo barrada na entrada do colégio pelo que parecia ser um porteiro. 

— Nada de skates pelos corredores, senhorita. — adverte a garota que sorri e faz um sinal positivo levantando o skate sobre sua cabeça. 

— Rodinhas para o alto, entendi... — tenta soar o mais divertida o possível embora só quisesse entrar na porra do colégio a tempo. 

Respirando aliviada ao passar pela porta, esbarrou numa morena que caiu sobre uma lixeira a fazendo rir. 

— Qual é o seu problema!? — bradando a desconhecida recusa sua ajuda para se levantar. 

Como se tivesse matado alguém a sangue frio, todos se afastaram e começaram a cochicharem entre eles a lançando olhares furtivos. 

Ok, não tinha começado da melhor forma possível. Nem de longe, tampouco de perto. Numa escala de um a dez, o quanto se fudeu? 

— OMG! Olha o que a bolsista fez com a Amelie! — a moça que não caiu grita em desespero. 

Só tinha alguns papéis sobre ela e algo que parecia o resto de um sanduíche, não foi lá tão ruim assim. 

— Você vai pagar por isso! — ralha a tal Amélia, ou seria Anita, correndo para algum lugar que ela não prestou a atenção. 

Certa vez ouviu Dave dizer que a escola era como dirigir uma bicicleta em chamas, com você também em chamas e todo resto pegando fogo pois na realidade o colégio é um inferno e sempre o achou um lunático por conta daquela frase. Desconfiava seriamente que ali acabaria pela recíproca ser verdadeira.

— Que morte horrível... — pensando consigo mesma caminha pelos corredores até achar seu armário, que de longe era quase um closet de tão grande. 

Facilmente caberia alguém ali dentro, pensa consigo lutando contra a sua vontade de rir da menina que derrubou na lixeira sem querer. 

Lá no seu guarda-roupa jogou seu skate, pegou os livros das primeiras aulas, mas os colocou de volta no lugar, decidindo que roubaria as anotações de alguém caso quisesse estudar para as provas. Não precisava ser boa em tudo, só se manter longe de cenas de crime. 

Logo que se debruçou para pegar um papel no fundo do armário sentiu alguém a empurrar e forçar a porta contra ela até que conseguiu a trancar em seu próprio armário. 

— Puta que pariu! Ahw! Merda! Merda! Me solta, porra! — Macready grita batendo na porta recebendo risadas em resposta. 

— Você tem uma semana pra pedir transferência, baixa renda! — uma voz masculina avisando recebe sons de concordância. 

— Baixa renda é o meu pau! Seu filho da puta! Me solta agora! — Mindy continuou a bater na porta até que o sinal toca. 

Sem saber o que fazer, pegou seu celular e fez o que sabia que daria certo, ligar e pedir uma ajuda a única pessoa no mundo que saberia como sair de uma situação daquelas, seu velho amigo perdedor Dave. 

— Qual a emergência.? Ou deveria dizer o Apocalipse iminente? — brinca ao atender o telefone. 

— O que você fazia quando te trancavam no armário? — foi direto ao assunto. 

— Esperava o inspetor me tirar...

— Sério? Você só sentava lá e esperava alguém salvar sua pele? — Mindy reclamando sentiu o seu nervosismo aumentar. 

— O que eu poderia fazer? — Dave retrucou por fim desinteressado. — Enfim, como está indo a escola? —questiona em tom baixo. 

— Eu estou presa na merda do armário, cara! — Macready gritando no fone sem paciência alguma o surpreende. 

— Como uma heroína fodona foi parar num armário ? Está perdendo seu talento, Min? — o rapaz provocou a moça que xingou alguns palavrões. 

Aqueles adolescentes eram uma praga. Não sabia como andavam em bandos sem lutas diárias pelo comando dos grupos que formavam entre si. 

— Esse lugar é o inferno.. — ela devolve séria.

— Bem-vinda ao colégio... — o escutando dizer observa uma sombra parar na frente do seu armário saindo em seguida. 

Se recusava a pedir ajuda a algum desconhecido. Preferia mofar ali até que viessem procurar por ela.

Irritada chutou a porta que se abriu com facilidade a deixando em choque. 

— Como isso é possível? — pensa alto olhando a porta que estava entreaberta não trancada. 

Quem foi o responsável por abrir a porta do armário dela?

— Mais um segundo e você vai pra detenção, senhorita. — alguém chamou a atenção de Mindy que se virou na direção da voz. 

A garota usava uniforme assim como ela e trazia logo abaixo do brasão do colégio bordado na camisa branca um broche com o nome que a lembrou ter deixado o seu em casa. 

Sem dizer mais nada, ciente que a garota não abriu o armário, uma vez que sua sombra seria infinitamente menor que a da pessoa que abriu a porta, rumou para suas aulas onde continuou a pensar sobre quem abriu a droga da porta e o porquê do idiota não ter dito nada. 

Durante o horário do almoço, atendeu a ligação de Dave que estava preocupado com a ideia dela ainda estar no armário. 

— Estou livre, Dave. — limita-se a resmungar caminhando com sua maçã na mão e um livro de Stephen King. 

As coisas lá eram absurdamente caras e não tinha vontade alguma de comer aquelas merdas. Sorte a de seu padrasto, pois no que dependesse dela, o salário dele continuaria lá na conta bancária dele. Bem longe daquele colégio, que além de fresco era caríssimo. 

A parte de comer já era certo que seria uma maçã, agora onde sentar era um problema a ser resolvido.

Suas opções eram, a mesa dos populares, onde a garota que derrubou estava sentada a encarando puta da vida, a mesa dos atletas, lugar que poderia se dar bem, ou muito mal, se o cara com moicano resolvesse a alisar da mesma forma que fazia com a desconhecida sentada ao lado dele, a área dos maconheiros riquinhos inúteis, que estavam ocupados demais em não parecem chapados para a ver, ou a mesa dos perdedores, onde acabaria deixando de ser novidade em uma semana e seria ignorada por completo. 

Chutando o babaca que tentou à derrubar colocando o pé na sua frente, marchou até o lado que não havia ninguém e sentou na mesa dos perdedores recebendo olhares chocados dos alunos sentados ali. 

— Não foi ela que jogou a Amelie na lixeira? — ouviu alguém comentar ao seu lado. 

— A ruiva do primeiro ano disse que ela recebeu o aviso. — uma menina contando baixo a causou irritação. 

Munida com seus fones de ouvidos e sua playlist se isolou do resto do mundo, trocando mensagens com um pedófilo que pretendia matar no final de semana. 

Ao ver todos se levantarem, concluiu que o intervalo havia acabado, com isso, os imitou indo até seu armário, que abriu com cuidado, se certificando que ninguém estava por perto. 

Sua próxima aula era de educação física e com isso pegou o uniforme para exercícios do colégio indo se vestir-se com todo o resto das alunas. 

Comemorando sua passagem tranquila pelo resto do dia, após passar algum tempo no seu armário, Macready tirou sua camisa e ao tentar pegar sua roupa de educação física, se deparou com a divisória entre as cabines vazia.

Não tinha ninguém no banheiro como simplesmente pegaram a porra do uniforme? Seriam aqueles caras ninjas? Ou estava muito fracote como Dave falou mais cedo? 

Irritada, uma vez que alunos perder aulas eram convertidas em multas aos responsáveis, quer fossem bolsistas, como ela, ou não, em quinhentos dólares, colocou seus fones no ouvido e se dirigiu a quadra de esportes do jeito que estava. 

Sutiã, saia plissada e sapatilha não eram próprias pra física, mas estava pouco se fudendo, desde que ganhasse a merda da presença, não estava nem aí pra o que os outros pensavam. 

— Ora se não é a "Baixa Renda"... — puxando um de seus fones, a garota que caiu na lixeira a cercou com duas amigas. 

— Decidiu complementar sua renda fazendo programas? — a seguidora da líder de torcida sugere divertida. 

Não poderia surtar ali e ser expulsa. Sua mãe estava muito feliz com o bom colégio que Mindy tinha direito e ficaria muito desapontada se ela fosse expulsa logo no primeiro dia de aula. 

Que vontade de sentar a bala naquelas vagabundas. 

— Com licença. — Mindy pediu com falsa educação empurrando as três para que saíssem da sua frente. 

Sem vontade nenhuma de chamar mais a atenção, foi para as arquibancadas, deitou-se la e continuou a ouvir música, até que o professor foi até ela pedindo que fosse se vestir de maneira adequada. 

— Minhas roupas foram roubadas, não tenho mais nada pra vestir. — Macready explica ao homem que se mantinha irredutível na sua decisão de a fazer sair. 

— Escuta... — começando a dizer faz silêncio ao uma camisa ser jogada do lado dela. 

Sem entender, ambos se voltaram para direção de onde veio a camisa e lá viram um rapaz de cabelos negros e olhos claros, de braços cruzados. 

— Problema resolvido. Podemos continuar os testes? — o estranho pediu em tom irritado gesticulando para o grupo de rapazes que parecia em transe a olhando sentada na arquibancada. 

O que homens viam de tão interessantes em peitos eram um mistério que não fazia questão nenhuma de solucionar. 

— Vista a camisa e vá pra coordenação. Darei sua presença, não se preocupe. — o professor fala por fim se voltando para a classe. 

Com um sorriso satisfeito em seu rosto, Macready deu um "tchauzinho" por puro deboche na direção das alunas que roubaram suas roupas, se pôs de pé e desceu em direção à saída do ginásio fechado. 

Quem era a idiota agora? 

Logo que chegou nos corredores do colégio novamente, usando a camisa masculina que cheirava a algo amadeirado e muito bom, sentiu seu telefone vibrar com a mensagem de um número desconhecido. 

"Bem vinda a Gotham Academy, Mindy ^_^"— Era o que a mensagem dizia junto de um link anexado que antes de abrir a página dizia que o tal blog só podia ser lido dentro das dependências do colégio, o que a deixou mais curiosa ainda. 

Os babacas riquinhos tinham algum tipo de seita secreta ou o quê? 

— "Garota Veneno"? — leu em voz alta antes de se encostar numa parede e ler o tal blog que havia sido atualizado a menos de três minutos. 



Notas Finais


Espero que gostem desse capítulo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...