História Write On Me - Capítulo 16


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Laurmila, Norminah
Visualizações 291
Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Bolinhos, como vocês estão? Espero que bem.
Bom galera, antes de ler esse capítulo tem algumas coisas que vocês devem saber.
Vocês lembram quando eu disse que a fic seria dividida em três partes? (Notas iniciais do capítulo 2 – Sobre Você). Então esse capítulo marca o último narrado apenas pela Lauren, então no final dele tem uma parte do prólogo da estória.
Depois desse capítulo, começa a parte dois, que será narrada pela Camila, então muita coisa vai vir a tona, muitas dúvidas de vocês serão esclarecidas, mas peço para que fiquem atentos nas notas iniciais, pois vão ter avisos importantes sobre alguns capítulos.
Enfim, espero que tenha ficado claro toda essa parte kkk boa leitura a todos e divirtam-se!

Capítulo 16 - C. Espero que Entenda


 

Acordo com o som do telefone fixo tocando, no andar debaixo. Abro os olhos devagar e percebo que ainda estou abraçada ao diário, apenas de calcinha e sutiã.

Me sento na cama e sinto uma pontada na cabeça, ótimo, era tudo o que eu precisava. Procuro por um comprimido na gaveta do criado-mudo e quando o encontro, tomo sem água mesmo, pois não estou a fim de sair do quarto.

Visto uma roupa de ficar em casa e volto para cama. As cenas da noite passada estão fervendo em minha cabeça e sorrio involuntariamente ao me recordar de Camila.

Por que adiei isso por tanto tempo? É óbvio, não é?

Eu a amava. Ou melhor, a amo. E não apenas como minha melhor amiga.

Começo a lembrar de todos os momentos que passamos juntas e percebo que a amo a muito mais tempo do que eu realmente imagino. Fecho olhos e me lembro do seu rosto delicado, seu nariz arrebitado e até mesmo do som de sua risada, o melhor som do mundo.

Abro os olhos e quase pulo da cama a procura do meu celular, preciso ligar para ela, preciso me declarar, dizer o que vai no meu coração, mesmo que ela não queira ficar comigo ou que não corresponda da mesma forma. Eu preciso dizer a Camila que a amo!

Encontro meu celular no meio das cobertas, procuro pelo número de Camz e ligo, porém, a ligação vai direto para a caixa postal. Tento mais duas vezes, mas volto a escutar que seu celular não pode receber chamadas.

– Deve estar dormindo ainda... – resmungo para mim mesma.

Volto a me estar na cama, percorro os olhos pelo quarto, céus, não há nada para fazer.

Deito com os braços abertos e sinto algo incomodar minhas costas, sento novamente e me dou conta que deitei em cima do diário.

– Esse diário... – falo negando com a cabeça.

Agora eu já não me importava com quem o escreveu, aposto que foi apenas uma brincadeira de mau gosto, alguém tentando mexer comigo. Essa droga de diário só prestou para me abrir os olhos e perceber que sou apaixonada por minha melhor amiga.

– Eu vou dar um fim em você. – digo o folheando. – Mas não sem antes ler a última página. – concluo e volto a me sentar na cama. Não custa nada, não é mesmo? Já o li inteiro, uma página a mais, uma a menos... que diferença faz?


Espero que até aqui já tenha descoberto quem escreveu esse diário a você. Mas se não descobriu, eu vou te “falar”. Porém, antes, preciso esclarecer algumas coisas.
Lauren, não foi fácil aceitar que eu estava perdidamente apaixonada por você. Era difícil te ver beijando garotos ou até mesmo abraçando meninas. Eu sentia ciúmes até das pessoas que seu olhar se fixava. Eu queria que você me desejasse tanto quanto eu te desejo. Mas nunca aconteceu e eu duvido que vá acontecer.
Não tenho atributos que te atraem, eu sou apenas uma garota com o psicológico fodido demais. Alguém que os pais tentam esconder, pois sei que eles tem vergonha do que sou. Eles não entendem que não escolhi amar pessoas do mesmo sexo que eu, eles não sabem que nasci assim e apenas me iludi com todos os garotos que beijei ao longo de todos esses anos.
Eu não quero que você leve essa bagagem, entende? Não quero que se apaixone por mim e tenha que viver da forma como eu estou vivendo, aprisionada dentro de mim mesma.
Eu te amo Lauren. Eu te amei desde o primeiro momento que te vi. E eu te amarei até o resto de meus dias.
Se seus olhos forem a última coisa que eu lembrarei antes de morrer, então morrerei feliz.
O câncer já está num estado mais avançado do que os médicos gostariam. Eles já não conseguem dar certeza de que vou sobreviver ou não. Eu sinto como se estivesse morrendo aos poucos, eu sinto o câncer se alimentar de mim e já me conformei com uma morte dolorosa.
Eu não quero mais sofrer, mas eu sei que posso te fazer sofrer muito e desde já eu peço que me perdoe, pois eu não queria que fosse assim.

C. Espero que entenda.

“C.”

“C.”? Isso é tudo que devo saber sobre minha admiradora secreta? Uma letra?

– Droga! – vocifero e jogo o diário na parede.

Meus pensamentos estão a milhão e eu só quero encontrar uma maneira de me distrair.

Tento ligar para Camila de novo, mas o celular dela ainda cai na caixa postal. Pego uma revista e me sento na cama, me obrigo a folheá-la.

– Lauren?! – ouço a voz de minha mãe batendo na porta do meu quarto.

– Estou ocupada. – grito. Não estou a fim de conversar ou responder nenhum interrogatório.

– Lauren, nós precisamos conversar. – diz minha mãe entrando no meu quarto.

– Olha, se é sobre a maconha, não era minha, ok? – falo com raiva voltando minha atenção para a revista em minhas mãos.

– Que maconha, Lauren? – pergunta minha mãe sentando-se em minha cama.

– Ah... – pronuncio, não era sobre isso que ela veio falar? Droga. Pelo visto ela já esqueceu o dia da festinha de Ty. – deixa para lá. O que dizia mesmo?

– Que a gente precisa conversar, mas eu adoraria saber da história da maconha primeiro. – fala cruzando os braços.

– Mãe, não é nada, só sai com uns amigos que estavam fumando, mas eu não fumei! – me apresso em dizer.

– Tudo bem. Olha Lauren, não é fácil te dizer isso, mas você tem o direito de saber. Sinu não queria que eu te contasse, ela não quer que você ou nenhuma das suas amigas sofram, mas seria muito difícil esconder isso de vocês, por isso decidi que tem que saber e é melhor que seja por alguém da sua família.

– O que é mãe? Está me assustando. – falo largando a revista e me aproximo mais dela.

Minha mãe baixa a cabeça e depois a levanta, seus olhos estão fechados e quando ela os abre, algumas lágrimas escorrem.

– Mãe, o que está acontecendo? – pergunto nervosa, sei que minha mãe não é muito de chorar.

– É a Camila, Lauren. – responde ela com a voz embargada.

– O que tem ela?

– Ela está no hospital da cidade...

– Por quê?! – falo mais nervosa ainda.

– Ela tem... – minha mãe hesita. – ela tem...

– Mãe, por favor, o que ela tem?

– Ela tem câncer Lauren.

Sinto minha visão ficar turva, a voz de minha mãe vai ficando distante e tudo ao meu redor parece girar. Ouço uma voz na minha cabeça e ela diz que meu desejo foi atendido. “C.”. Lembro a inicial no fim do diário.

Seu desejo foi atendido Lauren. Lide com isso. É ela. Sempre foi.

Minha cabeça grita e eu tenho que fazer um esforço muito grande para levantar da cama.

Eu não pensei duas vezes antes de largar minha mãe sozinha em meu quarto e descer as escadas correndo, calcei qualquer coisa que estava bem ao lado da porta e comecei a correr em direção ao hospital. E aqui estou eu, dobrando a esquina do maldito lugar.

Apertei os passos e cheguei ofegante na recepção, fui direto para o balcão, mas eu não sabia exatamente o que dizer. Tudo a minha volta parecia estar em câmera lenta, minha audição estava abafada e meus olhos tinham dificuldade para focar.

Senti mãos envolverem minha cintura, olhei para baixo e lá estava Sofia, seus olhos estavam marejados, seu nariz vermelho indicava que já tinha chorado. Então era verdade, não é? Camila estava com câncer.

Me abaixei na altura de Sofia e a abracei tão forte que pensei colaria nossos corpos. Caí em prantos nos braços da pequena, senti suas mãozinhas acariciarem meu coro cabeludo e sua voz dizendo ao meu ouvido que tudo ficaria bem, que tudo daria certo.

Aos poucos fui me acalmando, me desvencilhei dos braços de Sofia e encontrei os de Sinu, ela me pediu desculpas por não querer me contar, disse que queria me poupar de um sofrimento muito grande. Abracei Alejandro e depois nos sentamos numa das cadeiras dispostas na recepção.

Eu queria gritar, perguntar aos pais de Camila desde quando, por quê e onde, mas eu já não tinha forças o suficiente e talvez nem coragem para escutar a verdade.

Um senhor vestido num jaleco branco com uma prancheta em mãos, veio em nossa direção. Ele informou que a situação estava controlada, mas que ainda não podíamos entrar no quarto de Camila, ela estava muito mal e precisava de uma cirurgia com urgência. Ele encaminhou Sinu e Alejandro para o balcão da recepção, eles tinham que assinar alguns papéis.

Aproveitei a deixa e segui pelo corredor de onde o médico tinha vindo, eu sabia que ali era a ala apenas para pessoas autorizadas, mas eu não me importava, eu tinha que vê-la.

Fui caminhando apressadamente pelo corredor e não me importei com os olhares questionadores. Cheguei até um ponto onde os quartos eram trancados, provavelmente era aqui que ela estava. Fui lendo os nomes nas portas e olhando curiosamente pelas janelas que permitiam bisbilhotar para dentro do quarto.

Não foi difícil achar o quarto de Camila, já que seu nome estava escrito em letras garrafais na porta, tentei forçar a mesma inutilmente, era óbvio que estava trancada. Caminhei até a janela e vi seu corpo inerte deitado na cama, ela parecia estar mais magra do que o comum, provavelmente estava sofrendo e eu nem reparei.

Escutei passos no corredor e avistei o médico de Camila, assim que seus olhos encontraram os meus, ele apertou o passo e começou a perguntar quem tinha autorizado a minha entrada. Droga.

Comecei a bater no vidro da janela do quarto de Camila freneticamente, ela virou seu rosto lentamente em minha direção, me deu um sorriso torto e fraco. As lágrimas começaram a descer involuntariamente pelo meu rosto e eu batia cada vez mais forte no vidro, talvez na tentativa de quebrá-lo. Antes que o médico pudesse me alcançar consegui ler os lábios de Camila, e eles diziam:

– Cuide deles e se cuide!


Notas Finais


E aí, o que acharam para o último capítulo narrado pela Lauren? Ansiosos para os capítulos da Camila? hahaha
Deixem suas opiniões aqui nos comentários, favoritem a fic e compartilhem com os amiguinhos!

Galera, acabei de atualizar minha outra fic, corre lá para dar uma olhadinha:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/eu-estive-aqui--camren-13652230

Beijos de luz e até mais!


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