História Write On Me - Capítulo 17


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Laurmila, Norminah
Visualizações 358
Palavras 1.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Bolinhos, como vocês estão? Espero que bem.
Bom, eu queria postar esse capítulo apenas amanhã, mas por motivos pessoais, resolvi fazer isso hoje.
Como eu havia dito, os capítulos apenas narrados pela Lauren acabaram e aqui começam os narrados pela Camila. Esse primeiro capítulo dela foi escrito pela minha namorada, pra quem não sabe, ela frequentemente faz umas participações especiais nas minhas fic's e nessa aqui faz tempo que ela não fazia, então pedi pra ela escrever. Espero que vocês gostem da escrita dela assim como eu amo! E queria fazer uma pequena homenagem a ela aqui, pois amanhã completamos 2 anos e 8 meses, então querida, aproveitando a deixa, obrigada por tudo que você fez, faz e fará por mim, eu não poderia ter encontrado alguém melhor pra caminhar comigo! Nós perdemos muito tempo para chegarmos até aqui, mas agora que chegamos não vamos desperdiçar mais tempo, ok? Sempre estarei aqui pra você, independente da situação ou circunstância. Você é uma pessoa incrível e nunca pense o contrário, somos merecedores de todas as coisas e "pessoas" que surgem na nossa vida. Nunca diga ou pense que é incapaz, se você se visse da forma como eu te vejo, também se apaixonaria todos os dias. Você irradia luz e faz dos meus dias escuros mais bonitos. Obrigada! Eu te amo!

Boa leitura a todos e divirtam-se!

Capítulo 17 - Como se Sente?


Fanfic / Fanfiction Write On Me - Capítulo 17 - Como se Sente?

 

POV CAMILA

“Por favor, não diga que foi um erro” as palavras de Lauren ressoam na minha cabeça diversas vezes enquanto a água quente do chuveiro escorre pelo meu corpo. Não consigo esquecer a sensação que seus lábios me trouxeram, não consigo deixar de sorrir ao lembrar do seu sabor. Minha melhor amiga tinha se entregado para mim, não da forma que eu gostaria, mas, ainda assim, tinha se entregado.

Por mais que tudo isso tivesse acontecido entre nós, por mais que Lauren tenha dito que era minha namorada para aquela garota, ela não é. Ela me beijou, ela disse para eu não dizer que foi um erro. Ela não me parou quando dei vazão ao meu desejo por ela. Mas o que isso significa? Lauren está apaixonada por mim? Ela sabe que foi eu quem escreveu o diário? Ela se deu conta que estou doente e agora está com dó? Ela me beijou por dó?

Meus pensamentos são interrompidos pela voz da minha mãe. Ela me pede para sair do banho e é o que eu faço. Visto meu pijama, sento em minha cama e espero os benditos remédios que tenho que tomar todos os dias.

– Você bebeu? – pergunta minha mãe com uma expressão séria.

– Não.

– Tem certeza, Camila?

– Sim.

Tomo os remédios que estão dispostos em sua mão, bebo toda a água e espero ela sair do quarto para encarar a luz do meu abajur. Lauren vem em minha mente outra vez, como se fosse um míssil e eu fosse seu alvo.

Por mais que eu não saiba o que Lauren sente por mim nesse momento, eu sei o que sinto por ela. Tudo é vazio e cinza quando Lauren não está por perto, tudo. Ela é minha amiga antes de mais nada, e eu sei disso. Mas também sei que Lauren é como tomar uma dose de uma bebida forte. Me queima quando eu a tomo, mas me mantém viva. Faz meu sangue correr nas veias, meu coração acelera e eu consigo ter esperança de que no final, ela ainda será minha. Ela pode levar quanto tempo precisar, mas eu não tenho esse tempo, e é isso que me dilacera todas as noites. Eu não tenho tempo.

Apago a luz do meu abajur e me deito. Deixo minhas lágrimas escorrerem soltas pelo meu rosto e logo estou soluçando fortemente. Eu não queria que fosse assim, não queria que meu tempo estivesse se esgotando. Mas ele está, e Deus, como isso dói. Como dói saber que eu não tenho todo o tempo do mundo com Lauren.

Me perco na escuridão novamente tentando me lembrar da luz dos olhos dela.

Acordo no meio da noite com uma dor insuportável. Meu corpo treme, sinto um frio percorrer pela minha espinha e uma dor na altura da minha coluna lombar me faz perder todo o meu ar. Tento me levantar, mas é em vão. Eu não tenho forças, eu não consigo me mexer. Minhas vistas estão embaçadas, meus pulmões falham e minha garganta queima. Me esforço o máximo que consigo para respirar fundo e me obrigo a repetir o ato diversas vezes, aos poucos consigo raciocinar melhor. Um latejar violento se espalha pelo lado direito das minhas costas fazendo meu corpo se contorcer automaticamente. Me encolho na tentativa de aplacar minha dor, mas é em vão. Mais uma latejada e um ruído escapada da minha garganta. Paraliso e sinto lágrimas brotarem em meus olhos.

Eu não posso morrer, não agora. Fechos os olhos com força, tento buscar algo para me agarrar e lá estão eles, os olhos dela. No final é isso? É ela quem vai me dar forças? É isso que chamam de amor? Não sei como, mas é pensando nela que consigo gritar.

– Mãe! Mama, por favor! Mãe! – grito o mais alto que consigo.

Choro descontroladamente enquanto me contorço de dor. As pontadas não cessam, agora estão mais intensas e eu sinto que algo está se alimentando de mim. Algo está me perfurando, me torturando, me matando. Estou quase perdendo os sentidos quando a porta do meu quarto se abre. Meu pai me toma em seus braços, a luz do meu quarto é acesa.

– Camila? O que está sentindo? – a voz de minha mãe está embargada. Seus olhos estão tão arregalados quanto os do meu pai.

– Dor, muita dor. – falo com dificuldade.

– Precisamos levá-la ao hospital. – meu pai fala desesperado.

– Vou pegar Sofia e as chaves. Eu sabia que não devia ter deixado ela ir nessa festa, ela deve ter bebido. – minha mãe fala e eu gemo no colo do meu pai.

– Ela tem câncer, Sinu! Não seja ridícula! – sua voz está carregada de ira agora. Ele está nervoso, mas seus olhos não deixam os meus.

É um pedido. É um pedido silencioso para que eu não o deixe, para que eu não faça isso com ele. Mas sei que ele quer me transmitir calma também, o que não acontece.

Meus gemidos ficam mais intensos conforme a dor aumenta. Sinto que vou perder meus sentidos a qualquer momento e é isso que acontece assim que recosto minha cabeça no colo de Sofia.

– Kaki, vai ficar tudo bem. – sua voz está trêmula e sei que ela está chorando.

– Me desculpa! – é tudo que menciono antes de desmaiar.

As luzes invadem meus olhos, pisco diversas vezes para me acostumar com a forte claridade e entro em desespero ao ver um teto completamente branco acima de mim. Eu morri?

Tento me sentar, mas me sinto fraca. Não tenho forças para me mexer, então apenas viro a cabeça e vejo pessoas vestidas de branco ao meu lado. Uma mulher sorri para mim e se aproxima.

– Oi, como se sente? – sua voz é calma e seu sorriso me conforta.

– Onde estou? Aqui é o céu? – ignoro sua pergunta.

Ela gargalha antes de alisar meus cabelos. Ela checa algo em meu braço, então me dou conta de onde estou.

– Então Camila, como se sente? – dessa vez é um homem que faz a pergunta.

Sua voz é mansa, não tanto quanto a da mulher. Sua pele clara contrasta bem com o tom claro de seus olhos e sua barba escura. Sorrio fraco para ele e me esforço para responder sua pergunta.

– Fraca.

– Isso é por conta dos remédios que aplicamos em você. A dor está mais… – ele faz uma pausa, parece pensar em como completar a frase – suportável? – concordo com a cabeça e ele sorri – Você nos deu um belo susto, mas vamos cuidar de você. Vou te fazer algumas perguntas e quero que me responda sinceramente, tá bom?

– Sim.

– Você foi a uma festa, certo? – concordo com cabeça. – Ingeriu bebida alcoólica?

– Não.

– Passou nervoso?

– Um pouco.

– Quando começou as dores? Estava sentindo dor quando foi para a festa?

– Não. Eu estava bem, acordei sentindo dor essa madrugada.

– Certo, você precisará passar por alguns exames, está bem? – concordo com a cabeça.

Meus olhos estão pesados, sinto que vou adormecer novamente, mas luto pra me manter acordada e fazer uma pergunta a ele.

– Posso ver uma pessoa?

– No momento não, mas assim que puder, prometo deixar todo mundo vir te visitar.

– Mas eu posso…

– Não se esforce, Camila. Cuidaremos de você!

Mas eu posso morrer. Eu posso não ver mais ninguém novamente. É tudo que penso antes de ser deixada sozinha novamente.

Não tenho forças para falar e sinto minha respiração ficar mais difícil a cada segundo. Luto para me manter acordada e me esforço para ouvir tudo a minha volta. Ouço vozes longe e o bipe dos aparelhos ao meu redor vão ficando cada vez mais fracos, até que ouço batidas ao longe, em minha mente talvez.

Pisco algumas vezes, olho em direção a uma espécie de janela e lá está ela. Batendo desesperadamente contra o vidro que nos separa uma da outra. Sorrio da melhor maneira que consigo para ela e sussurro:

– Cuide deles e se cuide!

Lauren é tomada pelos braços do médico que estava aqui comigo antes, vejo a chorar e se debater antes de sumir da minha vista. Sinto uma dor ainda maior no meu peito e rogo uma praga sobre mim por estar fazendo-a sofrer. Quem contou a ela que eu estava aqui? Será que ela chegou na última folha do diário e me procurou em casa antes de vir para cá?

Sinto minha visão embaçar novamente, minha cabeça lateja na mesma intensidade que meu rim. Os bipes do aparelho ao meu lado apitam e logo uma porção de gente entra na minha sala. Ouço vozes e logo minha maca começa a ser empurrada pelos corredores.

Tento me manter acordada, mas essa tarefa está ficando cada vez mais difícil. Me concentro no rosto de uma das mulheres que está ao meu lado, é a que falou comigo há pouco tempo e ela está me olhando com esperança. Ela sorri de forma tranquilizadora e é a isso que eu me agarro.

Me colocam em uma espécie de mesa, todos se movimentam ao meu redor e novamente a mulher aparece ao meu lado. Ela checa algo em uma espécie de televisão e sua voz calma se torna em algo apavorado.

– Batimentos cardíacos em 70 e baixando… 69, 68, 67, 66… – seus olhos estão fixos nos meus.

Meus olhos pesam cada vez mais, não consigo ter forças para mantê-los abertos e agora me pergunto se quero fazer isso.

– 57, 56… Menina, por favor – encaro seus olhos e sorrio fraco – não desista, lute.

É tudo que ouço antes de fechar os olhos.


Notas Finais


E as lágrimas? Escorreram demais? kkkk deixem as opiniões de vocês aqui nos comentários, favoritem a fic e compartilhem com os amiguinhos.
Beijos de luz e até mais!


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