História Write on Me - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Amor, Bts, Fanfic, Hyein, Jihope, Meant To Be, Romance, Soulmates
Visualizações 51
Palavras 1.134
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Existem poucas pessoas neste mundo por quem poderia escrever yaoi, e Eve, és uma delas.
Um jihope de soulmates, em que os nomes de um do outro aparecem gravados no pulso.
Te amo imenso <3

Um agradecimento especial à Lullaby, Lulz da minha vida, por ser a minha beta oficial, and à Carol (awhi_) por fazer las melhores capas que este texto não merece <3 ;3;

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Write on Me - Capítulo 1 - Capítulo Único

***

 

O nosso destino está traçado desde o momento em que nascemos. A nossa existência completa um de outro, e o nosso propósito é encontrar a felicidade na outra pessoa. Quando Zeus decidiu dividir os humanos, não só nos tornou mais fracos, como nos amaldiçoou numa busca eterna.*
 

Era domingo de manhã. O sol brilhava timidamente por detrás das nuvens fofas e gordas. Eu gostava do início da primavera, quando o calor era aconchegante e o frio o suficientemente agradável para me fazer sair de casa, e eu realmente não gostava nada de sair do meu quarto.  Como era quase um hábito, passei primeiro pela padaria e depois pela mercearia. A minha vida era previsível e monótona. Ouvia sempre as mesmas músicas quando saia de casa, e demorava exactamente o mesmo tempo de todas as vezes que o fazia.
 

Dois passos para a esquerda, e não caí no buraco do passeio, dois milímetros mais para a esquerda e dá para me esquivar dos ramos grandes do abeto por aparar. Virar à esquerda e lá estar a madame Oh a conversar com a sua vizinha nova, que vai suspirar em três, dois, um. Sorriu.  No seguinte bloco duas crianças vão aparecer, vão pedir rebuçados e eu vou dar-lhos, como sempre faço.
 

Ponho a mão no bolso, pronto para os receber, mas eles não estão lá para me cumprimentar. De cabeça pendida, o mais velho está sentado no chão, enquanto o seu irmão pequenino abraça uma pessoa estranha, que quando olhou para mim o deixou de ser.


***
 

O humano é uma criatura de hábitos. Mas os selvagens, as bestas ferozes vivem na busca para uma mudança trágica. O homem criou-se de hábitos, mas tenta ao máximo quebrá-los, criando histórias, amores e loucuras, para deixar de se sentir vazio.
 

Quintas-feiras são monótonas. São a pior nota da pauta de um piano. Um som que não nos desfaz no choro, ou nos enche de paixão ardente. Quintas-feiras são noites de sofá a ver repetições da semana toda, restos de todos os dias e limpar os mesmos pratos. Quintas-feiras nunca me pareceram algo mau antes de conhecer Jimin e querer trocar todas as horas de um dia para o poder ver mais que uma vez.

A louça já foi lavada pela quinta vez hoje. Os pratos alinhados por cor e tamanho, as mantas arejam na janela, está um dia bonito. Não há nuvens gordas e fofinhas, mas há o calor não intenso e vem sempre acompanhado de uma aragem fresquinha que me enche o espaço e esvazia o coração.

O tilintar dos sinos batem uniformemente nos quatro cantos da sala. Um espanta espíritos que deixa a minha alma assombrada. Um dia vou ter de o tirar.


***

O ser humano adora a melancolia tanto como adora a alegria. Precisa de baixos para sentir os altos. Precisa dos altos para poder cair novamente. O ser humano gosta de magoar-se por amor, gosta da adrenalina de algo que não é fácil, e mesmo assim consegue sofrer por ele.
 

Quando decidi ser escritor, não houve um suspense enorme por parte dos meus pais. Apesar da minha natureza extrovertida, viver no meu lugar sossegado, com pouca gente e rodeado de coisas que gosto, era-me essencial. Mas, desde que Jimin tinha gravado o seu nome em mim e eu gravado o meu nome nele, a vida parecia ter ganhado muito mais que livros com pó, folhas rasgadas e o barulho da máquina de escrever.

Hoje era desses dias, meses depois de nos descobrirmos um num outro. Depois de passar as fases da incerteza e da angústia do destino. Começava a instalar-se um sentimento de familiaridade que não tenho a certeza se alguma vez não existira. Pode estar apenas coberto por muita carga sentimental.

Ele está deitado no sofá, e eu sentado na poltrona. Os seus dedos brincam na alcatifa nova que ele trouxe do seu antigo apartamento - cinco ruas depois do meu - e cantarola uma música qualquer que me faz pensar em verão. E já vamos bem para lá do início do outono.

Havia duas chávenas de chá novas, uma branca e outra preta, que ele tinha comprado antes de se mudar - com medo que todas as minhas chávenas fossem velhas e partidas, só porque lhe tinha dito que guardava tudo comigo. Tonto. Ele era um tonto, que sonhava alto e vivia às alturas, coisa que eu devia começar a fazer.

Fixou-se o seu olhar em mim. E senti uma súbita vontade de o beijar, de o abraçar, de o amar.


***

O ser humano cria rituais para explicar certos mistérios, certos ideias, certos sentimentos. Ninguém o é imune, seja um funeral para se despedir de um ente querido ou encher um caixote cheio de memórias de uma falhada relação.

Branco sobre branco. A luz cristalina do inverno iluminava o corpo desnudo de Jimin, A sua cabeça pousada na almofada branca, os seus olhos postos nos meus. O seu sorriso tão bom e caloroso - como se estivéssemos novamente na primavera de há dois anos  atrás, quando nos conhecemos.

Sábados são dias de repouso, de ficar na cama por mais um bocado. De mãos dadas a fitar o infinito projetado nos nossos olhos. Onde sem efetivamente nos lermos a mente, eu entendo-o por um todo e ele a mim.

Foi então que ele parou o nosso pequeno ritual. E sentou-se na cama, coçou a cabeleira escura e sorriu para mim. Abriu a gaveta da mesinha ao lado da cama e tirou uma caixa preta.

Pousou-a na cama e arrastou-a na minha direção. Não esperou que a abrisse e fê-lo sozinho. O meu coração, o meu pobre coração, que dispara de forma louca como se quisesse saltar-me do peito e abraçar o homem da minha vida.
 

O nosso destino está traçado desde o momento em que nascemos. A nossa existência completa um de outro, e o nosso propósito é encontrar a felicidade na outra pessoa. Quando o nome de Jimin ficou-me gravado na pele quis chorar. O meu destino tinha-me encontrado e viver sozinho tinha-se tornando impossível. Por mais que o quisesse e por mais que tentasse, voltava sempre para ele.

Era Domingo de manhã. As nuvens sarapintavam o céu de final da primavera. Branco sobre branco, os nossos votos foram feitos ao ar livre. Junto das pessoas que mais gostamos, junto das pessoas que nos viram crescer. Junto de tudo o que nos torna feliz. Caminhamos de mãos dadas até ao altar. Curvamo-nos em respeito e choramos de alegria.

Os nossos olhares cruzaram-se enquanto brindavamos à felicidade. Mão contra mão, que se foram entrelaçando uma na outra, como a nossa vida o fez. Suspirei, olhando para o homem que tinha ao meu lado.

Que Deus seja a minha testemunha quando afirmo que Jimin tinha-se tornado a essência da minha alma.

 


Notas Finais


* da mitologia romana. Os humanos tinham quatro braços, quatro pernas, e duas cabeças. Zeus, ao perceber que eram muito fortes assim, decidiu separá-los em dois. E destinar a cada humano procurar a sua outra metade.


Espero que tenham gostado!
Comentários, sugestões e criticas serão sempre bem-vindas!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...