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História Write On Me - Capítulo 4


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Notas do Autor


EU VOLTEEEEI!!!

Peço perdão pela demora, mas eu tive que dar uma ajustada em alguns pontos da história a partir desse capítulo. Após as correções tudo está indo de acordo com o que pretendo para o futuro da fanfic.

Quero agradecer a todos pelos comentários, como falei para vocês: os comentários são importantes para os autores, pois além de mostrar que há pessoas que gostam do nosso trabalho, é um enorme incentivo para continuarmos escrevendo. Além disso, é ótimo interagir com os leitores. Também gostaria de agradecer aos que favoritaram a fanfic, vocês são uns amores!

Aos leitores fantasmas: eu também amo muito vocês! E caso se sintam desconfortáveis para conversar comigo pelos comentários, podem conversar por mensagem privada.

Ok, chega de falar, vocês devem estar ansiosos pelo capítulo. Boa leitura e nos vemos nas notas finais.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Camila estava batendo o pé ao som da música, embora o ato demonstrasse impaciência. As amigas deveriam estar ali há 20 minutos e aquela festa não seria a mesma coisa sem elas.  Era sábado à tarde e Camila estava na casa de uma de suas colegas de turma. Os pais da garota haviam viajado e deixaram-na sob os cuidados de sua irmã mais velha, que deixou a garota dar uma festa.

Sentiu um toque gelado em seu braço esquerdo e virou-se para ver quem era. Veronica Iglesias sorria para ela. Camila se esforçou para não olhar muito, mas não pode deixar de perceber como o vestido curto que Vero usava realçava o seu corpo.

Veronica era a ficante de Camila há alguns meses, eram do mesmo ano, mas de turmas diferentes. Conheceram-se em uma das gincanas do colégio e a atração entre as duas foi imediata, embora tenha levado um tempo até que rolasse o primeiro beijo. As duas mantinham uma amizade colorida. Era o tipo de relação perfeita para as duas, que se encontravam quando queriam ficar com alguém e ao mesmo tempo estavam livres para ficar com outras pessoas.

-Oi, Vero. Tudo bem? –Camila a cumprimentou.

-Oi, estou bem e você?

-Estou ótima. Não sabia que viria.

-Nem eu sabia, na verdade. Foi difícil enganar os meus pais para chegar até aqui.

-Eu te entendo. Tive que dizer que iria a um parque com as minhas amigas e que iria de Uber, mas o meu pai insistiu muito para levar ao “parque”. Qual desculpa você usou?

-A clássica: que iria estudar na casa de uma amiga.

As duas garotas riram e Camila viu as amigas de longe. Elas vieram diretamente em sua direção.

-Do que estavam rindo? –Normani perguntou, achava que Vero sempre dizia coisas engraçadas e não iria deixar passar a oportunidade de dar boas risadas.

-Sobre as desculpas que usamos para estarmos aqui. Eu tive que dizer aos meus pais que iria estudar na casa de uma amiga.

-Nós também. Mas dissemos que iríamos juntas, por isso a demora. Eu ainda precisei ir à casa da Mani antes de virmos. –Ally disse.

-Estou surpresa por você, Ally. Nunca imaginei isso de você.

-Até quando vocês vão pensar que eu sou um anjinho que não faz nada de errado?

-Para sempre, Ally. –Camila respondeu e as outras riram. Ally sempre seria considerada a “santinha”, não importa o que fizesse.

Mais alguns minutos de conversa se passaram. Logo Normani e Ally deram um jeito de sair para que Camila e Vero tivessem mais privacidade.

As duas garotas não perderam tempo em encontrar um local mais afastado e em poucos minutos estavam se beijando. Camila achava incrível como os beijos de Vero nunca se tornaram monótonos, iguais. Ela achava que depois de alguns meses se cansaria de beijar Veronica, mas não foi isso o que aconteceu. Na verdade, do jeito que as coisas iam, havia uma grande probabilidade de a sua primeira relação sexual ser com Vero. Camila tentava não pensar muito nisso, mas como quase todas as adolescentes, ansiava por esse momento.

Enquanto a língua de Vero explorava a sua boca e as mãos de ambas exploravam o corpo uma da outra, Camila não pode deixar de pensar em como Vero era boa no que fazia e em como uma relação com ela seria tranquila e fácil. Não havia tido um relacionamento sério até então, mas sentia que poderia ter algo com Veronica caso quisessem.

 

***** Dias depois

Lauren iria a uma pizzaria com os amigos, achou melhor anotar o endereço e horário em seu braço para não se esquecer. Era uma semana complicada, estava entregando alguns trabalhos da escola e todo o resto estava sendo varrido de sua mente, chegando ao ponto de Dinah ter que recordá-la do aniversário de Shawn inúmeras vezes durante a semana.

Camila se surpreendeu ao ver o endereço em seu braço e se o Universo não estivesse lhe pregando uma peça, este endereço era em sua cidade, uma pizzaria para ser mais exato.  Explicou a situação para Ally e Mani, que concordaram em ir com a amiga à tal pizzaria. Por ter consciência de que a garota sabia o seu nome, Camila pediu que as amigas a chamassem de Karla, seu primeiro nome, esse também seria o nome dado a qualquer um naquele local que questionasse como ela se chamava.

Por um momento Camila ponderou sobre escrever em seu braço para descobrir quem era a sua alma gêmea ali. Porém, chegou à conclusão de que não seria o ideal, pois poderia não encontrá-la e ainda faria com que ela jamais escrevesse novamente. Trouxe a folha dobrada no bolso da jaqueta, embora soubesse que se a garota certamente não se importaria em carregar a folha. Na verdade ela era tão “cuidadosa”, que deixou tinta cair na folha e em seu braço também, Camila viu a tinta, porém seguiu a promessa de não falar com a garota por meio da folha.

Prometera a si mesma que não escreveria mais, contudo, em sua promessa nada constava sobre ir até o endereço que sua alma gêmea escrevera. Além disso, poderia ser a única chance de Camila vê-la, afinal, ao que tudo indicava, ela morava em outra cidade.

Uma vez na pizzaria, Camila e as amigas colocaram o plano em ação. Ficaram olhando todos os que entravam. Era uma tarefa difícil. Como a encontraria sem escrever em seu braço ou na folha?

-E se você manchar a sua folha? Não estaria escrevendo. –Mani sugeriu e Ally concordou. A verdade é que todos acharam que seria algo simples, talvez ocorresse como nos filmes e livros: Camila veria a menina entrando pela porta e já saberia que ela era a sua alma gêmea. Contudo, a tarefa estava, no mínimo, entediante.

-Já falamos sobre isso, ela não deve estar com a folha dela aqui.

Ficaram olhando para a porta, pessoas entravam e saíam, mas nenhuma delas chamava a atenção de Camila. Foi ao banheiro. Saiu do box de cabeça baixa e ao levantar, uma garota que aparentemente estava se olhando no espelho se virou, as duas praticamente trombaram. Ambas se assustaram, o que tornou a cena cômica, fazendo com que as duas rissem da situação. Poderia ser desconfortável rir com estranhos, mas a cena havia sido tão engraçada que isso não importava. Somente quando parou de rir, Camila tomou conhecimento da beleza daquela garota. Alta, de olhos claros, boca carnuda e um corpo... como uma garota poderia ser tão linda?

Camila fingiu não perceber, mas se deu conta do jeito um pouco malicioso que a garota a olhou também. Apesar de ser virgem, Camila não era santa.

-Olá, me chamo Lauren, peço desculpas pelo susto. –A desconhecida se apresentou.

-Me chamo Karla. Eu que devo pedir desculpas, estava de cabeça baixa. Deveria olhar mais por onde ando.

-Tudo bem, não precisa pedir desculpas.

Poderia Lauren ser a garota que ela tanto buscava? Camila não tinha dado algum sobre a sua alma gêmea, mas sabia que não era daqui.

-Você mora aqui em Seattle?

-Sim, me mudei há uns oito meses.

Oito meses, droga! A tal garota havia ido ao show há pouco menos de oito meses.

-Que legal! Espero que esteja gostando da cidade.

-Estou gostando sim, estou fazendo ótimas amizades. Acho que os meus amigos me ajudaram a tornar tudo o mais tranquilo possível. Inclusive estou aqui para comemorar o aniversário de um deles.

-Parabéns para ele então. –Disse enquanto lavava as mãos. Camila achou que esta foi a coisa mais estúpida que poderia ter dito e se repreendeu mentalmente por não saber agir quando está cara a cara com uma garota bonita.

-Eu preciso ir, meus amigos estão me esperando. Tenha uma ótima noite. Foi bom te conhecer, Karla.

-Digo o mesmo, Lauren.

Ambas queriam o número da outra, contudo, Lauren achou que Karla não era o tipo de garota que daria o numero a uma desconhecida. Já Camila, bom, ela era péssima flertando, morria de vergonha de falar qualquer coisa, imagina pedir o número de alguém.

Logo ao chegar à sua mesa, Camila contou para as amigas sobre a garota que havia conhecido. Após ter mostrado Lauren ao longe, Normani e Ally quase a agrediram por não ter pegado o numero de uma menina tão gata.

-Eu jamais conseguiria fazer isso. –Defendeu-se. E então ponderando por alguns segundos, falou. -Estranho, não a vi chegando.

-Ela já estava aqui com aquele rapaz quando chegamos, os outros vieram depois. –Ally explicou.

-Deve ser namorado dela. –Camila falou. –Ainda bem que não pedi o número mesmo, ia levar um fora daqueles.

Camila e as amigas continuaram atentas para ver ninguém tinha algo escrito no braço, mas todos usavam jaquetas ali, estava uma noite muito fria. Por fim, após mais um pedido de Ally, decidiu manchar a sua folha, contudo, nenhuma garota ali pareceu mexer em suas folhas para ver a mensagem de sua alma gêmea.

-Sabia que aquela vadia não traria a merda da folha. Ela nem se dá ao trabalho de me escrever, claro que não andaria com algo que para ela é tão fútil. Filha da puta sem coração! Se um dia eu a encontrar, vou fazer com que engula a folha, quem sabe assim ela faz algo de útil.

Ally e Normani simplesmente olharam uma para a outra e deram de ombros, nada poderia ser feito para acalmar a amiga. Afinal, se ambas estivessem em tal situação teriam o mesmo comportamento ou até pior.

Camila foi para casa decepcionada. E refletindo sobre a noite, se deu conta de como foi estúpida por não ter percebido que seria impossível encontrar a alma gêmea sem saber quem era e sem poder se comunicar pela folha.

 

 

A garota não escreveu mais nada em seu braço até algumas semanas depois, quando escreveu outro endereço e um horário, dessa vez de uma pequena lanchonete perto de onde Camila morava. Camila passou a pensar na possibilidade de a garota morar em sua cidade ou talvez a visitasse com certa regularidade. A última hipótese parecia mais provável, uma vez que para precisar escrever o endereço no braço a fim de não esquecer, a pessoa teria que desconhecer a cidade.

A raiva não havia passado e dessa vez decidiu não levar as amigas. Chegou 10 minutos antes do horário que a garota havia escrito.

Esperou por cerca de 15 minutos, observando atentamente. Então, começou a ler um livro para a sua aula de literatura, levantando a cabeça sempre que alguém chegava, verificando os braços das garotas. Decidiu manchar a sua folha com tinta de caneta, porém ninguém pareceu dar uma checada em sua folha.

Camila passou a julgar a sua alma gêmea como alguém que não honra os compromissos por não ter comparecido ao local no horário exato. E então, a julgou por ser uma pessoa sem sentimentos, pois se os tivesse, teria a decência de escrever para ela.

Camila pediu um suco e um hambúrguer. Uma hora e meia após ter chegado, não conseguiu descobrir quem era a tal garota, faltavam mais algumas páginas para terminar o livro e achou que poderia terminá-lo ali. Minutos depois, a porta foi aberta novamente, era Lauren e uma garota que Camila reconheceu da pizzaria. Camila checou o braço de ambas, estavam limpos. Lauren e a garota estavam rindo e pareciam felizes, elas facilmente poderiam ser almas gêmeas.

Havia uma mesa vazia no lugar que ficava um pouco perto da mesa de Camila, era um horário de grande movimentação. Lauren e a garota foram até lá, Camila fingiu estar lendo quando Lauren a reconheceu.

-Olá, não sei se você se lembra de mim. –Falou com um sorriso no rosto. Camila levantou a cabeça.

-Claro que me lembro, você é a Lauren.

-Essa é a minha amiga Dinah. Dinah, essa é a Karla. –Lauren apontou para a garota ao lado que sorria. Lauren já tinha falado para a amiga sobre ter conhecido Karla no banheiro da pizzaria.

-Prazer em conhecê-la. –Agora Camila sabia que Dinah era só amiga de Lauren.

-Igualmente, Karla.

-Espero não estar te atrapalhando. –Lauren falou.

-Na verdade não aguento mais ler. –Não deixava de ser verdade.

Outras pessoas chegaram e rapidamente sentaram-se na última mesa.

-Droga! –Dinah exclamou.

-Vocês podem se sentar aqui. –Camila ofereceu. -Eu só iria terminar o livro e então pediria a conta.

-Não precisa sair por nossa causa. –Dinah falou.

-É, fique um pouco conosco.

Camila não teve como recusar. Começaram a falar sobre o livro que Camila estava lendo, Dinah acabou soltando o spoiler sobre o que acontecia no final.

-Espero que não tenha ódio mortal de mim, Karla. Falei sem querer.

-Só vou te odiar pelas próximas duas décadas. –Falou brincando.

O celular de Dinah vibrou e ela prontamente mexeu na bolsa em busca do aparelho. Camila viu a folha de Dinah que saltou um pouco para fora da bolsa.

-Bela cor. –Elogiou, era uma cor verde em tom mais claro.  

–Muito obrigada. Que cor é a sua?

-Bege.

-A da Lauren é vermelha, linda por sinal. –Dinah comentou. -Você não a carrega consigo?

Camila achou melhor mentir, não queria ter que explicar a sua história.

-Não.

-Então você é como essa aqui. –Apontou para Lauren que revirou os olhos. -Tem algum motivo?

 –No início eu estava toda animada, depois fui deixando de lado. –Camila explicou, porém continuou querendo não se expor muito. -Ter alma gêmea não é como nos contos de fada, muito mais complicado. E você Lauren, por qual razão não carrega a sua? –Camila havia ficado curiosa.

-Bom, eu tenho as minhas questões. Concordo com você, esse lance de alma gêmea não é simples.

-Esperar por uma resposta é difícil. –Dinah falou sobre ela, porém Camila entendeu que se referia à situação de Lauren. Automaticamente se sentiu mais conectada à Lauren, pois acreditava que passavam pelo mesmo tipo de situação.

O celular de Camila vibrou, era uma mensagem do seu pai.

-Preciso ir, meninas. Meu pai estará aqui logo.

-Antes de ir, passe o seu número pra gente, podemos marcar de sair qualquer dia desses. –Dinah pediu, na verdade estava fazendo um favor à amiga, sabia que Lauren ainda estava com vergonha de pedir o número da garota.

-Claro.

Entregou o seu numero à Dinah que também passou para Lauren, pegou os números de ambas.

-Foi um prazer te conhecer, Karla.

-O prazer foi todo meu, Dinah.

Após despedir-se das garotas, Camila pagou a conta e foi direto para o carro do pai que a aguardava do lado de fora da lanchonete, mas não sem antes dar um tchauzinho para as meninas que estavam na mesa.

Havia gostado do momento com as garotas. Podia não ter encontrado a sua alma gêmea, contudo, ter o contato de Lauren salvo em seu celular fez tudo valer a pena. 


Notas Finais


E aí, o que acharam deste capítulo?

Ah, eu prometi a vocês um capítulo por semana. Logo, para compensar o tempo que passei sem postar, postarei três capítulos esta semana. E como estou muito feliz pela volta das gravações de Wynonna Earp, talvez eu solte um capítulo a mais. Eu sei que nem todos aqui são desse fandom e essa fanfic nada tem a ver com o universo de Wynonna Earp, mas eu estou radiante e quero espalhar essa alegria.

Até logo!


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