História Wrong - VMin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jimin, Jimin Vampiro, Jimin!tops, Lemon, Minv, Taehyung, Taehyung!bottom, Vampiros, Vmin
Visualizações 689
Palavras 4.187
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus chuchus!!!! Como vocês estão? Mais uma vmin enquanto bônus Yoonseok não sai.
E enquanto Taegi não sai
E enquanto Namjin não sai.
E enquanto bônus de I kissed a boy não sai.

J-hope you enjoy.

Capítulo 1 - Damn, it feels so good


Estava a noventa por hora numa via movimentada. Atrás do carro vermelho soavam buzinas e sirenes. As luzes azuis e vermelhas refletindo pelos retrovisores. Estavam em fuga, com três carros da polícia tentando os alcançar, mas o garoto de cabelos platinados parecia simplesmente não ligar para as condições desesperadoras nas quais estava o motorista.

— Pela divindade, para! - gritou. Seu coração estava acelerado de medo, suas mãos soavam frio no volante, mesmo assim o namorado continuava chupando seu pescoço, quase em cima dele, dificultando a passagem de marcha. - Para! - repreendeu, ainda mais enervado, ao que o parceiro o acariciou, pondo a mãozinha por dentro da sua calça.

— Você é muito barulhento, sabia? - ciciou em seu ouvido. - Se for pra gritar, que seja enquanto eu estiver te fodendo.

— Mais do que tá me fodendo agora?!? - fez uma curva fechada, cantando os pneus na pista. - Cara, a gente vai morrer!!! Para com Isso!!! - tentava a todo o custo desviar o ouvido da língua alheia.

— Eu? Morrer? - ouviu a risada debochada do outro. - Até parece.

"Até parece"? Como assim, "até parece"? As mãos pequenas pegaram seu rosto e o namorado o beijou na boca, da maneira mais obscena possível.

Fodeu. Não havia mais distância alguma entre o carro deles e os da polícia, e o outro, diante daquilo, não só o puxara pra um beijo de língua como sentara em seu colo. O que infernos corria nas veias daquele indecente, afinal? Nitrogênio líquido?

Empurrou o platinado pelos ombros, pronto pra quebrá-lo na porrada na frente da polícia. Já ia preso, de qualquer maneira, matar uma pessoa ao menos daria um motivo plausível pra ficar na cadeia. Levou o punho fechado à altura do ombro, se preparando pra dar o soco mais bem dado da sua vida, quando notou algo estranho. Muito estranho.

Os cabelos cinza estavam espalhados por sobre um lençol vermelho. Em volta paredes pintadas numa cor escura, não sabia dizer exatamente de que cor eram. Um lustre vermelho no teto e pela fresta da porta flashes de luzes de diversas cores. Uma batida eletrônica ao fundo.

— Mas o que-

Escutou a risada de escárnio do namorado ecoar alta pelo quarto pequeno.

— Você deveria ver sua cara.

— Que lugar é esse?! O que diabos está acontecendo?!

— Vai saber...deve ser uma boate. Não pensei em nenhum lugar mais específico quando nos transportei pra cá... Puxei de uma lembrança qualquer... aliás, já transamos aqui, não foi?

— Quando você o quê?!

— Dá pra parar de perguntar o quê, como, onde, quando? Humanos irritantes do caralho. Haja paciência.

— D-do que você está falando?... - estava ficando com medo. Não fazia ideia de onde estava nem de como fora parar ali, e seu namorado estava agindo mais estranho que o normal. Como se não bastasse, os olhos castanhos estavam passando para um tom de laranja depois pra um vermelho escarlate.

— Estou falando sobre você ficar quietinho, porque agora me deve um favor. O carro ia capotar e você ia morrer mesmo... - foi subindo por cima dele, até estar deitado na cama. - ...mas achei melhor.... não deixar tanto sangue bom ser desperdiçado num mero acidente. - pôs a destra em seu pescoço e acariciou a pele com o polegar. Arfou forte. - Cheira tão bem, mesmo à distância.

O sorriso sádico mostrou os caninos afiados.

Essa era a última imagem clara que Taehyung tinha da sua última noite com o vampiro. As outras lembranças eram apenas uma explosão de emoções ruins misturados a sensações boas, ambas borradas com sangue. Seu sangue.

Foi tão estranho como aquele dia mudou completamente sua visão de mundo e, consequentemente, sua vida.

Era apenas um adolescente irresponsável que mal estava cursando o último ano do ensino médio, com fogos de artifício na alma, queimando a própria juventude com todo combustível que tinha. Bebendo até vomitar, dirigindo sem carteira, matando as aulas de química, beijando muitos tipos de bocas, e namorando um cara pior que ele, por incrível que pareça.

Lembrava muito bem do caráter do rapaz. Rebelde e cheio de si, os cabelos em fios de prata, bagunçados de uma maneira estranhamente elegante, impetuoso ao mesmo tempo que prudente e argiloso, maquiavélico. Os dois juntos eram, mais que amantes, cúmplices, parceiros nos pequenos crimes que cometiam contra si mesmos. Apesar das brigas frequentes eram unha e carne, duas metades de uma coisa só.

Por isso era tão bizarra a sensação de não recordar seu nome. Não lembrar-se de suas feições. Não conseguir reproduzir fielmente seu timbre de voz na mente. O que restara foram seus cabelos, as mãos pequenas, o toque dos beijos e, por fim, a mordida. Podia sentir exatamente o volume das presas no local exato dos furos no pescoço. O sangue sendo sugado com sede.

Acordara no outro dia achando melhor acreditar que estivera sonhando. Mas não foi um sonho. Sabia daquilo. Sabia, porque as marcas estavam ali, e a cada dia que passava sentia-se cada vez mais sem vida, tossindo sangue a cada canto a que se encostava por exaustão de andar poucos passos, ardendo em febre.

Mais tarde soube que iria morrer por conta da mordida, mas não como um humano; teve de cuidar daqueles dois furos no pescoço da forma correta. Foi tatuada uma estrela vermelha de seis pontas, em seu pescoço, por cima das marcas. Com aquilo não só se livrou da transformação para um vampiro, que seu corpo certamente não suportaria, como também foi introduzido na "Guarda Pretoriana", uma extensão militar secreta mundial. A divisão do oriente, da qual era membro, ia desde a metade oriental de Estambul até a ilha do Japão, passando por Rússia, China, Coréia, e mais alguns.

O exército de oficiais armados era responsável por cuidar dos assuntos sobrenaturais que viessem a causar danos à sociedade, bem como tinha autorização, segundo o acordo internacional, de, em último caso, pôr em risco a vida de um oficial que nobremente se voluntariasse pra matar algum ser de existência sobrehumana. Não por motivos triviais se podia colocar a vida de um homem em risco, mesmo que em prol de outras, até porque a chance de sair vivo de um afrontamento com um ser sobrenatural eram tendendo a zero.

Depois de saber de tudo aquilo, Taehyung mal podia acreditar que um vampiro o mordera e o deixara vivo. No normal eles bebiam o sangue até matar.

Aliás, os vampiros, em particular, haviam assinado um termo de paz com a "Guarda Pretoriana", mas, como os oficiais pretorianos bem sabiam, vampiros são construídos de pura mentira. Obviamente, não honravam o acordo. Não suportavam ter de se alimentar apenas de animais que denominavam "inferiores", sua preferência eram os "superiores", os humanos.

Claro, os pretorianos seguiam fiéis à assinatura, mas mantendo os vampiros sob constante vigilância. O acordo só podendo ser quebrado em último caso, em forma de legítima defesa.

Para tanto, os pretorianos eram soldados extremamente bem treinados.

Um dos mais fortes oficiais, major Kim Taehyung, portanto, foi convocado para uma missão de extremo sigilo.

Olhou-se no espelho aquele dia, ajeitando o terno, centralizando o nó da gravata com perfeição.

Quando a trabalho, andava mais comumente com capa e chapéu pontudo, mas para a missão daquela noite estava vestido com muita elegância. Aliás, iria à festa de aniversário de um político importante, ou melhor, de um dos vampiros mais temidos pelos oficiais pretorianos. Recebeu informação de que há décadas ele estava quieto, mas ultimamente vinham surgindo, na capital, casos de pessoas mortas cujos cadáveres estavam praticamente sem sangue. Sua missão aquela noite era checar se, de fato, o vampiro, de nome civil Park Jimin, era mesmo o responsável por aquilo.

Por algum motivo lembrou daquele Taehyung de alguns anos atrás. O cabelo bagunçado colorido de lilás, a cara inchada de sono, a pasta de dente escorrendo pelo canto da boca e o pijama listrado azul com corações vermelhos. Aquele Taehyung tão animado e despreocupado. Tão jovem.

Bom, ainda era jovem, mas estava com seus trinta e dois anos. Era um homem maduro, cheio de poderes e grandes responsabilidades.

Ainda assim, no caminho para o hotel cinco estrelas mais chique de Seoul, Taehyung não conseguia apartar as lembranças da adolescência. Aquele nome... Park Jimin.... Soava familiar, de alguma maneira.

Os pretorianos haviam arrumado tudo para a missão, colocando seu nome na lista de convidados, de forma que pôde entrar no prédio sem problemas.

Logo estava no último andar, aonde o vários rostos de influência no país se reuniam no salão. Todos receberam uma taça de vinho rosé frisante, a fim de brindar com a estrela da noite, que no momento subia no palco aonde estava um piano de calda. O instrumento estava sendo tocado por Min Yoongi, outro vampiro que gostava de assumir cargos políticos importantes, uma vez que dava bastante trabalho para os pretorianos, usando seus seus títulos como escudo.

Assim que o outro subiu na plataforma, interrompeu a música e girou na banqueta, incitando uma salva de palmas para o Park. Este virou-se para o salão erguendo sua taça no alto.

O vidro escorregou alguns milímetros pelos dedos longos. Uma gota espessa de suor frio desceu pelo pescoço, sumindo por dentro da gola da camisa.

Era ele. Aquele mesmo garoto que o namorou por um ano inteiro antes de revelar-se um vampiro e quase transformá-lo em um. As lembranças das feições insanamente belas voltaram como que num estalar de dedos.

Agora com os cabelos negros, a pele mais esbranquiçada que da última vez, quase translúcida, mas os lábios grossos rubros. Ainda mais destacado que os convidados, todos de terno ou vestidos caríssimos, usava apenas uma camisa de tecido fino com a calça social em conjunto com o sapato de couro. Os primeiros botões da roupa negligentemente abertos, chamando atenção para a bela clavícula marcada.

— Damas e cavalheiros! - começou a falar num tom formal, mas logo sorriu, fazendo um eye smile fofo. Todos no salão riram. Aparentemente, já havia criado um personagem bem carismático para aquele círculo social. Vampiros são ótimos atores.

— Desculpem, eu posso ou não ter bebido demais. - mais risos. - Um brinde, meus caros. - ergueu a taça novamente antes de virar quase todo o conteúdo da mesma na boca. - Bom, não vou enrolar vocês com discursos chatos, que eu sei que vocês odeiam. Apenas... obrigado por estarem comemorando comigo meus trinta e três anos nessa sexta-feira treze. É isso. A vida é curta, então aproveitem a noite pra beber bastante.

As palmas foram calorosas, mesmo pra uma fala tão pequena. O Min o chamou e falou algo pra ele em tom baixo. O Park acenou positivo e foi saindo.

Taehyung procurou uma sacada e se apoiou no parapeito. Não conseguia parar de suar frio.

O que fazer numa situação daquelas? Seu psicológico estava obviamente debilitado com aquilo. Abortar a missão?

Não esperava reencontrar aquele vampiro, justo aquele. Os furos no seu pescoço estavam latejando, toda a estrela tatuada ardia. Olhou pro céu. Era noite da lua vermelha. Da lua de sangue. Os pretorianos não sabem com que lua Jimin fica atiçado, então apenas pediram para que tomasse cuidado.

Naquela noite... Naquela noite foi que lua? Também foi lua de sangue? Não conseguia recordar.

O que fazer, o que fazer? Qual o caminho mais prudente? Apertou os dedos contra o mármore. Pense, pense, tem pessoas morrendo por causa dele, com toda certeza, a missão deve ser concluída.

Seu coração falhou uma batida. Tossiu, sentindo um gosto metálico invadindo o paladar. Merda, merda!

Estalou a língua no céu da boca, jogando o vinho para fora, escutando o barulho do líquido caindo contra as folhas no jardim, lá embaixo.

— O frisante não era do seu agrado?

Virou o rosto para encarar o anfitrião da noite nos olhos. Este lhe sorria cínico.

— Major Kim Taehyung, sentiu saudades?

— Seu... método de se apagar da minha memória acabou de falhar.

— Percebi. Você deveria ter visto sua cara; ficou de olhos arregalados. - foi até o parapeito, encostando um lado do corpo nele. Taehyung deu um passo pra trás. - Não precisa ter medo, meu bem. Você não é um "pretoriano"? - falou com desdém.

— Então você sabia que enviariam alguém...se procurou saber, é porque estava aprontando, não é?

— Eu não sabia. - bebeu o restante do vinho, colocando a taça de lado. - Senti seu cheiro, depois vi a tatuagem no seu pescoço. O Yoongi que sabia da sua patente; me avisou que tinha um major dos pretorianos aqui. Sobre estar aprontando, já adianto que essa bagunça que tá rolando aqui na capital não é obra minha.

— Como me garante isso?

— É verdade. - virou-se, apoiando-se com os dois cotovelos no mármore. - Na verdade, já faz mais de uma década que eu não bebo sangue.

O Kim franziu o cenho. Era estranha aquela declaração, mas não parecia mentira. Além de branco que nem uma estátua, Jimin estava com olheiras bastante visíveis por debaixo dos olhos castanho escuros.

— E por quê da abstinência? - chegou mais perto, também se apoiando como o outro no parapeito.

— É o que acontece quando um vampiro se apaixona. - riu fraco, olhando pra lua no céu. - Ele fica... viciado num sabor em específico...e mais nada o satisfaz. - encarou-o intensamente.

Estremeceu. Os olhos do outro estava amarelados.

— Você está tão diferente, Taehyung-ah... - pousou a canhota suavemente no lado de seu rosto, acariciando a bochecha com o polegar. - Nunca ia imaginar que aquele garoto magrelo que gostava de roubar carros pra fazer racha ia se tornar um pretoriano. Mas, sabe, não estou muito surpreso. Humanos mudam tanto em tão pouco tempo... Tão voláteis... - suspirou, nostálgico, levando a outra mão aos seus cabelos castanhos, os desalinhando. - Olha só pra você... Seu rosto está tão maduro... Realmente conseguiu ficar mais bonito do que era...uau...

— O-o quê está tentando fazer? - pegou em seus pulsos, afim de afastar as mãos alheias de seu rosto, antes que o toque o desarmasse por completo.

— Oras, "o quê"? Matar as saudades do meu namorado, não posso? - foi chegando mais perto, até o peitoral estar tocando o seu.

— Não sou seu namorado. - sentenciou, frio, tentando empurra-lo pelos ombros, mas também não adiantou. Jimin se colocou na ponta dos pés e apertou sua cintura com as duas mãos.

— É sim. Nós não terminamos aquele dia, só... - encostou a ponta do nariz no seu. - ... estávamos dando um tempo.

— Você tentou me matar.

— Mas não te matei.

— Sabia que eu ia morrer. Meu corpo não ia aguentar a transformação.

— Isso até pode ser verdade, mas olha só, aqueles idiotas conseguiram interromper o processo com essa tatuagem ridícula. - roçou os lábios nos alheios, fazendo o mais alto arrepiar. - E aqui está você de novo...me atormentando com esse cheiro... - rangeu os dentes. - Eu te odeio, Kim Taehyung. Sorte sua que não te odeio tanto quanto a mim mesmo, por estar feliz em te ver vivo.

Taehyung não conseguia se mover. As mãos em suas ancas pareciam feitas de metal, com tamanha firmeza que o apertavam. Queria fugir daquelas presas, mas não daquela boca. Queria fugir daquelas íris vermelhas, mas não daqueles olhos felinos.

— Eu sempre soube que uma vez pondo os dentes em você, nunca mais seria o mesmo, por isso resisti o máximo que pude, até aquele dia. Ia te deixar morrer naquele carro, então meu problema estaria resolvido. Só não esperava que a lua de sangue viesse mais cedo aquele ano.

— Então a sua lua...- olhou pro alto novamente, vendo o corpo celeste começar a tomar cor.

— Sim, Taehyung, essa é minha lua. Ela me enlouquece. - encostou os lábios novamente. - Tanto quanto você.

— Hm...- resmungou ao que a boca foi capturada. Tentou resistir, porém ceder ao beijo foi inevitável. Seu coração acelerou, suas mãos o desobedeceram, descendo pelas costas do menor, e sua cabeça se moveu de forma a encaixar melhor os lábios. Era como se há muito seu corpo clamasse por aquele contato.

Espera, não! O que estava fazendo? Não caia nessa, Taehyung! Você é um pretoriano! Aquele Taehyung namorado de um vampiro morreu já fazem anos. Recomponha-se.

— O que foi agora? - perguntou, frustado por ter a boca abandonada tão repentinamente. - Não foi bom? Eu perdi o jeito, ou foi você quem ficou mais exigente?

— Solta-me. - ordenou, sério.

— Uá... Que medo. - brincou, achando o rosto severo do mais novo bastante adorável. - O que vai fazer comigo, Taehyung-ah? - alisou o peitoral largo por baixo do terno, levando as mãozinhas até o encontro do ombro com as mangas, fazendo a peça sair, tirando-a com um puxão em seguida.

Era impossível se mover. Seu corpo não o obedecia. Aqueles olhos... prendiam o seu olhar como ímãs, não conseguia desviar, sequer manter as pálpebras fechadas.

— Que foi? Seus músculos não se movem? - abria os botões da camisa social vagarosamente, aproveitando a visão de cada pedaço de pele descoberta. - Sua cor é muito bonita, Tae... Eu a amo.

Não tinha o que fazer. Estava como que congelado no tempo, apesar de sentir o corpo esquentando com as mãozinhas pequenas explorando seu torso e o nariz indo e voltando pela curva do seu pescoço.

— Ah... Eu quero te fazer gritar, Tae Tae... Mas se eu fizer isso aqui vão nos atrapalhar... Vamos subir um pouco.

— Subir?

Jimin o beijou novamente. Um selo rápido. Quando abriu os olhos não havia mais teto algum sobre suas cabeças. O vento bateu forte contra seus cabelos.

— Me diz que sabe aonde estamos.

— É só a cobertura do hotel, relaxa. - o empurrou, fazendo-o tombar no chão, se sentando em cima dele, sobre sua cintura. - Já está tão excitado... Era mais difícil te fazer ficar assim. - sorriu, sádico, passando a ponta da língua sobre os caninos à mostra. - Há muito tempo que não brinca com ninguém? Então vamos brincar hoje...

— Lamento te informar, mas tatuagem não permite que você ponha os dentes em mim. - Era a sua deixa. Todo vampiro precisa de sangue pra fazer sexo. - Não tem como ficar duro sem sangue, não é mesmo?

— E quem disse que é só meter em você que eu quero? - pegou seu braço e lambeu-lhe o pulso. - Não é só seu pescoço que sangra. - cobriu ali com a boca e cravou na pele os dentes.

— Áh!...- apertou os olhos, tentando não chorar com a dor, mas as lágrimas lhe escaparam.

Jimin olhou-o de soslaio, sugando o sangue das fendas que havia aberto. Um fio escarlate escorregou entre o canto dos lábios, contornando seu braço em toda sua extensão. Fechou os olhos por um momento, saboreando o líquido viscoso cujo gosto nunca esquecera. Abriu novamente os olhas, dando logo com os amendoados de Taehyung, que piscava os cílios orvalhados.

— Ah... - arfou, afastando o braço de si finalmente. - Tão gostoso...

— A tatuagem...era pra funcionar no corpo todo... Por quê?...

— Funciona no seu corpo, mas não funciona pra mim. - limpou o queixo com as costas da mão, deixando nela uma mancha vermelha. - Seus amiguinhos pretorianos certamente não sabem disso...mas eu vou te contar: A partir de hoje eu não sou um vampiro qualquer, porque hoje eu fiz aniversário, e completei seiscentos e sessenta e seis anos, a idade da perfeição de um vampiro. Suas tatuagens não funcionam mais comigo.

Taehyung virou o rosto pro lado, cobrindo-se com o braço que não fora mordido. Estava derrotado? Então era isso? Depois de resolver mais de cem problemas causados por criaturas de outras dimensões seu destino era aquele? Era morrer nas presas de um vampiro? E por que demônios aquela ideia lhe estava agradando?

Jimin se inclinou, arrastou as pontas dos caninos por seu pescoço e os enterrou, devagar.

Doía. Doía, mas era tão bom. Ter os dentes o perfurando era tão... exitante. O sentiu sorrir contra sua pele.

— Isso te exita? - limpou-lhe as feridas com a língua. - Seu sangue ficou tão quente...

— Isso é tão errado. Tão errado. - as lágrimas desciam abundantes por seu rosto. Agora também se lembrava de como odiava aquele vampiro. O odiava porque o amava, e na época ele não queria amar ninguém, queria apenas curtir sua adolescência, mas aqueles lábios carnudos insistiam em ser sua angustia.

— É melhor quando é errado. - pegou seu rosto segurando pelo queixo, plantando vários beijos em sua boca.

Abraçou-o pelo pescoço e pôs a língua pra fora, que foi prontamente chupada. Por que estava fazendo aquilo? Ele queria viver. Queria viver e proteger as pessoas de seres sem humanidade como aquele. Queria casar. Queria ter filhos, gerados ou adotados. Então por que estava se entregando de corpo e alma pra morte? Por que o gosto do seu sangue na boca alheia era tão agradável?

— Não pense, apenas sinta o prazer que estou te dando. - beijava-lhe todo o rosto, deixando nele marcas dos seus lábios, carimbados de vermelho. - É só isso que eu quero, te dar prazer...

— Então o faça logo. - aquela era a sua rendição. Não tinha forças pra negar. Afundou os dedos longos na escuridão de seus cabelos, fechando os olhos para a lua tingida de rubro acima, sentindo os dentes cravando em seu pescoço mais uma vez, enquanto as mãos menores o deixavam livre das roupas.

O vampiro sugava o sangue devagar, envolto na sensação da bebida fluindo por suas veias mortas, enchendo-o de agitação. Logo deixou seu membro desperto livre dos tecidos, fazendo uma fricção pele a pele com o órgão do mais jovem.

Taehyung iria gemer, se sua boca não estivesse sendo invadido pela língua quente ao mesmo tempo em que sua entrada era invadida rudemente, sem o menor preparo. Mas era daquela forma que gostava. Que os dois gostavam. O toque quase seco, o volume pulsante estocando rápido e sem pausas. Um contraste absurdo e delicioso com o beijo molhado e amargo.

Apesar do corpo já ardendo em febre por conta das feridas e pelo suor escorrendo em abundância com os espasmos involuntários de prazer, fazendo-o sentir-se em combustão, ainda era como se estivesse gelado por dentro. A falta de sangue e a nessecidade do coração de pulsar rápido fazendo-o se sentir vazio, concomitante o volume que Jimin estocava em si o deixava pleno.

Tentava arranhar as costas fortes, porém não tinha forças, só o que conseguia era acaricia-las, apalpando os músculos definidos.

Jimin lambia e chupava seu pescoço e clavícula, espalhando o plasma vermelho por toda a pele acobreada. Os olhos vermelhos cintilavam sob o efeito da lua de sangue, tanto a que ainda se destacava no céu quanto aquela lua vermelha em seus braços, se contorcendo de prazer e de dor, de angustia e paixão.

Suado, chorando, sangrando. Tão bonito, tão cheiroso, gostoso, quente e apertado. Não demorou mais pra se desmanchar de satisfação em seu interior, masturban o membro entre os abdômens para que o mais novo gozasse com ele.

— Hm... Mm... - gemeu ao que os espasmos do orgasmo cessavam, sentindo as mãozinhas afagando seus cabelos.

— Foi bom? - Taehyung acenou, positivo. - Eu quero te dar prazer assim pra sempre. Você quer?

— "Pra sempre", é? Você sabe que eu não aguento a transformação. É melhor me matar logo. Vai em frente, beba tudo.

— Dá pra suportar se você aceitar ser meu.

— Como assim? Do que você está falando? - franziu o cenho.

— Se durante o processo você se nutrir de tecido sanguíneo através do corpo de um vampiro, dá pra concluir a transformação. É por isso que se perde muito sangue. Seu corpo estará passando para um estado sobrenatural, então estará trocando os tecidos internos, basta manter sangue circulando durante o processo.

— Mas vampiros não tem sangue, e eu não vou beber sangue de ninguém. Sabe o que penso sobre isso.

— Não dá, de qualquer maneira. Tem que ser através de um vampiro. Eu bebo sangue e você bebe de mim. Não curto muito o sangue de "inferiores", mas por você eu faço. Aliás, já fiz uma vez, quando estávamos namorando, por isso que parecia tão saudável.

— Mas por que precisa ser através do seu corpo?

— Porque é mais gostoso. Sério, nenhum vampiro que já foi humano aguentou bebendo sangue direto da fonte. É muito nojento pra quem não é um vampiro completo. Ainda mais de um animal peludo qualquer.

— Não acredito que vou fazer isso. - escondeu o rosto atrás das mãos.

— Então você aceita? Aceita ser meu?

Taehyung abriu uma fresta entre os dedos. Os olhos vermelhos brilhavam mais que nunca. Lindos, como duas pedras de rubi.

— Eu te odeio.

Sentou-se trazendo o corpo magro e frágil consigo, o apertando num abraço.

— Eu também te odeio. - declarou. Para um vampiro, o ódio era a forma mais perfeita de amar.



Notas Finais


É isso, pessoas cheirosas.

Se você não gostou, se você gostou, se você amou ou odiou, comunica seus sentimentos, bora conversar.

     Bj e é nois.


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