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História Wrong Love. - Capítulo 2


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Notas do Autor


boooom dia!


aproveitar q hoje é minha folga e postar outro cap pra vcs :p


boa leitura!

Capítulo 2 - Informações importantes, ou melhor dizendo, fofoca.


A primeira semana de Lexa no castelo já lhe rendeu altas fofocas, entretanto, nenhuma que fosse realmente relevante. Eram em sua maior parte, sobre casos entre pessoas da coorte que eram compromissadas e de certo, não poderiam se envolver com qualquer outra pessoa.

Lexa não tinha o menor interesse nisso, pouco se importava com quem dormia com quem. A única informação que realmente lhe chamou atenção, foi de uma jovem em especial. A moça quase nunca ficava na cozinha, Lexa não havia reparado nela até aquele dia em especial. Era noite, estavam preparando a ceia quando a jovem entrou discretamente e se encostou próxima ao fogão para cochichar com sua amiga.

— Sim, tenho certeza de que é a voz dele! — Falava com um sorriso bobo.

A cozinheira logo perguntou:

— Mas quem é esse rapaz? Você nunca diz! Vêm aqui e conta só metade da fofoca, que diabos Joana!

Lexa ia logo ignorar como todas as outras fofocas, porém a próxima frase da moça a deixou pensativa.

— Você sabe que eu não posso! Por isso sou a companhia de confiança da senhorita Griffin, quer perder as regalias que eu te dou?

— Claro que não! — A cozinheira se apressou a dizer.

— Pois bem, então fique feliz em saber metade da fofoca! Só posso dizer uma coisa, ele é muito gato!

Elas voltaram a falar trivialidades, mas a frase “companhia de confiança da senhorita Griffin”, não parava de soar nos ouvidos de Lexa.

Uma ideia rapidamente lhe surgiu. Iria tomar o lugar de Joana, afinal, assim ficaria mais próxima da princesa e consequentemente dos monarcas, iria a reuniões, festas e a todos os eventos. Como não havia pensado nisso antes?

Assim que Joana saiu, seguiu a moça sem que ela percebesse e a encurralou tampando sua boca com as mãos.

“Eu comando ...”

A sentença fora clara, a moça iria embora de Polis para nunca mais voltar, mas antes, faria com que Clarke acreditasse que Lexa era a melhor pessoa para ocupar o seu lugar.

No começo da noite a princesa fora encontrar a morena na cozinha.

— Lexa? — A chamou de forma simples.

As duas foram caminhar no gigantesco jardim do palácio.

— Como tem sido esses dias? — Ela perguntou calma.

Lexa colocou as mãos para trás do corpo, em uma posição que chamou atenção da princesa, mesmo que a própria Lexa não tivesse notado.

— Tem sido ótimo alteza.

— Só Clarke, por favor. Hum, eu não sabia que você e Joana eram amigas — o comentário era sutil, mas inteligente.

A comandante já conhecia a inteligência dos Griffin, não iria pagar para ver.

— É porque não éramos bem ... amigas — inventou, o que fez a princesa a olhá-la com as sobrancelhas arqueadas.  — Nós saímos as vezes.

Clarke deu um aceno informando que havia entendido as entrelinhas.

— Ela me disse que eu podia confiar plenamente em você, que ela confiava a vida dela. Isso é algo bem expressivo.

Lexa mordeu a bochecha para evitar soltar um xingo, as vezes esquecia como sua sentença era poderosa.

— Joana é uma boa pessoa, aposto que só estava exagerando.

Clarke não respondeu, apenas continuou caminhando em silencio, o que fez a morena refletir por alguns segundos.

— Hum, a senhorita não precisa confiar em mim, se não quiser — diz.

Os olhos azuis da princesa a fitam por alguns segundos.

— Veja bem Lexa, eu gosto que minhas acompanhantes reais sejam extremamente discretas, é por esse motivo que eu tenho apenas uma. Que acabou de ir embora, confiança vem com o tempo. Eu confiava em Joana, e se ela me disse que você é de confiança eu acredito.

A morena sustentou o olhar da loira por tempo demais, pelo menos para uma súdita e uma princesa. Se xingou mentalmente e desviou o olhar.

— Mas o que você acha?

— Perdão? — Lexa não havia entendido a pergunta.

— Ser acompanhante real pode ser bem chato, você praticamente perde sua vida social. Tem que me seguir para todos os lugares, que eu supostamente não posso ir sozinha porque não fica bem — ela revira os olhos nessa parte, e Lexa esconde um pequeno sorriso — sem contar que passara a dormir no castelo.

— Vai ser uma honra, alteza — ela diz fazendo uma reverência.

— Fico feliz por ter aceitado, mas por favor, sem alteza e sem reverências.

A morena concorda com um aceno e um sorriso.

— Muito bem, irei te apresentar aos meus pais e depois você terá o resto do dia livre para conversar com a sua família.

A comandante só volta a acenar, por inúmeros motivos que não seria nenhum pouco favorável compartilhar com a princesa que usurpou seu lugar.

Finalmente Lexa conheceu os assassinos dos seus pais, eles sorriam e a tratavam como se estivessem se importando com ela, coisa que ela sabia que não era verdade. Mal lhes interessavam quem era aquela empregada, mais uma na conta e ponto.

Usou sua melhor máscara e atuação para parecer extremamente feliz e realizada por estar à frente dos reis, o que pareceu massagear ainda mais o ego deles.

Quando saiu do castelo vomitou, chegou na velha pensão que estava hospedada e se lavou o máximo que pode. A única coisa que queria daquela família era justiça. Sangue, por sangue.

 Contou aos seus amigos e aliados que haviam planejado tudo, a reação de todos era um misto de preocupação e esperança.

— Pessoal, é isso que precisávamos! Estamos indo mais rápido do que pensávamos — ela insistia em dizer.

Aos poucos eles foram concordando com a ideia, mesmo que parecesse assustadora, era isso o que estavam buscando, não era? Se infiltrar diretamente no meio da família real.

— O destino está nos saudando! — Lexa dizia ao se levantar — vamos agradecê-lo acabando com os tiranos!

O grupo grita em resposta. Confiantes de que esse era uma jogada do destino a favor deles.

Já pela manhã Lexa se apresenta a Clarke mais cedo do que o esperado pela princesa que abre a porta ainda vestindo camisola.

— Ei, bom dia — diz bocejando e abre espaço para que a morena entre — desculpe, acabei ficando acordada mais tempo do que deveria, pode preparar meu banho?

Lexa assente com um sorriso. Ainda não tinha uma opinião formada sobre a Clarke. Era certo que todos diziam que a garota não era nada além de uma menina manipulada pelos pais, mas bem mimada. Até agora todas as vezes que estiveram juntas não pode saber se eram boatos infundados ou não.

A comandante esperou do lado de fora do banheiro enquanto a princesa se limpava. Não sabia ao certo o que fazer, mas achou melhor arrumar o quarto que estava uma completa bagunça.

— Hoje temos um dia cheio, vamos almoçar com os representantes legais do reino cinco, a tarde vamos tomar chá com os príncipes do reino sete e a noite temos um baile no salão de verão.

Lexa juntou as sobrancelhas se perguntando se Clarke não sabia os nomes dos reinos, ou não fazia questão de saber. O que deixou a morena pensando se de fato a loira não era apenas mais uma princesa mimada. Revirou os olhos sozinha e apenas comentou um “parece incrível”.

Quando Clarke saiu e notou seu quarto arrumado levantou as sobrancelhas.

— Sabe que não precisa arrumar meu quarto, certo? Mesmo assim, obrigada.

— Não é problema para mim alte ... Clarke — diz com um sorriso.

No decorrer do dia, Lexa estava começando a entender o que Clarke quis dizer com “ser acompanhante real pode ser bem chato”. Ela não fazia mais que esperar ao lado das mesas, juntos com outros acompanhantes reais, enquanto falsos príncipes, líderes e pessoas nobres riam e conversavam sobre trivialidades.

Claro que Lexa estava esperando algo mais sério, como se falassem sobre o que de fato estava acontecendo entre os reinos, coisas a melhorar, mas os jovens nobres não estavam nem ligando, ao que parecia. A morena decidiu reparar na postura da princesa. Ela era sempre gentil com todos, sorria e dava sua total atenção a quem quer fosse.

Parte de Lexa dizia que isso era apenas encenação, outra parte começava a pensar que era real. Porém, não conseguia chegar a um consenso. Clarke era difícil de se ler.

No baile a noite até ela precisou vestir um belo vestido de gala. O que chamou atenção da loira quando a viu.

— Uau, você está deslumbrante.

O elogio a pegou desprevenida a fazendo corar levemente.

— Obrigada, mas a senhorita ainda não está pronta!

Não demorou muito para várias empregadas adentrarem o quarto. Levou uma hora e meia para a princesa se arrumar. Até que não havia sido tanto, Lexa pensava.

A jovem estava bela, como sempre. Seus cabelos dourados presos em um coque perfeito, com caimento milimetrado de cachos ao lado do seu pálido rosto. O vestido valorizava todo o seu corpo e a morena decidiu virar o rosto para outro lado. Não seria nada inteligente se sentir atraída pela princesa que usurpou seu lugar.

O baile foi como imaginado, mais jovens bobos, rindo à toa, jogando conversa e milhares de dinheiro ao esbanjar comida, bebida entre outras banalidades de rico. O que gerou uma nota mental para Lexa. Ela não iria fazer esses tipos de festa em seu reinado. Suas comemorações seriam com o povo.

Em determinada hora da noite a comandante percebeu que Clarke havia simplesmente desparecido. Assim, sem mais nem menos, de uma hora para outra.

Procurou a princesa em praticamente todos os locais normais, banheiro, salão principal, cozinha, terraço, jardim e até mesmo no quarto da loira, por mais que ficasse mais longe. Quando voltou a festa a encontrou entrando no salão no mesmo momento.

— A senhorita está bem? A procurei pelo salão e não a encontrei ...

— Desculpe, não quis preocupá-la. Eu precisava tomar um ar, fui caminhar no jardim — respondeu com um sorriso elegante.

Lexa apenas acenou concordando, mas sabia que a jovem estava mentindo. Se perguntou o motivo, observou atentamente a moça, procurando sinais de que estivesse aos beijos com algum príncipe ou princesa idiota. Mas não encontrou nada. Seu batom estava intacto, seu cabelo estava intacto, sua roupa, sua maquiagem. Não tinha nada nela que desse a entender que estava com alguém, pelo menos não romanticamente.

A comandante sabia que levaria tempo para conseguir conquistar a confiança da jovem monarca, mas ficou extremamente curiosa. Por que Clarke sumiria no meio de um baile? Para onde iria que não queria ser encontrada?

Esperou pacientemente a hora que todos foram dormir. Ajudou Clarke chegar ao quarto e a se livrar do espesso vestido. A deixou sozinha para que terminasse de se vestir e então entrou novamente para saber se ela precisava de mais alguma coisa.

— Não preciso de mais nada, obrigada Lexa, você foi ótima hoje — falou piscando lentamente, parecia realmente com sono.

A morena deu um aceno.

— Boa noite Clarke.

— Boa noite Lexa!

Acontece que em seu quarto na área dos empregados, Lexa não conseguia dormir, virou para todos os lados. Ficou pensando por que a loira havia sumido.

No meio da madrugada se levantou devagar e cuidadosamente seguiu até o quarto da princesa. Precisava saber o motivo, se fosse algo bobo como se encontrar com alguém ela poderia dormir em paz, mas e se fosse algo importante?

Tirou o grampo do bolso e destravou a porta do quarto de Clarke. Abriu com o maior cuidado de todos. Dentro dos aposentos dela, uma luz fraca tremia no abajur. Encostou a porta e se aproximou da cama sem fazer um único barulho se quer.

Clarke dormia tranquilamente, com seus lençóis de seda e travesseiros de plumas.

Lexa respirou devagar e inclinou o rosto próximo ao ouvido da princesa.

“Eu comando que me conte onde foi escondida ontem”, sussurrou de maneira calma e clara.

Se afastou e sorriu sozinha, sabia que amanhã quando encontrasse a loira seria a primeira coisa que ela faria. Falaria sem parar. Voltou para o quarto completamente relaxada. Se deitou de barriga para cima e fitou o teto.

— Me desculpe alteza, mas não dá para esperar você criar confiança em mim. Amanhã você cantara mais que um passarinho.



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