História Wrong Love - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Barbara Palvin, Harry, Isabele, Liam, Louis, Madge, Mahogany Lox, Niall, Zayn, Zele
Visualizações 16
Palavras 6.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii meus amores, finalmente consegui um tempo só para mim e escrevi. Desculpe a demora, eu geralmente gosto de manter a faixa de 6 mil palavras para cima, então estou aumentando alguns.
É isso, pessoal. Tenham um boa leitura, vou tentar postar na quinta à noite, bjs <3

Capítulo 30 - Encenação


 – Ethan? –pergunto encarando o rapaz cujo seus lindos olhos verdes fitavam os meus azuis bem marcados pelo delineador
 – Sim, sou eu –ele sorri –pelo menos eu acho –riu, essa risada despertou-me, alertando que Ethan não estava tão sóbrio. O problema é que Mcmourry bêbado arranja confusão até com o padre. –O que está fazendo aqui? –sua voz tira-me dos devaneios
 – Me divertindo –pego o copo e dou um gole, sinto sua mão pousar sobre meu ombro, ergo o olhar para seus dedos e ele se afasta de vagar
 – Não quer sentar conosco?
 – Não, eu preciso ficar sozinha –tento soar simpática, mas sinto que falhei.
 – Está tudo bem? –pergunta e eu assinto terminando de beber a vodca. –Tudo bem, nos vemos mais tarde.

 Ele se vira e volta para a mesa que têm dois casais. Me viro para o barman e sorrio –quero tequila, a melhor da casa!
 – Por acaso seu pai sabe que você está aqui? –pergunta um homem que tinha no mínimo 40 anos, suas rugas, barba grande, olheiras profundas e o chapéu indicava que ele estava relacionado de alguma forma com o bar, primeiro porque ele era o único adulto sóbrio, segundo porque ele parecia fiscalizar com os olhos todos que ali estavam. –Não vai me responder? Prefere que eu ligue para ele?
 – Se você ligar será preso imediatamente por vender bebidas para uma menor de idade, segunda observação: eu só quero me divertir antes de enfrentar a tempestade que se aproxima
 – Você é espertinha demais para sua idade! –ele afirma e eu sorrio por impulso, mas fecho assim que vejo o moreno entrar no bar, acompanhado da ruiva. Respiro fundo ignorando a cena que rodava em minha cabeça dos dois caminhando de mãos dadas. –O que houve? Você está pálida
 – Nada, estou bem. Garçom, cadê a minha tequila?
 – Derek, cadê a bebida da garota? –gritou o homem ao meu lado, sorri largamente para ele, que retribuiu apertando de leve meu nariz
 – Aqui, senhorita –meu celular vibra e eu o pego. Era uma mensagem do John
 “Onde você está? Fui no seu quarto e não te encontrei” Me forcei a digitar como a Isabele sóbria faria: eu estou com a Mad.
 “Ok, pode dormir aí, já liguei o alarme”. Nessa hora eu percebi o quão ferrada estava, ele não estava se referindo ao alarme do carro, e sim de casa.
 – Não vai beber? –perguntou-me apenas assenti engolindo todo o líquido e em seguida chupando o limão com sal. –Sua tempestade deve ser sinistra –ele ri abafado e eu reviro os olhos rindo também
 – Sim, meu pai está doente, minha mãe saiu do país, meus amigos estão na América do Norte, e minha irmã caçula estava certa sobre tudo.
 – Sobre o que exatamente?
 – Eu sou uma...
 – Não ouse terminar esta frase –ele diz –você não é nada do que dizem, eles não sabem pelo que você passou, julgar sem conhecer é mais fácil do que apoiar, não acha? –pergunta o homem, permito-me encarar seus olhos castanhos escuros. Sem ao menos pensar, abraço-o com força –vai ficar tudo bem
 Me afasto suavemente, e o encaro –o engraçado é que eu vim me animar e acabo nessa melancolia
 – Nem sempre tudo sai como o planejado –ele sorri e eu assinto –ainda quer ficar sozinha?
 – Sim, obrigada por me ajudar –digo e ele sorri se afastando na pequena multidão que se formava perto de alguns cantores. –Outra!

 Algumas horas depois...

Após beber tantas tequilas, vodcas e algumas cervejas, forço-me a ficar de pé. Vejo que a essa hora o bar estava mais vazio.

 Espero o Ethan já tenha ido para casa –penso. Vou até a pista de dança improvisada e danço ao som de alguma música country, ainda com o copo na mão.
 – Achei que já tivesse ido embora –diz o homem cujo nome ainda não sei
 – Por enquanto não, pode me trazer mais uma bebida? –grito para ele, que assente e caminha em direção ao garçom.

 Começo a dançar (de olhos fechados) no ritmo da música, deslizando minhas mãos pelo meu corpo, e sinto olhares na minha direção, mas ignoro e continuo a dançar.
 A música acaba e abro os olhos batendo palmas para o cantor, e vejo o moreno ao lado da ruiva fuzilando-me e adjacente a ele Ethan encarando-me com a boca aberta.
 – Palmas para você, gata –ele vem na minha direção e eu gargalho pela maneira como ele pronuncia ‘gata’ em português, seu sotaque somada a voz embriagada saiu ridiculamente engraçado. –Está melhor?
 – Sim, mas ainda quero ficar sozinha –encaro seus olhos verdes e ele sorri passando os dedos pela minha bochecha –não faça isso –peço num fio de voz.
 – Tudo bem, me desculpa. Bem que me disseram que o Malik estava namorando, só não sabia que era com você –murmurou e eu dei de ombros
 – Você foi o amor da minha melhor amiga, isso não tem nada a ver com o Zayn, até porque eu não estou presa a ninguém –ele sorriu malicioso e eu neguei me afastando
 – Você não será a primeira garota com quem eu fico depois da Victoria –ele pronuncia, mas dessa vez em inglês
 – Mas eu não fico com ex de amiga, nunca
 – Então o problema sou eu? –sinto seus olhos perfurarem minha alma, que caralhos Isabele!
 – Não, de forma alguma –digo e ele ri
 – Sabe, –ele se aproxima –ela não vai se importar, na verdade ela nem precisa saber.
 Sem ao menos avisar, ele se aproxima segurando minha nuca e a minha cintura, logo selando nossos lábios com ternura. Sinto sua mão apertar minha cintura enquanto sua língua invade a minha boca, esse é o sinal clássico para partirmos o beijo, mas a quem eu quero enganar? Ethan é um pedaço de mal caminho, a começapor seus olhos perfeitamente verdes.
 Recomponho-me e o afasto –você está maluco? Por que fez isso? –pergunto, vulgo grito com ele
 – Vai me dizer que não gostou? –sorriu malicioso, reúno todas as minhas forças e fecho o punho e o levo até seu rosto, depositando um belo soco na região.
 – Acho que isso responde a sua pergunta –grito com raiva e caminho em direção ao banheiro, esbarrando com força no Malik. –EU QUERO TE MATAR, E ME MATAR! –grito irritada e algumas pessoas me olham curiosas por eu ter dito em português.

 Entro na cabine e sento-me no chão. As lágrimas escapam sem a minha permissão, e me encolho abraçando os joelhos com força.

“Está gostando? Isso é pouco comparado ao que vai acontecer” meu subconsciente grita.
 – Isa, precisamos conversar –soa o moreno, eu balanço a cabeça negativa mesmo sabendo que ele não poderá ver. –Por favor, apareça
 – Vai embora –digo entre soluços
 – Se eu sair daqui, pode ter certeza que seu amigo vai se machucar bastante –diz num tom ameaçador. Levanto e seco meu rosto, abro a porta cautelosa e encontro Malik escorado na pia de frente para as cabines. –Por que estava chorando?
 – Não é da sua conta –digo com a voz rouca
 – É da minha conta sim –ele rosna, o encaro e sorrio irônica.
 – Você não é nada meu, então cuide da sua namorada, aposto que ela não vai gostar se souber que você gruda em mim como um carrapato –rio –some da minha frente, e não seja mais um problema na minha vida –digo após passar o papel no rosto, tirando a maquiagem. Vou em direção a porta e encontro Madge –diga para o seu namorado desgrudar, está me sufocando demais! –abano-me com as mãos e ela revira os olhos me fuzilando, jogo beijos no ar e me viro para o balcão.

 – Você não vai para casa? –pergunta o homem
 – Não, eu omiti a verdade para meu pai, e eu estou presa. Mas não se preocupe, estou bem melhor agora
 – Tudo bem, quer comer alguma coisa?
 – Sim, nhoque com batata frita! –digo com água na boca só de imaginar o prato
 – Não temos isso aqui –ele diz e eu rio
 – Eu sei –digo gargalhando –qual o seu nome?
 – Ian
 – Ian? Esse nome não combina com o gerente do bar –rio e ele leva a mão no peito, claramente ofendido
 – Como você sabe que...
 – Que você é o dono do bar? –o corto respondendo sua pergunta, ele assente –eu desconfiava até você chamar o garçom pelo nome e dar bronca nele
 – Você é espertinha demais para sua idade –ele repete a frase e eu dou de ombros sorrindo
 – Talvez –sorrio.

 O tempo passava, e o cansaço me consumia lentamente. Zayn e Ethan já tinham sumido do local, provavelmente foram embora. Eu estava sentada na mesma banqueta, com o queixo encostado no vidro encarando o copo vazio, meus olhos pesavam cada vez mais, já piscava freneticamente tentando me manter acordada, porém a música já havia acabado há uns trinta minutos, e a cada segundo alguém ia embora.

 Sinto alguém afagar meus cabelos, e sorrio sabendo que Ian me deixaria descansar um pouco. Eu sequer tinha noção do horário, entretanto algo me dizia que já havia amanhecido. Fecho os olhos  permitindo-me vagar por um mundo melhor.

 

 – Isabele, você precisa acordar –alguém diz, afagando carinhosamente meus cabelos. Desse jeito eu não vou acordar mesmo, penso. Sorrio. –Esse sorriso te entrega, quer que eu chame um táxi? –abro os olhos e encaro Ian, provavelmente ele não dormiu
 – Bom dia, Ian
 – Bom dia, Isa
 – Eu vou andando, não se preocupe comigo porque eu moro pertinho
 – Tudo bem, boa sorte com a tempestade. Qualquer coisa estarei aqui
 – Obrigada, Ian –o abraço –se você tiver uma filha, ela deve se sentir honrada em tê-lo como pai –sussurro e ele sorri
 – Ela é, só não posso dizer volte sempre porque senão você vira uma cachaceira –ele diz e eu rio, contudo minha cabeça começa a latejar –toma uma aspirina quando chegar em casa
 – Obrigada outra vez.

 Saio do bar e sinto o sol forte queimar minha pele, pego o celular e vejo a hora, notando várias mensagens.
 São meio dia em ponto, meu pai vai surtar!
 Algumas mensagens da In, Vivis, outras da minha mãe e do meu pai. Também tinha do JJ, Matt e do Nash.
Abri a última conversa.
 “Podemos conversar? Prometo que será breve” Nash 10:02am
 Visualizo, mas não respondo. Não estava com cabeça para pensar nisso agora. Bloqueio o celular no exato momento em que ele começa a tocar, o visor acende mostrando o número de Nash, eu havia bloqueado, mas ontem à noite acabei desbloqueando, que droga! Deixo tocar, balançando o quadril com a batida de Friends.
 Chego em casa, e me deparo com meu pai, Melissa, Sarah, Gabriel, Madison, Soraya e até mesmo o Reece. É HOJE QUE EU MORRO, MINHA GENTE!

 – Oi –digo e meu pai arregala os olhos levantando do sofá
 – Oi? Isso é tudo o que você tem a dizer? –diz me encarando, ergo o olhar fitando seus olhos que estavam escuros por conta da raiva. John me pega pelo braço e me arrasta até o escritório, na qual ele bate à porta com força –senta! –ordena ele. Reviro os olhos e faço o que ele pede.

 – Não estou entendendo o motivo desse auê todo –digo em português
 – Você não está entendendo? –pergunta exaltado –você mentiu para mim, conseguiu deixar todos preocupado com você, e por fim fez sua amiga faltar no ensaio. –Despejou as palavras, e senti minha cabeça girar.
 “Satisfeita? Não basta estragar a sua vida, você tem que estragar a de todos que estão do seu lado” meu subconsciente gritou fazendo meu estômago embrulhar e os olhos arderem.

 – Me desculpa –digo com o nó se formando em minha garganta
 – É tudo o que tem a dizer? –diz com a voz decepcionada, seu rosto estava com olheiras, e declarava o quão cansado estava.

 Me levanto e saio do escritório, passo correndo pela sala e mesmo ouvindo Sarah, Madison e Reece me chamando, não paro. Assim que chego no meu quarto bato a porta com força, trancando-a em seguida.

 – Eu aposto que a Isabele estava com ele! –grita meu pai da sala –aquele moleque está acabando cada vez mais com a Isa –ele diz
 – Calma, John –Melissa disse –ela está na fase da descoberta, tudo o que se tem a fazer é educar.
 – Melissa, você não entende –resmunga ele –ELA CHEGOU FEDENDO A BEBIDA! –gritou outra vez –ela deve ter enchido a cara e dado para ele –rosnou zangado.

 Arregalo os olhos com a frase de John “ela deve ter enchido a cara... e dado para ele” dado no sentido de perder a virgindade? Eu não fiz isso, não fiz nada disso. Eu só posso afirmar que enchi a cara quando eu não consigo me lembrar das coisas, porém este não é o caso.

 Eu me lembro de tudo, desde o velho bêbado até a minha discussão com o Zayn, já o resto é insignificante. Dispo-me e entro no box, ligo o registro e deixo a água lavar minha alma.

 Ouço batidas na porta, mas não respondo. –Se arruma, seu diretor me ligou pedindo que fossemos ao colégio buscar o resultado hoje, e não amanhã. Para o seu próprio bem, eu espero que tenha tirado notas boas. –Ameaça meu pai. Bufo me enrolando na toalha, entro no closet e escolho um cropped branco e uma calça preta da puma. Passo o secador no cabelo, e depois perfume, separo uma bolsa da Prada na cor vinho e coloco meus documentos, e os euros que esqueci de trocar. Ouço batidas na porta, e me levanto destrancando-a.

 – Eu já vou –grito da cama, mas a pessoa insiste e eu me rendo –entra –bufo irritada. Madison e Reece entram
 – Seu pai está uma fera com você –resmunga Maddie, reviro os olhos
 – Eu percebi no momento em que ele me arrastara para o escritório.
 – Então desça logo, ou ele vai repetir o ato –Reece se pronuncia pela primeira vez
 – Vamos.

 Saio do quarto por último, e vejo a porta da Sarah aberta, procuro pelo local e a encontro no closet. Saio do ambiente, descendo a enorme escada lentamente. Era agonizante ser ameaçada pelo meu próprio pai.
 – Melissa, você vai na BMW, eu vou no Volvo
 – Eu vou com a Melissa –digo e todos me encaram como se eu fosse um ET.
 – Não mesmo, você vai comigo –ele diz me pegando pelo pulso e me arrastando para o volvo. –E quando chegarmos teremos uma conversa séria! –ele dita me fazendo engolir em seco.
 – Vou com a Isa –Reece e Madison falam em coro.
 – Reece, você mora aqui perto? –questiona meu pai
 – Sim, mas não precisa me deixar em casa, eu preciso ir para o trabalho –ele afirma e eu sorrio me lembrando do primeiro dia em que nos conhecemos.

 – E quanto a você, Madison?
 – A Mari me deu o dia de folga quando eu expliquei o que aconteceu, e pediu que você ligasse para ela quando tudo se resolvesse –a morena diz, e dessa vez quem engole em seco é ele.
 – Madison, como foi a sua primeira vez? –pergunto provocando meu pai, vejo que o rosto dela ruboriza, e Reece fita a paisagem, um pouco desconfortável com a situação –amigas contam segredos, não é? –digo prendendo o riso –e você, Reece? Homens também sentem dor?
 – ISABELE JÁ CHEGA! –grita meu pai
 – Ué, por que? Eu estou curiosa
 – Isa, não irrita senão vai sofrer as consequências –aconselha Madison, seu rosto ainda estava vermelho
 – Eu acho que é justo, a minha primeira vez foi incrível o Za...
 – CHEGA! SE VOCÊ DER MAIS UM PIO VOU AUMENTAR O CASTIGO
 – Que castigo? –pergunto me divertindo com a situação
 – O que você acabou de entrar, três meses sem celular, não vai sair de casa sem mim, e vai da escola para casa.
 – Sério que eu vou passar meu aniversário de castigo? É há duas semanas!
 – Pensasse nisso antes de mentir. –Fuzilo meu pai enquanto Reece sai do carro. –Hey, você não quer passar na escola conosco? Vamos pegar o resultado, se a Isa passar nós iremos comemorar no Nando’s
 – Vou ligar para a minha chefe, espera um minuto.
 Ele saiu, e foi fazer a ligação, Madison empurrou meu braço despertando minha atenção
 – É verdade? –pergunta e eu nego abaixando a cabeça –sabe quem me ligou hoje? –nego outra vez e ela dá de ombros –o Nash, ele estava preocupado com você
 – Ele finge bem –sussurro e ela balança a cabeça em negativa
 – Nash realmente está preocupado com você –ela diz e eu levanto a cabeça, arqueando o cenho –ele cogitou sair do Brasil para te encontrar. Na verdade eu tenho que dar notícias, é capaz dele realmente ter saído do país do futebol.
 – Eu não acredito nisso –resmungo e ela revira os olhos
 – Se ele vier, espero que traga o Gilinsky –resmunga mais baixo ainda.

 Reece entra no carro, e meu pai acelera até a NETFS.

 – Vamos logo, Isabele
 – Nossa, esqueceu de tomar o chazinho hoje? –debocho e ele me fuzila, a BMW para ao nosso lado.
 – Estou curioso para saber se você é CDF ou CDF NATO –Gabriel diz atraindo nossos olhares.
 – Cala a boca –digo e ele ri.

 Caminhávamos pelo corredor, e o porteiro que ali passava pediu que nos dirigíssemos até a diretoria, e nós seguimos. Eu tentava a todo custo adiar, ou prolongar o caminho, seja andando lentamente ou parando para admirar os troféus. Meu pai já estava irritado, tanto que me arrastava pelo braço, juro que vai ficar roxo.
 – Me solta –pedi pela milésima vez. Reece e Madison me encaravam com pena, Melissa, Gabriel e Sarah prendiam o riso. –Se você não me soltar agora eu vou gritar –ameaço e ele arqueia o cenho –ME SOLTA AGORA –bato em seus braços, e John aperta ainda mais seus dedos –QUE PORRA DE VIDA! –grito e todos começam a rir, exceto meu pai.

 Ele parece ainda mais furioso. Bufo irritada e ele me larga, abrindo a porta sem antes bater.
 – Boa tarde –diz meu pai com um sorriso forçado no rosto –viemos buscar o resultado dessa adorável menina –segurando meus ombros ele profere as palavras.
 – Boa tarde, podem sentar –um homem negro diz, ele tinha um ar de simpatia que estava me dando náuseas, fora isso parece ser gentil. Me afasto de ambos, escorando-me na parede. Ignoro tudo ao meu redor, focando apenas no Zayn. Eu não fui a única que mentiu, ele havia dito que terminou com ela, e durante todo esse tempo estávamos juntos, e eu tola achando que ele estava só comigo, reviro os olhos.

 E o Ethan? Como se já bastasse vê-lo ressurgir ele tinha que me beijar? Ele é o ex-namorado da minha melhor amiga, não deveria ter feito isso. O pior de tudo é que ele beija bem, ISABELE! EU TE REPREENDO REPETIR ISSO, MESMO QUE SEJA EM PENSAMENTOS!

 Ainda tem o Nash, por que ele tem que ser tão babaca comigo? Sério, ele e o Zayn deveriam criar uma competição: quem consegue fazer a Isa de trouxa por mais tempo. Confesso que a disputa está acirrada, quem ganhará?

 E o Matheus? De todos os meus amigos, (que não são muitos, na verdade só ele e o Marco, o Ethan não conta e o Taylor é passado) o que eu menos apostava que daria mancada era ele. Me beijar em Paris, só bagunçou mais a minha vida, e que por sinal estão com grandes problemas! Deus, manda uma ajuda aí.
 Matheus e eu somos irmãos, estamos a tantos anos juntos, eu já o vi com várias garotas, também cuidei dele durante as ressacas, conheci sua ex-namorada, a qual eu não consigo me lembrar o nome. É sério, eu preciso procurar um neurologista, não é comum esquecer coisas assim, primeiro foram os euros, ou foi o segundo? Céus! Sinto algo beliscar minha cintura desnuda, e encaro todos na sala com um olhar mortal, entretanto eles sorriam alegremente.
 – Porra, machucou! –digo encarando minha pele vermelha
 – Parabéns, Isabele –diz o diretor cuja fala eu ignorei desde o princípio. Arqueei o cenho e ele sorriu –eu estou muito contente, a última vez em que alguém gabaritou a prova foi há exatos vinte anos. Será um enorme prazer tê-la conosco.

 Sorri feliz. Uau, eu gabaritei a prova!

 – Obrigada, pode ter certeza que darei o meu melhor –me aproximo da mesa, apertando nossas mãos
 – Eu aposto que sim, por este fator a North East Thame Foudation School dará uma bolsa integral, com a passagem do ônibus incluso.
 – Não precisa, Jamie. A Isa está de castigo, o Oswaldo vai levar e buscá-la. –Nem preciso dizer quem afirmou isso, não é mesmo?
 – Tem certeza? –pergunta e meu pai assente. –As aulas começam na primeira semana de setembro, enfim isso é tudo
 – Obrigada, até setembro –sorrio e ele faz o mesmo.

 Saímos da sala, e Gabriel ameaçou abrir a boca, mas eu o fuzilei. –Não dê um pio –ordeno mau humorada –eu não vou no Nando’s
 – Mas é claro que vai!
 – E quem vai me obrigar? –arqueio o cenho me aproximando –dessa vez vai me arrastar pelo cabelo? –digo pensativa –ou prefere me algemar junto a si?
 – Isabele, eu estou ficando sem paciência –ele diz
 – Que ótimo, porque eu JÁ ESTOU SEM PACIÊNCIA!
 – QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA GRITAR COMIGO? EU SOU SEU PAI!
 – EU SEI QUEM VOCÊ É, TODA HORA FICA ME LEMBRANDO DISSO! –grito ainda mais alto que ele
 – QUER SABER? DE CASTIGO PELO RESTO DO ANO LETIVO!
 – SE VOCÊ ESTIVER VIVO ATÉ LÁ, QUEM SAIBA EU CUMPRA!
 Ele ergueu a mão, me encarando, seus olhos estavam vermelhos. Melissa estava com as mãos sobre a boca, Madison, Reece, Gabriel e Sarah estavam pasmos com a situação.
 – Se você for me bater... –me interrompo secando as malditas lágrimas –outra vez, me bata até que eu não consiga levantar, se necessário me mate, porque eu estou exausta de ser a boa garota que todos sentem orgulho –digo alto, e ele abaixa a mão. Sem pensar duas vezes eu caminho com pressa até o banheiro.

 Entro nos corredores e sigo a placa que indicava o sentido no qual eu deveria seguir. Fecho a porta atrás de mim, e deixo as lágrimas escaparem, é incrível como tudo consegue dar errado quando se trata de mim.

 Levanto do chão e lavo o rosto, tirando o rímel.

 – Isa, não fica assim –diz Madison da porta –ele é seu pai, não tem ideia do que acontece com você. Pais nunca sabem de nada!
 – Não estou brava com isso, na verdade é por tudo que está acontecendo. Maddie é horrível saber que o prazo dele está se esgotando e eu sequer posso evitar, ele se acha o dono da verdade, tudo o que eu faço para irritar não o fere! –bufo irritada. –Eu não quero fingir ser doce, totalmente paciente e amigável, sempre gentil e engraçada. Eu estou acostumada a fazer burradas, encher a cara até perder a consciente de onde estou, todo dia pregando peças e zombando disso, por que ele tinha que pedir minha guarda?
 – Isa, se acalma –pediu ela –veja pelo lado positivo
 – Eu procurei e não encontrei –falo e ela gargalha
 – Você ganhou uma única chance de se despedir –ela alisa meus braços de maneira amigável –é assim que você quer se lembrar dele?
 – Não, porque eu não quero me lembrar dele! Na verdade eu não queria estar aqui, meus amigos precisam...
 – Você que precisa deles, não ao contrário –ela me corta –você não está sozinha, pode conversar pelo FaceTime.
 – Mas não será como antes
 – É exatamente isso, tudo muda, absolutamente tudo –ela diz e sorri –se não fosse seu pai, seria outra pessoa a te prender na Inglaterra, sabe? Essas coisas não tem como explicar, acontecem por alguma razão
 – Você está tentando me dizer que minha viagem para Londres estava predestinada? –pergunto confusa
 – É exatamente isso.

 A porta se abre, e o loiro aparece, seu sorriso surge e ele me fita preocupado. Suspiro e abro os braços, Bibby entende o recado e vem correndo, me abraçando apertado
 – Eu estou com você –sussurrou –sempre
 – Obrigada, Bibby. Vamos lá, me sinto pronta para encarar a vida –levanto-me indo em direção a porta, mas ela se abre com força batendo no meu rosto. –Ai! –grito tocando meu nariz, e vejo o sangue nos meus dedos, ah não! Por favor, não desmaia, você é forte!

 Isa, é apenas sangue, o que é mais terrível que sangue? Sim, agulhas! Agulhas com sangue. Sinto minha cabeça girar e meus olhos pesarem, perco o controle sobre meu corpo e a fraqueza me espanca, fazendo meu corpo cair e tudo ficar escuro.

                                         [...]

 – Isa, está tudo bem? –pergunta Melissa, abro os olhos e vejo todos ali, inclusive Zayn
 – Eu quero ir pra casa. AGORA! –ordeno e meu pai assente, saindo do quarto.
 – Acho melhor deixá-los a sós –sugere Melissa
 – Não, eu não quero ficar sozinha com ele –digo com a voz rouca
 – Vocês precisam conversar, está nítido –diz Madison –qualquer coisa grita
 – Por favor –encaro Madison e ela nega, sendo a última a sair do quarto.

 Encaro o feixe de luz, e cruzo os braços indignada.
 – Me desculpa
 – Não. Agora vira gás e vaza! –rosno
 – Por favor
 – Você ainda não entendeu ou se faz de idiota? –pergunto irritada –tudo o que eu disse ontem foi verdade, vá embora
 – Isabele, eu sinto muito
 – Não, você não sente –digo com um nó na garganta –se você sentisse algo além do seu ego enorme, com certeza não seria por mim. Mas tudo bem, eu sempre supero
 – Você não está entendendo...
 – Ah, eu estou sim. E muito bem, demorou quase um mês, porém eu consegui te decifrar –ele arqueou o cenho –você não se apega, quer ter várias e sempre mente. Advinha? Eu prefiro confiar, entenda que você não é confiável. No final eram joguinhos, tudo o que vivemos foi encenação sua. –Limpo a lágrima que escorreu pela bochecha e respiro fundo –agora vá embora, eu estou cansada
 – Por favor
 – Eu estou com armaduras, enfim protegida de todas as suas mentiras!
 – Me deixe explicar o meu lado na história
 – Você tem exatamente cinco segundos para sair, ou eu grito.

 Deito de lado encarando a poltrona de couro preta, sinto as lágrimas traçarem minhas bochechas e a porta fechar-se, levanto e vou até o banheiro lavar o rosto. Você é forte, Isabele!

 – Isa? O Victor quer conversar com você –Madison diz
 – Ok, manda entrar.

 Me sento na poltrona e encaro a janela. Já havia anoitecido, por quanto tempo eu fiquei apagada?
 – Isa?
 – Oi, o que você quer tanto falar comigo? –pergunto curiosa –me parece ser sério, pela sua expressão
 – Eu estava analisando o seu sangue e o do seu pai –ele diz nervoso
 – Isabele! –grita meu pai da porta –você recebeu alta, vamos
 – Espera, o Victor quer falar comigo. Pode prosseguir
 John encara Victor, que sequer abre a boca –nada, deixa pra lá –ele diz e eu arqueio o cenho –é bobeira minha
 – Tudo bem, obrigada por cuidar de mim –digo e ele sorri bagunçando meu cabelo
 – Vamos logo! –apressa o senhor Fuchsberger.

 Assim que saímos do hospital, meu pai fez questão de manobrar o carro, para que eu evitasse andar até o outro lado do estacionamento. Mas não é isso que me preocupa, eu quero ver como está o meu nariz!

 – Maddie? –a chamei, eu estava totalmente aflita e se quebrou? A morena murmura ‘hm’ e suspiro receosa –meu nariz está quebrado? Por favor, se estiver vamos voltar agora para o hospital!

 Ela começa a rir, sendo seguida por meu pai, Gabriel, Reece, Sarah e Melissa. –O que foi? Está tão ruim assim?
 – Isa, relaxa –pediu o loiro –não quebrou, apenas deslocou
 – Não é a mesma coisa? –pergunta o filho do Coringa, com uma cara pensativa
 – Eu acho que não, porque quando quebra precisa fazer cirurgia –responde Madison e eu arregalo os olhos
 – MEU DEUS, ENTÃO EU QUEBREI? –grito nervosa
 – Não, apenas deslocou! –Maddie, Gabriel, Reece e Sarah falam em coro.
 – Eu preciso ver!
 Meu pai destrava o carro e tira de lá o espelho. Encaro meu reflexo, e vejo que meu cabelo está bagunçado, e meu nariz em perfeito estado. Solto o ar que até então prendia, e sorrio mais calma.

 – Mudei de ideia, nós vamos ao Nando’s –digo e meu estômago ronca fazendo todos gargalharem.

 Entramos no carro, Eu, Madison, Reece, Gabriel no Volvo e Melissa e a Sarah na BMW.

 Em menos de dois minutos chegamos ao restaurante. Repreendo-me de procurar pelos meninos, porque eu se achar um, os outros quatro estarão na mesa fazendo palhaçada ou rindo de coisas idiotas.

 – Já ligou para a minha mãe, dad? –digo com ironia e ele sorri
 – Ainda não, obrigada por me lembrar, filhota –ele ri e eu reviro os olhos entrando no estabelecimento.

 – Boa noite, gostaria de escolher a mesa ou o senhor fez reserva? –perguntou um rapaz moreno dos olhos castanhos.
 – Eu prefiro no centro, com sete lugares.
 – Me sigam, por favor –pede ele.

 Sentamo-nos enquanto meu pai ia até o balcão conversar com o dono, a música soava e me distraía de focar na porta. Apesar desse restaurante ser bem econômico, meu pai adorava a comida, e a Sarah não fica atrás, mas acredito que não seja pela refeição e sim por quem frequenta.

 – Eu vi o vídeo em que você cantou junto com o Ed e dois meninos na França –o loiro partiu o silêncio, todos me olhavam curiosa, inclusive John que acabara de sentar.
 – Conte-me mais, Reece –pede papai
 – Eu posso lhe mostrar o vídeo –ele coça a nuca envergonhado e sorri –parabéns, Isa
 – Obrigada. –Digo enquanto ele coloca o celular na mesa, à maneira que todos pudessem ver.
 – Ainda bem que a internet salvou isso –diz Madison e eu rio concordando
 – Você estava tão feliz, tão linda –soa ele com a voz chorosa
 – Não chora, papai –peço me controlando para não chorar também –eu ainda estou chateada com você –ele sorri com os olhos vermelhos, e aperta fraco o meu nariz como sempre fazia
 – Isa, vamos ali fora por favor –pede a morena e eu assinto me levantando.
 – O que houve? –pergunto preocupada
 – Nada, só que os meninos estão preocupados com você. Eles vão me ligar a qualquer momento –ela diz com um enorme sorriso –é agora, preparada?

 Assinto e ajeito meu cabelo, sorrindo para a tela do celular ao ver todos os meus amigos ali.

 – Oi, Isa –Matt, JG, JJ, Cam, Taylor, Shawn, Hayes e Carter falam em coro. Não encontro Nash ou a morena de cabelos cacheados, sorrio outra vez tentando transmitir felicidade.
 – Oi, meus amores! –grito e eles fazem caretas –estou com saudades
 – Estávamos preocupados com a senhorita, o que houve? –pergunta Cameron
 – Eu não sei, tudo o que eu lembro é da porta batendo no me rosto com força e ter desmaiado ao ver sangue –dou de ombros, eu não era tão fraca assim com sangue, porque sempre cuidei de Marco quando ele apanhava dos namorados de suas acompanhantes. Porém, pode ser que ao ver o MEU SANGUE, eu tenha ficado enojada.
 – Descobriu quem fez isso? –pergunta Cartah
 – Não, e nem quero saber também
 – Eu tenho uma ótima notícia! –resmunga a morena –A ISA GABARITOU A PROVA DA NORTH EAST THAME FOUNDATION SCHOOL! –grita e eles começam a pular felizes da vida, não prendo a risada e começo a gargalhar.
 – Parabéns –diz a morena dos cabelos cacheados, todos na sala a encaram. Eu fico sem reação, afinal por que diabos ela estava ali?
 – Quem é ela? –pergunto após todo o riso cessar. Eles me encaram e garota dá de ombros
 – Taylor, tudo bem? –responde e sorri
 – Tudo e você?
 – Amor, você viu a escova... –Nash entra no cômodo e todos o fuzilam, seu olhar cai sob mim, e eu sinto vontade de me esconder –por que não atendeu minhas ligações? Ou pelo menos respondeu minhas mensagens?
 – Foi você quem quis acabar com a nossa amizade –digo num fio de voz –e pelo visto não está só –encaro a morena que sorria se divertindo com a situação.

 Todos ficam em silêncio e eu não sei ao certo quanto tempo, ou se era possível ouvir as batidas do meu coração, já que estava tão acelerado. Suspiro atraindo a atenção de todos.
 – Te espero lá dentro, Maddie –minha voz sai num sussurro quase inaudível, e me pergunto se ela realmente ouviu.
 – Ok, não demoro.

 Entro e me sento junto com minha família, ou quase isso.
 – O que houve lá fora? Você voltou emburrada –disse John eu o fito e balanço a cabeça, ele entende o recado e muda de assunto.

 A comida logo chega e eu suspiro aliviada, pois minha fome aumentava numa P.A a cada minuto. Beer ainda estava na calçada, mas não quero atrapalhar, portanto decido comer.

 – Sabe o que seria perfeito agora? –pergunto e John arqueia o cenho –sorvete de baunilha
 – Ainda é seu preferido? –pergunta ele
 – Não sei, porque eu também gosto de flocos e céu azul.
 – Faz sentido –ele afirma e sorri
 – Chama a sua amiga –pede Melissa e eu assinto. Puxo Bibby pelo braço e seguimos até a morena.
 – Acho que eu nunca te perguntei com o que você trabalha –digo pensativa
 – Provavelmente não. Mas eu sou assistente de marketing, nas horas vagas eu faço um som nos bares próximo ao meu apê
 – Isso é bem divertido! Eu gosto dessa vibe de criar comerciais interessantes ou montagens elaboradas –digo sorrindo
 – Jura? Às vezes eu penso que isso não combina nada comigo, é mais pelo dinheiro do que por gostar, entende? –ele ri e nega –acho que não entende, você sempre teve tudo que quis
 – Não, Bibby –digo e ele me encara com o cenho arqueado, suas mãos se encontravam nos bolsos de sua calça skinny preta, e seu semblante adquiriu um certo tom de curiosidade –eu nunca quis ter tudo de mão beijada, trabalhei em um hospital de meio período, eu era assistente da doutora Marchall. –Bagunço seu topete e ele ri revirando os olhos –eu não me sinto bem ao ter tanto e saber que muitas pessoas não têm nada
 – Isso para mim é novo, Isabele é boazinha e usa roupas meigas? –debochou e eu ri alto, atraindo alguns olhares.
 – Idiota –mostro o dedo e ele abre a boca em perfeito o, logo depositando sua mão direita sobre ela.
 Ao cruzarmos a porta, Zayn e seus amigos caminhavam em nossa direção, com o intuito de entrar. Mas meu corpo paralisou no momento em que ouvi sua risada e seu olhar chocou-se com o meu.
 – Oi, Isa? –chamou-me alguém, mas meu olhar estava fixo no moreno, assim como o dele também estava em mim. Sinto-me ser abraçada por alguém, e logo me recomponho –tudo bem? –pergunta Harry
 – Tudo, por que não estaria? –pergunto claramente na defensiva. Céus!
 – Por nada, vamos entrar! –pede ele e pude notar de relance o Zayn ficar tenso –por favor –insiste
 – Fica para a próxima, eu estou de saída –digo e o Louis prende o riso
 – Se quiser ficar, eu posso sair –diz o cara que possui o sorriso mais lindo do planeta
 – E você acha que a minha vida gira ao seu redor? Supera, Malik –um sorriso irônico nasce em meus lábios e o Tomlinson ri, assim como Niall e Liam que outrora prendera o riso, assim como o primeiro.
 – Touché –Niall e Louis falam ao mesmo tempo tirando boas gargalhadas de todos, com exceção de Malik e eu.
 – Vamos? –chamo o Bibby e ele assente
 – Será sempre assim? –Zayn pergunta e eu paro de andar, confusa com sua pergunta –toda vez que brigamos você esfrega na cara de todos que tem sempre alguém disposto a ser o seu passatempo até nós retomarmos de onde paramos?
 – Não, porque nós não vamos reatar absolutamente nada, nem mesmo amizade –digo convicta de minha decisão, porém ao proferir estas palavras sinto meu estômago revirar-se e meu coração doer.

 Volto a caminhar com o loiro ao meu lado, estávamos em silêncio ouvindo Maddie conversar ao longe com a MAGCON. Não demoramos até chegar lá.

 – Você disse que não ia demorar –disse despertando a modelo –já jantamos e sua comida esfriou. Vai comer fria, não quero nem saber –digo irritada e ela ri
 – Preciso ir, quando chegar em casa eu te ligo –ela diz animada. Reviro os olhos e sento-me no banquinho, a vontade de tomar sorvete só aumentara.

 Ficamos em silêncio, eu observava um casal passeando com sua filha pequena, o sorriso dela indicara felicidade, seja por ganhar uma boneca tão desejada ou talvez o fato de seus pais estarem ali dando carinho e amor ao extremo, protegendo-a e mimando, como os pais sempre fazem nessa idade.
 – Vou entrar –diz ela e eu dou de ombros, pendendo a cabeça para o lado.

 – Lembra de quando nos conhecemos? Hoje parece um déjà vu, quando eu e o Zayn brigamos nesta calçada e você cuidou de mim, só que dessa vez sem brigas, só o fato de brigarem entre si me faz recordar isso. –Disse ele
 – Nos conhecemos porque eu entrei na casa dos seus pais –digo rindo da cilada em que me meti. –À respeito da briga, fora nesse mesmo dia em que me chamou de infantil –argumento e ele ri
 – Touché –ele soa e eu gargalho
 – É estranho saber que você é primo da Ingred
 – Por que acha isso?
 – Porque ela é minha confidente, e eu e você já ficamos –rio e ele assume uma postura rígida –o que houve?
 – Nada, estava lembrando de quando brigamos
 – Eu não quero lembrar, só vai me deixar ainda mais triste
 – Você tem razão –ele se levanta e estende a mão para mim –vamos entrar e tomar sorvete, eu pago
 – Que gentil, Reece –digo e ele dá de ombros –eu quero sorvete de baunilha!

 Após passarmos (infelizmente) pela mesa do Harry, direcionamo-nos ao outro lado do restaurante. Reece, Madison, Sarah, Gabriel e eu escolhíamos quais sabores, já que poderia misturar. Optei por baunilha e creme.

 – Chega né? Você vai passar mal –dizia John para Sarah, que estava no terceiro round. –Não sei como o seu cérebro ainda não congelou –resmungou baixinho e eu me permiti rir no mesmo tom.
 – Madison, como estão seus filhos? –perguntou Melissa
 – Bem, foram para a creche e estão com minha mãe –respondeu contente
 – Se quiser colocar a Amy no ballet eu patrocino –digo entusiasmada só de imagina-la com a roupa
 – Vai patrocinar com que dinheiro? –pergunta papai e o clima tenso paira sobre nossas cabeças como nuvens carregadas
 – Com o seu é que não será –retruco no mesmo momento e todos se calam por longos segundos/minutos. –Vamos para casa, preciso dormir
 – Já está tarde –concorda Melissa
 – Vou ficar um pouco, quando chegar em casa te aviso –diz Maddie
 – Eu fico com ela, as ruas à noite são perigosas, sabe como é né? –Gabriel disse e meu pai assente, eu arqueio o cenho e a morena assente para mim, transmitindo que nada de ruim aconteceria.

 Encontrava-me na mesma posição encarando o Coringa. Qual é, as ruas são perigosas? Eu sei disso muito bem, respiro fundo e fecho os olhos, dando boa noite e seguindo meu pai para fora do estabelecimento.

 Sinto meu celular vibrar, pego-o e desbloqueio, era uma mensagem de quem eu menos esperava pelo resto da minha vida.



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