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História Wrong Spell - Stlaus - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Dessa vez não esqueci! Kkkkkkkkk
Acordei mais cedo – milagre – e não tenho a mínima capacidade de inventar qualquer gracinha aqui ;-;
Affz :c

Dedicado à @Tililin e @Erika_Queen, por sua animação pelos capítulos ><

Vamos às notícias!
Terminei Éden >< (Fic Larry) e a autora retuitou ><
Zerei a vida *-*

Esse capítulo foi complicadinho de fazer, não tava sabendo bem o que encaixava...

Até lá embaixo :3

Capítulo 8 - Sete


Os dois garotos se desvencilham rapidamente e vão para lados opostos do sofá assim que se levantam, corados, com o sorriso debochado do outro homem que entrou na casa, tudo com a voz de Anne Hathaway de fundo. 

— Peter, o que está fazendo aqui? – Stiles pergunta um pouco vermelho.

— Seu pai me pediu para fazer companhia, afinal, não quer perder o olho de você – Aproximou-se. — Mas não sabia que estava tão bem recuperado e com o novo namorado.

— Ele não é meu namorado – Diz, um pouco irritado pela provocação, mas no fundo querendo que seja verdade. — Por que não foi me visitar no hospital?

— Não achei que fosse querer me ver – Deu de ombros. — Sou o tio do cara que te traiu, se lembra?

 — Claro – Assinto. — Mas seria bom ter o namorado do meu pai me visitando no meu leito.

— Nós não namoramos, Stiles – O castanho revira os olhos.

— Por favor. Está na cara que rola muito clima entre vocês, e não vem dizer que é só sexo! Eu sei que não – Responde.

— Devo dizer o mesmo de vocês dois? – Diz atrevido e mira o loiro. — Você deve ser o garoto que o Noah falou…

— Sou Niklaus Mikaelson, senhor – Estendeu a mão, ainda corado, para o mais velho.

— Peter Hale – Sorri. — Se forem fazer algo, não tão alto, irei apenas para a cozinha.

— Peter! – O Stilinski exclama. — Nós estamos apenas vendo o filme!

— Não foi o que pareceu quando cheguei – Retrucou. — Divirtam-se e usem camisinha – Piscou indo para a cozinha.

— Urgh! Eu ainda mato esse lobo… – Diz para si mesmo e suspira ao olhar para o loiro. — Desculpe, ele é… Quer saber? Por que estou defendendo ele? Quero mais é que ele vá se foder mesmo – Klaus ri.

— O que é namorado? – Pergunta. — Você e Scott não falaram isso também no hospital.

— Você realmente não é deste século – Arqueou os lábios numa expressão gentil. — Acho que preciso te mostrar mais filmes para você pegar o sentido. Se eu te explicar é capaz de você se confundir.

— E Stiles… O que é camisinha? – O jovem Stilinski ficou surpreso pela pergunta e a risada de Peter foi ouvida da cozinha.

*

Isaac jogava a pequena bola de borracha de Liam para cima e para baixo enquanto estava deitado na cama do outro loiro e via seu amigo andar de um lado para o outro estando ansioso pelo que disse que ia contar, mas até agora não sabia como começar. Tal atitude já estava cansando o Lahey, pois estava curioso para saber qual era o motivo da conversa, então, somente revirou os olhos e fitou-o.

— Se continuar andando assim, irá abrir um buraco no chão. E nós sabemos a sua fama para saber que isso é possível – Sorriu divertido ao receber um olhar irritado.

— Só estou ansioso… 

— Então conte logo. Estou curioso. E tenho certeza que não me chamou só para te ver ficar andando – Respondeu e Liam suspirou, sentando-se na cama e fitando o amigo.

— Eu acho que estou gostando de alguém – Disse receoso.

— Finalmente – O loiro mais velho agradeceu sabe-se-lá-para-quem e o Dunbar não sabia se era pelo fato dele estar gostando de alguém ou por ter falado. Talvez um pouco dos dois. — Quem é?

— É… – Mordeu os lábios em nervosismo. — Ele é novo na escola e se chama Theo.

— O Raeken? – Viu o loiro assentir. — Você tem bom gosto, tenho que admitir. 

— Você o conhece? – Perguntou curioso.

— Nós temos a mesma aula de inglês e de literatura. Nunca falei com ele – Deu de ombros. — Mas eu vi Scott falando com ele uma vez… Você não deveria estar conversando esse tipo de assunto com o Mason?

— E vê-lo falar amanhã para o garoto que gosto que gosto dele? Não, obrigado – Deitou o corpo na cama, ao lado de Isaac. — Prefiro não passar essa vergonha ainda – Ouviu a risada do Lahey.

— Ele estaria super alegre por você ter superado a Hayden, acho que devia contar.

— Não sei – Deu de ombros. — Só… Não quero que ele faça nada que me envergonhe… Quando eu disse que gostava da Hayden pra ele, na manhã seguinte estava lá, ele, falando para ela o que eu disse. Não quero que isso ocorra.

— Entendo… E o que pretende fazer? Esperar o destino fazer tudo por você?

— Talvez – Sorriu. — E você? Ainda com a paixonite no Scott?

— Sim…  – Suspirou. 

Desde a morte da Alisson, Scott e Isaac encontraram apoio um no outro, já que dividiam sentimentos pela garota e possuíam uma rivalidade entre si, que sumiu logo após o acontecimento, além de passarem a maior parte do tempo com o humano, Stiles, para não fazê-lo se sentir tão só após o acontecimento do Nogitsune, pois ele era tão vítima quanto os falecidos, e, desde então, o Lahey criou uma leve paixão no alfa. Porém, não conseguia dizer para ele o que sentia, visto que tinha certeza que não seria recíproco, e vê-lo ficar cada dia mais próximo da kitsune, até namorarem, foi uma tortura, tanto que passava mais tempo com Stiles ou Liam para evitar os dois.

— Uma hora ela vai acabar, não? – Sorriu forçado para o amigo. Esse que assentiu levemente.

*

— Algum avanço, irmã? – Elijah perguntou ao adentrar o escritório da casa.

Desde que chegaram, a família Mikaelson alugou uma casa consideravelmente grande para eles passarem seus dias enquanto estavam na cidade, mesmo que Klaus só apareça ali uma vez ou nunca, tendo só ido ao local para trocar de roupa e banhar quando o Stilinski pedia. Freya continuava na busca para entender o que poderia ter ocorrido ao seu irmão mais novo, recebendo a ajuda de Elijah que procurava alguma bruxa na cidade que pudesse ajudar na busca, porém os esforços de ambos eram em vão. Não havia uma única bruxa em toda Beacon Hills e não possuía nada nos grimórios referente a feitiços que retornam ao seu estado jovem sem memórias.

O escritório estava tudo organizado, os móveis de madeira e uma estante de livros atrás da cadeira onde a loira estava sentada em frente à três livros antigos de magia, sem nenhum pouco de pó. Embora não estivesse com moradores, era óbvio que quem fosse dono do local, possuía um grande zelo com seu imóvel.

— Nenhum. O que estiver acontecendo com Klaus, não é algo que estará nesses livros – Suspirou ao fechar de ler. — Encontrou alguma bruxa?

— Não – Sentou-se na frente de Freya. — Essa cidade é estranha, de fato. Não há bruxas aqui, mas eu sinto… Como se esse local me chamasse.

— Sério? Eu me sinto querendo dar o fora – Riu. 

— O que acha do garoto? – Perguntou.

— O Stiles? Parece ser legal – Respondeu. — Seja o que eles tenham, acho que não devemos nos preocupar em relação a isso.

— Não acha que devemos nos preocupar com Niklaus?

— Ele é imortal, Elijah. Ou, pelo menos, ainda é um.

— Não temos certeza disso.

— Ele não vai morrer. O garoto é protegido por um bando das mais diferentes espécies do sobrenatural, eles ajudariam nosso irmão caso fosse necessário. O humano deles gosta do Klaus – Disse. — E nós não vamos deixar que isso aconteça.

— Sinto que essa família já passou coisa demais – Apertou a têmpora. 

— Já vivemos demais para saber que tem mais por vir, Elijah – Segurou uma mão. — Seja o que vier, nós vamos enfrentar isso juntos.

— Espero que sim, Freya. Espero que sim.

— Sabe o que nós precisamos? Um bom copo de uísque.

*

Ela não queria que isso estivesse acontecendo. Ela realmente não pediu por isso, mas quem escolhe? Quem tem domínio de controlar seus sentimentos e escolhe gostar, por livre e espontânea vontade, da sua melhor amiga? Somente os deuses sabem a vontade dela de apagar essa emoção que sente sempre que a vê.

E isso não podia ser pior para si. Toda a culpa, os falsos sorriso que tem que dar, ainda mais para a pessoa a quem deve fidelidade, a pessoa que deveria ser o motivo de fazê-la sorrir, rir, sentir o rubor nas bochechas e as famosas borboletas no estômago, mesmo depois de todo o tempo que estão juntos. Porém ela não sente nada disso, é como se fosse indiferente a tudo que ele faz para si, os gestos, os sorrisos, os elogios, até as canções que compõe, sendo algumas dedicadas a ela mesma. Como não se sentir culpada? 

Só queria saber a resposta para isso, enquanto desabafa tudo em seu diário, onde escreve seus sentimentos de forma particular e registra o traço de sua história para, no futuro, se lembrar de seus momentos da adolescência.

— Filha, está no seu quarto?

Rapidamente fechou o caderninho e o colocou embaixo do travesseiro, somente para escondê-lo provisoriamente, até sua mãe ir embora e ela puder esconder novamente no local que coloca desde que começou aquilo: atrás da cômoda, do lado do seu puff.

— Sim, mãe? – Perguntou ao vê-la abrir a porta e olhar para si.

— Fiz bolinhos, vem comer – Chamou e depois saiu.

A filha respirou fundo e pegou o caderno, colocando no local já não tão inédito para si e saiu do quarto, rumo à cozinha para comer os famosos bolinhos de sua mãe.

*

— Stiles! Cheguei! – O Xerife gritou assim que passou pela porta de carvalho.

Fechou a porta atrás de si e esperou receber algum cumprimento, tanto de seu filho quanto de Peter, o homem que está tendo um caso, ou namoro, mas nenhum dos dois entrou nesse assunto ainda ou o pedido foi feito, estavam confortáveis dessa forma. Como pai de um jovem com TDAH e que se mete mais em enrascada que criminosos em crimes mal sucedidos, ele sabia que devia se preocupar assim que não ouviu nenhum barulho vindo dos outros cômodos. Era um silêncio total.

Com passos cautelosos, ele colocou o chapéu de xerife que carrega, um acessório não muito requisitado, mas que gosta de usar às vezes para representar sua posição na delegacia ou nas ruas, e empunhou a arma de sua cintura, mirando para baixo, se fosse algum ladrão – mesmo que ninguém seria louco de assaltar a casa do xerife da cidade –, ele devia estar preparado. Dirigiu-se para a cozinha, em silêncio, e com os olhos e ouvidos atentos para um simples ruído que possa ocorrer, adentrando o cômodo, não encontrando ninguém no local, somente a comida pronta feita por Peter mais cedo, quando mandou ele ir para a casa ficar de olho no seu filho.

E por falar no lobisomem, ele não estava atendendo suas ligações quando estava na delegacia, o que preocupava a si com a possibilidade de algo ter acontecido a eles e ele não poder ajudar. De novo. O fato de Stiles ter sido sequestrado e ele não ter conseguido fazer nada era um pequeno tormento para sua mente de pai preocupado. O Hale era testemunha de sua falta de sono das dez noites que, se sucederam sem o Stilinski mais novo.

Um leve som atrás de si foi captado por suas orelhas e mirou a arma para o corpo da pessoa atrás de si, Stiles, de olhos arregalados para o aparelho em sua direção. O xerife abaixou a arma e guardou novamente no bolso, de cenho franzido pela atitude do mais novo.

— Stiles, quantas vezes já disse para não chegar atrás de mim assim? – Disse irritado.

— Desculpa – Levantou os braços, indo rumo à geladeira para pegar o sorvete. — Vim pegar isso – Balançou no ar o doce. — E avisar que nós estamos assistindo um filme lá em cima.

— Nós?

— Eu e Klaus – Sorriu ao mencionar o nome do loiro. — Peter está dormindo no seu quarto. Ele pediu para você acordá-lo mais tarde.

— Ok, filho – Suspirou. — Mas não faça mais isso. Eu poderia ter dado um tiro em você.

— Desculpa, de novo – Riu. — Vou subir lá em cima, okay? – O mais velho assentiu.

O xerife respirou fundo ao ver seu filho sair da sala da cozinha e ouvir o ruído de seus passos conforme subia a escada, estava mais despreocupado sabendo que ele estava seguro, em casa. Subiu logo depois de beber um corpo d'água, não estava mais na idade de aguentar tudo como quando era jovem, indo ao seu quarto e encontrando Peter dormindo de bruços, era a posição que sempre dormia, com a bunda empinada que sempre teve; devia ser algo de lobisomem supunha. Banhou e se juntou ao Hale, colocando um alarme para acordá-los daqui a uma hora.

Instantes antes, o jovem Stilinski entrou em seu quarto vendo o loiro deitado na cama coberto da cabeça aos pés pelo simples fato de dizer que gosta de como o algodão do cobertor é macio e gostoso de se sentir em sua pele, nada comparado aos tecidos de mil anos atrás, Stiles não encontrava maneiras de não achar fofo o vampiro. Deitou-se ao seu lado e estendeu o pote com doce para ele segurar, com as duas colheres já dentro, e se embrulhou também, ficando com seus corpos lado a lado embaixo do cobertor.

— Isso é sorvete? – Perguntou e viu o outro assentir.

— Sim. Coma, você vai gostar – Afirmou antes de pegar uma colher e comer um pouco.

O imortal fitou a substância cremosa e pegou o talher, raspando um pouco e levando a boca e experimentando, logo soltando um gemido de satisfação ao sentir o sabor de menta com chocolate se desfazer na boca. O humano só encarava tudo de maneira fascinada, pela forma como o sorrisinho surgia no rosto do louro e as covinhas, que ele aprendeu a apreciar nos dias que ficou no hospital. Se perguntava passou a gostar do outro garoto tão rápido, mesmo o conhecendo a pelo menos três dias, talvez fosse mesmo a conexão misteriosa que o outro citou, porém só queria continuar sentindo a sensação de paz, ainda mais depois do que houve, pois, quando ele estava ao seu lado, os pesadelos não vinham, sem Nogitsune, que aparecia algumas vezes, ou a volta naquela sala escura, com as prateleiras em volta e os olhos verdes da Argent. Por mais que já tenha ficado sob tortura, como quando Gerard o eletrocutou, ela usou seus medos, inseguranças, somente para discórdia e quebrar a confiança que tinha em seus amigos, que, mesmo sem ele querer, crescia mais a cada dia que se passava naquele local.

— É gostoso – Disse ao ver o outro lhe encarar.

— Eu disse – Fitou-o mais um pouco e virou-se para a TV, onde passava "A Escolha Perfeita" na Netflix, um dos filmes favoritos do castanho.

Nenhum dos dois precisava falar mais nada, somente o fato dos dois estarem ao lado um do outro, confortáveis com tal presença, comendo o sorvete e vendo o filme casual que atrai a atenção dos dois, mesmo que o castanho adore tanto o longa, afinal, é um de seus preferidos, era ainda mais especial quando via com o loiro, pois ele trazia paz à si, algo que não sentia desde seus sete anos, quando sua mãe morreu. 

E ficaram assim por mais algumas horas, até mesmo quando ouviu-se passos e risinhos de seu pai e o outro lobisomem por trás da porta, não queriam quebrar o ambiente agradável que os rodeava, até mesmo quando o filme acabou e Klaus sentiu um leve ressoar ao seu lado, Stiles tinha dormido. Acomodou-o mais um pouco e abraçou-o, não segurando seu sorriso e o aquecer sentindo em seu coração, antes de cair nos braços de Morfeu também.


Notas Finais


A parte do xerife, para mim, foi a melhor, bateu uma inspiração não sei de onde e fiz ><
O resto achei meio :/

Momentos Stlaus é meu tudo junto à Hope, de resto é resto né
Não canso de dizer que o Klaus é fofo scrr
Stiles tbm :3

Amaram Noahter? Fiz eles bem fofo :3

Vocês achando que era o Derek no capítulo passado KKKKKKKKKKK engraçadíssimo

Até o próximo :3
Abraços virtuais de D


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