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História Wronged - Capítulo 44


Escrita por: Dassa_C0

Notas do Autor


Boa leituraaaa ❤️

Capítulo 44 - Julgamento parte 1


Fanfic / Fanfiction Wronged - Capítulo 44 - Julgamento parte 1

P.O.V Spencer Roberts

Apartamento Bieber – Seattle - 4h00 P.M

Encaro o meu reflexo no espelho e ajeito a roupa em meu corpo, estava usando uma calça jeans preta bem colada ao corpo, uma camisa social e um terninho. Nos meus pés um salto preto discreto que deveria ter por volta de 10 cm. Eu odiava saltos altos! Isso é um fato, mas sempre usava em serviço. Um tribunal exige elegância, e hoje não seria diferente, mesmo que a situação seja. Eu passei anos frequentando tribunais, encarando juízes, júri, promotores, tudo de cabeça erguida. Mas por pior que fosse a situação eu era apenas a advogada, não era o meu pescoço que estava em jogo ali. Eu dava o meu melhor, sempre dei, e isso me fez salvar muitos. Mas agora nada disso basta, porque dessa vez é o meu que está na reta, não importa o quão boa eu seja, não importa se eu tenho os melhores argumentos, o melhor currículo, isso não vai me salvar! É a primeira vez que terei que enfrentar um juiz sendo a acusada, não a que defende. Algo me diz que a percepção desse lado é bem pior do que o lado em que estou acostumada. Por que será?

Eu não dormi a noite, não consegui comer e estou sentindo um frio na barriga que até então era desconhecido por mim. Não é como se eu estivesse a apresentar um seminário ou um tcc, ou como se tivesse com medo de esquecer a defesa que eu mesma criei, ou assustada com uma entrevista de emprego. Esse frio na barriga é pior, é muito pior! Eu sei que depois de hoje a minha vida vai mudar e pode ser para o lado bom, mas também pode ser para o lado péssimo. Se for por esse lado significa que eu serei condenada a sei lá quantos anos, ou até a sentença de morte. E não vai haver advogado que me tire dessa situação, por melhor que ele seja. Confio na capacidade da Elena, e sei que ela é muito boa no que faz. Mas se ela não conseguir me livrar hoje, não vai livrar mais! Essa é a realidade.

Respiro fundo e passo as mãos pelo o meu cabelo, dou um longo suspiro e a porta do quarto se abre. Não me dou o trabalho de olhar para ver quem é, só ouço os passos calmos se aproximando de mim e logo posso ver o reflexo do Justin pelo espelho, ele para atrás de mim. Justin também está bem arrumado com sua camisa social, uma calça escura e um tênis preto.

- Como está se sentindo? – ele segura os meus dois ombros por trás, e dá um beijo longo no topo da minha cabeça.

Tensa, nervosa, com medo, assustada, receosa. É tudo o que penso nesses pequenos segundos após a pergunta do Justin, mas sei que o melhor agora é manter a calma. Então penso melhor e penso da melhor resposta.

- Me sinto bem. – dou de ombros e passo a mão pela minha roupa, para evitar que amasse.

Justin me olha atento pelo o espelho, percebo o quanto ele está preocupado comigo. É bem compreensível, eu também estaria se estivesse na posição dele. Um julgamento nunca é um lugar leve, principalmente quando a pessoa que você ama está prestes a ser julgada.

- Spencer, você ficou se remexendo na cama a noite toda, o que significa que não dormiu nada. Sendo assim, não está tudo bem. – ele disse calmo.

Nego com a cabeça e forço um sorriso.

- Acho que a situação é propícia para eu ter insônia.

- Vai dar tudo certo. – ele me abraça forte e me permito fechar os olhos por um momento, me sentindo um pouco mais calma, mesmo que isso só dure por alguns segundos. A realidade está batendo na minha porta e esfregando tudo na minha cara sem dó, não tem como escapar ou me tranquilizar.

- Acho que está na hora! – digo assim que ele me solta e olho a hora no meu relógio de pulso.

Justin suspira.

- Sim, está! Seus pais estão nos esperando na sala e os outros já estão no local onde ocorrerá o julgamento. – ele avisa.

Assinto e pego o meu celular acompanhando o Justin para fora do quarto, meus pais já estão esperando na sala, ambos parecem nervosos e bem apreensivos. Não queria que eles tivessem que passar por isso, assim que os dois me olham eu automaticamente me encolho. Troco um olhar cúmplice com a minha mãe e percebo que os seus olhos se enchem de lágrimas, mas ela logo desvia para que eu não veja. Tarde demais! Ninguém diz nada, apenas entramos no elevador em um completo e torturante silêncio, acho que todos estamos pensativos demais para dizer algo a respeito do que está prestes a acontecer. Chegamos na garagem, Justin destrava o seu carro e rapidamente eu vou até a porta do passageiro a abrindo e me sentando, Justin se senta no banco do motorista e suspira enquanto dá partida no carro e puxa o cinto. Minha mãe está sentada atrás de mim e meu pai ao seu lado. Puxo o cinto e apoio o meu braço na janela do carro, apoiando a minha cabeça nele. Eu não queria mesmo estar nessa situação, não queria mesmo ter que passar por isso, toda essa humilhação. Durante o percurso sinto o Justin tirar a mão direita do volante por alguns segundos e segurar a minha mão que estava apoiada na minha perna, ele aperta ela e eu o olho, vendo que ele dá um pequeno sorriso para mim, querendo me tranquilizar. Tento dar um sorriso para ele, mas tudo que sai é uma careta.

Tribunal do Júri de Seattle – 4h30 P.M

Justin estaciona o carro próximo ao grande prédio, o local está bem movimentado e posso ver um grande fluxo de pessoas ali em frente. Em dias de julgamento era normal ter mais movimento por aqui, mas percebo que nesse caso tem mais pessoas do que estou habituada. O caso da Lili é bem público e obviamente os cidadãos gostariam de estar presentes no dia que a suposta assassina seria julgada, querem ver isso de perto.

Saímos do carro e assim que as pessoas me avistam, começam a vir em nossa direção. Principalmente o pessoal da imprensa, alguns policiais cercaram para eles não chegar muito perto, mas ainda sinto alguns empurrões e posso ouvir algumas acusações e perguntas desnecessárias. Apenas abaixo a minha cabeça e sinto o Justin passar o braço por cima do meu ombro, me guiando. Estico a minha mão para trás, minha mãe a pega e aperta forte. Seguimos o caminho até a entrada do prédio e assim que entramos, sinto um alivio por ter passado por essa, agora só tenho que enfrentar a parte mais difícil. Ergo a minha cabeça e ajeito o meu cabelo, estamos em um corredor bem grande e bem largo, tem alguns bancos no canto onde algumas pessoas estão sentadas. Justin segura a minha mão e me puxa por ele, sinto os olhares de algumas pessoas enquanto andamos, viramos para a esquerda onde tem outro corredor igual ao que estávamos. De longe posso ver Melanie, Collin e Elena sentados em um dos bancos. Elena lê atentamente uma folha, enquanto Melanie e Collin conversam sobre algo. Collin nos vê se aproximando e se levanta, chamando a atenção das duas que logo estão com a atenção em nós e também se levantam.

Elena dá passos rápidos até mim e me encara seriamente.

- Conseguiu dormir bem? – ela pergunta e me analisa. Acho que as minhas olheiras estão bem visíveis para quem quiser ver, nem a maquiagem foi capaz de cobrir.

- Eu não dormi. – disse com tranquilidade, percebo que as pessoas ao meu redor se incomodam um pouco com a minha resposta, todos demonstram preocupação e isso me causa uma angustia ainda maior. – Está tudo bem, também não costumava dormir nos meus outros julgamentos. É normal! – tento amenizar a situação com uma falsa descontração, mas é em vão. Todos ainda parecem preocupados, por mais que eu tenha colocado um sorriso no rosto.

- Desculpe, Spencer. Mas as situações são bem diferentes, nos outros julgamentos você estava em outra posição. – Melanie diz com cautela, parece não querer me magoar. Mas não existe uma razão para isso, eu sei das circunstâncias, ignorar a situação não é não estar ciente sobre ela. Eu sei bem em qual posição estou, sei até demais.  

- Não se preocupe, depois desse julgamento você vai ter uma excelente noite de sono na sua cama. – Elena diz com uma certeza que eu não tenho. Ah, meu deus! Como é bom estar desse lado, ele é tão mais seguro. Que droga, eu deveria estar aqui para defender alguém, não pra me lascar.

- É, Spencer. Não tem como aquele júri te julgar culpada, as provas são muito vazias. – Collin fala e eu quase reviro os olhos, mas me contenho. Sei que ele só quer me apoiar.

- Podem até ser, mas foram suficientes para vocês mandarem me prender. – digo tranquila, enquanto vejo a Melanie assentir.

- Você está certa! Mas nós como policiais faremos de tudo para te ajudar, a cena do crime tem várias inconsistências que nós ignoramos na época por querer mandar um culpado logo para a prisão. – Melanie diz tranquilamente.

Sinto uma mão tocar o meu ombro e logo minha mãe está parada ao meu lado, me olhando confiante.

- Se você foi capaz de provar para as pessoas que te prenderam que é inocente, também consegue fazer isso com um júri. – ela diz.

- Com certeza! Eu criei uma defesa muito boa, e eles não tem nenhuma prova concreta contra você! – Elena diz. – Nós vamos vencer essa! – ela segura na minha mão com firmeza.

- Sim, nós vamos! – Justin diz ao meu lado e abre um sorriso gentil para mim. Vai doer tanto em mim ficar longe dele se eu for condenada hoje, nada mais vai ser do mesmo jeito. Minha carreira vai estar arruinada para sempre, minha vida vai estar arruinada para sempre. Sinto que tudo está prestes a desmoronar, e por mais que todos queiram me passar confiança a única coisa que sinto é que nada disso vai ser fácil, o gosto da minha boca é amargo e algo me diz que essa batalha não está nem perto de ser ganha, por mais que todos queiram acreditar nisso. Eu não consigo!

Elena está de frente para mim por isso não é muito difícil notar quando seus olhos se desviam de mim e vão para algo que está atrás de mim, percebo que a sua mandíbula trava e ela esboça uma feição bem desgostosa.

- Elena, o que foi? – questiono, fazendo todos a olharem.

Ela aperta o punho e me olha.

- Veja você mesma. – ela diz e abre um sorriso nervoso.

Me viro, juntamente com o Justin e os meus pais. Arregalo os meus olhos e uma raiva me domina por alguns segundos, o que raios a Michele está fazendo aqui? Ela anda em nossa direção com um pequeno sorriso, meus pais parecem se animar com a presença dela, assim como Collin e Melanie. Mal sabem eles!

- Me diz que já podemos acabar com esse circo. – Justin implora e eu o olho, seu olhar está fixo na Michele e tenho a impressão que se ele pudesse fazer ela explodir apenas com esse olhar, já estaria feito.

- Vou acabar com ele. – digo seriamente, sentindo alguém segurar o meu braço, me viro encontrando a Elena.

- Não sei se é uma boa, não podemos causar nenhum tumulto aqui. – ela diz baixo.

- Não vou gerar tumultos. – abro um sorriso. – Se tem uma coisa que eu sei é brigar com classe. – pisco para ela.

Michele finalmente chega até onde estamos, os que ainda não sabem de sua verdadeira identidade a cumprimentam e fazem algumas perguntas, até a sua atenção estar em mim, ela se aproxima e para na minha frente.

- Me desculpe pela demora, precisava vir prestar o meu apoio a você. – ela diz e tenta me abraçar, mas eu me afasto. Não sei, ela parece tão falsa agora, parece um teatro tão barato e mal encenado. Posso sentir a mentira em sua fala e um sorriso querendo aparecer em seu rosto. Ela acha que vou me ferrar hoje, ela quer que eu me ferre! Aposto que veio até aqui para assistir a minha queda de camarote.

- Michele, por favor. Chega de encenação. – digo tranquilamente enquanto observo as pessoas um pouco chocadas com a minha reação, menos Justin e Elena.

- Encenação? Do que está falando? – ela pergunta aflita e me olha de um jeito desesperado, procurando pelo olhar do Justin.

- Você quer mesmo que eu diga para todos o tipo de pessoa que você é? – faço questão de olhar para ela dos pés a cabeça, mas digo tranquilamente.

Por alguns segundos percebo que ela se preocupa com o que ouve, mas não se abala. Ela não precisa mais encenar.

- O tipo de pessoa que eu sou? Eu sou a sua amiga, a pessoa que te tirou da cadeia. – ela diz num tom ofendido e faz uma falsa feição de choro.

- Filha, o que está acontecendo? Por que está tratando a Michele assim? – minha mãe intervém, enquanto meu pai coloca uma das mãos no ombro da Michele. Como se estivesse se desculpando pelo o meu comportamento.

Ignoro os olhares para mim e me aproximo dela.

- Eu realmente achei que fosse a minha amiga, achei que estava me ajudando e que era minha aliada. Acreditei que queria me proteger, mas tudo era pelo Johnson, não é? – digo e ela arregala os olhos. Isso mesmo, Michele. A casa caiu! – Fingiu que me ajudou e me tirou da cadeia a mando dele, fingiu que era confiável e se infiltrou na casa do Justin, para fazer parte de todos os nossos planos e no fim do dia ia até o escritório dele e contava tudo o que sabia, enquanto abria as pernas para ele te comer. – falo tudo com uma tranquilidade fora do normal.

Meus pais, Melanie e Collin estão chocados, enquanto a Michele me olha com um certo ódio. Por que ela está irritada afinal? Quem foi enganada aqui fui eu!

- O quê? Do que está falando, Spencer? – Collin passa por mim e para ao meu lado, me olhando com uma certa surpresa.

- Vai, Michele. Conte para eles que você sempre esteve por perto apenas para dar as informações que o Johnson precisava, conta que tudo que era conversado nas nossas reuniões você repassava pra ele. Por isso nunca descobrimos nada, porque ele apagava tudo! – cruzo os meus braços a olhando seriamente. Todos a encaram com ódio, enquanto ela intercala um olhar assustado sobre todos nós. Aposto que vai criar uma desculpa.

Ela umedece os lábios e dá uma risada seca, negando com a cabeça.

- O Johnson te disse isso, Spencer? Foi sobre isso que conversaram aquele dia? Eu jamais faria isso!

- Olha aqui, garota! Pare de mentir! Nós já estamos cientes de tudo. – Justin diz irritado, e eu seguro em seu braço para impedir que ele perca as estribeiras. As veias de seu pescoço estão saltadas.

- Não, Michele. Não foi ele quem me disse, eu apenas joguei uma pista e você caiu nela, mandando os capangas do Johnson exatamente onde eu te disse que encontraria uma testemunha importante. – ela parece surpresa e dá um passo para trás.

- Ninguém mais sabia daquilo? – ela me olha chocada.

- Eu disse um lugar para cada pessoa e eles apareceram exatamente a onde eu disse para você, coincidência não? – arqueio a sobrancelha. – E logo depois te encontro na sala do Johnson, sem sapatos, com o cabelo desgrenhado. Vocês iam transar se eu não tivesse chego.

Ela se ajeita e abre um pequeno sorriso.

- Quer saber? Você está certa! Eu nunca fui sua amiga, só estava por perto para pegar informações e peguei muita coisa, coisas que te farão ir presa hoje. – ela mostra as verdadeiras garrinhas, nada surpreendente. Apenas a olho com os braços cruzados e com a sobrancelha arqueada.

Elena para ao meu lado e aponta um dedo na direção da Michele.

- A sua sorte é que estamos aqui, em um tribunal.

- Isso é uma ameaça, Elena? – ela encara a minha advogada de forma divertida.

- Você é uma vadia, Michele! – ouço a Melanie dizer atrás de mim.- Espero que esteja ciente de que você está encobertando o verdadeiro assassino da Lili.

- Não, não estou. A minha questão é com o Johnson. – ela diz tranquilamente e dá de ombros.

Que também não vale o prato que come. Penso mas não digo nada.

- Não percam tempo com ela – digo ganhando a sua atenção. – Michele já escolheu o lado que quer seguir, não é agora que vai ter remorso disso. Só espero que não se arrependa da sua escolha quando se der conta de com quem está lidando, Johnson é tão podre quanto o Josh. – falo verdadeiramente, mesmo que a Michele esteja me ferrando eu não desejo a ela uma vida com alguém como o Johnson. O cara é podre.

Ela abre um sorriso.

- Obrigada pelo conselho querida, mas eu não ligo! Boa sorte hoje, você vai precisar! – ela diz debochada e solta uma piscadela. Sinto que ela tem alguma carta na manga que está prestes a usar contra mim, e não gosto nada da ideia.

- Nós confiamos em você! – minha mãe diz ressentida.

- Erro de vocês! – ela diz sorridente e vira as costas saindo dali, me permitindo respirar fundo.

- Quando ia nos contar que ela era uma traíra? – Collin questiona, fazendo todos me olharem.

- Eu não podia contar, se todos soubessem íamos acabar com a descrição. Se Johnson soubesse que estávamos cientes sobre a Michele perderíamos a única vantagem que tínhamos. – explico.

- Não acredito que ela mentiu dessa forma. – meu pai diz indignado.

- Nada me surpreende mais! – suspiro.

Elena me explicou um pouco de como seria o julgamento, as ordens que aconteceriam as coisas. Logo estava na hora de irmos para a sala onde ocorreria o julgamento. Passamos pela porta que já estava aberta, havia um policial de cada lado dela observando as pessoas. A sala cabia umas 80 pessoas, haviam várias cadeiras em tom marrom, onde as pessoas que assistiriam o julgamento ficariam, caminhamos pelo pequeno corredor, no final dele tinha uma pequena portinha, com um cercado. Que separava as pessoas que assistiriam de quem estaria diretamente envolvido no julgamento.

- Se sentem aqui. – Elena disse para o Justin, Collin e Michele. Era nas primeiras cadeiras, e como eles seriam as nossas testemunhas melhor que ficassem na frente. Meus pais sentaram na fileira atrás deles. Eu e Elena passamos pela pequena porta e nos encaminhamos para a mesa que ficaríamos, que era do lado esquerdo da sala, eu me sentei com ela se sentando ao meu lado e abrindo a sua pasta em cima da mesa. Tirando alguns papéis.

Respiro fundo, vendo aos poucos a pessoas que vão assistir chegando, vi a mãe da Lili ela se sentou no fundo e por alguns segundos me olhou. Não demorou para que todos os lugares estivessem ocupados. Agora só faltava o júri, o juiz, o promotor e o Johnson.

- Você por acaso sabe quem vai ser o promotor desse caso? – pergunto para a Elena.

- Pior que não. Estive tão ocupada que nem procurei saber quem era. – ela me olha. – Mas acho que isso não é relevante.

Assim que ela diz a minha atenção vai para a porta do fundo da sala, Johnson passa por ela e eu suspiro, atrás dele está a Michele. Não estou surpresa que ela esteja aqui, é lógico que ela ficaria aqui para assistir. Os dois andam pelo corredor, Johnson abre a porta e passa por ela se sentando na mesa do lado direito da sala mas a Michele também passa pela porta e me olha com um sorriso debochado e no momento eu entendo, ela se senta ao lado do Johnson.

- É a Michele que vai ser a promotora do caso? Não é possível! – Elena diz irritada e apoia os dois cotovelos na mesa, tampando o rosto com as mãos. Olho para trás vendo o Justin, ele me olha como se me dissesse para ter calma, e isso é tudo que eu não tenho agora. Uma porta lateral abre e o juiz passa por ela, todos se levantam enquanto ele se senta no seu lugar.

- Por favor, júri. Entre! – ele pede enquanto coloca o seu óculos de leitura. Pela mesma porta que ele passou sai várias pessoas que vão se sentando no canto da sala, ao todo são 25 pessoas entre homens e mulheres de várias idades. – Nesta tarde temos um assassinato brutal contra Lili Albuquerque, a acusada é Spencer Roberts em sua defesa temos a advogada Elena Morris, na acusação temos a promotora Michele Smith e o pai da vitima Johnson Albuquerque, com todos os devidos apresentados declaro o início desse julgamento, podem se sentar! – ele pede e bate o martelo, fazendo todos no local se sentar imediatamente.

Olho em direção a Michele vendo ela abrir um sorriso maldoso contra mim e Johnson pisca. Eles vão me ferrar hoje!


Notas Finais


Me digam o que estão achando ❤️❤️


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