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História X-Factor - Clexa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Primeiramente, quero agradecer aos comentários. Vocês são Incríveis! *-----*
Desculpa qualquer erro.

Irei precisar da ajuda de vocês para os nomes de mutantes de cada um. Não sou a melhor pessoa para dar nomes as coisas. '----' Por favor, me ajude!

Enfim... Espero que gostem. Beijooooooos

Boa leitura!

Capítulo 2 - II - Selection


Casa Branca, Washington, 05 de setembro de 2014

 

– Presidente, você tem certeza? – o segurança perguntou preocupado.

– Absoluta certeza. – falou com a voz firme.

– Mas senhor presidente ele te atacou. – O homem coçou a careca – Precisamos aprovar essa caça aos mutantes.

– Não podemos fazer isso agora, Caleb. – o homem ajeitou seus cabelos brancos sentando-se na cadeira – Precisamos que os ânimos se acalmem! – encostou na grande poltrona com um sorriso no canto dos lábios – Precisamos manter as notícias circulando, as pessoas têm que ver que os mutantes existem e são perigosos. – Caminhou lentamente de encontro ao segurança – Pelo menos até que os caças estejam prontos.

– O senhor tem certeza de que eles irão funcionar?

– Eu tenho absoluta certeza, Caleb! – o presidente sorriu.

 

Represa Hoover, Nevada, 06 de setembro de 2014, 10hs00min

 

– Como você a perdeu, seu idiota? – o moreno esbravejou.

– Eu não consigo mais sentir as energias dela, senhor. – O ruivo se encolhia no canto da parede – Como se existisse algum campo muito forte sobre ela.

– Idiota! – o homem voltou a gritar – Você sabe que precisamos dela! – esmurrou a parede deixando um buraco na mesma.

– Mas senhor, as energias da garota estavam normais até o dia 31 de agosto, depois do meio dia sumiu. – O ruivo levantou amedrontado – Ou ela morreu, o que eu acho difícil porque não foi notificado nada nos jornais locais, ou um escudo muito forte está barrando meu rastreamento.

– Você é um rastreador, Klaus! – gritou – Não deveria ter pedido a garota em nenhum momento. Tem plena consciência que ela é fundamental para a raça mutante conseguir derrubar esses humanos patéticos?

– Eu sei, senhor. – O ruivo pegou um caderno preto em cima da mesa.

– Então ache-a, imbecil!

Instituto Arkadia, Ohio, 06 de setembro de 2014, 10hs00min

 

– Conseguiu alguma coisa, Marcus? – a negra perguntou sentando-se a cadeira.

– Não consegui nada, Indra – suspirou – O Eduard tem um campo magnético muito forte – suspirou – Está me impedindo de entrar.

- Você sabe que tem um rastreador atrás da menina, não é mesmo? – a mulher encostou na cadeira preocupada.

- Eu sei. – o homem levantou da poltrona indo em direção a grande janela de seu escritório – Você irá criar uma aliança de amizade com a garota, Indra.

– O que? – levantou-se da cadeira – Nem pensar!

– Irá dar aulas de dança a filha da Abby – ele olhou para a mulher negra – Ela precisa ter total confiança em alguém aqui, precisamos instrui-la e fazer com que consiga controlar seus poderes.

– Sabe que eu parei de dançar a muito tempo, Kane.

– Eu sei, minha amiga – passou as mãos pelos cabelos – Mas você precisa voltar.

– Está bem. – Suspirou cansada – Irei dá aulas de dança a menina.

- Deixa ela te procurar. Não seja tão dura com ela, Indra – o homem sorriu.

– Precisamos deixar o ensino mais rigoroso – a mulher coçou a testa – Essas crianças precisam ver que o mundo não é fácil e que virá uma grande guerra pela frente. Já tem alguma noção de quem são os ômegas?

– Tenho alguns alunos em mente – o mais velho olhou a morena voado pelo céu controlando o tempo.

– Está falando da Woods? – Indra olhou pela janela de vidro.

- Não só ela, mas como a própria Clarke e sua irmã Quinn.

– Clarke e a Quinn eu tenho certeza de que se tornarão ômega se conseguirem controlar os seus poderes, mas a Lexa?

– Eu tenho certeza! – ele sorriu.

– Se você diz. – Deu de ombro – Vou falar com a Becca sobre as seleções da segunda.

– Irá falar com a Becca?

- Quer que eu mande algum recado para seu amor secreto, Kane? – ela gargalhou.

- Não seja tola!

Indra saiu da sala entre risos, deixando Kane em conflito enquanto olhava Alexandra voar entre as nuvens.

 

Instituto Arkadia, Ohio, 07 de setembro de 2014, 07am10min

 

POV CLARKE

– Me solta! – gritei tentando me soltar das amarras que apertavam meu braço – Quem é você?

– Serei eu quem irá te salvar, querida. – A voz do homem ecoou no ambiente escuro.

– Se irá me salvar porque está me mantendo presa? – as lágrimas começaram a cair sobre o meu rosto – É algum tipo de brincadeira? Isso não tem graça! – tentei me desprender.

– Não é brincadeira, minha menina. – A voz rouca e melodiosa voltou a falar.

– É apenas um sonho ruim, querida. – Uma voz doce falou dentro do quarto escuro - Esvazie sua mente, Clarke.

– Não o escute, Clarke – a outra pessoa falou – Ele só está....

A sala escura ficou silenciosa, continuava tudo preto, sem uma brecha de luz, ouvi a voz de Quinn me chamando ao longe, porém não conseguia ir até ela, ainda estava presa as amarras. A minha irmã continuou a chamar, a voz estava cada vez mais desesperada. Lutei ao máximo, mas sem sucesso. Continuava amarrada na sala escura e gélida. “Clarke, acorda!” a voz embargada de Quinn apertou meu coração, tentei gritar pelo seu nome, mas não saia nada de minha boca.

A sala ficava cada vez mais abafada e apertada, minhas mãos doíam e minha cabeça explodia. A dor na minha cabeça amentou me fazendo soltar um grito agudo e estridente, me debrucei sobre o chão gélido. Apertava meus olhos na tentativa de fazer a dor passar. Mais um grito saiu de minha boca. A sala silenciou. Quinn parou de chamar pelo meu nome, deveria ter desistido.

– Não desiste de mim, Quinn – balbuciei – Por favor...

Minha mente estalou, tudo ficou branco. A respiração normalizou e a dor parou. Me senti mais leve, me permiti abrir os olhos. O teto branco do quarto tomou conta da minha visão. A claridade invadiu meus olhos, tentei me acostumar com a luz, esfreguei meus olhos com a mão, ato que sempre fazia ao acordar. Havia sido apenas mais um pesadelo. Suspirei aliviada.

Virei meu corpo tirando os olhos do teto, o quarto se encontrava todo destruído, Quinn jazia desacordada perto da parede. O cômodo estava cheio de alunos com caras assustada, o Dr Kane me olhava compreensivo. Uma mulher gorda, de cabelos cacheado curtos pegou o pano da cama, enrolou Quinn levando minha irmã para fora do quarto.

Marcus dispensou todos os alunos, o homem se aproximou de mim se sentando ao meu lado cama. Meus olhos continuavam arregalados, eu estava paralisada, não conseguia esboçar nenhuma reação.

– Está tudo bem, Clake. – Ele começou a falar após alguns minutos de silencio – A Quinn ficará bem.

– Mas ela estava desacordada. – Meu olhar estava fixo no lugar onde a loira estava desmaiada.

- Você soltou uma carga muito grande de energia. E olhe que estava dormindo – o homem estava pensativo – Imagina o que poderá fazer quando tiver total controle de seus poderes. – Sorriu largo – Quer me contar o que aconteceu no sonho? – arqueou uma sobrancelha.

– São os mesmos sonhos de sempre, mas dessa vez tinha uma voz falando diretamente comigo, e do nada outra voz apareceu.

– E como eram essas vozes?

– Uma era grossa – forcei minha mente – Eu já ouvi essa voz quando era criança, mas sempre achei que fosse do Lord Alfred.

– E quem é Lord Alfred?

– Quando era criança eu tinha um gato que se chamava Lord Alfred. – Me ajeitei na cama – Às vezes eu ouvia essa voz grossa e achava que era ele. Será que era o Lord tentando se comunicar comigo? – arregalei os olhos – Papai disse que ele casou e precisou se mudar porque tinha conseguido um emprego melhor do que vender drogas. – Cruzei minhas pernas – Eu sempre disse que vender drogas não era um bom negócio e que ele não estava dando orgulho a sua família.

- Seu gato vendia drogas? – o professor tinha uma cara confusa.

– Vendia, mas não conta para ninguém – diminui o tom de voz – É segredo! Ele pode ser preso.

- Seu segredo está seguro comigo – sorri satisfeita – E como era a outra voz, querida?

- A outra voz era macia, doce, parecia com a sua, professor. – Arqueei uma sobrancelha – Posso ir ver a Quinn?

- Pode ir ver sua irmã, Clarke.

O homem saiu do quarto. A porta ficou aberta porque ela havia sido destruída como o resto do quarto. Caminhei lentamente para o banheiro, banhei em uma água extremamente gelada, precisava disso em minha vida. Fiz minha higiene matinal, troquei de roupa saindo do quarto. “Não se preocupe, irei mandar ajeitar a porta nesse exato momento. Mas hoje será seu último dia no quarto. Amanhã terá a seleção para as fraternidades.” A voz de Marcus ecoou na minha cabeça. Já estava me acostumando com a forma de comunicação entre doutor e alunos, apesar de as vezes ser assustador.

Tentei achar a enfermaria, mas aqueles corredores me deixavam confusa, suspirei pesado desistindo de encontrar a sala sozinha.

- Perdida loirinha? – a garota do tempo aparece atrás de mim sorrindo.

- Si...sim – gaguejei – On...onde fica a enfermaria? – cocei meu pescoço.

- Eu te levo. – Sorriu – E a propósito, me chamo Alexandra Woods. - Estendeu a mão – Mas todo mundo me chama de Lexa.

- Clarke Griffin– estendi a minha apertando a mão macia e quente.

– Por que está indo a enfermaria? – a morena arqueou uma sobrancelha – Está se sentindo mal?

- Nã...não – tentei sorrir – Estou indo fazer uma visita.

– Ah! – a garota estava inquieta, parecia não querer estar comigo – Você soube da garota nova que explodiu o quarto? – ela tentou puxar assunto.

– Nã...não – menti – Não fiquei sabendo não.

– Parece que explodiu o quarto com uma pequena carga de energia – gargalhou – E ainda machucou uma garota que dormia com ela.

–Nossa! – a única coisa que consegui pronunciar.

– Que idiota! – sorriu – Eu que não quero uma menina problemática dessas na minha fraternidade. Pessoas desajustadas ficam na Orion e não na Ômega.

– Cla...claro – estava desapontada com Lexa. Em algum lugar dentro de mim esperava que ela fosse diferente dos outros alunos dessa instituição.

– Chegamos! – sorriu – Agora tenho que ir encontrar minha namorada. – Colocou as mãos no bolso da calça jeans – Espero que a pessoa melhore.

- Obrigada! – permaneci seria.

- Nos vemos por aí, Griffin.

– Nos vemos por aí, Lexa. – Entrei na sala branca deixando a menina falando com a porta.

Quem ela pensa que é para falar comigo dessa maneira? Tudo bem que Lexa não sabia que a “garota desajustada” era eu, mas ela não tinha o direito de menosprezar as pessoas nesse jeito. E por que estou me importando tanto? Bufei abrindo a porta.

– Bem dia! – uma senhora com cabelos brancos sorriu – O que deseja?

- Eu vim visitar minha irmã.

– E como é o nome de sua irmã, querida?

– Quinn Fabray.

- É a irmã da senhorita Fabray? – coçou a cabeça – A senhorita pode por favor fazê-la calar a boca por três minutos? – a mulher pegou alguma coisa na gaveta – Eu sou uma curandeira e não uma amiga para ouvir as lamentações dela.

– Desculpa por minha irmã, senhora.

– Tudo bem, minha querida – ela caminhou na frente – Venha! Vou te mostrar o quarto em que sua irmã está.

– Obrigada! – sorri para a senhora.

– Venha.

Entramos em um corredor enorme, a luz era amena, várias portas em cada lado. A mulher abriu a segunda porta da direita. Quinn estava deitada na cama com uma cara emburrada.

– Até que fim, Clarke – revirou os olhos – Não aguentava mais essa velha me enchendo o saco.

- Olha o respeito, menina – a velhinha virou saindo porta fora.

– Quinn, eu quero te pedir desculpas pelo o que aconteceu. - Sentei-me ao seu lado na cama – Eu nã...não sabia...

– Tudo bem, C – ela sorriu – Não foi nada - sentou-se na cama.

– Mas você ficou desacordada, e...

– Você sabe que eu recebi o poder de regeneração da mamãe, não é? – ela sorriu – Infelizmente, nada acaba comigo. – Bufou – Se eu não tivesse esse maldito poder junto com o outro maldito que eu também tenho, eu seria uma pessoa mais feliz. – Ela suspirou – Mas o ser superior, além de me dar um poder que mata as pessoas apenas com o toque, ainda me deu outro que vai fazer com que eu seja infeliz até o resto da minha imortalidade.

– Quem disse que é imortal, Quinn?

– Não sei se sou imortal, mas eu não morrerei nem tão cedo. – Revirou os olhos.

– E você quer morrer, Quinn?

– Bem que eu queria. - Bateram na porta, atrapalhando a conversa.

– Toc-Toc – a voz falou.

- Quem é? – perguntei sorrindo.

– Sou eu – a voz respondeu.

– Eu quem? – eu amava essa brincadeira.

- Entra logo Octavia – Quinn revirou os olhos – Parecem duas crianças.

– Você sempre estragando as coisas, Fabray – a morena entrou no quarto sorrindo – Como está, senhorita azeda?

– Não será hoje que irá se livrar de mim! – sorriu – Você sumiu, Blake.

– As aulas da primeira semana são um saco. – A morena sentou-se na cadeira ao lado da cama – São apenas para falar sobre as normas da instituição, conhecer os professores e bla...bla...bla...

– Poderia ter nos avisado – minha irmã ajeitou na cama – Assim teria feito coisas mais produtivas nessa semana.

- Como o que? Ir ao cemitério? – Octavia gargalhou com a própria piada.

– Vai se lascar, Blake!

– Você está bem, Octavia? – perguntei preocupada – Está cheia de olheiras e parece cansada. Aconteceu alguma coisa?

– Eu estou bem, Clarke – ela sorriu – Ontem eu e meu irmão Bellamy fizemos uma maratona de musicais. – A garota falava animada – Foi tão divertido!

– Imagino... – Quinn bufou voltando a deitar na cama.

– Vocês estão animadas para a seleção das fraternidades amanhã?

- Não – pensei nas palavras de Alexandra.

– Estou pouco me fudendo para essa seleção. – A garota de cabelos rosa cruzou os braços impaciente – Mas isso funciona?

– Bem... – ela suspirou, parecia pensar em um extenso monologo – Cada fraternidade tem dois líderes ou CM que é como são chamados.

- O que significa “CM”? – perguntei confusa.

– Capitães mutante.

– Que idiota! – Quinn comentou rindo com o nariz.

– Posso continuar?

– Fala.

– Bem... – ela nos olhou para ter certeza de que não seria interrompida – Cada fraternidade tem dois líderes, um homem e uma mulher. A seleção dura o dia inteiro, por isso amanhã não haverá treinamento, apenas a seleção. – Assenti – Todos os novos alunos vão para o campo e demonstram seus poderes para os líderes das fraternidades, e os líderes escolhem quem entra.

– E se ninguém escolher? – Arqueei uma sobrancelha

–­ Se nenhuma das principais fraternidades escolherem, nós da Orion acolhemos com braços abertos.

- Vocês participam dessa triagem? – Quinn se endireitou na cama.

– Claro! – ela sorriu forçado – É obrigatório os dois líderes de cada casa estar presente.

– Tem quantas casas no total? – Quinn amarrou o cabelo curto em um rabo de cavalo mal feito.

– No total são dez fraternidades.

– E quais as principais?

– As principais são a Ômega, Alfa e Beta. – A morena ralou os olhos – São as mais disputadas.

– E se duas ou mais fraternidades escolherem a mesma pessoa?

– Então o Novum Lucem escolhe a casa.

– O que é novum lucem? – perguntei curiosa.

– É como chamamos os novos alunos. – Tombei minha cabeça para o lado - novum Lucem é nova luz em latim.

– Entendi – assenti sorrindo.

– Então quer dizer que ninguém te escolheu na seleção? – Quinn gargalhou.

- Isso. – A morena sorriu – Mas eu amo a minha fraternidade e amo os amigos que fiz lá dentro. Somos a casa mais unida de todo o campus. – Octavia cruzou as pernas – Ficamos em sexto lugar na competição de casas ano passado.

- Competição de casas?

– Sim. – Abriu um pequeno sorriso – Todos os anos têm as competições entre a fraternidade. Já é uma tradição do instituto. – Revirou os olhos – O ganhador fica com a taça das casas e o respeito de todos – Blake suspirou – Isso quer dizer, sem refrigerante no rosto, sem empurrões pelos corredores ou insultos.

– E sua fraternidade nunca ganhou uma taça?

– Nunca! – a morena bufou.

– Nossa! – Quinn gargalhou – Estou começando a sentir um pouco de pena de vocês.

– Obrigada pela sua compaixão, Fabray.

– De nada, coisa horrorosa. – Quinn abriu o seu melhor sorriso. – Sempre que precisar pode contar comigo.

– Obrigada! – ela revirou os olhos e se levantou – Eu já vou indo. – Deu um beijo na minha bochecha – Qualquer coisa é só me chamar, Clarke. – Assenti. Octavia desapareceu, me deixando sozinha com minha irmã.

Algumas horas a senhora Carter veio liberar a Quinn, alegando que a loira já estava melhor. O dia passou rápido, sem eventos interessantes. Octavia apareceu algumas vezes, mas logo desaparecia. Dormimos cedo porque o dia seguinte seria conturbado.

 

Represa Hoover, Nevada, 08 de setembro de 2014, 07am00min

 

O homem se levantou da poltrona raivoso. Estava a quase quatro horas tentando comunicar-se com a sobrinha, porém sem sucesso. Olhou para o ruivo parado ao seu lado

– Como ele conseguiu me bloquear? – bateu na mesa – Quem aquele doutor de merda pensa que é?

- Ele é simplesmente um dos melhores telepatas do mundo, senhor! – o ruivo falou – Ele é considerado um ômega.

– Foda-se! – gritou raivoso – Mas teremos tempo para nos comunicarmos com a minha sobrinha. – o homem suspirou – Saia, Klaus. Me deixe só.

– Sim senhor! – o ruivo saiu do enorme laboratório fechando a porta atrás de si.

Eduard voltou a sentar na cadeira, concentrou-se e tentou invadir o campo de força novamente. Seu nariz sangrou, o homem bufou derrubando a cadeira.

– MAS QUE MERDA! – bateu na parede fazendo um buco profundo na mesma.

No dia anterior após Klaus rastrear sua sobrinha, Eduard conseguiu, sem muito esforço, adentrar o campo de força do instituto, ele acabou sendo expulso após uma breve conversa com Clarke em seu sonho.  

Em uma epifania misturado com um sentimento esmagador de raiva Eduard saiu de seu laboratório chamando seus discípulos.

– Tenho um trabalho para um de vocês – falou sorriu.

Instituto Mckinley, Ohio, 08 de setembro de 2014, 07am30min

POV BRITTANY

 

Acordei com o barulho do despertador tocando. Abri os olhos, sorri para o teto. Não havia tido pesadelos, para ser sincera, tive uma ótima noite de sono! Levantei-me da cama indo para o banheiro. Fiz minha higiene matinal, liguei o chuveiro e entrei no box deixando a água gelada lavar a mim e minha alma.

Sai do banheiro enrolada a uma toalha. Quinn ainda dormia em sua cama, os fios rosas caiam sobre o travesseiro.

– Quinn, acorda! – gritei pegando uma roupa vestindo logo em seguida – Quinn, vamos chegar atrasadas – a garota resmungou – Quinn Fabray, acorda agora! – bati com o travesseiro em sua cara.

– Você está louca? – levantou-se em um pulo.

– Você não acordava – me encolhi na parede ao lado de sua cama – De...desculpa! – choraminguei.

Eu poderia fazer tudo na vida menos deixar a Quinn com raiva. A minha irmã tinha a melhor tapa na cara de todas. Se tivesse um prêmio de tapas, ela ganharia!

Deu as costas caminhando a passos largos para dentro do banheiro. Ouvi quando ligou o chuveiro e começou a cantar. Simplesmente amo a voz da minha irmã. Tem uma voz de anjo, uma pena que seja só a voz.

Terminei de me arrumar, sentei-me na cama e esperei Quinn sair do banheiro. Alguns minutos depois ela saiu vestida e com cara de poucos amigos.

Caminhamos para o campo. O lugar gramado estava lotado de alunos. Tinha uma enorme bancada no meio, dois telões, um a cada lado da mesa. As arquibancadas ao redor do campo estavam repletas de adolescentes.

Pouco tempo depois os líderes se acomodaram nas cadeiras e o diretor se sentou em sua cadeira no meio da bancada.

– Bom dia, alunos! –Mr. Kane falou – Hoje teremos mais uma seleção anual de fraternidades – os alunos gritaram – Cada um dos Novum Lucem fará uma apresentação de seu dom e logo após os CM’s escolherão se querem o novo aluno ou não. Lembrem-se que essa divisão é uma forma de controle e que nenhuma fraternidade é melhor do que a outra. – Os alunos aplaudiram – Vamos começar! – o homem voltou a sorrir – Primeiro aluno é Lincoln Forbs. – Os alunos aplaudiram – Por favor, senhor Forbs, venha para o meio do campo. – O homem se sentou – Mostre o seu dom.

Um garoto negro extremamente musculoso caminhou receoso para o centro do campo verde. Ele parecia pensativo sobre o que faria. Depois de alguns segundos caminhou a uma das arquibancadas, estalou os dedos, levantando a arquibancada de ferro sem muito esforço. Os alunos aplaudiram o grandalhão. Lincoln voltou para o centro com um sorriso no rosto.

– Muito bom! – um garoto negro levantou a mão sorrindo.

– Lincoln entra para os Beta. – Marcos falou sorrindo – A próxima é Harper Reist.

Uma garota loira de roupas estranhas caminhou para o centro. Ela respirou fundo e estalou os dedos fazendo com que uma pequena bola de plasma saísse de suas mãos, ela jogou a bola na grama fazendo a mesma explodir. Uma pequena explosão, ela fez uma feição frustrada e bufou.

– Isso foi... – Lexa arqueou uma sobrancelha.

– Estranho! – o garoto de magro que estava ao seu lado falou.

– Ficamos com você. – Octavia sorriu amigável para a garota.

– Harper entra para a Orion – a garota bufou voltando ao seu canto – A próxima é Quinn Fabray. – O diretor sorriu largo – Aproxime-se, senhorita Fabray.

Quinn levantou a contragosto, caminhou em sua postura irredutível para o centro do campo. Cruzou os braços arqueando uma sobrancelha. O chiclete que ela mascava deveria estar branco de tanto que a garota mastigava.

– O que tem para nos mostrar? – o garoto magro perguntou com um sorriso nos lábios.

– Sinceramente, nada – sorriu debochada.

– Mas tem que nos mostrar seu poder para podermos escolher – ele continuou.

– Qual é, Murphy? – Lexa encostou na cadeira – Ela deve estar com vergonha porque deve ter um poder de merda.

Quinn sorriu, caminhou lentamente de encontro a bancada. A garota de cabelos rosas tirou a luva da mão esquerda, pegou o chiclete branco pregando-o na mesa, Lexa arqueou uma sobrancelha sem perder a postura ereta. Minha irmã tocou o rosto da morena por alguns segundos, e voltou para o centro do campo.

O tempo começou a mudar, o céu que estava claro ficou cheio de nuvens pesadas. Uma rajada de vento balançou os telões. Quinn saiu do chão, começando a levitar, seus olhos ganharam a coloração branca, a garota tinha um sorriso no rosto. Um raio cortou o céu. Os alunos estavam boquiabertos, incluindo Lexa que mantinha os olhos arregalados.

A minha irmã colocou os pés no chão, o tempo voltou ao normal, o vento se normalizou. Quinn ajeitou os cabelos, e cruzou os braços, colocou outro chiclete na boca e sorriu.

– Quem tem o poder de merda mesmo? – colocou a mão na boca em forma de surpresa.

– Alguém quer a Quinn? – o diretor tentava prender o riso.

Todos na mesa levantaram a mão, sorri largo e vampira fingiu serrar as unhas.

– Abaixa essa mão, boca de truta. – Lexa falou – Ela já é nossa!

– Abaixa você, Woods! – o negro da boca grande falou.

– Quem você escolhe, senhorita Fabray? – o homem perguntou sorrindo.

– Claro que ela irá nos escolher. – o tal Murphy bateu na mão de Lexa sorrindo.

– Na verdade eu escolho ficar na Orion.

– O QUE? – todos os alunos incluindo os professores falaram em uníssono.

– Escolho o time da Octavia.

– Quinn entra pra Orion! – Kane sorriu largo e acenou com a cabeça para minha irmã.

– Isso! – Octavia gritou batendo na mão de um garoto muito parecido com ela.

Quinn mandou um beijo no ar para a morena e voltou para o seu lugar ao meu lado. O diretor continuou a chamar os alunos, aos poucos cada um foi sendo escolhido.

– A próxima é Emori Jones – uma menina baixa com cabelos negros se dirigiu ao centro – Mostre-nos o que você tem, senhorita Jones.

A morena ajeitou-se no meio do campo. Ela apontou a mão para os telões desligando o mesmo por alguns segundos, tentou novamente porem não aconteceu nada. Ela coçou o pescoço em decepção.

– Tudo bem, Jones? – o homem perguntou sorrindo – Quer tentar novamente?

– Não, senhor – colocou as mãos na cintura.

– Tudo bem. – Ele se levantou – Alguém escolhe a Emori?

Octavia levantou a mão sorridente, a garota sorriu para a morena e voltou caminhando para sentar-se.

– E a última será – olhou no caderno – Clarke Griffin – sentou-se na cadeira – Mostre o que pode fazer, senhorita Griffin.

Caminhei lentamente para o centro do campo. Eu não sabia o que fazer, eu realmente não sabia o que fazer. Meu dom só aparecia quando ele queria, sempre que tentei usá-lo ele não me ouviu. Suspirei pesado, esfreguei minhas mãos uma na outra.

Vamos lá podersinho, bem que poderia me ajudar agora, não é? Poderia funcionar apena uma vez e me ajudar aqui.

– Quando quiser, Clarke. – Lexa sorriu pra mim tentando passar confiança.

Tentei sorrir de volta, mas eu tenho certeza de que saiu uma careta. Suspirei mais uma vez. Levantei dois dedos da minha mão direita, os movimentei em uma linha reta da direita para a esquerda. O caderno que Will segurava foi parar do outro lado da mesa, levantei a mesma mão a movimentando pra cima, a enorme mesa se levantou em uma altura considerável, sorri pra mim mesma. Estava indo bem, certo? Certo!

– Pra um começo está ótimo, senhorita – o diretor sorriu orgulhoso.

Coloquei a mesa de volta ao lugar. Lexa conversou algo com o John e logo levantou a mão, Octavia também levantou a mão, mas não estava muito animada.

– Pode escolher entre as duas casas – o homem falou pegando seu caderno.

- Quero ir pra Orion. – Sorri para a cara de animada que a minha nova amiga fez.

– Você não pode estar falando sério. – Lexa se levantou da cadeira – Vai para o time dos perdedores?

– Alexandra! – Kane olhou sério para a morena.

– Sim, eu irei! – falei firme.

– Sabe que sua mãe era da Ômega não é mesmo? – acenei positivamente – Ela ficará decepcionada com a sua escolha.

– Olha como fala com minha irmã – Quinn apareceu atrás de mim – E quem você pensa que é para dizer se minha mãe ficará decepcionada ou não? – avançou para cima da mesa – Olha como você fala da minha família, imbecil!

– Não tenho medo de você, sua esquisita. – Sorriu – E essas roupas estilo Ozzy Osbourne? É uma tentativa frustrada de chamar atenção? – gargalhou – Saiba que estrando nessa fraternidade de estranhos você não será nada.

– Prefiro não ser nada do que ser uma pessoa como você. – O tempo começou a fechar, Lexa estava com os dentes trincado.

- Pare com a violência! – gritei – Vamos, Quinn. – Segurei a mão da minha irmã voltando a sentar no meu canto.

John falou algo com a amiga fazendo ela se acalmar e o tempo normalizar.

– Todos já foram selecionados para suas devidas casas. – O diretor sorriu largo – Podem esvaziar os seus quartos e irem para suas devidas fraternidades. Estão dispensados!

– Qual é? – Quinn andou ao meu lado – Ele nunca para de sorrir? Deve ter algum problema que o impede. – Colocou a mão no queixo pensativa.

O campo foi vaziando aos poucos. Quinn e eu fomos pegar nossas coisas. Arrumamos tudo dentro das malas, nos dirigimos para a mansão com um grande “O”, dentro da vogal tinha um raio feito em ouro. A garota de cabelos rosa empurrou a porta com uma certa brutalidade.

A sala era enorme, com três grandes sofás ao centro, uma grande TV em cima de uma lareira, um pouco atrás uma escada que dava para o andar de cima. O lado direito possuía uma mesa de vidro enorme, por trás da mesa uma janela de vidro que dava total visão do jardim florido.

– Vocês chegaram. – Octavia sorriu.

– Aqui é lindo! – comentei.

– Eu sei. – A morena se sentou no sofá marfim – Eu fiquei realmente surpresa por terem escolhido nossa fraternidade. Depois de tudo que eu disse vocês preferiram ficar aqui. – Blake mantinha um sorriso enorme que chegava a ser assustador – Estou muito feliz por vocês terem nos escolhido.

– Você foi a única que nos acolheu de braços abertos, Blake– Quinn se sentou no sofá – Te devíamos uma. – Tentou sorrir.

– Quinn Fabray sendo amigável? Eu vivi para ver isso mesmo? – gargalhei – Vamos esperar as outras duas e começamos com as apresentações.

Alguns minutos se passaram e os moradores iam chegando. A fraternidade tinha poucas pessoas, realmente os deslocados.

– Começaremos com as apresentações – um garoto com a voz grossa chamou a atenção de todos – Digam seus nomes, poderes e vivência sexual.

– Bellamy! – Octavia o repreendeu –Não seja intrometido. Para que quer saber sobre a orientação sexual delas? – a morena baixou a cabeça – Desculpa pelo enxerimento do meu irmão.

– Eu começo! – o garoto falou animado – Meu nome é Bellamy Blake, geomorfo, e sou gay. – Revirou os olhos.

– E o que seria um geomorfo? – Arqueei uma sobrancelha

– Posso manipular a terra e outros tipos de rocha e mudar a composição de minerais brutos.

– Então quer dizer que você pode transformar pedra em diamantes? – Quinn pareceu empolgada – Depois vamos conversar sobre essa nossa nova amizade.

– Posso – ele sorriu – Por que você acha que temos tantas coisas nessa casa? – piscou os olhos inocentemente - Mas mantemos isso em segredo, ok? – ele sussurrou- Aquelas plantas – apontou para o jardim – também são minhas, portanto nem inventem de tocar nelas – sorriu – Vocês não irão querer acordar com a boca cheia de terra, não é mesmo? – arregalei os olhos.

– Ele está brincando, não é Bell? – Octavia fuzilou ele com o olhar – Eu sou Octavia Blake, teletransporte.

– Falta a vivência sexual. – Seu irmão arqueou as sobrancelhas.

– E sou bissexual. – Revirou os olhos – Satisfeito Blake?

– Não sabe o quanto. – Ele sorriu olhando de relance pra Quinn.

– Me chamo Jasper Bostick, tenho super velocidade, e sou hétero – ele fez uma cara engraçada pra Bellamy, o moreno assentiu animado.

– Me chamo Monty Green, tenho uma inteligência muito acima da média, tenho tecnopatia e comunicação eletrônica, isso me permite interagir mentalmente com qualquer computador ou tipo de máquina. Eu também consigo armazenar e processar informações numa velocidade milhares de vezes acima do normal e tenho memória fotográfica perfeita – o garoto de olhos puxados sorriu amigável – E sou hetero. Satisfeito Bellamy? – o moreno assentiu animado.

– Eu sou a Raven Reyes, consigo atravessar qualquer matéria solida, como paredes, pessoas etc. – a latina sorriu – Também possuo um QI elevado e um alto conhecimento de computação e tecnologia. E sou bi – revirou os olhos.

– EU sou Finn Collins, pirocinese, consigo incitar os átomos dentro de um objeto, gerando energia suficiente para incendiá-lo– ele sorriu sem jeito – E sou bissexual. – Ajeitou os cabelos que caiam em seus olhos.

– Me chamo Echo, consigo me transformar em qualquer pessoa ou animais, e sou uma rastreadora – sorriu animada – hetero.

– Tem heteros demais nessa fraternidade. – Bellamy jogou as mãos pra cima sentando-se no sofá logo em seguida. – Agora as novatas – arqueou uma sobrancelha.

- Meu nome é Emori, controle de eletricidade – suspirou – Sou hetero – sorriu.

– Mais uma. – o garoto revirou os olhos.

– Harper, consigo soltar explosivos de plasma com as mãos – coçou o pescoço – Hetero.

– Está chovendo heterossexuais nessa casa – Bellamy levou as mãos para o alto inconformado.

– Cale a boca, Blake – Octavia revirou os olhos.

– Quinn Fabray, posso absorver qualquer poder apenas com o toque de pele, lésbica.

– Obrigada senhor! – Bell levantou fazendo uma dança estranha com os ombros – Estava precisando de energia lésbica na minha vida. – Sorriu – Você é perfeita!

– Vai sonhando. – Ela revirou os olhos.

– Mas me diga – ajeitou no sofá – Qual é dessas roupas longas e escuras?

– Deixa ela em paz! – Monty se sentou ao lado do amigo – Sua apresentação foi incrível! – o coreano exclamou com um sorriso no rosto – Deixou a Woods no chão. Ninguém nunca fez isso antes.

– Ela se acha de mais.

– Ela pode se achar, amiga. – Bellamy cruzou as pernas – Ela é como uma diva da maldade. Ela é um espetáculo! – sorriu.

– Estou vendo a hora você abrir um fã clube para a Woods, Bell.

– Sabe que já pensei nisso? – ficou pensativo.

– Agora você. – Monty me olhou com um sorriso.

– Me chamo Clarke Griffin, telepatia e telecinese – sorri – Sou lésbica.

– Mais uma para o clube! – os olhos do moreno estavam brilhando.

– Enfim... – Octavia fuzilou com o olhar – Vou mostrar o quarto de cada uma de vocês – sorriu amigável – Acho melhor irem descansar um pouco porque amanhã o dia será pesado. – Assenti.

Pegamos nossas coisas. Blake mostrou o quarto de cada uma. O espaço era grande, uma cama de casal, um closet no lado esquerdo, ao lado a porta para o banheiro. Tinha uma grande porta de vidro em frente a uma mesa de madeira.

Tomei um banho relaxante, vesti um pijama de patinhos, deitei-me na cama tentando dormir. Passei algum tempo olhando para a lua pela janela. Aos poucos o sono foi chegando, não consegui me manter acordada e acabei dormindo.


Notas Finais


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Só para reforçar: Mande sugestões com nomes de "heróis" para cada um dos personagens.


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