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História X-Force Sex and Violence II - Capítulo 8


Escrita por: Guiedc

Capítulo 8 - Problemas conjugais


Dominó sabia que dessa vez Milo estava morto. Dessa vez, foi ela que explodiu todo aquele lugar de tortura onde ele estava preso, de onde não podia sair. Foi ela que pôs um fim ao sofrimento dele. Mesmo assim, aquela era a voz que pertencia ao homem que ele amou, que ela amava. A razão de ela estar no lugar que estava, era a tentativa de manter viva as últimas linhas que podiam manter ela conectada com aquela lembrança. Ela estava ali pra salvar a garotinha que ele provavelmente nunca chegou a conhecer, mas que de alguma forma estava ligada a ele, o sangue dele também corria naquela menina, ela era sua sobrinha. E agora era a voz dele que Dominó ouvia naquela sala. 

– Essa inteligência artificial é tudo que sobrou de mim. – disse ele. – Um pouco do que era eu, foi baixado pra mente do Donald Pierce, e com isso eles fizeram isso. Me fizeram. Agora eu vivo aqui, preso nessas máquinas. Se ao menos eu soubesse antes que iria poder ver esses olhos de novo, meus dias teriam sido mais fáceis. 

Dominó não sabia que palavras falar, não sabia pra onde seus olhos deviam apontar. Então ficou ali. 

– Eu sei o que você está pensando. Não tem nenhum jeito de me tirar daqui. Eles se asseguraram disso, acredite, eu sei. Por isso minha musa, eu te peço, não sei o que você veio fazer aqui, ou quanto tempo vai ficar. Mas você precisa me desligar. – continuou ele. 

– De novo? – finalmente respondeu Dominó. – E o que garante que dessa vez eu não vou ver você voltando pra reviver em mim essa dor que eu tô sentindo agora? Eu quero você comigo, mas toda vez, eu te encontro só pra te perder depois! – gritou ela. 

– Nada. Você não tem nenhuma garantia. – disse ele calmamente. – Mas essa prisão é dor demais pra alguém suportar. 

– Ainda mais uma criança. – falou Dominó baixando a cabeça. – Eles estão com sua sobrinha, e eu acho que eles querem fazer a mesma coisa com ela. 

– Eu vou fazer o que puder pra te ajudar, mas você me promete que depois disso... – ambos fizeram silêncio por um instante. – Eles nunca deixariam essa informação de que ela está aqui, num lugar que pudesse acessar. E com os dados que eu tenho, eu não pude prever isso. Eu sou só uma parte do que um dia meu eu verdadeiro já foi. Mas se ela estiver aqui, só tem um lugar onde ela poderia estar. 

– Você... você vem junto? – perguntou ela. 

– Ali, aquele notebook, eu vou estar nele. E com o acesso que ele tem a rede, você pode me deletar depois. Mas antes, uma última missão, juntos. 

Wolverine já conseguia andar novamente. Eles já não iam mais pra sala de segurança. Víper guiava eles para onde ela encontraria o que veio buscar. Os túneis já haviam ficado pra trás, agora as paredes e corredores de um laboratório tomam conta da paisagem. Eles chegaram numa grande sala. Pouco mais de um metro a frente da porta uma grade de metal que se estendia como parapeito dando vista a um grande número de máquinas que tinham ali. 

– Ali. – disse Víper olhando pra uma porta de metal do outro lado da grande sala. 

Depois de atravessarem o galpão estranhamente vazio, Víper passou a procurar numa infinidade de nomes algo pequeno o suficiente para caber num armário, ou até mesmo numa gaveta. Foi então que Wolverine começou a sentir um cheiro que não deveria estar ali. 

– É veneno. – disse ele, e a porta atrás deles foi fechada no mesmo instante. 

– Então é minha especialidade. – respondeu ela já com um tubo de ensaio na mão. Nele se liam as letras: “OZ”, e uma caixa com o nome: “Dr. Mendel Stromm” caída no chão. – Deve ser alguma defesa automática. Não precisa se preocupar, por causa do seu fator de cura, esse gás só seria capaz de te matar, muito, muito lentamente. E não, não criei esse veneno pensando em você querido. Mas eu ainda posso precisar de você pra sair daqui, então eu tenho o antídoto comigo. – disse ela aproximando os lábios de Wolverine, a cor verde que ele tão bem conhecia, se destacando. 

O beijo não foi longo, e logo depois Víper puxou algum dispositivo e aproximou da porta que os trancava pra que ela abrisse. Do lado de fora, Wolverine ainda sentia o veneno no ar, mesmo naquela grande área. 

– Por aqui. – disse ela os levando por caminho diferente de onde tinham vindo. 

– Já fiz minha parte, Víper, agora temos que ir atrás da Dominó. 

– Se ela foi pra onde eu disse, nós vamos encontrar ela subindo aquela área. 

Na frente deles uma plataforma pra cargas pequenas, podia ser alçada para o andar superior. Pela escada do lado, descia uma onda de soldados da I.M.A. Dessa vez a quantidade chegava a uma centena, um deles pilotava uma espécie de robô, outros traziam lança-chamas. No alto, enquanto todos os outros desciam um daqueles homens, esse sem o capacete olhava diretamente para Víper. Ela sabia quem era. Era ele quem matinha contato com ela, ele que achava que de alguma forma poderia tirar vantagem da Hydra e da I.M.A. ao mesmo tempo, se dizia o líder daquilo seja lá o que fosse. 

– Você vale mais viva, Madame Hydra. – disse ele do alto. – Eu sei que fazer as coisas pelas suas costas não foi muito nobre da minha parte, mas você sabe o que temos conseguido aqui, e sabe que os preços não são altos demais para o que estamos prestes a alcançar. – Víper se aproximava olhando atentamente para o homem que lhe dirigia a palavra. Wolverine já mostrava as garras para a confusão a frente. – Apesar de tudo, eu reconheço sua força e poder senhora Víper. Estou disposto a lhe oferecer minha incondicional lealdade, em troca de podermos trabalhar junto novamente. 

Víper se aproximou da pequena plataforma de cargas que estava ali. 

– Isso incluiu que eu vou levar o que vim buscar? 

– Mas é claro que sim. – disse ele acionando a plataforma para que ela subisse. 

– Sinto muito querido, – disse ela pra Wolverine. – Mas essa pequena corda não aguentaria todo o peso do seu corpo. E por mais que eu sempre esteja disposta a sentir esse peso em cima de mim, hoje eu vou ter que deixar passar. 

Wolverine já estava ocupado demais com as garras dentro da traqueia de alguém. 

– Quanto a você senhor. – disse ela para o homem que agora lhe recebia. – Você não tem ideia do preço que eu cobro nos negócios. – Já era tarde demais para ele tentar defender a lâmina que agora girava nos seus intestinos. – Espero que a gente possa se encontrar de novo em breve Logan, com algum tempo pra nós dois. Você tem uma hora pra sair daqui, depois tudo vai explodir. 



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