História X-Men: Fallen Angels - Capítulo 2


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), S.H.I.E.L.D., X-Men
Tags Interativa, Vingadores, X-men
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Palavras 3.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Mais um capítulo! Espero que gostem, desculpem qualquer erro! Meu computador quebrou e tive que fazer pelo celular, então...

Capítulo 2 - Parte I: Gods And Monsters


Fanfic / Fanfiction X-Men: Fallen Angels - Capítulo 2 - Parte I: Gods And Monsters

Texas, Estados Unidos, dois meses atrás: 

O bairro era quase deserto, muito conhecido por seu elevado índice de atividades criminosas, lá se localizava uma espécie de galpão. No local, eram organizadas, há pelo menos 5 anos, lutas clandestinas. Valdir Ribakov, agora “Valdir Anderson”, organizava as lutas. Ele e seu filho, Lucca, que também tivera o sobrenome alterado, vieram fugidos da Rússia após vários crimes cometidos pelo homem, que variavam de tráfico de drogas a lutas clandestinas. Na época que chegaram aos Estados Unidos, os poderes de Lucca logo começaram a se desenvolver mais rápido, aos 14 anos, o garoto já era bastante alto, e seu corpo muito desenvolvido para alguém de pouca idade. Valdir sempre desconfiou que o filho fosse uma “aberração”, desde bebê, nunca ficava doente ou se machucava, com uma exceção: quando ficava muito tempo sem se alimentar ou se alimentava pouco. 

Com o passar dos anos, o loiro de olhos azuis, ia ganhando uma força sobre-humana, e as habilidades dele ativaram rapidamente a criatividade de Valdir: alguém com uma grande força, que não se machucava, e quando se feria, o que era raro, curava-se imediatamente, era perfeito para ser um lutador.

Com o pouco de dinheiro que lhe restava, comprou o galpão e aos poucos organizou o espaço para receber as lutas. Lucca nunca fora alguém violento, era até carinhoso, na verdade, mas as constantes ameaças do seu pai o deixavam incontrolável, virava uma verdadeira besta quando estava com raiva, e era disso que o homem gostava. Deixar o filho sem comer para poder bater nele à vontade era um dos seus passatempos favoritos, além de dizer repetidamente que a culpa de sua mulher ter morrido no parto era dele, e por isso, o garoto tinha a obrigação de ajudar e defender seu pai. Nesta noite, o lugar estava lotado, de um lado: “Atlas”, o jovem que nunca era derrotado, e do outro “El Touro”, um lutador que não aceitava perder para ninguém, especialmente para um garoto de 19 anos. Alguns dos telespectadores mais frequentes já tinham alguma ideia do motivo de Lucca, ou melhor, Atlas, nunca perder uma luta, e o parceiro e responsável de El Touro, já estava preparado para denunciar Valdir e o filho para o controle mutante.

A luta estava prestes a começar, apostas eram feitas, o sino tocou e em poucos segundos, com apenas um soco, El Touro estava no chão, e ele já sabia que isso poderia acontecer, então, da bota que vestia, retirou uma faca grande e bem afiada. Levantou-se enquanto Lucca estava de costas, atento para algo que seu pai dizia, sobre essa luta ser importante e que precisar vencer, e avançou com o objeto cortante sobre as costas de Atlas. Ainda de costas, o loiro foi rápido o suficiente para dar uma cotovelada no rosto do homem, antes mesmo dele chegar perto, mas não contava que a faca fosse cair sobre o peito de El Touro com o impacto da sua nova queda. O público ficou em silêncio, o garoto havia machucado feio muitas pessoas, isso era verdade, mas matar... matar nunca. Ele ajoelhou-se desesperado perto do corpo tentando ajudar de alguma forma, mas já era tarte. O parceiro de El Touro não pensou duas vezes antes de ligar para a polícia informando o ocorrido. Lucca olhou para seu pai, que tinha as duas mãos na cabeça em sinal de desespero e só pensou em fugir. Ele corria pelas ruas da cidade sem sequer saber para aonde iria, ou onde estava, Valdir não deixava o filho sair de casa de forma alguma. Sem camisa, sujo e com um calção rasgado, não demorou para chamar atenção das pessoas e logo atrair o controle mutante, que já estava ciente da situação.

Em certo ponto, finalmente conseguiram encurralar o garoto, que estava com medo e confuso. Seu inglês não era tão bom, e nervoso, não conseguia se comunicar direito com os policiais que apontavam armas para si. Pediam para ele deitar no chão, mas só o que ele queria era se explicar, dizer que não era culpa dele. Um passo, um passo que deu foi o necessário para começarem a atirar, mas as balas pareciam nem fazer cócegas, deixavam apenas uma pequena vermelhidão aonde atingiam. Ao perceber isso, colocaram o plano B em ação, de uma vã branca, Peter desceu acompanhando uma outra mutante, com as vestes brancas e o colar que bloqueava seus poderes. Alice havia chegado há pouco tempo na I.J.M.I, mas Harrison já tinha noção do que ela era capaz, e decidiu usá-la naquela situação.

- Lembre-se, faça isso e será muito bem recompensada. - Falou o homem no ouvido da loira. Ele desligou seu colar e ela foi, em passos lentos e cautelosos até Lucca. Ele havia arrancado uma barra de ferro do chão e ameaçava atacar qualquer um que chegasse perto. 

- Hey... fica calmo, eu só quero ajudar... Seu nome é Lucca, não é? Me chamo Alice... você não vai me machucar, vai? - Dizia chegando cada vez mais perto. Ela falava em seu idioma, mas Lucca ouvia em russo. Com seus poderes de seduzir as pessoas, podia fazer qualquer um ouvir e ver que ela queria. Os olhos de Alice passaram de verde para uma coloração rosa, logo seus poderes começaram a fazer efeito. Lucca ajoelhou-se aos seus pés e abraçou as suas pernas pedindo desculpas. Ele dizia amar a garota e que nunca iria machucá-la. - Eu sei, eu sei. Preciso que faça uma coisa por mim, pode fazer? - Dessa vez, ele também ouvia na mesma língua que ela. 

- Posso! - Levantou-se e abraçou novamente a garota, dando um selinho nela. 

- Não! Sem beijos, tudo bem? 

- Tudo!

- Preciso que deixe aqueles homens te ajudarem, eles querem colocar um colar em você, mas é para o seu bem, tá?

- Tá. 

Antes de caminharem até Peter, ela pediu desculpas, sussurrando no ouvido de Lucca. O colar de Atlas foi colocado e ele entrou na vã, um guarda rapidamente injetou um remédio para o garoto dormir. Peter, então, ligou o colar de Alice, seus olhos voltaram ao verde e sem dizer nada, entrou na vã. 

- E é por isso, meus caros, que ela é chamada de "Afrodite"! - Disse o homem sorrindo, para os policiais surpresos, antes de fechar a porta do veículo. 

Deserto de Mojave, sudoeste dos Estados Unidos, dias atuais: 

Enquanto Danny era carregado para uma direção, Julie e Derek eram levados para outra. Marco levantou-se de onde tomava seu café da manhã, ele observava atentamente o ocorrido anteriormente, e agora havia decidido olhar mais de perto. Assutou-se quando uma garota de pele morena e curtos cabelos encaracolados se anunciou com uma pergunta.

- Está tudo bem? - Questionou olhando diretamente para o garoto, que atrapalhado com o nervosismo apenas deu de ombros, queria mais desenvolver uma conversa do que apenas ser curiosa, mas parecia que ele era tão tímido quanto ela. - O que aconteceu? - Fez outra pergunta e teve a mesma resposta de Marco, mas recebeu também uma resposta de Alice, que chegara logo atrás.

- Bom, não aconteceu nada que não era previsto... assim que entrei no refeitório e bati meus lindos olhinhos naquele garoto novo, pensei: "esse daí vai nos trazer problemas". Quer dizer, não para mim, não quero ter amizade com esse tipinho. E se querem saber, acho bem feito terem levado aqueles outros dois metidos também! Eles acham que vão mesmo conseguir sair daqui? - Ela riu irônica. - Se eu não consegui, imagina eles. - Uma outra mutante, que ouvia de perto a "conversa" dos três, levantou-se prontamente após ouvir o discurso ofensivo da loira. Ela agarrou com força os cabelos da nuca de Alice, mas de uma forma que não fosse muito visível para as pessoas que estavam longe. Alice deu um grito fino. - Você está louca? - A loira perguntou olhando feio para quem segurava seus cabelos. Marco expressou um "uou", enquanto Pandora, a garota de antes, segurava um sorriso. 

- Não, não estou, estou bem consciente! Já parou para pensar que ninguém aqui gosta de você? Então faça o favor de sair daqui antes que eu arranque seu lindo e perfeito couro cabeludo com as minhas unhas. - Afrodite olhava a garota de olhos verdes, assim como os seus cabelos, com o seu olhar mais mortal possível. Seus cabelos foram soltos e ela saiu do local, não antes de dizer "você me paga", apenas ela mesma ouvir. 

- Ia mesmo arrancar o couro cabeludo dela? - Pandora perguntou sorrindo. 

- Não, no máximo algumas mechas. - Explicou. 

- Ah... e qual o motivo dessa revolta toda? 

- Já estou aqui tempo suficiente para conhecer as pessoas que estão dispostas a lutar pela nossa causa. Os que defenderam aquele garoto são uns deles. Nada mais justo que defender eles também, mesmo que indiretamente. 

- Me lembre de não me meter com você! - A morena falou simpática. - Me chamo Pandora! E vocês? 

- Lahani. - As duas encaravam o garoto, esperando uma resposta sua.

- É... Ma-Marco. 

- Bom, isso parece ser o começo de uma ótima amizade! - Foi a vez de Pandora ser encarada pelos outros dois. Lahani revirou os olhos e Marco apenas balançou a cabeça negativamente, antes de saírem do refeitório, deixando a garota sozinha. - Ok... talvez demore um pouco. - Comentou consigo mesma. 

Amarrado a uma maca, pelos pulsos e tornozelos, lentamente, Daniel abria os olhos. Ele olhou para um dos seus braços, um enfermeiro mascarado, ou algo assim, tirava seu sangue, provavelmente para fazer algum teste. Do outro lado, um outro homem, também mascarado, anotava algo, enquanto olhava os seus batimentos cardíacos. Em sua frente: Harrison, com um sorriso presunçoso. 

- Você gosta mesmo de dormir, não é, Danny?

- Vocês gostam mesmo de me fazer dormir, não é, babaca? - Disse com a voz arrastada, sua nuca estava dolorida. 

- Não seja malcriado! Estou disposto a oferecer um acordo e é assim que você me trata, Danny? Você está começando a me deixar chateado! 

- "Acordo"? Que tipo de acordo? - Questionou curioso. 

- Não sei se eu falo... tudo bem! Tenho um presente para você! - Peter sinalizou com a cabeça para os dois outros homens e eles soltaram o garoto da maca. 

Daniel então reparou que ele não estava em um quarto normal. Ou sequer aquilo poderia ser considerado como um quarto. Era como uma sala de interregotório, com uma parede, e nela, uma janela de vidro, que por ela era possível ver quem estava do outro lado, mas pelo que Danny entendeu, quando se posicionou ao lado de Harrison, quem estava do outro não poderia ver eles. 

- O que está acontecendo? - Perguntou confuso e assustado ao ver uma garota do outro lado da janela. 

Ela era diferente de tudo que o garoto já havia visto: seus olhos eram amarelos, seu corpo, e onde supostamente deveriam ser seus cabelos, era repleto de espinhos, ela também tinha algo sob os braços, que ele não conseguia identificar, e um fato que com certeza chamava bastante atenção era que ela estava brilhando. Ela usava o colar inibidor de poderes, mas estava desligado. 

- Esse é seu presente! - Peter sorria com a expressão de espanto de Danny.

- Uma mutante? 

- Bom, não, mais ou menos. Pelo que tenho conhecimento sobre seus poderes, você pode neutralizar os dos outros mutantes, não é?

- É... mas... 

- Então, aquela garota está bem assustada, e quando está assustada ela começa a brilhar, coitada. Não vamos esquecer desses espinhos e esses olhos horrendos. Será que poderia ajudar a pobrezinha e fazer ela ficar normal?

- Acha que eu sou idiota? Eu sei que há algo por trás disso aqui, não vou fazer nada para vocês! Apenas ligue o colar dela, então!

- Que pena, não esperou eu fazer minha proposta...

- Com o que acha que vai me comprar?

- Não sei... que tal: seu pai? Uma ligação? Você quem escolhe! 

A mente de Daniel estava ainda mais confusa e ele não podia deixar a oportunidade de falar com seu pai passar. 

- Tudo bem! Eu faço. Mas tem que prometer!

- Ótimo! Prometo! É de gente assim que eu gosto! - Com uma espécie de controle, ele desligou o colar de Danny. - Se tentar usar alguma outra habilidade eu vou ligar isso imediatamente e jogar você em um quarto de onde nunca mais vai sair, entendeu, "gracinha"?

Ele apenas balançou a cabeça positivamente. Levantou o braço esquerdo e apontou para a garota. Se concentrou o máximo que pôde, mas nada aconteceu. 

- Vai me dizer que não consegue controlar isso também?

- Acha que fico parando mutantes no meio da rua para testar meus poderes? 

- Um dia, se quiser, essa pode ser a sua função... - Peter colocou a mão no rosto de Danny, enquanto passava o polegar em sua bochecha. O garoto se afastou rapidamente. 

- Não, obrigado. Acho que estou muito longe. 

- De mim? Realmente, poderia estar mais próximo. - Peter havia entendido muito bem o que ele tinha falado, mas não deixaria essa cantada escapar. 

- Dela! - Falou com os dentes cerrados.

- Ah! Claro! - Harrison abriu uma porta que dava acesso ao outro lado da sala. Danny entrou e o brilho da garota ficou mais intenso. Ela mais chamava atenção do que incomodava os olhos.

- Oi... calma, eu me chamo Danny, só quero ajudar. Estamos juntos nessa! - Falou apontando para suas roupas que eram iguais às delas. 

- Aqui nunca ninguém me "ajudou", agora é diferente? Por quê? - Perguntou desconfiada. 

- Eu vou ser sincero. Estou me odiando nesse momento por fazer isso, juro que estou, mas eu preciso... preciso falar com meu pai para me tirar daqui! 

- E o que isso tem a ver comigo? 

- Eles querem que eu use meus poderes em você. Querem que eu os neutralize, como algum tipo de teste. Eu não sei quem você é, e não espero que entenda, mas... 

- Espera! Você pode fazer isso sumir? - Questinou apontando para si mesma. 

- Po-posso... 

- Então faça!

- Mas... 

- Vamos! É um favor que me fará. Acha que eu gosto dessa aparência? Não entendo o motivo de terem desligado o colar! - Por algum motivo os olhos de Danny lacrimejaram, ele não sabia se era por pena da garota ou por estar fazendo aquilo, ou os dois. 

- Mas essa é você... 

- Bom, essa "eu" me trouxe aqui. Então, por favor, faz! 

Mais uma vez ele levantou o braço esquerdo e apontou para ela. Concentrou-se novamente, tentava fazer seus poderes funcionaram, Peter observava a cena atentamente. Com mais um pouco de força, aos poucos a luz que emanava foi se apagando, mesmo sem mais luz, Danny continuou, logo, os olhos não eram mais amarelos, e sim castanhos, os espinhos davam lugar a uma pele escura e cabelos curtos, negros e cacheados. E ele chorava. Chorava, pois, sabia o significado daquilo, o significado de ter que esconder alguém, de deixar se esconder por não se aceitar, e por estar passando por aquilo. Foi até a garota e a abraçou fortemente, enquanto pedia desculpas. 

- Está tudo bem... eu juro! - Ela falou separando o abraço. - Me chamo Alilat, mas pode me chamar de Ali, ou Fickle...

Os colares deles foram ligados. Peter se juntou a eles, batendo palmas, de forma lenta. 

- Parabéns! Que show espetacular vocês deram! 

- E agora? Onde estão? O telefone, meu pai, onde estão? 

- Sinto muito, mas vai ter que esperar, é um processo lento conseguir esse tipo de coisa, é preciso falar com os meus superiores, eles têm que autorizar, para depois falar com o governo, e se eles deixarem, você pode falar com seu pai. - Peter explicava. 

- Eu sabia... sabia que era mentira. - Disse irritado. 

- Não, meu querido, não é mentira, só não posso dar o que você quer agora. 

- O que ainda estou fazendo aqui, então? - Falou referindo-se à sala. 

Peter apenas abriu passagem para que ele e Ali saíssem. 

Já em um dos numerosos corredores, Danny e Alilat caminhavam silenciosos, ela por ser tímida e ele por ainda estar com vergonha do que havia feito. Diferente das portas dos quartos do corredor de onde ficava, as deste tinham uma placa a mais, que dizia "perigo: mantenha distância". 

- Que lugar é esse, exatamente? - Danny perguntou. 

- Hum... é a ala onde os mutantes mais perigosos são mantidos. - Ali respondeu. - Eles não saem de dentro. Nunca. 

- Nossa! Mas eles são perigosos para quem? Para nós ou para os guardas?

- Acho que os dois. 

De um quarto, era possível ouvir um barulho alto, como se alguém estivesse batendo repetidamente contra alguma coisa. Chegaram mais perto do barulho, e na placa do quarto, o nome do mutante estava escrito. Era "Lucca", "Lucca Anderson". Daniel lembrou de algo que Julie havia falado mais cedo, era o garoto que seria servido com um grande carrinho de comida. Ele olhou para trás, se certificando de que não tinha nenhum guarda próximo. 

- Me dá cobertura? - Perguntou para Ali e sem esperar uma resposta se abaixou rapidamente, colocando o rosto próximo ao chão, onde ficava o espaço na porta que acreditava servir para passar comida. Era como uma portinha para animais, mas mais baixa e larga, o suficiente para algo do tamanho de uma bandeja, com uma plaquinha que ia e voltava.

- O que está fazendo? - A morena questionou espantada. 

- Ainda não sei. - Então, empurrou um pouco a portinha com a mão e pôde ver uma das cenas mais tristes da sua vida. Lucca estava sentado em uma cadeira, os pés e mãos presos por correntes, uma mão presa em cada lado da parede e os pés um pouco separados. Quando ele puxava, fazia um barulho alto, e gritava de dor, pois os objetos metálicos faziam cortes nos seus pulsos e tornozelos. Ele não usava camisa, mas usava o colar. O sangue dos pulsos escorria por todo o seu tronco. - Meu Deus! - Exclamou, e tentou acalmar o garoto. - Hey! Para! Vai se machucar mais ainda! - Mas ele não parava. - Olha para mim! - Lucca, parou por alguns segundos e tentou focar em Danny, mas era difícil ver ele pela sua posição. - Fica calmo, eu prometo que vou te ajudar, mas você precisa parar de tentar se soltar! Eu...

- Danny! - Falou Ali chamando a atenção de Daniel, que olhou para a garota, e depois viu que ela apontava para o final do corredor, onde alguns guardas começavam a aparecer. 

- Eu vou voltar, prometo! - Falou antes de se levantar, e pôde jurar que ouviu o loiro chamar um nome: "Alice".

No quarto ao lado do de Lucca, um mutante, também isolado, mas não acorrentado, caminhava de um lado para o outro tentando prestar atenção em outra coisa que não fosse o cheiro de sangue vindo do outro quarto. A pele de Trevor estava mais pálida que o normal. Passou a mão pelos cabelos escuros e fechou os olhos, tentando se conter. 

Chegando no refeitório, Danny foi à procura de algum rosto familiar, Derek ou Julie. Não os achando, saiu com Ali na procura deles por toda a instituição. Em determinado ponto, encontrou Marco, e lembrou-se que ele estava no refeitório na hora da confusão, então talvez soubesse o que havia acontecido. Ele estava sentado sozinho em no pátio. Lá era iluminado, mas a luz não era natural, e sim de refletores. Desde quando chegara, Daniel desconfiava que a instituição era subterrânea. Haviam alguns bancos espalhados pelo local. 

- Oi, Marco...? - O garoto confirmou. - Vi mais cedo que estava no refeitório, na hora que os guardas vieram me levar, o que acabou acarretando uma confusão, queria saber se viu os outros dois mutantes que estavam comigo, Julie e Derek. Ele é tão alto quanto uma árvore, e ela é bem baixinha. 

- Eles foram levados. - Marco falou com um rosto sem expressões. 

- "Levados"? Levados para onde?

- Solitária. 

- Isso está ficando cada vez mais pior! - Comentou esfregando as mãos no rosto. - Alguém precisa fazer alguma coisa sobre isso aqui! Nada disso é justo! Tem pessoas machucadas nesse lugar! - Falou alterando o tom de voz, chamando a atenção de alguns guardas que andavam pelo local. - Precisamos protestar! É isso! Podemos fazer um protesto pacífico, eles vão nos ouvir, não é? - Dizia afobado para Alilat e Marco, que se entreolhavam. Os guardas que ouviam o garoto chegavam cada vez mais perto para fazer alguma coisa e calar a boca de Danny. Lahani, que estava do outro lado do pátio, já imaginando uma futura confusão correu até os três. 

- Hey! - Exclamou, chamando Daniel. - Está ficando maluco? Abaixa o tom! Você é novo por aqui, chegou ontem e acha que pode fazer alguma coisa? Tem pessoas que estão aqui há anos! Anos! Não um dia! Então fica quieto, antes que acabe se matando e todos nós juntos. 

- Mas... eu só quero ajudar!

- Ajuda ficando calado. Quando a hora chegar todos nós vamos sair daqui, não antes, nem depois. Agora se acalma, e pensa melhor no que faz e fala. - Danny acenou positivamente com a cabeça. Os guardas recuaram. 

As horas se passaram, já estava perto do jantar. Danny havia ido para seu quarto antes de almoço e não tinha saído até o momento, ele havia pedido à um guarda que chamasse Peter, quando estava perto de entrar no quarto, e ainda esperava pelo homem. Ele havia tido uma ideia quando quando Lahani disse que ele deveria pensar melhor no que fazia e falava. Harrison adentrou o local sorridente. 

- Boa noite, Danny! 

- Boa noite, Peter! - Danny sorriu de volta. 

- Que simpatia! Acredito que pediu que me chamassem, alguma coisa que eu possa fazer para vossa majestade? - Perguntou fazendo uma falsa reverência. 

- Na verdade, tem sim. - Daniel foi até o homem e colocou as mãos nos ombros dele. - Se possível, gostaria de pedir outra coisa no lugar da ligação que me prometeu. 

- E o que seria? 

- Julie Frank, Derek Daniels e Lucca Anderson. 

- Não estou acompanhando, garoto. - Falou tirando as mãos de Danny de cima dele.

- Quero Julie e Derek fora da solitária e Lucca solto. Junto dos outros. 

- Aquele garoto é perigoso! 

- Vocês todos são! Ele está machucado! E Julie e Derek só estavam tentando me ajudar. Você me prometeu!

- Prometi que iria falar com seu pai! Você nem imagina, não é? - Perguntou sorrindo se lado. 

- Imagino o quê? - Rebateu curioso. 

- O quanto tem sorte. Em outra situação você provavelmente já estaria morto. Mas se é o que quer, vou ver o posso fazer. - Falou saindo do quarto, deixando um Daniel sem entender o que ele quis dizer. 

No corredor, Peter pegou seu celular e fez uma ligação. O nome do contato era "Sr. White". O homem atendeu o telefonema.

- Harrison? Alguma novidade?

- Sim, senhor. Aparentemente seu filho é um bom negociador. Ele pediu que três mutantes fossem liberados das suas celas, no lugar da ligação que o senhor recomendou que eu oferecesse. O que devo fazer? 

- Faça o que ele pediu, se deixou de falar com o próprio pai, deve ser importante para ele. E lembre-se, ele não pode saber que eu comando essa instituição de forma alguma. Trate-o bem, por favor. 

- Pode deixar, senhor. Farei o meu melhor. - Disse desligando e sorrindo malicioso. 


Notas Finais


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