História X-men (Interativa) - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias X-Men
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Ficção, Ficção Cientifica, Heróis, Horror, Interativa, Luta, Mistério, Mutante, Mutantes, Originais, Policial, Saga, Sci-fi, Suspense, Terror, Universo Alternativo, X-men
Visualizações 201
Palavras 3.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei que isso é meio longo pra ser um prólogo, é que eu me empolguei ;)

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction X-men (Interativa) - Capítulo 2 - Prólogo

   Às vezes, é arriscado ser meio diferente.

   Clarice acordou apavorada, sentando-se rapidamente na cama e limpando os olhos com as mãos, ela olhava para baixo, vendo os pingos de suor escorrer de seu rosto e caírem nos seus joelhos.

   _“Ahn”, ainda nem está claro. – Dizia franzindo sua testa enquanto levantava da cama.

   Seu quarto era um espaço pequeno e um tanto desarrumado, organização não é o forte de Clear, nunca foi. Sua cama logo abaixo da janela era iluminada por um grande letreiro de luz vermelha, que vinha de um restaurante chinês logo à frente. Clear odiava de coração aquele lugar, os fregueses são rudes, a comida é ruim e é onde ela trabalha.

   Após comer rapidamente o que sobrou de dentro de uma caixa de comida chinesa que estava jogada de qualquer jeito em cima da mesa, Clear vestiu seu moletom vermelho, jogou seus bagunçados cabelos loiros para trás, esfregou seus olhos castanhos e saiu da minúscula caixa de fósforos que chamavam de apartamento barato. Logo atravessou a rua, entrando em seguida pelos fundos do restaurante dos Chi. Clear trabalhava entregando comida, mas chegava bem cedo para receber algum dinheiro extra, ajudando Gu Ki, um dos cozinheiros, a abrir as caixas de frutos do mar.

   _Chegou bem cedo hoje Tù. – Disse Gu Ki em chinês, enquanto sorria para Clear.

  Clear sorriu e correu para ajuda-lo com as caixas. “Tù” é coelho em chinês. Foi como Gu Ki começou a chama-la depois de conhecê-la melhor, uma garota energética que não para nunca. Clear adora Gu Ki, é por causa dele que seu trabalho se torna mais suportável.

   _Não poder dormir. – Disse Clear com seu chinês horrível enquanto puxava uma das caixas. Pelo menos ela tentava, pois as caixas eram pesadas de mais.

   Gu Ki riu e se aproximou a ajudando a mover a caixa e a posicionar em cima de uma das varias mesas dentro da cozinha.

   _Continue praticando e em algum dia. – Gu Ki pegou uma de suas facas em cima da mesa e fez um corte em linha reta na parte superior da caixa. – Se tornará fluente.

   Clear colocou as luvas e começou a mover os salmões para ao recipiente ao lado. Seu semblante era horrível. Tentava respirar o mínimo possível, pois achava aquele cheiro de peixe morto insuportável. Gu Ki lavou as mãos após terminar de abrir as outras caixas, então começou a ajudar a mover os salmões.

   _Então, porque não tem conseguido dormir? – Perguntou Gu Ki em inglês com seu leve sotaque chinês. – Já faz três dias, não?

   Clear abaixou a cabeça soltando um longo e audível suspiro. – Quatro, na verdade. – Clear olhou para Gu Ki. Sua testa já estava franzida, mas ela tinha que conversar sobre isso com alguem. – Lembra daquele lance?

   _Aquele do dinheiro rápido? – Perguntou Gu Ki.

   _Sim. – Clear respirou e suspirou novamente porem mais devagar. – Me enganaram.

   Gu Ki virou rapidamente com espanto para Clear. – Como assim te enganaram?

   _Me enganaram. Agora eu estou em algo do qual eu não posso mais sair. Droga, não posso falar isso. – Clear removeu suas luvas, fechou os olhos e pressionou as mãos em sua cabeça.

   _Como assim não pode falar? você se meteu com a policia? – Gu Ki olhava para os lados sem saber o que fazer. – Se for isso eu posso tentar chamar alguém... alguém que possa te ajudar e.. e.. e se for mesmo isso, eu posso... eu posso...

   Clear sentia como se um prego estivesse sendo martelado dentro de seu cérebro, um prego que se torna cada vez maior a cada martelada. A dor já estava se tornando consideravelmente forte quando ouviu a quinta e ultima martelada e abriu os olhos. Estes agora brancos.

   Gu Ki parou de se mexer e seu rosto ficou mais leve, suas sobrancelhas desceram para algo que se tornou uma expressão mais relaxada. Quase como um transe.

   Fechando novamente os olhos, Clear os pressionou e começou a esfrega-los. – Vai, vamos, eu posso fazer isso.

   Quando abiu os olhos, eles voltaram a ser castanhos e Gu Ki voltou a si. Franzindo a testa ele olhou confuso para os salmões.

   _Terminei com essa aqui. – Clear moveu rapidamente a caixa com força, o que fez parte do gelo cair em suas pernas.

   _Bom, se você não estava acordada antes. – Riu Gu Ki coçando a cabeça. – Agora você com certeza está.

   Clear concordou com a cabeça rindo e tremendo ao mesmo tempo. – Acho que as caixas ficam mais leves sem salmões dentro.

   _Clear. – Disse Gu Ki a seguindo com seus olhos para as mesas logo atrás. – Eu ia falar alguma coisa, mais você... você estava falando e eu... e eu...

   _Como você consegue fazer isso sem vomitar Gu Ki? – Disse Clear rapidamente.

   _Ah sim, era isso. – Gu Ki sorriu. – Eu to sempre fazendo isso então algum dia eu teria que me acostumar. – Gu Ki pegou um dos salmões e o moveu como se fosse um foguete, fazendo até os sons especiais. – Não é mesmo?

   Clear torceu seu rosto colocando a língua pra fora, em seguida os dois já estavam sorrindo e se divertindo fazendo o que Clear chama de “desperdiçar o tempo”. Mesmo que se divertir não seja muito eficaz, fazendo o trabalho demorar até mesmo o dobro do tempo. Clear adorava faze-lo, ela poderia desperdiçar o tempo que for, se isso a tornasse, mesmo que fosse por apenas curtos quinze minutos, mais feliz.

   O restaurante dos Chi, “Inferno” como Clear adorava chamar, é um dos mais famosos e bem sucedidos de ChinaTown, por isso, começavam a atender pedidos de entrega bem cedo. Às nove da manhã em ponto ela já tinha de estar com a bicicleta de entrega pronta, pois sabia que logo teria de começar a pedalar, e rápido. Pois se tem um motivo por este ser  um restaurante bem conhecido, é sua rapidez.

   O senhor Chi não se importava que uma garota de quinze anos saísse por ai entregando comida chinesa, contanto de que ela tenha muito cuidado para não se meter em confusão, pois se chamasse atenção de policiais ela não receberia pelas entregas.

   Clear rapidamente passava por becos vazios, ela já acostumara a correr por ai sem ser vista ou notada por ninguém, mesmo que de bicicleta isso seja mais difícil, a seu ver, vale sempre lembrar que não é impossível.

   A bicicleta era grande e tinha uma caixa de isolamento de calor com um divisor de metal na parte de traz, que deixava o transporte para Clear mais difícil.

   Já era quase cinco horas quando nuvens de chuva começaram a se formar e um ou dois trovoes já começaram a ser ouvidos, Clear pensava em pegar seu dinheiro e ir para casa quando quatro pessoas em motocicletas a cercou. E ela sabia exatamente quem eram.

   Um deles desceu tirando o capacete, podendo revelar seu rosto cheio de piercings e um cabelo ruivo mal raspado. Era Bones. Seus jeans estavam rasgados, o que parecia combinar com sua jaqueta de coro.

   Clear parou a bicicleta e se encolheu próxima à parede do beco, seu espanto foi evidente quando virou de costas. Ela não parava de observar Horn que estava cada vez mais próxima.

   _Então, Clarity. – Começou Horn sorrindo. – Sumiu o dia todo, o que andou fazendo?

   Horn não tinha cabelo nem sobrancelha, era extremamente pálida e seus olhos completamente negros. No entanto, o pior era seus lábios, eles começavam na bochecha, estampado um sorriso eterno com dentes pontiagudos que pareciam navalhas. Seu rosto deformado assustava Clear até mesmo em seus sonhos mais profundos. Havia algo de demoníaco em Horn, e não era apenas seu rosto.

   _Eu estava trabalhando. – Clear engoliu seco. – Hoje eu estive muito ocupada.

   _Trabalhando? – Horn mostrou um riso horrível, jatos de saliva saltavam entre seus dentes. – Pensei ter ouvido você dizer, que depois dos nossos “golpes” você nunca mais ia precisar trabalhar de novo. Não é mesmo Bones?

   _Yeah Horn. – Gritou Bones cruzando os braços.

   _Bem... não foi bem assim que... – Clear se encolheu ainda mais agora que Bones também estava se aproximando.

   Ele parou bem ao lado de Horn e começou a encarar Clear enquanto ria. – Você está tentando dizer que a Horn está mentindo? – Disse Bones com seu rosto bem próximo ao de Clear.

   _Não, eu realmente disse isso. – Clear rapidamente se adiantou.

   _Então vem com a gente Clarity. – Disse Horn empolgada. – Agente tá indo dar outro golpe e vamos tentar num lugar maior dessa vez. Estamos planejando isso há dias, desde quando o dinheiro do ultimo acabou.

   Bones afastou um pouco seu rosto de Clear e a observou. A olhou de cima a baixo e começou a sorrir. – Garota você me deixa louco, tão perto e eu não posso nem tocar.

   Horn e os outros dois nas motos começam a rir fazendo sons horríveis enquanto Bones caminhava em direção a sua moto flexionando os braços. Ele parecia um idiota mais por algum motivo, ninguém conseguia ver isso.

   _Deixa ela ai Horn. – Disse Bones. – Ela não vai mais querer vir, é só uma criança medrosa.

   Horn fechou seu rosto, olhou melhor para Clear. Encolhida na parede quase caindo de tanto tremer, não conseguia nem segurar sua bicicleta direito. Horn se irritou e começou a caminhar em direção a sua motocicleta. Seus passos eram fortes, seus pés chutavam o chão.

   _Hum, não é como se precisássemos dela mesmo. – Disse Horn.

   Os quatro ligaram suas motos e saíram gritando, fazendo barulho e deixando Clear sozinha no meio do beco. Suas pernas estavam bambas o que a fez escorregar pela parede. Clear apenas desejava nunca mais poder ver Horn e seus seguidores na vida, o que infelizmente, ela sabia que não iria acontecer.

   _A não ser que eles sejam pegos. – Disse Clear intuitivamente.

   Mesmo sendo loucura, naquele momento era uma ideia brilhante na cabeça de Clear. Então ela respirou fundo, se posicionou em sua bicicleta de entregas e pedalou fundo atrás deles.

   _O quanto antes melhor. – Dizia pra si mesma.

   Desviando de carros e pedestres, revezando entre calçada e rua, Clear conseguiu não perder Horn de vista. Ela conseguiu segui-los até uma rua tranquila onde entraram com as motos dentro de um dos becos onde não havia movimento algum, nem sequer um cachorro andando. Estacionaram e saíram. Clear se abaixou atrás de um carro para não ser vista. E continuou a observar.

   _O que, mais não tem nada aqui. – Disse bem baixinho.

   Horn amarrou uma bandana no rosto onde havia estampado o sorriso de uma caveira que não conseguia de longe ser tão horripilante quanto o dela. Seus seguidores pegaram suas armas de dentro de suas mochilas, colocaram óculos escuros e atravessaram a rua correndo em direção a um grande prédio com uma escadaria de pedra a sua frente. Era um banco.

   _Ahh não, agora você realmente ficou maluca Horn. – Disse Clear enquanto rasgava a manga do seu moletom e o amarrava no rosto já correndo atrás deles em direção ao banco tentando não ser vista.

   Eles subiram pela grande escada feita de uma pedra escura e entraram pela grande porta principal, Horn atirou uma vez para cima e Bones conseguiu atirar nos olhos de três guardas fazendo-os se debaterem rapidamente até morrerem. Meat o cara mais baixinho, acertou os dois últimos na cabeça que morreram instantaneamente

   _É um assalto. – Gritou Horn com sua voz rouca e alta que intimidava qualquer um que a ouvisse. – Eu quero todos ali naquele canto. Agora!

   Os atendentes do banco e todos os civis correram quase que imediatamente sem pensar duas vezes para o canto de uma parede onde Horn havia apontado com sua pistola calibre 37. Logo depois, a mesma que já estava atirando nas câmeras de segurança não parava de gritar. Um grito rouco e ensurdecedor.

   _Hack, vai desligar e abrir tudo. – Grita Horn.

   _Ok mais vai levar algum tempo. – Disse Hack, um cara alto e muito magro de cabelo preto bem comprido. Ele corria para a sala do cofre com alguma espécie de grande furadeira pintada de preto.

   _Você tem cinco minutos! – Gritou Horn olhando para os reféns atirando logo depois mais duas vezes para cima. – Quietos, senão vão acabar como aquele ali.

   Apontando com sua arma para um dos guardas caídos no chão, Horn ria enquanto via os pedaços de cérebro que eram visíveis caídos em volta de pequenas piscinas feitas de sangue. Ela atirou no corpo mais três vezes e começou a literalmente berrar quando ouviu o choro de alguns dos reféns. Algo em Horn estava mudando, uma insaciável sede de ver sangue sendo derramado estava a possuindo.

   Hack entrou em uma pequena sala vazia com paredes brancas e com uma enorme porta feita de algum tipo de metal cinza escuro. Ele á observou por um tempo. Três fechaduras, sendo que a do meio era maior. Hack ergueu o canto esquerdo da boca mostrando um largo e malicioso sorriso. Algo que sempre fazia quando desvendava algo.

   _Humm, podia ser mais difícil. – Disse enquanto se agachava bem próximo a grande porta de metal.

   Ele posicionou sua furadeira ao lado da fechadura menor e a ativou. Após uma série de furos em lugares específicos próximos a grande fechadura, Hack pode ouvir o pequeno click vindo do outro lado da parede. Ele rapidamente abriu à porta rodando primeiro as duas menores fechaduras e por ultimo a maior. Aquela visão de grandes montes de pilhas feitas de dólares americanos em cima de longas mesas de metal o fez dar pequenos pulos de animação.

   _Abri! – O mesmo gritou enquanto corria para pegar umas mil copias de seu grande premio.

   O rosto de Horn, mesmo coberto por uma bandana podia demonstrar o quanto ela se sentia em êxtase ao ouvir a confirmação de Hack. Ela ia correndo em direção a sala do cofre, mas então voltou a olhar para os reféns e se irritou um pouco.

   _Bones, Meat, vão encher as bolsas enquanto eu cuido dos reféns. – Disse Horn com um tom demoníaco em sua voz. O medo dos reféns podia ser aproveitado pela chama em seus olhos.

   Clear entrou abaixada se esgueirando pela grande porta principal vendo Horn assustando os reféns enquanto soltava berros terríveis que a fez começar a tremer, e muito. Arrastando-se para debaixo de um dos grandes balcões ela se escondeu e ligou para a polícia.

   _A-alo, p-por favor, e-eu não t-tenho muito t-tempo. – Sussurrava Clear tentando não gaguejar. Algo impossível para ela no momento. – E-eu estou na B-bowery Street e-eles estão a-assaltando o b-banco a-aqui.

   _Mantenha a calma. – Continuou o telefonista. – Há muitos bancos na Bowery Street por favor...

   _Oh meu deus! e-ela é louca os policiais e-estão t-todos m-ortos. – Tentava dizer Clear quando o sangue de um dos guardas com um buraco onde deveria haver o olho esquerdo começara a escorrer em sua direção.

   _Eu quero que você mantenha a calma e me diga em qual banco você...

   Após ouvir o som de um tiro seguido de gritos de pânico, Clear levanta sua cabeça para cima do balcão vendo um dos reféns agoniando com um tiro no pescoço enquanto Horns ria descontroladamente.

   _Viu, é isso que ganha por continuar chorando feito mulherzinha. – Zomba Horn após cuspir um liquido amarelado no rosto do pobre homem caído ao chão.

   _E-eu tenho que desligar p-por favor venham rápido. – Disse Clear quase soprando as palavras antes de desligar o telefone.

   Voltando para de baixo do balcão, Clear olha para o corpo do guarda em sua frente. Seu rosto ainda marcado com a expressão de surpresa ao descobrir que encarava a morte, e seu olho sem vida que a observava. Em seguida, fitava seu moletom, agora com tons cor de vinho devido às manchas causada pelo o sangue que não era dela.

   Clear sabia que não poderia ficar ali esperando a polícia escondida sem fazer nada. Então, ela se esgueirou por debaixo do balcão até uma grande mesa da qual se encolheu em baixo. Se ela ficasse por ali talvez não fosse vista por ninguém.

   _Ok, eu consigo. – Sussurrou pra si mesma fechando os olhos e pressionando a cabeça com as mãos.

   Andando de um lado para o outro, Horn começou a se aproximar de uma mulher que estava quase entrando em choque. Ela levava as mãos à frente dos olhos e suava frio. Isso fazia com que uma doze inteira de dopamina se espalhasse por todo o corpo de Horn.

   _Acho que essa aqui quer ser a próxima. – Disse Horn com sua fala mansa, apontando sua arma para a testa da pobre mulher, cujo corpo ficou leve e caiu para trás.

   Horn deu um passo para trás e abaixou um pouco a cabeça, logo depois soltou gargalhadas. – Ela é tão fraca que desmaiou de medo. – Dizia enquanto pisava no estomago da coitada no chão.

   Outros dois reféns também caíram e depois mais quatro. Horn olhava em volta enquanto a raiva tomava conta de seu rosto após todos os reféns estarem desmaiados no chão. O grito que soltou foi o pior que já havia feito.

   _ONDE VOCÊ ESTÁ!!! – Começou atirando no teto e depois nos reféns um por um.

   Foi quando ouviu um grito vindo dos grandes balcões, onde havia dois grandes olhos brancos a observando por de cima de uma das mesas. Os olhos de Horn se encherão de raiva enquanto corria o mais rápido que podia na direção de Clear. Que consumida pelo medo, não pode fazer nada.

   _SUA VADIA!. – Grita Horn. – Mais o que você pensou que iria conseguir fazer? Em? Fazer todo mundo cair? Em?– Horn puxou sua bandana e começou a gritar mais alto. – ME IMPEDIR DE PEGAR O MEU DINHEIRO PRA PODER ME VER PRESA!!!

   Após pegar o braço de Clear com força, Horn a puxou para mais perto, fazendo a pobre garota de moletom vermelho fazer fracassadas tentativas para tentar escapar. O demônio sorridente colocou sua longa língua vermelha de tom vibrante com a ponta cinzenta para fora. Um liquido de cor amarelada começou a escorrer entre seus dentes afiados caindo até o chão. Horn sorriu ainda mais enquanto levava sua longa língua até a mão de Clear, que logo em seguida começou a gritar. Sua pele estava ficando vermelha como se acido estivesse a corroendo. A dor que a pobre garota estava sentindo a fez ficar com o corpo mole.

   _O que foi? - Perguntou Horn rindo. – Não gosta das preliminares?

   Puxando seu braço mais uma vez, Horn a morde, pressionando seus dentes no pulso de Clear fazendo com que várias de suas veias estourassem e um liquido amarelado translucido escorresse por todo seu braço.

   _Acha que pode me fazer cair com essa radiação podre Horn? – Gritou Clear com lágrimas escorrendo de seus olhos.

   Um riso demoníaco ecoou por todo salão principal. O liquido amarelo junto ao sangue vermelho de Clear escorriam de seu pulso caindo sobre o chão. Mordendo ainda com mais força o outro braço de Clear, Horn pressionava sua mandíbula com ainda mais força até ouvir um estalo que fez a garota cair no chão.

   O corpo de Clear estava se contorcendo no chão e seu braço estava virado ao contrario. Horn juntou saliva na boca e cuspiu no rosto rosto da garota aquela gosma amarela.

   _É uma pena você ser tão faca. Meu anjo – Horn se agachou próxima á Clear e começou a acariciar seu rosto. – Você nunca vai ser melhor do que eu!

   As lágrimas de Clear transmitiam seu sentimento de dor em seu rosto sem movimento e um pensamento constante em sua mente a rodeava. “Não era pra acabar assim”. Sua visão fica cada vez mais turva e em questão de segundos, tudo fica escuro.

 

                                                                              ~~

  

   _O homem de Neandertal. Nosso ancestral de espécie. Eles foram substituídos por uma espécie mais rápida, mais inteligente e muito mais agressiva: O Homo Sapiens. – Explica Rachel com seu semblante sério. – Temo que isso esteja acontecendo novamente.

   O laboratório era escuro apenas podia-se ver a doutora Rachel em frente a uma tela cuja imagem era gerada por um projetor. Seu terno azul escuro e seu cabelo preto curto apenas alimentava sua imagem de importância. Ou de extrema arrogância. Ela falava na frente de outras três pessoas de jaleco branco.

   _Doutora, o que está sugerindo não foi provado. – Diz Michael. – Digo, não há provas de que o espécime de Neandertal foi varrido de uma só vez da face da terra.

   _A questão é de que não vemos mais nenhum deles por aqui. – Disse Rachel. – Eles sumiram, foram extintos. E é apenas uma questão de tempo até isso acontecer outra vez.

   Rachel digita algo em um notebook a sua frente fazendo com que um gráfico do Gene X apareça na enorme tela às suas costas.

    _Fazemos as pessoas acreditarem que o Gene X é algum tipo de anomalia uma doença. – Aponta Rachel para os gráficos. – Mais, a horripilante verdade, é que esse gene é o próximo salto na evolução humana. Uma mutação. A nossa falta de conhecimento sobre ele é a única barreira para a ponte entre o Homo Sapiens para o Homo Superior.

   _Doutora Rachel, o que está tentando nos dizer? – Pergunta Deniel.

   O sorriso de Rachel. Obscuro, mais sem revelar sua perversidade. É desenhado em seu rosto como uma forma de mostrar que está no controle. Voltando a digitar novamente no notebook logo à frente, a mesma abre uma série de dados sobre anomalias genéticas.

   _Como podem ver, o Gene X se distingue de outros tipos de doenças causadas por anomalias genéticas. – Explica Rachel. – Acreditamos que o Gene X modifica os organismos de um certo modo no qual leva as proporções extremas das habilidades humanas para outro patamar.

   _Então... – Deniel fica sem palavras.

   _Sim, os portadores do Gene X podem ser capazes de manifestar certas habilidades especiais que podem nos matar em um piscar de olhos. – Cruzando os braços Rachel continua. – Eles foram feitos pra isso, a natureza os fez ser assim.

   _Rachel, se isso for verdade. – Prossegue Michael. – Se essa for a lei, a ordem natural das coisas então o que vamos fazer? Porque deveremos impedir isso?

   Rachel abaixou seu queixo fazendo com que sua testa inclinasse para frente e trocasse olhares com o cientista George Feeling no final da sala. O que ela queria ela já acabara de conseguir.

   _Porque a natureza também nós fez ser assim. – Rachel anda para frente e continua. – Nós estamos dominando e conquistando outras espécies há séculos e gerações. Uma a mais não irá fazer diferença.

   Rachel fez um sinal com a mão para o Dr. Feeling, que abriu as cortinas revelando uma sala bem mais baixa, quase no subsolo do outro lado da janela, onde apenas havia uma garota entubada em uma cama de hospital para conseguir respirar.

   _E aqui está ela. – Disse Rachel enquanto se aproximava da janela. – Apresento-lhes Clarice.

   Deniel e Michael andaram até a janela para poder ver a garota do outro lado. Parecia uma garota normal, com o braço engessado e o rosto cheio de esparadrapos e curativos.

   _Não deixem a aparência humana dela os enganar. Esta jovem portadora do Gene X será a chave para descobrirmos tudo o que ainda não sabemos sobre essa nova espécie que já não podemos mais chamar de humanos. – Continua Rachel. – Entregaram essa portadora quase morrendo em minhas mãos. Ela foi ferida enquanto era cúmplice de um assalto a banco e seus parceiros a deixaram pra morrer.

   _Rachel, isso não é ilegal? – Pergunta Michael Preocupado. – Nós não precisamos de permissão pra fazer isso?

   O Dr. Feeling anda até a mesa no centro da sala e põem sobre ela um documento com o selo "Top Secret" carimbado em vermelho. – Podem ler sem pressa cavaleiros. A nossa mutante não vai a lugar algum.

   _Essa ladrazinha acha que pode roubar minha existência. – Rachel põe sua mão sobre o vidro. – Grande erro o dela. Eu vou transforma-la em meu novo rato de laboratório e conseguirei fazer com que a minha extinção, seja a sua extinção.


Notas Finais


Aqui é onde foram apresentados alguns dos "Caras Maus". Espero que tenham gostado ✌


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...