História Xadrez - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Xiumin
Tags Assassinato, Baeksoo, Kaisoo, Lemon, Romance, Suspense
Visualizações 64
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eai povo

Capítulo 1 - ONE


Fanfic / Fanfiction Xadrez - Capítulo 1 - ONE

1

Todo dia, à tarde, Kyungsoo jogava xadrez com sua avó no asilo em que a mesma vivia. Desde que tinha apenas sete anos, a d.o mais velha o ensinou a jogar, e ele sempre arrumava vinte minutos de seu dia para ir ao asilo, conversar, tomar uma xícara de chá e, claro, jogar xadrez.

Kyungsoo amava xadrez, Kyungsoo amava sua avó.

Sua mãe era uma roteirista famosa, e seu pai um médico ocupado, então quase nunca jogavam xadrez com o mais novo, se ele tivesse que apostar, diria que eles nem mesmo sabiam os nomes das peças.

Ele aprendeu muito nos últimos anos, por exemplo, sua avó lhe explicou que os cavalos são muito importantes, apesar de parecerem sem mobilidade, eles ajudam muito nos ataques. Também aprendeu que o bispo e, de novo, o cavalo são ótimas peças para abrir a defesa do adversário, então prendê-los não é uma boa jogada.

Naquela tarde em especial, o céu estava muito bonito. Kyungsoo com sua camisa branca, e seu tênis da mesma cor, olhava para cima enquanto observava o sol ir embora, e a coloração alaranjada adquirir um tom azulado, por mais que um lado do céu continuasse laranja.

Kyungsoo adorava olhar para o céu.

Pintá-lo, principalmente. Gostaria de fazer aquilo a sua vida, viver de suas pinturas, do mesmo jeito que já colocava sua vida nelas. Cada traço, cada pincelada que uma tela em branco levava de uma cor diferente, era como mágica aos olhos do menor. Algo que antes era julgado como sem conteúdo, por exemplo, uma tela em branco, se tornar uma obra-prima.

Novamente, ele pensou que isso era o que ele queria fazer com sua vida.

Agora, Kyungsoo era só uma tela em branco, uma parede sem nenhuma pichação, sem nenhuma história que tivesse orgulho para contar. Ele queria ser uma obra-prima, dar orgulho para seus pais e se tornar um pintor famoso.

Oh, espera, eu disse orgulho?

Entendi errado, pelo que parece, o d.o mais novo só queria fazer com que eles mordessem a própria língua quando tanto falaram mal de suas pinturas, quando tanto falaram mal de si, e disseram que ele nunca conseguiria sem eles e o seu precioso dinheiro.

‒Kyunggie? ‒ "Kyunggie" era o apelido que o próprio Kyungsoo criou e sua família adotou, quando o menor era uma criança não conseguia pronunciar o próprio nome, então ele se autodenominava de Kyunggie. Seus pais não sabiam de onde aquilo saiu, na verdade, ele voltou da escola falando isso e, para ele, era mais fácil do que Kyungsoo.

‒Sim, vovó? ‒ O mais novo avançou seu peão para a oitava casa da coluna da dama, posteriormente ele foi promovido a cavalo.

‒Está distraído. O que foi? ‒ Antes que ele pudesse responder, a mulher o interrompeu. ‒ Xeque mate. ‒ Ela sorri ao levantar o olhar do tabuleiro de madeira escura. Logo o mais baixo percebe que a mesma está usando um batom vermelho vinho e as unhas pintadas da mesma cor.

‒ Estou pensando em comprar meu próprio apartamento. E você? Por que está tão arrumada? ‒ Sorriu de volta, enquanto ambos arrumavam o tabuleiro sem nem mesmo olhar para seus movimentos.

‒Ah! O cara do seiscentos e vinte e oito é uma gracinha, e tem sorrido demais para mim, então resolvi ficar pronta, né? ‒ Kyungsoo deixou escapar uma risada alta, fazendo com que algumas pessoas que estavam ao  redor mirassem seus olhos para o garoto de cabelos escuros e blusa branca. ‒Kyunggie! Não ria! Quando se apaixonar por uma moça bonita, vai querer estar sempre mimando ela, vai ficar se arrumando por horas e acredite, até se você pintou a unha e passou batom vai passar a importar! ‒ Moça bonita. É, os pais de Kyungsoo não sabiam da opção sexual do mesmo, mas não importava, não é? ‒ Kyunggie, você vai me contar que é gay antes de eu morrer ou... ‒ O d.o mais novo arregalou os olhos, encarando sua avó atônito. ‒ Ah, não pode estar tão surpreso assim, era óbvio, você faz cara de nojo sempre que eu falo nisso. ‒ a mulher sorriu para si. ‒ Não se preocupe, se eu tivesse saído da mesma vagina que você, também teria nojo até da minha. ‒ Kyungsoo arregalou os olhos duas vezes mais, o suor começando a escorrer de sua testa. Se seus pais descobrissem... ‒ Eu não vou contar, bebê. Jogamos outra partida depois? Meu corpo dói. ‒ O mais novo assentiu, sem deixar de soltar um suspiro aliviado, logo se levantando para ajudar a mais velha.

***

Kyungsoo trabalhava como tenente na polícia de Seul, sendo o mais novo tenente da cidade, o garoto atraía muitos olhares de admiração para si; contudo, ele nunca realmente amou seu trabalho, o fazia porque não trabalhar e viver na casa de seus pais o fazia se sentir prescindível, com o tempo, ele acabou descobrindo que era bom, frio e calculista, não se importava em ver cadáveres como ganha-pão.

‒D.o ‒ seu chefe disse, se sentando em frente a si. ‒ tenho um caso para você.

Kyungsoo tirou seus olhos do ecrã aberto no arquivo de seu último caso, que foi há mais ou menos um mês e meio, tinha que ter a certeza de que não deixou nada passar despercebido.

‒ O quê? ‒ O menor disse ao se deparar com fotos de uma mulher loira, provavelmente americana na fixa marrom que seu chefe colocou em sua mesa. A mulher não tinha nenhum traço asiático e o sangue que saía de seu nariz se estendia até sua boca, seu pescoço tinha claras marcas roxas de estrangulamento. ‒ Por que eu? ‒ Seu chefe franziu o cenho, lhe encarando desacreditado antes de aumentar o tom de voz.

‒ Porque eu sou seu chefe, e se eu digo que quero você e o pirralho de proteção aos turistas nisso, você e o pirralho de proteção aos turistas estarão nisso. Ouviu? ‒ Kyungsoo bufou, antes de concordar com a cabeça e redirecionar seus olhos ao ecrã novamente. Entretanto, ao analisar o que lhe foi dito novamente, uma dúvida lhe assombrou. ‒ Eu vou ser a única pessoa a investigar, não é? Por favor, diga que não enviaram outra pessoa pra ficar na minha cola... ‒ O superior do d.o riu, antes de fazer que sim com a cabeça e se levantar da cadeira, indo em passos lentos até sua sala.

Kyungsoo suspirou, antes de abrir a fixa do seu novo caso, ao mesmo tempo que esperava pelo seu novo parceiro.

Argh, iria ser uma longa tarde.

Kyungsoo digitava freneticamente no teclado preto, sem nem mesmo olhar para baixo. Preenchia os campos referentes a seu nome e sua senha, enquanto acessava a página referente ao caso. Somente os responsáveis pelo mesmo poderiam acessá-lo, então provavelmente seu parceiro também já teria visto as fotos do local que deveriam ir.

O mais novo estava nas nuvens, sem prestar atenção ao seu redor, absorvido pelas manchas roxas que marcavam o pescoço da mulher loira. Seu vestido vermelho estava amassado, e um dos saltos pretos havia quebrado.

Kyungsoo usou o zoom para aproximar a imagem das manchas no pescoço da mulher, e estava próximo a saber se a pessoa que a estrangulou tinha as unhas grandes como as de uma mulher, grandes o suficiente para perfurar a pele, mas uma voz atrás de si  ressoou pelos ouvidos do d.o.

‒Oi! Eu sou do departamento de proteção ao turista, meu nome é Kim Jongin. Espero que possamos ser amigos durante o tempo que temos para resolver o caso da Sra. Carter. ‒ Jongin sorriu, estendendo sua mão para o mais velho, que lhe olhava de forma melancólica e irritadiça.

‒Não tenho interesse nenhum em conhecer você, ou ser seu amigo, então vamos resolver isso o mais rápido possível, sua felicidade me irrita. ‒ Jongin riu, antes de bater a mão que antes estava estendida com força em sua testa, o barulho característico de um tapa estridente pela delegacia um tanto quanto vazia.

‒Você é engraçado! Até parece que... ‒ O mais novo parou de falar ao perceber o olhar furioso que o mais baixo lhe lançava. ‒ Ah... você estava falando sério... hm... Qual seu nome mesmo? ‒ Jongin abaixou a cabeça em vergonha.

‒D.o. D.o Kyungsoo, Kim Jongin.

‒Ah! Pode me chamar de Jongin, ou Kai, é um apelido que meus amigos inventaram e...

‒Eu não sou seu amigo, Jongin. Vamos a cena do crime agora, e você vai ficar quietinho, tá?

‒ Não. Sou um tenente, assim como você, meu trabalho é resolver esse tipo de coisa, não ficar quietinho.

Kyungsoo bufou e se irritou pela resposta do mais novo, se levantando da cadeira e pegando as chaves do carro da polícia.

21:34, Norte de Seul

Vinte minutos depois, o D.o e o Kim estavam no hotel onde o homicídio aconteceu, descendo do carro na chuva que banhava as casas iluminadas na noite fria de Seul.

A lama sujava os tênis de ambos os tenentes, que se abaixavam para passar debaixo da fita de plástico amarela da polícia, que dizia "não atravesse". Alguns curiosos se amontoavam ao redor do hotel para descobrir o que estava havendo, mas a polícia os afastava.

Ao adentrar o hotel, Kyungsoo pôde perceber que algumas luzes estavam falhas e as câmeras não estavam ligadas.

‒Uma falha? ‒ o d.o mais baixo presumiu.

‒Não, se fosse, todas as câmeras teriam sido desligadas, não apenas as que mostram a porta de entrada, o saguão e o corredor dos quartos.

‒Então, ou o assassino deu um jeito de hackear o sistema, ou...

‒ Ou hotel tem algo a ver com isso. ‒ Jongin disse, andando até a escadaria que levaria ao sistema de segurança. ‒ Você vem? 



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