História Xenofobia - Capítulo 10


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Categorias Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Personagens Judy Hopps, Nick Wilde
Tags Nick & Judy
Visualizações 157
Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


(Agora que eles vão ser uma família e não tem jeito, nada mais justo que casar. Mas como? Pra casar tem que contar pra muita gente! Kkkk borá pra as encrencas? Calma que pra n confundir eu vou por um problema por vez ^_^ ei. Vc pode dar pitako em. Bjs Ps: to feliz pq fiz um novo amigo graças a essa fick \o/ N é todo dia né? deixa eu ser boba em paz kkk)

Capítulo 10 - Família? Casamento?


Fanfic / Fanfiction Xenofobia - Capítulo 10 - Família? Casamento?

Engoli seco.

Como ela me conta isso assim deste jeito?
 

Tudo bem... acho que não tinha outro jeito dela me contar. Eu estava louco atrás destas respostas mesmo, e queria elas o quanto antes.
Puxei as folhas das patinhas dela, e ela apenas riu da minha afobação toda.

O que não deu em muita coisa, já que os termos ali eram impossíveis de serem compreendidos. ---- Não é possível... Ele inventou essas palavras todas né? ---- me senti um verdadeiro analfabeto. E ai me lembrei que tinha um celular internet e como pesquisar o significado de cada coisa que eu não entendia ali.            Quer dizer... O texto todo quase!

Serio.

Acho que nunca me senti tão burro na minha vida.

Eu não era um gênio mas... Sempre fui considerado mito inteligente e sabido; a verdade é que fazia um bom tempo que não me sentia desafiado assim

 

Paramos o carro em uma praça e me foquei em tentar traduzir aquilo.

Acho que nunca me empenhei tanto na vida em ler alguma coisa quanto aqueles papeis.
 

---- Nick... ---- ela me chama com um tom que eu conhecia bem já. Era um misto de dengo com raiva e medo. Era como se ela já conseguisse prever que este papo era tenso e iríamos brigar... mas era um papo necessário. Então respirei fundo para agüentar o que vinha. ---- É que nós temos que falar serio sobre isso agora.

---- Eu sei. ---- engoli o café de atravessado. Não dava pra fugir como eu fazia com toda encrenca que me metia. Tava na hora de realmente virar um cara responsável... Quem diria. E eu achando que ela já tinha me mudado muito na primeira vez. ---- Você... que ser casar comigo? ---- falei assim mesmo, completamente no meio da frase e ela me olhou tão irritada e desapontando que ate me deu medo.
Ela tinha se esquecido que acabou de me dar uma mega noticia como se não fosse nada de mais?

                                                                                           Eu quase enfartei!
 

Acho que esperava mais.

Um pedido fofo ou algo assim.
Mas este é o meu jeito horas!                      Ela não podia esperar que eu mudasse tanto assim.
 

Me ajeitei no banco. Pus o capo no porta copos, e as folhas no porta luvas ao lado dela e a olhei nos olhos. ---- Eu não vou conseguir fazer uma declaração melhor que aquela desesperada por mensagem. ---- fui franco e ela tentou não rir, por que sabia que era verdade, mas ainda continuava desapontada. ---- Eu te amo. Não é só isso que importa no fim? Não como eu falo ou peso pra passarmos o resto da vida juntos enfrentando essa barra? Por que você sabe que não vai ser nada fácil. ---- volto a sentar no banco e ponho o sinto para sair com o carro. Assim eu sabia que ela não iria gritar comigo. ---- Afinal... quando eu descobri que era meu, e me senti um lixo. Por causa de como te tratei e tau... ---- minha cabeça divagava tanto que sentia que o meu discurso não fazia o menor sentido, só que eu não conseguia mais arrumar meus pensamentos. Eles estava correndo atrás dos cinco filhotinhos. ---- ...Acabei ligando sem querer pra minha mãe e... Bem ela ta vindo não tem jeito e quer te conhecer.


*~*~* ~*~*

 

Ele estava revidando?

Só por que eu contei que eram cinco crianças sem fazer cerimonia.               Eu não sei se não era, mas estava parecendo muito mesmo.
Que grande...       CRETINO!
 

Não que eu sonhasse que o raposo ali iria se tornar um cãozinho meigo e dengoso da noite para o dia... Mas acho que toda garota sonha não é mesmo?

Custava muito ele falar pelo menos de um jeito legal? Que pedido de casamento mais... Gya! Parecia que ele tava me pedindo para passar um guardanapo!    Gyaaaaaaaaaa! Que ódio!
Ele só fez cagada, e claro que eu estava esperando que ele me pedisse afinal estava grávida dele. Achei que ele fosse se redimira já que parecia estar se sentindo mal pelo que me faz passar e como me tratou.              Mas não...                Cagou e andou novamente para os meus sentimentos.

                                           É assim que seria se eu disser sim?
 

Me calei o resto da viajem.

Sabia que se começasse a falar iriamos brigar.
Tanto que já remoía na minha cabeça tudo o que ele iria dizer. Ao fim do dia minha mandíbula doía de tanto que apertei os dentes para não começar o assunto. Respondia o mínimo: sim e não, e seguia com meus pensamentos; encenando um debate.


*~*~* ~*~*

Mas eu não dava uma dentro?

Ela tinha ficado muito puta...             A coelhinha meiga e delicada apertava os dentinhos como se fossem presas, parecia mais predadora que eu.

Ela estava com raiva.                                                                   Com muita raiva.

Claramente ela estava esperando eu a pedir em casamento, e eu fiz... Só que do modo mais seco e logico sem nenhum amor ou fofura.
Eu tinha que ter usado isso pra me redimir pelos meus atos anteriores. Mas fiz o contrario. Dei mais uma martelado do dedo do pé.
 

Ela nem sequer falava comigo.

Passou o dia bufando e revirando os olhos, nem escondia toda sua raiva. Quando falava e se falava era um Sim ou um Não bem áspero e cheio de arame farpado; e eu não conseguia pensar um jeito de pedir desculpas por der magoado seus sentimentos...               Tantas vezes.
 

Caramba... eu era um bosta. Não conseguia parar de ser um merda e fazer ela se sentir mal.

Tratei algo que eu sabia que era especial para ela como trivial, e pior... Com a situação ainda era algo quase que obrigatório, tirando de vez todo o romance.

Eu podia ter mandado um: -- Sei que temos como obrigação, mas é algo que eu quero muito. Que eu fiquei sonhando desde aquele nosso primeiro beijo.
Mas não.

Eu nunca era fofo ou meigo com ela. Apenas pensava e deixava o assunto dentro da minha cabeça onde ela nunca poderia ver.

                                                                       Eu simplesmente não conseguia me expressar!
 

Ao fim do dia eu queria que ela gritasse comigo que brigasse de uma vez, que despejasse tudo o que estava sentido toda a sua frustração; que brigássemos de uma vez e quem sabe assim eu conseguisse expor o que sinto.                  O que estava travado aqui dentro de mim...
Por que as mulheres tinham esta mania de agir assim?                     Por que guardar e remoer? Por que não falam logo!

                                          Voltei pra casa com dor de estomago.

Essa situação toda com ela estava acabando comigo; se eu começasse a ter queda de pelos nem ia achar estranho.

Mas eu mal pus os pés em casa tive de sair voando. Não sei se foi por um bom motivo ou um ruim, isso deixo pra você decidir por que eu já nem estava conseguindo pensar nisso. Juro. Minha cabeça ainda estava nos Cinco bebes e nela P da vida comigo.

Eu não ia saber ser um bom pai. Igual não estava sabendo como ser um bom namorado. Eu era péssimo nisso!
 

Cheguei à estação e aquela visão me deu sentimentos mistos, por um lado quis correr ate ela e a apertar como se fosse um urso, mas no mesmo momento queria correr na direção oposta o mais rápido que eu podia como um servo.

---- Como você esta? ---- acabei sendo o mais formal possível; e ela sorriu sem graça.

---- Muito bem. Foi uma boa viajem. ---- responde sorrindo e eu pego suas malas. ---- Estou tão feliz em ver sua mudança. Todos dizem que você é um exemplo para muitos. Que destrói o argumento de qualquer um que fale mal das raposas.

Fiquei sem graça com ela.

Ela era minha mãe. Estava cheia de orgulho de mim e eu me sentindo um lixo; ela não parava de me elogiar o caminho todo e eu só conseguia pensar o quão medíocre eu era e como ia a decepcionar.

E pra piorar ela não parava de endeusar a Judy, e dizer que estava louca para a conhecer pessoalmente; e eu morria com isso. Como eu ia contar que a garota que ela tanto admirava foi à moça que eu me apaixonei e que fiz tanta coisa errada.       Como?            Me diz!

---- Então... ---- indagou ela querendo que eu desse inicio ao assunto de uma vez por todas. E aquela dor de estomago piora, subindo para um laço no pescoço. Voltei a me lembrar do desespero que foi sentir que a perdi e voltei a temer perde-la.

---- Bem... ---- eu disse me remoendo por dentro sem saber bem como me expressar. Mas ela era minha mãe... já me conhecia muito bem. Me olhou com aqueles olhos que só uma mãe tem e eu consegui me acalmar imediatamente. ---- Vamos aos poucos. Eu te contei que... Comecei a gostar de uma garota. Não é? Então... Nos estávamos juntos e... ---- ficava sem graça em contar certos “problemas” a ela e senti que tinha virado um pimentão e ela apenas deu um riso meigo de quem acha algo fofo. ---- Tudo bem eu não sou mais criança. Você sabe. Eu não vou dizer. ---- me revoltei um pouco, mas isso só fez com que o sorriso dela abrisse ainda mais e eu acabei rindo um pouco junto. ---- Bem... falando serio. ---- era incrível como ela tinha conseguido me acalmar com tão pouco. Isso era magia de mãe? Será que a Judy iria ganhar este poder? ---- Acontece que... Bem... O jeito que eu descobri... Eu... Eu meio que surtei.

---- Eu não estou entendendo nada. ---- diz calma ao sorver um gole e logo parece que a fixa dela cai e seus olhos se arregalam.

Eu não sabia onde enfiar a minha cara então pequei um jornal mesmo sem me importar de ele estar de ponta cabeça ou não.
Eu só queria esconder a cara.

---- F-filho... É isso? Eu vou ser avó? ---- o tom dela não me fez saber se era de alegria ou espanto. E eu estava sem coragem de olhar.


*~*~* ~*~*

Eu estava com tanta raiva que nem um bom banho quente me fez acalmar.

Sabia que todo aquele sentimento só ia me fazer mal, mas eu não conseguia parar de rosnar. Por sorte minhas irmãs tinham saído à noite para alguma bobeira. Afinal éramos moças de campo e a cidade grande assim tinha muita coisa para se ver e elas tinham todo o direito de se divertir um pouco, não tinham de ficar de baba/enfermeira em cima de mim direto. Eu já estava me sentindo bem melhor.

Sai do banho e pensei em fazer um chá pra ver se me acalmava, afinal estava com medo de tomar qualquer coisa que fosse prejudicial aos bebes. Mas logo uma firme batida na porta me cobra atenção. Primeiro achei ser ele, pelo modo de bater, mas logo notei que não tinha tanta força e estava mais pra baixo.

Caminhei ate a porta ansiosa com o copo quente ainda na mão e a abri dando de cara com uma raposa avermelhada com leves detalhes platinados da idade que a davam um ar fino e elegante.
Gelei.

---- V-você é a mãe do... ---- eu tremi como meus antepassados tremiam em frente a raposas. Mas ela não me deixou terminar e logo invadiu minha casa me dando um gotoso abraço.
Fiquei tão confusa que nem reagi.

---- Rápido. Feche a porta. ---- ela disse autoritária e meiga ao ir ate meu sofá e se sentar confortavelmente. E eu fiquei ali olhando ela sem saber como reagir a tudo. ----- Você é Judy certo? Estava morrendo para te conhecer. Li tudo nos jornais! ---- ela fala feliz e eu me alegro, uma alegria estranha e confortável. Então entrego a ela uma xícara vazia e ponho um pouco de água quente para que pudesse mergulhar o sache de chá que estava sobre a mesa. ---- Você é uma garota incrível sabia. ---- ela fala honesta me olhando fundo nos olhos, olhos da mesma cor que os dele. E eu nem sinto o gosto do chá. ---- É serio. A força que você tem, não se vê em mais nenhum lugar. E... eu espero;          que você transmita isso a estas crianças.

O jeito que ela falou eu já pude sentir.

Foi um misto de orgulho e temor.
 

Era claro que ela realmente gostava de mim, mas não como mãe dos netos dela.


Notas Finais


(Já q esta semana foi dia das mães foi uma homenagem ai. No prox cap vou ver se consigo por a família da Judy ok? Ah! N esqueci de vc não Blogbi ^_^)


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