História Xeque-mate - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hidan, Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Policial, Sasusaku, Serial Killer
Visualizações 280
Palavras 2.968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei porque eu estou muito empolgada com a fanfic (moonface)
Fiquei super feliz com a recepção de vocês e agradeço desde já.
Adianto que a parte em itálico serão os flashbacks. Optei por trabalhar assim, o passado e o presente juntos, conforme a estória for desenrolando. O que acham? Espero que gostem
Boa Leitura!

Capítulo 2 - Resistência


Fanfic / Fanfiction Xeque-mate - Capítulo 2 - Resistência

 

Dia 02 de fevereiro de 2009

Quântico, 02:01 p.m.

 

― Parabéns ― a diretora assistente, Tsunade Senju, encarregada dos trainees na Academia do FBI, começava seu discurso de boas-vindas. ― Se estão aqui hoje é porque passaram para a próxima fase ― a mulher trazia o cabelo loiro preso e um decote comportado que, ainda assim, exibia seu peito avantajado de dar inveja.

― Qual é! ― um recruta cochichou ao lado de Sakura, os cabelos negros curtos e a pele branca como se nunca desfrutasse do sol. ― Ela não poderia ser apenas a mulher mais poderosa aqui dentro? ― reclamou segurando o próprio peito com as duas mãos, fazendo com que os colegas ao seu redor rissem disfarçadamente. Tsunade é a personificação do feminino em um mundo completamente masculino.

― Embora isso não signifique ― ela continuou do palco. ― Que permanecerão para próxima. ― assustou-os. ― É precário o estado da América. Existem ameaças mais do que nunca e elas não advém somente de organizações ou grupos extremistas; vem, inclusive, do nosso próprio quintal. Um senhor que morou na casa ao lado da que você cresceu, um caso de uma única noite, talvez até alguém de sua família.

“Todos vocês se inscreveram aqui por um motivo, com um propósito, mas acima de tudo, vocês estão aqui para proteger seu país contra essas ameaças. Por isso volto a dizer: seus ideais e suas pontuações nos testes os trouxeram até aqui, contudo eles não serão suficientes para mantê-los na briga. A academia do FBI é o campo de treinamento mais árduo e a escola de pós-graduação mais difícil. Tudo isso em uma só. Aqui não é a faculdade, não se enganem. Aqui é vida ou morte. Sejam bem-vindos!” ― finalizou.

― Na saída receberão seus uniformes ― o homem de cabelos brancos penteados para trás, que estava ao lado de Tsunade, tomou a palavra depois que as palmas cessaram. Trazia pendurado no peito por um cordão a estela de Davi. ― Seguirão para seus dormitórios e terão uma hora para se instalarem ― Era o Agente Especial Hidan Jashin, que como forma de advertência, foi designado para treinar a nova classe de NAEs, Novos Agentes Estagiários ― Nos vemos no campo de treinamento, estagiários.

Os dormitórios não eram separados por gênero, ficavam no mesmo corredor, bem como os lavatórios, embora as duplas deveriam ser formadas por pessoas do mesmo sexo. Um conjunto em série, alternando entre um dormitório e um banheiro com duas portas de entrada, dando acesso pelos dois lados, porém de cômodos distintos. Os uniformes traziam as mesmas cores para todos, uma calça cargo azul marinho e uma camiseta branca para fazer o conjunto.

Esta era a primeira fase do treinamento, conforme as etapas fossem sendo deixadas para trás as cores dos uniformes iam alterando-se, para diferenciar as novas turmas, das mais antigas.

― Isso quer dizer que somos todos iguais? ― uma loira platinada de cabelos longos perguntou de forma retórica ao entrar no quarto em que Sakura arrumava suas coisas, referindo-se ao uniforme em suas mãos. ― Posso ficar aqui? ― desta vez esperava uma resposta. ― Todos os outros já estão lotados ― explicou apontando o corredor atrás de si.

― Claro! ― Sakura respondeu ao continuar arrumando seu lençol no colchão.

― Ino Yamanaka ― ela estendeu a mão, apresentando-se, logo após largar seus pertences no leito vago. Entre as camas existia uma janela, esta que dava visão ao pátio.

― Sakura Haruno ― retribuiu o cumprimento.

― Eu simplesmente, não consigo parar de olhar ― o mesmo menino pálido de antes entrou no quarto, sem permissão uma vez que a porta estava aberta, escorando-se no batente da porta, também aberta, do banheiro, olhando para o cômodo ao lado. Ino e Sakura seguiram o seu olhar e concordaram no mesmo instante.

― Eu, na verdade, não quero parar ― Ino respondeu, atrevida. Os três observavam um dos colegas. O homem era alto, cabelos desgrenhados e negros igualmente aos olhos, brilhantes e divertidos, cercados por cílios extensos. Tanta glória parada na frente deles apenas com uma toalha enrolada no quadril. Abdômen, ombros, bíceps, tríceps, seis gominhos. Tudo funcionando muito bem ali. Tudo irritantemente perfeito, uniformemente desenhado.

Suas sobrancelhas pretas arqueadas e um sorriso perverso curvado sobre os lábios cheios e lascivos enquanto conversava com alguém que encontrava-se escondido de seus olhares. Ele mostrou os dentes brancos e retos quando pegou os três no flagra. Encarou cada um, mas demorou-se um pouco mais naquela que trazia olhos grandes e esmeraldinos. Foi um daqueles sorrisos mágicos antes de acabar com a festa e fechar a porta.

― Qual a regra número um? Acho que não me lembro mais ― a loira suspirou.

― Só está faltando as asas brancas nesse anjo caído ― o jovem comentou quando a diversão acabou. ― A propósito ― virou-se para as colegas. ― Sou Sai ― sorriu a ponto de seus olhos se fecharem. ― Com certeza será difícil seguir essa ordem de não se envolver com ninguém ― deu de ombros. ― Ainda mais quando a tentação está no quarto ao lado, a duas portas de distância ― riu.

― Provavelmente é algum tipo de teste ― Sakura comentou.

― Se estiver certa... ― Ino sentou-se na própria cama. ― Eu já falhei.

 

 

Dia 07 de agosto de 2018

Nova York, 11:02 a.m.

 

― Quem ela pensa que é? ― Sasuke praguejava ao entrar no táxi.

― Ela vai voltar atrás, você verá ― Naruto tentava acalmá-lo, embora soubesse que era em vão. Desatava o nó da gravata que estava o incomodando. Suava como um cachorro.

― Claro! ― aquilo enfureceu-o mais ainda. ― Enquanto ela fica presa a esse orgulho bobo em não querer me ajudar, inocentes morrem ― a perna continuava a balançar de nervosismo, as mangas da camiseta preta colada sendo puxadas para cima com brusquidão. ― O ar está ligado? ― pediu ao taxista, este que diminuiu a temperatura. O verão estava terrível aquele ano.

― Talvez não seja apenas isso... você sabe ― deu de ombros ao escorar a cabeça no vidro e observar a paisagem que passava como um borrão aos seus olhos ao passo que o veículo seguia para o aeroporto e as memórias preenchiam seus pensamentos, assim como os do Uchiha. As buzinas pareciam murmúrios perto do volume das memórias que gritavam em suas mentes.

Os dois dividiam o mesmo dormitório nos tempos da academia. Tornaram-se amigos e depois parceiros de trabalho. Sempre juntos, eles sabiam de cada detalhe da vida um do outro. Naruto Uzumaki era a ovelha negra de uma família com um legado dentro do FBI. Ele foi para Quântico com muito a provar, como um último aviso de seu pai, diretor-adjunto, de que aquela era sua última chance.

Cheio de inseguranças e honestidade, era de uma arrogância só com todos, além de ser o palhaço da classe. Naruto era tão engraçado quanto frustrante. Engraçado pensar que Sasuke o ajudara. No começo eles discutiam, o Uzumaki não aceitava ser repreendido por alguém do mesmo nível que o seu. Mas aos poucos precisou aceitar a ajuda do colega e mudar quando seu coração foi fisgado por sua atual esposa.

― Isso foi a muito tempo ― sua fala saiu quase como um muxoxo.

― Não entendo, por que está tão nervoso? ― o loiro perguntou, não tão inocente quanto pareceu. Talvez já soubesse a resposta, talvez só quisesse ouvir da boca do próprio amigo e companheiro de trabalho. Esta que não veio. ― Ela está bonita ― comentou, todavia o silêncio do moreno perpetuou.

Sim, ela estava linda, mais do que nunca. Sasuke estava nervoso, sim, ainda que quisesse acreditar que não por reencontrar Sakura. Tudo bem, talvez um pouco. A quem queria enganar? Deveria estar feliz de vê-la bem... muito bem. Dona de um sorriso estonteante e um humor sarcástico, ela ainda conseguia o provocar, mesmo depois de tanto tempo. Porém, sem querer, a culpa o consumia. A ideia de que tudo poderia ter sido diferente o corroía por dentro, como ácido ao ser ingerido em um suicídio doloroso.

Ele era jovem e egoísta, e hoje sabe que não existem desculpas para o que fez. Quisera acreditar por anos nas suas explicações para os fatos, mas não conseguiu se convencer, quiçá aquela que as escutou.

― Eu não tive escolha ― lembrava de suas palavras. Não poderia culpá-la. Todos sempre temos uma escolha. Muitos dizem que se repetirmos uma mentira incontáveis vezes, ela torna-se realidade. Besteira! É somente uma forma de nos enganarmos, enganar aqueles que amamos.

Um pouco também por experimentar, novamente, a rejeição daquela que lhe era tão devota em outros tempos. Aquela que merecia sua proteção e não obteve quando precisou. Por ajudá-lo. Por amá-lo. Traiu sua confiança e acabou com sua vida para promover-se. E agora percebia que talvez, mas só talvez, não tinha valido a pena.  Ela sempre fora boa em ler as pessoas instantaneamente, o que sempre tornou difícil para ela confiar em alguém. E quando confiou...

Revivia tudo isso porque estava sem saída; não havia mais a quem recorrer. Sakura formou-se como a melhor profiler daquela turma e até hoje ninguém conseguira a superar. Talento desperdiçado pelo FBI por puro capricho de ensinar, aos que vieram atrás dela, e até mesmo os antigos, que: manda quem pode, obedece quem tem juízo; Nem mesmo um dos órgãos federais mais importantes do país estava livre da corrupção, da dança que a política queria que eles dançassem.

 Um serial killer estava à solta em Chicago e após três meses de investigação ele não possuía um maldito suspeito. Um maldito bastardo para culpar e jogar atrás das grades; dar conforto a família das vítimas. De longe estava perto de encontrar. Três jovens mortas, estranguladas por um sádico. Violadas dentro de sua própria casa, onde sentiam-se seguras dos males que o mundo exterior oferece. Forçadas a saciar um psicopata e suas fantasias repulsivas, tendo suas vidas interrompidas por um lunático que não conseguiu dominar seus desejos e fetiches doentios.

― Agente Uchiha ― Sasuke atendeu o celular que a poucos minutos vibrava em seu bolso e sua expressão endureceu. ― Estamos a caminho ― respondeu.

― Quem era?

― Ino ― guardou o aparelho. ― Acharam mais um corpo.

― O que faremos? ― Naruto perguntou.

― Eu não sei.

 

 

Dia 07 de agosto de 2018

Nova York, 7:53 p.m.

 

I hate everything about you... ― a música tocava alto no apartamento da Haruno. Eu odeio tudo sobre você.Why do I love you? ― e a mesma cantava como se sua vida dependesse daquilo, enquanto a faca afiada em sua mão cortava o frango segurado pela outra na tábua de madeira. Por que eu te amo? A música do Three Days Grace representava tudo o que ela sentia no momento, como se feita para ela mesma.

― OOH! ― Sai entrava, cumprimentando ela aos berros e indo em direção ao aparelho de som e abaixando o volume. ― O que está acontecendo aqui? ― perguntou, largando as sacolas das compras na bancada a frente de Sakura.

― Nada! ― ela fingiu que nada fosse, largando a carne e esvaziando mais uma taça de vinho em um só gole, voltando a seu afazer.

― Ok! ― ele sentou-se na banqueta, entrelaçou os dedos em cima da superfície lisa de granito creme com veios cinzas e encarou-a. ― Desembucha, amor ― Sai a conhecia a anos, inseparáveis desde a academia. Foi o primeiro recruta abertamente gay de Quântico e ela nunca importou-se com isso, tratando-o sempre como igual. Devia muito a ela e sabia muito bem quando as coisas não estavam de acordo.

Quando a expulsaram, foi como se um buraco se abrisse aos seus pés. Sakura era aquela que lhe dava sustento quando queria desistir, quando queria abandonar tudo e seguir por outros caminhos. Se não fosse por ela e pelas coisas que fez, ele não poderia fazer ideia da onde estaria agora.

Talvez, voltado a ser garoto de programa... Tal fato pareceu que foi em outra vida. Voltado a vida depravada e sem dignidade que possuía antes. Seu comportamento calmo e agradável não levantou suspeitos de seus segredos mais obscuros. E mesmo assim, quando foram descobertos ela não o afastou, muito menos julgou. Apenas ficou do seu lado, como um bom amigo faria. Então, na primeira oportunidade conseguiu uma transferência para o escritório de Nova York, apenas para tê-la por perto.

― Você sabe quem teve a coragem de aparecer na universidade hoje? ― ela apontava a lâmina afiada para o amigo. ― Claro que sabe ― afirmou.

― Não faço a mínima ideia ― respondeu como se nada soubesse. Na verdade, soube por um amigo em comum de Chicago que os dois, Sasuke e Naruto, estavam para chegar.

Quando as notícias sobre o Enxadrista, nome dado ao assassino devido a sua assinatura de deixar uma peça de xadrez na cena do crime, começaram a aparecer, ele imaginou que precisariam dela e compreendia que este dia chegaria, porém não tão rápido. A cada novo fato, menos evidências de quem poderia ser o louco por trás dos ataques e somente Sakura Haruno para entrar na mente nefanda de um ser repulsivo desses e descobrir sua identidade.

― Não se faça, sua biscate dos infernos ― Sakura voltou a maltratar o frango como se quisesse o matar novamente.

― Ei! ― ele protestou. ― O pobre bicho já está morto.

― Morto ficará você se não me disser o que sabe ― mais uma vez balançou a ponta afiada em direção ao pescoço do amigo.

― Eu não sei de nada ― insistiu na resposta.

― Então por que está aqui? Não deveria estar na sua aula de balé? ― largou a faca e agarrou o litro de vinho, bebendo do próprio bico.

― Zumba, Sakura, é zumba ― suspirou, retirando da sacola, que a pouco abandonara, outro litro de vinho. ― Achei que Sasuke Uchiha era passado ― deu de ombros despreocupado.

― Eu também ― Sakura soltou o ar, derrotada, escorando-se na pia. ― Eu também ― repetiu mais para si do que qualquer outra coisa. ― Eu o odeio ― gritou. ― Eu me odeio. Desgraçado! Foi só o olhar para toda aquela perfeição maldita sob aquela camiseta preta sexy e a porcaria daquele sorriso e tudo o que ele representa e eu desmoronei.

― Ele percebeu? ― estava curioso sobre o encontro.

― Não, não percebeu ― respirou fundo e lavou as mãos na água fria, para logo depois jogar um pouco no rosto. ― Pelo menos uma coisa que aprendi foi a não demonstrar meus sentimentos, a menos que eu queira.

― Quanta honra em conhece-los ― Sai provocou. Provavelmente ele era o único em quem Sakura confiava, ainda mais para falar de seus medos e anseios.

― Vamos pedir alguma coisa? ― observou o frango destroçado a sua frente.

― Totalmente de acordo ― ele girou na banqueta com as taças e o vinho em mãos levantando e indo para o sofá.

― Quem te avisou? ― ele perguntou, sentando-se ao lado dele.

― Ino ― enchia as duas taças.

― Vadia loira! ― resmungou.

― O que vai fazer?

― Nada, não vou fazer nada ― bicou o líquido há instante lhe entregue.

― Como assim? ― Sai ficou perplexo. ― Eles precisam de você, aquelas moças inocentes...

― Por favor ― ela o interrompeu. ― Você não!

― Sakura, eu sou seu amigo e preciso te dizer a verdade ― ajeitava-se de modo a ficar de frente para ela. ― Você não pode deixar isso ― apontou para ela. ― Seja lá o que isso for, ou os motivos que já ficaram para trás afetar seu discernimento. Pessoas vão continuar morrendo se não deixar essa vingança de lado.

― Não é vingança...

― Não? Pois é bem o que parece.

― Você não entende.

― Então me explique ― Sai insistiu. Sakura respirou fundo e seus olhos pareciam perdidos em algum ponto da história.

― Eu perdi uma vida lá dentro e eles me descartaram por capricho, por motivos banais e agora eles batem na minha porta como se nada acontecera e pedem minha ajuda?

― Você precisa perdoar ― ele largou a taça de lado, na mesa de centro, apanhando a dela e fazendo o mesmo, para segurar as suas mãos delicadas.

― Eles não me pediram perdão ― lembrou-se que não houve um ‘sinto muito’, apenas um ‘eu não tive escolha’.

― Perdoe, mas perdoe por você e não por eles.

― Não sei se eu consigo ― seu olhar vagou pela sacada e algo a incomodou. Levantou de supetão, abrindo a porta de vidro com brusquidão, o vento gelado batendo em seu rosto, apesar das altas temperaturas daquele verão. A lua brilhava cheia no céu, iluminando até mesmo o beco mais escuro. Sobre o parapeito havia alguma coisa, uma pequena coisa.

― Sakura, o que foi? ― Sai gritou de dentro.

O pequeno objeto a desestabilizou e ela precisou segurar-se quando percebeu o que aquilo significava. Era uma peça, mas não uma simples peça. Uma peça de xadrez, mais exatamente a rainha branca. Olhou para a rua de cima, não vendo ninguém. Varreu cada canto que pudesse enxergar, mas nada foi descoberto. Desejou do fundo do coração que aquilo fosse uma mentira. Uma baita brincadeira de mal gosto, porém seus instintos falavam outra coisa.

― Sakura, o que foi? ― ele chegava atrás dela, preocupado.

― Acho que agora... ― ela virou-se, fitando os olhos negros do amigo que ficara mais pálido do que o normal quando visualizou o que ela possuía entre os dedos finos e longos, as unhas, como sempre, pintadas de preto. ― Eu é que não tenho escolha.

 

 



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