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História Xeque-mate - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem, é apenas algo pra passar o tempo.

Capítulo 1 - A rainha avança.


Fanfic / Fanfiction Xeque-mate - Capítulo 1 - A rainha avança.

“ Xeque “

Ela moveu a peça pelo tabuleiro, De um jeito gracioso, os dedos com unhas curtas e ela com aquela expressão serena no rosto, Suspirei soltando a fumaça do cigarro, Os olhos percorreram o uniforme devidamente no lugar, O moreno suspirou movendo sua peça.

- Você está ficando muito boa no xadrez Hawkeye. – Disse então vendo ela pensar no movimento, Movendo novamente o bispo, Os cabelos dela se soltando levemente da presilha e vendo ela despretensiosamente colocando atrás da orelha. – Não quer falar sobre nossa noite?

- Foi apenas sexo. – A mulher disse, por mais seguro que fosse a forma que ela havia dito aquilo mexeu com a mente dele que soltou um leve pigarro descontente.

- Só sexo... – Ele repetiu as palavras com leve amargura, As lembranças voltando como que pra diminuir o impacto das palavras ditas, Talvez ela estivesse certa, muita coisa aconteceu aquela noite... E não fora apenas sexo.

Ele adentrou aquele lugar mal iluminado, os homens ao redor das pequenas mesas jogando pôquer enquanto belas mulheres se punham a sua volta, O reflexo dos copos no balcão de mogno, As banquetas altas e as garrafas postas em perfeita ordem, Estava a procura de sua confidente, Aquela que havia o adotado e lhe devia a vida... Sua mãe.

- Janette... Onde está a madame? – Perguntou a morena que passava com uma bandeja com copos, a mesma apenas apontou com a cabeça equilibrando os copos de cerveja, Ele via ao longe a mulher, os cabelos levemente encaracolados um kimono de seda em um vinho intenso enquanto o colar de pérolas pendiam no pescoço, o corpo rechonchudo de sua mãe deu espaço a visão que menos esperava.

A loira sentada em uma banqueta com um copo de vinho entre os dedos, o vestido preto cavado no decote dando visão a seios alvos enquanto os cabelos loiros caiam pelos ombros, um tom bonito de areia acompanhado de uma fez levemente corada, A mesma conversava com sua mãe, não ignorou o fato de vários homens a olharam com desejo... A cobiça.

“ Primeiro movimento: O rei move a primeira casa. “

Caminhou em passos largos logo colocando a mão sobre o balcão, Os olhos se direcionaram a ele, um brilho castanho, discreto, ela voltou o olhar para a taça brincando com dedo em sua borda, ele se sentou na banqueta ao seu lado.

- O que faz aqui Tenente? – Ele perguntou de forma séria, sua mãe adotiva esboçou um sorriso logo servindo um copo com whisky, o gelo tilintou no copo, ele deu o primeiro gole.

- Apenas bebendo. – Ela disse, os lábios rosados levemente trêmulos, Ela engoliu a saliva, colocou o cabelo atrás da orelha revelando um pequeno brinco de pérola. – Não estamos no quartel Senhor.

“ Segundo movimento: A rainha move em diagonal. “

- Esse já é seu quarto copo Riza? – Ele perguntou dando um gole, a mão tamborilava no balcão pode ver ela dar um pequeno sorriso, de forma ácida respondendo.

- Isto é da sua conta Senhor? – Ele pigarreou, observava os movimentos que ela fazia, levemente alcoolizada com um perfume doce de algo como jasmim ou romãs, não sabia, algo tentador ao meio daquele cheiro de bebidas, fumo e sexo. – Talvez eu apenas queira viver um pouco pra variar.

- Qual o próximo passo? – Ele perguntou terminando a bebida em um único gole, a língua anestesiada e com a cabeça levemente equilibrada em pensamento nada puros, ela o confundia.

- Cavalgar... – Ela disse, o queixo pousado na palma da mão enquanto o cotovelo se apoiava no balcão lustrado enquanto ela circulava a borda da taça com a ponta do dedo.

- Cavalgar? – Ele perguntou a encarando, vendo então uma faceta que jamais vira em Riza, um sorriso carregado de malícia e desejo.

- Ouvi falar que os puro sangue são os melhores... Estou pensando, talvez um Bravios... Ou um Mustang. – Ela disse, ele entendeu a deixa e deu um leve sorriso, nunca esperou um convite de foda tão bem elaborado.

- Tem seu Mustang a sua frente. – Ele disse enquanto a levantava e ambos seguiam porta a fora, Um sorriso satisfeito saia do semblante de madame Chris, e a porta se fecha.

“ Rainha para rei. “

- Xeque. – Disse a loira, a rainha em uma linha perfeita em sua direção, ele sorriu, satisfeito, Estava em uma linha fechada. – Xeque-mate Füher.

- Você me pegou Hawkeye. – Disse o homem, os olhos se voltaram do tabuleiro a ela, cruzou os dedos apoiando o queixo sobre e a encarou, os olhos negros estreitos. – Então... Como será daqui pra frente?

- Será como sempre foi. – Disse a loira, se levantou saindo da sala, as mãos trêmulas demais e a respiração descompassada, Encarou aquele corredor, precisava por os pensamentos em ordem.

Ele encarava a porta, estava irado, como ela pôde lhe dizer essas coisas, como se realmente não houvesse acontecido nada, Esmurrou a mesa, o cigarro logo foi equilibrado nos lábios, aquele era seu tabuleiro, seu jogo... E ela sua rainha.

- Riza... – A voz dele saia rouca entre os lábios, enquanto as mãos envolviam a cintura dela, em uma pressa necessitada de cobrir aquele corpo com o seu, as mãos dela desabotoavam a farda dele sendo jogada em algum lugar da pequena sala da casa dele, o carpete frio contra os pés já descalços dela, ele chutou a porta a fechando, as mãos lhe percorrendo as costas e achando o fecho do zíper, descendo a extensão da coluna e ouvindo o suspiro por parte dela, a ergueu sentindo aquele belo par de pernas o envolver.

Caminhou com ela até seu quarto depositando na cama de casal, o metal rangeu, o cheiro dela se desprendida do corpo, formando uma maldita rede que o prendia cada vez mais, diferente de outras vezes era tudo novo, era como se voltasse a ser um garoto aprendendo a arte do sexo.

Um balanço mágico de sedução e corpos, o peito dele agora ensopando levemente a camisa branca, ela o ajudou descendo o tecido pelo corpo vendo cada cicatriz talhada naquele corpo, beijando a cicatriz de seu abdômen, As cicatrizes da batalha de ambos, deixada naquele corpo como uma medalha.

“ Rainha avança. “

Os dedos dela lhe percorrendo o corpo descendo ao cos da calça, Baixando e revelando um membro ereto já coberto pelo pré gozo, Os pêlos pubianos bem aparados rente ao caminho do pecado trilhado em sua barriga, Ela inverteu as posições ficando por cima, Não demorou a estar sobre seu corpo, os joelhos postos no chão quando o abocanhou, a língua desceu e massageou sua glande, ele gemeu sôfrego, Envolveu os cabelos areia guiando em um ritmo lento, prazeroso e tentadoramente provocante.

- Riza... – Ele chamou, de forma lenta onde cada sílaba daquele nome estralava em sua boca enquanto a língua terminava a última sílaba, o cheiro de álcool, perfume e o suor dela estavam o embriagando, uma mistura quente demais para ser contida, Ele repetia o movimento de sobe e desce sentindo tocar lhe a garganta, e quando enfim gozou ela sentiu descer pelos cantos da boca, passeando entre o vale dos seios... Coberta pelo liquido de prazer.

Assim ela se ergueu sentindo logo ser abraçada e jogada contra o colchão, ele lhe percorrendo o corpo com volúpia e beijando cada pedaço daquela pele desnuda, deixando então marcada, Chegou aos lábios vaginais, o cheiro levemente cítrico, afastou os lábios rosados enquanto tratou de explorar com fervor entre aquelas carnes deliciosamente molhadas, a língua entrando em contato com o clitóris inchado enquanto que os dedos entravam e saiam preparando para a entrada de seu membro.

Ela lhe aguardou os cabelos negros os puxando contra o próprio íntimo e gemendo de forma desritmada, incoerente e tão atraente, em um gemido profundo ela se derramou sobre seus lábios e pode provar seu orgasmo feminino... Doce.

Quando a invadiu sentiu o corpo dela retesar, os movimentos logo passaram de lentos e profundos a movimentos rápidos, o interior dela o apertava e os sons eram pornográficos, podia ouvir o barulho dos corpos um contra o outro, ela inverteu as posições e logo estava a cavalgar sobre seu corpo, o suor formando uma camada fina sobre os seios dela e os cabelos criando uma cortina sobre sua face.

Era uma imagem de deleite ver ela tão entregue, ofegante, e com os olhos estreitos de prazer, não demorou a chegarem aí limite, ela rolou para um lado da cama e ele permaneceu imóvel logo sendo tomado pelo sono.

Ela havia se tornado uma mulher bonita, inteligente e perigosamente sensual, diferente daquela adolescente que ele deixou com 16 anos em uma cama nua sem saber o que fazer, e o tempo lhe provou que o mundo dava voltas... Quando acordou ela não estava ali.

Os dias se seguiram normais exceto pelo olhar do Füher que perseguia a Tenente em todos os cantos, procurando uma forma de abordar o que havia acontecido, diferente do que pensou ela não o procurou, não tocou no assunto e tudo aquilo parecia uma grande invenção de sua cabeça, mais sabia que não era.

“ Rainha recua “

Ela recuava de seus ataques, cada investida, ela o enlouquecia, apenas de estar no mesmo ambiente, o coração palpitava e as mãos suavam e parecia entrar em um estado de febre, porque ele a queria e não podia tê-la, as noites com outras mulheres se tornaram raras, principalmente quando estando com outra ele chamou o nome dela.

“ Riza “

Rolou na cama durante várias noites imaginando ela ali consigo, e não podia digerir o ciúmes que sentia em vê-la conversando com outros, todos homens daquele batalhão sabiam que não podiam sequer olhar a Tenente na presença do Füher ou levariam uma dura sem qualquer motivo plausível.

A verdade é que ela havia se tornado sua obsessão, e ele a caçava esperando o momento certo a atacar, não tardou a chegar o grande dia... O dia da revanche.

“ O cavalo se move. “

Havoc estava na porta com Rebeca, a espera que ela adentrasse, não demorou a Hawkeye chegar, os cabelos loiros presos unicamente por um lado deixando metade solto e caindo sobre o ombro, um vestido de mangas compridas em um tom tão profundo de azul que parecia quase negro, um decote bem cavado dando visão aos seios alvos, os olhos castanhos em uma sombra clara reluzindo aquele brilho perigoso, e aqueles lábios em formato de coração... Pintados em um carmesim vivido como sangue.

“ A rainha se move pelo tabuleiro. “

O salão estava cheio, e a cidade comemorava a reconstrução de Ishval e a paz de Amestris, os olhos astutos de Roy não deixaram de observa-la, ela sabia que o mesmo a olhava e o deixava beber de sua imagem, calma... Serena... Encantadora.

- Boa noite Füher. – Ela lhe disse caminhando em sua direção, Ele pegou sua mão beijando as costas e sorrindo de forma cavalheira.

- Boa noite Tenente Hawkeye... Devo dizer que está particularmente bela. – disse lhe soltando a mão mais sem deixar de ficar o olhar no dela, ela deu um sorriso zombeteiro.

- Talvez esteja procurando alguém... Talvez. – Ela disse de forma doce, não insinuante, fazendo que o mesmo tentasse captar algo, ou alguém... A porta se abriu e dela entrou um grande homem, os cabelos negros penteados para trás e logo ele viu ela caminhar até ele.

“ O peão avança. “

Ele o conhecia bem, era um dos soldados do norte, E ele notou que Riza sorria em direção a ele, de forma descontraída, aquilo o provocava, Porque via ela escapar entre seus dedos, Fuery logo chegou próximo a Tenente e pedindo licença.

“ A torre se move. “

Ela se virou a ele e logo caminhou ao lado oposto do salão onde logo estava Breda com um copo entre os dedos, Ele disse algo a ela e ela caminhou em outra direção até o corredor, ele a sorriu.

“ O bispo bloqueia. “

Ela encontrou Falman no corredor com Edward, o mesmo lhe entregou um papel que ela leu rapidamente, e logo caminhou para o subsolo do quartel, Abriu a porta que dava ao lugar indicado no papel, e estava vazio, antes que pudesse fazer algo sentiu o corpo ficar mole e a visão ficar turva.

“ Xeque “

Assim que abriu os olhos, notou o teto branco, mexeu os braços inutilmente, estava atada, antes que pudesse entrar em desespero ela o viu majestosamente sentado em uma poltrona no quarto enquanto bebia algo, bourbon talvez... Ele caminhou em direção a cama de dossel.

- Xeque-mate minha querida. – Ele disse de forma doce, sentou se na cama e lhe acariciou o tornozelo, sentindo o arrepio por parte dela, Subiu a barra de seu vestido dando visão a aquela coxa bem trabalhada de anos no campo de guerra. – Você deveria saber, Esse é meu jogo, este é meu tabuleiro... E você é minha rainha.

- O que você quer de mim Roy? – Ela perguntou com um nó formando na garganta, ele deu um meio sorriso carregado de malícia e desejo, Logo ficando ajoelhado entre suas pernas, as levando ao seus ombros.

- O que eu sempre quis de você... – Ele disse afastando o pano fino que era sua roupa de baixo e acariciando com devoção. – Que fosse minha Riza.

E logo estava a lhe beijar em seu íntimo, a língua entrando e saindo em um ritmo deliciosamente sensual, e entre seus lábios desvendar o gosto de sua mulher, Estimulando seu ponto sensível, ela escorria em seus lábios e não demorou a ele usar os dedos, em um toque experiente, Ela se contorcia enquanto movia o quadril em sua direção.

- Roy... Por... Favor. – Ela pedia, em uma forma desesperada que ele a possuísse, os braços inutilmente amarrados pendiam sobre sua cabeça, ela estava entregue, não demorou a se desmanchar nós lábios dele, ele logo montou sobre o corpo dela, ofegante, beijou-lhe com volúpia tomando seus lábios sentindo seu batom lhe manchar a face enquanto ela provava o próprio sabor.

- Diga que não irá me deixar Riza... Diga. – Ele pediu e encarou aqueles olhos castanhos, ela via o desespero da perda refletido neles, amava Roy, só não sabia que esse sentimento alguma vez foi recíproco.

- Eu nunca irei te deixar meu rei. – Ela disse e deu lhe um sorriso, ela viu a lágrima solitária rolar do olho dele, sentiu o peito ser molhado por aquele líquido cristalino.

- Eu te amo Riza... – Dito isso a tomou em um beijo necessitado, o sentimento da ânsia de compreensão, o desejo de ser aceito, a felicidade de estar ali com ela, tudo isso fora desmedido na forma a que se prosseguiu.

As cordas que atavam os pulsos finos da Hawkeye logo se dissiparam em chamas, ela logo envolveu o pescoço dele o puxando em beijo, as línguas em contato uma com a outra, sentindo o sabor do desejo, ela fora se desfazendo das vestes dele, a camisa e o paletó logo indo ao chão enquanto ele se livrava do vestido dela, descendo as mãos ao vale dos seios e os beijando, chupando e marcando.

- Riza. – Ele chamou seu nome a vendo o encarar com os olhos castanhos, ele via satisfação, não demorou a estar por cima daquele corpo esbelto, entrou em seu íntimo a tomando, de um jeito ou de outro se sentia completo, Ela nunca precisou dele, já ele viveu para encontrá-la.

O íntimo dela o recebeu, um interior quente e molhado, o apertando e envolvendo, o suor formava uma fina camada entre os dois corpos, o ritmo frenético lhe dava a visão turva de uma Riza suada e gemendo seu nome, os dedos dele se afundaram na carne de suas coxas sentindo ela envolver seu corpo, pedindo mais.

Era o perfeito deleite, bebia daquela imagem, estava embriagado com aquela mulher, não importava o quanto a tivesse ele iria querer sempre mais, as unhas dela se cravaram em suas costas abrindo então filhotes de sangue.

- Roy... – Ela chamou seu nome e logo se derramou sobre ele, sentindo as estocadas firmes contra seu corpo, e logo ele se derramou dentro dela, o interior dela ficando quente com o sêmen dele, escorrendo de seu íntimo para suas pernas, Eles estavam deitados lado a lado e ela logo pegou no sono, ele esticou o braço pegando no criado mudo o pequeno anel e colocando no anelar dela, beijando com cuidado, estava feliz, tinha todo o poder que precisava mais tudo seria em vão se não a tivesse do seu lado.

  “ Xeque-mate “



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