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História Xl - Capítulo 1


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Notas do Autor


Não leia se não gosta do tema
Não leia se for de menor

Capítulo 1 - Renda extra


Fanfic / Fanfiction Xl - Capítulo 1 - Renda extra

Naquele dia eu corria de um lado para o outro no escritório. Senhor Bieber, estava de mal humor o que resultava em um dia de trabalho horrível para mim. Ele passava o dia me pedindo para fazer coisas e fazia questão de me fazer dar voltas de besta. Ele me pedia cópias de alguns documentos e assim que chegava com elas, ele se “lembrava” que precisava de mais algumas de outros. Então ao invés de eu fazer uma única visita ao setor de cópias fazia dezenas. E podia jurar ver ele sorrir toda vez que eu fazia cara de frustração quando ele me dizia que teria que visitar Deise, a máquina de cópias, novamente. Aquele treco me odiava. Fazia questão de demorar horas para imprimir um arquivo e ainda travava na maioria das operações. Eu tinha que chamar o técnico várias vezes por dia. E ainda por cima nesses dias ele faz questão de não sair com os amigos para comer o que significa que fico encarregada de trazer sua comida. Algo que pode parecer simples mas não se engane. Ele gosta do restaurante do outro lado da cidade e sem carro tenho que me matar para conseguir chegar a tempo na hora do seu almoço. E é claro que tenho que me lembrar de seus pedidos sempre ultra detalhados de tudo que ele come ou bebe. Estou tão acostumada a pedir café extra forte com grans árabes moídos na hora , que já fiz o pedido em meu dia de folga algumas vezes e me forcei a beber aquilo para não jogar dinheiro fora.

 

No fim me joguei em minha cadeira. Suspirei, cansada.

 

—Esses dias são terríveis. Eu até sinto dó por você. Eu diria para se demitir mas você tornou esse lugar tão melhor. Eu não posso viver sem você— ouvi as palavras de Sam na mesa do outro lado do corredor.

 

Sam é a secretaria de Ryan o melhor amigo e sócio do meu chefe. Seus escritórios são um de frente para o outro e nossas mesas ficam ao lado da porta de cada um deles. 

 

—Nem me diga. Apesar desse não ser o melhor emprego do mundo. Paga muito bem. E com as minhas contas nem ele é o suficiente. Jamais poderia sair dele— disse me ajeitando na cadeira e atualizando a agenda do Senhor Bieber no computador.

 

—Se precisa tanto assim de grana porque não se candidata no Wiw— ela disse.

—Wiw? O que é isso?—disse.

—Menina, é dinheiro fácil. Me escrevi més passado me deram 200 dólares para testar um conjunto de produtos de cozinha—ela disse animada.

Parece bom de mais.

—Não tenho certeza nisso ai não. Me parece fácil de mais— disse.

—Confia em mim. Garota! Uma amiga recomendou e eu acho uma ótima forma de ganhar uma graninha. Não é nada incrível mas você testa um produto de limpeza aqui e uma batedeira ali e quando ver quitou todas as contas— ela disse.

—Mas.... eles testão o que?—perguntei.

—Sei lá, de tudo. Outras empresas só utilizam o site como um veículo. Um modo de testar coisas sem comprometer a marca— ela disse.

 

Foi quando a luz em minha mesa acendeu. Era o chefe de novo.

 

—Vou ver o que ele quer agora.

—Força guerreira.

 

Depois de um longo dia cheguei em casa e me joguei no sofá. Estava suja e cansada. Vi alguém empurrar algo pela portinha de cartas. Pelo envelope já sabia exatamente do que se tratava conta do cartão de crédito. Merda! Levantei sem animo e peguei o mesmo do chão.

 

“ seu débito é de 5.000,00 dollares” estava escrito em vermelho no fim da carta. 

 

Mil vezes droga! Rumei para o banheiro sentindo vontade de chorar. O que eu vou fazer ? Depois de um banho quente me senti mais calma. Sentei em minha cama e encarei meu Notebook. Era velho e não conseguiria vende-lo nem por 200 dólares.

 

Foi quando me lembrei do que Sam falou hoje mais sedo. Rapidamente me sentei em frente ao aparelho e digitei Wiw no google. Cliquei no link mais provável e um página bem convidativa carregou. “Sua opinião tem valor” “ganhe dinheiro por sua opinião” eram as frases que mais chamavam atenção no site. Me cadastrei o que foi bem rápido já que usei minha conta do google mesmo e em poucos segundos estava encarando uma lista que dizia testes. Não dizia nada sobre o produto apenas o nome da empresa, valor pago e a quantidade de tempo para enviar um relatório com suas conclusões que devia ter no mínimo duas páginas e incluir pontos positivos e negativos do produto além de uma sugestão para a marca. Depois de uma longa lista que possuía valores muito baixos. Eu não vou me dar o trabalho de escrever tudo isso para ganhar 30 dollares. 100 dólares não resolvem meu problema. E então um chamou minha atenção. 3.000 dollares. Não resolve meus problemas mas ajuda muito. Tinha um número limitado de vagas para o teste. A empresa era Viver Bem. Deve ser algum tipo de comida saudável. Temendo que as vagas acabassem cliquei rapidamente em candidatar-se.  Abriu uma tela pedindo minhas informações postais. Com receio digitei os dados. Sam disse que era confiável e eu confio nela. Vai dar tudo certo. E fui dormir sem dar mais atenção aquilo. 

 

No dia seguinte, O senhor meu chefe ainda tinha um péssimo humor e para melhorar ele tinha uma reunião com um pessoal super importante hoje. Então novamente eu fiquei como uma barata tonta pelo escritório.

 

Mais ou menos as onze horas recebi uma notificação do correio que meu pacote tinha sido entregue. Com curiosidade fiz muito esforço para ir para casa durante o horário de almoço o que só foi possível porque Bieber não quis almoço hoje.

 

Então vooei para casa e ao chegar notei uma caixa do tamanho de uma caixa de sapatos na porta. Animada peguei o pacote e entrei. Tinha um selo da viver bem na caixa. Será que viver bem produz saltos de altíssimo conforto? Meus pés estão me matando. Corri para a cozinha atrás de uma faca e com muito cuidado abri o lacre mas para minha surpresa não haviam sapatos. Apenas outras pequenas caixas dentro. Elas tinham várias cores e algumas tinha frutas na embalagem. Peguei uma delas e foi quando li “Viver Bem, com sabor uva” abri a caixinha esperando um pote de chicletes sem açúcar e me deparo com Preservativos. Engasgo com a própria saliva. O que é isso? Assustada jogo todas as caixas no chão. O que faz elas se espalharem no chão da sala. Rapidamente as pego e coloco sobre o hack. É estranho ter nojo delas. Eu sei que nunca foram usadas mas sei lá. Encaro as mesmas e noto que na caixa tem no canto as letras XL. E antes que surtasse mais meu celular apita e leio o nome “evil boss”.

 

—Aló?!— digo incerta afinal ele não costuma ligar no meu telefone pessoal.

—Me traga bife mal passado acebolado do Melphis. Quero também batatas assadas gratinadas com brócolis e arroz— ele disse.

—Mas você tinha dito que não queria almoço— disse.

—Espero que esteja aqui em no máximo 40 minutos—ele disse antes de desligar na minha cara.

 

Com aquela informação não pude mais pensar sobre o pacote peguei as chaves e sai correndo de casa. Liguei para o Melphis e fiz o pedido de Bieber avisando que chegaria em alguns minutos para pegar. Pelo menos dessa vez ele fez um pedido simples.

 

Depois de uma maratona entre no escritório. Estava com o pedido dele em mãos e estava pingando suor. No elevador des abotoei os três primeiros botões da minha camiseta social buscando algum refresco. Era um dia quente e pela a correria o ar condicionado do ambiente não era suficiente. Ao chegar no último andar me aprecei ao olhar no relógio que tinha apenas 30 segundos. Bati levemente na porta e ouvi um entra baixo e rouco.

 

Abri a porta cautelosa e notei Bieber em sua mesa. Ele tinha o olhar sobre os papeis em sua mesa e uma caneta cara nos dedos. Uma das mãos bagunçava o próprio cabelo. Ele era jovem. Chuto que poucos anos mais velho que eu. Seus cabelos e olhos são caramelados e possui algumas tatuagens visíveis. Já me perguntei várias vezes se ele tinha mais delas que eram cobertas pelo terno e qual o significado de cada uma. Tinha que confessar que apesar de tudo ele era de molhar a calcinha de qualquer uma. Ele tinha um ar sério e é sempre muito profissional o que me fez des do dia que cheguei a me por no meu lugar. Isso e as visitas de sua noiva. Que era uma modelo famosa. Era claro que ele jamais me olhara. Sua noiva tem o dobro de altura que eu e de peitos. Me virei e peguei a bandeja de prata e arrumei sua comida sobre ela.

 

—Aqui está o seu almoço Senhor Bieber— disse colocando a comida em sua frente. 

 

O que o fez olhar-me pela primeira vez. 

 

—Ah, Ok. obrigada— ele disse parecia ainda meio aéreo.

 

Será que a reunião o está preocupando tanto assim?

 

—Vou deixa-lo em paz Senhor Bieber—Disse e deixei a sala sem esperar que ele disse-se mais nada.

 

Me sentei em minha cadeira.

 

—Está tentando seduzir o chefe?— Sam disse com tom de brincadeira e malicia.

—O que?— questionei.

E ela fez uma movimento com as mãos para os próprios seios. Foi quando olhei para baixo me lembrando que havia desabotoado três botões no elevador. Rapidamente os fechei.

—Sua besta! Eu só corri muito hoje.— disse envergonhada.

 

E então tive um esta-lo.

 

—Você! Você me lascou!— disse indignada.

—O que eu fiz?— ela levantou as mãos em inocência.

—Eu entrei naquele site que me recomendou e ....— interrompi a mim mesma de falar aquilo em voz alta.

—O que foi Ari? Eu não entendi o que tem de errado?—ela questionou.

—Não vou dizer em voz alta—disse.

—Então como vou saber?— questionou.

—Tudo bem, vem no banheiro comigo— disse me levantando e arrastando a mesma para o banheiro que tinha naquele andar mesmo.

 

—Vamos Ari, agora desembucha— ela disse assim que entramos enquanto eu conferia as cabines mesmo sabendo que apenas nos duas usamos aquele banheiro.

—Ontem me cadastrei naquele site e hoje recebi o produto para testar.

—Ótimo! qual o problema?

—Os produtos são... camisinhas—disse a ultima palavra mas baixo e rápido.

—O que ?

—Preservativos, mulher— disse indignada.

—Eu sei. Só queria te ver repetir— ela começou a rir.

—Não ria— bati no braço dela.

—Qual é? Para a maioria das pessoas na sua idade isso não seria um problema.

—Muito engraçado. 

—Então não faça. Quanto estão oferecendo?

—3.000,00

—O que ? Nunca vi uma oferta com tanto dinheiro.

—É mais que meu salário de um mês.

— Então faça garota. Você não virgem né. Arrume um cara numa balada qualquer e vai.

—Não é assim tão fácil— disse abaixando a cabeça envergonhada.

—Qual o problema?

— As caixas são todas tamanho xl.

—O que ? Está falando sério?—Ela parecia chocada.

 

Apenas balancei a cabeça. Não tem como eu entrar numa balda e sair perguntando para todos os homens qual o tamanho do penis deles. E eu jamais transaria com um cara qualquer de qualquer jeito.  

 

Antes que continuássemos o assunto senti meu celular vibrar no bolso. Era o alarme me lembrando que em alguns minutos deveria acompanhar Bieber a sua reunião. Ficaria lá apenas como apoio para caso ele precise de algo. Mas normalmente ele não me deixa ficar junto com ele na sala. Diferente de Sam que é quase o braço direito de Ryan. E decora a maioria das informações para ele.

 

Segundos após o papo no banheiro Sam e eu nos sentamos na mesa de reuniões ao lado de nossos respetivos chefes. Sam tem uma relação um pouco estranha com Ryan. Eles são bem próximos quase como bros. Apesar dos rumores no escritório dizerem que eles se pegam. Era tudo mentira eles se conhecem a anos e Ryan deu a amiga uma oportunidade. Não tem nada sexual nisso. E por sua vez Sam me ajudou a entrar. Quando a última secretária de Bieber comentou com ela que queria se demitir. Ela logo me avisou. Logo, dois homens entraram na sala de reuniões. Eram investidores. E tentavam claramente ganhar mais lucro. Mas era óbvio que o que eles queriam era impossível. Diminuir a qualidade do material para sobrar mais lucro era uma péssima ideia. Mas mantive meus pensamentos para mim. E assisti Bieber convencê-los a adiar a ideia para o segundo semestre. Não podia deixar de notar como ele era inteligente.

Era assustador tentar negociar com ele.

 

No fim da reunião os homens saíram após apertar a mão de todos os presentes. Assim que estavam longe o suficiente Ryan suspirou de alívio.

 

—Esses caras são um pore— ele disse ajeitando o terno.— ei Jay você parece tenso. Que tal sair para beber um pouco— ele disse.

—Isso parece muito ótimo estava pensando em levar Ariana para uma balada mas acho bar um ambiente muito mais legal— Sam disse.

 

Tentei fazer sinal para a mesma calar a boca mas não adiantou. Vi que os dois pareciam prestar atenção nas palavras dela.

 

—Show, vamos juntos então!— Ryan disse e Sam abriu um sorriso largo.

—incrível, faz quanto tempo que não saímos— ela disse.

Bieber parecia muito sério e olhava algo no celular.

—Você vem né Justin—ela disse.

Ele olhou para ela e depois para Ryan e por fim para mim.

—Tudo bem— pareceu ser derrotado pelo olhar pidão dos dois— onde vamos?

—Vamo ao lar do Lakers meu amigo. O “the flame”— Ryan disse.

 

The flame é um bar esportivo com decoração do time dos Lakers. Um lugar para os fãs do time. Bem animado principalmente em dias de jogo como hoje. Tenho que confessar que amo esportes. E sou uma fã dos Lakers de carteirinha des que meu pai me levou a um jogo quando tinha 9 anos. Uma das poucas memórias felizes com ele.

 

Sam e eu fomos no carro de Ryan até lá. E quando chegamos o local já estava bem animado. O jogo ainda não tinha começado e eu só tinha uma coisa em mente. As contas! Eu não tenho como paga-las e não acho que terei chances melhores que o lance das camisinhas. Mas é loucura pensar que posso conhecer um cara em tão pouco tempo que queira mesmo transar que use xl. Não querendo ofender meu ex namorado. Mas nunca vi um cara que tenha um instrumento tão grande e medindo pela reação de Sam que é bem saidinha. Ela também não.  

Bem nós sentamos e pedimos algumas bebidas nada forte. E eu não conseguia parar de olhar ao redor como uma caçadora. Nunca fui saidinha mas situações extremas pedem medidas extremas. De vez em quando via um cara bonitinho mas meu olhar dessia. Não parece um xl. Afinal como se parece um xl. Fica muito evidente. Ou... o que estou pensando isso é ridículo.

 

O jogo começou e minha atenção foi para a tv na hora. Logo a cerveja acabou e pedimos novos drinks. Estava tão animada vi Bieber pedir uma Blood Mary para o garçom e logo pensei que o mesmo estava querendo meter o pé na jaca e fiz o mesmo pedido. Os Lakers ganhavam de lavada e no meio da noite eu já ria a toa e comemorava cada ponto sem me preocupar com a atenção dos outros. 

 

—Vamos lá Anthony!— Gritei quando o mesmo pegou a bola.

 

Algo não muito diferente dos demais no bar. Eu apenas era a única mulher tão empolgada quanto os homens e não tinha nada haver com a bebida.

 

—Não sabia que gostava tanto de basket— ouvi a voz rouca do Bieber.

—Ela ama—Sam foi quem respondeu.

 

Foi a primeira vez que notei que ele parecia realmente empolgado com o jogo. E tinha mudado a cadeira de lugar para poder ver melhor o que o deixou muito mais perto de mim que tinha uma visão perfeita da tv 4k.

 

O jogo durou mais 50 minutos e     eu perdi a conta de quantos drinks diferentes tomei.  Eu sorria bobamente e nós já conversamos sobre a infância.

Sam passou a noite toda apenas na cerveja e parecia bem sóbria,  Ryan tomou apenas cervejas também porém parecia bem alterado. Sam já havia comentado que ele era fraco para o álcool. Eu e Justin passamos a noite em drinks variados e ele parecia bem mas minha percepção estava mais que alterada. Acho que passei um pouco do ponto.

 

—Acho melhor irmos— Sam disse.

—Eu concordo— ouvi a voz rouca mas ela parecia distante.

—Eu vou levar o Ryan para casa ele não pode dirigir assim—Sam disse. Olhei para ele e o mesmo dormia.

—É uma criança— a voz rouca comentou.

—Você pode levar ela para mim? Ela mora perto do metro da linha L. .....— ela pareceu falar o meu endereço mas eu não entendi os números que ela dizia.

—Tudo bem, ela passou da linha—ele disse.

 

Na mesma hora levantei a cabeça que estava deitada sobre a mesa.

 

— Eu estou ótima. Posso ir para casa sozinha— disse mas minha voz me pareceu engraçada e comecei a rir— minha voz é tão ilaria— comentei.

—obrigada — Sam disse mas não para mim.

 

Senti alguém encostar no meu ombro.

 

—Vamos!— era a voz rouca e parecia tão autoritária que na mesma hora me levantei.

—Sim, Senhor policial— eu disse e comecei a segui-lo.

 

Logo estávamos fora do bar. E paramos em frente a um jaguar roxo.

 

—Para onde vamos— disse parando alguns passas do carro.

 

Senti ele pegar em meu braço, não com força, e me guiar para o carro.

 

—Entra!– ele disse.

—Mas Senhor policial porque estou sendo presa?— as palavras saiam e eu não parecia pensar nelas.

Entrei no carro e ele me encarou alguns segundos. Então bufou e colocou o sinto em mim. No mesmo momento recobrei um pouco de consciência e fiquei envergonhada. O que estou dizendo?! Ele ligou o carro e o mesmo parecia muito potente. O som do motor na hora de ligar era muito alto porém depois era tão silencioso que podia ouvir sua respiração. O silêncio me incomodava.

 

—Você se sente melhor?— perguntei. As palavras apenas saindo sem filtro novamente.

—O que? Está falando comigo?— ele pareceu surpreso.

—Sim, você não está com um humor muito bom ultimamente. E pediu muitos drinks—constatei.

Vi ele me olhar rapidamente e depois voltar a atenção para frente.

—Só coisa com a família. E você?— ele disse.

—Como assim?—questionei.

—Você bebeu muitos drinks—ele disse.

—Diria que o mesmo—disse.

Ambos ficamos em silêncio.

—Não, faça mais isso. Não beba demais. Você é uma mulher jovem alguém pode achar que seu estado é uma boa oportunidade—ele parecia bravo.

 

Eu não sabia o que dizer foi quando notei que estávamos na rua da minha casa.

 

—Ali! Eu moro ali— disse e ele estacionou na vaga mais próxima.

 

Ia descer do carro mas ele me ajudou. Como ele deu a volta tão rápido? Ele me ajudou e caminhamos até a porta.

 

—Cadê a chave?—ele questionou.

—Não lembro—disse.

 

Ele olhou ao redor. Eu não tinha nenhuma bolsa.

 

—Bolsa? Bolso?— ele disse.

 

Neguei com a cabeça. E ele me encarou.

 

—No bolso— ele apontou.

 

E foi quando notei que tinha um bolso na minha calça social. Peguei a chave. Como não senti o peso dela nas calças? E entrei cambaleante. Ele me deu apoio e me guiou até o sofá. No caminho esbarrei em algo e sem ligar me jogo no sofá. Olho para cima e vejo ele pegando caixinhas do chão. Foi então que a memória de hora a tarde me atingiu. Rapidamente levantei pegando as caixas das mãos dele.

 

—Ei, relaxa. Sua vida sexual não é da minha conta—ele disse e era óbvia a malícia em sua voz um pouco de raiva também. Mas devia ser delírio meu.

—Não é nada disso. Uma empresa me mandou para testar. Mas eu nunca vou usar porque são todas tamanho xl—Não sabia porque senti necessidade de me explicar. Só não queria que meu chefe me achasse uma pervertida. Sem falar que não tinha como eu usar tudo aquilo esse tipo de coisa tem data de validade e eu não sou um coelho.

 

—Ridículo?Como assim nunca vai usar?— ele pareceu ofendido.

— Não sei porque uma empresa venderia isso. Afinal, quem usaria Preservativos tamanho xl?O x já deve vender super mal— tagarelei sem pensar nas palavras.

—Eu uso xl. Algum problema?—

Ele disse e na mesma hora minha cabeça foi inundado por imagens impuras. 

—nenhum problema— disse completamente envergonhada.

E uns segundos de silêncio se formou. Eu mantinha meu olhar nos meus pés desconfortável. E tentando afastar os vários pensamentos impuros da mente. Quando uma ideia surgiu.

 

—Ei você não quer testar-los?—disse novamente o filtro sumiu graças ao álcool.

—Como?—quando tive coragem para encara-lo ele parecia confuso. 

—Quer dizer. Não comigo! Não que eu não queira! Quer dizer sei lá. Teste como quiser. Eu não vou usar de qualquer forma e eu não abri nenhuma. Então pode levar— disse tudo tão rápido e embolado que não sei se ele entendeu.

 

Rapidamente peguei a caixa toda e entreguei a ele e o empurrei porta a fora. O que eu fiz?


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Foi só o começo
💋


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