História XX Com o Passar do Tempo Xx - MITW - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


QUEM VOLTOU DOS MORTOS??? ESTA MONA MARAVILHOSAAAAAAAAA QUE CHAMA "EU"
parei

iaí povo? comé que tá? prontos pra alguns tiros?

Capítulo 2 - XX A Aposta Xx


– Ok... É por que eu não sabia o que fazer e não quis que você se matasse.

– Por...?

– Tô me fazendo a mesma pergunta...

 

POV PAC

 

Nós dois coramos e desviamos o olhar um do outro.
Até que, ao longe (ao Lange), avisto Cellbit e Luba vindo em nossa direção correndo ofegantes.

 

– A gente se vê por aí, Tarik. –ele diz me encarando com um sorriso tímido e vai embora enquanto os garotos se aproximavam de mim.

– A-até... –digo quando o moreno já se encontrava fora do meu campo de vista.

– Pac?! Pac tá tudo bem??–Luba pergunta me chacoalhando pra lá e pra cá me fazendo acordar pra vida.

– Estou... Eu estou sim. –falo e desvio meu olhar para o mesmo.

– Nós ouvimos um barulho alto vindo daqui, tem certeza de que está tudo bem? –Cell pergunta me encarando.

– Claro, eu juro...

– Ok, ai que alívio... Um dia você ainda vai me matar do coração!–O de cabelos rosa me solta e suspira aliviado.

–... –eu nada disse.

– Vem, vamos voltar pra sala, já é a última aula e a professora de física faltou! Vamos poder ficar conversando sem problemas. 

– Tudo bem, vamos. –falo e eles vão andando na frente, eu fico parado e olho uma última vez na direção em que Mike andou.

 

Logo me apressei e segui os rapazes até a sala de aula, que por acaso estava uma bela bagunça. Bolinhas e aviões de papel voando por toda parte, alunos correndo em volta das carteiras, e alguns meninos e meninas no fundão fumando erva. Isso parece até uma quinta série de crianças precoces.

 

[...]

 

Estamos a um bom tempo conversando, percebi que vez ou outra Rezende e seu grupo olhavam para nós... Ou melhor, pra mim. Estou me sentindo mais nervoso do que se eles estivessem batendo em mim. Mas tentei não ligar muito pra isso e continuei á prestar atenção em Luba e Cell na minha frente, que por algum motivo desconhecido estão falando sobre relacionamento, amor e paixão... Enfim, é um tema um tanto quanto “vasto”.

 

– Eu só acho que ás vezes ódio é amor incubado! 

– Fala sério cara, eu acredito nisso também... Sabe se você ama a pessoa por que não arrisca falar com ela sobre isso?–Luba responde a afirmação de Cellbit, me senti um pouco estranho, sei lá... É que... Eu fiz o que Luba disse e só resultou em dor e sofrimento.

–... Talvez esteja certo. –Cell gagueja durante a curta frase... O que será que aconteceu? 

– Bom... Mas... E se, é só uma hipótese... Se depois de muito tempo... –abaixo minha cabeça, encarando meus pés– A pessoa talvez aceitasse que é... –levanto o rosto os encarando– Impossível?

– Como assim? Impossível de se tornarem algo mais?–Cell pergunta meio preocupado de certa forma.

– Olha... Eu vou falar a verdade; Eu já vi amor incubado, já vi amor platônico, e já vi acontecer muita merda. Mas uma coisa eu digo: Quando a gente se impõe  a acreditar que o “impossível” é só uma palavra, a gente consegue qualquer coisa!–Luba diz com ar de determinação–... Alguém mais tá com fome?–ele pergunta colocando uma de suas mãos sobre a barriga.

 

Nós rimos. Deixei-os conversarem um pouco entre si enquanto ia guardar meu material e vestir meu casaco, durante esses feitos fiquei pensando no que Luba disse... Será que o impossível realmente é possível se acreditarmos de verdade?
Meu coração acelera ao pensar na possibilidade de Mike um dia me olhar como eu o olho, pensar em mim como eu penso nele, e... Amar-me o quanto eu o amo... Mesmo depois de tantos anos... Pare! Pare de pensar idiotices Tarik! Se fosse possível já teria acontecido! Mas, e quando ele impediu minha tentativa de suicídio? Talvez ele só não quisesse que o brinquedinho de tortura de seu grupo fosse para a vala. [N.A: Ô MAI TU É INDECISO EM MININO!? ,-,]

Fiz o que tinha que fazer, então o sinal toca bem na hora. Chamei os meninos e nós saímos da sala, foi aí que me lembrei de que o diretor queria falar comigo ainda hoje.

– Vocês podem ir primeiro, o diretor tinha me pedido pra falar com ele. Se quiserem podem ir para casa, eu acho que vou demorar um pouco.

– Olha... Por mim eu até ficaria aqui te esperando, mas minha mãe ela é meio rígida com essas coisas... –Rafa diz.

– Tudo bem, manda um abraço para a Deya por mim. –falo, Cell me contou que a mãe dele se chama Deya e sabe que ele gay, e não liga pra essas coisas, tenho um pouco de inveja dele, confesso.

– Eu vou ter que ir pra casa porque hoje minha mãe vai trabalhar e eu preciso cuidar das minhas gatas e da casa. –Luba

– Ok nós nos vemos amanhã? –pergunto e eles assentem com a cabeça, em seguida nos abraçamos.

– Tchau! –falo enquanto eles se afastam.

- Tchau, Pac! –eles respondem indo embora.

Então quando eu ia para a sala do diretor sinto uma mão em meu ombro, me assustei e fiquei com medo que fosse Rezende. Quando me virei para ver quem era...

– Ei, calma está tudo bem. –diz Satty com um sorriso no rosto.

– Ah é você Satty... –digo e suspiro aliviado. [N.A: ali viado... Desculpa, parei]

– Vem, vou te mostrar a surpresa que te prometi. –ela diz andando e me levando consigo.

– Mas o diretor me pediu pra falar com ele e...

– E eu estou aqui, Tarik. –disse o diretor surgindo ao meu lado.

– O que está fazendo aqui? Perdão, digo com todo o respeito...

– Está tudo bem não precisa se desculpar. Eu e Satty vamos te acompanhar para a lhe proporcionar a surpresa.

– Ah, eu havia esquecido que são casados. –falo e nós damos uma risada baixa– Há quanto tempo estão juntos? Se me permite perguntar.

– Há... 18 anos, Mariana?

– Sim, e em pouco tempo já serão 19. –Satty diz risonha.

– Mas então... Tarik vai me contar a verdade?

– S-sobre o quê?–pergunto nervoso.

– O que houve com as costas?–ele diz.

 

Acho que não vai adiantar continuar mentindo... Não sei do que estou com tanto medo, bom, melhor dizer a verdade.

 

– Antes de sair de casa para vir pra escola, hoje de manhã meu pai quebrou uma garrafa de cerveja nas minhas costas... –falo cabisbaixo.

 

Satty me olha preocupada e assustada, depois ela e Damiani se encaram por alguns segundos, como se conversassem um com o outro por telepatia, acho que isso é coisa de casal.

 

– Mas agora está se sentindo um pouco melhor?–ela pergunta.

– Claro, é obvio já que foi você quem cuidou de mim!

– Oh! –ela aperta minhas bochechas enquanto Damiani ri– Fofinho!

– A-ai. –falo rindo.

[...]

 

Passou um tempo e estamos quase chegando à minha casa, então percebo que Satty parece distraída e decido puxar assunto.

– Mari... Digo... Satty, por que você gosta de mim?

– E tem como não gostar de você?–ela pergunta bagunçando meus cabelos.

– Muita gente não gosta...

– Quer saber o real motivo?

– Sim!

– Bom, é que você é como um... Um filho...

– Você não tem filhos?-pergunto confuso.

– Não... –ela diz em meio á um suspiro.

– A-ah, mas por quê?

– Bom, por onde eu começo...? –ela pergunta á si mesma depois me encara ainda andando– Quando eu e o Guilherme éramos jovens, recém-casados, fizemos uma viajem de carro. Foi legal nos divertimos muito, mas na volta á nossa nova casa, um cara dirigindo embriagado bateu seu carro ao nosso. Devido ao impacto um pedaço do vidro do para-brisa me cortou em uma parte muito específica da barriga: meu útero. Eu sangrei bastante, mas não cheguei a ter uma hemorragia ou algo muito alarmante em relação à perda de sangue, pelo menos foi o que o médico disse. Nada em meu corpo sofreu tanto dano quanto o útero. –ela fica meio cabisbaixa– Enfim... Tive a notícia que não poderia ficar com o útero daquele jeito, foi preciso removê-lo. Final da história: Eu fiquei estéril. –vejo escorrer uma lágrima de seu rosto, tomo a iniciativa de seca-la.

– Desculpe ter perguntado isso, não queria te fazer chorar...

– Tudo bem, está tudo bem.

– E vai ficar melhor ainda! –Damiani completa.

Chegamos à minha casa e eu abri a porta, dei de cara com meu pai, que estava com uma expressão nada boa... Hoje vai ser uma longa noite de surras.

– Por que demorou tanto pra voltar, seu imprestável?–ele pergunta dando um gole de sua garrafa de tequila.

– D-desculpa, e-eu só estava...

– CALA A BOCA! Vai pro seu quarto guardar essa mochila e desce pra fazer o almoço... Quem são esses aí?–ele pergunta sem um pingo de educação.

– Meu nome é Mariana e eu sou a enfermeira do colégio do Tarik.

– E eu sou o diretor Guilherme. Viemos aqui para que o senhor assine esse certificado.

– Que? Mas que porra é essa? O que é isso afinal?–ele dá mais um gole de sua garrafa.

– Um certificado de adoção!-Satty responde.

 

Eles vão me adotar??? Eu estou sonhando???
Espero que não!

 

– Sabemos que é um agressor infantil, agride Tarik fisicamente, psicologicamente, moralmente e é um pai ausente! Não tente dizer o contrário, sabemos a verdade. E eu faço parte da associação de proteção infantil, e já o denunciei á polícia local. Agora com licença. –ela se vira para mim– Vem Tarik, me mostre onde é seu quarto e vamos arrumar suas malas. –sorrio e vou, mancando, até a escada.

 

Satty vem até mim e me ajuda a subir as escadas para não acontecer o mesmo da última vez no caso, eu cair.
Mostro á ela onde fica meu guarda-roupa, minhas mochilas livres e algumas malas. 

 

– E então?–Satty pergunta me ajudando a colocar as roupas nas malas. Fico confuso e a encaro.

– Então?

– Gostou da surpresa? Eu estava planejando isso á dois meses! Damiani e eu estávamos loucos para saber a sensação de ter um filho, sem falar que ele te adora. –ela fala sorridente e animada, ela expressava uma alegria sincera.

 

Agora fico pensando: se eu tivesse me matado não estaria presenciando esse momento incrível!
Então me lembro de quem me impediu de cometer essa burrice... Não tem um momento em que eu não pense naquele homem maravilhoso, de cabelos quase negros, olhos castanhos brilhantes e lindos, seus lábios perfeitamente desenhados para beijar... 
Droga! Estou deixando Mike tomar conta de minha mente de novo!

 

– Pac?–a mulher á minha frente me chama.

– Oi? Ah, claro que eu amei a surpresa. Não sabe o quanto eu te agradeço Satty... –falo e então percebo que estou deixando lágrimas escorrerem por minha face pálida.

– Ah, não chore. Você vai ser muito feliz, eu te prometo!–diz a mesma me abraçando.

– Obrigado.

Desfazemos o abraço e voltamos á arrumar as coisas.

 

[...]

 

Depois de arrumar tudo descemos e sigo Satty até a porta, quando ia sair meu pai segura meu braço.

 

– Você pode até fugir de mim, mas não vai fugir da culpa! A culpa é sua, seu pequeno pedaço de merda!–ele fala baixo.

 

Damiani vem até a gente e afasta meu braço das mãos de meu pai. Pegamos as malas e andamos até a rua, havia um carro na frente da calçada, um AUDI preto.

 

– Enquanto arrumávamos as coisas o Damiani buscou o carro pra levar as malas. –Satty me explica.

– Ah, ok.

 

Colocamos as malas e as mochilas no porta-malas e entramos no carro, seguindo para a casa do casal.

 

POV MIKE

 

Estou em casa esperando a galera chegar, eu chamei Rezende pra vir na minha casa jogar vídeo game ou fazer qualquer outra coisa. Enfim, como eu disse chamei o Rezende, que chamou o Edu, que chamou o Wolf que chamou o Phoenix. Fazia tempo que eu não falava com o Phoenix, não somos da mesma sala e nem da mesma turma então fica difícil né?

De repente escuto a campainha e, alguns minutos depois, minha mãe entra no quarto.

– Filho, seus amigos chegaram tá? Seus amigos já estão vindo. Você quer que eu pegue algo para vocês comerem ou beberem?

– Pode pedir uma pizza, por favor? Tem PEPSI na geladeira né?

– Tem sim, e eu vou pedir a pizza então.

– Ok, valeu mãe. –ela sai do quarto e os caras entram.

 

Sim, eu trato bem a minha mãe porque eu amo muito ela, e também porque me importo com ela. Meu pai era um otário que ficava indo no bar e quando voltava descontava a raiva nela e ás vezes em mim. Mas ele foi embora e isso que importa.

 

– E aí, Mike dos micão, seu viado!

– Tua mãe! O colchão tá aí atrás do armário junto com o namorado do Wolf. –falo rindo e eles também.

– Vão se foder.

 

Eles pegam o colchão, colocam no chão e se sentam nele Wolf, Edu e Phoenix, Rezende sentou na cadeira do computador do lado da minha cama, onde eu estou.

 

– Ô Mike o Phoenix quer te pedir um favor aê, e achamos a ideia interessante.

– Só me procuram quando querem alguma coisa né seus arrombados. Fala aí o que você quer Phoenix.

– Tem um garoto novo na sua sala, Rafael. E ele e o Felps estão bem próximos, e como você sabe eu gosto de acabar com relacionamentos sem falar que ele até que não é de se jogar fora. O negócio é o seguinte: Vai ter uma festa no final do mês com todos os alunos do colégio, e eu sei que Pac e Luba vão, mas Rafael só vai se o Pac for. Quero que você fique com o Pac pra afasta-lo de Rafael, e garantir que ele vá á festa.

– É o que...? –antes de dar minha resposta minha mãe entra no quarto com a caixa de pizza em uma mão e na outra uma bandeja com copos de refrigerante.

– Aqui meninos, tentem não sujar o quarto, por favor. Fiquem á vontade vocês.

– Ok obrigado mãe. –falo pegando a bandeja colocando a caixa da pizza do meu lado na cama.

– É obrigado mãe!–Rezende diz e minha mãe ri.

– Ela é minha mãe, idiota. –falo rindo.

 

A de mais idade sai do quarto depois de rir conosco e Phoenix me aborda com uma pergunta.

 

– E aí Mike? Como vai ser? Estou disposto a pagar $100.

– Eh... Sei não... Não me dou muito bem com essa situação de...

– $200!

– Olha falando sério eu acho que essa oferta tá meio fraca.

– $300?–ele pergunta.

– $500!–respondo.

– $500?–o encaro erguendo as sobrancelhas com os olhos semicerrados– Beleza $500.

– E $100 adiantado. –entendo a mão e ele me entrega o dinheiro com uma expressão de estresse e satisfação juntos.

– Ok, pode deixar, eu vou fazer o Pac me obedecer num estalar de dedos. –falo estalando os dedos.

– Veremos. Eu quero muito ver no que vai dar “a aposta”. –Rezende diz comendo um pedaço de pizza junto com Wolf.

 

~No dia seguinte... ~

 

Acordei com a droga do despertador tocando no meu ouvido, o desliguei na hora. Levantei lentamente por conta da preguiça e... Da preguiça mesmo.
Fui ao banheiro, fiz minhas higienes e tomei banho, vesti uma regata preta, uma calça vermelha e um tênis vermelho. Penteei meu cabelo para o lado um pouco pra trás e fui pra cozinha e encontro minha mãe.

 

– Oi filho, bom dia querido. Dormiu bem?–ela pergunta rindo gentilmente.

– Mais ou menos... Ainda tenho sono... –falo me sentando em frente ao balcão e me minha mãe está do outro lado.

– Em que momento você não está com sono?–ela pergunta colocando em minha frente um copo de café e um prato com torradas.

– Quando eu estou dormindo. –levo a xícara de café até a boca e bebo.

– Ai, ai, só você mesmo Mikhael. –diz a mais velha rindo depois colocando minha mochila na cadeira ao meu lado– Aqui está sua mochila.

– Valeu. –coloco uma das torradas inteira na boca– Valeu mesmo. –falo engraçado e minha mãe ri de novo.

– Feche não fale de boca cheia, porquinho. –ela diz parando de rir e indo lavar a louça.

 

Acabo de comer e beber meu café. Deixo o meu prato e a xícara na pia e dou um beijo na bochecha da minha mãe.

 

– Tchau mãe. –vou até minha bolsa e a coloco nas costas.

–Tchau, vá com Deus e boa aula.

– Ok valeu!–eu não sou religioso, não acredito muito nesse "Deus" que todo mundo fala. Pode me considerar ateu.

 

Saio de casa e vou andando até a escola, no meio do caminho pego uma caixa de cigarros de meu bolso e um isqueiro, pego e coloco um na boca, logo o acendendo. Depois guardo a caixa e o isqueiro e vou pra escola.

Chegando ao portão encontro Rezende e Edu, Wolf não viria hoje porque teve que ir e resolver uns assuntos com um cara que esbarrou nele ontem. Mas enfim, cumprimento eles e continuamos na porta fechada da escola. Nós chegamos cedo pra fumar ou pra pegar as gostosas que também chegam cedo. Mas hoje eu só queria fumar mesmo. [N.A: vocês não valem nada...].

 

– Aí Mikhael. Não se esqueceu da aposta, esqueceu?–Rezende pergunta enquanto eu dava mais um trago.

– Ah é mesmo... Tanto faz, é fácil iludir quem já está aos meus pés. [N.A: esquece o que eu disse. VC não vale nada!!]

– Que bom "Dono Do Mundo", porque olha lá quem chegou cedo hoje. –Wolf fala apontando pro Tarik. [N.A: lembrou o nome dele hoje né safrado?]

 

Pela primeira vez o vi vir pra escola sorrindo... Por que é que eu ainda estou encarando o moleque? 
Desvio a atenção pro meu cigarro, e quando olho para o lado vejo o portão aberto. Então como sei que o Tarik vai esperar os amiguinhos dele tive uma ideia.

 

– Eu vou entrando pra cuidar das minhas coisas. Vocês ficam aqui e prestem atenção no Tarik, descubram mais sobre ele pra me ajudar.

– Por mim beleza, e você Edu?

– Suave.

– Ok. Vou entrando. Não se esqueçam de serem discretos.

– Fica de boa e vai logo caralho.

 

Vou para dentro da escola e sigo direto pra sala, deixo minha mochila e volto pra fora. Fico na parte do parque fumando mais um pouco. Eu não gosto de fumar tanto assim, é mais quando eu quero me desligar ou quando eu estou nervoso com alguma coisa. (nervoso = com raiva). Fico lá até meu cigarro chegar ao fim. Eu o jogo no chão e piso pra apaga-lo. Quando volto pra sala Rezende e Edu estão lá. E eu vou até eles.

 

– E aí? Progrediram?

– A gente prestou atenção na conversa dos idiotas e descobrimos que o Pac foi adotado.

– E daí?

– Pelo diretor e a enfermeira!

– Que?!–fico pasmo.

– Não entendemos direito também. –Edu diz.

– Tudo bem, e o que mais?

– Que aparentemente ele gosta de poemas e cartas idiotas. Vai ter que estudar poesia Sr. Linnyker, ou devo dizer, Mikhael Vinicius de Moraes. –zomba Rezende.

– Vai se foder, idiota.

– Ah, e mais uma coisa. –ele fica em silêncio, depois encara Rezende e em seguida á mim.

– Fala de uma vez caralho.

– Ele teve um sonho com você, ele disse alguma coisa sobre um beijo e sei lá mais o que. Mas o que importa é que ele está mais frágil e sensível do que o normal.

– Ok beleza. Ainda não estou acreditando que vou ter que fazer isso. –falo em meio á um suspiro.

– Para de reclamar e vai á luta logo. Quanto mais cedo você aceitar mais cedo você se livra disso. –Rezende tenta ajudar– Ah, e lembre-se de ser legal com os amigos dele.

– Tá, tá Mas se vocês pensarem em me zoar por causa disso eu juro que vou até o inferno atrás de vocês!

–... -eles entreolharam com certo receio no olhar.

 

Depois disso eu ia sair da sala, mas decidi fazer algo antes...

 

POV PAC

 

Neste momento estou no pátio junto com o Luba, o Cell foi à sala ao lado da nossa fazer não sei o que. Acho que ele foi ver alguém...

– Pac, o que você acha que vai acontecer quando acabarmos os estudos?

– Eu não sei... Acho que... Faculdade talvez?

– Depois dos estudos você vai procurar mais estudos? Cara, você é estranho. Outras pessoas da nossa idade iriam ser professores, vendedores de tralhas ou iriam roubar a loja da esquina.

– E você? Vai fazer o que?

– Acho que vou me concentrar em seguir meus sonhos, tipo... Conquistar um emprego legal, conquistar uma casa legal...

– Conquistar o T3ddy.

– Também está na lista!-nós rimos.

 

Decidimos ir para a sala, mas no caminho eu estava distraído e esbarrei em alguém... Ah não...

 

– A-ah, m-me desculpa Mikhael... –falo encarando o moreno em pé na minha frente.

– Tá tudo bem. E pode me chamar de Mike se quiser. Oi Luba. –ele fala calmamente... Ok... Quem é esse e o que fizeram com o meu Mikhael?

– Oi, eu acho... –Luba diz sem entender nada.

– Então, a gente se vê mais tarde na aula. -ele bagunça meus cabelos e vai andando na direção oposta á minha– Tchau Tarik.

– Tchau...?–pergunto imóvel no mesmo lugar. 

 

O que é que tá acontecendo??? Eu ainda acho que estou sonhando. O Mike está sendo legal comigo??? Ele falou comigo???

– PAC! OS ALIENÍGENAS ESTÃO ABDUZINDO OS SERES HUMANOS E CRIANDO CÓPIAS MALIGNAS QUE VÃO DOMINAR O MUNDO E A TV GLOBINHO!!!–Luba grita da forma mais histérica possível.

–... 

– Pac? Pelo amor de Deus não desmaia agora.

– E-Eu não sei o que foi isso...

 

Eu não sei se pulava e gritava de alegria ou se continuava imóvel e pensando no por que daquilo.

 

– PAC!–Cell grita correndo até a gente.

– Cellbit! Você não vai acreditar no que... –Luba é interrompido.

– Eu vi! Por isso vim correndo! Pac o que foi aquilo?

– Vai por mim Cellbit, ele tá mais surpreso que você.

– Melhor nós irmos pra sala Luba. –disse gaguejando algumas vezes.

 

Disse ainda tentando digerir o que acabou de acontecer, e quando chegamos à sala cada um sentou em seu devido lugar. Senti que alguma coisa estava faltando, mas resolvi ignorar.

A aula começou e todos já estavam na sala, menos Wolf. Dei graças á Deus por ele não ter vindo. Mas não entendi nada hoje, Rezende e Edu não me bateram assim que me viram, e Mikhael falou comigo... O que está acontecendo?

 

POV SATTY

 

Acabo de entrar na sala de meu marido.

 

– Gui, precisamos conversar.

– Sobre o que, Mari?

– Tarik...

– O que? Aconteceu alguma coisa com ele?–pergunta preocupado se levantando e deixando os papéis que segurava em sua mesa.

– Não, não é isso... É que... Alguma hora, nós teremos de falar com ele, saber o que acontece, ás vezes o vejo entrar na escola sem nenhum arranhão tão visível, mas quando vai embora está com o olho roxo.

– Eu já pedi para que o Mikhael e a turminha dele fiquem longe e...

– Mikhael? Nunca o vi bater no Pac.

– Parando para pensar, eu também não.

– Bem, de qualquer forma. Nós precisamos conversar com ele quando chegarmos em casa. Pode ser?

– Claro Mari.

– Obrigada amor.

 

POV CELLBIT (aleluia)

 

Eu decidi sair da sala pra encontrar aquela pessoa que não sabe me deixar em paz... Parando pra pensar... Se eu estou indo atrás dele, eu também não o deixo em paz... Ué.
Entrei na sala dele, e como previsto, ele também estava de aula-vaga, havia somente ele ali. Quando ele me viu se levantou de sua cadeira e veio até mim, ficamos num canto escondido do corredor.

 

– Ora se não é Cellbitos.

– Felpolino, Felpolino.

– E aí? Você... Pensou no que eu te disse?

– Parece nervoso não é mesmo Felps?

– Tô falando sério Rafael. –ele me chamou pelo nome pela primeira vez.

– E-eu pensei sim...

– E?

– E eu vou te provar!

– Ah vai é?–perguntou desafiador.

– Vou! Vou te provar que gosta de mim, e isso é amor incubado!–disse determinado.

– É o que vamos ver. –ele se vira pra ir embora– Ah, e... –ele se vira para mim novamente e me dá um selinho– Só pra você ficar com essa carinha de sonso.

–...

 

Ele foi embora e me deixou com cara de sonso, como ele mesmo tinha dito, e parado no corredor. Se ele não gosta de mim por que me dá selinhos em momentos inesperados? Pra ver como eu fico vermelho e, segundo ele, minha cara de sonso? Eu vou descobrir se esse Felipe gosta de mim! Vou sim.

E se gostar... Eu não acho isso um problema. Droga. Felipe por que eu gosto do seu jeito babaca de ser, do jeito fofo e idiota que você me trata? Que porra! Eu odeio não ter certeza das coisas, e isso só acontece quando estou apaixonado. Rafael seja forte, não caia na tentação, vulgo Felps.

 Saí dos meus devaneios quando percebi que não tinha ideia de como fazer o Felps admitir que me ama, ou pelo menos tem uma quedinha por mim. O que caras como ele fazem quando estão afim de alguém? Que tipos de sinais eles dão? Vou ter que descobrir sozinho e vou me dedicar nisso, porque eu não desisto tão fácil.

Decidido finalmente, me retiro do corredor e vou à procura de Felipe de novo. Ele estava no pátio conversando com um grupo pequeno de pessoas, não parecia interessado na conversa, mas mesmo assim prestava muita atenção quando alguém da rodinha falava algo. Fiquei ali bisbilhotando a conversa alheia disfarçando sutilmente encostado na parede perto da onde Felps estava.

E voltei á minha maior dúvida: Como fazer para descobrir se ele gosta de mim?
Bom, acho que quando gostamos de alguém tratamos o indivíduo diferente de como tratamos os demais. Então vou prestar atenção em como ele conversa com os amigos e comparar a relação deles com a nossa.

Pelo que eu posso perceber, Felps dá uma atenção igualitária para todos ali em sua volta, responde imediatamente quando falam com ele, aparentemente se distrai muito fácil até mesmo com uma mosca que passa ao seu lado. Confesso é fofo como ele é distraído como uma criança, mas ao mesmo tempo muito interessante como seu rosto sério me traz um ar de confiança e serenidade. Ele não é muito falante, mas deixa claro que está ali ouvindo cada um e que se alguém quiser perguntar algo ele responderá com prontidão.

Eu já tinha notado desde que o conheci, mas nunca consigo deixar de lado como ele arruma bem o cabelo preto levemente cacheado, como aquela camisa xadrez preta e vermelha fica ótima nele, a calça jeans e os sapatos também combinando com seu estilo.
Me perdi tanto nos meus pensamentos que não notei que Felipe não estava mais com sua rodinha de amigos e vinha até mim sorrindo ladino. O sorriso que usa pra me provocar toda santa vez.

 

– E então Sherlock Holmes? Estudando-me? Ou só admirando minha beleza?

 

Se Felipe é convencido? Acho que se houvesse uma palavra pra defini-lo seria Convencido, sem dúvida alguma.

 

– Eu estou estudando você. –o respondi tentando não deixar ele me fazer ficar sem jeito outra vez– E não pense que eu desisto fácil, Felipe, eu sei que você gosta de mim. Só preciso te fazer admitir. –tentei imitá-lo na questão de parecer confiante.

– Sério? Você está muito determinado mesmo. –ele riu levemente– E porque você tem tanta certeza?

– E-eu não tenho... –deixei escapar– Eu só acho isso uma possibilidade não totalmente descartável... Mas você quem deixa isso subtendido.

– Subtendido? Tô achando que isso é só uma desculpa, porque você quem gosta de mim e quer saber se tem chance comigo. –ele falou com uma expressão séria, mas tinha um sorriso provocador no rosto. Como é que ele pensou nisso??

– Q-que? Você quem está se precipitando! Em que mundo eu gostaria de um cara convencido e idiota igual a você? –rebati imediatamente.

– Achei essa resposta muito séria e impulsiva pra uma simples brincadeira. –Felps riu levemente. Desgraçado. Ele só queria me provocar, outra vez.

– Que se dane! Eu vou provar pra você que você gosta de mim sim, mas por ser um convencido orgulhoso não admite.

– Ok. Quero ver quais seus métodos de investigação, Sherlock. –foi só o que ele disse antes de me dar um beijo na bochecha e sair dali.

 

 

To be Continued...


Notas Finais


Capítulo meio curto
mas criatividade tá foda então é o que tem pra hoje
é nóis meuzamô

um abraço
vlw
flw
fui


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