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História Ya no és Niña - Capítulo 3


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Capítulo 3 - La traición


Fanfic / Fanfiction Ya no és Niña - Capítulo 3 - La traición

– Uau. Então o envolvimento de vocês foi bem mais do que amizade, né? – disse Ricky acabando com sua bebida e colocando a taça ao seu lado

– Sim. Eu e Juan tivemos algo inexplicável – olhava pra frente, sem expressão me lembrando daquela noite

– Mas diga, o que Maluma fez para gerar tanto ódio? – disse e cruzou os braços 

– Naquela noite eu não dormi. Eu pensei nele a noite toda, estava ansiosa para vê-lo novamente e poder assumir para todos que estávamos juntos. Só que não foi isso que aconteceu…


Flashback on


Acordei depois de um breve cochilo, porém disposta, tomei um banho demorado, penteei os cabelos e coloquei um vestido florido. Coloquei o colar que Juan tinha me dado no meu aniversário e passei uma maquiagem leve. A produção toda era porque o dia era especial, na minha cabeça, aquele dia eu e Juan nos assumiríamos para todos. Eu queria estar linda pra olhar pra aquela Barbie do Paraguai e dizer a ela que Juan era meu, só meu. 

Fui para a cozinha cantarolando e tomei um café da manhã. Papá já havia saído de casa para trabalhar e Mamá tinha ido ao mercado. Olhei no meu relógio de pulso e já estava quase na hora de Juan chegar para irmos ao colégio como todo dia, então guardei as coisas do café da manhã e escovei os dentes. Quando saí do banheiro ouvi a buzina da moto e meu coração disparou, ele tinha chegado! Peguei meus livros e saí. Quando cheguei na porta, Juan nem tirou seu capacete e deu o reserva dele pra eu colocar 

– Buenos dias, Juan. Como estás? - peguei o capacete de sua mão estranhando seu comportamento.

- Muy bien. Vámonos, estamos atrasados - disse sem olhar pra mim. Engoli a seco, coloquei o capacete e sentei na moto, ele logo arrancou em direção a escola.

Nunca vi Juan correr tanto como hoje, o que estava acontecendo?  

Quando chegamos na escola eu pude ver seu rosto, uma expressão dura e seus olhos fundos denunciavam que ele não havia dormido. Entreguei seu capacete e ele o guardou. 

– Te vejo mais tarde? – perguntei cuidadosa e abraçando os livros 

– Talvez – disse com uma expressão triste

– O que aconteceu, Juan?

– Nina eu… – quando ele começou a falar, eu só vi um vulto loiro passando por mim e dando um tapa na cara de Juan. Me assustei 

– SEU TRAIDOR, DESGRAÇADO E MENTIROSO! 

– Rebeka yo puedo explicar  

– O QUE? QUE VOCÊ DORMIU COM A NERDICITA POR PENA? – Naquele momento meu mundo desabou. Ela sabia? Como?

– Cállate Rebeka, vamos conversar longe daqui – Juan dizia em desespero. Eu não conseguia me mover 

– CALLATE TU! A aposta foi um beijo, não dormir com ela – Rebeka saiu dando vários tapas em Juan que se defendia com seu braço direito

– Aposta? Juan do que ela tá falando? – meu desespero aumentou, a garganta já doía querendo libertar o choro 

– Eu vou te contar tudo, Nina

– PODE DEIXAR QUE EU CONTO. Guilhermo apostou com Juan que ele não conseguiria te beijar. Se em 3 dias ele conseguisse, Juan passaria a andar com a Cartel Elite. Eu permiti que ele cumprisse a aposta, mas era só um beijo e não pra dormir com você! – me sentia destruída, traída e decepcionada. Juan, meu melhor amigo de infância, a pessoa que eu confiava de olhos fechados, me traiu da forma mais cretina que eu poderia imaginar 

– Nina… Perdóname por favor – disse Juan derrubando uma lágrima. Nessa hora, meu rosto já estava molhado com as revelações de Rebeka 

– Isso… Isso não tem perdão – sussurrei e saí correndo. Desviei do monte de pessoas que se aglomeraram pra ver a briga e fui parar atrás da escola. Sentei no chão e apoiei as costas na parede, chorei tudo o que tava segurando e mais um pouco. Ele disse que me amava, me tratou com tanto carinho, me sentia bem em seus braços, por que tudo isso? Pra que apostar meu coração com os playboys do colégio? Eu me sentia péssima, a garota mais idiota do mundo, sendo motivo de aposta pros garotos do colégio e pro seu melhor amigo

– Nina, te encontré – Vi a figura de Juan ofegante na minha frente e levantei rapidamente limpando o rosto 

– O que queres? Jogar na minha cara que venceu a aposta? – Juan levantou a cabeça e olhou em meus olhos, tentou se aproximar, mas eu recuei

– Nunca faria isso, mi amor. Foi um engano, seria incapaz de te magoar 

– Não foi engano, Juan. Eu ouvi ela falando que você apostou com Guilhermo que conseguiria me beijar!

– Eu apostei, admito, mas…

– MAS NADA! Isso foi covarde, cruel e nojento. Aquela noite foi especial pra mim e você se aproveitou disso! – disse apontando o dedo em sua face – Suma da minha vida, Juan. Eu não quero olhar pra sua cara nunca mais, eu não quero lembrar dessa decepção 

– Nina por favor… – dizia Juan com seu desespero aparente, chorando mais uma vez na minha frente 

– Você me machucou demais, eu confiava em você. Eu não quero mais saber de você, a nossa amizade ou o que quer que tenhamos acaba aqui. Não me procure ou eu conto pros meus pais o que fez – saí chorando da frente dele e fui pegar um ônibus pra casa, não dava pra assistir aula naquele estado.


Flashback off


– Isso aconteceu no ano da formatura. Paramos totalmente de nos falar. Passei a ir pra escola de ônibus, a estudar sozinha, a lanchar sozinha. Sempre que eu estava no refeitório eu o via passar com o Cartel, com um olhar vazio, um sorriso falso, sempre acompanhado de uma garota diferente. Ele tinha tanta vergonha, que desviava o olhar quando me encontrava. Mudou de turma na matéria de matemática e até de armário porque o dele ficava ao lado do meu. Aos poucos, acostumamos com a distância e aprendemos a viver sem o outro.

– Isso é muito história de novela, Tina – sorriu – mas fico triste por vocês, formariam um casal de sucesso, além de muito bonito 

– É Ricky, mas não vai acontecer – abaixei a cabeça 

– E como você veio parar – desceu do balcão – Aqui?

– Essa história vai ficar pra outro dia porque eu tô morta de cansada – desci também – Vamos fechar a boate e ir pra casa, por favor 

– Ok, mas a señorita vai ficar me devendo a história de como veio parar em Cartagena

– Tudo bem. Vámonos – nos abraçamos de lado e saímos da boate, a fechando logo em seguida. Ricky me deu carona até em casa e quando paramos na porta da minha mansão, nos despedimos. Antes de sair do carro, olhei pra Ricky mais uma vez

– Ricky, promete não falar para Juan o que te contei? Promete não falar a ele que sou a Nina? – senti certa hesitação no meu pedido, mas Ricky acenou positivamente e respondeu

– Prometo, mi cariño. De mim, ele não saberá de nada 

– Gracias, Ricky – saí do carro e entrei em casa. Ele buzinou uma última vez e arrancou com o carro. Fui largando roupa, sapato, acessórios pelo quarto e fui para o banheiro tomar um banho relaxante de banheira. Coloquei ela pra encher enquanto tirava a maquiagem e desfazia o penteado, quando terminei, tirei minha lingerie e entrei. A água morna e as essências de rosas que coloquei me faziam relaxar, e como consequência, minha mente viajava ao passado, lembrava daquela noite em que fui apenas dele, de seus toques e carinhos, seu jeito delicado e preocupado, seus beijos, seu corpo no meu. Tentava diariamente me convencer que não era mais apaixonada por Juan, mas era inevitável. Já saí com muitos homens, mas ninguém se comparava a ele, nenhum era ele. Terminei meu banho e coloquei um hobby, deitando na cama logo em seguida 

– Eu não vou me entregar a você de novo, Juan. Nunca mais.

Virei pro lado e adormeci logo em seguida.



Notas Finais


E foi isso, pessoas
Juan traiu nossa Nina muito feio.


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