História Yakuza Chronicles - Capítulo 40


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amizade, Angst, Aventura, Bromance, Clã, Criminal, Drama, Família, Humor, Investigação, Máfia, Mistério, Novela, Original, Rivalidade, Romance, Saga, Shounen, Slice Of Life, Suspense, Tokyo, Trama, Yakuza
Visualizações 13
Palavras 3.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 40 - Ruivas são más!


Jadhen corria, corria o mais rápido que podia. Estava perdido na floresta Aokigahara. Alguém o perseguia, podia-se ouvir tiros de 9mm, vindo em sua direção e despedaçando os pedaços de árvores secas. Tropeçou em um esqueleto e caiu, o perseguidor o alcançou e parou atrás de Jadhen.

—Então você achou que poderia fugir sem mim, eh? —disse o perseguidor, aliás, era uma mulher pois tinha voz feminina. O brilho do sol escondia seu rosto.

Jadhen estava ofegante, se arrastava para trás e a perseguidora apontou a 9mm para ele.

—Eu disse para você não fugir sem mim. —Então a perseguidora puxou o gatilho e ouve um clarão incandescente.

—Jad!? Jaad!? Jadhen!? —alguém chamava por seu nome.

Ha! Jadhen acordou com um susto, estava ofegante e suando. Hiro e Juck estavam tentando acordá-lo ao seu lado;

—Cara você está bem? —Juck perguntou encarando-o.

—Você estava se debatendo no sofá, como se sente? —Hiro questionou.

—Merda! —Jad exclamou, então levantou e foi direto ao banheiro.

—Esse cara é muito estranho. —disse Juck.

No banheiro...

Jad se encarava no espelho rachado ao meio, estava suando. Ligou a torneira e molhou o rosto, então se encarou novamente;

—(Que merda de sonho foi aquele? Puta que pariu.) —QUE HORAS SÃO!? —Jad berrou.

—Onze e quarenta. —um dos irmãos respondeu.

—Merda... —saiu do banheiro.

Hiro e Juck estavam jogando truco na velha mesa.

—Você está bem? —Hiro perguntou.

—Já estive pior, o que fizeram a manhã inteira?

—Nada. —responderam em uníssono.

—Hum... Olha só, tenho algo importante a fazer, então pelo amor de tudo que é mais sagrado, mão saiam deste quarto, entenderam?

—Sim. —responderam novamente em uníssono.

—Certo, aqui o dinheiro para o café... Ou almoço, que seja. —colocou o resto do dinheiro sobre à mesa.

—Se cuide. —disse Juck.

Jad retirou-se do quarto e desceu até a cafeteria. Enquanto descia, podia-se ouvir barulhos peculiares vindos de lá, uma voz feminina e profunda berrava de lá.

Jad foi entrando;

—Você quer um pouco também? Eh, devasso? —uma mulher vestida de motoqueira se defendia atacando os seguranças dali com uma adaga. —Vou matar suas crianças também.

—Hey, o que está acontecendo aqui? —Jad perguntou ao chegar na cafeteria.

—E quem é você? —a mulher perguntou e apontou a adaga para Jad, se aproximando dele. —O que você quer!?

—Calma aí meu bem, estou procurando uma prima de um amigo meu! —Jad esclareceu, a mulher estava prestes a esfaqueá-lo.

—Você!? Mas o Tai disse que você era um homem de verdade!

—Sou homem do meu jeito! 

—Não importa puto, vamos sair daqui. —Jad aceitou sem hesitar, pois a mulher o empurrava contra à saída.

Os deixam o motel, em frente;

—Cadê seu carro? —a mulher perguntou.

—Cadê o seu?

—Eu tenho uma moto, você dirige.

—Àquela moto ali? —Jad avistou uma Yamaha V-Max 1700 estacionada.

—Suba! Você pilota.

Ambos sobem na moto.

—Cadê os capacetes? —Jad perguntou.

—Achei que você fosse um homem de verdade! Sem capacetes para homens e mulheres de verdade!

—Óh meu Deus! Obrigado Tai. Apreciei a piada, mano! —Jad exclamou para si mesmo.

—Dê a partida! —ordenou.

—Espera! Qual seu nome, onde vamos!? —Jad perguntou.

—Meu nome é Kendra! E nós vamos roubar cada centavo desse lugar.


Kendra, ?? anos, ruiva, peituda, (íris) castanhas.


—É um ótimo plano... Eu acho.

—Você que é um borra bosta! É um bom plano! Eu estou de olho em três alvos simples; uma loja de bebidas em Amazon, um banco em Japfield e uma loja de apostas em Zeshitown.

(Cidades fictícias)

—E qual nós vamos primeiro?

—Você é o motorista, seu burro! Você escolhe!

Jad pensou no alvo mais fácil, então deu a partida.

(...)

Várias horas antes, Tóquio.

Lawlyet chegou em casa após uma noite de viagem de volta para Tóquio com Johel. Assim que ele entrou em sua casa logo antes das seis da manhã, sua filha, Mayu, disse-lhe que o diretor Nishimura o esperava em seu escritório assim que ele voltasse. Suspirando, pediu-lhe que fizesse um sanduíche e decidiu tomar um banho rápido. Meia hora depois, ele estava dormindo. No dia seguinte, cerca de 10 da manhã, ele estava a caminho do New Millennium Park, onde o DMPT havia sido alojado nos últimos dois anos. O novo Millennium Park foi um novo desenvolvimento de departamentos nos arredores da cidade e estava situado perto da área industrial. O desenvolvimento compreendeu uma dúzia de edifícios de baixa altura, que abrange tanto organizações privadas como governamentais. Lawlyet pensou que o diretor deve ter desempenhado uma boa mão política para que seu departamento se mudasse para instalações tão luxuosas em comparação com os antigos e bastante pobres edifícios da cidade. Ele foi imediatamente ao escritório de Nishimura. A assistente do diretor, Millie, saudou-o e disse-lhe para entrar.

Lawlyet entrou na sala, uma sala chique e cheia de honras a Nishimura, devido ao seu progresso no passado.

—Sente-se, Akira. —disse o diretor. —Onde você esteve? Eu disse a sua filha para mandar você aqui imediatamente. Eu sei que você chegou a Tóquio há poucas horas.

Nishimura Amane, 39 anos, diretor do DMPT. Estava sempre vestido com roupas vintage, olhos (íris) azuis escuras, cabelo curto e grosso com uma coloração castanho escuro.

Estava sentado em sua confortável cadeira atrás de sua mesa cheia se documentos importantes.

—Eu estava viajando naquela autoestrada por quase doze horas. Eu não tive tempo entrar no seu escritório adorável sem deixar o odor de cigarro em tudo o que tocasse. —disse Lawlyet, com uma pitada de sarcasmo.

—Quando digo que quero vê-lo imediatamente, quero dizer imediatamente! —O diretor exclamou. —Então, o que está acontecendo com esse assunto sobre o Submundo? Já há uma grande dúvida sobre o que poderia essa confusão fazer para a indústria do narcotráfico.

—É um quebra-cabeça, diretor —disse Lawlyet calmamente. —O corpo foi encontrado em uma poça de água e entranhas. Estou confiante de que ele foi assassinado porque... 

—Não quero saber os motivos do porque aquele macaco gigante foi morto, quero saber o porquê aquele cafetão foi liberado!

—Não podemos fazer nada contra ele, deixá-lo preso é o mesmo que dar a chave da cela para ele. Não há o que fazer sobre.

—Isso não importa mais, agora, estarei promovendo você.

—Uh, sério?

—Sim, eu vi seu progresso ao derrotar aqueles dois mafiosos no Arkangello, por isso irei promové-lo à vice-presidente temporário, vamos ver como irá se sair.

—Obrigado. Aliás, eu estou planejando invadir o Submundo, já que o boss foi morto, não há recessões.

—Pode fazer isso? 

—Não sozinho, preciso de uma equipe.

—Hm, há um novo colega seu ns área, certo?

—Sim, o tal Hize?

—Esse mesmo, ele irá o acompanhar nessa operação.

—Só um!?

—Você é o vice-presidente, um profissional, certo?

—Que seja, quando vamos apanhar esse novato?

—Hoje mesmo, em frente a este departamento às dez.

—Okay, vou indo, vou tomar um café bem forte e pegar o Johel.

—E quero que saiba, estou te promovendo porquê o antigo vice-presidente foi encontrado morto na última noite, então não haverá outra chance.

Lawlyet se retirou.

O dia amanheceu ensolarado e quente, Lawlyet e Johel estavam esperando pelo novo recrutado em frente ao Departamento;

—Tem certeza que quer deixar ele entrar nessa, Lawlyet? 

—Aí vem ele. —um rapaz se aproximava dos dois. —Você é o novato, certo?

—Hey, meu nome é...

—Tatsuo, nós já sabemos. —disse Johel.

—Vocês são Akira e Johel?

—Exatamente, entre na viatura.

Hize Tatsuo, 25 anos, cabelo meio longo castanho claro e desajeitado, olhos (íris) castanho escuro. Membro do DMPT (Departamento Metropolitano da Polícia de Tóquio).

Os três entraram na viatura, Lawlyet e Johel sentaram-se na frente e o novato atrás.

—Você é novo por aqui? —Lawlyet perguntou.

—Não, eu já estava trabalhando pelas ruas há três anos, então percebi que há apenas um tipo de crime em Tóquio... crime organizado.

—Quer? —Lawlyet estendeu um cigarro a Tatsume.

—Não fumo. —recusou.

—Hum. —acendeu o cigarro para si.

—E então, Hize, o quê você sabe fazer?

—Fui chamado em um caso de disputa doméstica ontem. O sujeito teve um filho, okay? Não tinha mais de vinte anos, espancava a esposa. Então eu acho difícil, entende? Nenhum homem agride uma mulher. Bem, afinal a mulher sai o dia inteiro e quase deixa seu filho de três anos morrer de fome. Tudo bem, então, o que eu faço? Eu poderia prender esse sujeito, e deixar um garotinho com uma mãe viciada em drogas, ou eu deixo um cara sair com a vitória de sua esposa e criar um filho marginal. Quero dizer, é difícil lá fora quando ninguém está certo.

—Violência doméstica? —Johel questionou.

—Isso mesmo, negócio sério.

—Lawlyet, posso partir?

—Sim.

Johel dá a partida na viatura.

—Bem, eu lido com Yakuzas e psicopatas, todos eles tendo muito dinheiro, nenhum deles teme em me matar, você ou todas as nossas famílias, se eles acharem que isso irá beneficiá-los. Agora, isso é um pouco mais sério do que uma disputa doméstica, amigo. —disse Lawlyet, em seguida deu uma tragada no cigarro.

—Ei eu não quis dizer que...

—Eu não estou interessado no que você quis dizer. Veja, você disse que encontrou uma mulher viciada em drogas e que era uma situação difícil e que não sabe resolver o caso. Agora, como diabos devo confiar minha vida a você se você está tão confuso?

—Olha, eu sou um bom policial.

—Isso não é sobre ser um bom policial, mano. —disse Johel.

—Trata-se de assumir o controle da porra toda dos malditos Yakuzas que conseguiram! —Lawlyet exclamou.

—Eu sei. —disse Tatsuo.

—Isso é uma jogada em que tentamos ferrar o máximo de caras maus possível, arriscando nossas vidas e de nossas famílias, está pronto para isso?

—É bom ele estar. —disse Johel, irônico.

—É estou. Hey, Lawlyet qual o nosso caso atual?

—Vamos botar pra quebrar no distrito da luz vermelha.

—O Submundo?

—Sim, o grande Dhedalus foi morto e agora limpar a bagunça dele. —Johel esclareceu.

...

Horas depois...


Seja bem-vindo a Zeshitown!

População: 1,200.


Zeshitown, Jad chegou na cidade que, apesar das estruturas, não se diferenciava de Shintown.

—Onde fica essa merda de loja!? —Jad perguntou ao parar na sinaleira.

—Está cego!? Àquela ali na frente!

A sinaleira abriu, Jad andou mais um pouco e parou em frente a loja. Ambos desceram e Jad ficou perto da entrada enquanto Kendra pegava algo na mochila que carregava.

—(Merda Tai, no quê você me meteu!?) —Jad pensou.

—Aqui! —estendeu algo para Jad.

—C4!? De onde você tirou isso!? —pegou a C4. —Você quer roubar uma casa de apostas?

—Você não é homem o bastante? Aliás, você quem escolheu.

Ambos entraram na loja de apostas, uma loja simples e com atendentes nos caixas. A loja tinha alguns clientes jogando. Havia uma sala ao fundo com uma placa "Somente funcionários".

Kendra empunhou um revólver .38  de dentro da mochila e mirou para o recepcionista;

—Eu sei o quê tem na sala ao fundo! Abra ela ou eu estouro sua cabeça! —Kendra exclamou.

—Só na próxima vida, puta. —o recepcionista retrucou.

Kendra não hesitou e puxou o gatilho. A parede ficou manchada e a cabeça do recepcionista abriu-se ao meio. Os clientes foram ao desespero e para o chão.

—Eu te avisei, desgraçado! Jad! Exploda a porta de metal lá atrás! Já!

—É para já! —correu até a porta dos fundos, plantou o C4 e saiu correndo de lá.

—Aqui o detonador! —tirou-o da mochila e jogou para Jad.

No mesmo instante que pegou, Jad apertou o botão e o lugar tremeu com um rugido forte.

—Pegue a grana com isso! —jogou a mochila para Jad, que a deixou cair no chão ao tentar pegá-la no ar.

Kendra bufou de raiva, por isso Jad pegou a mochila com um agarrão e correu até o depósito explodido. Havia um cofre aberto lá, cheio de dinheiro. Começou a colocá-lo dentro ds mochila. Enquanto na loja de apostas, podia-se ouvir vários disparos vindos de lá.

Jad recolheu o dinheiro, bolinho de dinheiro por bolinho de dinheiro. Ao terminar, correu de volta para a loja de apostas, todos os 9 clientes estavam mortos.

—Você é uma maldita psicopata! —Jad exclamou enquanto caminhavam até a saída.

—E você é lerdo pra caralho! Da próxima vez, se você demorar eu te mato!

—Qualé, vamos cair fora daqui antes que o xerife meta uma bala em nosso rabos.

A polícia havia cercado o lugar, mas Jad e Kentra já estavam longe, fora da cidade. Agora tudo o que restava no local era uma cena do crima na qual a culpada jamais será encontrada.

Jad parou a moto na beira da estrada.

—E agora? Para onde vamos?

—Eu tenho um esconderijo nas montanhas! São 14 horas de viagem, é melhor chegarmos antes do amanhecer!

Horas depois...

Shintown, Motel;

—Cara eu acho uma péssima idéia. —Juck discordou.

—Eu só vou comprar algo para comermos. —Hiro insistiu.

—Ainda é uma má idéia, Jad diss...

—Jad disse mas deixou dinheiro.

—Ah, tá certo, mas não demore.

—O quê vai querer?

—Qualquer coisa.

—Certo.

Hiro retirou-se do quarto e desceu até a cafeteria. Estava tudo normal apesar do acontecido — desconhecido por parte dos irmãos — há algumas horas antes. Havia um único cliente ali, o mesmo que cliente que Hiro encarou no dia anterior, ele estava em um dos assentos, com o queixo apoiado sobre a mão que estava apoiada sobre à mesa. Observava o nada janela afora.

Hiro parou em frente ao balcão de atendimento;

—Olá! Em que posso ajudá-lo? —a gorda recepcionista perguntou.

—Ahm, duas porções de sashimis.

—Hm, okay, pode esperar?

—Sem problemas.

A gorda se retira até a cozinha.

Enquanto procurava um assento, Hiro passou pelo sujeito;

Hey, você. —o sujeito chamou. —Sente aqui.

—Ahm, eu? —Hiro se acusou.

—Há mais alguém aqui?

—Bem... Okay.

Hiro sentou em frente ao rapaz.

—E o que você quer? —Hiro perguntou.

—Nada demais, só conversar, perder o tédio.

—Estou esperando um pedido então okay, quer falar sobre o que?

—Não sei, pergunte-me algo. —encarou Hiro.

—Vejamos, seu nome?

—Mike.

—Mike...? De?

—Só Mike. Qual seu nome?

—Rishter.

—De?

—Seria um problema se eu revelasse.

—Sem problemas.

—O que faz neste fim de mundo?

—Eu me exilei por conta de um trabalho.

—Como assim? Trabalho?

—Eu sou um assassino profissional.

—Ha, duvido, quantos anos você tem?

—Quatorze.

Mike, 14 anos. Assassino profissional (?). Cabelos escuros e meio longo, olhos (íris) com uma coloração incomum; azul violeta (azul mediterrâneo). Vestido com um moletom verde, calças jeans azul e uma bota. Mistérios se contém neste rapaz.

—Que tipo de trabalho você fez? 

—Digamos que matei alguém importante.

—Hum, eu também tenho quatorze.

—O que fazem por aqui?

—Er... férias... 

—E aquele outro é seu irmão gêmeo?

—Meio óbvio, não é?

—Poisé.

—Você vai ficar pela cidade?

—Talvez, por que?

—Sabe, ficar sozinho pode ser intendiante.

—Eu sempre estive sozinho. —desviou o olhar janela afora.

—Ahm? E seus pais? Irmãos?

—Eu venho de um orfanato, a Yakuza me comprou quando eu tinha oito anos. Fui criado como um assassino para atender seus favores.

—Você é um Yakuza? —perguntou meio desconfiado.

—Você tem algum problema com eles? E não, eu desertei há algum tempo.

—Ah...

—Eu acho que devo estar no controle do meu próprio destino.

—Todos devemos.

—Desculpe pelo comentário mas... —encarou Hiro mais uma vez. —Você é bonito.

—Eeh? —ficou corado com o comentário. —Você é...

—Não. Apenas falo o que penso, nada de mais. Aliás, eu nunca vi olhos tão belos como os seus.

—Obrigado...

—Hoje em dia as pessoas são todas iguais, por isso passo a admirar as diferentes, como você.

—Aliás, seus olhos também são... Diferentes?

—Acho que sou um dos únicos do Japão a ter olhos azul mediterrâneo, você tem mais chances de ganhar na loteria do que nascer com esses olhos, acredite.

—Você já esteve em outros lugares?

—Já estive em vários lugares do mundo como assassino, ganho a vida com isso.

—E que tipo de pessoas você mata?

—Às que me são ordenadas.

—E se... te pedissem para matar uma criança, você mataria?

—Sim, eu mataria... Quem me pediu.

Aqui está seu pedido. —a gorda chegou com os sashimis em uma bandeja e a colocou sobre à mesa.

—Obrigado. —Hiro levantou-se e pagou a gorda. —Mike, você estará por aqui pela noite?

—Eu aluguei um quarto.

—Okay, vejo mais tarde. —pegou a bandeja e retirou-se. —Tchau.

Bye.

Hiro subiu para o quarto. Enquanto subia as escadas, notou que em toda a conversa, Mike nunca mudou a expressão séria e fria, sequer sorriu.

—Merda, o que te segurou? —Juck perguntou enquanto o aguardava no final da escada.

—Nada...

Naquele mesmo instante...

Em frente ao Exílio;

Lawlyet falava ao celular enquanto Johel e Hize, acompanhados com outros policiais, prendiam alguns integrantes do Submundo;

—Escute aqui filho, eu não me importo importo com você, eu não me importo com seus princípios, eu não me importo com seus amigos. —disse Lawlyet, viu que Johel se aproximava. —Estou tentando te preparar para a vida aqui, rapaz, você é menor de idade e já é um Yakuza. Você não é útil para mim, garoto. Talvez eu deveria matá-lo em vez disso? Johel, organize um esquadrão de invasão. 

—Sem problemas com isso! —Johel respondeu irônico.

—Você ouviu isso? Você está sentindo a gravidade da situação? Amanhã você pode acordar com a cabeça a cinquenta metros de distância do seu corpo, filho. Faça o que concordamos. —desligou.

—Tudo beleza aí mano? —Johel perguntou antes de entrar na viatura.

—Mano? Eu sou seu maldito superior, e que você não se esqueça disso. E sim, está tudo bem.

Ambos entraram na viatura.

—Está tudo feito, agora o Submundo não passa de uma rede de esgoto. —disse Johel.

—Quem sabe nós não damos um jeito naquele Jigoku, não adianta dar um fim a um lugar se outro continua negociando.

—Ainda estamos longe disso, muito longe.

—Amanhã você pode ficar de folga, eu assumo daqui.

—Se você diz.

—Agora saia do carro, eu dirijo.

—Okay, chefe. —saiu do carro. Lawlyet partiu com toda a ignorância possível. Estaria o poder subindo a cabeça? O "corrompendo"?

Agora que estava de folga, Johel iria se afundar na gandaia com um velho amigo.

19:40, esconderijo de Kendra.

Jad estava subindo por uma rua de terra, acima dos campos de Amazon.

—(Quatorze horas de viagem? Seu rabo, sua psicopata de merda.) —Jad pensou enquanto dirigia.

Parou quando chegou em frente a uma cabana repleta de motos e um carro antigo. Era uma cabana caíndo aos pedaços.

—É bem aqui. —disse Kendra.

—O que vamos fazer aqui?

—É o esconderijo dos bandidos.

—Bandidos? Calma aí...

—Calado! Vamos descansar e depois assaltar outro lugar.

Começaram a caminhar em direção a cabana.

—Dois em um dia? Por que tanta pressa?

—Er... Negócios.

—Que seja, vamos descansar.

Entraram na cabana, ela tinha uma única cama, um forno (roubado) e uma geladeira enferrujada.

Jad desabou em uma poltrona perto da cama, tentando relaxar, mas não ousando em dormir.

—Estou faminta... —Kendra sussurrou para si mesma, então tirou a jaqueta e a jogou sobre a cama velha. Foi até a geladeira e tirou um pote com algo dentro, algo que tinha um odor terrível de podridão. O forno ficava perto ds cama, Jad pôde ver dedos humanos dentro do pote, misturado com uma substância marrom e pegajosa. Kendra colocou o pote dentro do forno e colocou para esquentar.

—Ei, de onde vem essa energia elétrica? —Jad perguntou.

—Não interessa, descanse!

—Veja, eu não tenho tempo para descansar, tenho que tomar conta de dois garotos qhe estão sozinhos em Shintown.

—Problema seu!

Kendra andavam cinicamente em círculos esperando o forno apitar.

—E eu quero uma parte dos lucros! —Jad protestou.

—Aqui... —tirou um bolinho de dinheiro da mochila e jogou para Jad.

—Quinhentos ienes? Eu assaltei uma casa de apostas por quinhentos Ienes? Deve ter uns dez mil aí!

—E quem disse que o dinheiro é pra mim!?

Tin! O forno apitou. Kendra imediatamente pegou o pote lá de dentro e sentou-se na cama para comer com as mãos.

—Você é muito nojenta. —disse Jad.

Kendra devorava os pedaços de carne dentro do pote. Então, ela parou de comer e olhou fixamente para Jad.

—Algum problema? —Jad perguntou.

—Eu quero você... Dentro de mim...

—O... Quê?

—Escute-me, Jadhen, se não transar comigo, irá compartilhar a cova com três amantes meus ali atrás.

—Ah meu deus...

—Quero você... —jogou o pote para longe e sentou no colo de Jad.

—Hey, nã... —ela o beijou. Um beijo fedido e carnicento. Jad tentou afastá-la mas relembrou das palavras dela, então aceitou.

Ele pegou-a no colo e a jogou na cama e abriu o zíper da calça. Rapidamente, Kendra retirou sua calça de couro apertada e Jad jogou-se sobre ela, ele desejava terminar aquilo o mais rápido possível.

Quando ele a penetrou, ela arqueou as costas delicadamente na direção do movimento sexual e murmurou:

—Seja meu parceiro… Jad... Eu te amo... —a mulher se perdia nas palavras enquanto Jad a penetrava.

—Eu também te odeio... — disse ele.

Eles começaram devagar, e ele sentiu o suor começando a fluir de sua pele enquanto ela acelerava embaixo dele.

Os poros dela tinham se aberto e estavam exalando um aroma terrível de suor. Jad estava odiando aquilo, de longe foi sua pior relação sexual que já teve.

—Por trás... Me coma por trás... —ela pediu enquanto se contorcia de prazer.

—O quê? Sem jeito.

—Por trás, senão eu irei fazer nossa janta com seus testículos!

—Ah, cara... —virou ela de 4 e começou a penetrá-la sem dó, um tipo de punição pelo o que ela havia feito na loja de apostas.

Ela gritava de prazer e dor aí seu masoquismo foi exposto.

Foi uma longa sessão de penetração, e Jad chegou em seu clímax, como já esperava, não ejaculou tanto pois aquilo não era nada excitante.

—Ah... Ah...Que delícia... —ela caiu de exaustão sobre a cama.

—Será que nós podemos sair para roubar agora?

Continua...


Notas Finais


Essa semana vou entrar em "semana de provas", então o próximo capítulo pode demorar um pouco. Até!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...