História Yamiro. E se? - Capítulo 1


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Categorias Sou Luna
Personagens Emília, Jim, Nico, Personagens Originais, Ramiro, Yam
Tags Jim, Ramiro, Sou Luna, Yam, Yamiro
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Palavras 7.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fic NOVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Quis fazer uma fanfic Yamiro pois sem duvida nenhuma esse é um dos casais mais injustiçados da minha série. Então... Aqui está a minha fic.
B
O
A

L
E
I
T
U
R
A
!!!!!

Capítulo 1 - Giro de 360 graus em minha vida.


Por Yamilla

 

Dez anos. Dez anos para muitos é apenas um número. Uma década. 87600 horas. 3650 dias. 521,429 semanas. 120 meses. 10 anos. Uma década. 1/10 de um século. Para mim é mais do que isso…

 

Há exatos 10 anos atrás minha vida deu um salto mortal. Sempre fui feliz na Argentina. Nunca havia pensado em sequer sair de meu país de origem. Tinha tudo o que poderia querer. Tudo o que toda garota de na época 18 anos iria querer. Minha casa. Minha melhor amiga, Jimena, que me acompanhou e ainda me acompanha em tudo. Meu colégio, o Blake South College. O Roller, onde eu passei por momento incríveis. E meu namorado, Ramiro. Que foi o motivo de eu deixar tudo aquilo para trás.

 

Sei que devem estar pensando que me mudei de país com ele… mas não foi bem assim. Me mudei de país justamente para (tentar) me esquecer dele. Porém, as lembranças dele vão me acompanhar para sempre.

 

Diário off

 

Me levantei da minha cama, onde eu estava enfurnada desde as 8h da manhã. Pois bem… deixe-me me apresentar. Sou Yamilla Sanchez. Tenho 28 anos. Moro em New York a exatamente 10 anos. Tenho uma filha de 10 anos, chamada Chiara, e moro com minha melhor amiga e minha menininha em um apartamento no centro de Nova York. Ainda tenho muito contato com meus antigos amigos do Jam and Roller, porém, embora faça um esforço para conseguir notícias com Matteo, noivo de Luna, uma grande amiga minha, não tenho muitas notícias do único que me interessa. Ramiro Ponce.

 

Ramiro era o menino mais popular, depois de Matteo, do Jam e Roller e da escola. Sempre o achei metido a besta, mas futuramente, soube que aquilo era o que eu mais temia. Amor. Na escola, era a única que não babava e venerava o chão em que o chileno pisava. Minha frase favorita era “uns se drogam, uns fumam, uns bebem e outros se apaixonam. Cada um se mata a sua maneira”. Nunca havia pensado que me apaixonaria por ele. O achava bonito, mas também, todas achavam! Ramiro era realmente muito lindo. Tinha o cabelo cacheado preto,  era forte, alto. Um modelo em forma de adolescente. E ele foi escolher justamente eu. Oh droga! Se eu ficar melodramática assim o dia inteiro, não tem quem me aguente.

 

Sai bufando de minha cama e segui em direção a cobertura do apartamento. Ao passar pelo corredor, vi Jim deitada, abraçada com Nicolas. Nico era namorado de minha amiga desde a época em que eu nam… desde que tinha 18. Eles eram praticamente casados, porém, o Navarras tinha respeito pela namorada que tinha…

 

Flashback on:

 

Eu fazia um esforço absurdo para entender Ramiro. Como ele pode largar a equipe do Roller para entrar nos Red Sharks?! Mas também tinha que entender o lado dele. Ramiro realmente queria ser patinador profissional, e se ele precisava de uma equipe nova, era isso que ele faria. Porém… tinha que escolher uma equipe com tanta piranha!? Essa Emília não para de se esfregar no meu namorado, e eu estou lutando com todas as minhas forças pra não tacar um salto alto na cabeça dela, pra ver se a fulaninha entende que esse aí tem dona! Já foi Fernanda, Daniela , e agora Emília ?! P*ta que pariu! Ninguém merece.

Me sentei com Jim para tomar um lanche, tentando inutilmente entender o motivo dos meus enjoos daquela semana. Já havia vomitando 6 vezes em uma semana. Segundo Nina, podia ser virose ou infecção estomacal.

 

J: Ainda tá passando mal?

Y: To sim! Mas vai passar. Preocupa não. Aliás… tenho uma notícia pra você!

J: Aí meu Jesus! Tem haver com as audições para a Escola de Canto e Dança de New York?

Y: Fomos aprovadas!!!

J: NÃO ACREDITO!! ISSO VAI FICAR EXCELENTE NO NOSSO CURRÍCULO!

Y: Pena a gente não se matricular… mas eu não quero largar o Ramiro…

J: Eu até queria! O Nico me disse que a banda foi chamada pra um colégio de música lá. Disseram que lá eles vão treinar com os melhores! Ficar famosos mesmo… mas cê sabe. A gente fez audiência em duplas. Só aceitariam nós duas.

Y: Tá me fazendo ficar culpada…

J: Não fica! Sabíamos que seria só um treino. A de Buenos Aires nos espera. Aliás… tá fazendo o que aqui, mulher? Vai deixar a p*ta da Emília sozinha com seu boy?

Y: Tinha saído de lá pra não avançar nela! To indo.  Não toma meu milkshake!

J: Vou fingir que você não tá comendo o quíntuplo do que o normal…

 

Corri em direção a pista, e me deparei com a cena mais horrorosa que eu poderia ver naquele momento. Emília estava agarrada com meu namorado, que correspondia ao beijo. Fiquei boquiaberta, olhando com lágrimas nos olhos a cena, e vi o exato momento em que Ramiro pareceu reparar na minha presença. Emília saiu assim que me viu. Queria sair correndo, mas minhas pernas se moveram em direção a ele. Vi que ele abriu a boca, talvez para inventar alguma desculpa, mas fui mais rápida. Acertei a mão em seu rosto. Respirei fundo e disse:

 

Y: Acabou.

R: Yam! Espera! Foi a Emília que me agarrou, eu juro!

Y: É o que todos dizem! Acabou! Sai de perto de mim. E acredite, nunca mais quero olhar para a p*rra da sua cara!

 

Larguei ele sozinho e voltei para a lanchonete, com as lágrimas escorrendo sem meu controle pelo meu rosto. Queria sumir, evaporar, morrer… Jim se inteirou do caso assim que me encontrou sentada chorando no camarim. Vi o ódio em minha amiga ao me deixar sozinha para falar com o namorado, e segundos depois, voltar sorrindo, falando:

 

J: Passamos na Faculdade nos EUA?

Y: Sim. Por quê?

J: Borá estudar lá, Uai! O meu namorado vai mais os meninos! Vamos também!

Y: Eu topo! Se eu olhar pra cara dele de novo eu vou fazer alguma besteira.

 

Fui para casa e conversei com minha mãe. Mamãe tinha sido mãe solteira. Tinha a cabeça livre, se eu estivesse feliz e não fizesse mal a mim mesma e a ninguém estava ótimo. Ela me apoiou muito, principalmente com a notícia que recebi 4 semanas depois. Iria ser mãe.

 

Flashback off

 

Entrei com cuidado no quarto e chamei Jim, que levantou quase caindo da cama, enquanto Nicolas resmungava algo sobre acordar cedo ser coisa do demônio. Assim que eles estavam suficientemente despertos, falei, em tom de bronca.

 

Y: Vocês dois… podiam ao menos fechar a porta. Não sei se já notaram, mas moramos com uma garota de 10 anos sob nosso teto, e do jeito que vocês são, minha filha vai querer dormir na casa do primeiro namoradinho que arranjar! Tem que dar exemplo. Que padrinhos foram esses que eu arranjei pra minha menina ?! Devia ter escolhido a Âmbar e o Simon. Eles sim são responsáveis!

N: Yam… Sério que você me acordou pra isso?! Cheguei ontem as 4 horas da manhã por conta da turnê, viajei 12 horas em um avião cheio de bebês chorando, e você vem me acordar…- ele fez uma pausa para olhar no relógio – as 8:50 da madrugada?!

J: Podia ter me deixado dormir, né amiga? Amanhã tenho apresentação de ballet e preciso dormir no mínimo mais 5 horas!

Y: Jimena Medina e Nicolas Navarras! E vocês poderiam fechar a porta! A Chi deve ter visto a cena que eu vi quando saiu pra ir pra escola!

N: Eu dormindo de sapato, calça jeans e moletom e a Jim de pijama de moletom?

J: PelamordeDeus Yamilla!

Y: Daqui meia hora no máximo eu chamo vocês pro café! Aliás, Nico, o Pedro e o Simon vem pro café?

N: Devem estar fazendo o que eu queria estar fazendo! Dormindo…- disse o loiro, colocando o travesseiro em cima da cabeça e puxando o edredom – Boa noite, minha ruiva e Yamilla!

J: Pode dormir, te chamo pro almoço!

 

Jim saiu do quarto junto comigo, fechando a porta ao sair. Assim que virei o corredor em direção a cozinha, começamos a rir. Após 5 minutos rindo sem parar, peguei e disse.

 

Y: Jim, vai lavar o rosto e escovar os dentes! Olha, sei que o voo do Nico chegou às 4 e você deve estar exausta. Aliás… que horas vocês chegaram mesmo?

J: As 5:40 mais ou menos. Não tinha nem um lugar mais longe pra colocarem esse aeroporto não? Aliás, metade disso foi culpa do Pedro e do Simon, que inventaram de ficar tirando foto! O Nico deve ter saído babando no meu ombro em alguma revista de hoje.

Y: Bem que percebi que chegaram tarde! Já tava acordada.

J: Hoje é hoje, né amiga?

Y: Sim…

J: Vai ligar pro Matteo?

Y: Não sei… não gosto de ficar importunando ele pra ter notícias de um ex que eu não vejo a dez anos.

J: Ex que é pai da sua filha! Aliás… ele não sabe até hoje?

Y: Não! Nem quero que saiba. O meu largou minha mãe por minha causa. Às vezes foi o destino que me fez ver aquilo, antes que ele me largasse por causa da Chiara.

J: As vezes acho que ainda tem um pino solto nessa história… mas não é hora pra isso… aliás… a Chiara já te perguntou alguma coisa a respeito dele?

Y: Não, mas não vai demorar muito…

J: Você ainda tem fotos dele? Talvez algum dia ela vá querer ver… saber por que não se parece tanto com você… e você não pode esconder isso dela! Ela não é filha de chocadeira.

Y: Tenho. Tão naquela caixinha de madeira que fica trancada no ateliê. Mas vou esperar ela pedir antes… tá tão mocinha, minha pequena.

J: Tá mesmo imensa a Chiara... depois você pode me mostrar as fotos que você ainda tem dele? A Chi vai querer saber logo. Acho estranho ela nunca ter ido atrás de você. Afinal, ela já me perguntou umas vezes.

Y: Quando foi isso?! Ela nunca me perguntou nada.

J: Há cerca de duas semanas...  ela me perguntou como ele era, se eu conhecia, se ele era legal e... por que vocês terminaram....

Y: e o que você respondeu , criatura?

J: 1- seu pai era quase um modelo, o mais lindo do colégio, 2- sim, foi amigo meu até o termino de vocês, 3- ele ERA legal, 4- isso ela teria que perguntar pra você.

Y: Cê acha normal ela nunca ter perguntado nada pra mim até hoje, digo, essa falta de interesse dela?

J: Acho! Seu pai te largou quando você era pequena... as vezes ela pode achar que aconteceu o mesmo... embora eu não ache certo você nunca ter procurado ele, eu mais do eu te entendo- disse Jimena, me fazendo revirar os olhos enquanto dispunha as panquecas e a jarra de suco na mesinha da cozinha... sabia que Jim estava certa, mas ela também tinha que entender que reviver aquele passado ainda era muito doloroso para mim.

Y: Tem vez que morro de vontade de procurar o nome dele na internet, mas fico com vergonha...

J: Mas eu não fico! Pega o laptop- corri para pegar o computador, com um misto de emoções dentro de mim. Queria ter noticias de Ramiro, mas tinha medo do que iria encontrar...

 

Entramos no google e jogamos o nome dele, rezando para que não houvessem muitas pessoas com o mesmo sobrenome dele. Após cerca de 5 minutos tentando conectar inutilmente na internet de nosso apartamento, finalmente pude ter os resultados que tanto esperei para ter.

 

Google on

 

Ramiro `Ponce  ganha ouro olímpico na patinação artística

Ramiro Ponce publica novo rap, que atingiu a marca das 1.000.000 de visualizações em 2 dias

Ramiro Ponce posta fotos de final de semana com o filho, Jorge.

 

Google off

 

Comecei a ler as noticias junto com Jim, até chegar em uma que me marcou realmente. Jim, ao ver minha cara, abriu o site de fofocas. Lá estava ele. Continuava lindo, porem, se fosse reparar bem, o cabelo dele estava mais curto, e aquele visual de rapper desinteressado havia sido substituido por um outro, ainda informal, porem muito mais serio do que antes. Comecei a ler a noticia, com o coração apertado de saudades. Porem, a reportagem que li fez a saudade virar outro sentimento. Ódio .

 

Reportagem on

 

Esse final de semana, Ramiro Ponce foi flagrado junto ao filho, Jorge Lopez Ponce, fruto de um antigo namoro com a também patinadora Emília Lopez, atualmente casada com o também patinador e cantor, Benicio de Nuzo , em uma ida ao cinema. O patinador, ao ser convidado pelo repórter de nosso site a um bate-papo, disse:

 

Repórter; O senhor possui algum vinculo amoroso com a patinadora Emília?

Ramiro : NÃO! Meu único  vinculo atualmente com Emília é o profissional, uma vez que ainda participo em algumas apresentações dos Red Sharks. Sempre teremos o Jorge como ligação, mas fora isso não temos mais nada.

Re: O senhor namorou com ela por quanto tempo, exatamente?

R: Fiquei com a Lopez durante aproximadamente 2 meses. Foi durante um período difícil para mim, e Emília me ajudou muito durante aquela época. Depois disso veio o Jorge, que é a luz da minha vida.

Re; O senhor poderia informar o que, exatamente, foi o tal “momento difícil”?

R( constrangido): Tive um termino com uma namorada nessa época. Ocorreu um enorme mal entendido e depois disso perdi totalmente o contato.

Re: O senhor poderia citar o quem era a sua namorada?

R: Receio que não, por motivos da privacidade da mesma. Tive apenas umas duas ou três noticias dela após nosso termino, uma vez que eu voltei pouco depois para meu país natal, o Chile, e até onde eu saiba, ela se mudou para os Estados Unidos, e isso foi tudo o que na época eu consegui arrancar de uma amiga dela, a Luna, noiva do cantor Matteo Balsano.

 

Entrevista off

 

Desliguei com força o laptop, com as lagrimas que eu continha se derramando em meus olhos. Não podia acreditar que Ramiro tinha tido um filho com a p*ta d*sgraçada da Emília. E ainda por cima que a guarda do menino ficava com ele, “pai solteiro” como ele se definiu em outra entrevista. EU havia tido uma filha com ele. Poderia ser EU junto a ele, passeando com a NOSSA filha no shopping. Falando sério! Sei que pode ser dor de cotovelo, mas Se a Emília tivesse se casado com ele doeria menos. Mas eu sabia. Sabia que Emília nunca quis ficar seriamente com ninguém naquela época. Como Âmbar já havia me explicado, Emília tinha ranking de conquistas, ficou com Matteo, largou. Ficou com, na época, MEU NAMORADO, e jogou fora. Estava até surpresa de ela ter se casado, e justamente com o Benicio. Jimena, ao ver meu estado, buscou uma água com açúcar para mim e me fez sentar. Depois de me acalmar, disse.

 

Y: P*ta que pariu! Como o Matteo nunca me disse isso!

J: Tentando te preservar. Ou pensando que você já sabia, afinal... você também vive saindo em sites de fofoca. Decerto pensou que você skalteava ele nas redes.

Y: Vou ligar pra ele.- vi os olhos de Jim se arregalarem- pro Matteo, eu digo.

J: A tá! Que susto! Pensei que você iria ligar para aquele FDP!

Y: Vou desenhar um pouco! Qualquer coisa estou no ateliê.- eu disse, me levantando sem nem mesmo tocar em minhas panquecas.

 

Entrei no pequeno quarto do apartamento que me servia de ateliê. Aquele quarto era meu refugio. Havia uma pequena escrivaninha em um canto, onde eu deixava meus esboços, varias araras cheias de roupas, minha maquinha de costura e uma poltrona perto do armário de tecidos, para quando eu resolvia costurar a mão. Também costumava manter meu violão lá, para os momentos em que resolvia compor minhas musicas. Meu nome como estilista e cantora vinha crescendo muito. Ao menos isso eu tinha que agradecer a Emília. Se não fosse por aquela p*tinha, teria ficado em Buenos Aires, e talvez meu nome não teria crescido tanto.

Porém, não estava lá apenas para costurar. Eram lembranças que eu queria reviver.

 

Me abaixei em frente ao armário e puxei um pedaço falso da madeira do guarda roupas. Sorri ao revelar o pequeno fundo falso e delicadamente puxei o pequeno caixote de madeira. Me sentei no chão mesmo, e despejei todas as minhas antigas fotografias no chão. Do meio dessas, puxei uma, tirada por Jim. Foi a foto de nosso primeiro beijo. Também peguei uma foto de Ramiro. Eu estava de costas para ele, que havia pedido a Simon para tirar uma foto nossa.

Enquanto olhava aquelas fotografias, comecei a cantar.

 

Borrar Tu Mirada

 

Hey! Hey!

Pongo blanco sobre negro

Termino este juego de a dos

 

Hey! Hey!

No me tienes, ni te tengo

Ya no deberás decir no

 

Hey! Hey!

Tu a lo tuyo y yo a lo mio

Comenzo una nueva función

 

Hey! Hey!

Tu no quieres, yo no quiero

Yo no deberás mentir, no

 

Cada amanencer que pienso en ti

Entra la duda de saber si piensas en mi

Por la tarde, si te veo partir

Pienso y no me animo, no soy tu destino

 

En la noche trato de olvidar

Pero te recuerdo intento y no puedo

Cuando duermo te comienzo a soñar

Y no logro borrar tu mirada en todo el dia

 

En la noche trato de olvidar

Pero te recuerdo intento y no puedo

Cuando duermo te comienzo a soñar

Y no logro borrar tu mirada en todo el dia

De mi

 

Hey! Hey!

Pongo blanco sobre negro

Termino este juego de a dos

 

Hey! Hey!

No me tienes, ni te tengo

Ya no deberás decir no

 

Hey! Hey!

Tu a lo tuyo y yo a lo mio

Comenzo una nueva función

 

Hey! Hey!

Tu no quieres yo no quiero

Yo no deberas mentir, no

 

Cada amanencer que pienso en ti

Entra la duda de saber si piensas en mi

Por la tarde, si te veo partir

Pienso y no me animo, no soy tu destino

 

En la noche trato de olvidar

Pero te recuerdo intento y no puedo

Cuando duermo te comienzo a soñar

Y no logro borrar tu mirada en todo el dia

 

En la noche trato de olvidar

Pero te recuerdo intento y no puedo

Cuando duermo te comienzo a soñar

Y no logro borrar tu mirada en todo el dia

De mi

 

Guardei as fotos de volta na caixa e voltei a mesma para o lugar, porem, não consegui guardar as duas fotos mais importantes. Pretendia entregar aquelas a Chiara quando a mesma me pedisse, assim como uma foto de perfil de Ramiro, sabia que mais cedo ou mais tarde ela me pediria alguma lembrança, mas não queria que ela tivesse esperanças de nós reatarmos. Era melhor lhe entregar uma foto apenas dele.

 

Sai do escritório e encontrei Jim no telefone, parecendo muito animada com as coisas que a pessoa do outro lado da linha lhe falava. Assim que ela me viu, disse.

 

J: Sim. Sim. Falarei com a senhorita Sanchez e entrarei em contato com a senhora. O que eu sou da Senhorita Sanchez? Sou a secretaria particular da senhorita. Si. Sim. Entrarei em contato muito em breve com a senhora. Adeus.- ela desligou sorrindo. Me aproximei e falei.

Y: O que a senhorita tá aprontando?

J: Tinha uma mulher te procurando... a Martina Stoessel! A Violetta daquela serie que a Chi gosta! Ela queria que você fizesse a nova coleção de roupas dela!! E disse que você canta muito bem, e se quisesse ajuda na carreira de cantora, ela poderia te patrocinar! Yam ... cê tem noção do tanto que isso vai impulsionar a sua carreira? Você tem 28 anos e tá recebendo uma proposta dessas. Aceita logo!

Y: Claro que aceito! Quando ela vai vir aqui?

J: Esse é o problema... Ela não vai vir. A gente precisa ir.

Y: Ok. Não deve ser uma temporada muito longa a desses shows.

J: 2 anos.

Y :2 anos!? Aonde?

J: Calma... Buenos Aires.

Y: Quê?! Fora de cogitação! Eu não vou!

J: Pensa no seu futuro, menina! Pensa no futuro da Chi! Já olhei no aplicativo do nosso antigo colégio, o Blake South College, e posso facilmente conseguir transferência pra lá. O Pedro tava pensando em voltar com a banda pra lá, para fazerem uma turnê na américa latina, e posso conseguir fácil-fácil um emprego na minha área lá. E pensa. Vamos ver todo mundo de novo. A Lu, o Matteo, a Juliana, a Jasmin, a Delfi, que tá pra ficar louca de tanto tempo no aeroporto perseguindo o Pedro, a Tamara, a Nina, o Gaston eu não sei... acho que ele ainda mora na Inglaterra, eu acho. O Eric, a sua mãe... pensa bem. Não é como se você fosse topar com o Ramiro em qualquer esquina. Ele mora no Chile. Tem uma boa distancia entre vocês.

Y: Eu não sei... tenho muitas lembranças de lá... nem todas boas.

J: Mas as boas superam as ruins. Olha... eu vou ter que partir pra ameaça agora. Se o Nico for, eu vou também, e você vai ficar sozinha aqui.

Y: PQP! Tá bem! Eu vou! Só tenho que falar com a Chi.

J: Vamos lá no colégio dela. Aí a gente resolve a transferência.

Y: deixa recado pro Nicolas, ou melhor, acorda ele. São quase 15 horas e ele ainda não levantou.

J: Deixa ele dormir! Chegamos do aeroporto o dia já tava claro!

Y: Vamos de patins?

J: Vamos. Mas deixa eu lavar minha cara primeiro.

Y: Vai logo, estabanada!

 

Depois de meia hora interminável esperando Jimena sair do banheiro, a enrolada finalmente saiu. Jimena era bailarina e dançarina. Ela também cantava, mas seu forte sempre foi a dança. Jim era minha melhor amiga desde o primário e, talvez por sermos completos opostos, sempre nos demos muito bem. Claro que tínhamos nossas briguinhas idiotinhas, mas nunca chegamos a brigar ´por alguma coisa realmente séria.

 

Fomos patinando em direção ao colégio de Chiara, conversando com Jim sobre como arranjar apartamento. De acordo com ela, se vendêssemos nosso apartamento em NY, teríamos dinheiro em pesos para comprar uma casa enorme. Fiquei feliz como isso, uma vez que sabia que minha menininha gostaria muito de morar em uma casa. Chegamos em frente ao colégio e tiramos os patins, e pedi para que Jimena me esperar na recepção com os patins, enquanto seguia em direção a sala da diretora. Havia conseguido marcar um horário pelo site do colégio. Bati na porta e a senhora que estava sentada logo se levantou para me cumprimentar.

 

D: Muito prazer, senhora Sanchez. O que a senhora deseja?

Y: Gostaria de pedir a transferência da minha filha, a Chiara Sanchez. Vamos nos mudar de volta para Buenos Aires.

D: Claro! Aqui está o histórico escolar da Chiara. Ela é excelente no espanhol. Se sairá bem.

Y: A senhora podia pedir para chama-la. Iremos em uma semana e preciso ver algumas coisas com ela. Creio que ela não virá as aulas essa semana.

D: Claro. Já volto.- ela disse, saindo da sala e em poucos minutos voltando com Chiara, que vinha com uma cara assustada, que ficou apavorada ao me ver.

C: MAMÃE?! O que ouve?

Y: Vamos, pequena? Vamos embora mais cedo.

C: Eba.

 

Saímos da sala d direção e encontramos com Jimena, que olhava com impaciência para o celular, como que esperando um resultado de um teste. Assim que nos viu, disse.

 

J: Finalmente Yamilla! Que demora! Pegou os papeis?- depois, se dirigindo a Chiara- Oi gatinha. Ficou com quantos hoje?

C: Oi titia. Fiquei com curiosidade de saber o que vocês fazem aqui, me salvando da aula de matemática?

Y: Querem sorvete?

J+C: Sempre!

 

Paramos na sorveteria, enquanto Chi escolhia o sabor, pedi um milk-shake de baunilha e Jim pediu um de morango. Assim que minha filha voltou com o potinho de sorvete de flocos e leite ninho. Comemos em silencio até Jim quebrar o silencio.

 

J: Já contou?

Y(arregalando os olhos): O discrição rara essa sua, em Jimena! Filha, mamãe tem que te falar uma coisa...

C: Fala! Sou bem inteligente, acho que consigo entender.

Y: Sabe a Martina Stoessel?- vi minha filha arregalar os olhos diante do nome da atriz- ela pediu pra mamãe fazer a coleção de roupas que ela vai usar na turnê da serie.

C: Puxa mãe! Mais que barato!

Y: Só tem um problema...

C: Qual?

Y: A gente teria de se mudar para Buenos Aires. Lá onde a vovó mora...

C: E isso é um problema desde quando? Adoro BA! Tenho mais amigas lá do que aqui, e é obvio que você vai me levar pra conhecer a Tini!!! Será que o resto do elenco também vai estar lá?

J: E você preocupada com a reação dela... a Chi tá muito mais feliz do que você!

Y: Se sabe por que eu não quero voltar...

C: Por que?

Y+J: Problemas do passado!

C: Tem algo há ver com meu pai?

Y(arregalando os olhos): N-n- não!

C+J: Você mente mal mãe/ Yamilla. Muito mal.

Y: As duas se importam de falarmos disso em casa.

C+J: Não/Sim!

Y: Jim, minha querida.... fecha a matraca!

C: Qual é, mãe! Tá passando da hora de você me explicar do meu pai. Tenho quase 11 anos e até hoje eu sei.... NADA! Sempre esperei você vir atrás de mim pra me falar, mas pelo visto eu que tenho que te procurar. A tia Jim não explica nada. Sempre diz que tem que ser você. Até hoje nem mesmo o nome dele eu sei.

J: Ei. Ei. Ei. Baixinha. Eu só não quero me meter nisso. Isso é assunto de seu e dela.

Y: Meu anjinho... em casa a gente fala disso. Ok?

C(bufando): Fazer o que? Se eu não aceitar você não vai falar mais nada e morreu o assunto.

Y: Certinha!

 

Fomos andando em direção ao nosso apartamento, que era a cobertura de um prédio de 5 andares, em frente ao central park.  Ao entrarmos, a primeira coisa que vimos era Pedro na cozinha com Delfi conversando com Âmbar, que estava sentada no colo de Simon. Nico estava sentado em frente a TV com uma garrafa de refrigerante, mudando de canal, sem realmente assistir nenhum. Abri a porta da sala e disse, com um tom de brincadeira e de bronca:

 

Y: Eu saio por 30 minutos e fazem isso no MEU apartamento?!

Todos: Bom dia pra você também, Yamilla !

C: Oi pra todo mundo. Tio Nico, tem o que na geladeira?

N: Pede pro Pedro que ele tá esquentando um salgadinhos que as meninas trouxeram.

A: Oi Yam. A gente tá comemorando o nosso regresso ao “calor” de Buenos Aires.

Y: Oi Am. To feliz e deprê por causa da volta.

A+S+P+N: Hoje é dia 5/3?

J: Infelizmente! A Yam nunca faz drama, mas nessa “fatídica” data ela se supera!

Y: Vão a m*rda todos vocês! Tem vinho na geladeira. Alguém quer?

S: Yam oferecendo bebida com a Chiara em casa? Eu to ficando surdo/doido ou eu ouvi direito?

A: A doida é ela. Acho que passou na cabeça dessa branquela que ela precisa superar aquele trouxa e seguir à diante! Os 30 tão batendo na porta, e do jeito que ela tá complica ainda mais.

Y: Só se for na sua porta, Âmbar Smith! Sou um ano mais nova que você! Ainda tenho mais 2 anos antes de começar a subtrair a idade da minha identidade.

A: Mas meu risco de encalhar é nulo, já que aos 21 eu já estava c-a-s-a-d-a.- a loira disse, abraçando Simon e soletrando a palavra, para minha raiva. Âmbar estava realmente certa. Todas as minhas antigas colegas já estavam noivas ou namorando.  Mas não iria deixar ela sair por cima.

Y: To focada na minha vidinha profissional agora. Afinal... fui chamada pra fazer a nova coleção de roupas da Martina Stoessel.

A+D: PARAAAAABBBBBÉÉÉENNNNNNNSSS!- as duas loucas- leia-se Delfina e Âmbar- me abraçaram, enquanto Simon, Nicolas e Pedro, que havia chegado com Chiara dependurada na sua perna em busca dos ditos cujos salgadinhos, riam as minhas custas, assim como Jimena.

Y: Ok. Ok . chega garotas. Aliás... espero que o Pedro tenha desligado o gás da cozinha. E que esses salgados tenham sido comprados, pois não me arriscarei a colocar nada que o Pedro tenha preparado na boca.

P: Vá te catar, Yam. Eu cozinho bem!

N+S+D:  As minhas dores de barrigas duvidam!

P: Deixem de ser chatos! E sim, Yamilla. Os salgadinhos e os doces são comprados.

C: Tem brigadeiro!?

Y: Nem pensar, mocinha! Só se comer comida de sal antes.

C: Me deixa comer agora e eu não te encho de perguntas mais tarde!

Y(DISFARÇANDO): Como assim?

C+J: A senhora entendeu muitíssimo bem, dona Yamilla.

Y: Dá pra pararem de me chamar de Yamilla! Se eu tenho apelido, é por um motivo.

A: ELE te chamava de “Yamilla” o tempo inteiro e você não falava nada.- filha da égua! Fala mesmo isso perto da Chiara.

C: ELE quem?

Todos: NINGUEM!

C: Vocês mentem mal. Muitíssimo mal.- disse a pequena, enchendo o prato de coxinhas e brigadeiros e segurando uma lata de refrigerante.- vou pro meu quarto, quando eu acabar trago o prato. Ok?- ela saiu sem esperar a autorização. Foi a conta. Comecei a chorar como se não houvesse amanhã. Os meninos mantiveram uma distancia. As meninas começaram a me consolar e Jimena foi atrás de Chiara.

 

Após cerca de meia hora chorando sem parar, fui para meu quarto, onde acabei dormindo segurando uma foto de Ramiro comigo. Desejando que ele não tivesse sido insensível a ponto de me deixar daquele jeito.

 

Off Yam

 

On Ramiro

 

Dez anos. Dez anos para muitos é apenas um número. Uma década. 87600 horas. 3650 dias. 521,429 semanas. 120 meses. 10 anos. Uma década. 1/10 de um século. Para mim é mais do que isso…

 

Há dez anos atrás cometi um erro sem volta. Um erro que me fez entrar em depressão. Eu era feliz com Yam. Muito. Por obra de artimanhas de uma garota, perdi a mulher que eu mais amei na minha vida. Depois do termino, me mudei de volta pro Chile, meu país de origem, na vã esperança de esquecer Yamilla Sanchez Parraviccinni. Oh droga! Se eu ficar melodramático assim, não tem quem me aguente.

 

Diário off

 

Me levantei da poltrona da sala de televisão, onde eu estava escrevendo enquanto esperava Emília trazer nosso filho de volta do final de semana compartilhado. A guarda de Jorge era minha, por pedido de Emília anos antes.

 

Flashback on

 

R: EMÍLIA!!!!!!!!!!!!!!!!!! ME DIZ QUE ESSA É MAIS UMA DAS SUAS MARAVILHOSAS PIADINHAS DE MAL GOSTO, POR QUE SE FOR, NÃO TEM GRAÇA.- eu gritei de dentro de meu loft, exasperado- COMO ASSIM você TÁ GRAVIDA?!

E: Pelamor Ramiro! Acho que você sabe muito bem de onde vem os bebês, ou sua mãe nunca te explicou?

R: Sem cinismo, por favor! Mas me explica direito, tintin por tintin essa historia.

E: Lembra daquela festa que a gente foi?- droga. Droga. Vinte mil vezes droga- aquela que a gente bebeu um pouquinho além da conta?

R : Emília, eu me lembro bem. E um pouquinho uma pinoia. Eu dormi com você, então pouco que não foi.

E: Enfim. To gravida... e agora?

R: Como assim “ e agora”? se você tiver vindo na minha casa as 2h da manhã para me “obrigar” a assumir, você perdeu a viajem. Se o filho é meu, eu assumo sem problema algum. Lembro bem o que a gente fez, mesmo sem estar totalmente lúcidos.

E: ACORDA RAMIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Se realmente acha que eu teria vindo aqui a 2h da madrugada pra isso?! Se o problema fosse esse eu teria te falado no Roller!

R: Virgem Maria, desembucha então o dito cujo problema, criatura! Realmente, se essa não era a sua preocupação, não to te entendendo...

E: Então eu desenho pra você, Ramiro Poncè. EU tenho 19 anos! Você tem 19 anos! Vou sustentar uma criança com que dinheiro, exatamente. Sem contar o quão ruim isso vai ser pra minha carreira.

R: Você tá se escutando, Emília Lopez? Você tá gravida! Nós teremos um filho e você está preocupada com carreira?!

E: Sim!! Não vou poder patinar por 9 meses! E por mais 6, pois vou ter que ficar por conta de criança! Como você acha realmente que eu vou viver?

R: Escuta Emília. Se pra você esse é o problema, eu fico com a guarda da criança depois que ela nascer. E é só tomar cuidado nos treinos, ir com calma...

E: Fala isso pro Gary! Fala isso pro Benicio! Como eu explico pra ele que to gravida de outro?

R: Deixa por minha conta. Eu falo com o Ben e com o Gary! O Gary vai entender, afinal, a lei te ampara. Ele não pode te tirar das competições por causa disso. E o Benicio, pelo que eu sei, gosta realmente de você. Talvez ele fique bravo no inicio, mas ele não vai poder dizer que você estava traindo ele. Afinal. Vocês nem estavam namorando quando a gente foi naquela festa...

E: Pensou nela, não foi? Olha, eu já te pedi desculpas por ter te agarrado lá no Roller. Eu tava bêbada. Se quiser que eu ligue pra ela...

R: Vai passar. Mas o mais importante agora é esse garotinho ou garotinha, cê já sabe o sexo?- Emília balançou a cabeça negativamente- que tá chegando. Nossa Senhora. Nunca pensei que um ato irresponsável daqueles ia me deixar tão feliz.

E: Mas falando sério que você fica com a guarda do nosso filho quando ele nascer? Minha família já não me acha muito flor que se cheire, depois disso, vai achar menos ainda, então o apoio deles, na minha parte é nulo.

R: Minha mãe e meu pai vão entender. Acho que ao menos com uma grana pra um apartamento maior eu posso contar.

E: Valeu demais Ramiro. Muito obrigada mesmo.- a loira disse, saído do meu apartamento, me deixando com um misto de emoções lá dentro.

 

Quebra de tempo: 8 meses depois.

 

Estava no meio de um treino dos Red Sharks quando ouvi meu celular tocar. No momento, a equipe se resumia a mim e a Benicio, já que Emília não podia participar por conta da gravidez avançada. Resolvi atender, por mais que Benicio e Gary protestassem, dizendo que não devia ser ninguém realmente importante. Peguei meu celular e mostrei o identificador de chamadas aos dois, para que parassem de reclamar. Atendi Emília, com a minha calma constante ao falar com ela, mas que virou pânico ao ouvir sua voz:

 

R: Alô?

E: Finalmente! Ramiro, onde você tá, exatamente?

R: Que pergunta estupida, Mili! Tava ensaiando, até você me ligar.

E: Ramiro. Vai nascer!!!- fiquei pálido na hora, enquanto Benicio tentava inutilmente pegar o celular da minha mão.- Ramiro? Você ainda tá aí?

R: JÁ TO INDO! ONDE VOCÊ TÁ?- nesse momento, Benicio conseguiu tomar o celular da minha mão, e disse, preocupado.

B: Amor, como você tá, o que ouve? O Ramiro tá passando mal aqui...kkk... o que você disse pra ele? Qual é a pegadinha?

E: Que pegadinha mané o que? Minha bolsa estourou aqui!

B: Ahhhhh- de repente ele se da conta do que ouviu- AAAAHHHHHHHH. Mili ONDE VOCÊ ESTÁ?

E: To no nosso loft. Anda logo!

 

Saímos correndo, sem nem mesmo dar as devidas explicações a Gary. Enquanto Benicio procurava as chaves de seu carro no armário do flanelinha do Roller, Luna veio até mim, junto com Matteo, que a segurava no colo. Enquanto a mesma esperneava.

 

L+M: O que ouve que você e o Benicio estão nessa aflição?

B: Não torra e me ajuda a achar a p*rra da chave desse carro!

R: Vai logo Benicio. É meu filho que tá pra nascer!

M: Putz... eu dou carona pra vocês. Aonde ela tá?

L: Eu vou junto. A Emília já te agarrou uma vez...

Todos: LUNA! Ciúmes agora não!

L: Desculpa.

M: Vambora!

 

Após 5 minutos com Matteo quebrando todas as leis de transito de Buenos Aires, chegamos em frente ao loft, onde eu e Benicio subimos correndo as escadas. Entramos no apartamento e encontramos Emília sentada no sofá, apertando a barriga contra si mesma, enquanto murmurava baixinho coisas como-“ cadê o idiota do Ramiro mais o Benicio” e “ eu vou matar aqueles dois”.

 

B: Cheguei. Vamos Emília.

E: Finalmente. Como vocês me deixam sozinha nesse apartamento?!

R: O médico mandou você descansar! Fica calma. Vai dar tudo certo.

E: Como eu fico calma se tá doendo do jeito que tá? Queria que a Âmbar estivesse aqui. Ela era mais competente do que vocês dois juntos!

R: Inspira, expira, não pira, criatura. Calma, anda, entra no carro.- eu disse, a empurrando entre Luna, e entrando ao seu lado, enquanto Matteo corria em direção ao hospital.

 

No meio tempo entre o apartamento e o hospital, fiquei pensando o tanto que minha vida iria mudar dali pra frente. Seria pai. “pai”. Por incrível que pareça, desejava estar não com Emília, mas sim com Yam naquele momento. Algo me dizia que ela saberia o que fazer, o que falar. Como se já fosse mãe. Bobagem. eu sei, mas tive de perguntar pra Luna.

 

R: Luna? – eu perguntei baixinho, pois não queria nem que Benicio nem que Matteo escutassem a conversa.

L: Humm?

R: Eu sei que provavelmente você não vá querer falar nada e tal... mas... você tem noticias da Yam?

L: Você não soube? Pensei que você teria sido o primeiro a saber?

R: Sobre o que?

L: A Yam tava gra...- Luna parou ao sentir Matteo belisca-la- AIIIIII! MATTEO!

R: A Yam tava...

M: Tava se graduando em uma faculdade nos Estados Unidos. E você, hein dona Luna... era segredo isso.- o italiano disse, arregalando os olhos para a namorada, que cobriu a boca ao ver o que iria falar.

E: É O CUMULO! RAMIRO, DEPOIS VOCÊ PERGUNTA ISSO PRA LUNA! AGORA A PRIORIDADE É O JORGE.

B: Matteo, desiste de achar vaga! Para aqui na fila dupla e deixa a gente descer antes que a Emília de a luz no carro!

M: Ok! Desce com cuidado Emília.

E: Eu sei descer de um carro, Balsano. Valeu pela carona.

R: Valeu de verdade, Matteo. Muito obrigada mesmo.

 

Emília imediatamente entrou na sala de parto comigo, que creio que estava mais apavorado do que ela. Emília havia insistido e esse havia sido o ponto alto de varias de nossas discussões para que eu assistisse o parto. Não me sentia nem um pouco confortável com aquilo, uma vez que sempre havia sido um frouxo ao ver sangue.

 

Assistir o parto era exagero. Fiquei o tempo inteiro de olhos fechados, apenas segurando a mão de Emília enquanto a mesma gritava. Somente abri os olhos ao ouvir um choro tomar conta do recinto. Abri os olhos enquanto a enfermeira me entregou meu menino. Naquele momento, iniciava uma nova jornada na minha vida.

 

Flashback off

 

Despertei de meus devaneios pelo som da campainha do apartamento. Gritei um “já vai” enquanto vestia a camiseta e ajeitava meu cabelo com as mãos antes de abrir a porta. Imediatamente vi Jorge, junto a Emília e Benicio. Jorge estava de mãos dadas a mãe que já deixava mostrar a pequena barriga do futuro irmão ou irmã de meu filho. Jorge viajava para a Itália a cada 15 dias, e Emi vinha junto com Benicio para o Chile a cada feriado. Esse era o acordo que havíamos feito. Nunca quisemos nos meter em fatores de pensão e afins. Emília me dava um pouco de seu dinheiro para custear as viagens e a bolsa alimentícia de nosso filho, por mais que eu dissesse que o dinheiro das viagens eu podia pagar.

 

R: E aí garotão? Ficou com alguma italiana?

E: Claro que não, Ramiro! O menino tem idade pra beijar, por uma acaso?

R+B: Nossos passados nos condenam... o seu principalmente!

E: Deixem de ser chatos. Vamos e convenhamos, ninguém aqui era santo.

B: Tá aí uma verdade. Descarada, para sermos honestos. Na idade do Jorge a gente já aprontava horrores.

J:  Oi pai. Mamãe me contou muitos podres da sua época de adolescente para eu espalhar nas revistas.

R: Tudo bem. Aí, talvez, descubram que a boneca já levou sermão publico na frente do colégio inteiro por ter chegado tarde em casa.

E: Jorge, meu amor, esqueça tudo o que eu falei.

R: E o que, a senhorita disse de mim, exatamente?

J: A mamãe disse que teve uma época em que você teve uma namorada, muito, mais muito brava mesmo. Ela disse que você já levou um empurrão do palco uma vez por que cantou com a mamãe, o tio Beni e a madrinha Âmbar. Ela disse que vocês eram o grupo problema do lugar aonde vocês iam naquela época.- eu estava em choque. Não acreditava que a menção do nome de Yam, ainda que indiretamente, fosse me deixar daquele jeito.- Pai? Pai? Você tá com a cabeça aonde?

R: Foi mal. Viajei um pouco aqui. Benicio, Emília, vocês querem um suco, um refri antes de irem?

E: Não precisa. Já estamos indo. O avião sai daqui a 3 horas, mas voo internacional é um ranço. Toma conta do Jorge, não deixa ele comer muito doce, e é para ele fazer as tarefas hoje, já que ainda está cedo, e ir pra cama. Afinal, amanhã esse garotinho tem escola.

J: Garotinho? Escola? Eu não sou mais criança!

R: Então o que você é, senhor adulto?- eu perguntei, debochado.

J: Pré-adolescente!

B+E+R: Pré – aborrecente, você quer dizer.

J: Vão a m*rda todos vocês.

E: JORGE LOPEZ PONCÈ!!! OLHA A BOCA SUJA!

R+B- Teu passado te condena, Emilia!

E: Beijos, Ramiro e Jorge.

 

Assim que as duas pestes que assolam minha vida- leia-se Emília e Benicio- saíram do Hall do apartamento, puxei meu menino pra um abraço. Vi a alegria dele por estar em casa. Chamei ele pra sala de TV e disse

 

R: Falando sério agora. Ficou com alguma italiana?

J: Já disse que não! Mal saio de casa quando vou lá. A mãe fica quase o tempo inteiro comigo. Só saio quando a mãe tem competição, aí o Benicio sai comigo.

R: Sei. Mas e aí? Já sabe se vai importunar um menino ou uma menina?

J: A mãe quer que seja garota, mas o Benicio disse que se for garota, ela vai pedir pra madrinha educa-la, já que a mãe era uma irresponsável.

R: A  Âmbar também era!
J: A mamãe tava falando com ela esse final de semana. Parece que ela tá casada com um antigo colega seu... um tal de Simon. Aí nesse momento entrou uma mulher loira com uma ruiva e uma menina e ela desligou o celular correndo.

R: Mulher loira? Acho que só tinha 2 loiras que eu conhecia- eu disse, ocultando o fato de uma delas ser uma ex pela qual eu vivia “amargurado” até hoje.- Será que é amiga nova?

J: A mulher disse que a... qual era mesmo o nome? Camila, eu acho, tinha chegado.- não. Não conhecia nenhuma Camila. Nesse momento, fui tirado de meus devaneios pelo telefone. Me levantei e disse:

R: Oh m*rda! Nem no fim de semana me dão sossego? Vou ali atender e já volto. Tem pizza na geladeira. Tava pensando em sair pra jantar, mas se você não quiser eu esquento a pizza e a gente assiste o jogo dos Falcões Dourados...

J: Quer pedir comida japonesa a domicilio? Eu peço no IFood e a gente assiste o jogo. A mamãe só come pizza e macarrão instantâneo.

R: Ok!

 

Corri em direção ao meu estúdio e atendi o telefone, rezando para não ser meu empresário. Falando seríssimo, que tipo de pessoa anormal liga as 22 da noite de um domingo em um número de TRABALHO? Só não vou falar umas poucas e boas na cara desse ser humano se for um assunto importantíssimo. Atendi o telefone p*to da vida e disse:

 

R: Alô? Ramiro Poncè falando, quem deseja?- tomara que seja engano. Tomara que  seja engano. Meu jogo tá começando e eu enrolando no telefone.

XX: Lembra de mim, Ramiro?- Não pode ser! Não pode ser!


Notas Finais


Vishi... quem será que tá ligando pro Ramiro? O próximo capitulo já está pronto. Com 2 comentários posto o próximo.
Beijinhos da Naty.


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