História Ydeon - O Deserto dos Desesperados - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Fantasia, Romance
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Palavras 3.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Shounen
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Saiu, finalmente saiu.

Capítulo 5 - As más escolhas que fazemos.


A noite caía sobre a terra, abraçando o deserto com sua ternura mórbida que só o escuro e o frio podem proporcionar. Naquelas frações de tempo, era o esplendor para os amantes do céu. Pois como numa água cristalina, o brilho de milhares de estrelas preenchiam a vastidão escura celeste, como em uma mesa cheia de diversos doces, de sabores diferentes e de regiões distantes, cada um feito pelo seu próprio cozinheiro. E no centro de tudo aquilo, marcando seu território, as três irmãs se mostravam, deixando seu brilho se erguer acima dos outros astros, uma verde e apaziguadora, outra vermelha e tenobrasa, a terceira era a maior das três e sua luz era branca e amistosa. As três luas desse pequeno e beturbado mundo.

    E no meio dessa noite, estava aquela ladra, aquela gatuna manipuladora. Estava de olhos fechados como se sentisse a energia daquelas três sob si, eram as arautas das jovens, uma mostrando a ferocidade que  uma mulher deveria ter, outra mostrando a benevolência e afeto, outra demonstrando a neutralidade e justiça. Eram coisas inanimadas, claro, mas toda jovem reza para elas, pede conselhos, as três irmãs, apaixonadas pelo sol e presas na noite pela esposa invejosa do pai dá alvorada. Estava em cima de alguma casinha feita de barro, com teto abobadado e janelas de madeira, era um tanto grande para a região onde se situava, havia dois andares, um terreno atrás com uma pequena fonte de água e até espaço para as crianças brincarem, mesmo que provavelmente não o fizessem então lá era ocupado com outras coisas, caixas e sacos de pele, ela podia sentir o calor dás chama ali dentro e a conversa familiar.

 Estava em Hakaba, a famosa cidade do caminho dourado, o “porto” para todas as caravanas, por uns minutos observava a família em seu ambiente. Um homem, sua esposa, com o típico véu metálico no rosto, mas ostentando apenas metais comuns (como o ferro), e quatro filhos. Sentia uma leve nostalgia ao observar aquela cena e pensando no passado, em seus pais, no irmão mais velho que é desde sempre averso a esse lado dá irmã e de tudo que aconteceu com eles. Dá coisa que o pai havia roubado, dá morte dá mãe e por fim… as ruas tenebrosas de uma das maiores cidades do Continente Ez’Kultath. Suspirava deixando o gosto ruim dá nostalgia para longe, cuspia no telhado tentando expulsar o gosto, mas se detinha pensando nas decepções e por fim até a promessa que não poderia quebrar. Seus assuntos eram egoístas, só que eram importantes demais para ela, aquele era seu último trabalho e seu contratante…. Era ela mesma.

  Tinha de finalizar um assunto pendente, algo que sua mente não poderia esquecer, então iria voltar para aquela pessoa e iniciar um novo arco em sua vida, algo que ela não conseguia nem imaginar, nem como seguir, algo que ela ansiava demais e tinha medo de que não conseguiria. Usava suas melhores roupas para esse tipo de trabalho, uma mistura de panos escuros, que cobriam parte do seu corpo, lembraria a roupa de uma odalisca, deixando parte dos braços amostra, a barriga coberta apenas por um pano fino e transparente, tendo na cabeça apenas um pano tapando o tudo até a altura dos olhos, tudo numa cor escura. Sim, isso pareceria uma roupa de odalisca, se ela mesma não tivesse personalizado, prendendo os panos com fivelas de couro em certos pontos para se manter mais justo, deixando o tecido que havia nos braços mais longos para parecer aquelas dançarinas de países distantes que levam a graça de um giro de fitas consigo e acoplando nelas pequenos bolsos para facas de arremesso, nas pernas também havia mais compartimentos e na cintura pendia uma bolsinha com seus produtos mais caros.

   Levando os devaneios para longe, saltava por entre casas, lojas, — Um volto negro e esbelto, no meio dá noite escuda. — uma vez ou outra atravessando o terreno de alguma propriedade. Durante o percurso, o equilíbrio quase faltou devido ao susto que levará de um cachorro raivoso que começara a latir na direção dela, porém, fora isso, não houve contra tempos. Escorregou por telhados, passou por propriedades e mercados, usava as sombras como escudo quando via um grupo de guardas e não somente eles, mas qualquer pessoa com aparência duvidaveu. Escalava, saltava, trepava, depois de poucos minutos já havia alcançado as muralhas que dividiam o resto dá cidade para o Palácio.

   Não era tão grande quanto as externas, mas aguentariam um cerco sem problemas. Deveria ter pelo menos seis metros de altura, mas o pedregulho estava desgastado e em muitas partes haviam pedras saltadas para fora, outras com uma cavidade um pouco mais fundo, perfeita para se pendurar, e sem nenhum problema a ladra escalou, já fizera coisas muito mais desafiadoras que subir muros, aquilo não era problema. Finalizando a escalada, podia ver a propriedade do Kalifa e grupos de guardas que vigiavam o local, eram em sua maioria duplas e um ou outro que andava sozinho, passara os próximos segundos contando e memorizando onde estavam, eram sete duplas ao todo, pelo menos eram as que estavam do lado de fora. Ali havia um grande jardim, repleto de vegetação, desde arbustos e tapetes de grama a árvores maiores como coqueiros, tinha o formato de um círculo e no centro havia uma fonte, com água até às bordas. Além de alguma ou outra árvore das savanas, como se estivessem deitadas na terra sentindo a brisa passar pelas folhas, era um pequeno jardim, e logo a frente a estrutura do que era o palácio já se erguia, enorme, imponente sobre o resto dá cidade. Chegava a ser estranho aquela visão, um emaranhado de casas pequenas e uma ou outra mais abastada compondo todo o local e no centro, havia um enorme palácio, cheio de colunas e desenhos antigos, como se fosse uma representação daqueles povos ancestrais que um dia comandaram esse continente. Ela precisava se esconder em um dos arbustos e se esgueirar por ali, até chegar numa das janelas, mas o local estava bem iluminado e seria difícil de não ser vista.

 “A paciência é uma benção.” Ela recitava o mantra habitual em sua cabeça, viu os guardas passarem e logo enchergou uma brecha, saltou para um dos coqueiros, deslizando até o chão finalizando com um rolamento e se mantendo agachada, passando dá grama baixa para as sombras de um dos arbustos. Logo a tempo de conseguir fugir dá provável visão de uma das duplas, seu movimento foi tão gracioso quanto o de um gato e no mesmo momento, um das duplas se aproximou, ela comprimiu a respiração para que não a ouvissem. E logo pode escutar parte dá conversa dos dois, era uma conversa inútil. Eles discutiam sobre as odaliscas do Kalifa e decidindo qual teria a bunda mais perfeita, ela ficou inojada com o vocabulário daqueles guardas e quando eles finalmente saíram de perto ela soltou um suspiro, guardando as adagas que poderiam estar sujas de sangue nesse momento, caso eles continuassem ali.

   Espreitou pelo jardim até chegar nas sombras do palácio. “Está no cofre, e como as canções dizem. Gordos e traiçoeiros, são os donos desse mundo. De ouro eles vivem e de ouro permanecem. Seu sepulcro é de ouro e nas profundezas ficaram.” Era parte de uma canção infantil, claro, mas não é com se fosse uma mentira, os Reis do deserto controlam o destino das pessoas com a mesma facilidade que se coordena a direção de uma fomirga quando ela tenta ignorar seu dedo. Os Kalifas são os soberanos e ninguém quer ser seus inimigos, só que existe exceções.

   Escalou a parede, também degradada pelo tempo e chegando perto de uma janela, saltou para dentro com a displicência de um felino e logo se viu atrás de um biombo, quando uma dupla de escracas passava carregando bandejas de comida e ervas.

— A curandeira tem gostos estranhos… — Falou uma delas. — Nada de carne, ou bebidas fortes.

— Isso é para o filho dela, por algum motivo acha que o garoto vai crescer forte só com vegetais, deve ser para ela ou é para alimentar mais um daqueles animais que o filho dela carrega pelo palácio.

— Estrangeiros, mas já vi ele comendo carne. Vamos esperar que Lud faça alguma coisa sobre isso...

      As duas se olhavam e diziam em uníssono.

— De novo.

   Acabam rindo juntas, mas o riso terminava num olhar sério e as duas ficavam num silêncio continuo até que uma falou.

— Ele é estranho, é animado demais, perdoa fácil demais, é como se Naadiyia tivesse uma mão no pé do garoto. Isso é lindo, mas… fico triste por ele.

— Eu sei, também tenho.

   Ela seguiu as duas por meio corredor, como uma sombra incômoda, ignorando o desenrolar dá conversa e focando seus ouvidos aos arredores dela, as duas não seriam um problema, os guardas, sim.

Quando uma das escravas se virou devido aos calafrios, viu nada além do corredor iluminado por tochas e decorado com tapeçarias antigas, além de algumas porcelanas ornamentadas.

 Os próximos minutos foram cheios de cautela, se escondendo de guardas, escravos, servos e nobres. Até às catacumbas ela ia, claro que antes de ir ali ela mesma examinou os arredores, viu e contou as patrulhas da guarda. Usando as sombras como escudo, ela atravessou os corredores e salas do palácio, descendo mais e mais.

   Ppppplaaammm


Foi vista, se virou com a agilidade de uma puma e ergueu as adagas para matar qualquer que fosse a pessoa.

 Era um escravo, a marca na testa urrando para todos que o olhassem, ele já não havia mais a própria liberdade, estava de pé com as mãos trêmulas o olhar tenso, ele tinha deixado a bacia com o jantar de algum de seus senhores cair e olhou aterrorizado para ela, mas então os dois olhares se encontraram e ele fez o movimento de fechar a boca e jogar uma chave para longe. Isso foi o suficiente para acalmar a ladra, ele quase expeliu os pulmões para fora com uma expiração longa e seguiu seu caminho, escravos não são conhecidos pela lealdade. Alcançando a sala onde provavelmente estaria o tesouro do Kalifa, ficou ao mesmo tempo aliviada e decepcionada.

 A entrada era apenas uma abertura na rocha lisa, fazendo um arco na parede, teria ignorado o cômodo se uma dupla diferente de guardas não estivessem ali de sentinela, vestiam armaduras mais pesadas que os guardas normais, jaquetões de malha com ornamentos em ouro, além de pedaços do couro de alguns dos monstros do deserto. Cada um usava uma lança com ponta larga e encurvada como a de uma cimitarra.

— Você ouviu? O Rei de Bel’Hestia está tendo problemas com algumas das caravanas de caçadores.

— Claro, aqueles desesperados de merda se apegam ao ouro e aos próprios bens igual aos nortenhos e seus castelos prateados. Eles não estariam vivos se não fossem pelas cidades, mas mesmo assim acham que tem o direito de reclamar de algo. E soube o que o Rei vai fazer?

— Hmmmm, pelo o que me foi dito ele vai ter um tratado com uma das caravanas e essa vai ir atrás das outras. Duvido muito, confiar num Desesperado é igual dar a sua esposa a uma matilha de cães esfomeados… só que no fim, o ouro é sempre a resposta.

   Havia dois guardas de elmos dourados, estavam afrente de uma abertura em forma de arco. Larga, ao ponto de três homens enormes entrarem um do lado do outro. Aquele arco levava ao cofre e ela sabia disso. Uma luta de frente não seria o ideal, eram soldados de elmos dourados a elite dá cidade, mesmo que aqui a palavra elite tenha um teor em um grau tanto baixo. Só que ela se recordava dos ensinamentos do pai, “jamais subestime seu aniversário”. Puxava um de seus “toques especiais” de sua bolsinha. Era uma pequena bola metálica com um furo. “Pó de Sufocador do Deserto.” Puxava um pequeno pino numa das extremidades dá bola, e jogava.


Booomffff


“Sessenta…” a fumaça esvoassava pelos cantos do cômodo, a dupla que guardava a entrada nem teve tempo de gritar. “Quarenta”, eles tossiam tentando travar a garganta contra o entrada desse gás. “Trinta”, um dos dois escorregava ao chão e largava o desjejum do almoço, fazendo escorrer pelo chão. “Vinte”, o segundo tombava de costas tentando puxar o ar, cada vez mais enchendo os pulmões com o gás. “...Um”. A fumaça diluída no ar, deixando o cômodo apenas com um ar esfomaçado, um cheiro agridoce, misturado com enxofre. A Ladra via a dupla já no chão, desacordado, um com o rosto no próprio vômito e o outro tombado na parede com o rosto branco e as veias saltadas, os olhos inchados.

   Deixo o desacordado e o cadáver para trás, apenas vasculhou os corpos atrás de alguma chave ou coisa do tipo. Achou nada, então adentrou o local do cofre.

  Lá era um cômodo vasto, repleto de baús e pilhas de dinheiro, como nas histórias quando uma criança encontra o covil de um monstro famoso, devorador de heróis. Havia tapeçarias, armas ornamentadas, tanto cerimônias, quanto de uso para combate. Armaduras antigas, havia ossos de seres antigos, postos em cima tablados de pedra, com letras dizendo o que eram. Só que o idioma a ladra não conhecia, então supôs que era as letras antigas do deserto. O local estava repleto de armadilhas, placas de pressão, fios escondidos e passagens de vento. O objetivo dela ali era outro, poderia pegar qualquer coisa, sentia até um formigamento de tanto que sua mão coçava para apanhar um pouco daquelas moedas, o ouro que fazia aquele porco viver em um luxo inimaginável, enquanto mil outras crianças passavam fome e cede, iguais a ela quando pequena.

       Sua atenção chegou até uma coluna, ela tinha um metro e meio de altura, acima havia um pingente, com fitas azuladas e uma única pedra que lembrava um pingo de água. O seu ânimo reacendeu e ela correu até ali, pegou o pingente entre as mãos e levou até o peito. Soltou um suspiro de alívio, quis chorar, mas não se deu a tanto.  

   O passar dos anos muda as pessoas, mas uma lembrança do passado ascende sentimentos antigos. Seja ruins, ou bons. Aqueles eram sentimentos bons, de uma vida desgraçada no meio dá sarjeta de uma cidade cruel, onde só havia a família. Um irmão que só queria crescer trabalhando para os senhores, uma mãe insatisfeita com o casamento arranjado e um pai com olhar visionário, que queria o melhor dos filhos. Tudo que ela sabe hoje foi ele que a ensinará, principalmente no que diz roubo. Mas eram apenas lembranças, de uma órfã jogadas ao vento e engolidas pelas dunas das areias.

     Foi aí que ela ouviu uma risada, se virou com velocidade enquanto escondia o pagamento pingente num dos bolsos e puxando uma faca. “Às más escolhas que fazemos… Como pude ser tão burra?!”

— Disse que a ladra estaria aqui!

— Não vá se vangloriando, o que adianta você apontar se quem tirará a sujeira será outro?

  Aquele escravo de antes, maldito desgraçado, ela sabia que deveria ter o matado. Era como um gosto estranho que a incomodou o caminho todo, sabia que tinha feito algo errado. Observou as vestes do escravo, não eram simples trapos, eram roupas finas. Como pode ser tão burra? Era claro, nenhum escravo qualquer levaria os alimentos de um senhor. Aquele era um escravo honrado, dera a vida a seu senhor em troca de benefícios. Os mais desgraçados entre os derrotados, aqueles que adulam os seus conquistadores. A ladra cuspiu na direção dele, e de susto ele deu uns pulinhos para trás, ficando atrás do homem que estava ao lado dele.

— Soube que você é rápida, a Gatuna de Bel’Iarim.

    Aquele homem era muito alto para uma pessoa normal, puxava das costas uma espécie de barra de metal, com gume duplo e no centro uma pedra azulada. Ele vestia um capacete de cavalaria, com uma crina e com proteção completa do rosto, ombreiras grossas protegiam seus ombros e parte do braço, descendo pelo seu corpo, corria uma armadura de escamas, de um azul piscina forte. Ele girou a espada como se fosse nada, deveria ter o tamanho dá ladra. E deixou a ponta dá lâmina tombar no chão, acertando algumas moedas fazendo o som metálico ecoar no cômodo inteiro. O escravo fugiu para longe do combate.

    Uma no pescoço, outra no estômago e uma última no peito.  A ladra fez a capa balançar e como um movimento rápido, fez três adagas voarem. Não foi o melhor dos movimentos, mas seria o bastante para acertar. O brutamontes riu e girou a lâmina, aparando as três facas num só movimento, as facas voavam para lugares diferentes do cômodo e ele só ria mais uma vez, de escárnio.

    Aquele homem não era brincadeira, ela precisava fugir, então usou o contra tempo das adagas para cortar o caminho dela para a porta, mas antes que atravessasse o arco. Ele a acertava com a parte chata dá espada, fazendo-a voar para trás. Trincou os dentes quando acertou um amontoado de moedas. Sentiu o gosto de ferro na boca e teve de olhar para cima e ver ele se aproximando.

— Tch, vocês dessas partes do deserto me dão vontade de rir! Não sabem usar a aura e mesmo assim dizem ser fortes. Isso é força!

    Logo mais guardas apareciam, iguais aqueles que ela havia matado antes. Olhará para a bolsa, deveria ter quebrado algumas costelas. O brutamontes chegava mais perto e arrancava os panos que escondiam o rosto dela, soltava um assobio e dizia baixo.

— Uma pena que tenho de bater até ficar inconsciente.

     Girou a no ar e a fez voar novamente, acertou em cheio um biombo com desenhos de terras distantes. Ela gostou uma golfada de sangue, e voltou a levar a mão até a bolsa. Puxou um frasco pequeno, depois um saquinho com algum tipo de gel, misturou os dois, e balançou o frasco. Depois engoliu tudo, sentiu o corpo inteiro arder com aquilo. Então usou o resto das forças para jogar o frasco longe. Mais guardas apareciam, ela via aquele brutamontes chegar perto novamente e a alçar ao ar. Mas então ouviu algo, uma voz esganiçada e então ela era posta no chão novamente. Via um homem de nariz empinado se aproximar, a visão estava turva, não conseguia ver ele direito. Mas sabia que tinha de ter nojo daquele homem, escutou ele berrar algumas coisas e por algum motivo ela sentiu vontade rir. Rir pela própria desgraça, rir por não ter conseguido manter uma promessa, por não conseguir esperar.

   Ela cospiu naquele homem, escutou o grito dele e riu mais uma vez, sua boca abriu. Estava com cede, então começou a falar. Era como se o corpo tivesse tomado conta dá mente dela, não pensava direito, apenas falou aquela frase. Viu os guardas andarem para trás e o homem cambalear e gritar alguma coisa. Teve tempo apenas para olhar o brutamontes, e desmaiar de vez.



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