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História Yellow - Capítulo 1


Escrita por: e semclubismopjct


Capítulo 1 - ;yellow


Yellow;


“— Os corpos se unem de coração e alma, em um matrimônio.”


Olhe para as estrelas

Olhe como elas brilham para você

E tudo o que você faz


As estrelas estavam cintilantes no céu, e Rodrigo as admirava como se fosse a única coisa que lhe importava no momento. Tentando esquecer o quanto estava nervoso, o dia estava chegando, o dia em que tanto sonhara estava chegando. 


O dia do casamento, iria se casar com um espanhol aquele que conheceu na biblioteca. Lembrava-se do dia como se fosse hoje, Pablo estava com 5 livros na mão e completamente atrapalhado com o tanto de coisas que segurava. Rodrigo, era apenas do atendente que foi ajudar o maior a carregar os livros. 


Os olhares se encontraram e as almas se interligaram naquele momento, naquela biblioteca antiga com livros de ficção científica atrás de si. O sorriso envergonhado do espanhol se fazia cada vez mais presente, afinal, quase caiu segurando todos aqueles livros. 


Uma gargalhada alta vinda de Rodrigo ecoou pela varanda, Por Deus! Pablo estava tão fofo naquele dia, as roupas larguinhas e o topete levemente despenteado e as bochechas coradas. 


Do que estás rindo mi vida? - o sotaque forte e misturado do mais novo se fez presente. - acordei sozinho e vim te procurar. - continuou. 


— Não é nada meu amor, eu só lembrei de quando conheci você. - virou-se e alcançou os lábios do mais alto - foi incrível aquele dia. 


O mais novo corou e por mais que Rodrigo não pudesse o ver, tinha quase certeza de que o espanhol carregava as bochechas coradas e um sorriso envergonhado. O brasileiro se virou, para abraçar o maior de volta e murmurar em seguida do ato: ”Temos que voltar a dormir, amanhã faremos muitas coisas, mi vida.”


(...)


Eu vim de longe

Eu escrevi uma canção para você

E todas as coisas que você faz

E foi chamada de Amarelo


O dia seguinte, fora uma correria para os noivos; tiveram que ir fazer os ternos sob medida e ainda provar o bife. Pablo escolheu as flores para enfeitar o casamento algum tempo antes, e ainda bem que naquele ponto o casal não vacilou - bem, era isso que Rodrigo pensava. 


— Nem acredito que vou ver você se casando, - Everton fez drama - estou emocionado. 


Rodrigo soltou uma gargalhada alta e em seguida um vai se foder, eram amigos desde a escola. Everton, foi o primeiro menino que se aproximou de si não porque era muito bom em jogar bola (ou qualquer outra coisa que envolva agilidade), mas sim para saber como ele estava e se precisava de um amigo, Ribeiro é casado com um homem também para ser mais exato Diego Ribas. 


— Vi a sua felicidade com Ribas, e quis imitar com Pablo - zombou - Mas sério, Pablo é a pessoa mais amável que eu já conheci e eu não vejo o meu futuro sem ele, ele é tão sei lá… amarelo


Everton franziu o cenho e fez uma careta estranha, como se perguntasse em entrelinhas para Rodrigo. “o que diabos é amarelo?” Era uma referência a música do primeiro beijo, e da primeira vez. 


— Deixa, - sorriu - não vai fazer sentido se você não for o Pablo. Coisas de casal, sabe? 



Recebeu um tapa na nuca em resposta por conta do tom de deboche em sua fala, deram risada e escolheram o terno azul marinho e claro, uma tulipa branca para dar o destaque no terno. Para Rodrigo tudo estava pronto e perfeito. 


(...)


Sua pele

Transformaram-se em algo bonito

Você sabe

Você sabe que eu te amo tanto?



Pablo se encontrava em um estado de ansiedade que chegava até ser cômico para seu melhor amigo, Arrascaeta, sério quem ficava andando de um lado para o outro no dia do próprio casamento com "o cara perfeito". Não é como se Rodrigo fosse o abandonar no meio da cerimônia. 


O casamento seria em Soto de Cerrolen, em Madrid mesmo, porém era um pouco distante da casa de ambos. Enquanto Arrascaeta acalmava Pablo, e o horário do casamento se aproximava decidiu que iria já começar a se arrumar. 


Por mais que fosse rápido a arrumação do rapaz espanhol, iria o distrair durante um  tempinho e não quase desmaiar em empolgação. 


uested estás me deixando mareado, Marí! - o uruguaio disse com o sotaque carregado de portunhol. 


Pablo soltou uma gargalhada e foi pegar o terno preto que estava dentro de seu armário. E o uruguaio o seguiu enquanto resmungava algo sobre o quanto a melosidade do outro estava lhe deixando com ânsia de vômito. 


Ao pegar o terno, Pablo viu que dentro de seu bolso esquerdo havia um bilhete. Com uma letra desleixada que conhecia muito bem, achava a ser cômico o quanto Pablo estava sensível apenas vendo aquilo. 


meu amor desculpe minha curiosidade, eu precisava saber qual cor seria o seu terno já que você não quis me contar. Sei que qualquer cor ficaria perfeita em você, mas preto! Você vai ficar espetacular, perfeitamente perfeito! Te amo, mi vida!”


— Hijo da - recebeu um olhar de reprovação do Arrascaeta que o fez parar a frase na hora. - sério! Ele viu! 


— E o que tiene de más? Se ele tivesse visto seu cuerpo nú, no estaria reclamando! 


O espanhol corou e o uruguaio gargalhou, e mandou Pablo ir logo tomar banho que o ajudaria se arrumar antes do maquiador chegar. 


(...)


Olhe para as estrelas

Olhe como elas brilham para você

E todas as coisas que você faz


A hora do casamento chegou, a capela estava decorada com as tulipas brancas e como o casamento seria de noite com luzes azuis do jeito que Pablo imaginou. Rodrigo entrou primeiro, com o Ribeiro ao seu lado além de padrinho de seu casamento e seu melhor amigo, cumpria o papel de seu pai - já falecido. 


Caio raramente chorava, mas aquele momento, era um dos mais especiais de sua vida. Entrou na capela e lá tocava "Yellow", a música que tocou quando eles se conheceram e que também tocou no primeiro beijo de ambos. 


— Por deus, para de chorar - Everton murmurou o deixando de frente para o altar. 


Pablo, entrou de mãos dadas com Giorgian, pois os pais do espanhol estavam em enfermo e não puderam ir. Mari estava deslumbrante com o terno preto, e com os olhos marejados também. 


A pastora iniciou o casamento, falando coisas e mais coisas que, na visão de Rodrigo eram muito embaralhadas (o espanhol dele nunca foi um dos melhores). Mas a quando juntaram as bocas em um selar, fora como se fosse a primeira vez que sentia aquilo, a felicidade era consumia os corpos de ambos e com um pingo de vivência, amaram-se mais ainda naquela bela noite de outono. 


— Parabéns! - a pastora disse e se afastou. 


Rodrigo não conseguia parar de sorrir, como havia "ganhado" um homem tão perfeito como aquele? Pablo não estava muito diferente. 


— Eu prometo a mim mesmo que nunca vou te deixar. - o brasileiro disse, olhando no fundo dos olhos do outro. 


— Eu prometo que mesmo que o sol se exploda, a lua se afunda no mar. Se a poesia de amor mais bela para de existir, eu nunca irei te deixar. Você é a estrela mais brilhante, Caio. É a estrela mais amarelada no meu céu estrelado. Você é simplesmente tudo, mesmo quando muitos disseram que você não seria nada. Coldplay, escreveu aquela música olhando para você e enquanto escrevia reparava em cada detalhe meramente perfeito seu. Eu nunca deixarei de acreditar no amor, enquanto nós existirmos. 



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