História Yellow Flicker Beat - Capítulo 29


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Categorias One Piece
Personagens Edward Newgate (Barba Branca), Personagens Originais, Portgas D. Ace
Tags One Piece
Visualizações 37
Palavras 4.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Just like heaven


Fanfic / Fanfiction Yellow Flicker Beat - Capítulo 29 - Just like heaven

Ace sentiu a cabeça latejar assim que acordou, antes mesmo de abrir os olhos, ele apertou as pálpebras com força uma contra a outra e bufou, merecia aquilo por beber demais. Ele sentiu o estômago embrulhado e se deitou de bruços, uma brisa leve e quente, com um suave cheiro de álcool, atingiu seu rosto e o fez abrir minimamente os olhos para entender o que estava acontecendo. Ele viu cabelos azuis em seu travesseiro, cabelos azuis...que obviamente não pertenciam a ele, tudo bem, o quão bêbado havia ficado? Ele arregalou os olhos e se obrigou a fecha-los rapidamente ao sentir a luz o cegar momentaneamente, depois de piscar rapidamente algumas vezes, ele finalmente recuperou a visão e o foco. Primeiro, ele viu sua mão entrelaçada a outra, bem menor e com um tom de pele salmão, muito rosado, ele observou a forma como estavam entrelaçadas as mãos de forma curiosa, a palma de sua mão estava grudada nas costas da mão da pessoa e elas se seguravam daquela forma, ao subir seu olhar um pouco mais, ele viu o rosto que pertencia a mulher deitada com a cabeça em seu travesseiro. Sentiu a saliva lhe descer grossa pela garganta, as batidas de seu coração acelerarem indiscriminadamente de forma indiscreta, sentiu sua respiração descompassar ao perceber o quão próximo estava do rosto dela, o suficiente para a respiração dela atingir seu rosto suavemente. Ele se virou de lado novamente, observando o rosto sereno de Sora, ela parecia cansada e estava deitada em uma posição muito desconfortável...ainda assim, ela parecia tranquila. Mesmo sentindo seu corpo inteiro entrar em pânico, Ace levou sua mão direita até o rosto dela e a acariciou com o indicador dobrado, acalmando um pouco de seu nervosismo, se ela não estava na cama, não havia a possibilidade de ter feito alguma besteira. Ela era o retrato perfeito de uma obra de arte, ele era apaixonado por cada pedaço dela, mesmo que precisasse de tempo para entender o total de sua beleza, valia a pena por cada segundo. Ace separou suas mãos e empurrou o lençol de cima de seu corpo, vendo que ela havia tido o cuidado de tirar o chapéu de sua cabeça e coloca-lo na borda da cama, ele se levantou e se agachou ao lado dela, pegando Sora em seus braços e a deitando na cama em seguida. Por uma última vez, ele acariciou o cabelo dela e abriu um sorriso de canto, era a visão perfeita para se ter ao acordar, mesmo que seu corpo inteiro estivesse podre pela noite anterior e sua cabeça estivesse latejando como um gongo, não tinha como ter sido acordado de forma melhor, já que a primeira coisa que viu em sua frente, foi sua mão entrelaçada a dela e o rosto de Sora enquanto dormia. Se espreguiçou preguiçosamente antes de entrar no banheiro para tomar um banho, a água lhe escorreu quente pelo corpo, lavando as escolhas ruins do dia anterior que o levaram a ter o melhor amanhecer que jamais esperaria, ele fechou os olhos para lavar o rosto, mas já deveria esperar que a imagem de Sora tão próxima iria dominar a sua mente pelos próximos dias, ainda assim conseguiu lhe arrancar um sorriso antes de sair do banho, ele colocou as roupas sem secar o corpo muito bem e saiu de dentro do banheiro, indo até a frente do espelho para ajeitar seus cabelos molhados. Sora escutou um barulho de alguma porta se abrindo e abriu seus olhos vagarosamente, seu corpo estava exausto e pedia para que ela voltasse a dormir, mas se haviam portas batendo, era hora de acordar. Ela ergueu a coluna de forma preguiçosa e coçou os olhos antes de perceber que aquele cheiro...não era o cheiro de seu quarto. Ela segurou o lençol entre seus dedos e analisou o tecido, seda...bem diferente do toque de seus lençóis de algodão. Ela arregalou seus olhos azuis e olhou ao redor, como suspeitava, aquele quarto não lhe pertencia, porém ao ver Ace parado em frente ao espelho, ela se lembrou do que havia acontecido na noite anterior e franziu o cenho, ele havia a colocado na cama? Bem, com certeza não havia sido no meio da noite, já que sua coluna estava doendo tanto, mas era um gesto gentil da parte dele. Sora quis olha-lo com carinho, porém uma outra sensação lhe veio, não sabia dizer se era o vapor do chuveiro quente, ou se talvez a habilidade de Ace estivesse se manifestando, mas um calor percorreu seu corpo de baixo para cima, seus olhos pararam sobre as costas dele, de onde gotas de água escorriam lentamente. Sora engoliu a saliva com dificuldade, sentindo que sua mente não estava pensando direito ao perceber que seus olhos não se desgrudavam do local, ela apertou novamente o lençol em suas mãos e fincou suas unhas contra o mesmo, voltando seu olhar para baixo.

-Aoi-chan, eu te acordei?-ela subiu seu olhar novamente ao escutar a voz de Ace, ela mirou os olhos dele pelo espelho, vendo que ele estava fazendo o mesmo- Me desculpa.

-Não, está tudo bem.-ela coçou os olhos e sorriu- Bom dia Ace-san.

-Sim, bom dia Sora.-ele pegou o chapéu na borda da cama e se sentou no local aonde estava antes- Você parecia bem desconfortável dormindo no chão.

-O que?-ela franziu o cenho- Ah sim, entendo.-ela deu de ombros- Você estava realmente bêbado ontem e eu...-ela corou, não podia dizer que havia ficado porquê ele havia dito coisas doces demais para que ela pudesse ir embora- Eu fiquei muito preocupada. Você estava dormindo na proa do navio, seria péssimo para a sua imagem acordar lá, então eu te trouxe para o quarto, eu ia ficar até que você dormisse, mas o sono acabou me pegando antes que eu pudesse voltar para o meu quarto.

-Entedo.-ele olhou para baixo e sorriu- Obrigado por isso, ia ser um problemão levar uma bronca do pai por ser tão irresponsável. Não tem muito que eu possa fazer para agradecer agora, o máximo que posso fazer é te oferecer uma toalha limpa para que tome um banho.

-Isso soa perfeito, obrigada.-Sora se levantou e se espreguiçou, Ace quis dar risada, ela se espreguiçava errado, torcendo a coluna para trás ao invés de estica-la, mas ele não pretendia corrigi-la- Então, aonde está a toalha?-Ace corou ao perceber que estava encarando demais e se levantou, buscando na última gaveta de sua cômoda, uma toalha branca e a entregando na mão de Sora- Você pode ir tomar café da manhã, eu te alcanço logo.

-Não, eu não me importo de esperar.-mas havia sido uma ideia terrível, assim que ela entrou no banheiro após dar de ombros, ele sentiu seu corpo enrigecer de forma nervosa e desconfortável, sua respiração ficou difícil, foi uma tortura para a qual ele não estava pronto. Sora passou alguns longos minutos deixando que a água lavasse sua cabeça que não tinha uma dor tão intensa quanto a de Ace, mas era fina, incômoda, chata. Abraçou seu próprio corpo, um pouco assustada com o que havia acontecido, por que havia decidido tão firmemente passar a noite ali? Era um papel um tanto ridículo ao qual havia se prestado, suas bochechas coraram ao imaginar o que estava se passando pela mente dele...e se ele pensasse que ela tinha sentimentos? Sora arregalou os olhos e se viu confusa com seus próprios pensamentos, ele não pensaria algo tão bobo, não tinha motivo, certo? Ela fechou o registro e secou seu rosto antes do resto do corpo, afundando o mesmo na toalha, aquela maldita bebida havia feito mal à sua cabeça. Depois de secar seu corpo e colocar a roupa em que estava desde o dia anterior, Sora viu seus cabelos despenteados e olhou ao redor, procurando uma escova, porém nada aparecia em sua frente. Foi quando ela se lembrou que havia um único pente em cima da cômoda dele, ela bufou furiosamente, não ia aparecer despenteada na frente de ninguém, então abriu um pouco a porta e estendeu sua mão-

-Ace-san, pente, agora!-ela sacudiu a mão, enfatizando a urgência de seu pedido, ou da forma como ele encarou, exigência-

-Mas que folgada, pois venha aqui com seus próprios pés e pegue-o!-ele disse de forma irredutível, de forma que Sora percebeu que não iria conseguir nada sem dar proporções gigantes àquela história-

-Não posso, a menos que queira me ver desfilando de toalha ou completamente nua.-Ace corou e colocou as mãos na frente do rosto, se convencendo de que dizer que não era uma má ideia, era na verdade, uma péssima ideia- Por isso, seja um homem gentil e traga aqui.

-Ora, coloque suas roupas e faça por si mesma, não sou seu empregado.-ele ergueu a coluna e cruzou os braços- Se vai pedir um favor para alguém, seja mais educada.

-Não posso.-ela engasgou desesperadamente nas próprias palavras- Porque...eu só consigo pentear meu cabelo semi nua, é isso!-Sora franziu o cenho, se sentindo ainda mais estúpida, aquilo nem fazia sentido-

-O que?-ele gritou- Por que?-a maldita pergunta que ela tanto temia-

-É...porquê...eu...-ela franziu o cenho e cruzou os braços- Ora essa, porquê eu fui acostumada desde criança dessa forma, então se quiser que eu vá aí fora, tudo bem, mas você vai me ver sem roupa e eu vou ter que te socar...quinze vezes...com haki...até que você esqueça até mesmo o seu nome.

-Você é cruel Aoi-chan.-ele se levantou e pegou o pente, caminhando até a porta do banheiro e colocando-o na mão de Sora, que o puxou e fechou a porta imediatamente- Por Deus, tudo isso por causa de um pente, não deve ameaçar superiores desse jeito.

-Não ameaço superiores, ameaço você!-ele cruzou os braços e fechou a expressão, odiava quando ela dizia coisas do tipo, o que ele era então? Um tipo de ameba que ocupava um cargo mais alto do que o dela? Mas não teve muito tempo para ficar com raiva de tamanha besteira, ela saiu de dentro do banheiro e fechou a porta atrás de si, chamando o olhar dele em sua direção. Ace a mirou de forma curiosa e observou as bochechas de Sora corarem- O...o que está olhando?

-Não, não é nada.-ele riu e deu de ombros- Você é mesmo paranóica, só ia dizer que você fica bem com o cabelo puxado para trás.

-Bem, obrigada, eu acho.-ela tentava montar uma expressão dura e séria, mas estava cada vez mais difícil- Então, vamos de uma vez. Eles já vão parar de servir o café da manhã.-Ace abriu a porta do quarto e saiu do mesmo, esperando que Sora saísse logo em seguida, nenhum dos dois reparou bem, já que eram desligados demais para que o fizessem, mas absolutamente todos os olhares de quem estava presente, testemunhando o ocorrido, se grudaram na cena com espanto. Ace trancou a porta e eles caminharam juntos na direção do refeitório, quando no meio do caminho, a voz de Izo se fez perfeitamente audível-

-Sora!-ele gritou com certo desespero, fazendo ambos, ela e Ace se virarem para trás, atordoados com o barulho devido a dor de cabeça que os estava matando- Meu Deus. Homens, está tudo bem, avisem aos outros e ao comandante Marco que ela está bem e segura a leste superior do navio, façam isso agora.-ele caminhou decidido na direção dela e cruzou os braços- Ushio Sora, aonde diabos você se meteu?

-Eu?-ela olhou ao redor e franziu o cenho, assustada- Do que está falando?

-Primeiro de tudo, já passou muito tempo da sua hora de acordar, são quase nove e meia da manhã, Marco foi até o seu quarto te procurar, três horas atrás e falou comigo sobre como ninguém atendia, eu achei estranho e usei a chave que você me deu e sabe o que encontrei? Eu não encontrei nada, porquê você não estava lá! Consegue imaginar o desespero? Todos entraram em pânico, emitimos a notícia ao pai, que deu um alerta e encaminhou o Marco de volta a ilha para procurar por você, ou pistas de você, nós achamos que tinha sido sequestrada, agora a pergunta é: aonde caralhos você estava?-ela olhou para Ace, que também voltou o olhar na direção dela e ambos deram de ombros-

-Desculpa, eu fui levar o comandante Ace ao quarto dele pela madrugada, porquê ele estava um pouco alcoolizado e acabei pegando no sono por lá também, acho que por ter ido dormir tão tarde, eu não me atentei à movimentação no navio, sinto muito.

-O que?-Izo arregalou os olhos- Você dormiu no quarto do Ace?-ela acenou positivamente- Ela dormiu no seu quarto?-ele acenou positivamente- Ah meu Deus, você não colocou os seus dedos nela, certo? Portgas D Ace, se você tocou na Sora enquanto estava incapacitada de se defender...-os olhos de Izo se tornaram medonhos e ele cresceu duzentas vezes em tamanho, parecendo a pessoa de yukata floral mais perigosa do mundo-

-O que? Você acha que eu faria algo do tipo? Não me confunda com um maluco, eu nunca faria algo tão terrível.-ele cruzou os braços, se sentindo profundamente ofendido pela acusação de Izo- Além do mais, eu estava em uma condição muito pior do que ela, por quê não se preocupa com a minha castidade também?

-Não, não tem mais nada com o que me preocupar aí.-ele abanou uma das mãos de forma indiferente e Ace o mirou, incrédulo com o quão terrível ele era- Até parece que eu vou acreditar em uma criatura cheia de dedos como você!-ele se virou na direção de Sora e sorriu de forma doce- Então, Sora-chan, você pode me dizer se o Ace tentou fazer algo contra você. Ele não tocou em você, tocou? Me mostre exatamente aonde ele tocou.

-Ei, isso é sensacionalismo puro, escute o que ela tem a dizer!-ele disse cerrando os dentes e o punho-

-Não, está tudo bem Izo-san. Ele não colocou nem mesmo um dedo em mim, só hoje de manhã quando ele me pegou no colo e me colocou em cima da cama, para que eu não dormisse de forma tão desconfortável no chão.

-Te pegou no colo e te colocou na cama?-ele arregalou os olhos- Ace, seu desgraçado, você deflorou a única alma pura desse navio e a contaminou, seu monstro!

-Nem vem, você selecionou aquilo que queria escutar!-ele gritou- Ela disse que eu não fiz nada, o louco é você por pensar em algo desse tipo, louco, louco!-ele disse, apontando na direção de Izo de forma debochada-

-É o suficiente, vocês dois!-a voz alta de Barba Branca soou de alguns poucos metros de distância e ele estendeu a mão, fazendo com que ambos Ace e Izo, parassem aonde estavam-

-Pai!-Sora abriu um enorme sorriso na direção dele e caminhou até estar frente a frente com o mesmo- Bom dia para o senhor.

-Você deixou o Marco e a primeira divisão muito preocupados.-ela torceu os lábios e o cenho em uma expressão culpada, não tinha noção de que estavam tão preocupados- Eles já estão voltando no navio da sua divisão, vamos ancorar para que eles nos alcancem mais depressa.

-Velho, a culpa é minha!-Ace ergueu a mão e tentou argumentar- Eu estava em um estado deplorável e...-antes que ele pudesse concluir a frase, Barba Branca repetiu o mesmo gesto de antes, desta vez, o mirando com seriedade- Vocês dois são cruéis!

-Eu disse que tive o suficiente de vocês dois, fiquem quietos enquanto eu falo com a Sora.-ele disse, sem muita paciência-

-Certo pai, sinto muito.-Ace cruzou os braços insatisfeito e bufou-

-Me desculpe por toda essa confusão, eu realmente fiquei preocupada com o estado do comandante da segunda divisão, mas eu mesma não estava muito bem para cuidar de outra pessoa, então acabei dormindo no quarto dele e não notei a agitação no navio, porque estava muito cansada. Eu irei me desculpar pessoalmente com o comandante Marco e meus companheiros da primeira divisão, tenho certeza de que eles ficaram mesmo preocupados.-ela coçou a cabeça de forma envergonhada e riu- Eu acho que não deveria beber tanto.-assim como ela própria e Ace faziam quando estavam impacientes, ela escutou Barba Branca estalar a língua no céu da boca e o viu franzir o cenho, parecendo mais irritado do que ela jamais tinha visto-

-Sinceramente...-ele puxou Sora para perto de si, abraçando a garota um pouco sem jeito. Ela não sabia reagir, olhou para cima e sentiu as bochechas corarem antes de usar seus braços para tentar envolve-lo, claro, completamente em vão. Assim que ele a soltou, Sora fez o mesmo e o mirou a tempo de ver a mão dele cair sobre sua cabeça e afagar seus cabelos- Você só dá trabalho, sabe mesmo preocupar seu pai.

-O velho estava...-Ace olhou a cena, um tanto admirado com o jeito fraternal com que Barba Branca tratava Sora, ele era sempre gentil com seus filhos, mas havia algum tipo de sensibilidade maior quando se tratava dela, já que o homem mais poderoso do mundo não era muito dado a abraços, como aquele abraço desajeitado demonstrava-

-Sim, ele era o mais preocupado de todos nós, fez os preparos imediatos para que a primeira divisão partisse em busca dela e ainda mandou mais dois botes procurarem pelo mar, ele estava desconfiado da Marinha, então mandou que interceptassemos os den den mushi dos navios mais próximos para o caso de ela ter sido capturada.

-Ele ia começar uma guerra por causa da Sora?-Ace arregalou os olhos-

-Ele começaria uma guerra por qualquer um de seus filhos, inclusive a Sora.-ele desviou o olhar na direção dos dois, Sora tentava arduamente se desculpar após escutar da boca de seu próprio pai que estava preocupado com ela, se sentiu culpada por fazê-lo se sentir de tal forma, ter preocupado a primeira divisão inteira pesou de verdade em seus ombros, mas ao pensar que preocupou seu pai mesmo que por um segundo, Sora se sentiu pouco merecedora de que ele ao menos se importasse e ainda assim, ele se importava, o que só o tornava ainda mais grandioso aos seus olhos-

-Chega de desculpas, estou feliz que esteja bem.-Sora gaguejou e por fim, desistiu de falar qualquer coisa, acenando de forma positiva na direção dele- Quando Marco chegar, depois que se desculpar, diga para ele que estou o aguardando em meus aposentos.

-Certo.-ela respondeu e observou atentamente enquanto ele seguia na direção contrária da qual ela se encontrava, seu olhar ficou fixo até que ele desaparecesse de sua visão, foi quando ela finalmente voltou seus olhos na direção de Ace e Izo- Me desculpe por isso Izo.-ela abaixou a cabeça e franziu o cenho com culpa, ignorado Ace completamente- Não quis te preocupar.

-Não fale besteira, como se isso fosse um favor, consegue imaginar o quão preocupado eu estava?-ele a puxou para si, envolvendo Sora em um abraço carregado de preocupação- Estou tão feliz que esteja bem.

-Qual é o problema de todos comigo hoje? Eu também estou aqui, sabia?

-Não é como se você tivesse desaparecido, sabe? Você só acordou no seu horário normal.-Izo disse, mesmo sabendo que aquelas palavras não eram para ele-

-É claro, porquê passar a madrugada inteira ao seu lado não é o suficiente, eu preciso fazer isso pela manhã também.-Sora bateu a palma da mão contra a testa e suspirou- Não seja exagerado.

-O que? Se não precisa se preocupar comigo, então por que diabos se preocuparia com o Izo?-Sora tombou sua cabeça para o lado, não tinha certeza se era a intenção dele parecer infantil e carente ao falar daquela forma, ou se estava sendo irônico, mas pela falta de ironia nas palavras dele, ela acreditou que ele não tinha notado-

-Ignore-o Sora, ele está com ciúmes.-Ace corou profundamente, fazendo Izo gargalhar e Sora os observar, completamente alheia ao assunto-

-Ciúmes? Eu?-ele cruzou os braços e torceu o nariz com desdém- Ora essa, por que eu teria ciúmes da Sora?

-Marco...-a voz dela soou um pouco mais baixa do que antes e ao encarar o rosto dela, ambos viram a expressão que o mesmo havia tomado para encarar o navio que velejava às pressas no horizonte, se aproximando de forma que parecia absurdamente lenta para uma Sora empolgada demais-

-Sim, você tem razão, não existe motivo algum para que tenha ciúmes de mim com a Sora.-Izo bateu duas vezes no ombro dele, antes de deixar o ambiente-

-Marco!-ela gritou e acenou na direção dele. No mesmo momento, o comandante da primeira divisão arregalou seus olhos e usou as habilidades de sua akuma no mi sem pensar, planando na direção do Moby Dick, parando bem em cima da borda do navio- Comandante Marco, eu peço desculpas pelos problemas que te causei, eu não tive a intenção de...-antes que ela pudesse terminar de falar, novamente foi surpreendida com braços ao seu redor. Ela sentiu a mão direita de Marco levar sua cabeça na direção do peitoral dele e a mão esquerda, apertar seu corpo contra o dele, havia um desespero cálido em sua pele, ela podia sentir- Comandante?

-Eu estive tão preocupado com você. Droga, maldita criança inconsequente, você é uma companheira importante, pode imaginar como me senti quando pensei que os marinheiros tivessem te levado?-ele enterrou os dedos nos fios azuis do cabelo de Sora- E você estava dormindo no quarto do Ace?-ele riu fraco- É quase uma piada comigo, por favor, não faça algo do tipo, nunca mais.

-Tudo bem.-Sora separou seu corpo do dele, em desespero para poder olhar nos olhos claramente preocupados de seu comandante- Me deixe falar por um instante, por favor. Eu jamais quis preocupa-los, eu sinto muito pelo ocorrido e juro que serei mais atenta da próxima vez. Então, peço que me desculpe pela falha, comandante Marco.-foi a primeira vez que Ace a viu reverenciar em sinal de desculpas a alguém além de Barba Branca, aparentemente Sora respeitava o comandante da primeira divisão na mesma proporção que não o respeitava, com todas aquelas gracinhas sobre não considera-lo na posição de comandante-

-Erga a cabeça Sora, estou feliz que esteja bem.-Marco suspirou e cruzou os braços- Sou a menor das suas preocupações, o pai estava completamente atordoado.

-Sim, eu falei com ele à pouco, na verdade, ele quem veio falar comigo...-Sora olhou para baixo- Não existem desculpas no mundo que possam fazer jus ao quanto eu sinto por tê-los preocupado, não irá acontecer mais.

-Não entenda errado, você pode dormir no quarto que quiser e com quem quiser, mas...-ele corou- Evite de passar muito do seu horário, ou algo do tipo pode acontecer de novo.-Sora franziu o cenho sem entender e Ace arregalou os olhos-

-Ah meu Deus, não foi isso! Não aconteceu nada naquele quarto, entendeu? Eu desmaiei de um lado e ela do outro, estávamos bêbados, por que todos ficam achando que algo aconteceu?

-Bem, eu poderia explicar o por quê disso fica atordoando a mente de todos próximos a você, mas prefiro não te constranger.-Ace ficou tão vermelho, que Marco podia jurar que iria soltar fumaça a qualquer momento, enquanto os olhos azuis confusos de Sora, desviavam de um comandante para o outro com tanta inocência, que era quase inacreditável-

-Ele acha que algo aconteceu entre nós.-o olhar de Sora pousou sobre Ace, que tentava explicar a situação, mas ela continuava alheia ao assunto- Ah Deus, você vai mesmo me fazer dizer isso?-Ace corou e desviou seus olhos- Nós dois sozinhos em um quarto, ele pensou que...-Sora arregalou os olhos e corou, ainda mais forte do que ele-

-Não, de forma alguma comandante. Isso não aconteceu, nunca aconteceu e nem irá. Não tem...não existe motivo para...-Sora escondeu o rosto nas mãos- Estou tão envergonhada agora, isso nem me passou pela cabeça.

-Sora, está tudo bem. Mesmo se fosse o caso, não existe motivo para tanto constrangimento, afinal de contas, é normal.-Marco cruzou os braços e tentou não rir do quanto os dois estavam constrangidos- Bem, é claro que não poderia ser isso, o que eu estava pensando?-era quase um pensamento hilário, considerando o quão constrangidos eles pareciam-

-Bem, eu...-Sora desviou seu olhar na direção de Ace, ainda com o rosto ardendo em vergonha- Vou com o comandante Marco agora, se estava procurando por mim é porquê existe muito para eu fazer hoje.

-C...certo.-ele acenou sem jeito algum na direção dela- Eu vejo você depois Sora.

-É! Claro, eu vejo você mais tarde.-ela arregalou os olhos e olhou para Marco- Isso não quer dizer de noite, nem em nenhum lugar em específico, eu só estava tentando ser educada.

-Tudo bem, chega vocês dois.- Marco deu risada e a puxou pela mão- Vamos de uma vez Sora, ele também tem trabalho a fazer, vocês podem namorar depois.

-O que?-um grito, quase em uníssono saiu da boca dos dois-


Notas Finais


Aqui nós fazemos as verdadeiras perguntas importantes: como assim Sora e Ace dividiram o sabonete?

IMPORTANTE - Eu deixei para falar aqui, já que sei que somente quem tem interesse na história vai ler, então, eu fiquei um tempo repensando a história e agora, estou cheia de ideias diferentes para acrescentar na história da fanfic. Primeiro de tudo, estou pensando em especiais, mas quero saber se vocês querem ver isso, por exemplo, eu pensei em contar a infância da Sora pela visão dela (já que vocês viram pela Hana), pois pelos olhos dela seria mais devagar e completo. Um pouco do tempo dela no mar enquanto capitã, como ela conseguiu a primeira recompensa (100 milhões), os dois shichibukai que ela derrotou e como ela conheceu a imediata dela. São coisas que tem relevância na história, mas não são cruciais, então se vocês quiserem ou não ver, me digam. Também vou contar a história da mãe da Sora, mas isso acabou não se tornando opcional, ou eu vou levar um ou outro segredo da família da Sora por parte da mãe, para o túmulo, então eu provavelmente vou lançar o episódio da mãe da Sora entre capítulos (em uma segunda, uma quarta ou uma sexta) e quem não tiver interesse, não precisa ler (eu vou avisar nas notas antes do capítulo começar).
Obrigada pelo apoio que dão para essa história! ❤


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