História Yeon - JIKOOK - Capítulo 14


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Palavras 10.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Doze


Fanfic / Fanfiction Yeon - JIKOOK - Capítulo 14 - Doze

 - Você não vai trabalhar, filho?   

- Não.    

- E isso não vai te causar problemas?   

- Não. - disse sem prestar a menor atenção na mãe, ele sequer conseguia prestar atenção na comida a sua frente e só ficava jogando de um lado para o outro os pedaços de fruta em sua tigela. A verdade era que Taehyung estava muito pensativo desde a noite anterior e a conversa que teve com o irmão, Jungkook não falou muito em todo caso, mas bastou ele dizer que sim, que também achava Jeongyeon muito parecida consigo que Kim entrou naquele modo aéreo com sua mente desperta demais para pensar com coerência sobre qualquer coisa. Hoseok estava ao seu lado e sabia o que estava acontecendo, mas não diria nada, pois ele entendia o noivo e estava do lado dele sobre a decisão de ir falar com Jimin, e também quanto a questão de deixar os pais dele bem longe disso. Mas nem todo mundo agia da mesma forma e isso ficou bem claro quando Gayoung se virou em direção ao filho com a típica expressão de quem queria alguma explicação.   

- Ele só mudou a folga dele, Gayoung, não tem problema algum - Hoseok tomou a frente abrindo um dos seus sorriso maravilhosos com a clara intenção de manter a sogra longe daquilo, se dava muito bem com ela, não podia mentir e dizer que não, porém não podia dizer que sempre ficava feliz com o modo como ela agia com Taehyung ou até com Jungkook. Era um jeito suave de se intrometer em tudo e Jung não conseguia lidar bem com isso. Certo, podem usar o argumento de que ela é uma mãe preocupada, mas ele estava ali tempo suficiente para saber que o buraco era bem mais fundo. Kim Gayoung gostava de estar no controle das coisas, por isso que sempre agia cheia de dedos com Jungkook, porque esse diferente do irmão nunca entrou nas amarras dela. - Descansar não faz mal a ninguém.    

- Manter a mente ocupada é sempre bom, e trabalho ajuda nisso.    

- Não se preocupe, se ele achar que está com a mente vazia demais ele vai ler um livro, aposto que isso para na hora - aquele era o jeito Hoseok de colocar limites na mulher, sempre com um jeito doce de dizer "ele é adulto, pare de agir como se fosse uma criança", Jung simplesmente não suportava e isso ficava pior se ela tentava se envolver nas questões de casal deles. Céus, era terrível. - Amor, eu estou indo, vai querer carona?   

- Eu irei esperar mais um tempo, vou tomar um banho de banheira, responder alguns e-mails e depois vou. - olhar para Hoseok pareceu motivo suficiente para fazer Taehyung sorrir e assim ele fez, não esquecendo nunca de bicar demoradamente seus lábios contra aos dele e sussurrar bem baixinho o quanto o amava antes de Jung se levantar e ir embora. Amava demais aquele homem, misericórdia, e amava ainda mais as mudanças que Hoseok lhe proporcionava, crescia um degrau a cada dia que passava ao lado dele.    

- Você está com problemas? - Gayoung voltou a questionar assim que o genro sumiu das suas vistas, sempre era assim, sabia que Jung era contrário a algumas atitudes suas e com isso se via na obrigação de agir de forma sigilosa. Taehyung ficava mais maleável sem o noivo por perto.    

- Não, mãe, estou ótimo, por quê?   

- Você sequer comeu e fica só olhando pro nada, pensativo.   

- Ressaca, bebi ontem com o JK e estou de ressaca. - assim ele se levantou da mesa levando consigo seu copo de suco de maçã com coco que Hoseok tomava toda manhã por conta do seu problema de gastrite e Taehyung acabou adquirindo aquele habito também.   

- E como ele está?   

- Bem, melhor impossível, vivendo a vidinha dele da forma mais normal possível e sendo feliz do jeito que ele quer ser feliz, mãe, JK está melhor lá do que jamais esteve aqui. - e assim foi embora deixando a mulher sozinha pra trás.    

Desde que Jungkook tinha se mudado que o rapaz virou assunto constante em casa e veja, Taehyung não sentia mais ciúmes disso, de ter os pais sempre perguntando sobre Jeon e se o mesmo sabia de alguma notícia, era até bom só assim o foco saia de si e do noivo. Porém acreditava que isso não fazia bem ao próprio Jungkook, a pressão tinha se tornado maior desde que sairá de casa pois seus pais tinham um jeito muito estranho de demostrar sentir a falta de alguém. Quando fosse possível iria fazê-lo ter a sua vida tranquila sem interferência dos dois e quando isso infelizmente não acontecesse, estaria lá pra dar uma força. Porra, Jeon Jungkook já era um homem crescido dono do seu próprio nariz, não precisa e nem merecia ter os pais na cola dele lhe tratando como uma criança cobrando coisas como faziam na época da adolescência.    

E apesar de sempre lhe deixar irritado, não era bem esse assunto que estava dominando sua mente aquela manhã. A conversa com o irmão tinha sido produtiva na medida do possível e feito ele pensar ainda mais na questão Park Jimin e o quão a filha dele parecia consigo, Kim vasculhou algumas fotos suas quando pequeno assim que chegou em casa e isso só ficou ainda mais certo. Jungkook falou algo como "hyung, não precisa ir muito longe pra perceber que ela é uma versão sua com eyes smile" e bastou ele questionar Hoseok e o mesmo dizer as mesmas coisas e ainda acrescentar de que se ele tinha essa dúvida conversasse com Jimin, para Taehyung ficar com isso certo em sua mente. Precisava saber da verdade e estava disposto a confrontar Jimin até ter uma resposta sincera, conhecia bem o Park – ou talvez nem tanto –, mas sabia quando o mesmo estava mentindo ou falando a verdade e isso lhe daria certa vantagem. Não iria em busca de um embate, de uma briga, conversariam como dois adultos tratando de um assunto sério.    

Assim ele tomou um bom banho, escolheu uma boa roupa e até respondeu mesmo os e-mails do trabalho antes de seguir para o seu destino, não foi de carro porque gostava de caminhar para assim poder aliviar seus pensamentos. Apesar de não parecer, Taehyung era um cara com a mente cheia de pensamentos e mesmo que a maioria fosse bem peculiar, ele ainda se ocupava muito com isso. Era como Jungkook sempre dizia, ele possuía uma mente única e pra mantê-la sempre em bom funcionamento ele precisava pensar e refletir muito.    

Não sabia bem onde começar procurando, mas preferiu ir para a oficina dos Park até porque ficava mais perto indo pela rota que ele escolheu, além do mais que tinha quase certeza que ouvira Eun-ju falando sobre ter reaberto o estabelecimento e estava seguindo com os negócios. O lugar estava movimentado, tinha alguns carros do lado de fora e na área de borracharia, mesmo da porta dava para ouvir uma música alegre vindo de dentro e vozes animadas como se estivessem dançando e brincando, ele até mesmo ouviu a risada de Jeongyeon. Era um pouco aterrorizante está ali na frente prestes a entrar e tratar de um assunto delicado com o ex-namorado, podia dar com a cara no chão e a menina não ser de fato sua, podia ser só algo inventado na sua cabeça e ele não sabia se conseguiria lidar bem com isso, Park podia se negar a lhe dizer alguma coisa e Kim não tinha nenhum carta na manga para usar caso isso acontecesse, não estava ali apenas para falar sobre Jeongyeon, queria saber o que tinha acontecido durante os três anos longe, entender o porquê dele ter sumido de uma hora para a outra sem dar nenhuma notícia, se ele estava vivendo bem, se tinha um outro alguém em sua vida e como estava se sentindo com a morte do pai, porque conhecia Jimin e sabia o quão apegado à família ele sempre foi. Tahyung tinha tanta coisa para perguntar e conversar que tinha receio de deixa-se empolgar e acabar assustando Jimin, fazendo com que ele fique mudo quando essa era a última coisa que podia acontecer.    

Adentrando mais o local ele enfim pode ver o motivo da algazarra, um dos garotos da oficina treinava alguns golpes de luta e ao seu lado um pequeno ser humano tentava o imitar ganhando o incentivo dos demais, Yeon parecia bem animada e até arriscar uns golpes diferentes que fazia todo mundo vibrar enquanto ela sorria de orelha a orelha animadíssima. Sem conseguir controlar os impulsos, Taehyung comemorou alto quando a menina deu um golpe no cara que fingiu ir ao chão com apenas isso, ele bateu palma e sorriu alto com o jeitinho fofo dela, o que acabou por chamar a atenção de todos para si.  

- Oppa! - ela disse animada esquecendo a luta por um minuto enquanto corria para os braços do homem, Taehyung a sustentou no braço no mesmo instante, seu nariz fazendo um carinho fofo nos cabelos da menina quando Jeongyeon passou os bracinhos em volta do seu pescoço em um abraço quase desajeitado. Ela tinha cheiro de talco como a maioria dos bebês que já teve contato, seus cabelos eram sedosos e o corpo mal pesava em seus braços e mesmo que sim, ele não cansaria nem tão cedo de ficar com ela juntinho de si. - Cadê o oppa de "bebelos" "vemelho"?    

- Oi, Yeon, ele foi para o trabalho, bebê, e eu vim procurar o seu pai, ele está por aí?   

- Papai está "tabanhando" com a vovó, ele ficar sério quando está "tabanhando".    

- Será que podia me levar até ele? - ele segurava ela com cuidado, o antebraço dele sob seu bumbum e a mão larga nas suas costas, seus olhos focados no rostinho lindo dela. Céus, era realmente a criança mais linda que já viu - Depois você volta para seus amigos.    

- Claro, eu voltar, amigos, é só um pouquinho. - assim ela acenou com a mão em direção a eles com direito a um eyes smile e tudo, enquanto o pessoal acenava em resposta e correspondiam ao cumprimento de Kim.    

Não estava sendo um dia difícil para Jimin, já tinha tido piores, mas estava sendo particularmente complicado lidar com o humor da sua mãe. A mulher já tinha acordado daquela forma e nem ela mesmo saberia dizer o que estava acontecendo, apenas estava mal-humorada e irritada com tudo, e ficar ali, presa naquele escritório lhe deixava ainda pior com o passar dos tempos. Sua cabeça não estava legal, mas não queria dizer ao filho para não preocupa-lo, Jimin já estava fazendo muito por si, abdicando de muito da sua vida para cuidar dela, então quanto menos trabalho desse, melhor seria.    

Os dois estavam concentrados em seus papeis quando ouviram uma leva batida na porta e em seguida a voz característica de Jeongyeon chamando pelo pai. Jimin tinha levado papeis e giz de cera para que a filha ficasse distraída até que desse a hora deles voltarem para casa e assim ajeitarem o almoço, mas assim que chegou ela não quis sair do lado do pessoal que trabalhava na oficina e o pai então deixou que ficasse depois de ter se assegurado de que ela não estava atrapalhando nada e que qualquer coisa iria chama-lo. Quando enfim viu a porta se abrindo olhou para baixo esperando que a filha aparecesse ali falando qualquer coisa, mas não foi isso que aconteceu, ele apenas enxergou os pés da menina dando a entender que Yeon estava suspensa e não podia ter ficado mais surpreso em ver por quem. Kim Taehyung estava lá com a filha deles nos braços e ele queria não fazer nenhum movimento brusco ou deixar muito aparente seu espanto, mas o modo como ele se colocou rapidamente de pé deixou isso mais que evidente.    

- Olha, papai, eu encontrar o oppa. - a menina disse divertida, um sorriso enorme no rosto sendo dado junto ao do homem que a segura, um a extensão do outro, não dava para dizer que existia diferença entre os dois sorrisos, pois não tinha.   

- Estou vendo, amor.    

- Espero não ter chegado em uma má hora. - sorriu um pouco mais curvando-se até onde pode com a menina no colo em cumprimento a senhora Park que olhava para tudo aquilo de um modo confuso e até um pouco assustado, não estava esperando por tal coisa. - Estava aqui perto e resolvi entrar para dar um oi, foram três anos sem nos vermos, Jimin, achei que teria algumas boas histórias para compartilhar.   

- Bem... - a senhora Park logo se colocou de pé caminhando agoniada até a neta e estendendo os braços para a menina que não pensou duas vezes em se jogar nos braços dela. Apesar das duas não terem uma convivência diária, Eun-ju estava sempre presente na vida da menina da forma que dava para ser, sempre ia para Seul visitar o filho e fazia questão de cuidar da neta, sempre ligava ou então mandava alguns mimos para eles, as duas se davam muito bem e Yeon amava a vó que tinha. - Já que vocês têm tanto para conversar, eu vou dar um tempo nos papeis e levar a Yeon para comprar alguns Tokkebi para o almoço e depois vamos para casa preparar, o que acha, meu bem?   

- Eu querer cozinhar com a vovó... Fazer bolo?   

- Podemos fazer bolo sim, agora dê tchau para o seu pai e para o Taehyung e vamos embora - disse a colocando no chão para que assim fosse possível, apesar de não pesar muito ainda pesava e ficar muito tempo com a menina no braço sempre deixava suas costas um caos depois.    

Jeongyeon assim fez, ela correu até os braços do pai e não deixou de abraça-lo bem forte – ou com toda força que ela tinha – e deixar um monte de beijinhos pelo seu rosto, ainda teve algo como uma troca de "eu te amo" baixinho entre eles antes da menina virar para Taehyung e se despedir também com um abraço e beijos. Sozinhos naquela sala os dois não sabiam como iniciar uma conversar, tinha tantas coisas para serem ditas entre eles, mas não existia coragem ali, Kim por não saber como abordar todos aqueles assuntos delicados, conhecia o outro o suficiente para saber que Park odiava ser posto contra a parede, odiava se sentir intimidado e quando isso acontecia ele sempre agia de forma defensiva, se fechando em volta de si mesmo e sendo rude e grosseiro. E ele não queria aquilo, poxa, os dois eram adultos agora, não os dois moleques que namoraram anos antes, não tinha espaço para jogos e ele não pretendia jogar. Mas precisava ser sábio quanto seus argumentos ou não conseguiria nada.    

Jimin, por outro lado, não tinha coragem por motivos óbvios, está naquela posição era terrível e desde que tinha descoberto da existência da sua menina em sua barriga que ele jamais imaginou passar por aquilo. Mas então Kim Taehyung estava na sua frente, para sabe-se lá o que e por mais que quisesse, Park não conseguia se sentir confortável com isso. Não acreditava que ele faria como a mãe, gritando e lhe impondo uma explicação, Kim era racional e um verdadeiro cavalheiro – mesmo que as vezes não se comportasse como tal -, se fosse para haver um questionamento, não seria da forma como Gayoung fez. Porém a sensação não parecia melhor pra Jimin, ainda era amedrontador passar por isso.    

- Eu não sei como iniciar uma conversar, foram quase quatro anos sem nós ver e agora eu simplesmente não sei o que dizer. - Taehyung foi sincero, não existia melhor maneira de começar aquela conversa a não ser sendo sincero, aquele era ele no final das contas. Um pouco nervoso ele passou as mãos pelo rosto e se recostou na mesa, o quadril amparando seu peso enquanto suas mãos lhe sustentavam apoiadas ao lado do corpo – Você está bem? Quero dizer, antes de qualquer assunto, eu queria saber como tem sido sua vida desde que foi embora.   

- Corrida, minha vida tem sido corrida desde então, as vezes é difícil conciliar tudo, sabe? Mas eu não posso reclamar de nada, eu não mudaria como as coisas são.    

- E o que você anda fazendo além de ser pai? - sorriu vendo o modo como Jimin também sorriu, diferente de si ele estava sentado em uma das cadeiras, as costas bem apoiadas no encosto, os ombros baixos e uma expressão, quase, quase relaxada – Preciso admitir que ainda estou surpreso com essa novidade, tipo, wow, você é pai!   

- Acredite, até eu fiquei surpreso quando aconteceu, apavorado, mas não consigo mais imaginar um mundo onde a minha filha não existe, parece errado, sabe? É louco, mas parece que Jeongyeon veio para completar algo que faltava dentro de mim que eu nem sabia que estava incompleto. Eu não sei explicar. Mas respondendo a sua pergunta, além de pai eu gasto meu tempo sendo fotógrafo, quando fui embora eu transferi meu curso e consegui terminar assim que ela nasceu, desde então eu venho trabalhando em um estúdio em Seul.    

- Oh, então você está em Seul? Eu não sabia, acredita?   

- Eu passei um tempo com a minha tia, a irmã do meu pai, mas as coisas não deram muito certo e eu passei um tempo na casa do Yoongi, que é a melhor pessoa que eu poderia ter conhecido nesse mundo inteirinho.    

- Seu namorado? - não, não havia sentindo duplo naquele questionamento, era apenas uma curiosidade normal e Jimin percebeu isso, sempre que falava de Yoongi as pessoas lhe questionavam se era seu namorado ou marido, pois sempre usava de muito carinho pelo mesmo, mas tudo não passava de um genuíno amor de irmãos. Min Yoongi e Park Jimin se viam daquela forma fraternal, sem nenhum outro sentimento oculto.    

- Não, ele é meu melhor amigo e padrinho da Jeongyeon, se não fosse ele e o pai acho que nem eu nem ela estaríamos mais vivos, foi uma gravidez complicada e um pós-parto ainda pior, mas ele se manteve ao meu lado cuidando de mim e da minha filha, e mesmo que eu um dia queira, jamais serei capaz de retribuir tudo que ele já fez por mim.    

- Fico feliz que tenha conhecido pessoas boas nesse meio tempo, Jimin, eu passei muito tempo depois da sua ida me martirizando por ter feito mal a você, não era a minha intenção te magoar, eu não calculei meus atos e te machuquei, eu sequer te pedi desculpas adequadamente.    

- Não se martirize com isso, Tae, eu estou bem hoje e mesmo que eu tenha ficado muito chateado na época, hoje em dia não guardo nada de ruim por você, pelo contrário, lembro com carinho da nossa relação e te desejo tudo de bom. Independentemente de qualquer coisa, você sempre foi um bom amigo pra mim. - Jimin sorriu ainda mais largo, aquilo era uma verdade, não sentia nada de ruim pelo ex-namorado e pai da sua filha, nada de ruim podia existir em seu coração destinado aquele homem quando ele lhe deu o maior presente que podia ter na vida, ele lhe deu a Yeon e mesmo que quisesse, seu coração não podia ter outro sentimento por ele além de carinho e amor. - Mas me diz, como anda a sua vida? Diferente de você, eu tive algumas notícias a seu respeito nesse meio tempo e admito não ter ficado surpreso em saber que você e Jung Hoseok estavam noivos.    

- Oh... - como se tivesse falado as palavras magicas, Park viu o modo como o rosto de Taehyung se iluminou como se um raio de sol tivesse lhe acertado, um sorriso quase tímido surgiu em seus lábios e Jimin não deixou de gargalhar alto ao ver o modo como ele jogou os ombros para cima naquela típica postura envergonhada que sempre fazia. Era fofa, tinha que admitir, e era engraçado vê-lo agir daquele modo, nunca tinha o visto com aquele tipo de brilho nos olhos.   

- Você está muito apaixonadinho, não está? - brincou ainda rindo alto vendo o modo quase infantil que Taehyung mexia a cabeça em confirmação.    

- Eu pensei que já tinha experimentado o que era está realmente apaixonado por alguém, você sabe, mas então ele chegou... Eu nunca pude imaginar viver isso, nessa necessidade louca dele. Todo dia eu acho um motivo diferente para ama-lo, até os defeitos e a sensação é dolorosa, mas tão boa de sentir.    

- Você parece feliz.    

- E eu estou, vamos nos casar em dezembro, uma semana antes do meu aniversário porque assim a gente já embala natal e ano novo e pode estender a lua de mel. - cansado de estar em pé, Kim puxou a cadeira onde Eun-ju estava anteriormente sentada e ficou perto de Jimin, praticamente um em frente para o outro. Era bom tê-lo ali depois de todo aquele tempo, era bom ver ele bem apesar de tudo que estava acontecendo em sua vida, não acreditava que algum dia poderia voltar a ter Jimin assim tão perto ou pelo menos saber notícias dele, então era no mínimo reconfortante ter ele ali. - Eu mandei um convite para seus pais e providenciarei um para você, queria que estivesse lá.    

- Não acha que pegaria mal seu ex-namorado no seu casamento? - brincou arrancando uma gargalhada alta de Taehyung, o que fez ele rir também, era bom sentir-se bem o suficiente para rir daquela forma depois de todas as adversidades dos últimos dias.    

- Não, acho que faria bem um amigo de longa data no meu casamento. - sorriu de forma terna fazendo um carinho no joelho de Jimin, céus, como sentiu falta daquele cara e da paz que sentia ao seu lado. Não tinha nada de romântico ali, seu coração já não batia romanticamente por Jimin e isso era um fato, mas tinha certeza que jamais conseguiria deixar de se sentir tão bem e leve ao seu lado, era como se sentir acolhido do lado de alguém, aceito e confortável e acredite, não dava para ignorar aquele tipo de sentimento.    

- Eu não prometo ir, estou de férias do trabalho por esse mês para dar um suporte a mamãe, mas pretendo voltar para casa e não sei se poderia voltar bem no fim de ano, mas eu darei o meu melhor para estar lá lhe prestigiando. - Estou feliz que tenha encontrado alguém para amar, Taehyung e que te ama da mesma forma, você merece isso.    

- E você, Jimin, encontrou alguém para amar também?   

- Encontrei a três anos quando Park Jeongyeon nasceu. - sorriu de uma forma mais nostálgica, algo se revirou dentro de si ao dizer aquilo e ele teve que desviar os olhos dos de Taehyung ou acabaria chorando sabe-se lá porquê. - Tem sido bom, o amor é reciproco. Não é isso que se espera quando ama alguém?   

- Você parece firme visto tudo que aconteceu nessa última semana. - aquele era um assunto para lá de delicado que Taehyung não queria ter que adentrar, mas ele achava necessário assim fazer, não podia fingir indiferença quando a morte de Park Dong-run sabendo o que aquele homem significava para o filho. Jimin amava a família, amava os pais, amava mais do que qualquer pessoa que o Kim já ousou conhecer em toda a vida, e como amigo dele era seu papel saber como andava sua cabeça diante toda aquela situação. Jimin era forte, mas ainda era um ser humano – Como está se sentindo?   

- Se eu for totalmente honesto com você, vou dizer que eu não faço a menor ideia do que eu estou fazendo, sabe, ter vindo para cá e está tentando fazer com que tudo siga normal como se a qualquer momento ele fosse voltar e tudo ficar bem? Às vezes eu quero desmoronar, apenas isso, mas então eu lembro qual minha função aqui e me mantenho firme, minha mãe precisa de mim e eu não tenho tempo para fraquejar, eu tenho muita coisa para administrar. Eu sequer consegui viver o luto, porque eu estava ocupado demais me virando nos 30.    

- Você sabe que não precisa ser forte o tempo todo, não é? Eu sempre te disse isso.    

- Mas a gente cresceu, Tae, e agora isso não faz muito sentindo porque eu preciso sim ser forte o tempo todo, 24 horas por dia.    

- Sinto muito pelo que aconteceu. - ele fez mais uma vez uma afago no joelho de Jimin e se levantou de abrupto de um jeito quase engraçado, não queria deixar aquela áurea pesada entre eles, pelo contrário, queria que ficasse tudo bem até porque a conversa estava só começando - Mas então, já que você é fotógrafo, bem que poderia tirar umas fotos minhas e do Hobi, não? Para colocar no nosso álbum, como um ensaio antes do casamento.    

- Seria interessante, mas eu não estou com meu equipamento completo, só a minha câmera simples. - deu de ombros agradecendo mentalmente por ele ter mudado de assunto ou acabaria chorando ao falar do seu pai. Jimin não tinha falado muito sobre esse assunto, nem mesmo com Yoongi, ele apenas desviou vergonhosamente quando o amigo tentou fazer, não estava preparado, tinha medo de chorar e não conseguir para mais – Mas se mesmo assim te interessar, podemos marcar.    

- Eu vou falar com o Hobi, você é o melhor fotógrafo que conheço desde a aquela época, tenho certeza que está ainda melhor.    

- Eu me esforço. - sorriu de modo suave vendo a forma que os ombros dele se curvaram minimamente para frente e a expressão suave em seu rosto se transformou em algo mais duro e sério. Park não era bobo, ele sabia, desde o momento que Taehyung cruzou a porta do escritório com Yeon no colo, que a visita dele não era um acaso, Kim não fazia nada por acaso. Por baixo daquela simpatia existia alguma coisa bem mais profunda que Jimin não sabia identificar o que era, não sentia que fosse ruim, não era como o pai ou a mãe dele, mas também não era tão bom assim. Era só mais um passo para que tudo virasse de cabeça para baixo – Mas me diz, você não veio aqui apenas para saber como eu estou, não é? A gente se viu há dois dias e conversamos o suficiente... Me diz, o que você quer?   

Taehyung se preparou para aquilo, pelo menos ele achou que tinha se preparado o suficiente para não vacilar naquele momento, ele até ensaiou todas as palavras de frente para o espelho em casa enquanto se arrumava e estava tudo preparado em sua mente, tudo estava a seu favor, era o que acreditava. Mas então lá estava ele e Jimin e tudo parecia ter sumido da sua mente, como se tivesse se apagado e ficado vazia.    

Mas então, olhando para Jimin, ele pode perceber que não era o único naquela situação, ele também parecia perdido e isso lhe deu forças para enfim externar o que tanto queria, fazer a pergunta que vinha rondando sua mente desde que se deparou com tal possibilidade.   

- Ela também é minha filha, não é? A Jeongyeon?   

- Não... - merda! Jimin não queria parecer hesitante ao responde-lo, não queria parecer instável e na dúvida, não podia deixar nenhuma pista para que Taehyung soubesse da verdade porque Park odiava admitir, mas ele tinha medo de Kim Dar-hu e do que aquele homem poderia fazer contra si e até a sua filha, ficava apavorado com a ideia do que ele poderia fazer caso aquela história fosse espalhada. Porém não pode controlar a forma como sua voz saiu tremula, não pode controlar a maneira que seus olhos se desviaram dos de Taehyung e quando seus ombros caíram derrotado. Jimin era forte, mas estava exausto – Ela é minha, Taehyung, falei no jantar. Jeongyeon é minha filha e de mais ninguém.    

- Você não fez ela sozinho, Jimin, e poxa, só é olhar pra ela e todo mundo vai ver o quão parecido nós somos.    

- Não acho. - deu de ombros fingindo indiferença. Agoniado ele se levantou também dando as costas para o outro, não queria olha-lo, não conseguia – Ela se parece comigo, não com você, isso é uma ideia absurda, sem o menor cabimento.    

- Por que você está negando o obvio?   

- A única coisa obvia aqui é que ela é minha filha e não sua, a gente sempre se protegeu, não tem como ter acontecido.    

- Sim, mas sempre há uma chance, você sabe disso e eu também, e vamos ser honestos, nunca fomos tão protegidos assim. Não tem como eu está tão enganado, eu olhei minhas fotos de criança e somos extremamente parecidos, não entendo o porquê de você está relutando tanto.    

- Você não sabe de nada, pare com essas suposições. - eles não gritavam, ali não era uma briga em todo caso e nem falava alto, mas dava para sentir o quão pesado estava o clima, quem estava do lado de fora nem podia imaginar o tipo de conversa que estavam tendo ali.    

- Então, se eu não sou pai dela, me diga quem é.    

- Eu não te devo explicações, Taehyung! - Park elevou o tom de voz enfim virando-se para olha-lo, seus olhos estavam flamejando e o Kim se viu em um djavú, como se os dois estivessem mais uma vez no quarto de Jimin a quase quatro anos atrás discutindo sobre o fim do namoro deles, era o mesmo tipo de olhar.    

- Deve a partir do momento que você foi embora da cidade carregando um filho meu na barriga, Jimin, você deve explicações quando passou esse tempo todo me escondendo algo dessa magnitude, me privando de tudo, não deixando que eu escolhesse ou tivesse algum tipo de participação na vida da minha filha! Você me deve uma explicação do porquê ter feito isso!   

- Eu estava assustado, droga! Eu não sabia o que fazer, eu não sabia o que pensar, quando eu ia falar com você sobre a gravidez eu vi você e o Hoseok se beijando na lanchonete e depois teve toda a confirmação da gravidez, eu só queria sumir daqui, Taehyung, eu não conseguia ficar mais aqui! - pronto, a merda já estava feita, definitivamente, tudo acabado e a forma como Taehyung lhe olhou fez ele ter certeza disso. - Se você queria saber a verdade, é essa, eu não pude te contar porque eu estava assustado e se quer saber, eu ainda estou assustado porque eu não quero perder a minha filha!   

- Eu não quero te tirar nada, Jimin, eu só quero fazer parte da vida dela também, ter o que é meu de direito.    

- Isso não devia estar acontecendo, não devia está acontecendo, se eu tivesse sido inteligente teria ficado em casa, longe dessa cidade, longe de tudo isso. - Jimin não se envergonhou em levar as mãos ao rosto na esperança de segurar o choro e não ter que chorar. Era uma sensação terrível a que estava sentindo naquele momento, como te tivesse lutado aquele tempo todo em vão, como se todo o seu esforço para cuidar e proteger a Jeongyeon não tinha válido para nada porque ele tinha entregado tudo fácil demais.    

Entendam algo, quando Jimin dizia ter medo de Kim Dar-hu, ele não estava sendo mentiroso, ele tinha sim medo do poder e da influência daquele homem, do destempero dele, porque o mesmo era um maluco desequilibrado que atentou a vida do Park durante todo o seu período de namoro com Taehyung. Dar-hu não brincava ao dizer que faria de tudo para que o mais novo não destruísse a vida do filho, ele não blefava em relação a nada e Jimin sabia disso muito bem, o descontrole dele na oficina deixou isso bem claro. Então era normal pra caramba ele se sentir amedrontado do que podia acontecer dali para frente, de como as coisas iriam funcionar.    

Queria dizer toda, absolutamente toda a verdade a Taehyung, dizer que o pai dele lhe ameaçou, a si e ao seu bebê, dizer que o mesmo era perigoso e que fugiu por medo, não pense que ele estava sendo omisso por pura burrice ou coisa do tipo, Jimin só não queria mais problemas, porque caso dissesse ao Kim tudo, ele com certeza falaria com o pai cobrando uma explicação e depois Dar-hu iria atrás de Park tirar satisfação. E ele não queria isso, não queria está ainda mais na mira da fúria daquele homem e pior, colocar a sua menina no meio. Prometeu que Jeongyeon jamais passaria pela humilhação e grosseria de Kim Dar-hu assim como ele teve que passar, ela nunca seria tratada com desprezo pelo pai do seu outro pai e jamais deixaria o homem próximo da sua filha o suficiente para machuca-la, então era isso que ele iria fazer usando as armas que lhe foram fornecidas. Ela não merecia e enquanto pudesse fazer algo a respeito, faria.   

- E quando você pretendia me contar sobre ela?    

- Nunca, eu ia cuidar dela sozinha, Taehyung, dar toda a assistência que ela precisasse e você não ia nunca saber dela, não era pra ninguém saber na verdade.    

- E você não acha que ela ia sentir falta de saber do outro pai?   

- Eu não sei. - sem nem mesmo perceber Jimin caiu em um choro quase sofrido, seus braços dando a volta ao redor de si mesmo, se fechando como um casulo, expondo suas feridas e fragilidade, deixando Kim ver uma pontinha do que ele estava sentindo e acredite, Taehyung se viu dando a mínima para os seus sentimentos conflitantes ao que puxou o menor para seu peito em um abraço caloroso e reconfortante. Não conseguia entender o que podia ter feito Jimin sumir e nunca ter lhe contanto sobre a filha deles, algo não se encaixava naquela história toda, algo não parecia certo, mas por enquanto estava satisfeito com o que tinha, com as respostas para todos os seus questionamentos. Por hora tudo estava bem, porém daria seu jeito de encontrar toda a verdade, faria isso nem que tivesse que arrancá-la de Jimin. Ele não era o tipo de pessoa que ficava assustada à toa, ele era forte e maduro demais para agir de forma impensada, certo, impulsivo, mas não idiota de ter abandonado o conforto de casa e os cuidados dos pais para se aventurar em Seul três anos atrás ainda por cima gravido, e a culpa nem era daquele acontecido na lanchonete, quem dera que fosse. Algo fazia Taehyung acreditar que o buraco era bem mais embaixo e ele estava disposto a escavar ainda mais atrás de toda a verdade. - Na minha cabeça a Jeongyeon não sentiria sua falta porque eu estaria sendo o melhor pai do mundo pra suprir isso, eu nunca ia te contar, Taehyung, porque eu não quero ter que dividir ela com você... Eu sinto muito.    

- Eu não quero competir com você, Jimin, eu não quero tomar o seu lugar na vida dela até porque eu jamais conseguiria quebrar a ligação incrível que vocês têm.  - vê-lo daquele jeito doía no peito de Kim e ele não conseguia sentir raiva de Jimin em momento algum, a sensação da certeza era muito maior do que qualquer sentimento ruim. Não entendia ainda, mas compreendia que ali em seus braços tinha nada mais do que um pai que vinha fazendo o melhor pela filha, pela filha deles e nada podia se opor a isso, nem se o maior quisesse. - Eu só quero fazer parte da vida dela, eu só quero ter o meu papel na vida dela. O Hobi viu vocês certo dia e me questionou se ela não podia ser minha também, mas eu neguei porque imaginei que não, então vocês apareceram no jantar e eu não sei te explicar, Jimin, mas algo dentro do meu coração pareceu diferente, uma sensação desconhecida... Eu não sei como isso funciona, assim como você eu não sei o que estou fazendo, mas sei o que quero e eu quero um espaço na vida da minha filha.    

Porra! Taehyung nunca se imaginou dizendo aquelas palavras. "Minha filha". Claro, ele sonhava em ter filhos, sonhava em construir uma família bem grande com seu futuro marido, enche-lo de filhotes, mas veja, era diferente. Com Hoseok haveria um planejamento - porque é sempre bom planejar a hora certa de ter filho -, haveria um preparo e teria toda uma adaptação, mas com Yeon era diferente, ela já tinha três anos e uma vida. No entanto a sensação não parecia menos avassaladora. Era a primeira vez que falava aquilo em voz alta e esperava dizer pelo resto da vida, por todos os seus dias. Ele tinha uma filha! Uma menina de Jimin e dele, uma criança linda que acertou seu coração como uma marreta. Nada podia se opor aquilo, nada.    

- Seus pais sabem disso?    

- Não, a única pessoa que sabe que eu vim falar com você é o Hoseok, não quero envolver meus pais nisso agora. Quero resolver com você antes, quero conhecê-la antes de falar para qualquer pessoa, não quero ninguém em cima assustado ela. - ele apertou mais Jimin contra seu peito ao que ouviu o choro dele ainda mais forte, sabe-se lá os deuses o que ele estava sentindo naquele momento e Kim não tirava o seu mérito, se estava sendo duro para si, se perguntava o quão mais para Park - Eu também preciso me adaptar a ideia de ser pai e vocês dois de me terem por perto, vamos com calma, hum? Parece bom assim?    

- Você não vai contar a ninguém, vai?   

- Não, só ao Hoseok e ao Jungkook, preciso dividir essa notícia com quem realmente se importa.    

- Eu estou com medo - confessou baixinho ao que se afastava do maior para enxugar as lágrimas do rosto, estava acabado e sua vontade era de ir correndo para casa pôr a Yeon debaixo do braço, sumir outra vez e não dar mais noticia a ninguém. - Não me preparei para uma situação como essa.    

- Me desculpe se te intimidei ou persuadi, não era a minha intenção, eu só queria ter a certeza de que ela era a minha filha.   

- E é, Park Jeongyeon é sua filha, nascida dia 17 de julho de 2014, com pouco mais de 1,5kg e 38 cm, ela nasceu prematura de 7 meses.    

- Eu preciso conhecer ela, Jimin.    

- Me dê um tempo pra conversar com a Yeon primeiro, é só isso que te peço.    

- Eu esperei três anos para saber da existência dela, posso esperar mais um tempo.    

Os dois conversaram pelo resto da manhã inteira, Jimin chorou um pouco contando sobre toda a dificuldade na época da gravidez e de como quase morreu junto a filha, contou sobre algumas peripécias da menina e informou o básico sobre ela ao outro pai... Outro pai. Ele não gostava de como aquilo soava, não gostava nem de pensar no que estava acontecendo e se fosse honesto consigo mesmo, podia ver o quão apavorado estava com aquilo.    

Os dois marcaram então um novo encontro para dois dias depois daquele, completaria uma semana da morte de Dong-run e os dois se veriam no festival que ocorria naquela época para celebrar o aniversário da cidade, sempre tinha uma queima de fogos e pessoas vendendo comidas, algumas atrações para crianças e os jovens adoravam já que era um meio de conhecer pessoas novas - porque vinham visitantes de outras cidades - e de paquerar um pouco. Quando mais novo Jimin amava aquela festa e achava que ali seria um bom lugar para que Taehyung e Jeongyeon fossem apresentados como pai e filha, conversaria com a menina nesse meio tempo e só podia esperar que desse tudo certo. Contava com isso.   

*    *    *   

Jimin mal tocou na comida, tentou parecer bem para que sua filha não notasse nada, mas era impossível disfarçar sua expressão abatida da sua mãe, ela o carregou na barriga por nove meses e cuidou ativamente do filho durante os primeiros 19 anos de sua vida, não tinha pessoa que o conhecesse melhor no mundo que Eun-ju, e ela sabia que aquele olhar vago e o bico imenso em seus lábios significava que algo não estava bem. Mas ela também não fez muito caso sobre isso, pelo menos não enquanto comiam. Jeongyeon e ela tiveram um bom momento juntas, enquanto saíram para comprar os ingredientes para fazer um bolo, as pessoas lhe paravam para perguntar quem era aquela menina linda e a senhora Park dizia toda orgulhosa "essa daqui é a Yeon, o amor da vovó", o que fazia a pequena sorrir de modo fofo para todo mundo, porque Park Jeongyeon amava ouvir que ela era o amor de alguém, e sua avó sabia bem disso.    

Em casa as duas ligaram uma música divertida, Eun-ju não conhecia muito, mas a neta de 3 anos fez questão de lhe apresentar algumas músicas atuais e tratou até de lhe explicar quem era quem de um grupo feminino com 9 garotas diferentes. A mais velha não sabia que ela tinha já tinha a capacidade de gravar nome e fisionomia de tantas pessoas ao mesmo tempo, mas lá estava Yeon surpreendendo mais uma vez a avó. Foi ao som de “TT” que elas prepararam a comida, antes de Jimin chegar, sua filha até recebeu um banho da avó porque tinha se sujado toda de massa de bolo, até mesmo nos cabelos.    

- Vovó, eu ter que comer o matinho? - Yeon perguntou apontando para os brócolis dentro do prato, sua avó já tinha percebido que a neta não era lá muito fá de saladas, mas o pai sempre introduzia isso em sua alimentação para mantê-la saudável ou coisa do tipo, não o julgava, quando Jimin era pequeno fazia da mesma forma.    

- Não, amor, hoje a vovó deixa você ficar sem comer, mas tem que prometer jantar tudo, hum?   

- Eu “pometi”. - da forma mais sapeca possível, a menina fez um coração com os dedinhos curtos e gordos para a avó em agradecimento fazendo a mulher gargalhar alto com aquele ato. Céus, Park Jeongyeon era a luz da sua vida e talvez nunca conseguisse deixar de sentir aquele amor sublime pela filha do seu filho. - Eu puder “atistir” depois vovó, ou tirar soninho?   

- Assistir um pouquinho e tirar soninho depois, pra não ficar muito cansadinha, ou quem sabe podemos fazer algo legal, o que acha?    

- Fazer legal melhor que soninho, vovó.    

- Eu também acho, meu amor.    

O almoço passou daquela forma, Jimin preso no próprio mundo enquanto as duas conversavam fazendo planos para a tarde, Eun-ju não pretendia voltar para a oficina e deixou que os garotos relaxassem um pouco também, liberou todos depois do almoço mesmo que tivesse alguns serviços para entregar ainda no dia seguinte, daria tudo certo e ela só precisava relaxar um pouco. Depois que comeram, a mais velha colocou Yeon para assistir uns desenhos animados na TV da sala enquanto organizava a cozinha, Jimin ainda sentado no mesmo lugar na mesa, a testa sustentada por uma das mãos e um olhar tão vago que chegava a assustar. Agoniada com aquilo, ela largou a louça pela metade e puxou a cadeira ao lado dele para sentar-se enfim chamando a atenção dele para si. Algo realmente não parecia bem e isso ficou bem claro quando pode focar nos olhos dele, não era exatamente tristeza que se escondia ali, ele estava apreensivo e isso fazia com que o seu coração de mãe ficasse machucado. Era o mesmo tipo de olhar que avistou quando ele chegou em casa da maternidade carregando Jeongyeon nos braços, estava perdido sem saber o que fazer, confuso e preocupado.    

- Me diz, o que está aconteceu, Jimin, pra você está assim? - a mão dela afagou a parte de trás da cabeça dele e um carinho maternal, seus dedos alisando os fios de cabelo sedosos de um jeito aconchegante que fez com que ele desmontasse, seu rosto sendo agora pressionado contra o pescoço da mulher e seus braços em volta da cintura dela. Não importava a idade ou a época de sua vida, aquele abraço ainda conseguia ser a coisa mais relaxante e o lugar mais seguro que ele conhecia. - Meu bem, fala pra mamãe o que se passa.    

- Taehyung sabe sobre a Yeon, mãe, sabe que ela é filha dele e nem precisou que eu dissesse uma palavra pra saber disso, ele só foi ter a certeza. - choramingou esfregando o nariz contra a pele dela para poder sentir melhor seu cheiro, era como um filhotinho farejando a mãe em busca de colo, Jeongyeon fazia isso nele e ele fazia em Eun-ju. No final, não tinha muita diferença. - Eu estou apavorado com o que pode acontecer, não consegui falar sobre as ameaças do Dar-hu, fiquei com medo do Taehyung ir falar com o pai e depois ele vim tirar satisfação comigo.   

- Taehyung te fez algum mal, Jimin?   

- Não, só falou que quer conhecê-la, faz questão disso.    

- Veja, filho, você não acha que seja melhor assim? Eu sei que você faz um trabalho incrível cuidado da Yeon, eu sei e me orgulho disso, mas acho que está na hora de você dar ao Taehyung algumas responsabilidades sobre a filha de vocês. Ele merece saber sobre ela, merece conhecer a filha incrível que tem e precisa também assumir algumas responsabilidades, os dois precisam arcar com tudo sobre a Jeongyeon   

- Eu posso cuidar da minha filha, mamãe, posso fazer isso sozinho.    

- A mamãe sabe, meu bem, nunca duvidei da sua capacidade, mas as responsabilidades não são só suas, entende? Tantas responsabilidades, quanto direitos.   

- Gayoung apareceu ontem aqui questionando sobre Taehyung ser pai da Jeongyeon, ela gritou e me exigiu uma resposta, então eu também gritei e mandei ela cuidar da vida dela.   

- Oh... - sem querer, a mulher soltou um riso leve com aquela confissão, não queria admitir, mas era engraçado ouvi-lo falando sobre aquilo enquanto estava agarrado consigo lhe cheirando como fazia quando criança. Jimin ainda era um bebê, pelo menos o seu bebê ele sempre seria independe da idade e do comportamento. - Ela deve não ter gostado nada disso.    

- Ela falou que mudei muito, então eu falei para ela não mexer com a minha criança ou mostraria o meu pior lado. - fugando um pouco, ele tomou certa distância da mãe apenas para olhar bem a expressão dela, e para sua surpresa, a mulher não parecia irritada, pelo contrário, tinha um ar divertido em suas feições. - Você não está brava por eu ter tratado mal uma pessoa mais velha que consequentemente é sua amiga?   

- Finja que não ouviu isso, mas eu sempre admirei o modo como você protege a sua filha com umas e dentes, me faz lembrar de quando você era pequeno e o quão protetora eu conseguia ser contigo.    

- Você é a melhor, mãe, sabe disso, né? - riu voltando a abraça-la juntinho de si de forma manhosa, passaria o dia inteiro ali se fosse possível.    

- Eu tento, mas agora que eu consegui tirar um sorriso de você, eu irei dedicar minha tarde a Jeongyeon, vamos ao salão hidratar os cabelos e pintar as unhas.    

- Oi? - perguntou abismado quando a mulher se levantou e foi em direção a sala já chamando pela menina que parecia mais entretida em conversar com a boneca e as almofadas do que com o desenho - Como assim hidratar os cabelos e pintar as unhas?    

- Vamos fazer um programa de vó e neta, ficar bem lindas, não é, Yeon?   

- Sim, linda, linda. - disse já seguindo a avó para fora da sala dando a mínima para o pai.    

Jimin assistiu de perto as duas se organizando para irem passar um tempo juntas, Yeon estava animada com aquilo e não parava de perguntar a avó se ela podia colocar algumas tranças no cabelo e mudava a cada segundo as cores do seu esmalte, apesar de muito nova a menina tinha puxado o espirito vaidoso da família e gostava de estar bem arrumada, além de que nunca tinha ido a um cabelereiro, seus cabelos eram cortados sempre em casa pelo pai de Yoongi pelo simples fato de que Jimin nunca tinha tempo de ir a um lugar assim. Tempo, dinheiro e nem paciência. Eun-ju reforçou o convite ao filho de se juntar as duas, mas ele não parecia muito no clima para isso, então preferiu ficar em casa curtindo um pouco sozinho sem estragar a tarde das duas com seu péssimo humor.    

Quando se viu finalmente sozinho, ele foi para o seu quarto e fez a única coisa que parecia sensata a se fazer: chorou. Jimin nunca tinha sido o cara que chora, por mais que as coisas estivessem ruins e tudo parecesse desandar, ele não era o cara que chorava, ele não se permitia assim fazer. No entanto, aquilo foi outra coisa que aprendeu depois que se tornou pai, naquele últimos anos ele já tinha feito por diversos motivos, de raiva, de medo, de preocupação, de alivio e felicidade, aprendeu a ser mais humano e menos duro consigo mesmo, aprendeu que quando chorava não significava que era fraco e covarde, e sim que ficaria mais forte para passar por qualquer adversidade que estivesse por vim e sentia que daquela vez não era diferente. Tudo tinha desmoronado e ele se perguntava até que ponto toda a história de Taehyung e Yeon poderia ser encoberta, até quando poderiam esconder aquela verdade. Queria confiar no Kim quando ele disse que tudo ia ficar bem, que eles resolveriam as coisas, apenas eles, e ninguém sairia machucado, merda, ele precisava acreditar naquilo, mas algo não soava bem para si, algo continuava insistindo em lhe deixar atento de que as coisas podiam dar muito errado e era isso que o assustava. Nada era pior do que as incertezas.    

Ele levou alguns bons minutos para se acalmar, bem provável que uma hora e depois que assim fez, Jimin apenas ligou para Yoongi porque já não sabia o que fazer, como agir e o que pensar. Não gostava de sobrecarregar o amigo, talvez não chegasse a gostar ou se sentisse confortável com tal coisa, mas naquele momento ele só precisava ouvi-lo dizendo que tudo ia acabar bem, mesmo que fosse uma mentira, ele só queria que Yoongi lhe dissesse que nada de errado iria acontecer e tudo ficaria bem.    

- Oi, meu bem. - Yoongi saltou de forma animada assim que atendeu o telefonema, estava no trabalho, mas estava com o tempo folgado o suficiente para atender Park e ainda está de bom humor - Como estão meus bebês?   

- Hyung, o Taehyung sabe que a Jeongyeon é filha dele.    

- Puta que pariu- só pelo tom de voz Jimin conseguia perceber o quão surpreso Yoongi estava. - Como isso aconteceu? 

- No jantar, todo mundo viu a Jeongyeon, ele estava lá e ligou uma coisa na outra, os dois são muito parecidos e aparentemente não foi só ele quem achou isso, o noivo dele também e até mesmo a mãe dele, que ontem apareceu na minha casa gritando cobrando explicações... Eu nunca achei que um dia pudesse agir de maneira rude e grosseira com Kim Gayoung, mas ontem eu fiz e não consigo me arrepender disso.    

- E o tal Taehyung, falou sobre algo? Também exigiu algo?   

- Ele só quer conhecer a filha e ser pai dela, falou que não quer roubar o espaço de ninguém na vida da Yeon, ele só quer o que é seu por direito. Não houve uma conversa profunda sobre isso, só marcamos de apresentar os dois. - Jimin então suspirou enfiando o rosto no travesseiro, estava de mãos atadas e não tinha sensação pior do que aquela de impotência. Ele era o tipo de pessoa que gostava de ter tudo sobre controle, gostava de ter tudo em suas mãos e ter o poder de resolver tudo por si mesmo, mas naquele caso ele apenas podia esperar para ver no que tudo iria se desenrolar e a sensação era horrível. - Foi uma péssima ideia ter vindo para cá.    

- E como você está com isso?   

- Desesperado, pedi para o Taehyung não comentar nada com os pais, mas não sei até onde posso controlar isso, Dar-hu ficará possesso em saber que o filho descobriu que é pai, ele vai vim tirar satisfação comigo, com certeza. Só consigo chorar feito um idiota.     

- Não fale assim, a situação é complicada, não se cobre tanto. - Jimin não podia ver, mas naquele momento o mais velho apenas se jogou ainda mais na cadeira do escritório e escorregou minimamente pelo estofado, não gostou do que tinha acabado de saber porque assim como Park, Yoongi ficava apreensivo só de imaginar algum dos Kim tentando tirar Jeongyeon do pai, nenhum dos dois suportaria ficar longe da menina - Certo, eu estou indo pra ir te ver, tudo...    

- Não, hyung, pare, não deixe suas coisas por conta disso.   

- Eu não vou consegui relaxar se não ver vocês, de qualquer jeito, então irei. Vou de carro e chego bem rápido, me espere amanhã de manhã e eu estarei aí.    

- Hyung...    

- Amanhã conversaremos bem direitinho, Jimin, tirarei o dia de folga, dará certo, espere o hyung. - e sem menor cerimônia, ele apenas desligou o telefonema na cara do amigo sem o menor remorso. Park também não ligou muito, já estava acostumado com tal coisa.    

*    *    *   

Hoseok conseguiu fugir mais cedo do trabalho e foi direto para casa. Taehyung tinha passado uma mensagem quase duas horas antes avisando que tinha ido até Jimin e que quando o noivo chegasse conversariam mais a respeito, então na primeira oportunidade que teve, pegou suas coisas e partiu com uma promessa de que compensaria no dia seguinte. Estava ansioso para saber sobre o que falaram e se tinha ficado tudo resolvido. Quando Kim chegou para si na noite anterior expondo todas as suas dúvidas, Jung não podia mentir e dizer que não se sentiu apreensivo, era sobre uma criança que estavam falando e não tinha como agir diferente, mas isso não significava que não ficasse feliz com a ideia, Taehyung amava crianças e o mais velho acreditava que ele seria um pai incrível. Não tinha aquela coisa clichê dele odiar a ideia apenas por ciúmes, não, pelo contraio, ele torcia para que Jeongyeon fosse filha do mais novo e que o mesmo pudesse ser o pai dela.    

No caminho ele acabou parando para comprar alguns doces sabendo que dependendo de como as coisas tinham se desenrolado, o mais novo estaria precisando de um pouco de açúcar, Taehyung podia ser bem manhoso quando queria e nada melhor do que algumas guloseimas para anima-lo. Ao chegar em casa, Jung encontrou a sogra planejando alguma coisa com as empregadas, mas não deu nenhuma atenção sobre isso, apenas cumprimentou a mulher e foi direto para o quarto ao saber que Kim estava lá, Gayoung até tentou arrancar alguma coisa do rapaz questionando o porquê do filho está tão quieto e pensativo naquele tipo, “por que ele está com aquele semblante distante?”, perguntou, mas Hoseok tratou de dar de ombros e inventar uma desculpa rasa sobre não ser nada demais alguém parar para pensar um pouco. O que de fato não era.    

Assim que entrou ele avistou o noivo deitado na cama de forma despreocupada, os braços e as pernas afastados sobre os lenções e uma expressão no rosto impossível de decifrar. Não parecia triste, o que deixava Jung inclinado a acreditar que as coisas não foram tão ruins assim, mas também não parecia feliz. Com cautela, ele largou suas coisas perto da porta do quarto, retirou o casaco e foi de encontro ao outro que sequer tinha notado sua chegada. Hoseok se deitou ao lado dele fazendo barulho o suficiente para chamar sua atenção e não lhe assustar.    

Assim que pousou os olhos em seu homem, a primeira coisa que Taehyung viu foi o novo visual do noivo, ele tinha pintado os cabelos de preto tirando totalmente a tinta vermelha que lhe acompanhou por tanto tempo, os fios também estavam menores dando uma visão melhor do seu rosto dando agora para ver suas sobrancelhas bem desenhadas. Estava lindo e se Taehyung achava que não podia se apaixonar mais por aquele cara, estava totalmente enganado.    

- O que? - Hoseok perguntou um tantinho envergonhado pela forma como o outro estava o olhando, ele até tinha se erguido um pouco apenas para olhar melhor para si. - Por que está me olhando assim?   

- Meu Deus... - foi tudo que conseguiu dizer antes de levar sua boca até a do noivo em um beijo rápido, ele era um bobo apaixonado mesmo e nem conseguia se importar com isso, gostava da sensação e nunca se cansaria de sentir isso por Hoseok. - Você é lindo demais, sabia?   

- Eu me esforço, vai. - brincou, suas mãos fazendo um leve carinho pelo rosto do outro, seus dedos traçando o contorno nos lábios e a pontinha do nariz bem desenhado, afastou os cabelos dos seus olhos e apenas sorriu diante a imagem boba do noivo - Eu quis mudar um pouco.    

- Eu amo você, muito, muito.    

- Também amo você - Taehyung voltou a se deitar na cama devidamente e Hoseok não se intimidou em se arrastar mais para perto e descansar a cabeça em seu peito, o nariz raspando milimetricamente em seu queixo. Kim enlaçou o outro com os seus braços, trazendo bem para junto de si num aperto quentinho e confortável. - Mas agora eu quero saber como foi a sua conversa com o Jimin hoje, passei a manhã apreensivo imaginando o que podia ter acontecido.   

- Ele confirmou que ela é minha filha.    

- E falou sobre o porquê de nunca ter te contado?   

- Jimin falou que foi embora da cidade porque estava assustado, disse que não pensou em muita coisa e só foi embora para casa da tia que mora em Seul, lá ele terminou a faculdade, teve a bebê e construiu sua vida... Ele também disse que não pretendia nunca me falar sobre ela, que sua intenção era manter tudo às escondidas.    

- E como você está se sentindo, amor? Com toda essa história?    

- Pra falar a verdade, eu estou feliz em saber que tenho uma filha, feliz e assustado também, tipo, ela tem três anos e eu não sei nada a seu respeito, é assustador pensar nisso, mas aí eu lembro da Jeongyeon e parece que isso some e eu fico só lembrando do quão linda e encantadora aquela menina é. Isso parece loucura, não é?   

- Não, ou melhor, não sei, ela é sua filha, é normal que se sinta dessa forma em relação a ela. Fico feliz que esteja lidando com isso de forma madura e inteligente. Você falou com ela?   

- Não, Jimin pediu um tempo para conversar com a Jeongyeon para acostuma-la com a ideia de ter outro pai, não queremos causar algum transtorno para ela. - seus braços apertaram Hoseok ainda mais ao que deixava um beijo carinhoso em sua testa, aquele era um bom dia e sempre o lembraria pelo resto da sua vida, mas nem tudo era flores quanto gostaria que fosse, ele sinceramente desejava que tudo fosse fácil a partir dali, porém tinha consciência de que isso não seria possível -Jimin parecia assustado, sabe? Ele chorou muito e relutou antes de assumir a verdade, ele não parecia bem com tudo aquilo e nem que estava me dizendo tudo.    

- O que quer dizer com isso?   

- A primeira coisa que ele me perguntou foi se meus pais sabiam sobre minhas desconfianças sobre a Jeongyeon, antes de qualquer outra coisa ele me perguntou isso. Pode até parecer uma coisa besta, mas não é, eu sinto isso, sinto que a história é ainda mais extensa do que ele me contou, porque eu conheço aquele cara e eu não acredito que ele se assustou assim fácil e foi embora da cidade sem falar nada comigo, Jimin não é assim, ele nunca me omitiria uma filha se não tivesse um bom motivo para isso. Algo aconteceu naquela época pra ele ter sumido de uma hora para outra da cidade, como se estivesse fugindo, e eu quero está enganado, mas meus pais podem ter alguma coisa a ver com isso.    

- Se você perguntar eles não vão te dizer, se o próprio Jimin não falou tendo essa oportunidade, tenho certeza que nenhum dos dois irão.    

- Eu sei, mas darei meu jeito de descobrir, tenha certeza disso, eu não vou sossegar antes de saber de toda essa história. 


Notas Finais


Capítulo betado pela: cotton_cookie
TREAT PEOPLE WITH KINDNESS


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