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História Yes, Captain - Capítulo 16


Escrita por: alex2alex

Notas do Autor


Olá amorinhas!
Sumida sim, mas abandonar vocês, nunca! Eu escrevi e reescrevi esse capítulo para suavizar ao máximo a tensão dele. Já vou avisando que ele está alinhado com o anime, então quem lê o mangá é área segura, mas quem não lê ZONA DE SPOILER!
Não precisa se preocupar, pois eu fiz esse trecho com super spoiler independente, então é o seguinte: você pode ler se quiser, mas se você não quiser ler, pode pular. Sim, simples assim. Você sabe que algo aconteceu, mas não exatamente o quê. Pode guardar a "surpresa" para o anime/mangá. Vamos ao capítulo!

Capítulo 16 - Capítulo XVI


Fanfic / Fanfiction Yes, Captain - Capítulo 16 - Capítulo XVI

Levi entrou no quarto logo depois que Dana passou emburrada. Ele era mestre em não entender o que ela queria, mas aquilo tinha que mudar.

 

— Dana — ela não se moveu — Não me obriga a ser o idiota que você não gosta que eu seja.

 

— Eu quero dormir. — ela respirou fundo. — Se for embora, tranca a porta, por favor.

 

Ah… É, era a vez dele de… ceder.

 

— Olha para mim. — ele desabotoou as mangas, e puxou a camisa de dentro da calça. Ela não tinha olhado para ele. — Che! Teimosa. Em outra época eu teria dado uns tapas na sua bunda.

 

Desabotoando a camisa, ele desamassou, pendurou, e fez o mesmo com as calças. Ele nunca usava cueca, então não teve problema com isso também. Ele foi para cama e se deitou ao lado dela. 

 

— Você pode ficar chateada comigo. E quer saber? Eu não estou indo à lugar nenhum.

 

— Boa noite, Levi. — ela era geniosa quando queria ser. Nem parecia a garota acuada de meses atrás.

 

— Eu prometi ao Erwin que eu ia cuidar de você. E-

 

— Eu ouvi tudo o que você disse ao Zagreb. — ela se virou para ele — Eu não quero mais. Me magoa até hoje saber que eles estavam dispostos à- — ela engoliu em seco.

 

Levi sempre pensou em como ele era fechado, e nunca tinha contado o que ele passou na infância. Era isso, tinha chegado a hora dele contar. 

 

— Eu era muito pequeno, não lembro do rosto dela com detalhes. Mas eu queria lembrar. — ele olhou nos olhos grandes dela. — Minha mãe cuidava de mim no subterrâneo. Eu cresci lá como um ladrão. Descobri há pouco tempo que meu tio cuidou de mim depois que ela morreu.

 

— Qual era o nome dela? 

 

— K- — ele travou, faz muito tempo que ele não dizia em voz alta. — Kuchel. Kuchel Ackerman.

 

— Mas seu sobrenome é Rivaille…

 

— Eu achei que era também. Provavelmente, ela fez isso para nos esconder. — os dedos dele procuraram a mão dela debaixo do lençol. — Conheceu alguma história de Kenny, o Estripador? — O semblante dela franziu, e ela negou confusa. — Bom, o nome dele é Kenny Ackerman. Ele era um assassino em série. E o bastardo fodido era meu tio. Irmão da minha mãe. 

 

— Levi…

 

— Isso não me incomoda. — ele apertou os dedos dela de leve — Eu a perdi. Eu a vi morrer na minha frente. Eu já vi muitas pessoas morrerem na minha frente. Meus amigos, companheiros. Se eu te protejo, é porque eu não quero que você sofra. Mas o dia que eu morrer, eu quero que você tenha alguém.

 

— Se você morrer, eu tenho o Erwin. Ele me basta. Vocês me bastam.

 

Ele poderia ser o melhor, que ele sabia que era na luta, delegando, usando uma lâmina, ou planejando. Ele poderia prever cada movimento do inimigo, acertar antes e perguntar depois. No entanto, ele nunca viu aquilo vindo. A declaração de Dana o acertou em cheio. Como da primeira vez que ele se sentiu amado, por Kuchel, ele sentiu o mesmo por Dana. Aquilo o despiu. Ele travou. Não era como se ele pudesse ter emoções o tempo todo, como uma velha chorona. Ele tentou uma forma de colocar o que sentiu para fora, de retribuir. 

 

— Dana…

 

— Sim?

 

— O Erwin estava certo. Eu precisava de você na minha vida. Obrigado.

 

 ****

 

ALERTA DE SPOILER DO MANGÁ!

 

Alguns meses depois…


 

Dana roeu a unha do polegar. Fazia tempo que ela não vinha até a Muralha Sina. Erwin estava no chão, com um dado de borracha, mastigando a coisa e babando tudo. Ele estava roendo tudo o que via pela frente. Haviam crescido dois dentes na frente, e ele já estava engatinhando.

 

— Dana!  — a voz conhecida a saudou.

 

— Jean. — ela se levantou, e foi na direção do soldado e amigo — Ele está bem?

 

— Ele está pronto. Pode ir vê-lo. — Dana se virou para pegar Erwin no colo, mas foi parada por Jean — Eu posso ficar com ele. Eu recomendo que vá sozinha agora. 

 

O estômago dela não estava bem, e nesse momento, ela respirou fundo. Olhando para Erwin, ela viu que ele ficaria bem ali. Ela foi até a porta que Jean indicou, e antes que pudesse bater, soltou o cabelo da trança. Ele gostava do cabelo comprido, e ela tinha deixado crescer de novo. Dana segurou a maçaneta, e girou. A porta branca abriu, como que por preguiça, rangendo alto. Ela precisou forçar seus olhos quando viu a luz branca entrando pela janela à sua frente. O quarto era esterilizado, e tinha cheiro de alguma mistura. Ele estava em uma das camas, encostado na cabeceira. Seu rosto estava enfaixado, bem como seus braços. Dana não pensou em nada, apenas correu para abraçá-lo. Desde quando recebeu a notícia de que ele estava internado em segredo, ela soube que precisava vê-lo, estava com uma sensação ruim desde a notícia.

 

Seu peito apertou, e ela chorou copiosamente. Ela não se acalmou até ouvir a voz de Levi. Ele estava sussurrando baixo que ele estava bem. Porém nada parecia bem.

 

— Foi uma emboscada do Zeke. Eu não tentei me matar. 

 

Ela engoliu o choro, e se forçou a olhar para cima. Para os olhos dele. Dana soube naquele momento o que ela queria. Ela queria matar Zeke Yeajer. 

 

FIM DO ALERTA DE SPOILER DO MANGÁ!

******** 

 

— Sem chances. O Capitão não vai deixar você ser reintegrada. 

 

— Não é uma decisão dele. É da Hanji. 

 

Jean estava com Erwin no colo. Ele balançava a perna nervoso. Ela estava falando com ele, já que discutir aquele assunto com Levi o deixaria nervoso. 

 

— Ele não vai aceitar, Dana. Deixa essa história para lá. A Tropa já  está cuidando disso.

 

— Eu não posso ficar aqui. Eu não vou ficar parada. 

 

O barulho da porta a interrompeu. Hanji entrou e pegou Erwin no colo com alegria. Dana trocou olhares com Jean, que fechou as suas feições. 

 

— Ele vai ficar bem? — Dana perguntou.

 

— Em uma semana acredito que ele já vai estar sendo rebelde, e querendo sair da cama.

 

— Hanji, eu- — Dana tentou falar.

 

— Eu já vou avisando que não estou a favor desta merda. Eu levei uma punição uma vez porque eu te envolvi em um acidente. Pensa bem, Dana, o Capitão vai levantar daquela cama mesmo sem as pernas para me dar outra punição. 

 

— Aquilo não tem nada a ver com o que aconteceu agora. — replicou — Eu não estou consultando o Levi. A decisão é minha.

 

— Capitão Levi. — corrigiu. — Você pode estar fora do Esquadrão, mas-

 

— Ele é pai do Erwin, Jean. 

 

— CHE! Que merda! Quando isso aconteceu? Peraí! Foi por isso que você saiu do esquadrão?

 

— Como você não soube? O esquadrão inteiro sabia. — Hanji disse.

 

— Aposto que Connie não sabia.

 

— Ele não conta.  — Dana falou revirando os olhos.

 

— Eu sabia, sim. — Connie escolheu esse momento para entrar. — Só quem não sabia, era você, seu idiota.

 

Dana tentou clarear a mente com os dois ainda discutindo. Ela olhou ao redor, e não viu a parceira de Connie, e sua ex-colega de quarto.

 

— Onde está a Sasha? — todos os pares de olhos estavam sob ela.

 

— Sasha foi… — Connie começou a dizer, mas travou.

 

— Ela não está mais conosco. Ela foi abatida por uma soldado marlenyan. 

 

— O quê? — Dana ficou atônita.

 

— Foi no ataque à Marley. Pensei que o Levi havia te contado. — Hanji explicou.

 

Se eu te protejo, é porque eu não quero que você sofra. Ela lembrou. Bom,  de novo ele havia deixado ela de fora. Merda, Levi.

 

— Dana, eu sei o que está pensando. Ele não quer que você lute por isso. E nem nós queremos. Seja realista, ninguém sabe lidar com a impetuosidade dele. Nem mesmo você. Uma vez eu ouvi ele dizer que você gostava de ser uma heroína, e mesmo agora, não é o momento. Fique, nós vamos cuidar das coisas.

 

— Vocês não sabem o peso que está nas costas dele. 

 

— É nosso peso agora. Vamos parar essa guerra. Em breve, eu prometo. 

 

— Tudo bem. — ela disse com um suspiro pesado — Mas se eu-

 

— Mas nada! Chega, baixinha. — Jean a interrompeu — Ajuda muito se você não arrumar encrenca e o Capitão não descontar na gente.

 

— Uh! Sim. 

 

— Olha, eu não estou afim de levar nenhuma punição, Dana.

 

— Eu já levei muitas, e sobrevivi. — ela deu de ombros.

 

Três pares de olhos se voltaram para ela. Ops.

 

— Eu vou… trocar o Erwin. Com licença.

 


Notas Finais


O meu coração quase derreteu! E o de vocês? Me contem a experiência desse capítulo cheio de emoções <3 Até a próxima!


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