História Yesterday - Amor Doce University Life - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Amor Doce University Life, Castiel, Chinomiko, Futuro, Nathaniel, Rayan
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Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Chapter 2


 

Eu caminhava pelas ruas frias da cidade. O dia estava gelado, e logo o inverno impetuoso vai chegar a cidade. Olho para o céu que está coberto por nuvens cinzentas, escondendo a cor azul vibrante. As praças tem se tornado vazias e silenciosas. As pétalas das cerejeiras não existem mais, a cada dia só é possível mais e mais dos galhos secos, que antes eram escondidos pelas flores carregadas de alegria.

Ajeito o capuz na cabeça, tentando proteger minhas orelhas do vento gelado. Vejo um grupo de estudantes vindo em minha direção. Estão conversando e rindo, alguns deles têm uma rosquinha e um copo de café nas mãos. Uma das meninas com casaco azul, olha para frente e assim que me vê seus olhos se arregalam levemente. Ela olha para o lado, e empurra de leve com o cotovelo o rapaz com boina na cabeça. Abaixo a cabeça, quase encostando meu queixo no começo da minha clavícula. Passo por eles com a cabeça baixa, olhando para o chão e vendo a mancha de café que caiu do copo de um deles. Quando estou a uns bons cinco metros deles, ajeito minha postura e entro no Cozy Bear Cafe.

O sino toca e assim que vejo o lugar, nenhuma mesa está sendo ocupada. O lugar é silencioso e aconchegante, e isso faz com que eu me relaxe um pouco. Tiro o capuz e olho para a bancada, onde vejo apenas um pequeno pote com um adesivo escrito "açúcar em cubos". Alguns copos de café estilo americano, e com o logo do estabelecimento. Caminho até a bancada e me sento em um dos bancos próximo dali. Observo o balcão que acabará de ser limpo, o cheiro do produto usado para a limpeza é bastante agradável.

— Olá, no que posso ajudar?

Ouço a voz de uma pessoa, e assim que a vejo meu coração para de bater e meu cérebro não raciocina mais. Não sabe se deve correr dali ou ficar para admirar os belos olhos dela.

— Harper. — Sussurro para mim.

Ela larga o avental no chão, como se eu tivesse interrompido a sua ação no momento em que ela ouviu minha voz. Ela entre abre a boca espantada. Ela está tão chocada quanto eu estou. Talvez por me ver de volta, depois de muito tempo ter se passado desde que nós vimos pela última vez. Ou talvez boa parte desse choque, seja a minha aparência. Os piercings, as cicatrizes, o cabelo que não é aparado com frequência... O meu olhar sem vida. Ficamos nos encarando pelo que parece ser uma eternidade, mas se passou apenas um minuto.

— Meu Deus, Nath. É você. — Ela caminha com passos lentos até o balcão. Ela estica a mão para tocar o meu rosto, mas ela interrompe o movimento bruscamente. Como se lembrasse de que eu e ela, não fazemos mais parte do nós. — Meu... Deus. — Ela da um pequeno sorriso.

Eu por outro lado já faço o oposto. Fico encarando ela, como se a culpasse por tudo. Mas por dentro, estou a admirando. Estou vendo tudo que mudou nela. O cabelo está comprido e solto. As pontas que antes eram azuis foram substituídas pela cor natural das mechas claras e escuras que se intercalam entre si. Os lábios carnudos e rosados que eu beijava, continuam bem desenhados. O jeito como o rosto dela é corado naturalmente me dá vontade de tocas as maças de seu rosto. Os olhos... Inesquecíveis.

— Oi. — A encaro nos olhos.

Todas as lembranças do passado voltam a me atormentar novamente. Os nossos beijos, caricias, abraços, sorrisos... Tudo. Até mesmo o último dia em que nós vimos. Engulo em seco só por ter essa lembrança de volta.

— Não acredito que ainda está aqui na cidade! — O entusiasmo que ela me passa, me dá vontade de abrir o maior sorriso no rosto. Mas não consigo sorrir. — Como você está?

Isso me faz rir. Essa pergunta faz com que eu queira dar uma gargalhada, mas dou apenas um riso irônico. Eu passo a mão pelo cabelo o jogando para trás, depois me recosto na cadeira tentando ficar o mais longe possível dela.

— É sério? Você realmente está me fazendo essa pergunta? — Passo minha língua entre os meus lábios, tentando segurar todas as palavras que não quero dizer. — Você quer saber como estou? Como se porra nenhuma tivesse acontecido?

O olhar de tristeza que ela me lança me parece igual á de quatro anos atrás. E isso parece estar trincando meu coração, fazendo uma pequena rachadura nele. Isso me faz arfar, vendo o que acabei de fazer. Esse não sou eu.

— Me desculpa... — Fecho os olhos, querendo que a imagem desaparecesse da minha mente. — Eu não deveria ter falado com você desse jeito. — Bufo de frustração. Massageio minhas têmporas, para me acalmar e voltar olhar para ela.

Antes que eu pudesse lhe dizer mais alguma coisa, escutamos o barulho do sino, indicando que alguém acabará de entrar. Quando olho para trás, me dou conta de que ele está ali. Ele caminha  até o balcão, com os óculos escuros e jaqueta de couro. Arrasta a cadeira ao meu lado para trás e se senta nela, depois olha para Harper. 

— Um café Viennois e bolo red veltet. — Pede Lullaby.

Harper nem olha para mim no momento em que liga a máquina de café e começa a preparar o pedido dele. Deixando um clima tenso de completo silêncio. Na primeira oportunidade em que ela sai e vai direto para a cozinha, eu tiro o envelope do bolso e entrego a ele por debaixo do balcão. Ele pega, e guarda dentro da jaqueta de couro dele, depois olha para frente e pega um cubo de açúcar do pote.

— Ele disse que ira fazer contato com você. — Falo. Vejo o mesmo em silêncio e brincar com o cubo. Derramando na madeira pequenos grãos do açúcar refinado.

Eu só o vi em raras ocasiões. E sempre quando ele me chama, querendo me ver pessoalmente, a maior parte das vezes é ruim. Ou que fiz algo, ou deixei de fazer. Não me lembro de ter deixado de ter feito alguma coisa que ele pediu.

— Falta pouco para você pagar o que me deve... Seis meses, não? — Ele pega outro cubo e começa a despedaça-lo. — Mais seis meses, e você está livre.

Essa noticia me faz querer sorrir, gargalhar, chorar e gritar. Tudo ao mesmo tempo. Foram tanto tempo trabalhando para ele, que nem consigo me lembrar qual é a sensação de se sentir livre. Mas esse sentimento de alegria logo passa, quando sinto algo pesado e duro contra a lateral da minha barriga. Olho para baixo e vejo uma arma encostada contra a minha blusa.

— Mas eu não posso perder meu melhor vendedor. Seria uma burrice, não acha?

No mesmo momento percebo quando Harper está voltando com um prato em mãos. Ela olha para ele e dá um pequeno sorriso ao mesmo, e entrega o pedido dele.

— Aqui está. — Ela olha para mim de relance e depois volta o olhar a Lullaby.

— Obrigado, Harper. — Ele olha para os lados distraidamente. — Acho que você deveria atender aquela mesa lá fora. Eles acabaram de chegar. — Ele sorri para ela.

Ela olha para a janela ao lado e consta que há pessoas nas mesas lá fora. Ela sai rapidamente juntando seu avental do chão e o coloca. Quando ela está lá fora anotando os pedidos, resta apenas eu e ele dentro do estabelecimento.

— Onde paramos... Na parte em que eu não posso perder dinheiro. — Ele faz pressão, apertando ainda mais forte o cano da arma contra mim. — Então, vim aqui te desejar os meus parabéns. Você acaba de subir de cargo. — De repente não sinto mais a pressão contra mim. Olho para ele, e engulo em seco. — Bem vindo a família.

Fico paralisado. Isso não pode estar acontecendo.

Ele guarda a arma na cintura e depois pega o garfo e come um grande pedaço do bolo vermelho. Ele lança o garfo contra o prato branco azul claro, fazendo um barulho irritante. Ele pega a xícara e toma metade do café.

— Já comi coisas melhores. — Ele tira algo do bolso e coloca em cima do balcão ao meu lado. Tira uma nota de dinheiro do bolso e lança em cima dos pedaços de cubos de açúcar que foram destruídos.

Ele se levanta e vai em direção a porta. Quando sai, vejo ele esbarrar em Harper que está passando pela porta. Volto a olhar rapidamente para o bacão no momento em que o olhar dela cruza com o meu. Pego o pacote que Lullaby me deixou e saio do lugar, passando por ela que tenta chamar minha atenção.

 

Termino de enfaixar uma última vez a mão esquerda.

— Olha só quem voltou. — Diz Kim passando por mim. Ela se senta no banco a minha frente e tira os tênis pretos da bolsa de acadêmia.

Não a respondo com palavras, e sim com o meu olhar.

— O que aconteceu? — Pergunta ela.

— Preciso bater em algo que não seja uma pessoa. — Me levanto e saio do vestiário, vou direto a ala onde tem os vários sacos de pancadas. Me posiciono e olha fixamente para ele.

Primeiro. Segundo. Terceiro. Quarto soco.

Coloco a raiva e o sentimento ruim que está dentro de mim para fora. Junto com uma lágrima que insistiu em escapar dos meus olhos depois de tanto tempo á segurando.

 

 



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