História YESTERDAY Bughead - Capítulo 30


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Drama, Riverdale, Tragedia
Visualizações 388
Palavras 2.254
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Trouxe mais um hoje porque n sei como vão ficar as coisas essa semana :(
Cap que foi difícil de escrever aff kkkkkkk

essa musica tbm é da Gabrielle Aplin

enjoy

Capítulo 30 - Capítulo XXIX - The Power Of Love


Capítulo XXIX

The Power Of Love

 

O quarto tinha duas camas, uma de solteiro e uma de casal. Coloquei Lorena na de solteiro e dormi com Betty na de casal, porém no meio de nosso sono, senti um corpo se mexendo próximo a mim. Era a minha filha se colocado entre nós dois na cama. Quando me dei conta daquela cena, me encantei com a ideia de que parecíamos uma família normal. Eu mesmo fazia isso sempre que tinha medo, meu pai reclamava, mas nunca me impediu de dormir na cama com ele e da mamãe.

Fico me perguntando o que se passa na cabeça da minha filha nesse momento, diante de tudo que ela viu e ouviu. Mas prefiro não perguntar.

Todos nós saltamos de susto na cama ao ouvir batidas na porta.

“Sou eu, o motorista. De que horas vocês querem ir para o sítio?” ele perguntou.

Suspirei de alívio “pode entrar” autorizei.

“Aqui meu nome será Charles, me chamem assim, por favor” disse entrando e fechando a porta atrás de si.

“Tudo bem Charles. Queremos ir a algum hospital antes de irmos para o sítio” pedi.

“Sinto muito, mas não atenderão sem que forneçam seus documentos e tenho ordens para não deixa-los cometerem nenhum erro” avisou.

“Então depois que mudarmos de identidade podemos ir a um?” perguntei.

“Não tem nenhum próximo ao sítio, mas se quiserem arriscar vir até a cidade...”

Suspirei. Ficar vindo aqui, onde tem câmeras de segurança em toda parte pode ser um erro. Não sabia o que fazer.

Me levantei e fui até ele, para que Lorena não ouvisse o que ia dizer.

“Precisamos levar a Betty para fazer uma curetagem. Ela sofreu um aborto e precisamos desse procedimento” expliquei.

“Não seja por isso. Lá temos uma senhora que faz tudo isso com chás e ervas, tudo de forma bem natural e sem expor sua mulher a nenhum risco. Eu sei porque já fui testemunha de um procedimento desse”

Fiquei aliviado. Assim faríamos o que Betty tanto quer sem coloca-la em risco.

Quando olho para a cama, as duas estavam me encarando sem entender o que está acontecendo.

“Ele está esperando dizermos de que horas vamos embora para o sítio” expliquei a elas.

“Eu só preciso tomar um banho e dar algo para a Lore comer” Betty disse.

Charles se retirou e Betty foi tomar banho, deixando eu e Lorena nos preparando no quarto. Aproveitei e pedi comida para minha filha.

“Aposto que você está se mordendo de curiosidade para saber o que eu estou pensando né?” minha filha disse.

“Estou mesmo. Mas vou esperar seu tempo” respondi.

“Eu ouvi o papai gritando dizendo que sabia o que ela tinha feito. Dizendo que ela machucou o bebê. Que bebê?” questionou.

Então foi por isso que ele surtou e a Betty fez questão de fugir. Ela sabia que ele não ia aceitar aquilo. Ele descobriu que ela abortou o filho que ele tanto queria. Mas como? Como ele descobre as coisas?

Mas essa resposta para a Lorena não cabe a mim. A Betty tem o direito de contar sua versão do seu jeito e se defender, caso a menina se oponha à decisão da mãe.

“Sua mãe vai te explicar” disse.

“Eu vou ter um irmão?” perguntou.

“Agora não” respondi e ri em seguida.

Ela também riu, mas não sei se isso significa que ela quer um irmão. Não sei como ficou sua cabecinha depois de perder o Jessie. Pobre menina, tão nova e já viveu tantas coisas ruins!

Betty saiu do banheiro e em seguida o serviço de quarto chegou trazendo as panquecas da Lorena. Eram nove da manhã, então ainda serviam café da manhã. Isso mesmo, apenas cochilamos, mas iríamos dormir muito quando chegássemos ao sítio, pelo menos era o que eu esperava.

Depois das duas comerem, fomos para a garagem do hotel e entramos no carro. Era um Fusion completamente preto e com os vidros completamente escuros. Ótimo, ninguém no lado de fora nos veria.

Sentei com minhas duas princesas no banco de trás enquanto Charles foi sozinho na frente dirigindo. Elas dormiram o caminho inteiro enquanto eu fui observando o caminho. Era muito isolado. Saímos logo após as nove e só chegamos depois do meio dia.

Não era um sítio, era uma fazenda enorme. Não sei por que esperei menos dos Lodge. Era tão grande que me sentia em Southfork, fazenda dos Ewing da série Dallas. Via cavalos por todos os lados. Acordei Lorena para que ela pudesse ver.

“Uau!” exclamou quando viu um alazão cor de mel com o pelo mais sedoso que os meus cabelos. “Eu vou poder andar a cavalo?” perguntou com os olhos brilhando para mim.

“Se tiver quem te instrua a isso, porque eu sou analfabeto em equitação” disse.

“Tem sim. Temos um mestre de cavalos que já até ganhou competição nacional na época dele. Ela vai estar em boas mãos, senhor” Charles disse.

Óbvio que Lorena reagiu muito bem, daquele jeito de sempre, batendo palminhas e dando gritos finos.

Ao pararmos o carro, acordei Betty que prontamente saiu do carro e foi andando em direção à entrada do casarão onde havia uma senhorinha aparentemente muito meiga.

“Senhor, preciso dar uma palavrinha rápida” Charles me chamou.

“Sim, pode dizer”

“Primeiro que a senhorita Lodge ligou enquanto vocês se aprontavam e pediu para eu ir buscar a cadela em Riverdale ainda hoje, para amanhã ela já estar aqui” a Iris! Lorena vai ficar muito feliz. “E segundo que, por favor, evite ao máximo sair das dependências da fazenda. Ela está desconfiando que ele tem acordo até com a polícia, não saiam” avisou.

“Okay” disse cauteloso.

Fui em direção à minha mulher e minha filha, que conversavam com a senhorinha.

“Meu nome é Miranda. Sou da Cidade do México, mas não fiquem preocupados que eu não resmungo em espanhol” riu divertida.

“Eu sei espanhol” minha filha disse.

“Jura?” Miranda questionou.

“Sí, lo aprendí cuando tenía cinco años” respondeu minha filha e eu não entendi nada.

“Muy bueno, pequeña.”

As duas riram um tempo uma para a outra.

“Bem, vamos entrando que eu preparei um almoço maravilhoso para vocês” Miranda continuou e nos guiou até a sala de jantar, onde o almoço estava servido.

Entrei de mãos dadas com a Betty e a Lorena. Cada uma de um lado, como sempre quis.

Sentamos na mesa farta que nos foi apresentada e fiquei sem saber o que comer de tanta coisa. Lorena meteu a mão em tudo que via pela frente, enquanto Betty pôs pouca comida no prato e, o que colocou, nem comeu direito, apenas beliscou. Estava com a expressão vaga, como se estivesse com o pensamento longe. Estou preocupado com o psicológico dela nesse momento.

Antes de nós terminarmos, ela pediu para se retirar e perguntou em que quarto ficaria. Miranda a acompanhou e, me olhando preocupada, Lorena pediu para que eu a acompanhasse. Fui atrás delas enquanto minha filha continuou comendo.

Ao chegar no quarto, após Miranda se retirar, entrei atrás da Betty e fechei a porta.

“Me diz o que está acontecendo, amor” pedi.

“Eu sou uma fugitiva. É o que está acontecendo.” Disse sem paciência.

“Mas amor, pensei que você quisesse isso!”

“Eu queria. Na verdade eu preferia evitar que fosse necessário, mas ele descobriu e endoidou de vez” alterou um pouco a voz.

“A Lorena disse que ouviu ele falando de um bebê”

“Sério que ela ouviu?” confirmei com a cabeça “o que ela falou sobre?”

“Só perguntou se ia ter um irmão”

“E o que você disse?” perguntou ansiosa.

“Que agora não” expliquei.

“Agora nem nunca, né? Por favor, não inventa”

“Eu não estou inventando nada...” ela me interrompeu.

“Você inventou de insistir pra eu ter uma filha e agora está tudo essa bagunça!”

“Espera, agora a culpa de tudo é minha? Você esqueceu que essa filha é a Lorena? A melhor criança desse mundo!” me defendi.

“Ah ta... Ah não, como vamos dar continuidade ao tratamento dela?” choramingou.

“Por que você só está pensando no lado ruim? Está parecendo a Betty de oito anos atrás descobrindo que está grávida e surtando de novo. Pensei que tivesse amadurecido!” desabafei. “A nossa filha está bem, e vai permanecer assim.”

“Se é o que você acha, querido” ironizou.

“Poxa Betty” suspirei pesadamente “tudo que a gente fez para estar aqui agora, será que você pode parar de pensar nas coisas ruins e aproveitar o momento?”

“Aproveitar o momento?” percebi que ela começou a tremer e chorar “ele vai acabar nos pegando e vai fazer mal a vocês só para me fazer sofrer e depois só Deus sabe o que vai fazer comigo...”

Continuou falando de todas as coisas que iam dar errado. Até pensei em rebater, mas então eu entendi. Aquilo era uma crise de ansiedade. Eu nunca tinha visto, por isso não reconheci antes. Fiquei sem saber o que fazer, mas  me consolou saber que ela não queria dizer nada daquilo.

O Logan disse que conseguia ajuda-la a controlar as crises, mas como ele fazia?

Sem saber o que fazer, fui na direção dela e a abracei, fazendo-a calar a boca. Naquele momento ela só se entregou ao choro no meu ombro. Ela precisava sentir que estava bem, que estava segura. Após um tempo, ela devolveu o abraço e eu a senti parando de tremer.

“Desculpa” sussurrou “isso tudo está me estressando muito”

“Eu sei, mas está tudo bem agora, fica tranquila” disse “e não precisa se preocupar com filhos agora, mas tem uma coisa que eu faço questão”

Ela soltou meu abraço e me olhou confusa “o que?”

“Quando esse pesadelo acabar e nos livrarmos do Logan de vez, você vai se casar comigo”

Ela arregalou os olhos e riu “O que? O Jughead Jones, o incasável,  quer casar comigo?” falou desacreditada.

“Sim. Com direito a festa e tudo. Quero você de branco, a Lorena entrando com as alianças... Tudo que vem no pacote”

Ela riu mais um pouco e depois fez uma pausa “Certo, então quando você fizer um pedido decente com um anel, eu digo se eu aceito”

Mas que audácia!

Beijei ela de uma forma muito apaixonada, de forma desesperada. Quando ia descer minhas mãos até seu bumbum, ela se afastou.

“Não acho que devíamos fazer nada enquanto... você sabe... estiver aqui dentro... morto.” Falou apontando em círculos à barriga.

“Claro” compreendi “inclusive parece que Miranda tem um chá que pode resolver isso”

“Ótimo!” ela disse.

De mãos dadas, descemos as escadas em busca de Miranda, que encontramos na cozinha. Pedimos a ela o tal chá.

“Claro! Aqui” nos mostrou uma planta “próxima vez que você for usar o banheiro, ele vai sair naturalmente, de forma indolor”.

Ela foi então para o fogão com a tal planta e fez um chá com ela. Deu para a Betty, que bebeu todo o conteúdo. Depois ela ficou pensativa.

“Ta pensando em que agora?” perguntei quando Miranda foi para o jardim.

“Você me apoiando nesse aborto”

“O que tem?”

“Você não me apoiou antes” respondeu.

De novo esse assunto.

“Eu era imaturo e só queria alguém que eu fizesse melhor que meus pais fizeram comigo. Só isso” expliquei.

“Então se esse filho que eu estava esperando fosse seu, ou se no futuro eu engravidasse sem querer e quisesse abortar, você me daria suporte?” questionou.

“Sinceramente? Não sei.” Confessei.

“Está vendo! Tudo bem eu abortar se não for seu, não é?” se alterou um pouco e começou a andar em círculos na cozinha “e se eu tivesse decidido que ia ter esse  bebê do Logan, você iria me querer?”

“Eu não sei” ela bufou “espera, deixa eu pensar!”

“Te esperar pensar? O Logan não pensou duas vezes antes de criar minha filha como se fosse dele!”

“Você está defendendo o Logan agora?” questionei.

“Não”

“Você queria essa criança?”

“Não”

“Então não estou entendendo qual o ponto dessa discussão” desabafei.

“O ponto é o apoio, que você não me dá. Como isso aqui vai dar certo?”

Eu suspirei. Não estava entendendo nada, mas tentei levar em consideração que ela estava num momento muito difícil e que eu não conseguiria compreender o que se passava na cabeça dela nem que eu quisesse.

“Mudando a questão. Se você soubesse que eu estava grávida naquela noite, teria transado comigo?” perguntou.

Pergunta difícil. Eu não gostaria que um cara gozasse dentro de uma mulher com um filho meu dentro, mas ao mesmo tempo eu não resistiria a ela. Era amor demais, saudade demais. Então não saberia o que fazer. Mas não podia dizer isso a ela.

Diante do meu silencio, ela tirou suas conclusões.

“Vou pedir a Miranda outro quarto para você” disse e se retirou em direção ao jardim, onde a empregada estava.

Eu ainda não estava entendendo essa discussão. Estava tão confuso que dei uns tapas na minha própria cabeça para ver se as ideias se organizavam.

“Ela costuma se auto sabotar” ouvi Lorena dizer “quando está tudo perfeito, ela se auto sabota. Faz algo que impeça seja lá qual felicidade ela esteja sentindo” explicou.

“De onde você tirou isso?” perguntei a ela.

“Quando soube que ela tinha ansiedade depressiva, fui pesquisar e dizia que isso era comum nas duas doenças” continuou. “Você desistir só vai fazer com que a doença ganhe, você não deveria deixar”.

Era muita coisa para pensar. Além de todos os problemas que a Betty estava trazendo consigo, tinha mais isso. A bagagem dela não é nada leve.

No momento estou tão cansado que não consigo decidir se consigo lutar tanto assim.

Eu já lutei demais.


Notas Finais


Será q o Jug vai desistir???? :(
Gente, não minimizem oq a Betty ta sentindo. Depressão é uma doença séria. E precisamos aprender a lidar com ela e ajudar as pessoas que amamos.

E sobre ela dizer q n quer mais filhos???
E sobre o jug dizer q n saberia se iria querer ela se ela tivesse o bebe? :o


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