História YESTERDAY Bughead - Capítulo 31


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Drama, Riverdale, Tragedia
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Palavras 2.626
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Consegui dar uma passadinha aqui aaaaaaaaaaa
obrigada gente, pelos comentários e favoritos *----*

Mad é do Ne-Yo ♥

Capítulo 31 - Capítulo XXX - Mad


Capítulo XXX

Mad

 

Os dias que se seguiram foram um inferno. Betty não falava comigo, na verdade ela nem saía do quarto. Lorena ficava grudada na mãe o tempo inteiro trancada naquele quarto também. Pelo menos minha filha descia para as refeições e passar um tempo com a cadela que chegou no dia seguinte à nossa discussão. A Betty nem isso, estava completamente isolada.

Soube pela Miranda que o chá funcionou. Pelo menos isso deu certo.

Só conversava com minha filha nas refeições, e ela era sempre muito rápida pois geralmente queria levar pessoalmente a refeição da mãe no quarto.

A Betty que se isolou, mas eu que fiquei solitário no final. Ela tinha nossa filha o tempo inteiro e eu não tinha quase nada.

Não podíamos usar celular e nem havia telefones nesta casa. Acabei, por puro tédio, conhecendo quase todos os funcionários daqui, e acabei descobrindo que a grande maioria era latina. Javier, por exemplo, mestre dos cavalos, era de Porto Rico. Homem de uns cinquenta anos e marido de Miranda. Se conheceram aqui mesmo depois que vieram para os Estados Unidos trabalhar. Descobri que eles têm uma filha, a Consuelo, uma mulher que veio passar as férias aqui na fazenda com os pais.

No fim, Consuelo era a minha única companhia. Ela tinha minha idade e era muito simpática. Extremamente paciente e me ouvia sempre que eu tinha uma reclamação sobre essa situação. Depois soube que ela é psiquiatra. Deveria ter desconfiado.

Com o tempo percebi que ela não conversava comigo, ela me consultava. O que era constrangedor, levando em consideração que nunca fiz nada desse tipo, mas era muito bom conversar com ela. A raiva que eu sentia por estar nessa situação sempre ia embora quando ela me ouvia desabafar.

Em uma de nossas “sessões” ela me fez compreender que eu estava sendo muito negativo. Que eu estava fazendo exatamente o que eu reclamei sobre a Betty: reclamando sem ver o lado bom de tudo isso.

Mas era difícil ver o lado bom quando quem deveria fazer valer a pena nem olha para minha cara, se isola e ainda leva minha filha junto.

Meu contato com a Lorena estava cada vez mais raro. Em uma de nossas últimas conversas ela disse uma coisa que me deixou pensativo.

“Você parece infeliz” ela disse enquanto tomava café da manhã ao meu lado na mesa.

“Estou apenas cansado de certas coisas” respondi.

“Deve estar cansado da mamãe. Pensei que amava ela” comentou.

“E amo”

“Não parece, faz mais de uma semana que você nem pergunta por ela” criticou.

Suspirei “você tem razão. Como ela está?” quis saber.

“Do mesmo jeito, senão pior. Só porque ela te viu com aquela moça”

“Como é? Como ela me viu com a Consuelo?”

“Olhou pela janela uma vez que vocês estavam conversando na cerca” explicou.

“Consuelo é minha amiga, minha única companhia aqui” deixei claro.

“Acho que a mamãe é muito insegura”

“Eu quero saber o que mais a sua mãe vai inventar para me afastar. Se ela não me quer, é só dizer” me exaltei.

Percebi que tinha falado demais quando vi a expressão no rosto da minha filha.

“Você ainda não entendeu, não é? Você está deixando as paranoias dela vencerem. Só está piorando as coisas. Eu estou muito decepcionada com você” ela falou enquanto se levantava, e ao terminar a sentença ela subiu.

Depois disso, ela não conversou mais comigo. Ela falava apenas o necessário. Acho que perdi minha filha também nesse processo.

Que ódio!

Tudo que fizemos foi para estarmos juntos, mas por algum motivo nada é suficiente!

Falei o que estava sentindo a respeito disso com a Consuelo.

“Não é suficiente para quem?” ela questionou.

“Para ela. A gente ter conseguido fugir não é suficiente. Eu estar ao lado dela também não. Não sei o que fazer” falei com toda falta de paciência que eu sentia no momento.

“Mas quem está aqui reclamando o tempo todo é você.” Que tapa na cara! “você reclamou que nada estava bom para ela, mas nada está bom para você também. Reclama da falta de comunicação, do isolamento desse lugar, da saudade de casa... Ela está sofrendo no cantinho dela, enquanto você, que deveria estar ajudando, está aqui reclamando com uma mulher que conheceu há pouco tempo”.

Pensei por um instante. Ela estava certa. Eu deveria estar sendo a rocha da nossa família, no entanto estou estragando tudo. Estraguei até com a minha filha que eu tanto quis.

“Então o que eu faço quando ela vier com essas discussões sem sentido?”

“Faça como você fez naquela primeira discussão, lembra? Você me contou”

Ela estava falando de quando a abracei e ela se acalmou.

“Tudo bem, vou procura-la e tentar deixa-la bem” decidi.

“E diz para ela me procurar, eu posso ajuda-la” sorriu.

Confirmei com a cabeça enquanto me retirava em direção ao quarto dela.

Subi as escadas pensando no que ia dizer, mas não decidi nada. Não imaginava como ia encontra-la, nem como seria recebido. Era um tiro no escuro.

Bati na porta.

“Quem é?” ouvi a voz da minha filha.

“Sou eu, filha. Posso falar com a mamãe?” perguntei.

Não obtive nenhuma resposta, mas dava para ouvir uns cochichados lá dentro, porém não dava para entender o que era dito.

Após longos dois minutos, mais ou menos, a porta se abriu. Lorena estava parada na porta, me deu um oi e saiu. Percebi que a cachorra estava com ela.

Entrei e fechei a porta atrás de mim. Vi Betty deitada na cama olhando pela janela e de costas para mim.

“Betty, olha para mim, por favor” pedi.

Vi que ela fez um movimento negativo com a cabeça. Okay, ela está dificultando as coisas.

Fui até ela e sentei ao seu lado, mas não a olhei. Olhei exatamente para o mesmo ponto que ela. A visão da janela dava para o lugar exato em que eu costumava conversar com a Consuelo.

Imagino agora o que deve ter se passado na cabeça dela ao me ver falando intimamente com outra mulher enquanto não a procurava uma vez sequer. Eu sou idiota mesmo.

“A Consuelo é psiquiatra, só estava me aproveitando um pouco a deixa para desabafar com um profissional.” Disse, dessa vez olhando para ela. Mas seus cabelos estavam no rosto, não pude vê-la.

“Você não me deve satisfação, não é nada meu” pude ouvir claramente que sua voz estava embargada, com certeza ela estava chorando.

“Não faz assim. Você é minha mulher e a gente pertence um ao outro” pus o braço ao seu redor.

Ela fungou uma e outra vez. A Betty não era assim, não ficava chorando o tempo inteiro. Eu deveria saber que ela não está em seu estado normal. Eu deveria ajuda-la a ser quem realmente é.

“Você está cansado de mim” disse e encostou sua cabeça no meu ombro. Já é um avanço.

“Não vou me cansar de você nunca. Estou cansado da situação. Estou longe de tudo que eu conheço, não posso sair, estou sem meu emprego, vivendo de favor na fazendo de uma amiga sua... não é a vida que eu quero para mim nem para vocês” expliquei.

Ela então levantou a cabeça e me olhou, com os olhos muito inchados.

“Essa não sou eu. Eu quero ser eu mesma de novo” parecia implorar ajuda.

“O que eu posso fazer? Por favor, me diz” pedi.

“Eu não sei, eu preciso de ajuda”

“Que tal você conversar com a Consuelo? Ela pode te ajudar.” Sugeri.

Ela afirmou com a cabeça mas não parecia não estar muito satisfeita com aquilo.

A abracei, como fiz da última vez. Com o tempo senti que ela parou de chorar. Parece que eu era mesmo um remédio. Ela devolveu o abraço e me senti satisfeito.

“Desculpa brigar com você por nada” pediu.

“Não tem problema. Você briga por nada quantas vezes quiser, contanto que não desista por nada também” respondi.

“Eu já pensei em desistir tantas vezes...” começou “Hey!” levantou a cabeça mais uma vez para me olhar “alguém tem notícias de... você sabe quem?”

“Do Voldemort?” brinquei “O Harry Potter destruiu ele com ajuda dos amigos” gargalhei.

Ela riu muito também “você sabe do que eu estou falando, besta”

“Okay, o coisa ruim sumiu de Riverdale. Ninguém sabe onde ele está” comecei “soube quando a Verônica mandou o recado não sei por quem que já haviam ocupado meu lugar na escola”

“Sinto muito pelo seu emprego. Mas tenho certeza que vai reaver esse trabalho logo” disse otimista.

“Betty sendo positiva era tudo que eu queria agora. Obrigado por isso!” respirei fundo como se recebesse um supro de ar fresco.

Ela riu “idiota. Vai dar tudo certo”

“Eu sei” olhei em seus olhos e dei um selinho.

Enxuguei um pouco de suas lágrimas e ela recebeu esse gesto de forma carinhosa, sorrindo para mim. Ah, esse sorriso! Parecia que tudo de ruim tinha desaparecido. Esse sorriso fez eu me sentir na minha casa, livre. Deve ser porque ela é a minha casa.

“O que você tem feito ultimamente? Porque eu só fiz chorar e ser lambida pela Iris” ela apontou divertida.

“Além de desabafar com a psiquiatra eu converso com os funcionários, por que?”

“Bem, a Veronica tinha me falado dessa fazenda uma vez e me disse que aqui tinha uma biblioteca imensa. Você ama ler e escrever, pensei que pudesse aproveitar o tempo aqui para escrever seu livro que tanto quer” sugeriu.

Parecia uma ótima ideia. Eu já tinha algumas publicações, meu trabalho de conclusão de curso quando me formei em Literatura, minha dissertação do mestrado e alguns artigos que publiquei ao longo da minha vida acadêmica, além das minhas pesquisas. Mas não um livro, uma obra minha, como sempre foi meu sonho. Com editora e tudo.

Sorri largo com a ideia.

“Então quer dizer que enquanto estava aqui me odiando, estava pensando em mim?” zoei um pouco.

“Sempre pensando em você” sorriu novamente enchendo meu coração de calor.

“Vamos fazer um acordo. Eu escrevo todos os dias durante suas sessões com a Consuelo” propus.

“Você não vai descansar enquanto eu não for a uma consulta, não é?”

“Eu não vou descansar enquanto você não estiver bem, que é o que importa” alisei seu rosto e selei nossos lábios mais uma vez.

“Você pode voltar para cá se quiser” disse num tom suspeito.

“Hum, parece que alguém quer se aproveitar de mim” brinquei.

Ela riu e me deu um tapinha no peito, de forma divertida.

Depois disso descemos e os funcionários ficaram surpresos ao vê-la no andar de baixo. Nossa filha sorria de orelha a orelha enquanto Iris latia descontroladamente e abanava o rabo.

Conversamos com Consuelo e ela aceitou fazer sessões diárias com a Betty de cinquenta minutos cada, ofereci pagamento mas ela não aceitou.

E assim os dias se sucederam. Todos os dias de manhã íamos para os estábulos com a Lorena e até aprendemos a andar a cavalo, por mais que Lorena tenha chegado a conclusão que era cruel usar os animais dessa forma. Nós escovávamos seus pelos e chegamos até a auxiliar num parto. Depois do almoço íamos deitar um pedaço e então a Lorena ia para sua aula, que agora estava no método homeschooling, Betty ia para suas sessões com a Consuelo e eu ia pesquisar e escrever meu livro.

Ah, e nossos novos documentos chegaram. Meu nome agora era Brad (sem ser Pitt), Betty era Rebeca e a Lorena era Charlotte (como a princesinha). Odiamos os nomes, mas não usávamos no nosso cotidiano. Apesar dos documentos novos, não nos atrevíamos a sair de casa.

Com uns dias, Consuelo trouxe alguns remédios para a Betty. Alguns a ajudava a dormir e outros a controlarem a ansiedade.

“Ela disse que já que eu não consigo me curar, tenho que aprender a conviver com isso. Acho que estou aprendendo, até me sinto mais positiva” Betty comentou após uma sessão.

Tinha medo que com o tempo precisasse aumentar as doses dos remédios, mas por mais incrível que pareça, ela foi cada vez diminuindo. Hoje, a Betty, que começou tomando quatro medicamentos diferentes, só usa um regularmente e mais um no caso de insônia, o que era bem raro.

Estava vendo a minha Betty de novo, e era impressionante a mudança que uma “simples” sessão estava fazendo na minha princesa.

Lorena chegou a ter uma de suas crises também, mas isso depois que sua mãe melhorou consideravelmente. Parecia que a cabecinha dela compreendia que não era o momento para manifestar aquele transtorno agora. Quando a mãe ficou melhor, ela teve um momento de crise, mas não foi muito grave.

“Vocês são todos uns idiotas! É por culpa de gente da qualidade de vocês que esse país é uma droga!” Lorena gritou com um dos seguranças.

Não entendi no momento o motivo dos gritos, mas depois perguntei a Charles e ele me contou.

“Ela perguntou por ele, e meus homens acabaram chamando ele de homem mau, ela surtou” ele contou.

Minha filha nunca iria acreditar que ele era malvado, porque ela acreditava que a culpa era da bebida, que ele não era assim. Esse é mais um tópico para se conversar com Consuelo.

Tudo isso, já faziam mais de dois meses que estávamos ali e não tínhamos notícia alguma do Logan. Meu medo era que ele em silêncio fosse ainda mais perigoso do que fazendo barulho.

Eu temia pela minha família. Temia que depois de tudo, ele ainda conseguisse nos atingir de alguma forma.

E eu estava certo. Nossa paz estava prestes a acabar.

Saí da biblioteca um dia e Betty ainda não havia acabado sua sessão. A professora da Lore não tinha vindo hoje pois estava doente. Combinamos dela pagar a aula em um fim de semana. Fui caminhando em direção à cozinha e pude ouvir a voz da minha filha. Devia estar conversando com a Miranda, certo?

Errado. Tão errado!

Ela estava sozinha na cozinha, não sei onde Miranda se meteu, ela estava falando no telefone celular.

De onde saiu esse celular?

“Não” pausa “está tudo bem” pausa “eu sinto sua falta papai” corri em sua direção e tomei o celular de sua mão.

“O que você quer, Logan?” perguntei.

“Só a minha família. Estou indo buscar elas, você não pode me impedir” riu debochado.

Charles entrou na cozinha e ao me ver com um celular na mão, correu e o tomou de mim, o desligando.

“O que é isso, senhor?” perguntou.

“Eu não sei. Quem deu esse telefone para minha filha?” eu gritava.

Fui até onde Miranda estava “Quem é o responsável por esse celular aqui?” gritei com ela.

“No lo sé, señor.” Respondeu em sua língua mesmo por causa do nervosismo.

“Caralho, quem te deu isso, Lorena?” gritei indo em direção à minha filha.

Ela começou a chorar “eu só queria falar com o meu pai”

“Eu sou a porra do seu pai!” me exaltei.

Ela aumentou o choro e correu para fora da cozinha, encontrando sua mãe no meio do caminho, a abraçando.

“O que está acontecendo aqui, Jug?” Betty perguntou.

Antes que eu respondesse, provavelmente também de forma estúpida, Charles falou:

“Senhor, a ligação durou mais de sessenta segundos”

“E o que tem isso?” questionei sem paciência.

“Significa que ele rastreou a ligação e sabe onde vocês estão” avisou.

Puta que pariu!

Sem falar nada, saí dali indo direto para o quarto.

“O que você vai fazer, Jug?” Betty questionou vindo atrás de mim.

“Arruma as coisas da menina. Vamos ter que procurar outro lugar para ficar” ela ficou imóvel “Depressa!” ordenei.

Ela foi então em direção ao quarto da menina e começou a arrumar tudo.

Que ódio!

Ele sabia onde nós estávamos.

Agora é esperar que dê tempo para fugir novamente.

E que Deus nos livre de uma emboscada.


Notas Finais


Quem ta com sdd do Logan???? eu não kkkkkkkk

próximo cap é tenso :( mas sinto q é o fim de um ciclo... o q faz ficar mais perto do fim da fic </3


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