História YESTERDAY Bughead - Capítulo 32


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Drama, Riverdale, Tragedia
Visualizações 206
Palavras 1.553
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oiiiii
vim trazer esse presentinho para vcs!!!!

a música é do Harry Styles
Enjoy

Capítulo 32 - Capítulo XXXI - Sign Of The Times


Capítulo XXXI

Sign Of The Times

 

Estava tudo uma correria, entre arrumar malas e ouvir a Lorena chorando desesperada.

Colocamos ela à força dentro do carro porque simplesmente não queria ir.

A verdade é que passamos muito tempo nos preocupando com o estado mental da Betty e esquecemos da menina. Quer dizer, eu esqueci, a Betty tentou me avisar na nossa primeira discussão que nossa filha precisava de apoio psicológico e não podia parar o tratamento. Fiquei esperando ela jogar isso na minha cara, mas não aconteceu.

Betty estava dentro do carro, no banco de trás, tentando controlar nossa filha. Ela segurava em seus braços e a menina rebatia de forma violenta. Já era possível ver marcas nos braços da Betty. Eu fui na frente, no banco do carona ao lado de Charles, podem me chamar de covarde, mas eu não conseguia lidar com essa situação nesse momento.

Saímos tão apressados que não colocamos nada além de roupas e dos nossos novos documentos. Não tínhamos nem água e nem comida. Só de lá até a cidade eram três horas, imagino que antes disso a Lorena exija uma das duas coisas.

Meu Deus, que difícil! Eu só queria que isso acabasse e eu pudesse viver em paz com elas!

“Para onde estamos indo?” Betty perguntou em meio aos tapas da filha.

“Para algum lugar bem longe daqui” foi tudo que consegui dizer.

Vi através do retrovisor que ela me lançou um olhar compreensivo. Ela entendia meu estresse, e ela só queria me ajudar.

Como imaginei, logo Lorena começou a reclamar de sede. Também pudera, passou o caminho inteiro desde que saímos, gritando.

Olhava para Charles e via que ele não tinha nada sob controle. Provavelmente nem sabia para onde nos levar. Mas pelo menos estávamos protegidos. Havia para todos os lados carros da milícia ao qual ele pertencia.

Decidimos parar em um posto de gasolina no meio do nada. Como não havia movimento, imaginamos que Logan não estaria lá.

Descemos, as meninas e eu, e fomos direto à loja de conveniência comprar água e alguma coisa para comer. Sentamos em uma mesinha improvisada que havia ali para Lorena beber sua água.

“Filha, por favor, me diz quem te deu aquele telefone” pedi calmamente.

“Uma moça que trabalha lá. Quando ela me deu, meu pai já estava na linha, não fui eu quem ligou” explicou.

Então alguém lá de dentro nos traiu!

Ao voltarmos para o carro, com Lorena mais calma, contei à Charles o que ela me contou.

“Por que alguém faria isso?” questionei.

“Dinheiro. Ele estava oferecendo recompensa para quem encontrassem vocês” ele disse.

“Sempre dinheiro. Ele sempre consegue tudo através do dinheiro” reclamei.

“Não é só isso, senhor. Sei que deveríamos ter falado, mas não fazia muita diferença... fomos ao seu apartamento e tinham câmeras lá, e microfones, em toda parte. Ele sabia tudo que o senhor fazia e falava” contou.

Que filho da puta! Era assim que ele descobria as coisas! Provavelmente foi assim que descobriu sobre o aborto da Betty também, se na minha casa tinha câmeras, imagine na dele.

Me diverti com o pensamento dele assistindo eu e a Betty transando.

Mais algumas horas na estrada e eu adormeci. Só acordei com o impacto que eu senti.

“Senhor acorda!” Charles gritou.

Abri meus olhos e vimos que haviam muitos carros, perto demais.

“São os milicianos?” perguntei.

“Também. Não sei quem são os outros. Acho que nos encontraram, senhor” lamentou.

Mais um impacto. Lorena e Betty, que também estavam dormindo, acordaram aos gritos.

“O que está acontecendo?” Betty perguntou agarrando a Lore.

“Ele nos encontrou” respondi.

“O papai está aí?” foi a vez de Lorena perguntar.

“Sim e quer nos matar” falei sem pensar.

Charles acelerou o máximo que pôde, mas eles sempre alcançavam. Percebemos que eles realmente queriam nos matar quando nos bloquearam numa curva que findava em um abismo. Mas Charles conseguiu nos impedir de cair.

“Acho que ele não as quer de volta. Acho que ele só não quer que elas fiquem com o senhor” Charles apontou.

Sempre que eu olhava para trás, meu coração se partia um pouco. Lorena estava vermelha de tanto chorar de medo, assim como sua mãe. E eu não podia fazer nada para impedir isso.

Dois carros imprensaram o nosso, fazendo com que nosso pneu estourasse.

Era isso.

Acabou.

Tivemos que parar e logo pudemos ouvir a ordem de Charles para nos mantermos abaixados. Logo em seguida, ouvimos tiros para todos os lados. Os milicianos estavam numa briga, fogo contra fogo versus os homens de Logan.

Sem querer exagerar, foram aproximadamente uns vinte minutos de tiroteio. Quando finalmente sessou, me levantei devagar e criei coragem para sair.

Haviam muitos corpos no chão, eu comecei a chorar de desespero e acabei me rendendo, caindo ao chão. Mas então eu prestei atenção numa coisa: só haviam alguns dos homens do Charles ao chão, a maioria era do Logan.

Isso significa que vencemos?

Pude ver, lá de longe, que dois dos seguranças que costumavam ficar na fazenda, vinham em nossa direção segurando um homem. Um homem não, um rato estúpido. Logan.

Quando eles estavam mais próximos, me ergui do chão, queria estar à altura dele.

“Vencemos, acho melhor se render e deixar minha família em paz” ordenei ao Logan.

“Nunca, eu disse que só desistiria morto” ele respondeu.

“Por favor, prometi a Lorena que não te machucaria” falei e percebi que ele olhou em direção ao carro. Segui seu olhar e vi que Lorena observava tudo juntamente com a mãe através do vidro do banco de trás.

“Eu só queria dizer, minha princesa” falou olhando em direção às duas “que papai sempre te amou. E eu vou te amar para sempre. Tudo que eu fiz foi pensando em não te perder, inclusive quando te permiti conhece-lo” falou referindo-se a mim “mas eu errei tanto com você e sua mãe, eu sei que nada paga isso, só a minha vida.” Começou a chorar “adeus, meu amor” dessa vez falou para a Betty.

Antes que pudéssemos perceber, Logan fez um golpe que parecia de alguma arte marcial oriental e se soltou, puxou uma arma que estava na cintura de um dos homens que o segurava anteriormente, e atirou em sua própria cabeça.

Betty percebeu a tempo o que ia acontecer e puxou a Lorena para baixo e tapou seus ouvidos, assim ela nem viu e nem ouviu nada.

E agora estou aqui, diante do corpo do homem que eu mais desejei a morte, sem saber o que fazer.

Me aproximo de seu corpo, para me certificar de que está mesmo morto, ponho dois dedos onde acredito estar sua jugular e não sinto pulsação alguma. O pesadelo acabou.

Corri em direção ao carro em que estavam minha mulher e filha, as duas estavam encolhidinhas no banco de trás, abraçadas fortemente e vermelhas de tanto chorar. Lorena havia chorado tanto que não saía mais som em seu choro.

Betty conseguiu me olhar, e com esse olhar me deu permissão para me aproximar delas e participar do abraço. Os três estavam chorando ali. A Lorena de dor, eu de alívio e a Betty pelos dois motivos. Como deve ser difícil o que se passa dentro delas agora! Lorena perdeu, apesar de tudo, um pai; já Betty, bem, ele só foi ruim para ela nos últimos meses, ou seja, ela tinha poucas lembranças dele sendo mau, mas essas lembranças eram suficientes para não querê-lo por perto, mas não sei se era ao ponto de querê-lo morto. Eu, por outro lado, só sentia alívio. Após alguns segundos, me senti péssimo por isso. O cara perdeu a cabeça depois de perder a esposa, então uma bela jovem o fez acreditar de novo que as coisas dariam certo. Mas então veio o baque sobre o filho, e isso o fez se perder novamente. Daí em diante ele foi perdendo todos a quem devia sua calma, primeiro a esposa, depois o filho, estava perdendo sua segunda esposa e tendo que dividir a filha. Era demais para ele. Tanto que ele não viu mais motivos para continuar.

Era isso que ele queria dizer quando falou que “só por cima de seu cadáver” as deixaria ir. Era a forma dele de dizer que não conseguiria conviver com mais esta perda.

Todo este alívio se tornou dor na consciência.

Prometi à Lorena não machucá-lo, mas foi exatamente isso que eu fiz quando as tirei dele. Era como se eu tivesse puxado aquele gatilho.

Todo meu devaneio foi interrompido pela minha filha, que se virou para mim, ainda soluçando, e disse:

“Ele não estava bêbado” eu não entendi, e ela percebeu pela minha expressão confusa “ele não estava bêbado e queria nos machucar, ele nos salvou dele mesmo”.

Eu entendi o que ela quis dizer.

Ela achava que ele ter cometido suicídio o faz um herói. Afinal, ele fez isso para salvá-las.

Silenciosamente, Betty concordou com os olhos. Não com o que Lorena disse, mas com o fato de eu não me importar.

Logan não se matou por egoísmo, se matou para não fazer mal a quem ele tanto amava. Era isso que Lorena acreditava, e era assim que ele seria lembrado.

Eu posso seguir minha vida assim, vendo minha filha o tratar como um mártir herói.

Afinal, quem tinha vencido e ficado com elas no final, foi eu.


Notas Finais


muita gente feliz agora hein???

Bom, sem o Logan vai ficar todo mundo feliz vai ser tudo mais fácil, certo????? acho q n hein.

tá bem pertim da fic acabar :(
vou sentir saudadesssss


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