História YESTERDAY Bughead - Capítulo 34


Escrita por:

Postado
Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Drama, Riverdale, Tragedia
Visualizações 426
Palavras 2.373
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nem só de capítulos tristes vive uma fanfic kkkkkk

aproveitem esse deleite

a música é da Taylor Swift.

Capítulo 34 - Capítulo XXXIII - The Best Day


Capítulo XXXIII

The Best Day

 

Eu estava me odiando no momento, e odiando um pouco a Betty também. Ela não tinha nada que continuar me excluindo e me puxando para longe do universo dela e da nossa filha. Para ela, nossa relação era totalmente diferente e não incluía o fato de que eu sou o pai da filha dela. É como se a Lorena fosse só dela. Além de que ela age como se a menina mandasse e tomasse todas as decisões. Me pergunto se Logan também fazia todas as vontades da menina mesmo que isso implicasse em perder a pessoa amada.

Por outro lado, eu também não tinha nada que ter surtado e jogado na cara dela a reação dela de oito anos atrás. Ela nunca usou as coisas que eu fiz contra mim, pelo menos não com a nossa filha.

Nós precisávamos conversar e muito. Precisamos chegar num acordo de onde morar e o que fazer em relação a esse rancor que ainda está presente. Casal nenhum sobrevive dessa forma. Relacionamentos implicam em perdoar verdadeiramente para estar em paz um com o outro.

Estou aqui, no dia seguinte a nossa briga, esperando que ela venha buscar suas coisas. Planejo usar essa vinda dela aqui para convencê-la a me ouvir e ficar. Mas eu esperei, esperei... e ela não veio. Resolvi esperar no outro dia também.

E mais uma vez eu esperei, esperei...

A campainha toca. Meu coração acelera. Vou em direção à porta para abrí-la.

“Betty” suspirei de alívio.

“Eu só vim buscar as nossas coisas” falou entrando no apartamento sem nem pedir licença.

Fui andando atrás dela “me ouve!” pedi.

“Não temos nada para conversar” pegou as coisas e foi em direção a porta para ir embora.

“Temos sim, me escuta!”

Ela parou abruptamente e me encarou “a não ser que você tenha alguma coisa a falar que não tenha a ver com a discussão daquela noite, não temos nada a conversar” falou.

Pensa em alguma coisa. Pensa, pensa!

Já sei!

“Você tomou a pílula?” perguntei.

“Claro, né? Achou que eu ia dar essa bobeira de engravidar de você de novo?” debochou.

“Poxa, Betty, fala direito comigo. Eu admito que errei, o que mais você quer?”

“Eu quero entender o que você quer também” admitiu.

“Eu quero fazer parte da família! Você está sempre me excluindo da vida de vocês, da relação de vocês” desabafei.

Ela suspirou “É difícil, eu passei anos tendo que aprender a lidar com tudo sem você, eu sinto como se se eu for te deixar entrar na nossa vida em família é como dar um passo para trás. Eu tenho medo” admitiu e suspirou.

Peguei em suas mãos “eu não vou deixar vocês, pelo contrário, a gente vai se casar e ter mais uns três filhos, você vai ver” brinquei.

“Não e não! Não tenho saco para fazer casamento agora e nem quero filhos. Se vai ficar comigo é sabendo isso” falou de forma calma. Acho que ela queria me mostrar que queria resolver as coisas amigavelmente.

“É que eu perdi tudo da Lorena. Eu queria presenciar a evolução de um filho, sabe?” admiti.

“Entendo” pôs uma mão no meu rosto “mas ainda falta muita coisa da Lorena para você presenciar. Tem a ida ao ensino médio, a escolha da faculdade, o primeiro amor...”

“Primeiro amor? Nah! Só quando tiver uns trinta anos!” endoido só de pensar na minha princesa amando outro homem que não seja eu.

Ela riu “Ta vendo! Você não tem cabeça nem para lidar com essa filha, avalie tendo mais”.

Ela continuou acariciando meu rosto. Eu entendi o que ela quis dizer, mas ainda assim eu queria ter outro filho, um dia.

“Sobre o casamento... Bem, acredito que nossa vida juntos conta mais que um pedaço de papel, mas não abro mão da gente ter o nosso cantinho. Nada de casa em que o Logan já morou. Vamos fazer memórias novas, amor. Memórias da nossa família” pedi.

Suspirou pesadamente “tudo bem, acho que você tem razão. Mas eu escolho a casa e tem que ter piscina!”

“Que dondoca. Tudo bem, uma piscina para minhas princesas” sorri e a abracei “senti saudade”.

“Eu também, amor” retribuiu. “Eu cheguei da consulta há pouco tempo” falou se afastando.

“Sim, o que a médica falou? Qual o método você vai usar?” quis saber.

“Bem, eu não posso usar nem pílula e nem injeção porque o excesso de hormônios me faz muito mal...”

“Ah, amor, o que você usava antes?” perguntei.

“Adesivo, mas a Lorena começou a perceber que eu jogava no lixo um toda semana e começou a reclamar dizendo que eu era uma criadora de lixo compulsiva” suspirou. “Foi quando parei e aconteceu aquela gravidez”.

“E agora?”

“Vou pôr um diu”

“Como funciona?”

“É um negocinho que eu coloco lá dentro e me impede de ovular. Tem um que é eficaz por até cinco anos e outro que é até dez!”

Fiquei com medo. Imagina dez anos sem filhos? Não sabia quando queria ter filhos, mas não era esse tempo todo não. Na verdade, acho que nem cinco.

“Amor, e se a gente quiser ter filhos antes de cinco anos?” perguntei.

“Antes? Acho difícil” bufei e ela percebeu “amor, a gente tem só vinte e seis anos.”

“Mas eu não quero ter depois dos trinta, quero ter disposição para cuidar dele! E eu já vou fazer vinte e sete” argumentei.

“E desde quando ter trinta é ser velho? E eu nem sei se quero algum dia ter de novo, amor”

“Ah não. Por que?”

“Por que o que?”

“Por que você não quer mais ter filhos?” quis saber.

“Ah, porque... porque...” se atrapalhou nas palavras “não é assunto para agora”

Algo me diz que se eu souber o motivo, consigo fazer ela mudar de ideia.

Resolvi deixar pra lá, pelo menos por enquanto. Não quero pressioná-la e nem que ela acabe fugindo de mim. Além disso, ela tem razão, tenho muito da Lorena ainda para aprender e aproveitar.

“Você se importa se eu e a nossa filha ficarmos na mansão até você encontrar uma casa para nós?” fez cara de cachorrinha abandonado.

Revirei os olhos “tudo bem, mas nem vão se acostumando que eu encontro uma casa rapidinho”.

“Ta bom” riu sapeca e me deu um beijinho no rosto.

Ela me abraçou e ficou assim por um tempo, em silêncio, ainda matando a saudade. Aproveitei para cheirar seus cabelos, aquele cheiro que eu amava há tantos anos.

“Sabe o que eu estava pensando?” ela começou ainda me abraçando.

“O que?” perguntei distraído.

“Você namorou alguém enquanto estivemos separados?” perguntou e continuou abraçada a mim.

Na voz dela não encontrei nenhuma armadilha, parecia que ela genuinamente estava apenas curiosa.

“Bem, eu não via mais graça em sair ficando com todas, então queria alguém especial” respondi.

“E você encontrou?” disse agora se afastando e olhando para mim.

“É difícil encontrar uma pessoa depois do que a gente viveu. Você sabe que eu nunca tive interesse nas meninas da minha idade” comecei.

“Você não respondeu a minha pergunta” disse divertida, rindo.

“Tudo bem, eu namorei uma mulher depois da faculdade” me rendi.

“E o que aconteceu?”

“Eu gostava muito dela, mas eu sentia falta da minha família, então queria uma só para mim” expliquei.

“Você e sua mania de querer fazer filhos por aí” revirou os olhos.

Eu ri “enfim, ela não queria. Me lembrava muito você, disse que queria viajar o mundo e um filho atrapalharia. Então, já que não queríamos as mesmas coisas, terminamos”.

“Oh, sinto muito. Você ficou muito triste?” alisou meu rosto.

“Bastante. Mas superei, e nem preciso lembrar disso agora já que tenho tudo que sempre quis bem aqui, no meu abraço” a abracei para enfatizar.

“Não precisa se preocupar” riu “eu realmente fico feliz que você tinha alguém para te fazer companhia e te deixar feliz enquanto estávamos longe.” Sorriu. Aquele sorriso.

“Que bom, achei que você ia ficar com ciúmes, como ficou da Consuelo” lembrei.

“Eu não tenho ciúmes, eu só sou muito insegura. Você tendo uma opção melhor que eu, por que não me trocaria?” perguntou.

“Porque você é minha única opção” beijei seu rosto “e mesmo sem ter que fazer escolhas, eu escolho você” dei outro beijo no seu rosto.

Ela sorriu e me abraçou novamente “que bom que você foi feliz”.

Passamos alguns minutos ali, abraçados, enquanto eu pensava em tudo que se passou para chegarmos até aqui. Foram tantas coisas que dava, por certo, para escrever um livro.

Opa.

Boa ideia!

“O que você quer no seu aniversário?” perguntou de repente me arrancando dos meus devaneios.

“Nem invente, eu não quero nada!” Odeio aniversários.

“Ah, a gente devia comemorar. Nem que fosse só nós quatro” insistiu.

“Nós quatro?”

“Eu, você, Verônica e Archie” explicou.

“Ah, a gente pode sair para jantar, está de bom tamanho, com a nossa filha também” pedi.

“De jeito nenhum, Lorena vai ficar com a minha mãe e nós vamos comemorar ficando muito bêbados igual como você fez comigo”.

“É vingança?”

“Sim!” gargalhou.

“Okay, vou pensar no seu caso. Mas quero passar o dia com a minha filha, certo?” propus.

Ela aceitou o acordo e ficou toda animada, duvido ela não fazer alguma coisa espalhafatosa.

Aproveitei a presença dela e liguei para Verônica e pedi uma ajuda para encontrar uma casa digna das minhas princesas. Exigi uma piscina como Betty pediu e ela disse que sabia uma casa perfeita para nós e que falaria com o proprietário.

Mais ou menos uma hora depois ela retorna a ligação dizendo que o corretor poderia mostrar a casa hoje mesmo para nós. Óbvio que aceitei. Quanto antes comprasse minha casa, mais rápido estaria com a minha família.

Fui até a Alice com a Betty para buscar nossa filha que estava lá a manhã toda. Iríamos almoçar no Pop’s e depois ver a casa. Queria que Lorena aprovasse também, por isso fiz questão de leva-la.

“Você me promete que vai se esforçar, filha? Preciso que você se esforce para gente ser uma família de verdade” pedi no carro a caminho da casa.

“Prometo” respondeu risonha.

Por algum motivo, ela estava extremamente feliz hoje, sorridente e brincalhona. Queria que ela ficasse assim por mais tempo, o sorriso dela é tão lindo quanto o da mãe.

Chegamos na casa e só a fachada já impressionou. Não era tão grande quanto a mansão do Logan, mas eu achava muito mais bonita. Tinha um jardim na frente e uma área de lazer na lateral onde se encontrava a piscina, que era enorme.

Lorena correu para ver a piscina de perto, com a boca escancarada. Então entendi que a Betty pediu a piscina para a menina e não para ela. Minha mulher estava me ajudando a conquistar minha filha e isso estava me deixando mais feliz e grato do que consigo explicar.

“A piscina tem regulador de temperatura, ou seja, se estiver muito frio ainda podem tomar um banho quente aqui” o corretor explicou.

Nem tinha entrado na casa ainda e Lorena já estava no meu pé, pulando igual a um canguru enquanto agarrava meu braço.

“Vamos ficar com ela, por favor, por favor!” pedia com voz fina.

“Calma, precisamos olha por dentro ainda” Betty disse.

“Ah, mãe!” parou e pular, cruzou os braços e fez biquinho.

Entramos na casa e fiquei impactado com o quanto aquela casa tinha cômodos organizados. No térreo havia inclusive um quarto com acessibilidade, coisa muito importante para o caso de alguém não ter condições de subir as escadas ter onde ficar. Além desse quarto, no térreo havia o hall de entrada, uma sala de visitas, uma sala de televisão, uma sala de jantar e uma cozinha que dava saída para um quintal enorme que dava vista para o lago. No porão tinha um apartamento, mas pretendia transformar num escritório para mim. No andar de cima tinham quatro quartos, sendo três deles suítes.

“Eu quero esse quarto aqui” Betty disse ao ver o maior quarto que dava vista para o bosque.

Queria que Lorena escolhesse o quarto dela, mas a menina ficava só tagarelando sobre o quanto a Iris ia amar aquele quintal e que ia pedir para pôr uma placa proibindo o assassinato das formigas.

“Vai ter uma placa: Animais são bem-vindos e seres humanos são tolerados” ela disse “por favor, coloque a palavra “tolerados” em caixa alta para deixar claro” ressaltou.

Enquanto ela tagarelava, eu conversei com a Betty e decidimos que o segundo maior quarto seria dela, e o quarto sem banheiro seria uma minibiblioteca. O outro quarto seria de hóspedes, ela disse, eu disse que seria do nosso próximo filho. Ela me deu um tapa, mas tudo bem.

Tinha também um sótão, mas lá guardaríamos todas as quinquilharias que tivéssemos.

“Então, senhor. Vai fechar negócio?” já estávamos no jardim de entrada novamente e o corretor queria saber.

Lorena me olhou com aquela cara de cachorro pidão “por favor, papai!”.

Ela não ia me deixar em paz se eu não comprasse.

Espera.

Ela me chamou de que?

Fiquei sem ação. Sempre quis que ela me chamasse de pai, mas nunca pensei no que faria se isso acontecesse. Agora estava aqui, parecendo um idiota parado, olhando pretérito para minha filhinha de sete anos igual um boboca.

“Acho que a resposta é sim” Betty disse no meu lugar, percebendo que não tinha condições de raciocinar.

O corretor falou o preço, que nem ouvi, mostrou o contrato e disse quando ele ficaria pronto para assinarmos. Mas eu nem senti nada disso, era como se eu nem estivesse ali.

Lorena também estava quieta, parece que saiu sem querer e ela percebeu após falar.

Senti a Betty me puxando pelo braço para irmos embora.

“Eu dirijo” ela disse enquanto ia para o banco do motorista.

Antes de eu entrar no carro, agarrei minha filha num abraço forte.

“Obrigado, filha. Você me faz tão feliz” disse.

Ela retribuiu o abraço, mas não disse nada. Não ia pressioná-la.

Não sei em que momento ela me viu como pai, ou se foi só o calor do momento que a fez me chamar assim, mas de uma coisa eu tenho certeza:

A mulher da minha vida tem sete anos, um metro e meio e me faz a pessoa mais feliz desse mundo.


Notas Finais


Desculpem qualquer coisa, tenho dificuldades em fazer as pessoas felizes kkkkkkkkk

oq acharam??
Betty muito madura feliz pelo jug ter tido alguém especial
Eles se entenderam *_*
e teve lorena falando a palavrinha mágica kkkk

Jug deve ta quinem pinto no lixo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...