História YESTERDAY Bughead - Capítulo 5


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Drama, Riverdale, Tragedia
Visualizações 704
Palavras 1.395
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais uma vez, obrigada pelos favoritos e comentários. Você são demais.
Tenho uma coisinha pra dizer a vcs nas notas finais, por favor, leiam!

E nesse cap tem bughead ♥

a música é Space Between da Sia.

Capítulo 5 - Capítulo IV - Space Between


Capítulo IV

Space Between

 

Aquele sábado estava sendo muito perfeito!

Descobri que o Archie Andrews é meu novo vizinho, conversei com ele, somos vizinhos de janela e posso jurar que ele anda flertando comigo pelo nosso novo meio de comunicação. Afinal, só essa história de ficar conversando pela janela já é bem romântica, né? Estava tudo perfeito.

Perfeito até demais.

Invadindo meu quarto, como sempre, o meu furacão pessoal cujo sobrenome era Jones atravessou meu quarto e se deitou na minha cama.

“um ‘com licença’ cairia bem agora, né?” disse com um tom bem estressado. Ele estava estragando meu dia perfeito.

“Sabe o que cairia bem?” fiz que ‘não’ sabendo que iria me arrepender “você dessa cama” Enquanto falava, ele me empurrou e caí em cheio no chão.

Argh!

Me ajoelhei no chão e o olhei perplexa.

“Como você é imaturo!” Vociferei.

Ele ria tanto que colocava as mãos na barriga.

Lancei-lhe um olhar mortal que parecia ser exatamente o que ele queria.

“Você precisava ver sua cara!” disse entre gargalhadas.

Me levantei com todo ódio que havia em mim por umas dez encarnações.

“Eu odeio tanto você!” andei pisando forte até a sala sendo acompanhada pela minha sombra masculina. Chegando lá tive uma surpresa. Archie estava me esperando no pé da escada.

“Ah, oi!” olhou para mim e então seu olhar voltou-se para meu novo arque inimigo.

“Pequeno Archie, que surpresa. Está perdido?” Jug perguntou.

“Na verdade eu moro aqui ao lado”

“Disso eu já soube” me lançou um olhar mortal “mas isso não significa que você pode ir entrando aqui na casa da Betty” sorriu forçado e me deu um meio abraço para marcar território. Odeio quando ele faz isso. Eu não sou dele.

“Na verdade” me intrometi “ele entra aqui sempre que quiser” fiz um esforço para tirar seu braço do meu ombro.

O olhar que Jughead me lançou foi diferente de todos que já tinha visto. Ele parecia surpreso, mas surpreso de forma negativa. Acho que ele pensou que eu iria ser passiva, como sempre, e apenas deixar ele conduzir as coisas. Não pode ser assim, ou eu vou ficar solteira para sempre. E o Archie é meu sonho de consumo!

“Então, Betty. Queria conversar com você” o olhar do Archie intercalava entre mim e o Jug. Coitado, estava morrendo de medo.

Mas isso me agradava. Se ele estava com medo e mesmo assim estava aqui, deve ser porque eu valho a pena. Sorri com esse pensamento.

“Pode falar aqui mesmo” Jug se intrometeu “ela vai acabar me contando mesmo”

Meu sonho de consumo tossiu, mas parece ter se convencido que daria no mesmo de qualquer forma.

“Você quer ir para o karaokê comigo hoje?” disse olhando diretamente para mim, ignorando o garoto atrevido presente no recinto.

Arregalei os olhos. Ele está me convidando para um encontro?

Um fato sobre mim: seja direto. Eu nunca vou captar os sinais se você gosta de mim. Sou tão lerda pra essas coisas que se você não disser com todas as palavras que está interessado, eu nunca vou adivinhar. E ainda existia a possibilidade de eu não acreditar no que você diz. Eu sou complicada.

Então, mais tarde eu perguntaria se era um encontro.

“Karaokê? Quem diabos ainda gost...”

“Claro!” disse entre suspiros interrompendo o Jughead.

“Eu amo karaokê, com certeza quero ir junto!” o falso do Jughead disse enquanto voltava seu braço por cima de meu ombro mais uma vez.

Meu “encontro” foi por água a baixo. Jug não nos deixaria em paz um minuto sequer.

“Você também vai?” O garoto dos meus sonhos perguntou ao garoto dos meus pesadelos.

“Claro! Por que não?” me chacoalhou. Imundo.

“Combinado então?” perguntou olhando, novamente, direto para mim.

Assenti com a cabeça entre suspiros.

Tanto faz se o Jug quer atrapalhar, se o Archie estiver interessado sairemos quantas vezes fosse preciso.

E temos nossa janela.

Vi o Archie sair pela porta e, quando ele o fez, voltei-me para aquele encosto.

“O que você está fazendo?”

“Protegendo minha melhor amiga”

“Protegendo coisa nenhuma. Você não me deixa em paz!” gritei.

Ele me olhou com cara de paisagem, cem por cento nem aí para o ódio que tinha em meus olhos.

“Eu nem deveria estar falando com você! Que história é essa de proibir os caras da escola de darem em cima de mim?” perguntei finalmente.

“Os da escola, os do curso de mecânica, os da rua, ah e tem os caras do clube também!”

Como ele pode ser tão sínico?

Deus, segure minha língua, não quero dizer nada que me arrependa depois.

Respirei fundo para me acalmar. “Por que faz isso, Jug?”

“Já disse. Para te proteger”

“Me proteger de quê pelo amor de Deus?” vontade de chorar.

“Esses caras só vão te chamar para sair e vão fazer coisas que não devem” explicou.

“Coisas que não devem? Tipo o que? Me embebedar e se aproveitarem para transar comigo?” cruzei os braços o desafiando. Disse isso para provocar, mas pela cara que ele fez acho que peguei pesado.

Depois de quase um minuto de silêncio, apenas me encarando com os olhos levemente marejados, ele quebrou o silêncio.

“Eu não me aproveitei de você, Betty. Me desculpe, eu só pensei que era certo na hora. Ou seja, não pensei direito. Desculpa” Baixou a cabeça.

Não esperava por isso.

Ele nunca se desculpou por nada na vida. Principalmente por ter dormido com alguma garota.

“Você ainda não me explicou o que você tinha na cabeça quando me levou pra cama sabendo que estava bêbada” continuei provocando.

“vodka” disse “licor, whisky...”

Revirei os olhos “por favor. Eu mereço uma explicação”

Ele respirava profundo, mas não dizia nada. Não dava para dizer o que se passava na cabeça dele. Parecia que ele estava ponderando se podia falar ou não. Ou o que ia me dizer. Ele nunca foi cuidadoso com as palavras, não sabia nem o que pensar por ele estar sendo agora.

“Foi a minha primeira vez, Jug.” Lembrei “eu não me lembro da minha primeira vez”

Então aqueles olhos verdes que estavam até então encarando o chão encontraram os meus. Sua expressão era indecifrável. Queria poder entrar naquela cabecinha e saber o que se passava lá dentro.

“você estava linda” disse finalmente “e tão fogosa. Nunca tinha te visto assim.” Explicou.

Permanecia com os braços cruzados e com uma expressão que o encorajava a continuar a falar.

“eu lembro de tudo sim, mas eu não tinha controle sobre o meu corpo. Eu só queria ter você. Não estava raciocinando. Não era minha melhor amiga. Era só uma garota gostosa como o diabo rebolando. Eu tinha decidido que iria te ter e então você parecia que ia para a cama com outro. Não podia deixar, você era minha.”

O que ele está dizendo? Que não significou nada dormir comigo? Que só me quis porque eu estava dando mole para outro?

Que só me quis porque estava bêbado.

Eu sei que não sou desejável. Não me visto de forma provocante como a maioria das meninas da minha idade da escola.

Talvez eu fosse só um fetiche. A santinha que perdeu o juízo.

Era só uma garota gostosa como o diabo rebolando.

“Então eu te agarrei pelo braço e te tirei dali”

Era só uma garota gostosa como o diabo rebolando.

“você começou a me beijar. E beijava roçando em mim. Eu enlouqueci mais ainda”

Era só uma garota gostosa como o diabo rebolando.

“Enfim, aconteceu. Mas eu juro que fui cuidadoso para não te machucar.”

Não foi cuidadoso agora.

Quando percebi, senti a umidade das minhas lágrimas nas minhas bochechas. Droga, eu estava chorando!

“Meu Deus, que idiota. Eu sou um idiota. Por favor não chore” se desesperou e correu em minha direção me abraçando.

Encostei minha cabeça em seu ombro, pelo menos até onde alcançava, e continuei chorando. Ele parecia desesperado porque nunca tinha me feito chorar.

Me soltei dele e, ainda com os olhos encharcados, pedi para que ele fosse embora.

“Por favor, me deixa sozinha” solucei.

“Betty, eu não queria te magoar, por favor...”

“Por favor, me deixa sozinha” insisti.

Suspirou se dando por vencido.

“Tudo bem, mas era exatamente isso que eu não queria. Estragar nossa amizade” falou dando as costas e seguindo para a porta.

Antes que ele saísse completamente, falei bem baixinho “mas foi você quem estragou tudo”.

Posso quase ter certeza que ele ouviu.


Notas Finais


Bem galeres, o que vcs acharam? O que significou essa conversa? O fim ou o início de tudo?

Gente, eu vou me casar próxima semana rsrsrs então não garanto ter mais tanto tempo até lá para ficar postando, mas quando eu voltar da lua de mel eu juro que posto muitooooooo.

bjssss


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