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História Yharnam - Capítulo 1


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Notas do Autor


Os nomes, lugares, referencia e universo apresentados nessa história são de total autoria do jogo bloodborne, eu apenas criei uma fanfic baseada nelas.

Capítulo 1 - A novata


Fanfic / Fanfiction Yharnam - Capítulo 1 - A novata

Era uma noite chuvosa, o céu estava coberto por nuvens negras, que só não engoliam a cidade Yharnam devido ás chamas que bruxuleavam nas lamparinas dos postes, o grupo de caçadores liderados por Ghermam corriam nas ruas atrás de sua presa. Ghermam havia recebido um chamado de padre Herbert dizendo que algumas feras tinhas sido avistados no sul da cidade.

Ghermam guiava os novatos na escuridão, a chuva pingava em seu rosto pálido e escorria em seus fios loiros quase brancos, o vento soprava forte sua capa, logo atrás vinha Maria, a novata entre os caçadores, correndo com sua cabeleira balançando ao vento, ela usava um penteado rabo de cavalo que segurava seus cachos castanhos. Depois dela vinham Diego, com suas mechas loiras e rebeldes, eles eram longos o bastante para bater em seus olhos enquanto corriam mas não tão grandes para encostar em seu nariz, seu sobretudo grosso mal abotoado estava voando sob suas costas, por último vinha Myo carregando seu semblante frio e rígido como uma rocha e um olhar afiado como adagas.

Após correrem por alguns minutos eles encontraram um braço no chão, eles estavam perto, o rastro de sangue estava difícil de encontrar por causa da chuva, até o cheiro de sangue estava se esvaindo. Em frente ao braço haviam dois caminhos, um em frente e um beco á esquerda.

- Eu aposto que aquela coisa feia foi pro beco, disse Diego

- Podemos nos dividir para achá-lo mais rápido, eu vou com Diego em frente e vocês dois vão pelo beco, disse Myo num tom seco

- Mas os sinais apontam claramente para o óbvio beco escuro e assustador, retrucou Diego

- Não estou nem ai, eu digo que vamos nos separar para cobrirmos uma área maior mais rapidamente não é Ghermam?, disse Myo firmemente

Ghermam calmamente se virou para Maria e perguntou – O que você acha novata?

O esgoto de Yharnam fica próximo daqui, é possível que aquela coisa tenha se escondido lá já que é uma área proibida, ou seja, bem isolada. – disse Maria desviando levemente do olhar sério de Ghermam.

- Parabéns novata, passou no primeiro teste, disse Ghermam em aprovação

Eles então se dirigiram aos esgotos, um perigoso lugar até mesmo para um caçador solitário.

- Vocês acreditam nas histórias que contam sobre esse lugar? disse Diego

- Se você se refere ás abominações que dizem viver aqui pode parar, eu não acredito nessa bobagem, falou Myo

- Que histórias? perguntou Maria curiosa e, ao mesmo, relutante

- Você não vai querer saber Maria, são só bobagens de alguns bêbados da cidade

- Se ela quiser saber eu vou contar ué, ela vai acabar sabendo mais cedo ou mais tarde, disse Diego com um sorriso no rosto

- Diz logo, disse Maria impaciente

- Sabe a clínica abandonada devido á um incêndio acidental? Então, dizem que as lendas que antes disso acontecer essa clinica fazia um trabalho bem porco com os pacientes, principalmente com aqueles negligenciados pelas familia. Eles eram mal cuidados, não resistiam ao flagelo da besta e, eventualmente, acabavam morrendo antes mesmo de se transformarem por completo. Quando isso acontecia eles os jogavam no esgoto e, se por alguma razão, a familia milagrosamente aparecia para fazer uma visita eles diziam que o paciente havia fugido, contava Diego

- Que horror, pessoas mortas sendo jogadas nos esgotos e que devem servir de alimento para as feras que se escondem lá, interrompeu Maria

- A historia não acabou mocinha – disse Diego – enfim, algumas versões dizem que alguém que trabalhava na clinica não suportou esses atos terríveis e incendiou o lugar, matando vários funcionários e pacientes, outras dizem que foi alguém de fora. Mas o ponto onde quero chegar é que os corpos descartados no esgoto podem não estar mortos

- Você está brincando comigo? disse Maria com um pouco de raiva e medo

- Eu disse que era besteira, falou Myo

- O que mais as lendas dizem? perguntou Maria hesitante

- Varias pessoas de Yharnam já relataram que ouviram gemidos ao andarem perto dos esgotos, eles ouvem rugidos, pedidos de socorros e até choros, disse Diego com um ar de mistério

- Devem ser prostitutas, elas as vezes tem que trabalhar nas proximidades dos esgotos, sempre há bordéis por lá já que é quase no centro de Yharnam, falou Myo quase desdenhando de Diego

- Você está dizendo isso para si mesma porque está com medo Myo? rio Diego

- Medo é o que você vai sentir depois que eu te dar uma surra, ameaçou Myo enquanto lançava um olhar, tão penetrante e afiado quanto suas lâminas, ao Diego

Assustado com o olhar de Myo Diego gagueja – Mas são apenas histórias de terror contadas para assustar crianças e impedir que elas tentem se aventurar nos esgotos, eu só acredito porque sou desses você sabe

Sem perceber eles já estavam em frente á entrada do esgoto, estava num beco cheio de caixas e tralhas velhas. Ao fundo havia uma escada que descia até o nível mais superficial do esgoto.

- Fiquem todos atentos, o perigo de verdade começa aqui, disse Ghermam num olhar sério

Maria olhava fixamente para Ghermam, seu olhar sério, seus olhos negros, sua pele pálida, sua voz firme. Tudo nele chamava sua atenção. Ghermam, o primeiro caçador da igreja da cura, um homem de poucas palavras e coração gentil. Maria sempre se perguntava – O que será que se passa na cabeça dele?

Eles logo desceram na terceira camada dos esgotos, um ligar úmido e fétido, cheio de ratos e corvos, algum moradores de ruas já se aventuraram nessas terras proibidas, deixando para trás tábuas que usavam como pontes para alcançar certas áreas, tábuas essas que até hoje são usadas por quem explora esses locais.

- Vamos explorar toda essa camada primeiro, não é incomum pessoas serem encontradas mortas por aqui, a maioria sem tetos. Veem essa encruzilhada? De acordo com o mapa ambos os caminhos dão no mesmo lugar, hora de nos separarmos. Diego e

Myo vão pela direita, eu e Maria vamos para esquerda, ordenou Ghermam

- Enquanto seguiam seu caminho pelo esgoto Ghermam perguntou a Maria – os outros não reparam ainda mas eu vou perguntar agora, essa arma, onde você conseguiu? Com certeza não se parece com as armas padrões da igreja

- A lâmina-arco da Myo também não veio da igreja, você sempre faz essas perguntas para novatos? perguntou Maria tentando desviar de assunto

- A arma da Myo é uma exceção, a igreja projetou essa arma especialmente para ela pois ela odeia lutar corpo a corpo, e é claro que sua familia rica financiou o projeto, mas e você? retomou Ghermam

- É a rakuyu, minha antiga companheira, uma relíquia de familia que eu herdei, pronto falei, disse Maria impaciente

- Eu só pergunto isso porque eu não sei como a igreja deixou uma sangue vil ser uma caçadora, podem não ter notado a arma com uma lâmina nesse formato mas o seu traje tem o tom avermelhado típico de cainhurst, não estou sendo preconceituoso eu juro, os estou curioso. A igreja não costuma ser amigável com sangue vis sabe, disse Ghermam num tom mais tranquilo

- A igreja da cura estava contratando caçadores e eu me candidatei, não acho que eles negariam ajuda mesmo de um sangue vil, afinal eles não podem ajudam a igreja e servir à rainha Annalise ao mesmo tempo, eles seriam, inevitavelmente, descobertos pelos espiões, falou Maria desviando o olhar.

- Viu, não foi tão difícil, disse Ghermam sorrindo

- Você quer dizer com isso tudo? Perguntou Maria

- Você pode confiar em nós Maria, somos caçadores, temos que trabalhador juntos daqui pra frente, então não precisa se esconder dos seus companheiros de caçada, disse Ghermam gentilmente

Maria corou e disse – obrigado Ghermam, mas não precisa se preocupar muito comigo, sinto que vou me encaixar bem aqui – ela escondeu uma mecha de cabelo atrás da orelha e novamente desviou seu olhar para baixo

- Vamos Maria, temos vários lugares para procurar ainda, disse Ghermam

Diego e Myo conversavam baixo para não alertarem qualquer besta próxima. Eles andavam sob uma água podre, repleta de roupas, lixo doméstico e ratos, alguns quase tão grande quanto pequenos cachorros.

- Que tipo de besta você acha que pegou aquele homem? Será que foi uma fera negra ou até uma fera repugnante? Perguntou Diego

- Você realmente acha que esses bichos caberiam naquelas ruas estreitas seu tapado? Claramente foi uma fera flagelada, ela é grande o bastante para matar até três homens adultos armados e ainda fugir pelos becos até os esgotos, disse Myo rispidamente

- Mas pelo menos uma fera repugnante caberia mesmo que apertado né? Perguntou Diego

- Você realmente quer ficar cara a cara com algumas dessas atrocidades? Eu prefiro enfrentar as feras comuns mesmo, deixa os grandões para caçadores mais experientes como o Ghermam ou o tio Henryk, falou Myo

- Henryk é o melhor, não sei como ele é o melhor amigo do Ghermam por todos esses anos, eu não aguentaria olhar para aquela carranca todo santo dia, Diego rio

- De onde você acha que vem tantas fera? Perguntou Myo

- Eu acho que elas moram na floresta proibida, elas se reproduzem e os filhotes buscam novos territórios em Yharnam ou algo assim, disse Diego

- Então seriam como cachorros? Depois de um ano vivendo mas florestas eles saem do bando para caçar e criar sua própria familia? Perguntou Myo

- Pode ser...olha eu não sei, vai que eles se perdem enquanto caçam na floresta e acabam aqui, os ataques não são muito comuns, disse Diego

- Então eles devem estar famintos porque eles quase sempre matam toda a familia, são poucos os que conseguem fugir, disse Myo

Myo ouve um barulho estranho e diz – ei você escutou isso Diego?

- Só estou ouvindo o som dos nossos passos... disse Diego

- Quieto, escute ! Interrompeu Myo enquanto tapava sua boca

- Esse som é quase constante, é como um padrão, parece que alguma coisa está fazendo movimentos repetidos alguns metros em frente, afirmou Myo

- Ainda não ouço nada, sussurrou Diego

Myo sentiu vontade de dar um murro em Diego, mas no lugar ela apenas fechou os olhos, respirou fundo e tomou a dianteira cautelosamente. Percebendo a situação em que se colocara Diego apenas a seguiu silenciosamente, ele conhecia bem as consequências de irritar sua amiga.

Eles logo chegaram ao fim do túnel, na frente deles havia uma passarela que cruzava o caminho horizontalmente, essa passarela se estendia como se fosse um tipo de borda das as paredes, que dava em outras seções do esgoto. A distancia a borda de uma parede a outra era grande, e delas o esgoto desaguava numa camada inferior que parecia uma piscina de lixo.

Na camada abaixo a dupla avistou uma figura agachada, ela parecia estar coberta por um lençol grosso alguma capa, que cobria todo o seu corpo. A coisa fazia leves movimentos com a cabeça como se estivesse comendo.

Myo e Diego então olharam para sua direita e avistaram Maria e Ghermam, eles haviam acabado de chegar

- O que é aquilo?! Sussurrou Maria

- A nossa fera, disse Ghermam

- Mas elas está usando roupas!! Exclamou Maria

- Alguma feras acabam se enrolando em roupas e lençóis enquanto atacam humanos e eles não se lixam a tirar de seu corpo, é raro acontecer mas não é impossível, explicou Ghermam

Maria franziu a testa, ela não estava completamente convencida. Os caçadores cuidadosamente começaram a se posicionar para emboscar a figura encapuzada, não poderiam permitir que ela os notasse

Maria, acidentalmente hesita e acaba derrubando uma lata na piscina podre. A criatura imediatamente parou e ficou de pé, quando se levantou ela revelou seu real tamanho, parecia ter mais de dois metros de altura e era bípede. Sua pele era um cinza escuro, não haviam muitos pelos pelo corpo, seus olhos eram manchados de um vermelho vibrante, seu pescoço era mais comprido do que o das bestas normais, seu crânio era mais arredondado, semelhante ao de um humano, tinhas presas e garras enormes. A besta então olhou para cima e notou a presença do grupo, ela soltou um rugido forte e agudo e correu. Os caçadores sacaram suas armas, Diego com seu cutelo serrado, uma arma que se assemelha à uma lâmina de barbear do tamanho de um cutelo e cheia de dentes, Myo com sua lâmina arco, um arco que se funde, formando uma espada curva, o fio do arco é criado a partir de mercúrio e por isso só pode ser usado por aqueles habilidosos na manipulação de matriz de sangue, Maria com sua rakuyo, uma arma que funciona como uma katana e uma adaga que podem ser unidas pela ponta de seus cabos, assim formando uma arma de ponta dupla e Ghermam com sua lâmina sepulcral, uma espada curva de tamanho médio que pode ser encaixada em um longo bastão para se tornar uma poderosa foice.

Ghermam então exclamou – Que a caçada começe!



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