História Yoonay - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Artes, Esculturas, Fluffly, Gay, Original, Pintura, Romance, Surf
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Palavras 6.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, oi gente. Como vocês estão? Espero que estejam bem.

Primeiro: Gostaria de agradecer ao "Kiyndim" pelo comentário tão fofinho: obrigado seu fofo, é muito bom saber que está gostando. E pode ter esse capítulo em sua homenagem; como forma de agradecimento kkkkk ♥

Segundo: Eu espero, de verdade, que curtam esse capítulo tanto quando eu, já que hoje, na estória, É DIA DE COQUETEL BEBÊ, e tem muuuuuuuuuita interação gostosa!

E por fim, boa leitura ♥

Capítulo 6 - Rushes et sourire.


Sexta-feira, 12 de maio de 2017.

Assim que deu o seu horário, Noah ajeitou suas coisas de forma rápida e retirou-se de sua sala. Ao chegar no primeiro andar, acionou o alarme e caminhou até a porta, abrindo-a e fechando-a logo que saiu.

Naquele dia ventoso, Yuna fora a primeira a deixar a galeria, pois como Seung havia solicitado, também, sua presença no coquetel, ela alegou que teria de estar impecável naquela noite.

Seung saiu um pouco depois e na correria acabou por não explicar direito ao Noah o que havia ocorrido, simplesmente avisou que teria de sair para resolver uma emergência.

E enquanto divagava sobre algumas coisas, a passos lentos Noah ia caminhando em direção à sua casa.

Mas ao mesmo tempo em que sentia-se leve, sentia-se cansado.

E de repente lembrou-se de Malu, que no dia anterior havia pedido a ele que passasse na padaria e comprasse alguns pãezinhos recheados, aqueles com creme doces e sabores variados. E Noah, não resistindo ao pedido da mais nova, comprou não só os pãezinhos, mas algumas coisinhas a mais e, por fim, deixou o pequeno comércio com algumas sacolas de papel em mãos.

Alguns minutos depois, ao pôr os pés dentro de casa, seus ouvidos foram envolvidos pelas gargalhadas gostosas de Maya, Malu e Nico.

Eles estavam brincando de cabra-cega, sob o olhar atento de dona Lena, que agora encontrava-se sobre Noah, ambos riam das cenas.

─ Ah não Maya, isso não pode! ─ Nico exclamou, realmente chateado e sua irmã acabou por mover os lábios, como se o imitasse e por fim deixou uma gargalhada boba escapar.

─ Chato. ─ Maya murmurou, tirando por fim a venda de seus olhos e, com isso, ela foi a primeira dos três a ver Noah, já que os outros dois estavam de costas para a porta. ─ Nonô! ─ ela exclamou animada.

E quando iniciou uma corridinha desajeitada até o mais velho, quase tropeçando nas perninhas curtas, Noah curvou-se para pega-la no colo e no final beijou-a na ponta do nariz.

─ Tão fofinho. ─ ela disse soltando um risinho e apertando-lhe as bochechas. ─ Nico não sabe perder.

─ Você que não sabe brincar! ─ o pequeno, sentindo-se injuriado, gritou.

Maya, apesar dos três anos e meio, era uma garotinha muito afrontosa quando queria, principalmente com seus irmãos.

Noah encarou dona Lena novamente, essa observava tudo com um sorrisinho divertido, e desceu Maya, dizendo logo em seguida: ─ Você são três bobos e estão todos suados!

 Maya soltou uma risada, recebendo um leve peteleco no centro da testa e em seguida Nico aproximou-se do irmão, espiando, daquela natureza curiosa que era, o interior das sacolas que Noah ainda segurava.

─ E o que você trouxe nessa sacola, hein? ─ ele perguntou e depois disso, sutilmente tentou puxar as sacolas da mão do mais velho, que acabou deixando uma risada escapar e abaixou-se para logo pega-lo no colo.

─ Ah, eu trouxe umas besteirinhas para comermos. ─ Noah respondeu, enquanto já caminhavam para a cozinha.

─ Você vai fazer brigadeiro? ─ Maya e Malu perguntaram juntas, e ao fim da frase se encaram risonhas, dando uma um beliscão na outra.

─ Isso mesmo. Comprei tudinho, igual a Camila e o Gabriel. ─ ele disse, fazendo menção de seus dois amigos brasileiros. ─ Agora vão lá brincar que o irmão vai preparar as coisinhas.

Os três assentiram e saíram correndo em disparada pela sala.

Noah, depois de pegar a panela no armário sob a pia e lava-la, colocou-a já sobre a boca com o fogo aceso e juntou a manteiga, o leite condensado e uma barra de chocolate 70% cacau.

─ Sinceramente, brigadeiro é a melhor receita que os seus amigos poderiam ter lhe ensinado. ─ dona Lena pronunciou-se ao entrar na cozinha, dando um susto em seu filho, que tremeu-se todo. ─ ‘Tá assustado por quê? Quem não deve não teme.

─ Você... ─ Noah ralhou, virando-se em sua direção e respirando fundo, vendo-a segurar a risada diante do olhar irritado. ─ Sem graça.

─ Ah, mas é tão fofinho. ─ Lena zombou dando-lhe um peteleco no braço e apoiou o fim de suas costas na base da pia, cruzando os braços sobre o barrigão.

─ Como a senhora está se sentindo? ─ ele indagou, enquanto mexia a massa do brigadeiro.

─ Uma bola prestes a estourar. ─ Lena confessou e escutou-o soltar um riso nasalado, assentindo logo após.

─ Tem certeza que não quer optar pela cesárea? ─ Dona Lena ponderou, mas antes de responder, puxou o ar entredentes e pressionou seus lábios um ao outro, engolindo um bolo de saliva logo após.

Aquele assunto era tão chato, mas também tão delicado e necessário.

─ Certeza eu tenho, mas também entendo que a demora pode prejudicar o Leon. Então se até o dia três a bolsa não estourar, eu vou optar pela cesárea.

Noah começou a preparar um chá para a sua mãe e um café forte para si; enquanto ia guardando as compras em seus devidos lugares, a respondeu: ─ Mãe, não sinta como se eu estivesse te pressionando, ok? Quero que saiba que estou aqui para te ajudar e que quero o melhor para a senhora.

Dona Lena somente soltou um risinho e assentiu, dizendo logo após: ─ Tudo bem meu bebê, eu entendo.

─ Mas vai dar tudo certo, Leon não vai demorar tanto assim. ─ completou, desligando o fogo e passando o doce para um pratinho adornado.

─ Faz pipoca também. ─ Lena pediu por último, se retirando da cozinha logo após e escutando um "folgada", que a fez gargalhar.

Após isso, Noah pegou cinco colheres, duas garrafinhas de coca-cola e caminhou com tudo até a sala, encontrando seus irmãos sentados no sofá assistindo a animação O Incrível Mundo de Gumball.

─ Olha com o que eu cheguei! ─ Noah exclamou animado, erguendo o prato e, arrebatando para si, três pequenos olhares famintos.

Mas logo retornou a cozinha, colocando três pacotes de pipoca dentro do micro-ondas e, nesse meio tempo, lá do cômodo, ele aguçou sua audição e começou a prestar atenção na conversa que era desenvolvida na sala.

 Ah, a gente ama o Nonô sim, mamãe. ─ Nico quem respondera, e logo Noah já abriu um sorriso todo bobo.

─ Amam muito? ─ dona Lena indagou, e recebeu um olhar quase que indignado, dos três.

─ Sim, com certeza. ─ Malu tomou a voz da vez e levou as mãozinhas até a cintura, fechando o cenho.

─ Ah mamãe, se a gente não gostasse do Nonô a gente não deixaria ele pegar a gente no colo. ─ dona Lena acabou soltando um riso fofo, resultante de uma repetição das palavras e assentiu, relaxando na cadeira de balanço.

─ Então ‘tá bom meus bebês. ─ ela finalizou, os oferecendo um sorriso e logo após eles sentaram-se de volta no tapete, somente esperando a volta de Noah, que não demorou mais que cinco minutos.

O loiro tinha um sorriso nos lábios e um calorzinho bom no coração.

Depois dali, todos ficaram assistindo desenho até que caíram no sono, na metade de um episódio qualquer da animação que assistiam.

Dona Lena acabou cochilando na cadeira mesmo. Encostada num travesseiro fino e com as pernas apoiadas num pufe, enquanto a cabeça pendia levemente pra direita.

Malu se encontrava confortável no sofá e, folgada, apoiava o pé direito na cabeça de Noah, que acolhia no espaço entre suas costelas e braços um Nico e uma Maya completamente confortáveis, os três esparramados no tapete felpudo.

E conforme as horas corriam e o sol se punha, deixando no infinito céu aquele contraste delicado para o início da noite, Lena veio a despertar sozinha.

Ela piscou lentamente enquanto sua visão se acostumava com o breu da sala de estar, e então moveu suas pernas para fora do pufe, pondo sua coluna numa postura ereta e espreguiçou-se, levantando calmamente alguns segundos depois.

Bocejou copiosamente e, alisando à frente de sua barriga, caminhou letárgica até a cozinha, onde encheu um copo com água do filtro e tomou logo em seguida, sentindo as paredes internas de suas bochechas serem preenchidas pela água gelada.

E como se fosse programado, seu olhar voltou-se para o relógio que ficava acima do batente da entrada da cozinha e ainda mais desperta, ela deixou rapidamente o copo sobre a pia para caminhar na mesma velocidade até a sala.

─ Filho, acorda. ─ ela sussurrou, cutucando Noah com o pé, já que se abaixar seria uma tarefa árdua, e continuou dizendo: ─ Se esqueceu do coquetel?

No entanto, ao contrário do que imaginara, Noah permaneceu imóvel sobre o tapete. Ele estava consumido pelo sono, e Lena percebendo que realmente teria que novamente chama-lo, assim o fez, aumentando um pouco mais o tom de voz.

─ Noah, você vai se atrasar!

E entre resmungos, Noah anuiu à ordem de sua mãe. Enquanto se sentava, depositava calmamente o corpo de Maya e Nico de volta às almofadas, deixando-os confortáveis.

Noah às vezes ficava meio aéreo nos momentos em que era acordado, e quando sentou-se totalmente, Lena segurou uma risada ao ver o estado vegetativa em que o filho entrara.

─ Noah, vem. Levanta. ─ ela incentivou, o puxando pela mão.

Sem muitos esforços o rapaz pôs-se de pé e, antes de caminhar para a cozinha, ele pegou seu smartphone preto sobre a mesinha de centro mais tudo que fora usado para o lanchinho da tarde.

Quando na cozinha, depois de ter tomado um copo cheio de água, Noah apoiou sua lombar no material gelado da pia e puxou o celular de seu bolso.

Então depois, ele puxou o celular de seu bolso e com o visor aceso pôde ver que tinha algumas mensagens de seus amigos, aos que acabou ignorando, e tinha também a de um número desconhecido, que dizia:

Desconhecido

Hey, surfer boy.

[12/05 às 13h30]

Noah

Quem é você e como conseguiu meu número?

[12/05 às 19h15]

Desconhecido

Eita, ele é grosso, ele.

[12/05 às 19h18]

Sou eu doidinho, a Suze. Seung me passou seu número.

[12/05 às 19h18]

Noah

Ah, mas que audácia da parte dele,

dando o meu número para desconhecidos...

[12/05 às 19h19]

Brincadeira, loira. Como você tá?

[12/05 às 19h19]

Com um sorrisinho divertido, Noah deixou o celular ao lado e lavou as poucas louças que havia deixado na pia, e logo quando terminou escutou o celular vibrar.

Ele secou as mãos num pano de prato e pegou o celular, o desbloqueando.

Suze

Ah, estou ótima. Muitas dores nas costas por causa do barrigão, mas estou ótima.

[12/05 às 19h20]

E você, está bem?

Gostando da Univers?

[12/05 às 19h20]

Noah

Ah, estou bem sim.

E quanto à galeria, minha primeira semana tá sendo ótima.

[12/05 às 19h25]

Suze

Que bommm!!

[12/05 às 19h28]

Mas loiro, tenho que ir agora. Vou começar a me arrumar. 

[12/05 às 19h28]

Nos vemos no coquetel. Vai bem lindão, tenho uma surpresa!

[12/05 às 19h28]

Noah 

Até logo loira, e não estarei gatão, até porque eu sou.

Hahaha, até logo.

[12/05 às 19h28]

E por fim o loiro apertou o celular em suas mãos e caminhou até a sala. Não encontrou sua mãe, mas seus irmãos ainda dormiam, pesadamente.

Depois de todo aquele dia, Noah não estava tão a fim de ir a esse coquetel. Não é como se não estivesse animado, pois estava, mas vejamos: havia tido uma tarde maravilhosa com sua família e também estava morto de sono.

E visando isso, essas eram até desculpas plausíveis, mas depois de muito matutar, ele deu-se por vencido e caminhou para o banheiro. Tomou seu banho, lavou o cabelo, fez a barba rala e realizou uma limpeza facial, levando tempo demasiado naquele banheiro.

Estava com uma toalha enrolada na cintura quando entrou em seu quarto e fechou a porta, caminhando diretamente para a frente do guarda-roupa vazado.

Ele procurou entre alguns cabides a sua blusa social favorita e quando encontrou, a vestiu. Era uma com mangas longas, slim, e de um tom marsala. Bem bonita e se ajustava perfeitamente ao seu peitoral.

Depois, ainda tendo a toalha felpuda em sua cintura, ele tomou dois cabides em suas mãos, um contendo um conjunto azul marinho belíssimo e o outro um sofisticado sobretudo preto, com uma detalhada textura em toda a extensão do tecido.

E então, após isso, ele caminhou até a sala, onde encontrou dona Lena sentada na cadeira de balanço, com um livro fino em mãos e seu óculo de grau posicionado na face.

─ Mãe. ─ ele se pronunciou, arrebatando a atenção alheia. ─ Qual dos dois?

Lena fechou o livro, com dedo indicador marcando a página, e fitou as vestes com um olhar pensativo. Eram lindos demais, e Abraham também achava isso, quando vivo. E pensando nele, ela logo disse: ─ Eu realmente amo esse sobretudo, mas acho que para a ocasião o conjunto azul marinho vai ficar lindo.

Noah, com um sorriso agradecido, retornou ao seu quarto e terminou de se vestir.

O blazer azul marinho se encaixava tão sublimemente em seu tronco que ele deixou até mesmo um sorrisinho escapar, cheio de satisfação. E por fim, depois de vestir a calça, arrastou pelos passadores o cinto preto, que calhou de combinar com o Derby de mesma cor, o qual havia sido polido um dia antes, com esmero.

Depois o loiro colocou em seu pulso um relógio minimalista, com correias em couro preto e de visor num cinza escuro, muito bonito. Noah, antes de deixar o quarto, borrifou uma misturinha em seu cabelo, que ajudava a mantê-lo hidratado, e passou em seus lábios um balm que os deixavam mais vermelhinhos.

Também passou em suas mãos um creme hidratante, com um perfume bem suave para não anular o aroma mais presente do perfume cítrico e refrescante que borrifara em seu peitoral e nas laterais do pescoço.

Por fim, depois de realmente pronto, ele caminhou pelo corredor e quando chegou ao arco da sala, Lena o encarou com as sobrancelhas arqueadas em completa surpresa. ─ U-uau, você está lindo filhote, lindo demais. Parece àqueles galãs de cinema, a diferença é que você é um galã, mas não de cinema e sim da vida real.

Noah, completamente sem jeito, mas feliz, disse logo em seguida: ─ ‘Tá bom mesmo? Não quero decepcioná-lo.

Dona Lena, ainda mais surpresa por aquela fala, mesmo que não fosse encontrado uma gota de malícia por parte do loiro, sorriu dissimilada e disse: ─ É Noah Ray, aiai.

Bem como, Noah não entendendo nada, deu de ombro e caminhou até seus irmãos, agachando-se na altura de cada um e lhes deixando um beijinho na testa.

─ Você vai conseguir lidar com eles? ─ ele indagou, pondo-se novamente de pé.

─ Você sabe que eu já fiz isso várias vezes. ─ Lena resmungou com tédio, rolando os olhos ao fim da frase. ─ E não é porque eu estou grávida que será diferente.

─ Ok, mas me ligue qualquer coisa. ─ ele pediu, dando-a um beijo na testa.

─ Olha, só aproveite essa noite meu bem. ─ Noah assentiu, respirando fundo enquanto guardava sua carteira num bolso interno do blazer.

Ele despediu-se finalmente de Lena, com um ‘tchau’ quase mudo, e pegou o celular, caminhando para fora da casa. Logo entrou no carro e deu partida, avançando calmamente pelas ruas da cidade.

Noah rendeu-se à rádio da cidade e logo ligou o som, ficando animado ao escutar a batida de Ribs da cantora Lorde ecoar pelo seu carro. Ele seguiu batucando seus dedinhos contra o volante e mexendo a cabeça de acordo com o ritmo de todas as músicas que tocaram até que chegou ao seu destino. Para quem não estava nada animado com a ida até esse coquetel, Noah parecia ter sido encarnado por outra alma.

Então ele desligou o som, cumprimentou os dois seguranças à frente do estacionamento e, após apresentar o seu convite, avançou com o carro para o interior do pavimento. E depois de estacionar o carro e descer, ele o travou para logo começar a atravessar todo o estacionamento de volta, sentindo a brisa gélida vindo de encontro a sua pele.

Quando chegou a fachada da construção quadrilateral, passou a subir o longo lance de degraus, observando os detalhes dourados tanto nos degraus quanto nas pilastras colossais que sustentavam a arquitetura grega.

Suspirando tanto pela beleza do espaço e por chegar ao topo sem tropeçar ou cair, Noah cumprimentou os dois grandes seguranças situados ao extremos da construção e passou pelo cortinado transparente, observando de modo encantado todo o ambiente.

O chão sob seus pés era de vidro e aquilo ficava ainda mais encantador com as paredes brancas, impecavelmente, brancas.

Piscando levemente atordoado com tamanha organização e perfeição, Noah observou os quadros dispostos nas paredes, tanto fixas quanto suspensas, achegando-se a cada um e lendo suas legendas, conhecendo-os aos poucos.

Foram poucas as vezes que ele ouvira falar do Sr. Jopling, mas em todas, era sempre as mesmas coisas, um precursor da arte, com perfeição em cada detalhe.

E ali, olhando cada traço impecável daquelas pinturas, ele pôde ver que não passava da verdade, pois percebia-se o esmero em cada mínimo detalhe. Depois, quando seu momento de apreciação chegou ao fim, sua atenção fora intrigantemente fisgada pela batida duma música que vinha de algum andar abaixo.

Noah, atiçado pela curiosidade, olhou para a grande parede, branca e nua, que possuía um conjunto de escadas em suas laterais, e direcionou-se para a direita, descendo os degraus com bastante cautela devido a iluminação soturna. Poucos segundos depois ele veio a entender do porquê de o ambiente anterior encontrar-se tão vazio.

Este pavimento se encontrava tomado por uma multidão de pessoas bem vestidas. Algumas sentadas nas banquetas em volta de mesas altas e brancas, e outras tirando foto; ao que parece, também, finalizando entrevistas. Realmente era um ambiente bonito e agradável, pois apesar de que tivesse muita gente, o barulho não era tanto assim.

Então, correndo seu olhar pelo espaço, na busca de algum rosto conhecido, Noah viu acenando em sua direção Suze, então logo traçou até ela uma tímida caminhada, cortando pelos labirintos que as mesas formavam.

─ Já estávamos ficando preocupados com essa demora toda.  ─ Suze disse logo quando ele já se encontrava perto o suficiente.

─ Eu estou atrasado? ─ Noah indagou, sendo puxado para um abraço caloroso e a apertando com cuidado, pelo barrigão. ─ O horário no convite estava para as nove.

─ E você está achando que agora são que horas? ─ ela indagou risonha, quando finalizaram o contato, e Noah visou seu relógio, murmurando um 'uau' quando viu que já marcava 21h30. ─ Você estava deixando seu chefe louco, veio me perguntar duas vezes seguidas sobre você.

─ Ah, eu cochilei e acabei acordando tarde. ─ resmungou, curvando seu tronco para cochichar com os gêmeos que formavam ondinhas enquanto se mexiam dentro da barriga.

─ Eles estão agitados. ─ uma voz feminina comentou, e imediatamente Noah virou sua cabeça para o lado, mirando a morena de traços indianos. ─ Muito prazer, me chamo Latika Patel.

Noah ergueu seu tronco e piscou quase que atordoado enquanto olhava a mulher. Era tão linda.

─ Ih, seu bobo. ─ ela disse risonha, o puxando para um abraço caloroso. ─ Para de me olhar assim, como se eu fosse uma figura celestial.

Ambos se afastaram, Noah soltando uma risada nervosa e ela gargalhando do nervosismo alheio, e Suze sorriu.

─ Noah. ─ a loira iniciou, envolvendo com um braço a cintura da morena que era tampada pelo vestido de cor vinho. ─ Essa é a minha esposa. Linda, né?

─ Uau. ─ Noah sussurrou, surpreso com a revelação, mas logo sorriu. ─ Caramba, ela é muito linda.

─ Eu sei, eu sei. ─ Latika brincou, deixando um sorriso escapar e logo acariciou a barriga da esposa.

Noah, olhando por cima do ombro da morena, observou ao longe a figura de Seung. Parecia alegre enquanto conversava com um conhecido.

─ Ah, e como você tá lindão hein! ─ Suze exclamou, dando-o um tapinha no ombro e arrancando-lhe dos pensamentos que estavam voltados para Seung.

─ Ah, obrigado. ─ Noah somente disse, mas acrescentou. ─ E você também, azul combina com você.

E de fato Suze estava realmente linda. Ela trajava um vestido longo e azul marinho com alças finas, o que combinava perfeitamente com os brincos grandes e dourados. Assim como a sandália preta e a carteira de mesma cor.

─ Um bolinho, né? ─ Latika complementou enquanto sentavam-se nas cadeiras altas e Noah concordou, acariciando o ombro de Suze, que ruborizou ao comentário da esposa.

E tomando a total atenção do trio, uma voz melódica e suavemente alta gritou: ─ Chegou a mais gata para completar esse squad.

É claro que todos reconheceram e, virando suas cabeças para o lado, encontraram uma bela Yuna caminhando até a mesa com os Louboutins altos. Ela estava linda no tubinho vermelho que ia até a altura de seus joelhos e apresentava um belo decote que contrastava com as belas pérolas em suas orelhas.

Animada, Yuna rapidamente envolveu Suze num meio abraço apertado e se curvou, deixando assim como um carinho, um beijo em sua barriga. Logo depois ela abraçou também Latika, dando-a um beijo na bochecha e acariciando as madeixas lisas.

─ Quanto tempo não te vejo. ─ ela choramingou dando outro abraço na morena, que concordou risonha.

E em seguida Yuna virou-se para Noah, arqueando uma sobrancelha num trejeito quase que irônico, e disse:

─ Eu vivi para ver Noah Ray vestido num traje formal. Já pode me levar Deus! ─ ela exclamou realmente animada e sentindo-se vergonhoso, Noah a puxou para um breve abraço e resmungou um ‘para com isso’, voltando a se sentar em seguida, assim como as outras.

─ Nossa! Mas vocês já estão amiguinhos mesmo hein. Eu fui trocada de fato. ─ Suze comentou numa entonação carregada de ciúmes, o que rendeu boas gargalhas de Noah, Yuna e Latika, que abaixaram a cabeça enquanto o faziam.

─ Você é doida, né meu anjo? ─ Yuna resmungou a encarando, enquanto, incrédula, balançava a cabeça em negação. ─ É claro que estaríamos próximos né, Su? Somos só eu, ele e Seung naquele prédio, se não nos falássemos que seria um problema.

─ Mesmo assim. ─ a loira ralhou desgostosa, fechando o semblante. ─ Mas ele ‘tá fazendo tudo correto?

─ Ah, está sim. Seung é só elogios. “Noah isso, Noah aquilo”, pipipi, popopo. ─ rolando os olhos, ela resmungou, numa tentativa falha de imitar Seung.

─ Nossa, você tentando o imitar é uma desgraça. ─ ele soltou, visivelmente a provocando, e Yuna poderia até revidar com alguma outra brincadeira ou coisa parecida, mas preferiu se calar ao ver a figura de Seung se aproximar.

─ Hum, falando nele, olha ai. ─ ela ciciou, apontando com o queixo para atrás de Noah, que virou a cabeça rapidamente.

Ele o encontrou conversando com um amigo, vez ou outra deixando um sorriso animado escapar, e o fitou da cabeça aos pés.

Noah, institivamente mordiscou o lábio inferior ao notar em como o peitoral alheio se destacava sob aquele terno preto que, irritantemente, contrastava com a pele branca e leitosa exposta no pequeno espaço acima de sua blusa social com belas abotoaduras douradas nas pontas de sua gola.

Noah o observou ajeitar a gravata borboleta no colarinho e sorriu, pensando em como ela o fazia ficar com uma carinha de bebê, mas também, em contrapartida, como aquela calça social, ajustada perfeitamente em sua coxa, o tornava ainda mais quente.

E o loiro engoliu em seco quando desviou seu olhar daquele perfeito corpo, tentando simultaneamente se concentrar na conversa e ritmar sua respiração, que nem percebera ter alterado, falhando miseravelmente em ambos.

─ Que bom que chegaram, atrasados, mas chegaram. ─ Seung disse logo quando alcançou a mesa, apoiando levemente sua destra no ombro de Noah, onde deixou uma suave massagem, e inclinou seu olhar até Yuna.

─ Eu perdi a hora. ─ Noah, sem vergonha alguma, respondeu rapidamente, o fazendo arquear as sobrancelhas e deixar um riso soprado escapar.

─ E você Yuna, qual a sua desculpa?

─ Peguei trânsito. ─ com um sorriso travesso, ela soltou, recebendo um olhar espremido em sua direção.

─ A famigerada. ─ retorquiu Seung, em desgosto, e olhou o loiro, para logo em seguida dizer: ─ Eu esperava sei lá, uma camisa, jeans e coturnos, fico feliz que tenha me surpreendido. Mas você ficou bonito.

Yuna e Suze, percebendo que logo mais iriam sobrar, engataram numa conversa aleatória junto com Latika.

─ Ah, obrigado. ─ Noah respondeu, simplista, sentindo a mão firme de Seung escorregar para longe de seu ombro, deixando a região morna. ─ Roupas sociais me deixam desconfortáveis, mas a gente pode fazer um sacrifício as vezes, certo?

─ Ah, está certo sim. ─ concordou e perguntou ao Noah se o mesmo bebia, recebendo uma positiva para logo então pegar duas taças com o garçom que passava. ─ Um bebê desses bebe álcool?

─ É o que? Eu tenho vinte anos. ─ Noah resmungou, aceitando a taça de vinho que lhe era estendida.

─ Dezenove. ─ Seung o corrigiu, com aquele sorriso ladino e sacana constelando o canto de seus lábios.

─ Eu faço vinte daqui a cinco meses. ─ insistiu Noah, vendo seu chefe pôr-se de pé em seguida e, irrefletido, arrumar o terno.

Noah o observou deixar a taça sobre a mesa, depois de tomar toda a bebida num gole rápido, e o observou dizer: ─ Me acompanhe.

Sem relutância alguma, Noah só deixou sua taça, também vazia, sobre a mesa e levantou-se.

─ O que achou dos quadros na entrada? ─ Seung perguntou, quando já caminhavam entre as mesas.

─ Ah, foi realmente diferente. Quero dizer, eu nunca antes estive numa exposição ou coisa do tipo.

─ Ah, sério? Por que?

─ Falta de vontade, talvez. ─ ele admitiu e riu ao escutar o mais velho murmurar um ‘sincero’. ─ Ah, mas eu achei realmente bonito. Por exemplo, o jogo com as paredes foi absolutamente sensacional. ─ completou, sentindo no instante seguinte sua face ir de encontro com as costas de Seung, se assustando imediatamente quando percebeu que ele havia simplesmente parado no caminho.

Noah repassou todas as suas frases na cabeça para ver se tinha dito algo errado, mas quando afastou-se um pouco do corpo de Seung e olhou por cima de seu ombro, Noah encontrou a imagem de um ruivo que possuía em suas íris um brilho travesso.

─ Vamos, Ray! ─ Seung ralhou, cerrando os punhos em irritação e passando pelo ruivo com o olhar cortante cravado ao seu.

Noah demorou um pouco para raciocinar e agir, sentindo a hostilidade entre ambos, mas logo que fora dar o primeiro passo para sair dali, seu pulso, com muita brusquidão, foi segurado.

─ Noah Ray? ─ o homem de cabeleira ruiva indagou e, no mesmo instante o loiro espremeu os cílios em sua direção. ─ Sou o Louis Chiste, nos falamos no telefone. ─ puxando o ar meticulosamente, Noah se lembrou.

─ Eu sei bem quem você é, e por favor, não me toque. ─ ralhou grosseiro, desfazendo-se do contato em seu pulso e procurando por Seung que já havia sumido, então logo voltou seu olhar para aquele em sua frente. ─ Louis, caso tenha algum senso, você percebeu o desconforto que causou em meu chefe. Então eu espero que no restante dessa noite você não ouse se aproximar dele, caso contrário, teremos alguns problemas.

Assim sendo, Noah o deu um olhar quase desafiador e passou por ele, massageando lentamente as têmporas enquanto observava o ambiente à procura de Seung.

Deu graças por ninguém ter percebido a breve confusão e logo encontrou Yuna acenando discretamente em sua direção, mais ao fundo do salão e encostada a uma pedra de vidro perpendicular.

Logo que entendeu, rumou na direção da moça, apressado, e parou somente para pegar uma taça de champanhe com um garçom.

─ Ele está lá dentro? ─ já próximo, ele indagou vendo-a assentir e imitou o mesmo gesto, voltando a andar.

Havia um vão logo atrás da pedra, este o levava para o banheiro masculino, e logo quando ele chegou encontrou o moreno sentado numa poltrona que ficava num espaço reservado antes das cabines.

Seung estava de cabeça baixa, apoiando seu rosto nas palmas das mãos e respirando fundo, deixando nítido o quão afetado havia ficado com a situação.

─ Está mais tranquilo? ─ Noah indagou, encostando a taça de champanhe nas costas de sua destra canhota.

O moreno deixou uma lufada escapar por seus lábios e finalmente levantou a cabeça, pegando delicadamente a taça.

─ Obrigado, Ray.

─ Que nada. Mas é sério, está mais tranquilo?

─ Sim, está tudo bem. ─ o respondeu, tomando um gole da bebida.

Noah deixou um suspiro escapar para dar início a sua fala, mas logo quando o foi fazer, sua audição fora fisgada por um irritante tilintar de salto que vinha da entrada.

Curioso, ele virou sua cabeça e franziu o cenho ao não encontrar uma figura feminina acompanhada de um homem alto.

A mulher, de pele branca e leitosa, assim como seu companheiro, caminhava firme e impenetrável na direção de ambos, mas com o olhar duro somente sobre Seung.

─ Eu já falei para aquele imundo não se aproximar de você. ─ a mulher quase gritou e Noah arregalou os olhos em espanto, dando um passo sutil para trás quando o casal parou a frente de Seung.

─ O que ele queria, Seung? ─ o homem até então desconhecido por Noah, se pronunciou.

Seung, pondo-se de pé, soltou um pigarro e encarou o casal de modo impaciente.

─ Mãe, pai, vocês deixam o ódio consumi-los muito rápido. ─ ele resmungou e, finalmente mirou o loiro, assim como seus pais, que se tocaram de mais uma pessoa ali. ─ Esse é o Noah.

─ Puta que pariu...

─ Sunhee! ─ o homem a repreendeu, negativando com a cabeça e suspirando.

─ Por que você não me disse logo que entramos? Poderíamos ter evitado. ─ ela resmoneou, olhando para Seung.

─ E você deu tempo? Já chegou toda espalhafatosa, não é minha culpa.

─ Ah, que seja. ─ Sunhee disse por último, reproduzindo um gesto de desdém com a mão e encarando a Noah em seguida. ─ Prazer, Yoon Sunhee. Sou a mãe desse baby aqui.

─ Mãe? ─ o loiro indagou e não conteve uma feição surpresa, assentindo desacreditado com a cabeça.

─ E eu sou Yoon Eunji, muito prazer. ─ Noah, conhecedor de pouquíssimos costumes coreanos, prestou uma breve reverência para ambos e Sunhee acabou rolando os olhos lentamente, dando-o um tapinha no ombro em seguida.

─ Sem essas formalidades comigo, por favor. ─ ela pediu num sussurro, como se compartilhassem confidencias e Noah sorriu, assentindo. ─ Mas o grandão aqui, ─ ela continuou, apontando para Eunji ─ adora uma reverência, então, sinta-se à vontade.

Seung deixou uma risada breve escapar, enquanto rolava os olhos impaciente e deu graças ao escutar uma voz suave ecoar pelo o que parece, um microfone.

─ Uh, a retrospectiva vai começar. ─ Sunhee disse animada e virou-se para o marido, tirando um tempo para ajeitar sua roupa e o terno de seu esposo. Por quanto, através de sua periférica, via Noah e Seung caminharem a frente.

─ Eu achei que os quadros fossem a retrospectiva, estavam todos datados, e tá bom, eu sei que isso não significa nada, mas... ─ Noah disse apressado, quando finalmente saíram da repartição.

─ Ah, os quadros fazem parte sim. ─ Seung explicou quando novamente caminhavam entre as mesas. ─ Mas era um preparo para a parte principal. Não será exatamente uma exposição de quadros, tal como está lá em cima, mas será mais uma linha do tempo projetada.

─ Ah... que legal. ─ Noah concordou logo quando se sentaram, um ao lado do outro, e Yuna, que estava acabou deixando um sorriso escapar ao observar aqueles dois.

Como todos estavam relaxados em meio à conversações, acabaram sendo pegos de surpresa quando todas as luzes do local se apagaram, gerando no interior dos convidados uma enorme expectativas.

O silêncio era absoluto, então, quando um grave ecoou pelo ambiente Noah sentiu o coração descompassar à medida que, paulatinamente, tudo se tornou taciturno.

Seung escutou a respiração pesada de Noah, e por um instante, esqueceu que era chefe do loiro ao lado e o provocou, dizendo: ─ Isso tudo é medo?

Noah engoliu em seco e cerrou os cílios, o encarando mesmo que no escuro. No entanto, nenhum dos dois tivera tempo de dizer alguma a mais, pois no instante seguinte o clarão que fora projetado na parede principal do pavimento foi o que realmente os chamara a atenção.

Os clarões eram resultados da várias fotos que passavam de forma rápida, diferente de outras que, propositalmente, praticamente se arrastavam. A resolução era perfeita e a linhagem dos tons também.

Havia crianças sorrindo, potinhos de tinta, quadros pequenos e cavaletes de pintura. Mas também passava pinturas horrendas em telas desgastadas, o que deixava o loiro nada menos que interessado.

E Seung, por sua periférica, percebeu quando Noah vez ou outra franzia o cenho ou tombava a cabeça para o lado, curioso ou confuso, constelando um biquinho fofo em seus lábios.

─ As crianças são o Jay e a Sam. ─ o moreno se pronunciou, inclinando um pouco seu tronco para o lado e observando Noah arquear as sobrancelhas.

Curioso, ele perguntou: ─ Eles se conhecem desde crianças?

─ Sim. Os potinhos de tinta das primeiras fotos foram os primeiros que ambos compartilharam, e os quadros pequenos e bizarros são deles também. ─ ambos sorriram e assentiram. ─ Bom, não são os primeiros, já que esses a Sam cravou um pincel e os rasgou.

─ Por que ela fez isso? ─ Noah indagou divertido, virando seu rosto para o moreno, observando-o de perfil e sentindo o estômago revirar com a visão.

─ Eles eram só crianças, estavam se divertindo e sem querer a Sam os rasgou. Ela sempre foi muito desastrada. ─ esclareceu, escutando Noah soltar uma risada.

Cultura. Design. História. White Cube, ele observou o conjunto de palavras que se repetiram por três vezes na tela, e logo a voz de Seung o tomou a atenção de novo.

─ Agora se inicia um novo período na White Cube.

─ Como assim?

─ O início dessa galeria era exatamente assim. ─ apontou para o telão. ─ As disposições das obras não seguiam o padrão da organização, eram colocadas desde os pés da parede até o alto.

─ Isso provavelmente era uma coisa incomoda, imagina, ficar curvando a cabeça para observar os quadros ou ficar levantando demais o pescoço.

─ Sim. E foi quando eles saíram dessa era e entraram numa mais sofisticada e mais apropriada se assim podemos dizer.

E novamente outro grave ecoou, destacando a nova imagem. Essa era preenchida por uma cadeia de quadros perfeitamente dispostas, assim como aqueles que estavam no andar de cima.

O grave foi diminuindo, sendo minuciosamente trocado por um violino mais agressivo, e dando uma profundidade maior ao jogo de palavras projetadas na tela de fundo negro.

─ Artforum, o que é? ─ Noah perguntou apressado, após ver essa mesma palavra ser projetada nos quatro cantos do ambiente.

─ O momento ápice. ─ Seung sussurrou e aproximou seus lábios para perto da orelha do loiro, que consequentemente engoliu em seco, sentindo os pelinhos de todo o seu corpo eriçar. ─ Artforum tornou-se uma enorme onda no mundo artístico. Foi como se tocasse vários nervos de excêntricos admiradores da arte por toda a parte.

Quando ele voltou-se para frente, Noah virou-se um pouquinho, para não pela primeira vez, observá-lo melhor de perfil.

─ Foi o que fez o “Cubo Branco” se tornar um elemento básico do léxico do mundo da arte. ─ Noah riu do trocadilho e engoliu em seco vendo-o virar o rosto, que outrora estava voltado ao telão, para si. ─ Eles combateram o que poderia ser descrito como “fadiga da arte”.

─ Eles são bem “diferentões”.                                                         

─ É, eles são sim. ─ e então ambos voltaram seus olhares para o telão, engolindo em seco simultaneamente, talvez devido à extrema e gostosa proximidade de outrora. ─ Assim como eu, Jopling queria que o impacto visual de cada pintura ou, no meu caso, escultura, falasse por si só.

Noah assentiu, mordiscando instintivamente o interior da bochecha e o escutou dizer: ─ Então me responda, Ray, nós conseguimos?

E com um sorriso minimalista, voltando o rosto para o moreno, que ainda fitava o telão com uma feição expectadora, Noah o respondeu: ─ Você conseguiu!


Notas Finais


Ah, uma coisa que esqueci de dizer: me desculpem pelo capítulo gigante, mas eu não quis dividi-lo em dois porque tive medo de ficar ruim. entretanto, me digam se gostaram, por favorzinho. quero tanto interagir com vocês!

e é isso, beijinhos e até logo ♥


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