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História Yoongifobia - Capítulo 13


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Notas do Autor


Apertem o cintos e não surtem!

Capítulo 13 - Paraíso (parte II).


Eu posso te beijar, Jiminnie?


Tudo havia acontecido muito rápido, em um momento, estava completamente próximo ao pai de seu filho e quase encostando os lábios nos dele, no outro Seokjin chegava no quarto com o celular em mãos avisando que Namjoon iria os visitar; e fora mais do que o suficiente para que Jimin recobrasse sua consciência, seus pensamentos e sua fobia e se afastasse bruscamente de Yoongi.


— Eu atrapalhei alguma coisa? — Claro, era isso que Jimin queria dizer.


— Não — Yoongi o surpreendeu quando respondeu em seu lugar. Na mesma velocidade que havia respondido à pergunta de Seokjin, o Min saiu do quarto com a maleta em mãos e o celular que Seokjin havia levado para si, deixando Jimin ainda sentado no chão do quarto e completamente desnorteado com tudo o que tinha acontecido naquele curto período de tempo.


— O que foi isso? — a mão que antes segurava o aparelho ainda estava imóvel assim como todo o corpo de Jin. Piscou. — Aquele era o Yoongi? 


— Era… — Jimin pediu silenciosamente para que o Kim o ajudasse a levantar. Um suspiro havia acabado de sair de seus lábios.


— Estava rolando algo? 


— Sei lá, Jin. — uma careta de dor tomou conta de seu rosto, enquanto Jin o ajudava a ficar em pé. — Minhas costas estão me matando. Inferno. Obrigado...


— Ele ficou com raiva de mim? — Jin já estava atrás de si, fazendo massageando cada ponto dolorido em suas costas de um jeito prático, bom e que parecia ser bem simples, mas o Park duvidava muito que fosse.


— Eu não sei. — resmungou. — Ele nunca agiu assim. — um gemido de dor escapou de sua boca quando sentiu os dedos magros do amigo desmanchar um nó que Jimin sequer sabia da existência.


— Deveria falar com ele — encerrou a massagem com tapinhas leves em seu ombro, sinal de que estava o incentivando e praticamente o expulsando do quarto para ir falar com Yoongi. Suspirou um tanto audível. — Anda! Vou arrumar essa bagunça que fizeram, e não vou atrapalhar dessa vez! — suas mãos estavam levantadas em rendição. Jimin olhou uma última vez para o mais velho antes de seguir caminhando vagarosamente até o cômodo onde Yoongi poderia estar. 


E lá estava ele, fazendo absolutamente nada além de estar encostado no balcão mexendo no celular e ainda assim transbordando uma beleza sem igual.


Os olhos negros do Min desviaram do celular e pairaram em si assim que fora notado. Yoongi sorriu amarelo para Jimin, mas o rapaz sentia que não era um sorriso como os outros, não era sincero. Yoongi sempre sorria com os olhos, e ele não estava fazendo isso agora.


— Está tudo bem? — os lábios cheios de Jimin provavelmente já estavam da cor de cereja pela quantidade de vezes que os apertava com os dentes, nervoso. Sua aproximação fez Yoongi deixar de fazer o que quer que estivesse fazendo no celular e deixar o aparelho em cima do balcão ao qual estava apoiado.


— Está — os olhos de Yoongi estavam colados aos seus, mas, por mais profundos que pudessem ser, Jimin não conseguia entender o que se passava por eles, apenas sabia que aquele contato significava tantas coisas que, em sua opinião, apenas seriam ditas no momento oportuno e certo. — Por que não estaria?


— Você está estranho, Min Yoongi — Os lábios empurraram um bico automaticamente, à medida que trocava o peso entre as pernas, nervoso, Jimin podia ver o sorriso, dessa vez verdadeiro, de Yoongi surgir em seus lábios.


— Está tudo bem, Jiminnie — lhe assegurou, agora lhe parecia ser sincero, então Jimin acreditou. Se sentando em cima do balcão, Yoongi pegou seu celular. — Namjoon está vindo com a Alia e o Kwan.


— Ah, sim. — murmurou, seus pés inchados, por incrível que pareça, estavam mais interessantes do que qualquer outra coisa ali.


— Vem aqui, Jiminnie — a voz rouca e baixa do Min preencheu seus ouvidos e um arrepio correu por sua espinha assim que os olhos encontraram os olhos de Yoongi. Sempre dizia que Yoongi transbordava ousadia, mas apenas se tratava de cantadas e toques sem malícia. Ali, naquele momento, Yoongi estava ousado de um jeito diferente, ele não queria dizer cantadas, muito menos queria distribuir toques inocentes.


Jimin se aproximou do Min e parou em uma distância que julgou ser necessária para si e sua fobia, mas de nada adiantou, Yoongi pousou as mãos quentes em seus ombros e o aproximou de si até que Jimin estivesse entre suas pernas. Ainda assim não estavam tão perto por conta do tamanho da barriga, mas Jimin já considerava a situação ameaçadora.


— Se eu dissesse ou fizesse algo, você se afastaria? — Jimin sentia a mão esquerda de Yoongi em sua cintura, a direita em sua bochecha e os olhos completamente vidrados nos seus. Tudo aquilo o fazia segurar a respiração e, com ela, suas palavras. 


— O quê? — engoliu em seco, o tom de voz era baixo e suave, estava quase deitado na mão do Min e sequer se importava — O que seria esse algo?


Quebrou o contato visual no momento em que o bebê revirou em sua barriga, aquilo era extremamente doloroso. Levou às mãos até a barriga, que a essa altura já estava torta para um lado.


Yoongi acompanhou tudo com preocupação, as mãos também na barriga do Park, em uma tentativa completamente falha de acalmar o bebê. Desceu do balcão e fez Jimin se apoiar em si.


— Eu sei andar, idiota — um bico enfeitava seus lábios justo quando Yoongi dava risada.


— Claro que sabe — O Min concordou consigo, o levando em direção ao sofá. — O bebê pareceu gostar da minha ideia.


— Para de ser emocionado, Min Yoongi — bufou em irritação, sentando no sofá com cuidado, colocando as pernas em cima do mesmo com a ajuda do Min. — Bebê, essas mexidas loucas doem demais, sabia? 


Yoongi sentou no sofá e colocou os pés de Jimin em cima de sua perna.


— Mas eu prefiro que você mexa muito do que aconteça algo ruim com você. Meu peito aperta só de pensar nisso… — deitou a cabeça no estofado do sofá, as mãos acariciando a própria barriga. Levantou o olhar e notou que Yoongi o encarava com um sorriso fofo e incontido nos lábios. — O quê?


— Eu acho linda a forma em que você se preocupa — O sorriso de Yoongi se abriu mais e as bochechas de Jimin começaram a esquentar juntamente de suas orelhas. Incomodado, o Park juntou as pernas, vendo Yoongi balançar a cabeça negativamente.


— Eu deveria te bater — O olhou feio, erguendo a cabeça.


— Qual é, Jiminnie? — um falso bico tomou conta de seus lábios. Após isso, Yoongi olhou para a barriga do Park e se aproximou, apontando para a mesma — Posso?


— Eu não fiz sozinho — a resposta arrancou do pai de seu filho uma gargalhada. Jimin esperava que Yoongi fosse apenas acariciar sua barriga por cima da camiseta, mas o Min acabou por levantar o tecido. Tal ato fez Jimin querer sair correndo, mas apenas ficou petrificado ali, sentindo sua pele arrepiar levemente quando o toque das mãos de Yoongi se fez presente em sua pele. O mais velho estava com as mãos uma em cada lado da barriga, a boca perto de seu umbigo, aquilo não facilitava nenhum pouco para Jimin, logo ele, uma pessoa gestante com os hormônios em desordem.


— Bebê? — Yoongi sussurrou, o hálito quente fazendo Jimin segurar sua respiração. Não iria negar, apesar de estar com os hormônios completamente loucos, achava aquela situação extremamente fofa. — É o papai Yoon, não o papai que tá te guardando aí. — Jimin riu com o termo usado pelo Min — Eu amo você, viu? Eu não vejo a hora de te pegar no colo, de deixar você apertar meu dedo com a sua mãozinha, de te colocar pra dormir, te mimar… — O polegar de cada mão acariciava de forma singela a barriga de Jimin. — O papai é bobão, mas promete te encher de amor e carinho, e cuidar muito bem de você também. — deu uma risada rápida — Falta pouco para nos vermos. O papai te ama, ama muito! 


Os lábios de Yoongi grudaram em sua barriga em um selar casto. O coração de Jimin explodiu com tanto afeto, quis simplesmente encher Yoongi de beijos, fazer carinho em seus cabelos, suas bochechas, tudo. Queria cuidar de Yoongi como o verdadeiro gatinho manhoso e fofo que era, queria dar amor.


Amor


— Jiminnie? — Yoongi o fez despertar da confusão louca que sua cabeça estava o colocando. Sua barriga já estava coberta novamente e o Min já estava longe.


Muito longe!


— Estou com desejo de pizza — suspirou. Aqueles desejos vinham do nada e só iam embora quando fossem realizados, e Yoongi sabia disso, talvez por isso riu soprado e balançou a cabeça.


— Então vamos comer pizza! — exclamou sorridente — Namjoon já deve estar chegando com as crianças, quando chegarem, pedimos, tudo bem?


Jimin assentiu em resposta. A citação do amigo o fez lembrar de outro amigo que já era para estar ali. 


— Cadê o Jin? — rolou os olhos pela sala e se assustou quando se deparou com Jin quase deitado no balcão da cozinha olhando para si e Yoongi. 


— Meu Deus, há quanto tempo você está aí, hyung? — Yoongi perguntou, o cenho franzido.


— Alguns minutos, acho — deu de ombros, indo até a poltrona e se sentando na mesma — Achei uma fofura vocês conversando com o bebê.


— Céus — Jimin resmungou, colocando as mãos no rosto que pegava fogo, Yoongi ria, só não sabia se era de si ou do que Seokjin falou.


Nah, com toda a certeza Yoongi estava rindo de si.


Sem deixar barato, Jimin cutucou a barriga do Min para que este parasse de rir de si, mas decidiu que foi uma péssima ideia quando o Min segurou seu pé e começou a fazer cócegas.


— PARA, MIN YOONGI — se contorcia enquanto gargalhava involuntariamente. Tentava puxar seu pé mas Yoongi impedia. O Min ria consigo e aquilo aqueceu seu coração, mas pensaria nisso depois, queria mesmo era tirar seu pobre pé inchado das mãos do mais velho.


Por conta da força que fazia para rir, pouco conseguiu se segurar, soltou um pum inesperadamente e fez com que a sala ficasse em silêncio, Yoongi até havia parado de fazer cócegas em seu pé. Os olhos do Park, que estava vermelho de vergonha, encararam ambos os homens, que desataram a gargalhar em poucos segundos depois.


— Vocês não peidam, não? Idiotas — resmungava conforme se encolhia no sofá.


— Relaxa, Jiminnie — Yoongi disse, cessando o riso. — Mas eu estaria mentindo se dissesse que seus peidos não são fofos.


— Min Yoongi, pelo amor de deus — levou as mãos ao rosto e o escondeu ali, queria desaparecer.


— Eu concordo com o Yoongi — Jin se pronunciou, ainda rindo.


Aos poucos foram engatando em uma boa conversa sobre diversos assuntos, o bebê às vezes chutando apenas para marcar presença e deixando Yoongi bobo de amor, enquanto Jimin se permitia ficar bobo de amor pelos dois, escondido, claro. 


Quase meia hora depois, Namjoon deu as caras com Kwan e Alia. Havia tanto tempo que Jimin não via a garotinha, que até se assustou com o quão grande já estava. E muito esperta também. Kwan continuava sapeca como sempre, mas também havia crescido bastante.


Alia era filha de Namjoon, a garotinha mais mimada pelo pai que Jimin já havia conhecido. Alia perdeu a mãe muito cedo, e desde então Namjoon tem sido pai e mãe da garotinha que só crescia cada vez mais linda e doce.


Jimin ainda estava sentado no sofá, mas dessa vez no meio, enquanto Alia estava de um lado e Kwan de outro. As crianças estavam com as mãozinhas em sua barriga, o enchendo de perguntas que mal tinha tempo para responder. Não precisava de muito para saber que estavam na fase onde com até o soprar do vento brotavam perguntas sem parar em suas cabecinhas curiosas.


— O bebê fica no seu estômago? — a voz amável de Alia se fez presente, os olhinhos brilhantes quase cobertos pela franjinha. Jimin riu soprado, balançando a cabeça em negação. — Então aonde fica?


— Ele não esmaga seus órgãos? — Kwan interferiu, a pronúncia embolada.


— Não, meus órgãos estão bem — Jimin sorriu gentil.


— Como ele vai sair daí? — Alia apontou para seu umbigo — Por aqui? — Namjoon conversava com Seokjin, mas hora ou outra olhava para Alia para saber se fazia algo errado, a garotinha era extremamente arteira.


— Acho que isso não seria possível, não acha? — um sorriso divertido brincava nos lábios de Jimin, seus olhos se encontraram com os olhos de Yoongi rapidamente, que sorria olhando para si.


— Você vai cuspir ele? — Os olhinhos de Kwan estavam arregalados, mas dobraram de tamanho quando fez a seguinte pergunta: — Você não tem medo de soltar um pum e ele sair junto?


— Min Kwan!!!!!


Jimin jogou a cabeça para trás, gargalhando alto. Todos riram consigo, exceto as crianças, que pareciam não entender o que estava acontecendo.


— Parei para pensar nisso agora, vou tomar mais cuidado — O Park piscou para o garotinho — Obrigado.


— Se fosse assim então o Jiminnie já teria peidado essa criança umas três vezes só hoje — Seokjin sequer perdeu a oportunidade em zombar de sua cara. O Park revirou os olhos, contendo o riso. 


— Ah, infelizmente não presenciei isso — O sorriso de Namjoon aumentava a medida em que Jimin o fuzilava com os olhos. O Park sentia as crianças fazendo carinho em sua barriga enquanto discutiam sobre algo que Jimin ainda não havia compreendido.


— Relaxa, você vai ter oportunidade — Yoongi piscou para o homem de pele bronzeada e Jimin quis matar ele também, mas apenas se contentou em suspirar audível.


— Dá para vocês pararem de falar dos meus peidos, por favor — escutou mais risadinhas. — Vão pedir a pizza ao invés disso!


— O Yoongi pediu para eu pedir no caminho, já devem estar chegando — Namjoon sorriu, iniciando uma conversa sobre seu trabalho e atraindo Yoongi e Seokjin, porque Jimin estava bem mais interessado na conversa sem pé e nem cabeça das crianças.


— E se não for que nem a gente? — Alia arregalou os olhos, levando uma das mãozinhas até a boca.


— Verdade — a boquinha de Kwan estava desenhada em um perfeito "o" — E se for um dragão?


— Uma fada?


— Um transformer?


— Um cachorro?


— Um gato?


— E SE FOR UMA PLANTA CARNÍVORA? — Alia gritou, assustando todos naquela sala. A garotinha saiu gritando pela casa sendo acompanhada por Kwan.


— Kim Alia! — Namjoon repreendeu, mas não surtiu efeito. Kwan agora pulava no sofá e a garotinha rolava pelo chão.


— Kwan, tem um baú de brinquedos seus lá no quarto de hóspedes, pega os brinquedos e vem brincar aqui com a Alia — Yoongi disse em tom elevado porque os gritos deixava tudo mais barulhento.


Jimin olhava aquilo se perguntando se o seu bebê ia ser tão arteiro quanto aquelas crianças e riu com tal pensamento. 


— Yoongi hyung, eu não tô achando — Kwan parou no corredor, voltando pulando para o quarto assim que Yoongi levantou do sofá e foi em sua direção.


— Como vai o coração? — Namjoon atraiu atenção de Jimin, que o olhou, confuso. Mesmo que no fundo soubesse do que o homem estava falando, o Park não queria ceder. 


— Apaixonado — em um sorriso sacana, Seokjin respondeu por si, vendo Namjoon arquear a sobrancelha.


— Sério?


— Vocês que dizem — revirou os olhos — Estamos bem, e eu não vou negar que ele me faz bem, mas eu não diria que estou… apaixonado por ele, eu apenas gosto da amizade dele.


Parecia estar dizendo aquilo mais para si do que para os outros ali presentes.


— Entendi — Namjoon sorria sarcástico. Yoongi voltou para a sala arrastando o baú de brinquedos com a ajuda das crianças, deixando em um canto vago da sala para que pudessem brincar. 


— Yoongi, o que você acha da sua amizade com o Jiminnie? — Seokjin, sorrindo, direcionou tal pergunta para Yoongi, que agora estava sentado ao lado de Jimin e possuía um semblante confuso, alternando o olhar entre todos ali, inclusive Jimin, que se encolhia no sofá e, se pudesse entrar na cabeça das pessoas, ameaçaria e xingaria toda a geração dos amigos.


— Como assim?— o cenho franzido do Min indicava que este não estava entendendo nada ali. 


— Gosta da amizade do Jiminnie? — Namjoon perguntou, Jimin já fazia sombra no rosto com uma das mãos. 


— Ahn… Sim? O Jiminnie é um ótimo amigo — aquele termo causou um desconforto visível em Jimin. Se remeteu, incomodado e Namjoon pareceu notar.


— Ainda está com desejo de pizza, Jiminnie? — Namjoon mudou de assunto, piscando para si.


— Sim, eu comeria uma pizza inteira — O Park resmungou, Yoongi o olhava, sorrindo. Como se tivesse adivinhado, o interfone tocou.


— Olha ela aí — Yoongi, antes de se levantar do sofá, depositou um beijo em sua testa, o suficiente para deixar seu rosto em combustão, principalmente porque agora Namjoon e Seokjin zombavam de si.


— Amigos…



[...]



— Satisfeito, Jiminnie? — Jimin assentiu, ainda sentado no chão, encostou as costas no sofá, vendo a lambança que Alia e Kwan faziam enquanto comiam a pizza. Yoongi ainda comia também e olhou para si. Jimin não entendia, mas ficava nervoso sempre que os olhos de Yoongi o observavam. 


— Hoseok nunca pode vim — Jin respondia Namjoon — Sempre ocupado, aquele sem noção.


A música ambiente que o dono da casa havia colocado preenchia a sala. Na mesa de centro, as crianças comiam e compartilhavam suas paranóias lado a lado, enquanto Jin e Namjoon conversavam com Yoongi e às vezes Jimin entrava na conversa também, mas sempre fora do tipo de pessoa que apenas gostava de observar as coisas.


Porém, ultimamente as coisas estavam mais difíceis, o Park notava tudo, mas apenas quando Min Yoongi estava incluso e aquilo o assustava. Já tinha até mesmo se habituado em observar o Min em todas as situações possíveis. Quando estava feliz, os olhinhos brilhavam, o nariz parecia até mesmo mais redondinho e o cabelo ficava bem mais bagunçado; quando confuso, fazia um bico fofo e involuntário; quando bravo, franzia a testa e mordia o interior da bochecha; mas a melhor expressão de todas era quando Yoongi estava envergonhado, as bochechas coravam levemente, o sorriso contido adornava seus lábios e as orelhas branquinhas pegavam fogo, às vezes ele apertava os olhos e gritava e fazia dancinhas estranhas em meio a um sorriso envergonhado.


Jimin gostava de todas as expressões, mas, parando para pensar, nunca havia visto Yoongi triste. Se sentia mal em o imaginar assim, o sorriso do Min o fazia sorrir mesmo que procurasse esconder isso, e não queria vê-lo triste.


Preso em pensamentos, Jimin apenas voltou para a realidade quando Alia e Kwan o abraçava em despedida.


— Tchau, Jiminnie — Namjoon beijou o topo de sua cabeça — Se cuida e cuida desse coração aí… — lhe deu uma piscadela.


A despedida de Seokjin foi mais demorada para acontecer porque o homem se dispôs a ajudar a limpar a bagunça ali. Vinte minutos depois, o Kim saía pela porta de entrada.


— Cansado? — Jimin estava sentado no braço do sofá, olhando Yoongi encostado na parede, com os olhos fechados.


— Um pouco — sorriu. Os olhos de Yoongi estavam conectados aos seus, se sentia seguro com a forma em que o Min o olhava, se sentia verdadeiramente em casa, e estaria sendo um baita de um mentiroso se dissesse que não estava encantado por Yoongi. 


— Yoongi, o que você está fazendo? — uma risadinha escapava de seus lábios conforme Yoongi aproveitava a música para dançar de uma forma desajeitada e fofa até o meio da sala ao som do refrão de Paris in the rain.


Sem responder, o Min, em um sorriso divertido, foi até si, pegando suas mãos e o ajudando a levantar. Jimin estava com um sorriso bobo nos lábios, completamente inerte ao sorriso lindo que adornava o rosto iluminado e de olhinhos pequenos e brilhantes do pai de seu filho. Yoongi era lindo de todas as formas.


Vagarosamente, o Min o ajudou a dar uma voltinha e, novamente de frente para si, Yoongi se aproximou, as mãos em sua cintura, o conduzindo em uma dança sem ritmo com música que tocava, mas aquilo era o menos importante para os dois ali.


— Você não tem jeito, Min Yoongi — Jimin riu soprado, as mãos apertando levemente os ombros do Min, que sorria para si. Yoongi era mais lindo ainda de perto.


Completamente desarmado por Yoongi, Jimin nem conseguiu mais raciocinar direito sobre o que era Yoongifobia ou não. Se aproximando pouco a pouco, já estava com o rosto a centímetros do pai de seu filho e sequer tinha a intenção de recuar, era bom estar ali, era bom ter a mão de Yoongi em sua cintura enquanto a outra agora estava em sua nuca de uma forma tão sutil mas que ainda conseguia atingir Jimin em cheio. Era bom ver Yoongi se aproximando de si enquanto parecia gravar cada pedacinho de seu rosto, era gostoso sentir as respirações se mesclando e melhor ainda era sentir o nariz fofo de Yoongi encostando no seu.


— Seria estranho se eu dissesse que o seu nariz foi feito para o meu? — Jimin disse baixo, sentindo a risada curta do Min bagunçar todas as borboletas de seu estômago. Não sabia aonde havia tirado coragem para tais palavras, mas ousava em dizer que era o efeito Min Yoongi que mexia tanto consigo.


— Eu gosto da idéia — nervoso e ansioso, estava muito perto de Yoongi, o vendo sorrir e olhar para os seus lábios que também estavam estampados por um sorriso. Era demais para o seu coração, queria muito aquilo. — Sem ninguém para atrapalhar agora… — disse em tom sugestivo, roçando os lábios macios aos seus suavemente. Jimin fechou os olhos, ter Yoongi perto de si despertava coisas que imaginava nunca poder conseguir decifrar ou entender — Agora sim... posso te beijar, Jiminnie?


A resposta não veio, contudo, Jimin se dispôs a colar os lábios aos lábios do pai de seu filho que, mesmo parecendo estar surpreso, não recuou. Como suspeitava, os lábios de Yoongi eram tão macios e viciantes quanto qualquer outra coisa que pudesse comparar, se encaixavam nos seus perfeitamente em um beijo tão calmo quanto a língua que vagarosamente entrava em sua boca, tão deliciosamente viciante quanto a forma em que o Min colocava os dedos entre os fios de sua nuca e ali afagava.


As mãos de Jimin já estavam nos fios macios do Min, e só não podia o aproximar mais ainda por conta da barriga, mas queria estar completamente colado a Min Yoongi.


Beijar Yoongi era como tocar o céu, agitava as borboletas em seu estômago, o fazia sonhar, o fazia implorar para permanecer ali, se entregando tão espontaneamente quanto o seu coração descompassado dentro do peito.


Aos poucos as bocas foram se separando, mas os sorrisos sinceros e alegres ainda estavam ali. Yoongi beijou suas bochechas, testa, queixo e, por último, selou seus lábios. Jimin, em uma risadinha, depositou um selar singelo no narizinho do Min, que riu consigo. Os olhos ainda conectados, Jimin podia perfeitamente comparar os olhos brilhantes de Yoongi com estrelas. Yoongi era encantador.


E ali, totalmente entregue, Jimin pôde beijar Yoongi mais uma vez.


Deliciosos eram os lábios finos e desejáveis de Min Yoongi, que abraçavam os seus em uma dança perfeita, e não faziam Jimin querer parar de dançar, nunca. 


— Me chame para dançar mais vezes…





Notas Finais


É TETRAAAAAAAAA

A calmaria antes da tempestade, né?? Eu não revisei porque minha cabeça tá explodindo, porém, no meio da semana eu faço direitinho. Obrigada pelo amor, pelas mensagens fofas e carinhosas que vocês me mandam, isso me deixa boba de amor <33 Yoongifobia só tem mais alguns capítulos, falta pouco para acabar...

Créditos à Milly que me ajudou com o nome da bebê do Nam 💘💘💕💕💘💕💕

Espero que tenham gostado, até mais 💕💕💕💕 se cuidem!


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