História York Shin - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello People
Terminei de escrever o segundo capitulo que ja estava quase completo no bloco de notas.
Espero que gostem, tem muita coisa para acontecer e muita gente para ser torturada e morta no caminho hahaha.
A historia abrange um pouco sobre cada personagem, espero que não fique confuso.. caso fique, me falem!

ENJOY IT!

Capítulo 2 - Planos


Fanfic / Fanfiction York Shin - Capítulo 2 - Planos

~.~

Em uma mansão com longos pilares dourados que ornavam perfeitamente bem com a cor extremamente branca, situada no alto de um condomínio fechado, do qual todas as casas pertenciam ao mesmo dono, ouviam-se gritos de dor em uma sala três andares secretos abaixo.

Killua fitava aquele homem amarrado pelas mãos todo ensanguentado, imaginando qual lugar seria menos fatal de atingi-lo agora que já estava machucado em quase todas as partes.

- Diz aí velhote - falou ele em um tom irritado - Eu não posso te matar agora, mas posso fazer sentir muito mais dor do que isso.

- Que bom - disse o outro cuspindo sangue e encarando os olhos azuis de Killua - Essa foi a tortura mais leve que eu já tive que enfrentar.

Killua virou de costas e em cima da mesa pegou um soco inglês, encaixou entre os dedos e voltou a fitar aquele homem que tinha segredos guardados o suficiente para fazer com que as facções o temessem; Sem pestanejar, Killua alongou o braço direito e acertou um soco certeiro no rosto do homem, que gemeu de dor;  Para não perder o ritmo, pegou outro soco inglês e encaixou na mão esquerda lhe acertando do outro lado da face; Killua estava gostando daqueles movimentos, o faziam esvaziar totalmente a mente como se estivesse acertando um saco de pancadas, voltando aos pensamentos dos seus amassos intensos com o G. no beco horas antes. O que será que ele pensaria se o visse daquele jeito?; Afastou os pensamentos, acertando mais uma no queixo fazendo com que o homem desmaiasse de vez.

- Killua, vai matá-lo assim - disse um homem magro, alto, de longos cabelos pretos e olhos fundos e vazios - Você sabe que não pode matar esse idiota.

- Então cansei, Illumi - disse o Killua tirando o soco inglês e removendo também o avental branco que agora jazia totalmente vermelho de sangue - Não tem graça quando não podemos ir até o fim e eletrocuta-lo de vez.

- Vamos ter uma reunião daqui a pouco sobre como vai funcionar a troca - Illumi disse analisando  o cara pendurado pelos braços; levemente aliviado quando o mesmo soltou um gemido de dor constatando que não estava morto ainda - Papai quer fazer o quanto antes.

- Claro - respondeu Killua com indiferença acompanhando o olhar do irmão - ele está mais interessado nas informações que o Kalluto tem para contar sobre o covil deles, uma verdadeira burrice, em minha opinião - Killua não gostava de como sua família se demonstrava indiferente uns aos outros, era irritante o fato de todos esconderem, mesmo que minimamente, que estavam preocupados com a vida de Kalluto e não com que ele tinha a oferecer.

- Acontece - disse Illumi voltando aos olhos sombrios do irmão - Que ele não quer devolver o Ging na troca, ele quer ficar com os dois, obviamente.

- Tanto faz - Killua se dirigiu até uma pia para que pudesse lavar as mãos sujas de sangue, ponderando na informação que o irmão acabara de passar; não que ele se importasse como iriam fazer, mas sabia que isso não ia ser nada fácil como Illumi havia dito. Killua estava com preguiça só de imaginar; Odiava se envolver nos negócios diretos da família. Sua missão era sequestrar, torturar e matar, sem segredos. Então sempre se mantinha longe de qualquer possível dor de cabeça. A única coisa que fazia questão, era ouvir Alluka lhe mantendo informado para que ele irritasse Illumi caso surgisse alguma provocação- Eu tenho assuntos para tratar com o Feitan agora, não poderei ir.

- Feitan? - disse Illumi demonstrando toda a cara de desgosto que conseguia - Não sei como você consegue confiar em um cara como ele.

- Minha relação com ele, caro irmão - disse Killua ironicamente secando as mãos - É a mesma amizade que você tem com o estranho do Hisoka.

Claro que para o Illumi não era, sua relação com Hisoka ia muito além que qualquer mero mortal pudesse entender menos ainda seu irmãozinho mais novo que sempre se demonstrava superior a tudo e a todos, quando na verdade nunca sabia de nada do que realmente acontecia com aquela família; de mal grado, Illumi concordou com a cabeça - Se você diz Kill, quem sou para negar?  

- Não me chame de Kill - Killua agora saia definitivamente do quarto de tortura se sentindo uma raiva descomunal do irmão por usar aquele tom debochado com ele; Illumi sempre lhe viu como uma criança indolente desde pequeno e sempre lhe tratava super mal, mas as coisas se tornaram piores quando Illumi soube que o de cabelos brancos quem seria o sucessor de seu pai, como uma tradição de cor das madeixas. Illumi achava isso uma idiotice e Killua não podia negar que pensava o mesmo. Porém, Illumi tomou uma postura totalmente diferente após descobrir que ele jamais tomaria o seu merecido lugar no trono, seria para sempre o primogênito e só, fazendo com que ele parasse de tratar Killua com ódio e passasse a tratar com um carinho falso e debochado; Killua odiava isso com todas as suas forças, não suportava ter que lidar com seu irmão mais velho, por mais que era com ele quem passava maior parte do tempo.

Illumi ficou ouvindo os passos pesados do Killua pelo corredor, lhe dando a devida satisfação de que conseguira irritar o irmão como planejado; se colocou de costas para a porta enquanto encarava aquele homem voltando à consciência; 

- Acho que agora é a minha vez, presumo - ele esticou as mãos procurando alguma ferramenta pontuda, apertou contra uma das mãos amarradas, fazendo Ging gritar de dor; Illumi gostava de perfurar pessoas, e para sua alegria, aquele corpo ainda tinha espaços o suficiente para isso.

~.~

Gon não imaginava que Kalluto fosse parecer muito mais novo do que ele, pior, que fosse parecer uma menina de tão delicado que eram os traços de seu rosto. Jamais faria isso com uma pessoa normal, mas era um Zoldyck. 

Com toda força que conseguiu juntar em um punho, deu mais uma vez um soco no rosto já inconsciente de Kalluto amarrado em um tronco, não suportava a ideia de mantê-lo vivo por mais tempo ou a ideia de que teria que devolvê-lo à sua família quando ele mesmo já não tinha mais nenhuma; sem se importar que o Kurapika se aproximasse as pressas para impedir maiores estragos, Gon retirou a arma da cintura e deu dois tiros na testa de Kalluto; já estava entediado com aquilo.

- GON! - gritou Kurapika - Você está louco? Ele era nossa chance de pegar o Ging.

- Eu sei Kurapika - falou o Gon encarando os olhos azuis do amigo enquanto baixava a arma - Sinceramente, não me importo. 

- Pois deveria - Kurapika se aproximou de Kalluto para verificar se ele realmente estava morto - Ging tem segredos importantes que podem nos prejudicar e nos ajudar, temos que mantê-lo por perto. 

- Agora temos um corpo para trocar, eles não podem matar o Ging, vai ser interessante ver eles quando formos fazer a troca - disse Gon sentando em um canto colocando a arma no chão; ele realmente não se importava em ver Ging, na sua imaginação seria muito mais fácil se os Zoldyck lhe dessem dois tiros na cabeça, facilitaria para todos; Mas todos naquela cidade eram ambiciosos demais, gananciosos demais. Jamais deixariam um homem com tamanha informação como que o Ging tinha morresse tão facilmente, não sem nada em troca; 

- Bisky vai matar você, Gon.Ttudo vai ficar mais difícil agora, já tínhamos um plano para a troca - Kurapika usava seu tom paternal, pois passara por uma situação parecida a pouco tempo com um membro da facção da Genei Ryodan, deveria ter deixado o homem vivo, mas acabou o matando no calor do momento; assim como o moreno, Kurapika só entrou nessa vida para poder se vingar; cautelosamente escolheu a facção que não tinham ideais tão deturpados e se tornou merecedor de ser um dos principais chefes da Facção Freecss; Kurapika tirava Kalluto do tronco com cautela e o colocava no chão, Gon sabia que as únicas pessoas que o Kurapika gostava de ver morrer eram os membros da sua facção rival, o mesmo pensava o Gon em relação aos Zoldyck, estava satisfeito em ver Kalluto morto e ansiava para poder ver a cara dos demais ao descobrir.

- Vou conversar com a Bisky para as mudanças de planos - Kurapika cobria o corpo do Kalluto com um plástico preto que havia jogado ali no galpão; o loiro sabia que o Gon poderia tornar as coisas piores caso a enfrentasse como sempre costumava fazer; após ver Kurapika se retirar, Gon passou a mão no bolso e tirou o celular para reler a mensagem de K. pedindo para que ele fosse até o beco, “nosso beco” ele dissera, fazia um ano que estavam se encontrando na surdina e ainda assim se sentia abobado de como aquele homem conseguia mexer com ele de todas as formas possíveis; Gon olhou para o plástico preto na sua frente e com um pouco de esforço se colocou de pé, se aproximou do corpo e descobriu o rosto de Kalluto; O que será que Killua pensaria dele se o visse fazendo aquelas coisas?; Analisou os detalhes das feições do Kalluto machucado e ficou tentando imaginar sua idade, 17 ou 18 anos no máximo; Talvez o menino não tivera escolha de entrar nessa vida assim como o moreno não teve; aqueles sentimentos de remorso sempre invadia a mente do Gon quando ele matava alguém mais novo; seu corpo sempre era tomado pela sensação de que talvez as pessoas não tinham tido opção; Mas o sentimento de remorso virou nojo; não era uma pessoa normal, era um Zoldyck, esse merda merecia morrer; Gon cuspiu na cara do menino morto e o cobriu de volta, amarrando bem com as cordas que antes o seguravam no tronco, para que o plástico não se soltasse nunca mais.

~.~

Killua dirigia seu carro preto e discreto enquanto o locutor mencionava os índices de pesquisas para eleição que estava para acontecer dentro de um mês. Nem parecia que só tinha se passado poucas horas desse que a captura de Ging havia sido anunciada e ele fora obrigado a ir tortura-lo em vez de aproveitar sua noite ao lado de G. E só agora a madrugada estava começando a se apresentar, deixando as ruas e estabelecimentos vazios. Killua preferia assim, silêncio. 

Contornando uma e duas ruas, parou frente a uma casa; era grande e espaçosa, contornava a esquina inteira com muros um pouco altos demais se comparado com as demais casas, mas ele não estava se importando com a arquitetura do lugar, o que havia dentro dela era ainda mais alucinante e ele se sentia ansioso para aquilo; seu celular vibrava sem parar, mas ele não ia deixar que Illumi atrapalhasse mais um momento seu, não depois que a terça-feira havia virado quarta e ele não estava dormindo ao lado de G.

- Demorou Kill - disse Feitan sentado na sala terminando de fumar um cigarro quando Killua abriu a porta com sua própria chave para entrar.

- Poderia te dizer que minha noite foi uma merda, mas sinceramente, teve partes boas - Killua se jogou do outro lado do sofá encarando o amigo que o analisava cada movimento de expressão; Feitan usava roupas largadas, gola em V e tinha um cabelo comprido e levemente bagunçado, tão negro quanto seus olhos. 

- Tive um dia bem merda hoje também - falou ele jogando a cabeça para trás e relaxando ainda mais as pernas - As vezes sinto uma puta preguiça de viver, sequestrar pessoas, vender pessoas, matar pessoas.. nossa, odeio admitir isso, mas ultimamente tem sido um saco, só gente chata, puta que pariu - Feitan era da Facção Genei Ryodan e eles eram especialistas em tráfico de pessoas, mas também faziam ótimos trabalhos com grandes roubos.

- Pelo menos você não tem um irmão que não vê a hora de você morrer por “causas naturais” e um pai insano que adora te dar veneno para você ficar mais resistente - Killua nunca falaria isso para qualquer um, mas Feitan havia se tornado seu amigo mais próximo ainda quando eram crianças e brincavam em um parquinho no centro da cidade; logo ele descobriu que Feitan era órfão e havia sido resgatado por um homem, que assim como seu próprio pai, era um doido de pedra.

- Não pedi para você vir até aqui pra gente ficar desabafando que nem duas adolescentes - Feitan jogou a bituca do restante do cigarro no chão e colocou a mão no bolso retirando um vidrinho que cintilavam diversas cores no seu interior - Fui levar uma cabeça para o estranho do Hisoka e ele me deu isso escondido.

- Odeio esse idiota, mas confesso que ele é o rei da diversão - Killua já se sentia excitado em provar aquela merda, precisava tirar as frustrações do peito antes que seu pai começasse a notar que algo estava diferente com seu filho, forçando-o com perguntas demais;  Lentamente levantou e sentou-se do lado de Feitan, pegando o vidro cilíndrico na mão enquanto Feitan pegava uma caixa ali no sofá com algumas agulhas; jogou um elástico para o Killua que começou a amarrar firmemente no seu braço direito, imitando os movimentos do amigo; Feitan enfiou a agulha na ponta do recipiente e puxou o líquido para seringa calmamente, como se deliciasse com aquilo; entregou nas mãos de Killua e pôs-se a puxar mais líquido para a sua própria seringa; os dois se entreolharam satisfeitos, por ser uma coisa corriqueira que acontecia no mínimo uma vez por semana, no caso duas vezes nessa; Contaram até três e aplicaram a injeção no braço; sentindo um leve desconforto com a picada da agulha; apoiaram simultaneamente a cabeça para trás sentindo a brisa vir aos poucos; Killua adorava ser amigo do Feitan, por mais que o destino os afastou por conta das facções, eles nunca deixavam isso afetar a relação que construíram durante anos de amizade; Suas facções não eram de certo modo rivais, tinham seus desentendimentos, mas nunca quiseram se matar de verdade; Killua e Feitan já fizeram diversos negócios juntos, não que o Killua concordasse com tráfico de pessoas, mas quando essas pessoas eram bandidos ou cruéis, ele não se importava; E todo o sentimento do Feitan era recíproco em relação à amizade, Killua o ajudou diversas vezes a aceitar melhor sua condição miserável que lhe foi imposta desde muito cedo, e com longas conversas sobre, ele até que começou a pegar gosto da coisa, tornando tudo mais fácil e leve de ser digerido e apreciado; A droga surgiu ao acaso na vida dos dois, um trabalho extra que fizeram ao Hisoka tempos atrás, onde ele “acidentalmente” os incentivou a experimentarem balas alucinógenas, isso foi se tornando mais frequente, quando menos esperavam, haviam virado clientes fiéis e cobaias de novas ideias do Hisoka; Killua odiava se envolver, então toda a parte burocrática o Feitan se divertia fazendo; eles não usavam muitas coisas diferentes, heroína era o suficiente. Mas vire e mexe Hisoka os surpreendia com uma dose de algo novo; não que fossem viciados, mas isso os ajudava a encarar os dias ruins mais facilmente.

A brisa os atingiu de maneira intensa e ilógica, cores cintilantes ficavam dançando no ar fazendo com que ambos não conseguissem sequer mexer um músculo; imagens aleatórias começavam a passar em suas cabeças como lembranças e desejos; Killua começou a ver G. e tudo que queria poder fazer com ele, queria poder fugir e descobrir tudo que aquele homem não te contava, poder descobrir o porquê ele ficava desconcertado sempre que o Killua fumava, como se tivesse memórias ruins com aquilo. Mas principalmente, como alguém tão doce, gentil e carinhoso apareceria com cortes no corpo? Ele seria casado? ; Seu corpo começava a latejar de maneira estranha e sua barriga começava a embrulhar; aquela merda estava lhe fazendo mal.

Puxou todo o ar que podia e abriu os olhos para olhar para o Feitan, sua vista estava começando a voltar ao normal, mas sua barriga revirava de todas as formas; Feitan abriu os olhos lentamente com um leve sorriso no rosto - Odiei essa merda - e voltou a fechar os olhos novamente.

Killua concordou com a cabeça, estava voltando a ficar mais lúcido, mas um sono começava o atingir de forma intensa, o fazendo sentir ainda mais vontade de ignorar o celular que continuava vibrando em seu bolso.

- Quem é G. no fim das contas? - Perguntou Feitan abrindo um largo sorriso por perceber um desconforto no rosto de Killua - Não me diga que é o cara que te come, Kill?

O coração do Killua gelou, um ano escondendo a coisa mais perfeita que lhe acontecera e por causa de uma droga ruim, deixou isso chegar aos ouvidos de Feitan, a pior pessoa para descobrir sobre isso;

- Conto se você me contar sobre qual Facção você realmente é fiel- respondeu Killua rispidamente; Feitan levantou a cabeça mais rápido do que devia; sabia que não deveria ter provocado Killua, ele sabia revidar quando se sentia ameaçado; Feitan deu um longo suspiro e como se estivesse sugando todo o clima ruim disse - Devo ter escutado errado.

- Eu também - respondeu Killua com simplicidade voltando a fechar os olhos e se arrependendo amargamente por ter quebrado a primeira promessa que fizera com G. “Nunca conte para ninguém”, e se odiando ainda mais por estar usando um segredo antigo de Feitan para se defender.

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Silva andava de um lado para o outro irritado no seu escritório exageradamente grande, os quatro cantos das paredes e o teto tinham um tom de azul escuro, contornado com a cor prata por toda a extensão que iam do chão até o teto, formando uma árvore genealógica gigante dos Zoldyck - Liga para ele de novo Illumi - já era a decima vez que tentavam entrar contato com Killua, mas o mesmo se recusava a atender; de todas as vezes que fora irresponsável, essa estava sendo a pior.

- Eu havia dito para ele, pai. Eu disse que faríamos a troca hoje de madrugada, mas ele falou que tinha casos mais urgentes para tratar - Illumi encarava aquele homem alto e forte de longos cabelos brancos que era seu pai, fazia tempos que ele não o via com tanta raiva do seu irmãozinho; Tentando-se controlar o máximo que podia para não rir de satisfação, Illumi pôs-se a ligar para Killua incontáveis vezes, sabia que o irmão não ia o atender de novo, não depois de ter sua terça-feira arruinada.

- Mas você explicou o porquê da urgência em trocar? - perguntou Milluki comendo um salgadinho - Que a importância de termos Kalluto não é só porque ele é nosso irmão, mas principalmente porque ele descobriu os motivos de Ging estar saindo do continente? - Milluki era um homem grande, cabelos pretos, olhos estreitos e mesmo com a barriga saliente, conseguia manter músculos nos braços; Ele dificilmente participava dos assassinatos diretamente, sua função era coletar informações das vítimas de todas as maneiras que conseguia, ele também participava diretamente na definição de qual dos irmãos seria o mais ideal para realizar a missão baseando-se nos dados coletados.

- Eu disse algo assim - Illumi deu de ombros, sabia que mencionara ao irmão sobre a reunião que teriam para tratar como funcionaria a troca e não que seria naquela madrugada; 

- Illumi, a informação de Kalluto é tão importante quanto saber os segredos do Ging. Principalmente porque Ging se manteve escondido por quase três anos aqui mesmo em York Shin e ninguém sabe como e menos ainda sabemos o porquê dele estar saindo do continente justo hoje, ele se aliou a outras facções? Ele jurou matar York Shin, poderia estar fazendo acordos. Temos que descobrir para onde ele estava indo, e se continuarmos torturando desse jeito, ele vai morrer.. eu tive que mandar médicos cuidar dele - Alluka soltou tudo que conseguiu de uma vez, atropelando palavras como sempre fazia. Todos da sala ficaram a encarando, como se tivessem acabado de levar um murro do real problema, do verdadeiro porque deles estarem preocupados com Kalluto; não que perder um Zoldyck fosse uma coisa boa, não era. Mas ter a família Zoldyck inteira nas mãos de um homem semi-consciente da Facção rival que estava acostumado com torturas versus o membro mais novo dos Zoldyck que talvez não fosse tão preparado para o mesmo estavam os deixando nos nervos; essa situação fazia Silva sentir raiva por não ter tempo de pensar em alguma estratégia mais eficiente para melhor êxito na missão.

- Vamos ter que fazer sem ele - disse Silva respirando fundo e tentado afastar a vontade que estava de matar todo mundo naquele momento, não suportava falhas. E todos os acontecimentos que os levaram até ali eram decorrentes de falhas, principalmente do seu sucessor, Killua. Que sempre se mantinha alheio aos verdadeiros problemas da família - Vou pedir para enviarem o comunicado, vamos preparar nossos homens. Não queremos envolver outras Facções, todos querem Ging no momento, e talvez... bom, vamos ser simples, escolhi um galpão próximo a terceira avenida, é afastado. Se eles realmente querem Ging, vão nos entregar Kalluto e vão sair correndo para que não haja tempo de retaliação. O que precisamos fazer é o seguinte, assim que Ging chegar do outro lado para acompanhá-los e ir embora, vamos atacar, sem piedade.. mesmo que tenhamos que matar o Ging junto com seus segredos.

- Vamos ficar bem mal vistos com os nossos aliados - Falou Illumi se colocando de pé e encarando os olhos profundamente azuis do seu pai - A informação de Kalluto realmente é mais importante do que as de Ging? Digo, Ging também pode nos contar do porque ele estava saindo do continente.

- Ele não vai - falou Silva suspirando - ele mesmo quem contou no ouvido de Kalluto antes de alguém o pegar por trás, tudo que o Kalluto conseguiu gritar antes de sair das vistas de Alluka foi que ele havia descoberto o motivo. Ging está jogando, ele sabia que ia ser capturado, ele estar aqui é quase que premeditado, e eu não consegui arrancar dele o porquê - Silva suspirou frustrado; conheceu Ging ainda na adolescência época de escola, sempre fora um menino petulante que adorava sutilmente jogar com as pessoas, não tinha medo do perigo e menos ainda da morte. Odiava pessoas ricas, por isso acabou se tornando seu inimigo natural. Ging desapareceu logo depois de se formar, viajando por todo canto do mundo. Quando voltou, estava determinado a acabar com todas as facções que existiam e derrubar todos os políticos; após a morte de sua mulher, Ging mudou sua postura e acabou fundando a sua própria facção, jurou morte aos Zoldyck e fez acordos inimagináveis. Ninguém sabia ao certo como ele conseguira crescer uma facção em tão pouco tempo, mas todos começaram a ficar dependentes de seus trabalhos antes do esperado; Freecss era a única facção que tinha contatos com o continente negro, o continente onde todos os tipos de matéria prima e conhecimentos existiam - Mais vale garantir a informação de Kalluto do que arriscarmos tudo que construímos em York Shin – finalizou Silva saindo do escritório batendo a porta com força.

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- Você parece sério! - falou Leorio enquanto dirigia - Ansioso para ver o Ging? 

- Super - Respondeu Gon ironicamente - Como vai funcionar esse plano? Não estou sabendo de nada.

- Bom - Kurapika estava sentado no banco da frente e olhava diretamente para Gon esparramado no banco de trás - Um tanto simples, o que você precisa saber agora é que somos em dois grupos, você e eu serviremos como suporte para Wing, Zushi, Ponzu e Hanzo que irão fazer as negociações; Eu ficarei na retaguarda, Leorio o motorista de fuga de um dos carros e você vai levar o corpo ao meu sinal.

- Como que podem termos definido isso de maneira tão rápida? - Gon parecia incrédulo com a quantidade de furos que tinha nesse plano - Digo, nem bolamos isso direito.

- Eles entraram em contato primeiro - Kurapika agora abria um pouco a janela fazendo o vento afastar seus cabelos loiros da testa - Sabemos que o plano parece furada Gon, mas estamos sem tempo, termos o Ging o quanto antes é melhor; outra coisa, levarmos o corpo de Kalluto vai causar surpresa e espanto, vamos ganhar em torno de 40 segundos para soltar o Ging e sairmos correndo antes que os tiros comecem.

- Mas nem sabemos a situação de Ging nesse momento, se ele não puder correr.. - A ideia de todo mundo sendo fuzilado passou pela mente do Gon fazendo o ficar assustado e tenso no banco - deveríamos ter planejado mais.

- Vai por mim Gon, é importante eles pensarem que estamos realmente desesperados, quanto mais tempo eles ficarem em choque com a morte de Kalluto, melhor para você pegar o Ging e correr.

- Que? - Gon estava ainda mais nervoso com aquilo; Como esperar que pessoas nojentas como a família Zoldyck ficassem chocados com alguém morto? - Eu que vou pegar o Ging? 

- Relaxa, já analisamos esse lugar tempos atrás. Tem uma porta de saída na lateral que parece uma parede, você vai olhar e vai ver uma coloração levemente diferente, é um galpão aqui.. eu verifiquei os dados e não tem como eles saberem que já tivemos aqui antes, então estamos na vantagem. E para ajudar, eles não conhecem você diretamente - Kurapika ia explicando para Gon como eles iam se encontrar depois da fuga, eles sabiam que não ia ser fácil, mas estavam realmente contando com os 40 segundos de distração que o corpo de Kalluto faria.

Gon dificilmente sentia medo de morrer, na realidade, por vezes torcera para que isso ocorresse de maneira rápida e indolor, assim como costumava fazer com suas vitimas. Um tiro certeiro no meio da testa seria o suficiente para não ter que lidar com aquela merda toda. Mas havia jurado vingança a morte da sua mãe aos Zoldyck e sabia que só poderia morrer depois que matasse cada um deles compensando também a vida de todos os outros que ele fora obrigado matar pela facção de seu pai; Todos estavam em silencio agora no carro, apenas ouvindo a musica esquisita que o Leório havia colocado para relaxar, ele sempre ficava nervoso demais antes desses tipos de operações que envolviam fugas; Em um leve impulso, Gon retirou o celular do bolso e mandou uma mensagem para o K., por mais que negasse, depois que o conheceu começou a pensar duas vezes mais antes de desejar morrer.

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Se jogando do outro lado do sofá para poder dormir melhor sem o Feitan encostado no seu ombro, Killua olhou de relance as 20 ligações perdidas de Illumi apagadas sem nenhum remorso. No mesmo instante, seu celular fez uma leve vibração; com os olhos estreitos para tentar ler já que ainda se sentia levemente tonto por conta dos efeitos colaterais da droga, Killua abriu um largo sorriso; De todas as drogas que realmente lhe acalmavam em momento de estresse e tensão, G. era a única que não tinha efeito colateral.

G. – Quarta-Feira de madrugada e não estamos fazendo sexo. Já estou até com saudade do seu bafo de cigarro, baka.

K. – Talvez devêssemos antecipar nosso encontro para antes de terça-feira.

G. - Sexta-Feira.

K.- Sexta-Feira.

~.~

 


Notas Finais


Ai gente, me perdoem por matar Kalluto sem ele falar nada hahaha, prometo trazer alguns flashbacks dele mais pra frente.
O que vocês acham que vai acontecer nessa troca? Palpites?
Obrigada por me incentivarem!
Espero que tenham gostado,

Beijos beijos

PS: Não usem drogas!


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