História Yorunishi - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Dark, Drama, Lightnovel, Romance, Sombrio, Terror, Yuri
Visualizações 2
Palavras 3.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta é uma obra de ficção qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Esta história terá um lançamento semanal de capítulos, sem dia da semana específico.

Capítulo 1 - Saisho


Fanfic / Fanfiction Yorunishi - Capítulo 1 - Saisho

Eram 6 da manhã quando Sara tocou sua bochecha no frio espelho negro que era a tela de seu smartphone. O presente, recentemente dado a ela por sua tia, fora recebido com muita alegria pela jovem em seu aniversário de 17 anos, não tanto por causa da data mas graças ao esforço demonstrado por ela ao conseguir por 1 ano consecutivo as melhores notas em sua escola. Ao custo de várias noites de sono perdida e infinitas canecas de café, seu desempenho era digno do melhor prêmio, assim acreditavam os tios ao entregarem o aparelho para ela em uma cerimônia discreta que se resumia num juntar entre a tia e a sobrinha, sobrinha esta que acordava mais um dia na casa vazia de seus pais. Enquanto se levantava e olhava a hora no relógio, Sara buscava em sua memória o pouco que guardava do acidente de 2 anos atrás que, apesar de não ter tirado dela nada além de algum sangue, a privou de viver com sua mãe e seu pai. Suas lembranças se resumiam em uma luz forte que vinha em direção ao carro deixando eles sem possibilidade de desviar. A escapatória da garota, como diziam os médicos, era obra de natureza sobrenatural e fisicamente impossível, isso porquê o caminhão esmagara o automóvel com tanta força que deste fora difícil até a remoção dos corpos prensados de seus pais nos assentos dianteiros. Da experiência aterrorizante Sara guardava única e exclusivamente a saudade, e dessa saudade tão fundo plantada em seu peito germinara a mais densa raiz da depressão. Apesar do que parece, o que ela sentia não era tristeza, ela apenas se sentia vazia, sua vida se resumia em um modo automático. Sem muitos sentimentos, demonstrar emoções era resultado de muito treino em seu quarto e de muitos sorrisos anteriormente forçados para esconder suas dores.
Ao se olhar no espelho do banheiro enxergava em seu corpo desnudo nada mais do que uma casca ao seu espírito, sorriu com o canto da boca ao pensar na possibilidade de fazer alguma tatuagem em sua pele pálida, mas fechou a cara ao perceber que já se haviam passado 12 minutos desde que tinha se levantado e ainda não tomara banho. O frio que estava sobe Kodoku, cidade ao norte de Akita, era ainda estranho para quem vinha de terras com um clima mais ameno como Sara, por isso os aquecedores jaziam ligados por todos os cômodos da residência, para ela uma ótima utilidade não apenas para se aquecer mas também deixar suas roupas molhadas secas rapidamente. Entrando no chuveiro a água quente seguia suave por sua pele, deixando-a vermelha em poucos segundos. No boxe escuro do banheiro o reflexo de seu corpo causava indiferença a ela, apesar de sempre cuidadosa com sua estética, para a garota pouco importava impressionar meninos ou ainda meninas, principalmente graças a certa distância que tomavam dela durante os horários livres na escola. Enquanto suas mãos a ensaboavam ela olhava em suas curvas nada mais do que um uso a mais ou a menos para si ou para outros afirmarem que a “amavam de coração”: —O que é o amor senão a forma romantizada dos desejos carnais de quem se diz puritano? — disse em tom baixo apenas para ela própria escutar, mesmo sabendo que ainda que gritasse, dentro de casa não haveria alguém para escutá-la. O vapor do chuveiro começava a embaçar a já distorcida imagem da garota no espelho, e agora a deixava irreconhecível, se tornando apenas uma silhueta mais esguia que o usual, porém maior que si mesma. A água escorria agora em seu corpo para
enxaguá-la de toda espuma do sabão, o aroma deste tomara de conta o lugar e fazia valer a pena ter acordado tão cedo. Fechou o registro e abriu o boxe, pisou em um tapete que, antes seco, agora se ensopava da água que escorria de seu corpo. Pegou a toalha que e começou a se secar enquanto pensava no dia de amanhã, um sábado qualquer que reservava para ela mistérios desconhecidos, que somente a mente vazia poderia criar. Usando um roupão ela desceu as escadas até a cozinha onde ligou a cafeteira, o barulho dos grãos de café sendo moídos era um mantra que ela e a máquina repetiam toda manhã seguida sem um único dia falharem, pelo menos até o momento em que subitamente a máquina parou. Todas as luzes dos indicadores apagaram e o ruído que a mesma fazia quando em funcionamento cessou. Os olhos de Sara se fecharam enquanto seus globos oculares se moviam para cima em total sinal de desagrado. —Maldita hora dessa merda quebrar! — Sara gritou com seus pulmões cheios. Deu um longo suspiro antes de socar com força a superfície metálica avermelhada da cafeteira e sentir um leve arrepio no braço que usará para tal ação. Tirou o aparelho da tomada e pegou seu celular, com o tradutor aberto converteu o que acreditava ser o equivalente de cafeteria em japonês e buscou no Google Maps um local próximo dela ou de sua escola, por sorte achara com alguma dificuldade um local próximo de lá, alguns minutos de caminhada e poderia recarregar as energias para o dia de estudos. Apesar de o local ter avaliações neutras, como uma última opção nada podia fazer senão ir até lá e arriscar o que seria no máximo um café de má qualidade ou atendimento mais frio do que o usual. Ao vestir seu uniforme, escovou rapidamente seu longo cabelo loiro, de modo a permitir que uma única presilha tomasse conta de segurar todas as lisas madeixas no lugar. Escovou os dentes, ligou o alarme da casa e saiu pela porta da frente, que fechou logo em seguida. Cruzando o portão ela observava um nascer do sol retardado, que custava para dar algum calor a quem caminhava esta hora da manhã. Seu relógio marcava 6:50 e sua caminhada seria pouco menos de 20 minutos. Arrumou o cachecol no pescoço e soprou com a boca ar quente em suas mãos antes de colocar uma luva, caminhava enquanto olhava na tela do celular, uma notificação dizia que a temperatura atual era de -5º. Andou por alguns minutos tentando seguir o GPS e chegou até seu destino esperado. Uma espécie de restaurante, discreto, numa esquina pequena, exibia uma placa que dizia apenas CAFÉ. Entrando no lugar uma onda de calor beijou seu corpo e o aroma de café torrado atingiu seu olfato como nunca antes, o lugar estava vazio e os únicos dois empregados estavam no balcão conversando. Ao se aproximar deles para fazer um pedido pôde reconhecer a língua de um dos atendentes, uma mulher, com feições nipônicas e cabelo escuro, parecia ensinar ao seu companheiro de trabalho palavras em português enquanto intercalava com comentários em japonês, explicando o seu significado e palavra equivalente. Sara mesmo tímida com a situação foi impulsionada a se dirigir àquela suposta garçonete, tentando parecer o mais natural e não desesperada possível, afinal, havia anos que não conversa presencialmente com alguém em sua língua natal. —He-Hello – Disse ela sem bem entender o que havia dito.- Digo, Olá! A garçonete olhou um pouco surpresa para ela e retribuiu com um sorriso que de alguma forma havia afetado Sara.
—Você fala português? -indagou a moça que parecia estar realmente feliz de ter algum falante de outra língua que não o ordinário japonês que ouvia diariamente.- Prazer, pode me chamar de Yumi! - Estendendo a mão sorriu com maior intensidade para a garota. —Falo sim, prazer, me chamo Sara. - pela primeira vez em meses Sara deu um sorriso que fora sincero e que acentuava mais que o usual sua face jovem e consideravelmente fina. —Um momento Sara, como que tu gosta do seu café? - Yumi entrou na parte interna do balcão e disse algumas rápidas palavras para seu colega enquanto pegava o bule de água fervente e o preparava para coar no pó de café. —O mais forte possível, e de açúcar moderado por favor – As palavras saíram um pouco enroladas de sua boca e ela percebeu que estava mais eufórica que o normal, o que a deixou ainda mais ansiosa, consequentemente a fez corar as bochechas um pouco. Yumi pegou da prateleira atrás de si um saco de grãos que estava um tanto quanto cheio, colocou na máquina que moía o grão e esperou alguns segundos para colocá-lo em um filtro de pano que jazia dentro do mesmo saco. Colocou abaixo uma pequena jarra e começou a passar o café fazendo o bule dar voltas em espirais acima do pó enquanto a água quente caía já escura na jarra. Pegou rapidamente duas xícaras de tamanho médio e encheu ambas de café, trazendo junto de cada uma delas alguns cubos de açúcar para adoçar a bebida. Enquanto isso, Sara analisava de forma um tanto quanto fria a mulher. Seu cabelo era fino e um pouco curto, usava um coque atrás da cabeça e deixava na frente duas pequenas franjas, uma de cada lado da cabeça, somados a isso seus olhos de cor preta obsidiana e sua pele um pouco amarelada evidenciava que ela descendia de dois pais japoneses e não de uma união entre etnias como fora seu caso. Embaixo de seus olhos algumas olheiras mostravam que ela tinha algumas noites de má sono bem como Sara tinha, apesar de que ela não aparentava estar estudando como ela por estar trabalhando uma hora daquelas e por parecer ter pouco mais de 20 anos. Suas alturas eram um pouco semelhantes, se ela tinha 1,68, Sara deveria ter 1,60 e nada mais. Pensou o quão bonita ela ficou com o uniforme que usava para trabalhar e realizou que estava dando atenção para a aparência de alguém como jamais dera antes. Desviou seu olhar quando Yumi se aproximou dela com uma xícara de café e um pedaço de torta de pêssego, novamente sorrindo se dirigiu até ela: —Desculpe a demora, aqui está o café! - Sara elevou a xícara até seus lábios para provar da bebida enquanto estava quente e fechou os olhos ao sentir, além de uma certa queimadura por causa da temperatura do mesmo, um gosto muito menos ácido e muito mais saboroso que seu café usual, de modo que conseguia ser cremoso sem a necessidade de nenhum tipo de aditivo. Enquanto seu paladar se deleitava com a bebida, percebeu um pequeno sorriso de canto de boca surgir novamente em si, e ao abrir os olhos percebeu a proximidade que Yumi estava dela, e recuou alguns centímetros. —Esse é o melhor café do mundo! - Afirmou categoricamente a jovem ainda impressionada com as descobertas que essa sexta-feira lhe trazia. - Como você fez isso? Sua voz parecia de uma criança que via sua mãe preparar algo saboroso e, normalmente, doce. —É um grão especial que veio do Brasil, é o mais caro de toda a cafeteria e o meu preferido. Até hoje ninguém provou exceto eu, sinceramente, esperava por um momento especial para fazer uso dele caso ninguém o pedisse. Acho que esse momento é um deles.
Sara fitava com admiração a mulher, embora em seu subconsciente calculava a despesa que ficaria aquela bebida tão saborosa nada podia se comparar ao que sentia naquele momento. Ela tirou o cachecol e deixou as luvas de lado para poder melhor desfrutar daquela ocasião. Enquanto tomava mais um gole da bebida, Yumi pôs-se a falar: —Então, desculpa ser tão intrometida mas tu estuda na escola aqui perto? Seu uniforme parece com o do pessoal que passa aqui as vezes… - Yumi fitou-a por um momento e Sara tentou engolir rápido para prontamente responder: —Sim, a Bara no gakkō, signfica Escola das Rosas ao que me parece. Só tenho 4 anos de japonês, então sei tanto quanto um aluno do primário. O que uso normalmente é para estudar e só. E você? Trabalha aqui tem quanto tempo? - Neste momento Sara levou um pedaço da torta até sua boca com o pequeno garfo prateado que viera junto a sobremesa. Um frio tomou conta de sua boca enquanto o doce da fruta explodia em sua língua, mais uma vez fazendo com que ela fechasse os olhos para apreciar o gosto. Ao perceber a reação de Sara, Yumi sorriu levemente em resposta da expressão de agrado que esta dera. —Na verdade eu sou a proprietária daqui. Abri tem menos de dois meses, é para ser algo mais caseiro e confortável, ao menos quero que seja assim. Sei que pode não parecer mas tenho só 21, tecnicamente posso beber álcool apenas agora – Yumi falou com um tom de brincadeira enquanto bebia sua xícara de café assim como Sara – então me conta um pouco sobre você… - Yumi disse timidamente, enquanto enchia a xícara da garota novamente. Na cabeça de Sara muita coisa começava a correr, embora tivesse tempo temia o fato de estar se sentindo tão aberta a alguém apenas por esta pessoa falar a mesma língua que ela. E toda a insegurança de parar em um mau lugar por conversar com estranhos a atingiu levemente no coração que, outrora frio, agora aparentava responder aos estímulos externos que chegavam até ela. Ignorando estes seus instintos que até agora pouco tinha lhe servido em vias de fato, ela finalmente começa a falar: —Bom, eu basicamente vim ao Japão para morar junto aos meus pais. Minha mãe era brasileira e meu pai japonês, eu sou basicamente um pouco de cada um deles… Ah, eu moro desde os 15 anos com minha tia aqui em Kodoku, tô no 2º grau, tenho 17 anos e minha vida pode se resumir em estudar, dormir e passar o dia fazendo tudo, contanto que tudo seja nada. - Yuri riu ao ouvir a última parte da descrição que Sara fizera. Estava realmente interessada na história dela e queria a conhecer melhor, tentando ser o menos invasiva ou estranha possível, tentou parecer indiferente quando com o queixo apoiado no punho fechado perguntou a ela sobre como era viver toda a adolescência no Japão. —Sinceramente eu sou bem isolada na escola. Ninguém fala comigo, nem durante as aulas já que sento na segunda carteira e nem durante o intervalo já que sou a “estrangeira”. Mesmo tendo algum traço nipônico dá pra perceber claramente que não sou totalmente japonesa já pela estrutura do meu corpo, então o máximo que recebo é um ou outro comentário escroto de garotos sobre minha bunda e algumas ofensas por parte de certas garotas da sala. O clube de arco e flecha que participo até troca uma outra palavra comigo, mas eu meio que sou bem ignorada até lá. Acho que o máximo que me dizem é Konnichiwa e só, nem mesmo se despedem de mim. Apesar de ter me acostumado e nunca ter gostado de trocar muitas palavras me sinto meio solitária. É estranho querer conversar com alguém quando se está sozinha mas se tem alguém para conversar ter medo dizer sequer um “a”. O preço que se paga para conseguir o que se quer, é conseguir o que se queria.
Um silêncio quase que mórbido pairou sobre o ambiente por alguns segundos, Sara encarava a xícara vazia com pequenos cristais de açúcar que não se uniram à bebida e Yumi olhava ao vazio com uma pose de quem tenta lembrar algo que vivera a muito tempo. Durante esse momento os poucos sons que podiam ser ouvidos eram ruídos brancos das cafeteiras ou da água que permanecia sempre fervendo no cooktop de indução atrás do balcão. Sara foi quem quebrou o gelo: —Desculpa – disse ela visivelmente envergonhada – acho que acabei desabafando contigo coisas demais, é minha mania de mostrar como sou patética às pessoas. - ela deu um longo suspiro enquanto pegava a sua bolsa para pagar pela conta, até que Yumi agarrou-a pelo pulso e a encarou: —Essa sua última parte aí foi uma citação de Sandman? - Ela nada estava incomodada e o que parecia ser a busca de alguma coisa em sua memória acabou sendo exatamente isso, uma frase dita pelo Moldador – Eu simplesmente A-M-O essa HQ! Sara olhou o relógio que marcava pouco mais de 7:50 e se permitiu demorar um pouco mais ao perceber que sua ouvinte não estava a desprezando como normalmente faziam com ela. —Precisamente isso! - Sara sorriu de orelha a orelha – Gastei uma pequena fortuna para por minhas mão nas edições em português da coleção. Adoro coisas de terror, e histórias obscuras em geral, então chegar até o Gaiman foi fácil, e chegar até Sandman foi questão de tempo. - Sara suavemente colocou parte do cabelo atrás da sua orelha e continuou sorrindo meio boba para sua, agora, possível amiga. —Ah é? Pois eu te digo que tenho uma edição de Coraline assinada pelo próprio! Gaiman é um dos maiores autores do nosso tempo. Adoro o que ele faz com as histórias dele, o viés filosófico, sombrio, mórbido muitas vezes. O visual da morte é simplesmente o melhor! Admito já ter feito cosplay dela num evento de quadrinhos qualquer do Brasil. Foi quase um mês de dieta para ficar com a cintura perfeita pra roupa. Mas valeu a pena passar por essa pequena vergonha eu acho… - Yumi retribuía com sorrisos em meio a sua resposta, e seu corpo de forma automática deixava transpassar a vontade que ela tinha de dissertar o dia todo sobre aquilo com esta garota que aparecera do nada em seu estabelecimento – Se tu gosta de um conteúdo mais sério e de certo modo até mais psicológico eu posso te emprestar alguns livros que tenho aqui do Lovecraft, não sei se já ouviu falar dele mas, com certeza, é um dos maiores nomes do terror existente! —Sinceramente eu adoraria! Tá tudo se eu passar aqui depois da aula para pegar? Depois das atividades do clube eu estou livre, normalmente acabam às 5 horas, se não for tarde para você… É que está na hora de eu ir para a aula, então preciso ir em 5 minutos – a voz de Sara pesava ao dizer essas palavras e ela sentia dentro de si a vontade que tinha de ficar mais tempo ali, naquela conversa, com aquela pessoa. Yumi pediu para ela esperar um momento enquanto pegava um pedaço de papel e caneta, durante esse tempo, Sara tirava da carteira o que pensava ser suficiente para pegar pelo que consumira ali, ao que Yumi quando se virou para ela prontamente negou dizendo: —A única coisa que quero é que você mande mensagem pro meu número – entregou para Sara um papel azul dobrado que de acordo com ela tinha o número pessoal do celular dela. Sara guardou na carteira o dinheiro e o papelzinho dobrado, e Yumi completou: –
Passa aqui depois da aula que vou ter o livro em mãos e posso te emprestar sem problemas, okay? Sara se levantou concordando e agradeceu infinitas vezes até que o tempo não permitisse maior enrolação. Yumi acompanhou-a até a saída e faltando 15 minutos para começar as aulas as duas se encontravam do lado de frente da cafeteria, uma de frente para outra. —Posso ajudar? - Yumi apontou para o cachecol que Sara tentava arrumar em seu pescoço —Seria bom, eu sou péssima sem um espelho para me ver sa-– antes dela conseguir terminar a frase Yumi puxou subitamente Sara pelo cachecol próxima o suficiente dela para a beijar. Em seus lábios o gosto do café era presente, bem como um certo calor advindo do ambiente quente onde estavam. Sara ficou vermelha instantaneamente e não teve reação alguma senão fechar os olhos e segurar no casaco de Yumi para não cair com o puxão prévio. Lentamente os lábios das duas foram se afastando até somente a mão esquerda de Yumi segurar uma das pontas do cachecol. Sara olhava para baixo visivelmente envergonhada enquanto Yumi aproximava sua mão da dela, sendo interrompida por seu celular começou a tocar, eram 8:30, Sara estava atrasada – Preciso ir, desculpa! Sara começou a correr em direção da escola enquanto seu cachecol escorregava do pescoço para as mãos de Yumi que, imóvel, pensava no que tinha acabado de fazer. Antes que pudesse dizer algo Sara já tinha virado a esquina, era tarde demais.



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