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História You - Capítulo 13


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Capítulo 13 - O Problema de Se Apaixonar


Cinco dias haviam se passado, desde que ela havia saído do hospital. Unohana havia sido surpreendentemente compreensiva, e mesmo estando em um período de experiência, a mulher garantiu que Orihime seria remunerada naquele tempo e não sofreria nenhuma sansão.

Por outro lado, Orihime estava triste. Ichigo ficara com ela durante todas as primeiras horas de tratamento. Mas, bastara Tatsuki chegar e ele saíra de fininho e não dera mais notícias desde então.

Por mais de cem vezes, ela começara a digitar uma mensagem, dizendo que estava bem, mas sempre desistia no meio do caminho, porque a parte racional de sua mente dizia que ele tinha de perguntar primeiro... Coisa que ele não fez.

A televisão estava ligada, mas ela estava mais interessada no filme que passava na sua mente.

O Ichigo. Seu primeiro encontro. A ida ao show. O primeiro beijo. A ida a praia praticamente perfeita. E, o último encontro que deu totalmente errado, e ela acabou hospitalizada... Era como um roteiro feito pela metade.

E, Orihime receava que a história deles ficasse exatamente assim: inacabada.

— Orihime... – Então, uma voz mais do conhecida, chamou a atenção de Orihime.

— Estou aqui no quarto, Tatsuki-chan... – Orihime gritou a plenos pulmões, e seu sorriso aumentou-se quando vira a figura esguia de Tatsuki entrar igualmente sorridente no quarto.

Tatsuki naqueles dias mostrara seu valor. Ela antecipara suas férias, e praticamente mudara-se para o apartamento de Orihime. Ficara com ela no hospital e agora cuidava-lhe fazendo comida, levando a roupa na lavanderia, cuidando da limpeza... E, fazendo companhia.

O único momento que Tatsuki apenas evaporava, é quando Karin chegava.

— Acho que ela não gosta de mim. – A Kurosaki comentou casualmente, no dia anterior quando estivera ali, e Orihime tinha de admitir que o comportamento de Tatsuki era estranho.

— Ela só aproveita sua vinda, para ir dar uma olhada no próprio apartamento... – Orihime apenas repetia a mesma desculpa, que Tatsuki lhe dava quando ela perguntava sobre sua insistência, em nem mesmo conversar com Karin.

Uryuu por sua vez, não havia aparecido ali ainda. Parecia estar evitando o prédio. Já que no hospital ele fora visita-la normalmente. E, as coisas ficaram estranhas quando ele e Tatsuki se encontraram, eles mal conversaram, e nem precisava a troca de olhares entre eles dizia muita coisa.

— Já fui na lavanderia e trouxe a roupa, e também já paguei aquele boleto que o aplicativo não leu. Como você está? – Tatsuki e seu dom de embolar as palavras como ninguém, deixaram Orihime um pouco confusa, mas no fim a ruiva lhe sorriu sentindo-se imensamente grata.

— Arigatou. – Hime disse lhe estendendo a mão e a outra aceitou o gesto, e as duas trocaram um olhar cumplice, havia muito carinho reciproco entre elas.

— Não precisa me agradecer, querida. – Tatsuki disse um pouco sem graça, pela insistência da outra em agradecer algo que ela fazia com tão boa vontade. – Carinho não se agradece, sabia?

— Verdade. – Orihime disse sendo surpreendida por aquela frase de efeito.

— Então, precisa de algo mais... – Tatsuki perguntou fitando sua amiga diretamente no olho.

Era uma característica peculiar da morena, que olhava as pessoas sempre olho no olho. Fosse quem fosse, e ela não se dava por conta do quanto esse seu costume era desconcertante na maioria das vezes.

— Quero que me diga a verdade. – Orihime disse atrapalhando-se um pouco com as palavras.

— Você gosta do Ishida-kun? – Até Orihime não acreditou que estivesse perguntando aquilo tão diretamente.

— Porque está me perguntando isto? – Tatsuki perguntou ainda mais chocada que Orihime pela pergunta, direta.

 — Caso, não saiba eu não me apaixono por idiotas que usam óculos. – A morena falara em meio a uma risada amarga, e houve algo em sua atitude que dera a certeza que Orihime não queria.

— Ele nem sempre usa óculos, Suki-san. – Orihime dissera usando o apelido que ela dera a Tatsuki que remetia a palavra gostar, e era algo que para Orihime combinava muito com o que ela sentia por sua amiga, naturalmente.

— Acho que você anda assistindo muito dorama ultimamente. – A outra rebateu em meio a uma careta, tentando tirar o foco da ruiva, mas ela não cedeu tão facilmente assim.

— Porque quando Karin-chan vem aqui você foge? – Orihime continuou insistindo.

— Já te disse que eu aproveito esse momento... – Mas, foi interrompida por Orihime.

— Porque não faz para ir na lavanderia, na padaria, no banco... Suki-chan, você sai em outros momentos, e eu fico sozinha, sem problemas... – Inoue insistiu um pouco mais, mas acabou recebendo um olhar gelado por parte de Tatsuki, que simplesmente levantou.

— Para não brigar com você, eu não vou discutir, vou no meu apartamento e veja... Karin-baka não está aqui, isso só mostra que essa sua dedução infundada de que eu gosto daquele grande idiota, é infundada. – A outra dissera saindo a toda velocidade do quarto, deixando Orihime mortalmente arrependida por ter tocado tão impulsivamente naquele assunto.

...

Uryuu havia acabado de chegar do trabalho, trazia consigo uma bandeja de wagashi um mais colorido que o outro, os quais Karin tanto adorava.

Ele não entendia porque ultimamente, ele sentia aquela necessidade incomum, de presentear sua namorada. Mas, ele vinha cumprindo com esmero uma meta pessoal, de lhe dar um presente a cada dia, embora cada vez que fosse comprá-los ele acabasse pensando em uma outra morena.

E, talvez essa fosse a chave do problema.

— Konbanwa. – Uryuu cumprimentou sua namorada assim que entrou em casa.

E como sempre encontrou Karin esparramada na sala, entre seus livros e apostilas. Ele nunca achou que um curso técnico fosse gerar tanta coisa para estudar, mas Karin parecia pela primeira vez entusiasmada, com algo, e isto lhe causara um sorriso de alivio.

— Uryuu, meu amor. – Ela o olhou com aqueles olhos escuros, e sorriso contido que somente ela tinha.

E apenas saltou em seus braços, beijando-o exageradamente. Tanto que ele deixara sua pasta com seu notebook cair no chão, e deu uma dor na alma de Uryuu com a possibilidade de tê-lo quebrado.

Mas, ele não a afastou com o braço livre enlaçara sua cintura, deliciando-se com aquele contato, que lhe causara um calorão de tesão.

— Trouxe isto para você. – Ele disse estendendo a bandeja. Karin, lhe deu um selinho de agradecimento e desenrolou os doces, seus olhos brilharam, e sem cerimonia nenhuma ela, o levara um a boca, antes de depositar o restante sobre o aparador.

Ela estava usando um shortinho jeans bem justinho, e ele podia ver sua bundinha empinada na sua direção, e mesmo se sentindo um sacana ele não conseguiu desviar os olhos mesmo culpando-se por causa disto.

— Vai ficar só olhando é? – Karin o provocara mexendo os quadris de um jeito desengonçado, mas que foi adorável do mesmo jeito, por causa da tentativa.

Uryuu não esperou um segundo convite tirou o palito que vestia, e começou a desabotoar a camisa, antes de aproximar-se de Karin, que o recebeu com a boca literalmente doce, e os braços repletos de carinho, porque sua intuição feminina, dizia que ela estava perdendo o namorado, mas ela não o perderia sem antes tentar segurá-lo com todas as cartas que tinha.

...

Enquanto isso no seu apartamento, Tatsuki andava de um lado para o outro com nervosismo, com a pergunta de Orihime ainda bagunçando ainda mais a sua mente.

Desde a primeira vez que o viu, Tatsuki antipatizou com Uryuu profundamente. Ele era só um riquinho, esnobe, que usava óculos e era obcecado pelas mãos.

Mas, em vários momentos o rapaz mostrara seu lado doce, como quando a carregou mesmo que como um saco de batata, até o apartamento... E...A sensação era algo que ela não conseguia esquecer.

Suas mãos grandes e surpreendentemente fortes, lhe causavam um estranho tipo de excitação que a sempre fazia tomar um banho gelado. No entanto, vê-lo dançando com Karin, a fez cair sem paraquedas de cara no concreto frio da realidade.

Ela não tinha muita experiência com homens, nem precisava para saber que estava entrando numa sinuca de bico.

Por isso, no desespero ela apelara para o plano B, buscando entre seus contatos em um aplicativo de mensagem ela encontrara a foto do cara que não parava de dar em cima dela, na academia.

— Acho que vou lhe dar uma chance, Abarai Renji. – A morena murmurou para si sem muita convicção, antes de digitar uma mensagem, para o ruivo tatuado que estava na foto.

...

Enquanto isto Orihime estava quase pegando no sono, quando ela escutou a campainha tocar.

Sem nem preocupar em tirar o pijama de oncinha que estava usando, tão pouco pentear o cabelo, ela correu até a porta, achando que era Tatsuki para quem ela achava que devia um pedido de desculpas.

Mas, para sua consternação, era:

— Kurosaki-kun?! – A garota murmurou perplexa em ver Ichigo ali parado, usando um moletom do Patolino, e uma calça jeans toda rasgada e um tênis all star surrado.

— Desculpa, hime ter sumido. – Ele disse deslizando as mãos por seus cabelos arrepiados. – Retomei o estagio essa semana, e o idiota do Urahara me fez trabalhar quinze horas corridas para compensar.

Ele disse parecendo realmente cansado.

— Coitadinho. – Ela disse o surpreendendo ao puxá-lo para dentro do apartamento e lhe dando um abraço como se ele fosse um ursinho magrinho.

— Estou mais para idiota. – Ele disse amuado consigo mesmo. Porque chegara em casa tão cansado, que apenas capotava e dormia.

Pelo menos a faculdade, havia lhe dado um parecer favorável ao seu retorno, embora ele tivesse que repetir algumas cadeiras, mas aquele era só um ônus ruim, por escolhas mais ruins ainda.

Ele não tinha que reclamar.

— Não precisa se desculpar, Kurosaki-kun. Não é como se fossemos namorados ou coisa assim. – Ela disse com suavidade, embora tenha ficado vermelha como um tomate, ao pensar na possibilidade de suas palavras soarem como uma indireta cobrando Ichigo de uma postura mais assertiva com relação a eles dois.

— E, como você está? – Ele perguntou lamentando não ter passado em algum lugar para ter comprado alguma coisa para a menina, que parecia nem ligar para este tipo de coisa, estava feliz por ele estar ali... Com cara de cãozinho arrependido, depois de tê-la deixado no vácuo uma semana inteira.

— Senti sua falta. – Ela disse de novo com sinceridade. Ela não tivera coragem de encará-lo, mas suas palavras eram sinceras, e Ichigo percebendo isto, tomou sua mão nas suas e a beijou com suavidade.

Ela fechou os olhos deliciando-se com a sensação.

— Orihime, eu posso beijá-la? – Ele perguntou baixinho, cheio de vergonha, não queria bancar o abusado nem nada... E, mais que isto ele sentia que não merecia algo como aquilo, mas Orihime discordava de sua teoria, por isso se aproximou timidamente do rapaz, e fechou os olhos receptiva.

Ichigo se sentiu o mais contente dos sujeitos, e se aproximou cheio de amor para dar.

Orihime por sua vez fechou os olhos, pronta para apreciar a sensação de ser beijada mais uma vez, pela pessoa amada.

Porém, seus desejos foram interrompidos pelo tilintar da campainha.

Antes que seus lábios se encontrassem, os dois pombinhos estremeceram, de frustração quando mais uma vez a campainha tocara, e Orihime distraída pelo próprio constrangimento abrira a porta, desejando que fosse um vendedor inoportuno, ou qualquer outra pessoa que ela pudesse despachar facilmente.

Mas, para sua perplexidade, quem estava ali parada com um bonito vaso de tulipas brancas era Unohana, que arqueara a sobrancelha para sua funcionara e perguntara comedidamente:

— Eu posso entrar? – Foi então que a garota se deu por conta que atendeu Ichigo usando um pijama de oncinha, e para completar o combo recebeu sua chefe usando o mesmo traje “inapropriado”.

Fosse como fosse, ela não poderia dizer, não para aquela visita e o beijinho e tudo mais teria de esperar...



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