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História You - Capítulo 2


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Notas do Autor


Eae

Capítulo 2 - Ni


Giorno voltou para sua casa, largou sua mochila e foi até a cozinha onde se encontrava seus pais. Dio estava tomando um café, mesmo tendo acabado de almoçar, e Jonathan estava sentado ao lado do marido.

— Bem vindo, Giorno. — Falou o azulado.

— Fez o que de bom hoje? — Perguntou Dio que logo em seguida bebericou o café.

— De bom, nada. — Revirou os olhos. — Chegou um novo professor hoje.

— Sério? — Jonathan se levantou e foi pegar um copo d'água para beber. — Ele é legal?

— Não. Ele é um tanto estranho. Não parava de olhar pra mim. — Respondeu Giogio.

— Ué. Como assim? — Perguntou o pai loiro.

— Também não sei. Ele parecia que me conhecia ou algo do tipo, mas eu nunca o vi.

— Qual o nome dele? — Jonathan voltou a se sentar.

— Enrico... Enrico Pucci. — No momento que ouviu tal nome, Dio acabou cuspindo todo café que estava em sua boca em cima de seu marido.

— Dio!! Por que fez isso!? — Agora a roupa de Jojo estava totalmente suja.

— Você... — Tossiu o pai loiro. — Você disse Pucci?
— Sim. Você conhece ele? — perguntou o filho indo ajudar o outro pai a se limpar.

— Infelizmente sim.

— E quem é ele?

— Hmm, ele foi meu noivo. — Respondeu Dio um pouco baixo.

Jonathan arregalou os olhos.

— Noivo? Você chegou a se casar com ele? — Perguntou o Jojo.

— Nah. Eu o larguei no altar.

— Quê? — Giorno não entedia mais nada. — Porque fez isso?

— Ele estava indo rápido demais. Eu mal o conhecia. E também... eu tinha acabado de conhecer outra pessoa. — O loiro direcionou os olhos para Jonathan que corou rapidamente.

— Porque não me falou dele? — Jojo se levantou e não tirava os olhos do marido.

— Eu não ia ficar falando dos meus antigos relacionamentos para o meu marido.

— Faz sentido. — Concordou o filho. — Mas porque ele fica olhando pra mim?

— Provavelmente descobriu que você é meu filho. Mas não sei o que ele quer.

— Ótimo. Quem larga ele é você e eu tenho que pagar o pato.

— Para de exagero, Giorno. Se ele fazer algo com você eu o mato. — Dio disse algo fofo mesmo sem perceber e acabou deixando Giorno e Jonathan orgulhosos. — Ah! Não me olhem assim! Vamos, Jonathan! Vai trocar de roupa.

Giorno foi para seu quarto, se jogou na cama e pegou seu celular. Percebeu várias mensagens e se lembrou que tinha dado seu número para Mista, e agora estava em um grupo onde todos seus novos amigos estavam incluídos.

                            ☆



               Mensagens on

Vem de quatro (Mista) — Eae Giorno

Girino (Giorno) — Oi. 

Gótico (Leone) — Ae gente, o Bruno tá um pouco triste e eu pensei que a gente podia sair para algum lugar esse final de semana. Só pra alegrar ele, sla.

Menino veneno (Fugo)  Eu tava planejando estudar.  

Laranjinha (Narancia) — Qual é Fugo, é só um dia. 

Menino veneno — Cala boca, Narancia. Você é o que mais precisa estudar.

Laranjinha — Fodase

Vem de quatro — Parece uma boa idéia. Oq c acha Giorno? 

Girino — Pode ser.

Mãe (Bruno) — Oq? Eu n tô triste galera.

Gótico — Claro q n, só parece que ta morrendo toda vez q fala comigo.

Mãe — Aff tá. Mas vamos pra onde?

Girino — Eu n conheço nada por aq, mas eu vi um parque quando tava andando de ônibus

Menino veneno — Verdade. Ele reabriu esses dias.

Laranjinha — Então vai ser lá memo?

Gótico — Sim, q horas?

Vem de quatro — Pode ser as 2 da tarde, oq acham?
 

Menino veneno — Ta ótimo 


Laranjinha — Vo ta lá

Girino — Também irei

Mãe — Faze oq

Gótico — Calado Bruno! Então ta combinado.

        Mensagens off


                           ☆



Felizmente o final de semana chegou rapidamente.

— Estou indo! — Falou o Giogio aos pais. 

— Tome cuidado. — Disse Jonathan dando tchau com a mão.

— Vê se não morre. — Pediu o pai loiro sem nem olhar para o filho.

— Claro. — Deu um sorriso e fechou a porta de casa. — Aff, para ir em qualquer lugar preciso pegar ônibus, foda hein. — Bufou o adolescente indo em direção ao ponto de ônibus. 


                            ☆ 



Antes de chegar ao parque já conseguiu ver a imagem de alguns de seus amigos o esperando na porta. Enquanto se aproximava dos outros, Giorno arrumava o cabelo e até mesmo cheirava a si próprio para ver se estava fedendo, felizmente não estava.

— Eae Giorno. — Comprimentou Narancia.

— Oi gente. — Falou o loiro. Logo notou a falta de duas pessoas. — Onde está o Bruno e o Leone?

— Já estão vindo. Bruno desistiu de vir na última hora, mas Leone foi até a casa dele para busca-lo. — Respondeu Fugo.

— Oia só, Giorno caprichou no visual. — Falou Mista olhando toda a extensão do corpo de Giogio.

— Do que está falando? Estou como sempre. — Retrucou o loiro.

— Ta nada. — Giorno apenas revirou os olhos enquanto Guido sorria. — Hm? Olha gente. Eles chegaram. — Apontou para seus amigos que se aproximavam.

— Oi, pessoal. — Falou Bruno.

— Nada de “Oi”! Você quase fez com que todos aqui viessem por nada. — Falou Leone.

“É mesmo possível que Leone goste dele? Porquê do jeito que ele fala com o Bruno é um pouco ignorante demais.” Pensou Giovanna.

— Tá, tá. Me descupa, pessoal. — Disse Bruno.

— Tá de boa cara. — Narancia se virou para a entrada do parque. — Vamos entrar pessoal!

Todos seguiram o laranjinha para dentro do parque. 

Agora veio a pergunta. Em qual brinquedo iriam? Eram tantos. Narancia parecia uma criança que veio ao local pela primeira vez, a cada brinquedo que via, seus olhos brilhavam e com muita insistência, ele conseguiu fazer com que todos fossem primeiramente na montanha-russa.

Felizmente, a fila não estava tão grande e conseguiram entrar no brinquedo facilmente. Giorno se sentou no banco ao lado de Mista, Fugo ao lado de Narancia e Bruno ao lado de Leone. Logo começaram a se mover e foi realmente divertido.

Foram em muitos brinquedos, como: a barca, carrinho bate-bate, casa mal-assombrada, crazy dance, roda-gigante, etc. E por fim decidiram ir no Kamikaze, que era o brinquedo que dava mais medo de ir, porém a fila estava muito grande.

— Ah, preciso ir no banheiro. — Falou Bruno colocando as mãos nas partes íntimas. 

— Onde fica o banheiro?

— Fica ali. Eu posso... — Fugo segurou a boca de Narancia.

— Eu te levo lá. — Disse Abbacchio aproveitando que Narancia tinha sido calado, mesmo sem saber o porque.

Chegou correndo no banheiro e fez logo suas necessidades, lavou as mãos e saiu do lugar. Leone estava do lado de fora esperando e ao ver o outro saindo do banheiro percebeu um pouco de tristeza em seu olhar.

— Que foi, Bruno? Não conseguiu se animar nem um pouco? — Perguntou já achando que sua idéia de sair com os amigos foi uma bosta.

— Não é isso. Eu estou me divertindo. Vocês são ótimos amigos, mas... ainda penso nela.

— Te entendo. Sabe....você pode não ter percebido mas...

— Eii! Leone! Bruno! Está chegando a nossa vez! — Gritou Giorno indo até eles.

“Aff que muleque idiota!” pensou o albino mordendo os lábios.

— Estamos indo! — Bucciarati gritou de volta.

E entraram no brinquedo.



                            ☆



— Aah! Foi um dia tão bom! — Falou Mista esticando os braços enquanto saia do parque ao lado dos outros.

— Quem sabe não podemos vir na próxima semana. — Fugo já fazia planos.

— Qualé, Fugo. A gente precisa de dinheiro pra vir brincar, nem todo mundo tem dinheiro como você aqui. — Narancia falou.

— Nunca pensei que ia dizer isso, mas eu concordo com o Narancia. — Falou o de cabelo chanel.

— Só quero ir pra casa e descansar agora. — Comentou o Giogio.

— Exato. — Mista concordou.

Chegaram em uma esquina onde iriam se separar e se despediram. Giorno e Leone pegariam um ônibus, Mista e Bruno iriam à pé mesmo, afinal suas casas eram logo ali, já Narancia e Fugo iriam pela mesma direção.

— Hm, será que o Leone disse algo para o Bruno? Na verdade nem sabemos se ele sente algo por ele. — Falou Fugo meio preocupado.

— Claro que sente. Ele tenta tratar o Bruno com ignorância para não desconfiarmos. — Narancia tinha a mais pura certeza.

— Verdade. — O loiro ficou em silêncio por um tempo. — Ei, Narancia.

— Hm?

— Você gosta de alguém?

— Que pergunta é essa do nada?

— Digo, você nunca disse nada sobre isso.

— Ah, sim. Não gosto de ninguém. Eu acho que não sou bom com essas coisas. Mas eu ficaria feliz se alguém gostasse de mim. — O menor deu uma risada. — Impossível, né? Alguém gostar de mim. — Fugo não respondeu. — E você?

— Oi?

— Você gosta de alguém?

— .............Não.

— Demorou muito pra responder? Quem é a sortuda?

— Cala boca. Não gosto de ninguém, OK? — Não pareceu nada sincera aquela resposta.

— Sei. Mas se você gostasse de alguém, e se declarasse, sei la. Acho que a pessoa ia querer ficar com você, afinal, você tem dinheiro e tal.

— Que horror. Não quero ficar com ninguém assim.

— E quem ia querer? Imagina se você falisse, tchau tchau amor. 

Fugo deu uma risada.


                            ☆ 



Giorno chegou em casa e se deparou com seu pai, Dio, deitado no sofá.

— Cheguei.

— Bem vindo. — Falou Dio, deixando o filho surpreso, pois só Jonathan falava isso quando ele chegava.

— Onde está meu pai? — Perguntou o adolescente enquanto procurava seu pai com os olhos.

— Está aqui. — Dio aponta para sí mesmo.

— Engraçado o senhor. Onde está seu marido?

— Lá em cima. Ele tem algo chato para te contar.

Giogio subiu as escadas com curiosidade e foi até o quarto dos pais, onde estava Jonathan deitado lendo um livro.

— Oi, pai.

— Oi, Giorno. Se divertiu?

— Sim, foi bem legal. Soube que quer me contar algo.

— Ah, sim. — Jonathan se arrumou na cama, ficando sentado. — Seu tio Jotaro vai vir nos visitar, ele vai vir com seu marido, Kakyoin, e sua filha, Jolyne.

Giorno ficou paralisado. Ele gostava do Jotaro e do Kakyoin, o problema era sua filha, para quem fez sua primeira e única declaração. Obviamente ela o rejeitou. Giorno nem gostava tanto dela, ele só fez aquilo para provar que era hétero, mas logo depois se convenceu de que não gostava de mulher. Isso foi quando Giogio tinha 13 anos, mas ainda se lembrava claramente dessa vergonha que passou. 




Notas Finais


Carai, vocês estão gostando disso?
É só oq eu quero saber :3


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