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História You - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Obrigada a todos que leram e comentaram, de verdade ♥

Capítulo 3 - Última parte - Mikasa


Foi uma das coisas mais difíceis da minha vida respondê-lo daquela forma. Mas eu precisava dar um gelo, mesmo que fosse por pouco tempo. Isso me diria com certeza se valia a pena ou não tentar algo com ele. Ele tentou dizer diversas vezes de alguma forma que gostava de mim, e eu não deixei. Sabia que não seria forte o suficiente se ele o fizesse. Céus, eu não estava sendo forte o suficiente mesmo agora. Estava tremendo com o celular nas mãos, após tê-lo respondido. A parte mais difícil seria evitar encontrá-lo aqui, então me programei para ficar alguns dias dormindo no apartamento da Sasha, apenas por precaução. Mas só a partir de amanhã.

Eu sabia que não conseguiria. Tive que lutar com todas as minhas forças apenas para sair do quarto dele. Eren estava dormindo de forma quase angelical, eu quase conseguia esquecer o quão cretino ele já havia sido comigo. Fora o fato de ele estar dormindo completamente nu, e cada parte do meu corpo estar lembrando do que é isso. Do que ele pode fazer.

Assim que cruzei o corredor e cheguei no meu ap, fui para o banho, e me olhei no espelho do banheiro que pegava meu corpo inteiro.

Eu estava com tantas marcas que não sabia nem como havia acontecido. Minha cintura, minhas coxas, minha bunda, meu pescoço. Havia valido a pena. Porra, até demais. Meu corpo inteiro estava doendo. Aquilo foi realmente uma foda. Eu podia imaginar que ele era bom, mas eu não sabia que seria tanto assim. Não conseguia sentir nada entre as pernas, eu estava dormente, e desconfiando que ficaria assada. 

Quando relaxei, tudo doeu ainda mais. Eu sentia como se tivesse sido atropelada. Eren era ainda melhor do que eu pensava ser, eu sequer sei quantos orgasmos tive. 

Eu precisava ficar longe dele por agora. Precisava evitá-lo. Ele já havia me ligado duas vezes e eu apenas deixei tocar. Silenciei o celular e apaguei todas as luzes, queria que ele pensasse que eu não estava, caso cogitasse vir falar comigo pessoalmente. Respirei fundo, sentindo dores musculares até em fazer isso.

 — Ele acabou comigo… — resmunguei no escuro, deitada na minha cama. 

Pelo menos eu conseguiria dormir, já que estava completamente exausta de uma noite de insônia e do melhor sexo que tive na vida até hoje. 

Foi tão sujo, desinibido… foi perfeito. Eu tive vergonha do Jean no começo, quando começamos a transar. Mas não senti vergonha do Eren um segundo sequer. Era como se eu estivesse fazendo as coisas mais normais do mundo. 

Mas não estava.

Porra, metade do que fizemos eu ainda não tinha feito. Jean era mais básico na maior parte do tempo, eu não tinha muito com o que comparar, mas nossa. Apenas nossa.

Mesmo depois de tudo, quando comecei a me lembrar do que havíamos feito, senti meu corpo quente. Eu estava toda dolorida e não podia nem pensar em me tocar, mas estava ali, perdida. Só de pensar, eu fiquei com vontade dele de novo. Ele me avisou, avisou que me comeria de um jeito que eu não esqueceria. Meu corpo se lembrava de cada momento. 

Acabei caindo no sono, e acordei completamente quebrada. Até minhas costas doíam, e eu sabia que provavelmente seria por conta da última posição que fizemos. Sorri sozinha ao me lembrar. Fui tomar um banho e constatei que de fato, estava assada, e completamente satisfeita, porém querendo mais. Eu fiquei arrepiada e com o corpo tenso toda vez que tinha algum flashback do aconteceu.

Céus.

Meu celular estava cheio de mensagens dele, perguntando o que havia acontecido, se ele fez algo de errado, se eu não havia gostado, etc. Apreciei estar causando pelo menos alguns momentos de insegurança nele, porque é merecido. Vamos ver como ele vai se comportar depois de alguns dias sendo mantido em uma geladeira.

Saí de casa o mais cedo possível, e já era praticamente meio dia, eu não fiz quase nenhum barulho. Eu não queria ser vista, não queria vê-lo. A essa altura, eu não sei nem o que poderíamos dizer um ao outro, na verdade. 

Minha mochila tinha algumas trocas de roupas e meu carregador do celular, nada mais do que suficiente. Sasha estava morrendo de curiosidade, eu tive que contar por cima o porquê de eu precisar dar uma sumida do meu apartamento assim, do nada. Quando contei que aconteceu algo entre o Eren e eu, ela quase surtou, me ligou na hora e ainda estava um pouco irritada por causa do Jean. Eles eram tão amigos quanto ela e eu.

A república onde ela morava ficava há poucas quadras de distância da minha, não demorei até chegar e bater em sua porta, que ficava no primeiro andar. Armin morava de frente com ela, e por um momento pensei que não estaria tão escondida, já que Eren e ele eram melhores amigos.

— Entra, eu já fiz batata frita. Me conta tudo. Senão você vai pra casa!

Deixei minha mochila em um canto próximo ao sofá, que seria minha cama por uns quatro ou cinco dias, e minha cabeça começou a rodar quando comecei a pensar por onde deveria contar.

— Na festa, o Eren veio atrás de mim. Ele me beijou à força.

— Meu deus, você traiu o Jean? Mikasa, ele não merecia!

— Foi à força, porra. Escuta. Eu bati nele, meus dedos marcaram o rosto dele inteiro.

Ela comia batatas compulsivamente, e eu fiquei com medo de pegar alguma. Decidi que seria melhor pedir algo pra comer depois. Contei a ela sobre o diálogo merda que tive com o Eren no dia da festa, sobre as coisas desconexas que ele estava dizendo, e o quão nervosa com aquilo tudo eu fiquei.

— Eu fiquei puta, você não tem ideia. Eu quis bater nele com todas as minhas forças.

— Mas você gostou, né…

— Sim e não, Sasha. Parece que você não entende! Eu sofri muito por causa dele, eu finalmente estava em outro lugar na minha vida e estava confortável. Acontece que eu estava me enganando, e enganando Jean. Não adianta nada eu simplesmente começar a sair com alguém pra esquecer uma pessoa. Isso é muito fodido, ia dar muita merda pra frente, e você sabe disso. Eu não traí o Jean, fiquei a noite toda sem dormir, pensando nessas coisas… e terminei o que tínhamos, que nem era nada sério, pra poder fazer algo que eu estava querendo muito.

— Isso, essa parte que eu quero saber! Eu sei que você não traiu o Jean, mas acho injusto com ele, essa coisa toda. Não dá pra escolher de quem a gente gosta, afinal… mas e então? O que você fez depois?

Minha barriga congelou só de lembrar. Eu ainda podia sentir ele dentro de mim, se focasse na lembrança. 

— Eu fui até o apartamento do Eren… e ele tinha acabado de tomar banho. Estava usando aquela desgraça de short de moletom, e sem camisa. Meu corpo ferveu, então eu bati nele de novo. Não sei quantos tapas foram, e depois eu o beijei.

Sasha estava gargalhando de boca aberta e deixando pedaços de batata caírem no sofá. Suspirei, precisaria limpar ali antes de me deitar pra dormir a noite. 

— Você é completamente maluca! Ele não fez nada?

— Ele parecia estar ficando bravo, mas depois a gente começou a se pegar violentamente, e depois transamos… 

— E…?

— Foi isso. Transamos. Ele me disse que eu não iria esquecer, e falou sério. 

Fiquei de pé e levantei a camiseta para mostrar as marcas ainda roxas que estavam no meu corpo. Ela ficou boquiaberta. Quis mais detalhes, mas eu me recusei a falar, aleguei estar com vergonha, mas na verdade quanto mais eu pensava e falava sobre, mais falta eu estava sentindo, e mais eu queria de novo. Eu precisava me manter firme.

— E qual o seu plano, então?

— Eu quero deixar ele no vácuo por agora. Ele não para de mandar mensagens e ligar, querendo conversar. Quero ver se ele vai sair com outras como normalmente faz, ou se vai agir como um adulto normal. Sei que estou sendo criança, e tudo mais que você nem precisa falar. Mas preciso disso.

— Espero que você não esteja pensando que ele vai amadurecer do nada, porque acho bem difícil… 

Eu sabia, e isso me doía bastante.

— Eu sei. Por isso vou ficar longe, entende? Para observar o que ele faz. 

— Eu vou te ajudar, fique por aqui. Se eu souber de algo que ele fez, eu te conto.

 

♦ Cinco dias depois ♦

 

Eu estava indo pra faculdade normalmente, e não passando perto da sala dele de jeito nenhum. Eren estava me procurando por lá, não deixou de tentar contato comigo nenhum dia sequer. Até hoje.

Acordei e não havia nada dele no meu celular. Fiquei incrivelmente triste, e tentei dizer a mim mesma que esperava que ele iria desistir. Não havia surpresas, afinal.

Eu ainda estava no sofá de Sasha e ela dormia tranquilamente, era muito cedo pra levantar. Decidi que não iria para a aula hoje, e apenas arrumei minhas coisas e o sofá onde dormi, deixei tudo organizado e peguei minha mochila. 

Saí discretamente do apartamento e encontrei Armin, sozinho. Ele estava voltando de sua corrida matinal, todo suado e com o rosto vermelho.

— Mikasa! — ele secou o rosto com a toalha — Faz tempo que não vejo você. Vai na festa amanhã?

— Acho que vou, sim. Mesmo lugar e hora, certo?

— Sempre.

— Vou pensar.

— Tem visto o Eren?

— Eu… não. Por quê?

— Ele tá estranho esses dias. Sei lá.

— Sei…

Eu deduzi que ele sabia exatamente o que tinha acontecido e estava me testando. Clássico de Armin. Tentei não me importar, eu teria que voltar a seguir a minha vida, sendo agora um pouco mais amarga do que era antes. 

Como eu sou burra. Eu realmente esperava alguma coisa dele? Provavelmente sim. Mas ao mesmo tempo não. Como sempre, ele me faz entrar em conflito desnecessário com qualquer questão que o envolva. 

O dia estava mais ensolarado do que eu gostaria, consegui me queimar durante os minutos que caminhei até meu apartamento. Não ligaria mais se encontraria Eren pelo caminho, eu tinha uma festa para ir, e com certeza tentaria colocar minha cabeça no lugar antes disso acontecer.

Passei o dia me cuidando, comecei pelo cabelo. Fiz hidratação, escovei, deixei cheiroso e sedoso. Fui para a pele, e por último minhas unhas. Passei a tarde tentando restaurar meu amor próprio, que eu na verdade não tinha perdido. Apenas me sentia assim por estar completamente desesperada para mandar mensagem para ele. Merda, Eren. 

Peguei o celular e ensaiei enviar algo, perguntando se ele já havia desistido. Mas me segurei. Olhei a série de mensagens sem resposta que estavam no visor da conversa dele, e senti uma certa apreensão. Eu também desistiria de alguém que me ignora, mas…

Eu precisava mesmo me distrair e pensar em outras coisas. Estava exagerando.

Peguei meus exercícios da faculdade e comecei a resolver, deixaria tudo pronto para que pudesse passar o final de semana sem essa pendência. Ao menos tentaria ser produtiva, já que estava matando aula. 

Passei duas horas ocupada com os exercícios, depois vi um pouco de TV e cochilei sem querer. Pelo menos acordei completamente renovada, mesmo que ainda estivesse um pouco revoltada. Eu estava pensando se já deveria escolher a roupa que usaria para a festa amanhã, já que estava decidida a aparecer por lá e estar muito irresistível, diga-se de passagem. 

Fiquei distraída assistindo um filme e cheia de preguiça de fazer qualquer outra coisa. Quando me dei conta, já estava de noite e eu não havia feito praticamente nada de produtivo o dia todo, só comi e assisti TV.

Desliguei meu celular para prevenir minha inquietação e fui para a cama. Tentaria ler alguma coisa e dormir o máximo possível, não queria pensar em Eren, ou também no Jean que provavelmente estaria na festa amanhã. Eu estava me deixando perturbar mais do que o necessário, mas minha cabeça era assombrada pela ideia de Eren estar nesse momento, com outra mulher, enquanto eu estou aqui sendo tão idiota.

Acabei pegando no sono enquanto lia, e acordei amassando meu livro preferido. Resmunguei na cama enquanto me esticava, estava cedo, e eu ainda estava com sono. Pensei em tudo o que teria que fazer hoje e fui acordando aos poucos. Tinha uma festa para ir, e notei que acordei me sentindo melhor. Liguei meu celular, e tinha algumas mensagens não lidas da Sasha. Nada do Eren. Estava tudo bem, nada havia mudado.

Exceto que eu ainda sentia as sequelas do que havíamos feito dias atrás. Não queria me arrepender, não sabia que seria tão difícil resistir a ir atrás dele de novo. Agora entendo todas as que foram, e que merda deve ser levar um não depois disso.

Decidi sair da cama e fazer qualquer coisa para o dia passar depressa. Eu estava com muita vontade de ir a festa e beber um pouco, conversar com as pessoas e aos poucos poder esquecer de tudo o que havia acontecido, virar a página de novo. Sasha viria até meu apartamento mais tarde, porque estava insistindo em me ajudar com a maquiagem, mesmo eu insistindo que não havia necessidade. 

Ela queria que eu ficasse deslumbrante para aparecer onde Eren com certeza estaria. Eu também tinha o mesmo desejo, mas de nada iria me ajudar se ele me enfraquecesse de novo. Talvez fosse melhor não chamar a atenção…

Não. Que merda, eu não vou mais fugir dele. Chega disso.

Era sábado, eu precisava ao menos cuidar da organização do apartamento primeiro, as coisas da faculdade já estavam feitas e eu não tinha outras pendências para finalizar. 

Que preguiça… 

Demorei para começar a me mexer, mas depois não parei por nada. Três horas mais tarde eu já havia finalizado, o apartamento estava brilhando e cheiroso, as roupas lavadas e a cama trocada, já tudo pensando que eu chegaria morta daquela festa e provavelmente iria me jogar ali sem pensar. Se tudo desse certo, claro. 

Abaixei um pouco a música que havia colocado para fazer o serviço doméstico e notei que havia alguém batendo na minha porta. Minha barriga gelou violentamente quando pensei que pudesse ser Eren. Me aproximei da porta e perguntei quem era.

— Sou eu, não combinamos que eu viria? Eu trouxe comida, vamos almoçar.

Suspirei aliviada quando ouvi a voz dela, era Sasha. Havíamos combinado de ela vir mais tarde, mas não combinamos nenhum horário específico. Abri a porta, senti o cheiro da comida e percebi que estava realmente faminta. E cansada. 

Nos sentamos para almoçar e eu servi a comida para nós duas, comemos em silêncio a maior parte do tempo.

— Alguma notícia do Eren?

— Nada, ele não fala nada tem uns dois dias. 

— Ele não disse nada sobre ir na festa, sabe. Talvez apareça lá com alguma menina, e só pra provocar você. 

— Eu sei, de verdade. Quero que ele seja feliz fazendo seja lá o que for.

— Como você é nobre, eu iria cortar ele com uma tesoura de jardinagem…

— Você não sabe como é cansativo pensar nele, tentar entender o que ele faz, o que ele diz… estou cansada. Só isso. 

— Eu entendo, tô acompanhando isso há anos, esqueceu?

— É verdade… você está.

Passamos a tarde conversando, vendo televisão e comendo tudo o que tinha na minha casa. Eu não sabia como ela conseguia comer tanto e ainda ser tão magra, era assustador. Acabamos jogadas no sofá no fim da tarde, com a barriga cheia e  morrendo de preguiça de começarmos a nos arrumar para ir na festa na casa de Hange. 

Sasha havia trazido uma pequena mala com as roupas que iria vestir e toda a maquiagem que tinha em sua casa. Eu costumava usar só o básico, mas ela insistia no quão deslumbrante eu precisava estar, caso Eren aparecesse por lá, acompanhado ou não. Mas já sabíamos que ele iria, ele nunca perdia a chance de  beber bastante e fazer alguma coisa errada por aí, então eu estava preparando meu psicológico desde o momento em que decidi estar no mesmo ambiente que ele depois do que aconteceu.

Eu sentia saudade dele. Nossa, como sentia! Quando nos afastamos eu senti um pouco mas tinha algo para me fazer esquecer, com o Jean. Agora eu não tenho no que me apoiar, e sei que isso é o certo, mas está quase doendo demais. Muitas vezes peguei meu celular e quis enviar algo, ligar, qualquer coisa. Mas se eu fizesse, nada iria mudar. Agora eu sei que não vale a pena. Eu não falava para ninguém o que sentia, não queria parecer ainda mais idiota do que eu já sentia que era.

Sasha estava cochilando no meu sofá, então levantei fazendo o menor barulho possível e segui em direção ao banheiro, a única coisa que eu queria era tomar um banho longo e lavar tudo de ruim que estava na minha cabeça. Demorei mais do que o necessário para desligar o chuveiro mesmo após ter terminado o banho, ficando apenas refletindo enquanto a água morna caía pelo meu corpo. Eu estava lutando com minha excitação a semana inteira, por conta de ter ficado praticamente lesionada depois de sair do apartamento do Eren. Eu já estava bem, mas sentia um pouco de culpa em me sentir tão excitada pensando no que havíamos feito. Meu corpo reagia sozinho, sempre que eu pensava sobre. Levei uma das mãos entre minhas pernas e me massageei ainda com os olhos fechados. Vários flashes envolvendo o Eren passaram pela minha mente, me senti entrando no caminho da perdição que antecede o desespero na busca de um orgasmo, e me obriguei a parar. Eu precisava me conter, pelo menos agora.

Fechei o chuveiro e me enrolei na toalha, usando outra para secar meus cabelos. Me olhei no espelho do banheiro e tentei me encher de sentimentos para derrubar a maldita insegurança que eu ainda sentia. Uma hora ou outra, eu precisaria encará-lo, não teria como fugir dele para sempre, e o que estava feito também não podia ser desfeito. Fatos. 

Era impressionante como todos os fatores da minha vida estavam sempre em ordem, mas se tratando de romance, eu era uma completa bagunça. Sempre foi culpa dele, ou minha, por deixar acontecer.

Saí do banheiro ainda de toalha e acordei Sasha que ainda dormia pacificamente no meu sofá, ela ainda teria que me ajudar a escolher roupas, porque não havia concordado quando falei que usaria um dos meus vestidos de sempre.

— Ei, vamos. Você tem que me ajudar a escolher a roupa.

Ela resmungou alguma coisa enquanto me xingava por ter acordando-a, e depois me seguiu em direção ao quarto. Eu sentei na cama, ela mexeria no meu guarda roupas e me passaria as sugestões para que eu provasse. Comecei a sentir medo pelas escolhas que ela poderia fazer.

— Você deveria usar saia, porque é alta, magra e suas pernas são lindas e compridas… Aqui! Você vai usar essa.

Era uma saia rodada preta que eu não usava há um tempo por vergonha, achava que era um pouco curta. Mas aceitaria, a roupa era bonita.

— Agora vamos ver… hm. Aqui, essa blusa. É manga longa, vai contrastar bem com a saia.

Sasha puxou uma blusa branca com mangas que não eram exatamente longas, mas sim meia estação. O look ficaria simples, e ao mesmo tempo bem trabalhado. Eu gostei da escolha dela, no fim das contas.

— Vamos começar a provar. Quero ver como fica!

Deixei a toalha cair e tentei não me sentir constrangida por estar praticamente nua na frente dela, usava apenas calcinha e sutiã. Puxei as roupas de cima da cama e vesti com calma, agradecendo por ainda estarem cheirando roupa limpa, já que estavam guardadas há meses.

Assim que ajeitei as mangas da blusa, me virei para Sasha e ela sorriu, erguendo os dois polegares, em aprovação.

— Você está fantástica. Agora me deixa escolher uma sandália…

Sasha passou a olhar dentro de cada caixa de sapato enquanto me examinava. Eu estava desembaraçando meu cabelo com os dedos enquanto isso, pensando se deveria usá-lo solto ou preso.

— Essa! — ela puxou uma sandália de salto baixo e quadrado, que era preta e com tiras brancas — Combina tão perfeitamente que parece ter sido feita para esse dia. Coloca pra eu ver.

Fiz o que ela pediu e calcei os sapatos. Eram bonitos e confortáveis, eu havia ganhado de presente de aniversário um ano atrás e usado pouquíssimas vezes. Gostei do que vi no espelho. Fiquei de lado e depois de costas, satisfeita com o look em si. 

— Você escolheu bem, por um momento achei que ia me vestir com pedaços de pano.

— Ridícula! — ela riu — Eu vou usar jeans, cropped e tênis, como sempre. Falta só uma hora pra irmos, vamos começar a maquiagem.

Tirei a blusa e deixei de lado, porque era branca e eu tinha medo de acabar manchando de maquiagem, pasta de dente, ou qualquer outra coisa que pudesse cair no processo de arrumação. 

Sentei na cama e deixei Sasha começar a trabalhar no meu rosto. Ela ficava o tempo todo falando que minha pele era boa, e outras coisas que fui deixando de ouvir enquanto sentia um estranho frio na barriga toda vez que tentava não pensar no Eren. E o quão próxima estava de estar na festa onde ele estaria. Merda. Ficar de olhos fechados sempre me trazia os mesmos flashes. Lembrei da sensação de estar de quatro enquanto ele forçava minha cabeça no travesseiro daquele jeito. Céus…

— Você tá pensando em sacanagem enquanto eu tô de maquiando, Mikasa? 

— Eu? Por quê?

— Você mordeu o lábio do nada, sabe que não consegue esconder quando pensa nessas coisas… era no Eren?

— Era… — respirei fundo e choraminguei, entregue — Foi o melhor sexo que fiz, nem dá pra me culpar por isso.

— Relaxa, eu só achei engraçado. Você tá certa no que tá fazendo, tem que pisar nele mesmo, nem que fosse só um pouco enquanto ele ainda estava atrás…

“Estava”.

Aquela palavra me baqueou um pouco, mas consegui esconder. Eren ficou atrás de mim por uns dias e depois sumiu. E eu não queria que isso tivesse acontecido, queria que ele viesse mais, para que eu pudesse continuar ignorando-o. Lógica? Nenhuma. Mas também não havia lógica em ser apaixonada por ele, então deixei esse fator fora da equação desde o começo.

Não demorou muito para que eu estivesse finalmente pronta. Me olhei no espelho e fiquei feliz ao notar que Sasha não havia exagerado, muito pelo contrário. A maquiagem ficou leve e delicada, apenas meus olhos estavam mais destacados com delineador, de resto tudo quase imperceptível, mas fazendo uma diferença notável.

— Obrigada, eu adorei.

— Eu sei! Agora vou me arrumar, você pode tomar cuidado com o look.

Respirei fundo e sentei na cama. Fechei os olhos e pensei em tudo o que estava acontecendo, o quão loucas as coisas eram quando Eren estava envolvido, eu me deixava levar por ele, e por ninguém mais. É realmente uma droga saber quanto poder alguma pessoa exerce sobre você, principalmente a contragosto.

Observei Sasha se arrumando e ela foi bem mais rápida do que eu, porém já estávamos um pouco atrasadas, passando da hora marcada para chegarmos na festa. Levaríamos algumas bebidas que eu tinha em casa, e depois iríamos pedir algo para comer por lá mesmo.

Quando saímos do prédio, eu estava uma pilha de nervosismo. Decidimos que era melhor pegar um táxi até lá, para preservar nossa aparência. Tentei jogar conversa fora no caminho, mas meu corpo todo estava falhando de alguma forma, eu estava com um frio na barriga que me dava vergonha. Era como se eu voltasse a ter treze anos.

Descemos do carro e entramos na casa de Hange, já havia algumas pessoas lá dentro e eu tentei entrar da forma mais imparcial possível, mas já acabei perdendo um pouco da postura por Jean estar sentado no sofá da sala, com as pernas abertas e uma garrafa de cerveja na mão, estando todo arrumado e sendo lindo. E ainda bravo, porque assim que me viu, se levantou e foi para o outro lado.

— Ele vai superar, fica tranquila… — Sasha me deu um toque no braço — Eu estou com fome, vou procurar algo pra comer.

— Tudo bem.

Me sentei no sofá onde Armin e Annie estavam conversando e trocamos algumas palavras sobre a semana de provas da faculdade estar chegando e nós estarmos morrendo de preguiça de estudar. Reiner também se juntou a nós, trazendo uma bebida para cada um. Aceitei a cerveja e comecei a ficar inquieta quando notei que Eren ainda não estava na casa.

Mais pessoas foram chegando e eu fiquei no mesmo lugar, conversando com meus amigos sobre assuntos diversos que entravam por um lado e saíam por outro. Fui tentando relaxar, bebi mais uma cerveja e notei o quão inquieta eu estava. Afinal, eu havia me arrumado daquela forma apenas para esfregar na cara dele seja lá o que fosse, já que eu não lembrava mais o propósito daquilo tudo porque meu psicológico já não estava mais dando conta desse jogo. Eu o queria demais e meu corpo todo gritava por isso, era insuportável. 

Por um momento, pensei que ele não estar presente pudesse ser bom para me manter no controle. Mas ao mesmo tempo que vontade enorme eu senti de ir atrás dele…

As pessoas ao redor começaram a falar cada vez mais alto, beber cada vez mais, a música ficando mais agitada, muita gente dançando e realmente se divertindo por todo lado e eu não conseguia acompanhar. Meus pensamentos estavam bem longe dali.

— Parece que ele nem veio…

Sasha apareceu do nada, me trazendo uma dose de uma bebida doce que eu aceitei sem pensar, sentindo uma ardência e uma tontura quase de imediato quando virei. 

— Sim, eu sei. Me arrumei pra nada.

— Não foi pra nada, todos estão comentando o quanto você está linda… 

— Disso eu sei, mas o que adianta? 

— Para de ser tonta, Mikasa. Vai saber o que ele tá fazendo por aí, no mínimo deve estar com alguma outra mulher.

— Você pode estar certa. Eu não estou me sentindo muito bem, preciso ir para casa.

— Mas já?

— Sim, a bebida não está descendo bem, estou com tontura e um pouco de dor de cabeça. Vou chamar um táxi, diga tchau pra eles, por mim.

— Tá… — ela respirou fundo — Espero que você se livre desse tormento um dia.

Eu também espero. Que frustrante.

Fiquei do lado de fora alguns minutos esperando pelo táxi. Olhei no relógio e não eram nem onze horas da noite, eu havia ficado na festa menos de duas horas e já estava indo. Tinha gente chegando agora. Me senti ridícula de verdade e quis ficar por lá ainda menos. Eu nem deveria ter me dado o trabalho de vir.

Entrei no táxi segurando algumas lágrimas de vergonha e me mantive firme, se fosse para chorar, seria sozinha em casa onde ninguém pudesse me ver daquela forma. Eu estava me sentindo tão estúpida… 

Havia conseguido avançar, por que fiz tanta questão de regredir? Não era certo, mas era alguma coisa, era um começo. Agora voltei para o mesmo buraco onde estava presa, e as paredes ficaram mais lisas para que seja ainda mais difícil sair. Cheguei rápido na república e não demorei para correr até o meu apartamento, eu queria tirar aquelas roupas, maquiagem e apenas me enrolar nos cobertores e lamentar por mim mesma, mais uma vez. De frente com a minha porta, olhei a porta dele e estava tudo em silêncio, ele provavelmente estava fora com outra pessoa enquanto eu fico me remoendo. 

Abri minha porta e acendi a luz, totalmente distraída com meus pensamentos. 

— Mikasa…

Aquele havia sido sem dúvidas o maior susto que eu levei em todos os anos de vida. Não reparei na pessoa sentada no meu sofá, porque a luz ainda estava apagada. Minha cabeça foi de roubo a homicídio assim que ouvi uma voz masculina chamando meu nome no escuro, mas quando acendi a luz, era apenas Eren. Meu coração batia na garganta e meu corpo todo tremia pelo choque. Inacreditável.

— Desculpa te assustar. Você não me atenderia, então eu entrei para te esperar.

Não sei explicar a sensação de vazio que senti dentro da minha cabeça só por ele estar ali, era desesperador. Era como se houvesse um grande espaço vago onde meu cérebro deveria estar. Eu sabia que ele tinha uma chave reserva, mas não sabia que ele usaria assim. Eu queria agarrá-lo, beijá-lo, tirar nossas roupas e aliviar essa vontade insana que venho segurando desde que ficamos juntos. Ao mesmo tempo, eu queria tirar ele da minha casa com qualquer tipo de agressão que fosse suficiente para machucá-lo. O misto de raiva e tesão que ele me causava era algo singular, apenas.

— Você… — tentei começar a falar, mas desisti.

Ele ficou em pé e se aproximou de mim, aos poucos. Aparentemente atento e sondando se eu acabaria surtando e daria tapas nele de novo. Mas eu apenas deixei as lágrimas caírem, sem nem saber mais do que elas se tratavam. No fundo, eu achei que eram de alívio. 

Eren estava tão próximo que eu podia sentir seu cheiro, sua respiração. Fiquei embriagada, surpresa com a reviravolta no meu estômago. Eu precisava daquilo.

— Você não tem ideia… — ele acariciou meus braços em simultâneo — Do que me causou esses dias em que sumiu.

Permaneci calada e senti minha pele quente ao toque dele. Suas mãos eram pesadas e seus toques estavam suaves contra meu corpo. Era enlouquecedor o quanto eu estava lutando para não ceder a ele, para não fazer o que eu queria fazer. Já estava deixando de fazer sentido a minha resistência.

— Eu achei que estava ficando louco… achei que tinha feito algo errado... — suas mãos passavam pela lateral do meu corpo, as pontas dos dedos subindo pela minha blusa e acariciando minha clavícula exposta com uma delicadeza tortuosa. Senti um calafrio por ele estar tão próximo, por sua voz estar tão rouca e baixa falando no meu ouvido, me trazendo mais memórias do acontecimento de uma semana atrás.

— Você é a única que consegue me enlouquecer, Mikasa… você sabe disso? — seus dedos subiram para meu pescoço e ele me encostou na porta. 

Senti o aperto suave de sua mão no meu pescoço e acabei respirando pesado, meu corpo se soltou e eu quis me ceder ali mesmo, queria sumir por estar tão entregue mesmo lutando tanto contra. Ele se aproximou e me deu uma mordida no lábio inferior, depois puxou o ar entre os dentes e soltou pesadamente, parecendo indignado. 

— Não é justo, sabia? Você ser tão gostosa, tão cheirosa… e fugir tanto de ser minha. Não é justo…

Ele me beijou sem hesitar, ainda apertava meu pescoço e seu corpo foi colado contra o meu, me prensando na porta, me fazendo sentir o calor e o peso que vinha do seu corpo, o quão gostoso era estar tão perto, tão perdida com ele. Quando senti sua ereção sendo esfregada contra mim, acabei gemendo baixo enquanto o beijava com tanta fome quanto da primeira vez.

Eren se afastou de mim e secou minhas lágrimas com os polegares. Ele sussurrou algo sobre eu ser linda demais para estar chorando, e eu senti ainda mais vontade de me deixar desmoronar. Mas segurei. Estava pronta para começar a falar várias coisas que eu já havia formulado na minha cabeça durante aquela semana toda, querendo que ele soubesse que o que ele sentiu por poucos dias eu senti por anos. Então ele fez algo que realmente me quebrou, me deixou muda e sem reação. Eren estava ajoelhado na minha frente, e eu demorei para acreditar no que estava vendo.

— Eu quero te pedir desculpas pelo que já te fiz. Sei que não é justo, nunca fui justo com você… mas você é alguém que importa. Porra, você realmente importa. Eu fui pro inferno e voltei todos os dias dessa última semana, depois de ter estado no céu com você. Eu não quero te perder. Se você não quiser nada comigo, vou entender, mas não vou desistir. Tive tempo para pensar e eu não quero mais ser essa pessoa que te machucou. Eu quero você, Mikasa. E eu sei que você também me quer. Eu consigo sentir você, o seu corpo... então me deixa mostrar que eu posso ser bom pra você.

Meu coração batia tão rápido que era como se eu fosse explodir a qualquer momento. Me senti sufocada, não sabia o que responder. Todas as palavras que eu queria ouvir, e até mais um pouco, haviam acabado de ser ditas. Eu estava confusa porque uma parte de mim não confiava nele, mas a outra parte acreditava plenamente no que ele dizia.

Meu corpo estava estranho e minha cabeça uma completa confusão, como sempre acontecia com a presença dele. Eu não sabia responder verbalmente, mas tive uma ideia que me traria um alívio enorme e que faria com que ele entendesse minha resposta positiva. Podia ser levemente fora do contexto, e me tiraria a oportunidade de responder as mil coisas que borbulhavam na minha cabeça e eu sabia que não estariam mais lá depois, mas eu não me importei.

Ele ainda estava ajoelhado na minha frente, aproveitei essa oportunidade única para erguer a parte da frente da minha saia com as mãos e também apoiar uma das coxas em seu ombro, sem precisar dar mais nenhuma explicação. O entendimento dele veio de imediato, e assistir Eren mordendo o lábio inferior enquanto apalpava as minhas coxas foi o início da minha perdição. Ele se ajeitou para me segurar e chegar mais perto da minha calcinha, eu havia escolhido uma de renda branca e fiquei muito contente por isso. 

— Eren… 

Não houve cerimônias, ele me dava beijos molhados no interior das coxas e subia sem delongas para a calcinha, vários choques intensos percorreram meu corpo quando sua língua passou a brincar com meu clitóris por cima daquele tecido, fazendo a costura central causar um atrito gostoso e me fazer tremer descontrolada, ainda encostada na minha porta. Fechei os olhos e tentei me manter equilibrada e sem pesar muito a perna que mantinha em cima dele, que parecia não atrapalhar em nada em seu desempenho excepcional quando o quesito era sexo oral. Eren afastou minha calcinha para o lado e mergulhou entre minhas pernas, eu sabia que ele estava fazendo com vontade porque conseguia sentir seu rosto inteiro encostando em mim, ouvia os sons, e ele gemia junto comigo a cada vez que eu acabava rebolando em sua língua. Isso me dava um tesão surreal.

Somando todos os fatores que me acompanhavam, acabei gozando mais rápido do que o normal. Eren não parou de me chupar até que eu tirei minha perna de cima dele, por conta do desespero que sinto em continuar tendo contato depois do orgasmo, a sensibilidade extrema me causa algo que beira a dor. 

— Eu adoro o seu gosto… 

Ele já estava em pé, beijando meu pescoço e tirando o pouco de sanidade que eu ainda tinha. Minha respiração estava descompassada, ofegante. Todo meu corpo estava com uma sensibilidade ainda maior depois do que ele fez. Senti uma de suas mãos descendo pela minha coxa e subindo, indo por baixo da saia. Tentei fechar as pernas, no reflexo, mas ele me obrigou a ficar com as pernas separadas usando seu corpo, travando meu movimento com sua perna. Eu simplesmente não tinha forças para lutar, e nem queria. 

— Aqui… 

Seus dedos longos e hábeis já estavam dentro da minha calcinha, brincando com meus pequenos lábios e provocando em minha entrada, me fazendo pedir por ele involuntariamente. Ouvi o barulho da viscosidade entre minhas pernas e senti que acabaria perdendo a força para me manterem pé por sentir seus dedos brincando dentro de mim.

Eren tirou a mão de dentro da minha calcinha e trouxe os dedos molhados até minha boca, me oferecendo para chupar, esfregando-os nos meus lábios. Ele queria que eu sentisse meu próprio gosto, e eu obedeci. Gostei mais do que imaginava. Gostava de cada movimento dele.

Fui levada para o quarto com urgência, ele me pegou no colo e me levou tão rápido que eu mal tive tempo para pensar em reagir. Meu corpo foi jogado na cama com a perfeita ausência de delicadeza que eu estava precisando. 

— Quero te comer assim, com essa saia, você não faz ideia do quanto está linda vestida dessa forma... 

Sinceramente, ele poderia fazer o que bem entendesse, eu estava imersa em uma sensação e expectativa de prazer enorme e não queria que parasse nunca.

Minha blusa, sutiã e calcinha foram retirados enquanto ele me beijava sem perder nenhum pedaço de carne já exposto, me saboreando e me dando um prazer imenso em me sentir tão desejada. Meus olhos reviraram quando senti sua língua massageando meus mamilos, brincando e puxando, como se estivesse se divertindo ao extremo em fazer. 

Eu o queria dentro de mim, não aguentava mais esperar. 

Eren já estava por cima do meu corpo, eu o puxei para que ficasse entre minhas pernas e o prendi ali, tentando acelerar as coisas.

— Mikasa, a camisinha… 

Sua voz estava distante, e ficava cada vez mais insignificante conforme ele se esfregava na minha entrada, me provocando cada vez mais, me deixando mais molhada e desesperada por ele. Desci uma das mãos e o segurei, trazendo para dentro de mim. Eu só queria isso, nada mais importava.

— Mikasa… 

Ele estava gemendo meu nome, e eu me perdi de uma vez. Não estava preocupada com camisinha, com o que quer que fosse. Mesmo sabendo dos riscos, agi por impulso, não vi mais nada na minha frente. 

Foram minutos longos, movimentos intensos. Eu o sentia indo cada vez mais fundo dentro de mim, e acabei chegando ao orgasmo de novo, ainda mais forte do que da primeira vez. Eren havia se retirou de dentro de mim e acabou gozando na minha barriga, e a visão era tão erótica que eu conseguia sentir vontade de continuar, mesmo já estando exausta e acabada, morrendo de sono.

Nossa transa havia sido diferente da primeira, essa com certeza foi mais passional, mais sentimental do que a outra. Acabei dormindo pensando nas palavras que ele havia me dito, e sentindo o  peso do corpo dele do outro lado da minha cama. 

Acordei quase de dia, pouco antes do sol nascer e achando que tudo não tinha passado de um sonho. Mas Eren ainda estava lá. Era real. Ele havia dormido de bruços ao meu lado e eu só conseguia pensar em abraçá-lo e talvez começar tudo de novo. Minha cabeça presa nas palavras da noite passada...

Achei melhor adiar e aproveitar os sentimentos novos.

Pela primeira vez, eu me sentia em paz. Meu coração e minha cabeça estavam sincronizados e em paz. Era como se tudo estivesse no devido lugar, e eu sabia que estava. Algo em mim sabia que tudo ficaria bem, e que aquilo era o certo. 

— Sempre foi você, Eren… 

Eu sussurrei, passando os dedos por suas costas, sentindo sua pele tão quente e ainda assistindo-o dormir. Acabei adormecendo com um sorriso no rosto, renovando as memórias que eu tinha sobre nós dois, pensando e sabendo que a partir desse momento tudo seria diferente. Tudo, exceto o fato de que sempre seria ele.



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