História You and I - SasuNaru - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sasunaru
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Palavras 2.546
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii, trouxe uma fanfic Sasunaru fresquinha para vcs. Espero que gostem.

Escrevi ela quando o meu notebook quebrou e eu estava na bad.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Amar Não é Suficiente


SasuNaru - You & I 


Capítulo Único – Amar Não é Suficiente...


Olá!


Meu nome é Naruto Uzumaki e tenho dezessete anos. Estou no último ano do ensino médio, faltando apenas trinta dias até a formatura. Começou uma contagem regressiva até o dia que verei o Sasuke Uchiha pela última vez.


Quando esse dia chegar, ambos tomaremos rumos diferentes em nossas vidas. Nada mais passará de imaginação ou invenção da minha mente cansada de tudo.


O conheço a algum tempo e tenho que admitir que ele é uma pessoa bem agradável. Não somos exatamente amigos, mas pelo menos acho que temos um certo companheirismo, por assim dizer.


Eu gosto dele. Não tenho explicações para dar de como chegou a esse ponto, simplesmente gosto dele. 

Simples.


Sei que ele não irá olhar para mim da mesma maneira, mas ainda assim, nutro um “gostar” diferente por ele. 

É errado? Talvez. 

Me importo? Nenhum pouco.


Planejei uma forma de atraí-lo até mim. Estou no limite, em pânico. Nunca mais o verei e nem pude ser alguém decente a ele, como ele merece. Por isso vou fazer isso e que se dane as consequências. Nada é pior do que ter a chance de conseguir algo e deixa-la ir embora sem ao menos tentar segurá-la.


Sempre fui um “garotinho assustado”. Nunca quis me socializar e realmente tem seus lados negativos essa opção. Agora imagino que se eu fosse alguém melhor, quem sabe o Uchiha tivesse me notado. Ele sempre está rodeado de amigos, garotas e até pessoas bem mais velhas. 


Sou o completo oposto. Não tenho pessoas nem para me passar cola nas provas de matemática. Se eu quero algo, tenho que lutar sozinho, como farei.


Me graduarei dessa vida em pouco tempo e não há como mudar isso. Se tivesse a opção de mudar, talvez faria, talvez não. Como não tenho, só posso correr contra o tempo.


Estávamos no banheiro, frente a frente. Era horário da aula de Educação Física e sabia que ninguém iria incomodar.

Não foi só por isso que o convidei nesse horário. Vê-lo com um shortinho folgado e uma camisa regata branca colada em seu corpo me fazia até esquecer do que é respirar. 


Comecei a tossir por causa do meu olhar “leão faminto do Saara”, mas me recompus. 


Tinha o chamado para ir ao banheiro comigo e ele veio. Confesso que foi um convite completamente estranho de se fazer a qualquer ser vivo.


A situação seria:


Eu: Vem no banheiro comigo?

Sasuke: Fazer o que lá? 

Eu: Só vem, quero te mostrar uma coisa.

Sasuke: No banheiro? *_*

Eu: É. – completamente sem graça.

Sasuke: Okay, mas rápido. Quero ver o que tem a me mostrar. 

Eu: - sem reação com a cara no chão.


Ou mais ou menos isso.

Não sei por qual motivo ele veio comigo. Pelo menos veio... aqui comigo.


- Sasuke-kun, por favo-or le-eia iss-o. É a-algo im-importan-te para mim e que-quero que sa-iiba. – quase não saiu. Minha voz sumiu, minha garganta ficou seca de um instante para o outro. Achei que a qualquer instante meu coração perfuraria minhas costelas e pularia dentro da pia de tão rápido que batia.


Sabia que ia ser assim, então escrevi tudo em um papel antecipadamente, fazendo uma espécie de cartinha improvisada.


Quando disse que ser antissocial tinha seu lado ruim, esse é um deles.


Ele abriu cuidadosamente, começando a ler em voz alta. Provavelmente quer que eu morra de vergonha. Esqueça meus pensamentos, Coração-chan, pare agora.


“Sasuke-kun, me perdoe por jogar essas palavras em cima de você assim do nada, mas preciso de abrir ou vou acabar entrando em colapso. 

Eu gosto de você da forma que um casal de namorado gosta um do outro. Acho que é o que chamam de amor. Posso estar sendo presunçoso, só que é assim que me sinto.

Somos como o sol e a lua. Você me ilumina com seu brilho e eu o reflito em tudo que faço. Tudo que faço, vinte e quatro horas por dia, é pensar em você.

Sendo como esses dois astros, somos totalmente opostos. Nunca nos encontraremos Nunca seremos capazes de nos amar. Se me aproximar demais, serei queimado pelo seu calor intenso.

Mesmo sabendo de tudo isso ainda quero dizer que te amo, desejando em todo meu corpo e alma um beijo seu. É tudo que peço! 

Te amo, te amo, te amo. Você é tão especial para mim que mal cabe em meu peito. Me sinto tão quente só por te ver sorrindo. Meu sol, eu estou completamente apaixonado por você.”


Ao terminar de ler, me olhou nos olhos.


Enquanto lia, eu suava como uma tampa de chaleira, porém frio. Estou morto de vergonha com aquele olhar ônix fixado em mim.


Durante toda a leitura, sua expressão séria não mudou em momento algum. Parecia que era um holograma em pause. 


Estou pronto para a rejeição. Já aceitei minha sina.


Cerrei os punhos e fechei os olhos, esperando um soco no meu rosto. Já não era o “aspecto da perfeição”, depois disso que não seria mesmo.


- Naruto-kun, open your eyes. – o ouvi dizer e agi conforme seu pedido abrindo meus olhos.


Ele rasgava a carta em pedaços. Pedaços da minha alma estavam ali se desfazendo junto ao frágil papel. Eu sabia, rejeição.


Me senti um lixo, pior que a escória, por ter achado que isso teria pelo menos 1% de chance de dar certo.


- Me desculpe. – foi o que consegui dizer ao sair correndo do banheiro. Estou pronto para achar uma ponte e pular dela.


Antes de mim fazer qualquer besteira, ele me segurou pelo pulso, me impedindo de sair por aquela porta.

É agora que serei surrado.


- Vamos naquele lugar que nos conhecemos, depois da aula. Até lá, penso se quero te beijar ou não. Só não crie esperanças, sou muito imprevisível. – ele me soltou, saindo do banheiro com um sorriso lindo e mais perfeito que a própria perfeição.


Devo ter me enganado, acho que estou ouvindo coisas. Ele cogitou a ideia de me beijar? E sorriu? 


Alguém joga um balde d’agua em mim ou me belisca que não estou acreditando. Meu Deus, seu 1% maligno, te adoro.


Nem esperei a aula acabar e fui me preparar em casa. Saí dizendo que estava passando mal e como isso é algo normal para mim, me deixaram ir sem pensar duas vezes.


Esqueci de mencionar que onde moro é uma ilha com reservas naturais. Com lugar afastado do mundo onde não se usam muitos eletrônicos.


Pois bem. Quando deu a hora marcada, subi a montanha com todas as minhas forças. Demoraria um pouco mas chegaria lá.


A vegetação e todos aqueles insetos eram lindos. Quem em sã consciência diz que insetos são bonitos, mas me deem um desconto, meu dia está ótimo e vejo tudo diferente agora.


Depois de um tempo andando e admirando a paisagem, avistei-o no topo, me esperando. Lá estava Sasuke-kun, perfeito como sempre.


- Vamos. – ele segurou em minha mão, me puxando até o local planejado. Não conversamos nada durante o percurso e nem trocamos olhares. Um perfeito silêncio. Até os animais se calaram em nossa ínfima presença.


Estava com medo, não entendia o porquê. Minha mão suava frio em contato com a pele quente da mão dele. Me surpreendi ao sentir ele apertando mais minha mão. Poderia ser apenas porque o percurso era perigoso, mas como sou daqueles que imaginam coisas, achei que ele queria me passar segurança.


Um homem lindo.


Acordei dos meus pensamentos ao ver que nos aproximávamos do local prometido. 


- Chegamos! – disse, quebrando o clima de silêncio. 


Ele pegou minha outra mão, ficando de frente comigo. Eu, como um idiota, corei de cima a baixo.


O barulho da cachoeira ao nosso lado era encantador. Uma visão perfeita do paraíso na terra.

Aqui foi onde nos conhecemos. Num penhasco onde a água cristalina da nascente cai, se dispersando por toda a ilha.


Eu até contaria como foi a linda história de como nos conhecemos nesse lugar, porém, detalhes como esse não são importantes. O passado ficou para trás e relembrá-lo não o trará de volta. O que importa é o agora, o presente.


- Tem certeza que só quer um beijo? – ele me perguntou, passando seu polegar levemente sobre as costas das minhas mãos.


- Eu... é... ah... – droga. Por que isso acontece comigo?


- Pois eu quero mais que um beijo. Quero fazê-lo meu aqui, sobre essas pedras ao som refrescante da queda d’agua. Quero que se entregue a mim. – sua voz doce passava por mim como um vento de tempestade. 


- Aceito!! Por favor, faça-me seu. Me faça sentir o fogo mais profundo que consegue criar. – absurdo. Falei sem nem pensar.


Ele me abraçou e começamos a nos amar no meio da mata.

Era tão quente, tão fervoroso que não me contive. Meus gemidos se dissipavam em meio ao som da floresta. Nossos uivos de amor, nossos movimentos unindo nossos corpos como um só. Um só ser. 

Um Saruto Uzuchiha.


Em nenhum momento ele me beijou na boca, mas tive tantas sensações que logo cheguei ao ápice. Nossos corpos vibraram na mesma frequência, despejando todos nossos desejos um no outro. Foi mais que perfeito, foi um perfeito “aspecto da perfeição”.


Ainda nus, estávamos na beirada do penhasco, apenas nos olhando. Momento que jamais esquecerei. Ficará gravado em minha memória, em meu corpo e neste lugar que se tornou o templo do nosso compromisso de amor.


- Ei Naruto-kun. – ele começou a conversar comigo. – Eu descobri. Você está morrendo, não é? 


Então ele sabia...


- Estou. De acordo com o doutor, não aguento até o fim do ano. – não era mais segredo, não tinha mais motivo para esconder. Toda a diretoria da minha escola sabia disso, por isso sempre saia antes das aulas terminarem com sangramentos ou tonturas. Era crítico, mas continuaria minha vida normal.


Decidi não fugir dos meus objetivos, jamais desistiria da minha palavra. Foi o que prometi a minha mãe antes dela também morrer de câncer. Hereditário.


- Seu caso é bem grave. Câncer no sangue, não é? 


- É. Meu pai deixou que eu ficasse meus últimos dias fazendo as minhas coisas normalmente. Como mamãe me disse, não devo deixar a doença me controlar, eu tenho que assumir o controle. Sei que é terminal, só não sei como consegui chegar aqui.


Eu podia estar morrendo, mas não seria em cima de uma cama. Lutaria até o último instante. Estou forte o suficiente para fazer coisas simples, como caminhar. Porém, em contraparte, isso diminuiria mais meu tempo de vida.


- Assim como eu. Também tenho leucemia, mas diferente da sua. De qualquer forma é fatal, não tem para onde correr. – ele sorriu, um pouco tristonho. – Eu soube porque nós nos tratamos no mesma clínica. 


- O que? Você? Mas como? – estava sem reação.


Ele é como eu. Estamos apenas lutando numa causa perdida. Não há chance alguma de sobrevivência. É como no filme “Uma Prova de Amor”. Não interessa o amor, não há como superar a Mr. Morte.


Será que não? Não estou afim de ser superado por algo que traz tanta tristeza. Nem pensar...


- O meu pai é dono da Clínica “Segunda Chance”. Ele testou novas drogas que dão força ao corpo. Mas como efeito colateral, elas tomam seu tempo de vida. Ele descobriu um tempo depois, quando já era tarde. Eu e você fomos cobaias dele. Em circunstâncias normais, mal conseguiríamos sair da cama do hospital.


- Então é por isso. Achei que era minha astúcia. – dei uma risada fraca. – Mas por que eu? Por que fui uma cobaia?


- Por minha causa. Meu tipo sanguíneo é O positivo, e o seu O negativo. É um tipo de combinação maluca que meu pai fez para que pudesse aperfeiçoar seu soro. Não deu certo para nós que somos os primeiros testes, mas quem sabe no futuro, graças a nós, várias pessoas poderão aproveitar mais e mais da vida.


- Você é tão bonzinho. Pensando nos outros antes de si. Um lado que não conhecia.


Ele sorriu ao me ouvir. Ops, falei alto. 

Pela primeira vez vi um sorriso totalmente sincero da parte dele. 


- Eu me apaixonei vendo você lutar, vendo você ser tão forte como eu não sou. Fui covarde demais e não quis me aproximar com medo da nossa despedida breve. Não quis começar um relacionamento, agora me arrependo. Me desculpe, me desculpe mesmo. Sinto tanto por ser tão imaturo.


Seus olhos estavam marejados.


- Não Sasuke. – o abracei. – Vamos seguir sem chorar. Mostraremos o quão forte somos.


- Você tem razão, Naruto-kun... Não... Naruto. Naruto, você tem toda a razão. 


Ele me beijou. Finalmente senti o sabor Uchiha. Esquecemos de todo o resto, só nos restava o presente.


Me afastei um pouco ao notar algo escorrendo pela minha boca. 


- Naruto, seu nariz... – ele me olhava tão triste ao me ver sangrando daquela forma. Levei meus dedos ao nariz, vendo que o mesmo estava sangrando muito.


Ele começou a tossir. Pude ver que em sua mão saia pequenas gotas de sangue. Ele também não estava nada bem.


- Sasuke, você... – ele colocou o dedo em meus lábios, pedindo para não falar mais nada.


- Como você disse, não vamos nos arrepender de mais nada. Vamos deixar tudo para trás. Você é meu e eu sou seu. Você e Eu, somos um. Te amo, Naruto.


Me puxou para aqueles lábios que tanto amo. Doces e sedentos por mim. 


O chão frágil cedeu e caímos do penhasco. Ele tem toda razão, não interessa como será nosso fim, o que importa é que nos amamos e temos nosso presente.


Enquanto caímos, o tempo parecia parar. Caímos em direção ao fim que tanto tínhamos medo, mas nos beijando, com a cabeça erguida, dando um tapa na cara do destino.


Não tive tempo de viver o meu amor com ele, porém não me arrependo de mais nada. Estarmos juntos em nossos últimos momentos foi o suficiente para apagar todo o nosso sofrimento.


Meus últimos pensamentos...


~~~ ~~~~ ~~~~ ~~~~ ~~~ 


- “Podemos não ter vencido aqui, mas triunfamos onde quer que vamos. Eu te amo, Sasuke Uchiha. Meu eterno amor...”


- Você escreve muito bem Sakura. Foi tão triste, não consegui conter essas pragas dessas lágrimas. – falei chorando, entre soluços.


Pedi a minha governanta e amiga para escrever uma história de como seria se eu realmente tivesse morrido junto ao Sasuke naquela queda. Eu caí na água, amortecendo o impacto. Já o Sasuke, me empurrou para longe dele, o que acarretou nele batendo sua cabeça em uma pedra, perto da beirada da cachoeira. 


Ele me salvou, mas preferia ter morrido com ele. 


- Que bom que gostou. Fiz de acordo com o que me contou, mudando algumas partes, mas está fiel ao que realmente aconteceu, menos o final. – ela, com os olhos cheios d’agua me olhava deitado naquela cama de hospital, preso a um monte de aparelhos que me mantinham vivo. Posso ter sobrevivido, mas foi graças ao meu grande amor.


- Não se preocupe, Sasuke. Logo chegarei ao seu encontro. – Ele pôs suas mãos no rosto, chorando e chorando sem parar. Seus soluços eram tão altos que me faziam chorar também.


- Naruto, eu sinto muito... – ouvi uma voz familiar. Seria ele? 


A máquina ao meu lado estava com aquele som de quando o coração para. Meu corpo morreu e estou de frente ao meu corpo vendo a Sakura gritar, chamando os médicos. Nem tentaram ressuscitar, seria perda de tempo.


Uma porta branca abriu em minha frente. Uma mão estendeu para fora dela, me chamando. Era ele, tinha certeza. 


Atravessei aquilo de mãos dadas com ele. Pude ver seu rosto. Estávamos chorando mas sorrindo. Historinhas perfeitas com finais felizes dificilmente acontecem, mas não preciso de nada mais que isso. 


...Seremos eternamente felizes agora, sinto isso...


The End!!!



Notas Finais


Aguardo comentários, please, não sejam malignos com esse autor kkk.

Eu ia fazer o final bem mais dark,as dei uma editada kkkk.


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