História You and I - Capítulo 103


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Categorias Behati Prinsloo, Candice Swanepoel, Justin Bieber, Kendall Jenner, Maluma, Max Irons, One Direction, Paul Wesley, Paulo Dybala
Personagens Candice Swanepoel, Harry Styles
Tags Candice, Harry, Romance
Visualizações 42
Palavras 3.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 103 - Cap. 103 - Temporada 2


HARRY POV's 

  

Acordamos tarde na manhã seguinte e ainda sim passamos o dia na cama, Camille me faz carinhos e massagem e cita inúmeras vezes o quanto sentirá minha falta por esse tempo ainda não determinado que passaremos longe um do outro.  

Existem momentos que fico feliz em tê-la, e outros que sei que somos apenas um erro, apoiados e sustentados por um deslize meu e agora mantidos desta forma por ter sido mais "fácil". É claro que evito pensar desta maneira quando estou com ela, para não magoá-la, pois acredito que ela está pensando diferente e não quero correr riscos de ferir mais alguém.  

"Eu preciso ir agora, vou tomar um banho e você me deixa, pode ser?" ela pergunta  

"Certo, vai se arrumar que eu te levo" concordo  

Ela se organiza toda e eu tomo um banho rápido, visto uma roupa e coloco suas malas no carro. Levo Camille até o aeroporto com muito cuidado para não alarmar, nem desço do carro e a deixo pouco antes da entrada. Nos despedimos e ela pede para que eu ligue sempre e eu concordo. Camille vai embora e eu pego o caminho de volta para casa, passando apenas em um drive-tru para comprar meu jantar.  

"Onde está? Penso em pegar o Anacã e leva-lo até ai, tudo bem?"-Harry  

"Meu filho, estou com o Anacã na fazenda da Eileen.. Achei que soubesse" -Anne  

"Não, ela não me contou.. Não tomei conhecimento disso, mas que bom que está passando um tempo com ele. Como ele está?"-Harry 

"Muito bem, me parece menos agressivo inclusive, acho que a psicóloga têm feito um bom trabalho.. e sinceramente, longe de Camille ele naturalmente age melhor"-Anne 

"É, eu imagino como deve ser.."-Harry 

"Ok, agora vou dormir. Mas pude notar a falta de contato entre você e Candice, e acho que ninguém ganha com isso.. Resolvam logo esses pequenos acertos, não quero meu neto nesse vai e volta, não o faz bem e você sabe"-Anne 

"Pode deixar, conversarei com Candice"-Harry 

"Boa noite, amo você"-Anne 

"Te amo"- Harry 

Eu fico  levemente irritado ao pensar no quanto Candice tem mais direito do que eu. Infelizmente devo agradecer o fato de ela não me afastar do pequeno, considerando que judicialmente ela teria este direito, mas eu como pai também mereço minhas considerações, como ontem mesmo descartei total a ideia de levar Anacã comigo para uma viagem, ela deveria ter a mesma consciência e permanecer com ele aqui por perto. A fazenda ainda é em Londres, mas no momento não é algo que eu possa visitar quando quero, ou ter um contato rápido como em nossa casa, nada justifica minha chegada na fazenda para ver meu filho, com certeza se eu for lá vão pensar outra coisa, então estou impossibilitado de fazer qualquer coisa devido a essa tomada de decisão de Candice.  

Eu janto sozinho e depois tomo mais um banho, me deito e percebo o quão improdutivo foi o meu dia, não fiz absolutamente nada além de conversar com Camille, e se me perguntassem o que conversamos a tarde toda eu não saberia responder, parece que com ela o tempo passa rápido e eu não consigo aproveitar, embora me esforce para isso. Cômico ou não, o auge do meu dia continuou sendo Candice, independente do que ela faça, parece que todos os dias sempre tem algo relacionado a ela.  

Não sei se isso é bom ou ruim, mas deito minha cabeça no travesseiro ainda chateado com toda a situação. Já cansei de me irritar comigo mesmo, pensando em tantas possibilidades para ter evitado certos acontecidos que nos levaram a estar onde estamos hoje.. Mas nada vai reverter a situação, não importa o quanto eu pense, coisa alguma trará Candice de volta para minha vida. Cogitei inúmeras vezes correr atrás, chamar para uma conversa, mas sinto tanta vergonha, tanto medo de descobrir como ela se sentiu, que acabo desistindo. Eu errei demais e acho que devo aprender a conviver com isso, aceitar a ideia de que perdi aquela que acreditava que fosse a mulher da minha vida, e mesmo tendo plena certeza de que não amo Camille, devo tentar cultivar sentimentos por ela desde já, e assim, talvez um dia, eu consiga chegar ao menos aos pés do quanto amei Candice.  

BEHATI POV's 

É claro que eu ia escolher algo bem calmo para fazermos, por isso acordei cedo e tratei de dar uma olhada em várias programações locais para ter certeza de realizar o melhor. Com isso, acordei Paul e nós tomamos café, em seguida peço para que ele se arrume para uma trilha e ele me olha torto.  

"É quase esquiar.. sabia disso?" ele me olha quando estamos no aquecimento para a trilha  

"Sim, mas mantenho meus pés no chão, meu equilíbrio no corpo e plenitude quando ando" brinco  

"Não vou reclamar.. não vou.." ele suspira  

Nós andamos quase sete quilômetros e já voltamos na hora do almoço, eu não imaginava que ia cansar tanto quanto Paul, mas faz tanto tempo que não malho que senti na pele o que é ser sedentária e decidi que assim que voltarmos vou reiniciar meus projetos na academia, ao contrário de mim Paul corre quase todos os dias e isso facilitou sua caminhada. Ao meio dia almoçamos.  

"Seu super dia acabou?" ele ri  

"Que nada.. tem uma coisa super legal pra fazermos agora!" digo 

"o que?" 

"Yoga! Vai ser ótimo" 

"tudo bem.. me parece menos cansativo e você precisa disso" ele ri  

"eu vou voltar a malhaaar! já falei" reviro os olhos  

"Certoo! acabou de comer?" 

"Sim.. vamos no quarto tomar banho e nos trocar?" pergunto 

"Vamos" ele se levanta e me espera  

Nós tomamos um banho e nos trocamos, aguardamos a aula de yoga e começamos a praticar com mais três casais, por sorte as mulheres se saíram bem desta vez. inclusive eu, enquanto alguns homens penavam, e Paul se esforçava para fazer da melhor maneira possível.  

Mais tarde nós já estávamos exaustos, até Paul me contou que se sentia cansado, então fomos pra ultima atividade, um relaxamento com pedras quentes, uma massagem com óleos e um banho quente com alguns sais. Parece que meu corpo se renovou e eu tenho 15 anos de novo, a sensação era tão gostosa que eu mal consigo expressar.  

"Isso foi bom.. poderia passar o dia na massagem" Ele se encosta do meu lado na banheira  

"Só não gostei da moça te tocando.. mas confesso que a massagem tava fantástica" digo 

"Você deveria fazer massagem em mim todos os dias então" ele sorri e beija o meu rosto 

"Só se você fizer em mim.." o encaro 

"Claro que faço, compraremos alguns óleos e pode apostar que te tocarei todas as noites" ele sussurra baixinho e morde minha boca, caramba! isso é tão excitante 

"Pena não podermos fazer nada aqui" 

"Mas tem uma banheira no nosso quarto" ele sugere  

"Vamos?" 

"uhum" 

Nós deixamos as banheiras e vamos pro nosso quarto de roupão, lá basta tirar a vestimenta branca e entrar na água mais uma vez, ela é quentinha e o hotel também nos fornece alguns produtos para por na água, o que deixa tudo mais interessante. Paul faz seus joguinhos, eu o provoco e depois de um dia cheio de atividades mais "calmas" fechamos nossa programação com o que mais gostamos de fazer.  

  

CANDICE POV's 

Acordar na fazenda é sempre diferente, as vezes o clima é mais frio, outros o dia é bem quente, como hoje, e nós aproveitamos para pegar sol e tomar banho na piscina que pouquíssimas vezes é usada.  

Eu coloco o biquíni e desço achando que sou a primeira a levantar, mas acabei sendo a ultima, dou o café de Anacã e o das meninas com a ajuda da babá e ela me avisa que minha mãe, tia Magda e Anne foram dar uma volta pela fazenda e andar a cavalo.  

"Elas estavam dispostas assim?" pergunto  

"Saíram inclusive pedindo pra que o almoço seja servido por lá, a governanta está preparando tudo.. elas estavam animadas" Sarah me conta  

"Ok.. acho que estou me sentindo mais velha que minha mãe agora" rimos  

Continuo na cozinha tomando café com os pequenos quando Max desce e nos deixa sem graça por estar sem blusa. Ele tem um bom físico e faz tempo que não vejo algo tão assim, fico até boba em pensar coisas ridículas como esta, ainda mais sobre Max, o qual cultivei uma paixão de menina e depois passou.  

Ele dá bom dia e come, começa a ajudar as meninas e isso o deixa ainda mais charmoso. Tento me policiar, não pensar em nenhuma besteira e principalmente não falar nenhuma besteira, atos falhos não serão permitidos em um momento como este.  

"Vai pra piscina?" ele pergunta  

"é meio óbvio.." respondo já que estou de biquíni  

"só quis confirmar" ele ri  

"Não quis parecer rude.. Só quero aproveitar o sol, só isso" me desculpo  

"Tudo bem" ele termina de comer "Vou ficar um pouco mais no quarto.. tive que beber algumas doses pra dormir, então tô de ressaca"  

"Você bebe pra dormir?" estranho  

"Algumas vezes.. quando quero apagar geral" 

"E porque não te ouvimos? bêbados fazem barulho"  

"Não necessariamente" ele se espreguiça  

"Entendi.."  

Ele sobe e eu vou para a piscina com os pequenos, sempre contando com a ajuda das babás. Eu ficaria muito desconfortável se por acaso elas ficassem fora da piscina ou feito estátuas em um canto do jardim, mas ainda bem que temos pessoas de confiança ao nosso lado e que possuem um astral incrível. Nós conversamos muito e elas aproveitam para tomar um sol, me ajudam a fotografa-los e inclusive me mandam fotos para que eu envie para Behati. Meus pais sempre prezaram o lado humano de toda e qualquer relação de trabalho e que bom que herdamos isso deles, nunca houve em casa alguma uma relação de soberania, claro que temos empregados que trabalham em nossas casas e nos servem, mas eles são funcionários tão importantes quanto qualquer outro membro da equipe e não é porque fazem o almoço ou deixam nossa casa em ordem que merecem ser destratados.  

Não gosto de babá o tempo todo comigo, porque inclusive não acho justo ter filhos e deixar nas mãos de outra pessoa, assumo minhas responsabilidades como mãe e elas sabem disso, mas é ótimo contar com uma mão amiga quando preciso, principalmente agora que sou só eu.  

"Candice.. Porque o Max não namora?" Sarah me pergunta 

"Olha.. eu não sei, sinceramente" digo  

"Não gosto de dar palpites.. e que o Harry nunca sonhe com isso, mas ele me parece uma boa pessoa, talvez ideal para você no momento"  

"Sarah.. acho que as coisas não funcionam assim, entende? Ele.. ele mudou muito, devo admitir, a imagem que tinha dele de um sem futuro, que vivia em festas, está passando.. consigo ver um cara mais caseiro, ainda que beba sempre.. Parece que a família muda ele, mas ainda sim não é uma boa ideia"  

"Você é linda.. e deve saber disso, tá na hora de conhecer outro partidão!" ela brinca  

"Quem sabe" rio "Mas se te interessa tanto, porque não vai até lá?" pergunto  

"Não.. eu tenho uma pessoa, que ainda não é tanta certeza assim, mas tenho" 

"Uau.. estou surpresa agora"  

"Tenho uma foto com ele, depois mostro"  

"Vou querer ver sim" 

Passo mais uma hora martelando a ideia que Sarah me fez sobre Max. Não é como se eu gostasse dele, mas a sensação que tenho é de um desejo, uma necessidade de tapar alguns buracos existentes em minha vida Não sei se me sentiria bem com Max exercendo essa função, mas a ideia de me aproximar suga todos os meus pensamentos.  

Quando peço para as meninas olharem os três pequenos na piscina, saio em direção a cozinha e tomo um copo de água bem gelada. Olho pra fora e tento aliviar minha mente desses pensamentos mirabolantes.  

Subo para um banho e troco de roupa, quando já estou de saída no corredor, encaro a porta de Max e resolvo bater.  

"Entra" 

"Oi.. sou eu" digo e entro 

"E ai" ele se senta   

O quarto está escuto, iluminado apenas pela televisão, ele está na cama ainda sem blusa. Eu me sento na ponta e olho rapidamente em volta.  

"Espero não estar atrapalhando seu pornô" brinco  

"Não sou desse tipo" ele ri  

"Não consigo mais imaginar de que tipo você é" 

"Talvez eu tenha mudado um pouco"  

"É.. escuta.. se você por acaso precisar beber hoje pra dormir e quiser companhia..  meu quarto não fica muito longe" digo 

"E você quer beber?" 

"Eu não sei.. mas acho que preciso um pouco"  

"Certo, então quando a terceira idade voltar do passeio, nós vamos andar a cavalo.. ai aproveitamos para ir na adega, cominado?"  

"certo.."  

Saio do quarto e começo a rir sozinha. A adega era o canto que íamos sempre, eu já era apaixonada por Max e fazia questão de segui-lo o tempo todo nas brincadeiras no meio da fazenda, e era pra lá que ele ia a maior parte do tempo.  

Inclusive quando Max completou quinze anos, Paul e ele foram até a adega abrir alguma garrafa, mas não aguentaram o gosto amargo do vinho e jogaram no lago, Behati e eu sabemos disso por termos acompanhado as escondidas praticamente todas os passos dos dois.  

Mais tarde, quando a temperatura já caia e eu agasalhava os pequenos para dormirem, decidi me trocar e por um casaco mais quente, e quando minha mãe chegou eu desci para vê-las.  

Elas não param de rir, nem por um segundo, aposto que beberam poucas e boas e isso não me incomoda nenhum pouco. Como são mais velhas e reconhecem o quanto pessoas bêbadas são chatas, elas mesmas se obrigam a ir tomar banho e comer algo antes de deitar. As três não paravam de falar e eu acabei nem contando que sairia com Max em alguns minutos.  

Quando elas se recolhem e o tempo passa, os minutos caminham lentos e eu começo a achar que Max já não vai mais. Mas ele desce e me chama, pegamos as lanternas e caminhamos bastante até a adega.  

"Pensei que fossemos andar a cavalo" digo quando entramos na mesma 

"Lembrei que eles devem estar mortos depois de um dia com aquelas três" ele procura um vinho 

"Tem razão" eu me sento numa mesa de madeira e espero que ele nos sirva  

"Me conta ai.. o que te fez beber assim" ele me serve e se senta  

"Eu não sei, só quis experimentar algo diferente.. sabe? faz tempo que não bebo"  

"Por isso mesmo estou perguntando, não acredito que tenha sido algo aleatório"  

"É, acho que estou procurando um pouco de diversão. Desde que Harry e eu terminamos a minha vida é um pouco pacata, e eu acho que vivo muito em função do Nãnã.. Isso é complicado, ainda sou nova e parece que estou ficando mais velha que minha mãe.." 

"Você é uma pessoa madura agora.. mas não deve mesmo deixar de fazer o que gosta" ele completa meu copo  

"Exatamente.. acho que vou tentar me policiar mais, tentar realizar sonhos antigos, tocar mesmo a minha vida" 

"Você sabe que aparentemente você já tocou faz tempo, não é? As vezes é difícil.. sustentar uma mascara, mas isso também pode ser seu lado verdadeiro, uma mãe, dedicada.. que tocou pra frente e seguiu a vida"  

"Mas não me sinto assim.. e gostaria" admito  

"Não imaginava que se sentia assim.. achei que você tivesse bem decidida quanto a sua vida" 

"Só para algumas coisas" ofereço minha taça para que ele me sirva mais  

"Vai com calma.." ele pede e me serve  

"Relaxa.. esse é suave"  

"Você perdeu o costume de beber.. quando a bebida bater não vai ter quem aguente" ele ri  

"Vai demorar pra bater"  

Acho que não demorou, tempos depois eu estava contando algumas histórias para Max sobre meu desespero para correr atrás dele, coisas que ele jamais imaginaria e que eu jurei nunca contar. Mas contei.  

"Eu acho que nunca percebi suas intenções quando vinha atrás de mim" ele para de sorrir devagar  

"É.. acho que até hoje você continua com a mesma dificuldade"  

"Não fala isso.." ele fica sem graça e guarda as nossas taças 

"O que ta fazendo?" pergunto  

"Guardando tudo.. Vamos voltar pra casa" ele avisa 

"Só porque te contei do meu desespero atrás de você durante quase sete anos?!"  

"Não, claro que não.. anda" ele segura minha cintura e eu resmungo um pouco  

HARRY POV's  

O dia mais uma vez não rendeu pra mim, tentei escrever algumas coisas, compor outras, mas parece que nada funciona, isso é porque estou de férias e o que mais quero fazer é ficar com meu filho, ainda mais sabendo que ele está viajando sem me dar satisfações.  

Isso já me irritou e eu já tentei relevar, mas se a situação fosse ao contrário Candice me contestaria e tenho certeza disso, é com algumas ideias girando na cabeça que pego o carro e tomo a estrada por algumas horas. Já escureceu quando continuo dirigindo, e eu começo a implorar para que Anacã esteja acordado.  

Quando chego a maioria das luzes estão apagadas, e eu penso se realmente foi uma boa ideia ter vindo até aqui. Ouço as gargalhadas de Candice antes de voltar pro carro e decido esperar.  

Vejo Candice as gargalhadas apoiada no ombro de Max, enquanto ele segura a cintura dela, isso é tão ruim! Ignoro o fato de querer sair dali imediatamente, porque ainda a amo e não aguento ver coisa assim, me mantenho firme e até finjo não me importar com os dois juntos.  

"Harry" Max fala sem muita surpresa 

"E ai" respondo e fixo meus olhos em Candice "Precisamos conversar"  

Ela olha para Max e faz uma cara de surpresa, bem irônica até, sorri e se solta dele. Escuto um "tem certeza?" de Max, e antes que eu diga algo ela concorda e ele entra em casa.  

"Fala" ela pede tentando se manter de pé  

"Você não me contou que ia viajar"  

"E desde quando eu preciso te contar coisas assim?" 

"Desde quando ainda temos um filho.." suspiro  

"Harry, eu não sai de Londres.. certo? estou a algumas horas de casa, você chegou aqui, não chegou?" 

"Cheguei.. mas não justifica, né? Não custa nada me avisar"  

"Ok, Harry.. eu vou levar o Anacã pra fazenda com minha mãe, minha tia e SUA mãe, espero que você não se incomode e nem fiquei irritado ao ponto de vir até aqui a noite e procurar fazer uma briga boba por eu não ter te avisado" ela revira os olhos propositalmente e acaba ficando tonta tirando as mãos da cintura e se apoiando no carro  

"O quanto você bebeu?" tento segura-la  

"Isso realmente não interessa" 

"Acha que isso tá dando certo? Em Candice? Não tem comunicação entre a gente, o Anacã ainda ta sofrendo na escola.. Nós não temos rotina" Começo a me acalmar  

"Não.. eu não acho certo. Mas isso não é culpa minha, na verdade essa confusão toda é só fruto de um erro seu" ela cutuda o dedo no meu ombro "Se você não tivesse feito tudo aquilo, naaada disso estaria acontecendo" Seus olhos ficam marejados e isso parece que me quebra todo  

"Eu sei que errei, tá.." tento explicar 

"Não, você não imagina o quanto errou" 

"Candice.." seguro sua mão e a puxo para colar no meu corpo  

Ela não diz nada, só analisa o quão perto estamos e beija o meu rosto, em seguida percorre um rápido caminho até minha boca e eu não consigo ser ético e pensar no quanto ela tá bêbada, porque a saudade é muito maior. A boca dela tem um encaixe perfeito, seus movimentos, mesmo que isso ainda seja um beijo, vão me deixando excitado, Candice nunca beijou por beijar, ela sempre faz com que todas as vezes sejam um tesão só, eu abro a porta do carro e ela entra enquanto me puxa.  

Me sento no banco e ela salta pro meu colo, se mexe devagar sentindo meu membro e depois desabotoa minha calça. As coisas acontecem de maneira tão rápida que quando vejo ela já está cavelgando em mim. Eu senti falta disso, de absolutamente tudo, e não sei como ando me contentando com tão pouco, quando já tive ela para fazer coisas que nenhuma nunca chegou aos pés.  

Ela vai parando devagar e eu sinto que estou no meu ápice. Candice sorri e eu observo o quanto ela é linda e sexy, seu corpo levemente suado ainda que lá fora esteja frio, e sua pele corada mesmo aqui dentro estando escuro. Ela está quente.  

"..Isso.. eu não esperava por isso" digo  

CANDICE POV's  

O que era pra ser um momento romântico se transformou em um caos na minha cabeça. Ele não gosta de mim, fez o que fez e ainda está com outra. Ela provavelmente foi pra casa e por isso ele está aqui, Harry não fez nada além do que provavelmente já havia premeditado em sua mente, ele provavelmente já estava sentindo que eu me entregaria.  

Sei que existem muitos achismos em todas as minhas deduções, mas a esta altura já não duvido mais de nada que vem de Harry.  

"Isso só aconteceu porque o Max não teve tempo de fazer antes..." saio do seu colo e me ajeito  

"Fala sério" ele segura minha mão 

"Estou falando, Max não me deu muito espaço, o que fiz com você queria ter feito com ele" desço do carro  

"E agora você tá assim? só porque ta solteira sai distribuindo pra quem quer?!" Harry me segue 

"Em primeiro lugar você não tem direito de falar isso de mim, em segundo lugar a vida é minha e eu faço dela o que quiser" 

"Você que se jogou pra mim" 

"Me joguei sim, e jogaria mais vezes se quisesse.. Agora vai" peço  

"Não, vou levar o Anacã" ele diz e eu paro  

"Não vai" 

"Vou sim, ele tem direito de ficar comigo, ainda mais quando você ta nesse estágio"  

"Olha, não começa.. você se irritou por essa viagem boba de poucas horas de Londres, e eu até posso te dar razão já que eu não avisei, mas você também não procura me dar noticias dele quando saem.. e nem por isso eu vou atrás"  

"Candice, sinceramente.. eu não tô mais afim de saber, ele é meu filho.. você já está com ele a alguns dias, eu tenho direito de leva-lo" 

"Harry, você não vai levar" 

"Para de agir feito criança" 

"Feito criança agiu você! Que acabou com a nossa família, com as suas atitudes de muleque" Eu falo um pouco mais alto 

"Para de ficar remoendo isso! supera" 

"Estúpido"  

"Louca"  

"Você é um imbecil!"  

"Não me importo, agora eu vou pegar o Anacã"  

"Daqui ele não sai. Pode dar meia volta"  

"Para de fazer isso, você ta agindo feito uma mimada! Por que não vai pro quarto com o Max e deixa que eu cuido do meu filho?!" 

Eu não controlo e estalo um tapa em sua cara, ele me encara por alguns segundos e respira fundo.  

"As vezes eu não me arrependo nenhum pouco de ter feito o que fiz com você. Sinto mesmo que me livrei de um fardo, de uma menina, mimada e insensível. Espero que um dia você cresça e vire uma mulher de verdade, ou que arranje um babaca pra aturar seus chiliques." Ele entra no carro e dá a partida de uma vez  

Harry não me bateu, mas fez algo muito pior, ele conseguiu pisar em mim com algumas palavras e isso chega a me deixar sem ar. Eu não acredito que tudo o que já vivemos, tudo o que ele já me falou, seja algo verdadeiro, a sensação de que ele já não me amava mais se expandiu e parece que agora sinto como se ele nunca tivesse me amado antes. Parece mentira, aquele cara doce, atencioso, ter se transformado em alguém que cospe tão bem palavras no meu rosto. 



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