História You And I (G!P) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camilacabello, Camilacabellogip, Camilag!p, Camren, Camreng!p, Dinahjane, Infantilismo, Lauren Jauregui, Laurenjauregui
Visualizações 401
Palavras 3.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey amores, voltei com mais um capitulo quentinho e cheirosinho.
Enjoy

Capítulo 20 - Gosto de morte


Pov. Narrador

 

Sabe aquela sensação estranha de quando você não sabe o que está acontecendo e ao mesmo tempo sente que nada está certo? Camila vinha sentindo isso há algum tempo e não tinha nada que ela pudesse fazer para parar de sentir aquilo. Ela tentou pensar em tudo o que acontecia em sua vida para saber em qual parte dela estava desmoronando.

− Estou saindo. – Lauren avisou já na porta da casa e a latina não teve nem tempo de dizer nada.

Ali deitada no sofá da sua sala, naquela manhã de sexta feira, tentando parar de pensar naquela dor incomoda que se concentrava em seu peito, Camila suspirou e fechou os olhos ao finalmente compreender o porquê daquela sensação. Lauren tinha ingressado na faculdade de artes visuais e Camila não tinha como dizer o quão feliz a morena tinha ficado com aquilo. Lauren estava conseguindo alcançar seus objetivos e estava empolgada com a faculdade.

Camila deveria estar radiante pela sua garota, mas ela se sentia uma ameba. Sua namorada estava estranha e aquilo deixava a latina sem saber o que fazer. Camila estava começando a repensar se pedir Lauren em namoro tinha sido a coisa certa, pois naquele momento ela sentia que não. Elas tinham se conhecido no pior momento da vida de Lauren, a morena estava praticamente sozinha no mundo e Camila foi a única pessoa que lhe acolheu, então talvez Camila tenha confundido a cabeça da garota, fazendo-a confundir gratidão com amor.

Bufou pela centésima vez e levantou do sofá, pegando as chaves do carro e da casa, entrando no veiculo logo depois de trancar a casa. A latina precisava desabafar com alguém ou iria acabar ficando louca e arrancando os próprios cabelos. Dirigiu em uma velocidade um pouco alta e logo estacionou o carro, descendo e caminhando apressada até a porta, tocando a campainha logo em seguida.

− Eu espero que alguém tenha morrido. – Dinah atendeu a porta com uma carranca no rosto e um lençol envolto no corpo.

− Preciso conversar. – Disse chorosa e ela aliviou a expressão, dando passagem para a amiga.

− Eu só vou vestir uma roupa. – Camila assentiu. – Se eu fosse você, não sentava nesse sofá. – Camila olhou para o móvel e fez careta, sentando em uma poltrona.

Dinah subiu as escadas e rapidamente entrou no quarto, sorrindo triste para a morena deitada na cama.

− Desculpa, a Mila chegou e ela não parece bem. – Informou e Normani assentiu compreensiva.

A negra sabia que Camila não estava muito bem ultimamente, era perceptível até para a pessoa mais burra do mundo, e ela não iria privar a latina de ter um momento com a amiga.

Dinah terminou de se vestir e deu um selinho na namorada, descendo as escadas e sentando de frente para Camila, que tinha um olhar perdido em direção a TV desligada.

− Quer me contar o que houve? – A loira perguntou gentil.

− Eu não sei se fiz a coisa certa. – Murmurou sem encarar a amiga.

− Sobre o que?

− A Lauren. – Sussurrou e Dinah compreendeu o que ela quis dizer.

Suspirou e pegou as mãos da amiga, apertando suas mãos e fazendo a latina lhe olhar.

− Você não pode ficar guardando essas coisas só pra você, e apesar de eu ser sua amiga, eu não sou a pessoa mais indicada pra isso. – Tentou não ser rude.

− Eu não posso conversar com ela sobre isso. – Disse chorosa e Dinah negou com a cabeça.

− Você pode sim, ela é sua namorada, e precisa saber que você não está bem.

Camila não disse nada, apenas concordou com a cabeça e se escorou na poltrona, suspirando e fechando os olhos. Dinah sabia que a conversa já estava terminada e levantou, afagando ombro da amiga e subindo as escadas.

 

...

 

− Eu odeio o professor Hunt. – Lucy resmungou assim que saíram da sala de aula. – Esse homem pensar que aqui é um quartel?

− Para de ser chata Lu. – Vero abraçou a namorada pelos ombros. – Daqui a pouco ele sai.

− Ou não, ouvi dizer que o Sr. Johnson pediu demissão, então o Hunt não é mais temporário. – Lucy me olhou com os olhos arregalados.

− É oficial, eu vou me matar. – Colocou as duas mãos no pescoço e fingiu se enforcar.

Chegamos ao refeitório e nos sentamos à mesa de sempre, onde Connor e Wes já nos aguardavam.

− Connor, se eu fosse hétero e solteira com toda certeza eu namoraria você. – Disse quando ele me entregou minha bandeja de comida.

− Cruzes, quero distância disso que você tem entre as pernas. – Fez careta e eu ri. – Eu prefiro sua namorada, ela sim tem algo interessante dentro das calças. – Fechei a cara.

− Tira o olho dela. – Apontei meu garfo em sua direção e ele levantou as mãos em rendição.

– Isso é recalque. – Resmungou e Lauren franziu o cenho.

– Você quer dizer que eu tenho a capacidade de apagar coisas desconfortáveis da minha memória? – Perguntou e o amigo revirou os olhos.

– Será que você pode ser um pouco menos nerd? – Connor perguntou arqueando uma sobrancelha.

– Você disse que queria fazer medicina, por que está fazendo psicologia? – Vero perguntou ao rapaz antes que Lauren pudesse dizer algo e ele riu, terminando de beber seu suco.

– Com minhas notas, eu só entraria no curso de medicina se fosse como cadáver. – Lucy cuspiu seu suco assim que ouviu a resposta do amigo e não conseguiu segurar a gargalhada.

 

Já era noite quando Lauren entrou em casa e encontrou Camila sentada no sofá assistindo TV. A latina não percebeu quando ela chegou e continuou prestando atenção na programação. Lauren retirou os sapatos dos pés e deixou-os ao lado da porta, caminhando até estar atrás de Camila e abraçou a mulher pelos ombros, fazendo-a se sobressaltar pelo susto.

− Passou o dia todo no sofá? – Perguntou beijando sua bochecha e dando a volta no sofá, sentando ao seu lado.

− Eu fui na Dinah, cheguei há pouco tempo. – Camila respondeu e Lauren assentiu.

− Quer que eu faça o jantar?

− Eu quero conversar. – Lauren franziu o cenho, mas concordou. – O que você vê quando pensa no futuro?

− Eu me formando, com minha própria galeria, sendo reconhecida pelo meu trabalho. – Deu de ombros. – Acho que é isso.

− Foi o que eu pensei. – Camila disse baixo e Lauren a olhou preocupada.

− O que quer dizer com isso?

− Que eu não estou no seu futuro. – Disse com pesar.

− O que? – Lauren a olhou sem entender. – O que está acontecendo Camila?

− É isso. – Camila levantou do sofá e passou as mãos pelos cabelos. – Você nunca me chamou de Camila, pelos menos não até alguns meses. Acho que eu me precipitei em te pedir em namoro, você não estava pronta.

− Para. – Lauren pediu e Camila nem escutou.

− Você é nova e talvez queira curtir sua vida.

− Por favor, para.

− Acho que você deveria...

− PARA. – Gritou sentindo seu peito doer e Camila se calou. – Você sempre faz isso. – Acusou e levantou, parando de frente para Camila. – Toda vez que você acha que tem alguma coisa errada, você duvida do meu amor.

− Qual foi a ultima vez que você ficou aqui comigo? – Lauren negou com a cabeça. – Qual foi a ultima vez que você me abraçou de verdade? Só te vejo abraçando seus amigos.

− Então é isso? – Perguntou incrédula. – Você está com ciúmes dos meus amigos?

Eu sinto ciúmes quando alguém te abraça, porque, por um segundo, essa pessoa está segurando meu mundo inteiro. – Lauren se aproximou e segurou suas mãos.

− Eu entendo que é difícil pra você me ver menos. – Disse compreensiva. – Eu sei que eu não sou mais aquela garotinha que precisava de você pra tudo, eu sou mais independente, mas isso não significa que eu te ame menos.

− Não, você não me ama, isso tudo é culpa minha. – Camila se afastou e voltou a sentar no sofá.

− Tudo bem, você quer saber o que está acontecendo? – Perguntou já irritada. – Você fica cheia de paranoias e me afasta, depois que eu entrei na faculdade você me afastou. Eu te dei espaço e é por isso que não tenho passado mais tanto tempo com você, porque você não me quer por perto, eu tenho te chamado de Camila porque você me afastou tanto que eu não me sentia no direito de dar apelido.  – Controlou as lágrimas que já queriam sair.

− Isso não é verda...

− É sim. – Fechou os olhos e tentou se acalmar. – Eu tenho amigos agora, e eu preciso dar atenção para eles também, assim como você sempre deu atenção para os seus. – Suspirou e sentou no sofá ao lado da latina. – Eu amo você Camila, eu amo muito, mas se você não acredita no que eu sinto... – Limpou um lagrima que escorreu em sua bochecha. – Isso me magoa, sempre magoou, mas eu nunca te disse por que eu te amo, só que eu não aguento mais isso.

− O que? – Camila a olhou assustada. – Você está terminando comigo?

− Não, eu só quero te dar um tempo pra pensar se você me ama.

− Eu amo. Claro que eu te amo. – Se desesperou e segurou o rosto da morena entre as mãos.

− Então acredita em mim. – Suplicou e deixou as lágrimas caírem. – Acredita que eu não escolhi amar você, eu simplesmente amei. – Camila concordou em meio às lágrimas. – Eu vou ter que passar uma semana em Nova Iorque para uma exposição da faculdade, você vai usar esse tempo pra pensar.

− Tudo bem. – Disse baixo e abraçou a morena. – Você só precisa voltar.

As duas ficaram abraçadas por mais tempo que pudessem contar, coladas ao corpo uma da outra, sentindo o calor e os batimentos dos corações descompassados. Quando saíram do abraço, Lauren subiu para arrumar sua mala, pois sairia de manhã logo cedo e não queria fazer sua turma e seu professor esperar.

 

Pov. Camila

1º Dia

 

Hoje era sábado e eu tinha acabado de deixar Lauren na faculdade para ir à viagem com a turma. Eu não sabia o que eu iria fazer durante uma semana sem ela, eu já estava com saudades, certo que nos últimos tempos nós não vínhamos nos tratando como antigamente, mas eu gostava da presença dela pela casa.

Voltei para casa e como ainda era cedo, retirei minha roupa, ficando apenas de cueca e me joguei sobre a cama, sentindo seu cheiro nos lençóis e travesseiros.

 

Acordei e já passava do meio dia e meu estômago roncava igual um dinossauro faminto. Peguei a primeira blusa que encontrei dentro do closet e vesti, amarrando meus cabelos em um coque mal feito e descendo para a cozinha. Eu não estava nem um pouco a fim de fazer comida, então peguei uma lasanha no congelador, coloquei-a no micro-ondas e voilà, está pronto meu almoço. Retirei a lasanha do micro-ondas, peguei uma colher e me dirigi até a sala, sentando no sofá e ligando a TV para assistir qualquer coisa que estivesse passando.

Fiquei mudando de canal até encontrar um filme que ainda estava começando e decidi assisti-lo. Que grande merda. Se existe um filme pior do que esse eu desconheço. Qual a graça de encontrar a pessoa que você ama e passar horas dentro de um barco conversando sobre a vida? Serio, eu esperava mais. Tédio dos infernos. E essa merda ainda é uma trilogia, se eu encontrasse o cara que teve a ideia de fazer esse filme, eu com toda certeza daria um soco na cara dele, mas se ele já estiver morto, perdão, não venha puxar meu pé.

 

2º Dia

 

Por que o domingo é tão chato? Eu queria que abrisse um buraco negro e sugasse o domingo para o quinto dos infernos e deixasse o sábado 2.0 no lugar, se bem que meu sábado também foi um tédio... Ah, deixa essa merda pra lá. Tomara que eu morra de tédio.

Novamente acordei depois do meio dia e agora estou almoçando uma porção de batatas fritas enquanto assisto a um filme muito tosco, mas até que é engraçado. Só não entendi como é que ninguém percebeu que esse cara não era um bebê, porra, o marmanjo é bombado, tem voz grossa, tatuagem e cara, o pênis dele não é infantil.

Terminei de comer e abri o botão do meu short por que aquela merda estava apertando minha barriga de Princesa Fiona versão ogro. Peguei meu celular e olhei se Lauren tinha me mandado mensagem e confirmei que não, mas já era de se esperar, ela tinha dito que passaria o dia todo fazendo um trabalho de sei lá o que e que só poderíamos conversar durante a noite.

 

3º Dia

 

Segunda feira sua linda, por que você me odeia tanto? Hoje eu teria que ir trabalhar e ficar o dia todo enfurnada naquela sala olhando papeis e mais papeis. Quero a minha mãe.

Sai de casa com cara de cu e cheguei em meu escritório com a cara três vezes pior. Por que velhinho que não sabem dirigir insistem em dirigir? Aquele velho filho de uma p... senhora provavelmente morta bateu na traseira do meu carro e ainda disse que a culpa era minha por estar andando muito rápido, sendo que eu estava parada no semáforo.

– Bom dia Sra. Cabello. – Minha secretária sorriu. – Como está?

– Sujeita a entropia, decadência e morte. – Ela franziu o cenho e me olhou como se eu fosse louca.

Entrei em minha sala e sentei em minha poltrona, vendo a pilha de papeis que eu teria que ler e assinar. Pedi a secretária para me trazer um café amargo igual a minha alma sem a Lauren e logo comecei a ler aquela papelada.

 

Quando finalmente deu seis horas eu pude ir pra casa, não sem antes ser atazanada pelo demônio loiro que eu chamo carinhosamente de amiga. Essa infeliz me fez prometer que não iria comer besteira e sim comida de verdade, então eu tive que passar em um restaurante antes de ir pra casa.

A comida estava ótima, tinha gosto de morte, eu deveria ter ido ao restaurante da Mani, que além de ter comida boa, eu não gastaria dinheiro.

Agora eu estava jogada em minha cama, de banho tomado e cheirosinha, prontinha para assistir filme até dormir, por que essa era a única coisa que eu poderia fazer, já que minha namorada estava longe e eu não poderia cheirar aquele cangote cheiroso.

Liguei a TV e comecei a assistir um filme que o garçom do restaurante que vende morte em forma de comida me indicou. Garçom filho de uma égua. Filme louco do caralho. Que porra estava acontecendo com aquele moleque? Que droga era aquele? Drogas matam, jovem. Como que o cara vê um coelho gigante e não vai procurar um hospício? E aquele final? A menina encarando a mulher com cara de psicopata. Mais confuso do que Interestelar.

 

4º Dia

 

Era fato. Eu iria morrer. Todo dia LSD mata centenas de pessoas, por que comigo seria diferente. Lidar com a Saudade Da morena é foda. Um lado meu pensava “Já é o 4º dia, você vão ser ver em três dias”, mas o outro lado vinha e dizia “Só faz quatro dias, ainda faltam intermináveis três longos dias”.

Eu liguei pra Dinah e disse que não iria trabalhar, pois estava com febre e dor de garganta, uma mentira, é claro, então agora eu estou deitada na cama, debaixo das cobertas procurando um filme, mas eu ultimamente não tenho sorte pra filme, então decidi que só tinha um jeito de não me decepcionar com um filme, assistindo pornô!

Doce ilusão. Broxei legal. Os gemidos daquela mulher vão ficar na minha memoria pra sempre, parecia um papagaio sendo esganado ou uma foca sendo espancada, sei lá que porra era aquela. Acho que ela deve ter engolido um apito quando era bebê e nunca mais saiu. Tive que abaixar o volume e praticamente assisti filme mudo, mas nem isso funcionou, as caras e bocas que ela fazia eram dignas de filme de terror. Tive mais tesão pelo cara... Que nunca ninguém descubra isso.

Nota mental: Nunca mais escolher um filme, sempre deixar a Lauren fazer isso.

 

5º Dia

 

Nunca mintam que estão doentes só pra não irem a algum lugar. Eu estou praticamente morrendo nessa cama. Acho que vou chamar meu advogado pra fazer meu testamento, deixando meu dinheiro pra Lauren e pra Dinah por que eu com toda certeza estou sentindo o anjo da morte vindo me buscar. Deve ter sido aquela comida com gosto de morte.

Dessa vez eu tive que me alimentar direitinho, então liguei pra Mani e disse que estava na cama, morrendo em estado vegetativo e ela veio me trazer uma sopa e uma garrafa de suco, que ela me obrigou a beber quase todo. O bom é que eu fiquei boa logo, o ruim é que eu fiquei boa logo. Legal.

 

Durante a noite eu estava super disposta e sem sentir nenhuma dor, estava com pique de um time de futebol, então fiz a faxina na casa inteira, só terminando 3 horas da manhã.

 

6º Dia

 

Eu estava até mais feliz, Lauren voltaria na noite seguinte e eu nunca mais sairia do lado dela. Sério, é quase doentia a falta que ela me faz, e olha que eu nem estou falando de sexo.  Entrei em meu escritório e Dinah já estava ali me esperando.

– Bom dia. – Disse animada e ela me olhou por cima dos óculos. – O dia está lindo não acha?

– Você usou algum tipo de droga? – Perguntou me analisando e eu ri, jogando minha bolsa no sofá e dando um beijo na bochecha dela.

– Eu estou feliz, Lauren chega amanhã. – Ela assentiu compreendendo. – E então, vamos trabalhar?

 

Pra que eu fui dizer aquilo? Dinah me fez trabalhar feito uma condenada. Acho que eu estaria menos cansada se tivesse passado o dia todo trabalhando em uma mina.

Cheguei em casa triturada e só tive tempo de tomar banho e desmaiei na cama, praticamente entrando em coma.

 

7º Dia

 

Acordei ouvindo meu celular tocar e bufei. Quem é o infeliz que me liga esse horário da manhã? Vai tirar o pai da forca infeliz? Quando eu atender essa merda de telefone eu vou mandar essa pessoa tomar n... Caralho é a Lauren. Desculpa amor da minha vida.

– Oi amor. – Atendi e a ouvi suspirar.

– Camz, eu me perdi aqui no aeroporto e eles me deixaram. – Disse e eu sorri ao imaginar o bico adorável que ela deveria estar fazendo.

– Você já chegou em Miami? – Ela concordou com um murmuro. – Tudo bem, vai pra lanchonete que eu chego daqui a pouco.

Desliguei e pulei da cama mais feliz que pinto no lixo. Eu não sei por que um pinto ficaria feliz no lixo, pelo menos os meu não ficaria... Mas enfim. Tomei o banho mais rápido da minha vida... Eu tinha que tomar banho né, não iria encontrar minha namorada depois de tantos dias, fedendo a... Fedendo a nada, eu não fedo, mas é sempre bom um banho.

Estacionei o carro na primeira vaga que encontrei e entrei no aeroporto feito louca como se eu estivesse prestes a pegar o avião mais importante da minha vida, mas na verdade eu só estava com saudades da morena linda dos olhos verdes que eu tanto amo. De longe a avistei sentada em um banco alto enquanto devorava um sanduiche bem gordo chega a maionese escorria pelo canto da boca. Tão linda.

– Oi linda, advinha quem é. – Pedi fazendo uma voz diferente e tapando seus olhos com minhas mãos.

– Só pode ser você Camz. – Sorri e sentei ao seu lado, roubando um selinho rápido.

– Como sabia que era eu?

– Você é a única pessoa que poderia me chamar de linda enquanto eu como essa bomba de colesterol. – Limpou o canto da boca com o guardanapo e eu sorri.

– Você ficaria linda até banhada de cocô. – Ela fez careta e logo depois gargalhou. – Vem aqui, eu quero um abraço. – Abri os braços e ela levantou apressada, ficando entre minhas pernas e me abraçando apertado. – Eu senti tanta saudade de você. – Disse perto do seu ouvido e inalei seu cheiro. – Nunca mais me deixa sozinha por mais de um dia.

– Eu também senti sua falta. – Escondeu o rosto na curva do meu pescoço e deixou um beijo no local. – Eu não quero me afastar de você nunca mais.

– E nem precisa. – Afaguei suas costas e fechei os olhos, apreciando seu abraço.

 

 

 


Notas Finais


E então?
Comentem
Até depois...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...