História You Are a Memory - Vkook Taekook - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Ficção, Jeon Jungkook, Jhope, Jin, Kim Taehyung, Kookv, Namjoon, Park Jimin, Romance, Sad!taekook, Taekook, Vkook, Yoongi
Visualizações 253
Palavras 4.943
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláá Babys!! Como estão?

Vou logo avisando que eu acordei com uma aura muito Sad e eu precisava escrever algo com isso. Então daí já se explica a minha incrível inspiração em escrever uma história Sad do OTP ksksks <3

Enfim, espero que gostem e também espero que eu consiga, pelo menos, nem que seja um tiquinho, emocioná-los um pouco. Eu gosto de tocar as pessoas através da escrita ❤

LINK DO TRAILER NAS NOTAS FINAIS!!

~ BOA LEITURA ~

Capítulo 1 - Taehyung era único


Fanfic / Fanfiction You Are a Memory - Vkook Taekook - Capítulo 1 - Taehyung era único

Sinto saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos, riscos e momentos que compartilhamos.

A maior dor que eu senti em toda minha vida, foi de perder alguém que amava. Esse alguém não podia ser outra pessoa a não ser Kim Taehyung.

Taehyung foi, é, e sempre será as melhores memórias em minha cabeça. Sempre será o meu melhor amigo. Sempre será o meu amor.

Eu sei, o começo pareceu um pouco clichê, mas a verdade é que eu não sei como deveria começar isso sem citá-lo no início. Taehyung, o homem que eu amei como nunca tinha amado ninguém antes, morreu por conta de uma miserável doença. Câncer.

 

–Olá, me chamo Kim Taehyung e é um prazer conhecê-lo, Jungkook.

O início de tudo. Essa foi a primeira frase que ele me disse quando nos conhecemos. Taehyung sempre foi bastante sociável e amigo de todos. Era o tipo de pessoa que fazia amizades facilmente e sem esforço nenhum. Naquela época, assim que tínhamos debutado no BTS, eu era completamente o oposto dele.

Não falei nada, apenas sorri fraco sem mostrar os dentes. Eu estava sentado no chão da sala em que iriamos fazer os ensaios de dança, distante de todos e escorado na parede. Taehyung continuou ali comigo, falando de vários assuntos aleatórios e eu apenas o observava com atenção, mesmo que não falasse absolutamente nada. Apenas afirmava ou negava com a cabeça em algumas ocasiões.

No primeiro contato que tivemos, eu continuei tímido e isso ele notou logo de início. Com o passar dos meses, o grupo ao todo foi se instabilizando e criando laços de relacionamento. Eu ainda era tímido, mas com Taehyung as coisas eram um pouco diferentes. No início eu não sabia explicar, mas o fato é que ele tirava a minha timidez de um jeito incrível, tanto que graças a ele o meu relacionamento com os membros se formou bastante rápido em comparação ao tempo que eu normalmente demorava para construir uma amizade.

Quando eu estava com o meu hyung, eu me sentia à vontade, eu poderia estar em qualquer lugar, contando que ele estivesse comigo. Era como se nos conhecêssemos a um bom tempo e fôssemos amigos de longa data.

Ele cuidava de mim e isso me deixava feliz, era bom saber o quanto ele demostrava se importar comigo. Não que os outros membros não fizessem isso, eles faziam sim, se importavam, mas Taehyung era diferente. Ele sempre foi. Ele era especial. Isso fez com que eu o admirasse mais que os outros, nós tínhamos uma ligação diferente.

No início eu fiquei confuso. Tae era tão próximo de mim que pensei estar confundindo as coisas ao simplesmente notar que estava tendo outros sentimentos por ele. Falei diversas vezes para mim mesmo que éramos apenas amigos e que a probabilidade de eu estar tendo sentimentos diferentes por ele era impossível.

Me convenci de que estava apenas enrolado quanto aos sentimentos e passei a ignorar o fato de que toda vez que ele fazia graças para mim, eu sorria feito bobo e o achava a coisa mais fofa do mundo.

Passei a ignorar o fato de que quando ele sorria ou simplesmente me encarava, meu coração parecia que ia sair pela boca e minhas mãos suavam frio.

Comecei a ignorar o fato de quando eu dividia o quarto com qualquer outro membro, eu apenas pensava em dividir com ele só para ter perto de mim a sua presença que tanto me deixava nervoso.

E além de tudo, passei a ignorar o fato de que toda vez que ele se aproximava de mim e se agarrava ao meu corpo, ou simplesmente começava a me tocar casualmente – tanto percorrendo os seus dedos finos sobre os meus fios de cabelo, tanto acariciando o lóbulo da minha orelha –, eu sentia como se fosse despedaçar por inteiro. Ele tinha esses efeitos sobre mim e eu apenas me convenci de ignorá-los.

“O que está acontecendo comigo?”

Eu me perguntava diversas vezes mentalmente. Estava confuso.

“Taehyung é meu amigo e é um dos membros do grupo. Onde estou com a cabeça de estar pensando algo diferente em relação a ele?”

Aquela pergunta que eu fazia para mim mesmo me deixava completamente perdido. Mesmo que eu negasse e falasse que estava apenas confundindo os sentimentos, eu sabia que estava mentindo para mim mesmo, pois aquilo era mais forte que eu.

Os anos foram se passando aos poucos e fomos ficando mais velhos. Eu não me importei em guardar o que crescia cada vez mais dentro de mim em relação a Taehyung e apenas fui ignorando com o passar do tempo. BTS foi ganhando fãs por todo o mundo e cada vez mais ficava reconhecido. O início da fama estava chegando até nós cada vez mais e isso era ótimo.

Um certo dia, na data do meu aniversário, os membros decidiram fazer uma live como de costume fazíamos para parabenizar qualquer membro. Estava tudo bem, tínhamos interagido com as armys e os demais membros tinham me parabenizado naquele dia, até que tiveram a brilhante ideia de falar algo que me fez congelar.

–Jungkook, você pode receber um beijo dos membros presentes. De quem você quer?

Jin falou ao que olhava curioso para mim, fazendo todos olharem logo em seguida. Eu não falei nada, apenas abaixei um pouco a cabeça e eles começaram a conversar para ver quem iria receber o beijo.

Aquilo me deixou sem jeito. Estávamos em uma live e eu não esperava que me diriam isso. Todo mundo estava sentado no sofá, exceto Taehyung, que tinha se levantado a pouco tempo e ido fazer alguma coisa na cozinha.

–Taehyung!

A voz de Namjoon saiu alta já que o mesmo tinha gritado de leve na intenção de chama-lo.

–Kim Taehyung, você pode beijá-lo.

A única coisa que fiz, quando ouvi o que o Namjoon tinha falado, foi sorrir de leve e abaixar a cabeça. Os outros membros começaram a rir e aquilo só piorou a situação.

Não sei se deveria ter me sentido estranho, mas naquele momento eu me senti exposto, como se meus hyungs soubessem dos meus sentimentos por Taehyung. Aquilo me deixou tímido e nervoso. Não evitei em olhar rápido na direção da cozinha onde Taehyung estava bebendo um copo com água calmamente, como se aquilo nem tivesse o afetado. Ele olhou para mim e sorriu, o que me fez sorri sem mostrar os dentes e olhar para a câmera da live novamente.

O que aconteceu naquele dia com toda a certeza me pegou desprevenido. Eu não esperava. O que me surpreendeu foi o fato de que Taehyung não demonstrou nada quanto ao que aconteceu, ele apenas sorriu para mim normalmente como sempre fazia. Foi aí que os meus pensamentos vieram à tona.

“Se ele não agiu de outra forma e apenas agiu normalmente, isso significa que Taehyung apenas me vê como um irmão, apenas como o seu dongsaeng. Se fosse o contrário, ele agiria diferente em algo.”

Foi a conclusão de pensamento que eu tirei para mim naquele dia. Se antes eu já dizia para mim mesmo que seria impossível do Taehyung sentir a mesma coisa que eu sentia, agora eu estava mais confiante ainda, no meu pensamento, depois daquilo.

Eu teria continuado fielmente com o mesmo pensamento sobre ele até o fim, mas um certo dia de noite, por volta das onze horas, as coisas deixaram de fazer completamente o sentido e eu fiquei confuso novamente, aliás, mais confuso do que antes.

–Jungkook, posso te fazer uma pergunta?

Ele falou enquanto olhava para mim e eu apenas respondi com um simples “uhum”. Estávamos só nós dois – no mesmo sofá, de frente um pro outro –, na sala de estar da nossa casa fixa na Coréia. Eu estava de fones de ouvindo, ouvindo uma música qualquer até tirar um para prestar atenção na próxima fala dele.

Antes mesmo de falar o que queria, eu percebi o quanto ele me olhava curioso, deixando em vista o pequeno sorriso no canto dos seus lábios, o que acabou me deixando curioso para saber qual a pergunta que ele me faria.

–Você já beijou um garoto?

Falou direto, me fazendo arregalar levemente os olhos – um pouco surpreso –, e logo em seguida soltar um pequeno sorriso nervoso. A única coisa que veio em minha cabeça foi o porquê de ele ter me perguntado isso.

–Não, nunca beijei.

 Respondi simples. Ele apenas assentiu com a cabeça e olhou para qualquer outra parte da sala.

–Por que a pergunta?

–Apenas curiosidade. ­–Respondeu voltando seus olhos para mim. Não pensei duas vezes antes de fazer a mesma pergunta de volta.

–E você?

Ele inclinou de leve a cabeça para o lado, como se estivesse pensando e imediatamente imaginei um “sim” saindo da sua boca.

–Na verdade não. Você considera um selinho um beijo?

Perguntou e eu pensei por alguns breves segundos.

–Não.

Falei e ele sorriu.

–Então nunca beijei um garoto.

A questão é que a primeira resposta dele tinha me deixado curioso e levemente inquieto. Continuei olhando para ele que apenas continuava olhando de volta sem falar nada. Decidi então perguntar.

–Você já deu um selinho em um garoto. Foi na época do colegial?

Ele sorriu e assentiu com a cabeça.

–Eu aceitei participar de um jogo de desafios e me desafiaram a dar um selinho em um garoto da minha sala.

Respondeu simples, o que me deixou mais curioso, me fazendo desligar o celular e guardar os fones no bolso do meu moletom.

–Você gostou?

Falei e ele franziu o cenho, sorrindo com a minha pergunta.

–Como assim se eu gostei? Eu apenas encostei os meus lábios no dele e selei.

Riu e eu revirei os olhos, me sentindo um completo idiota por ter perguntado isso.

–Já que você nunca beijou um garoto, já teve vontade de saber como é?

Perguntou e eu engoli seco na mesma hora. Meu corpo travou e por alguns segundos não sabia o que falar em seguida. Olhei para ele, que ainda continuava me olhando e sorri mais uma vez, nervoso. Aquela conversa com certeza estava me deixando tenso.

–Não, Tae, não que eu me lembre.

Tentei parecer o mais confiante possível em minha fala, o que falhou, pois Taehyung sorriu e aproximou o seu corpo do meu, vindo para mais perto, e se preparando para falar algo que me deixou completamente sem chão.

–Eu posso te beijar, Jungkook?

Aquela pergunta me fez estremecer. Eu literalmente congelei e só me dei conta disso quando notei que Taehyung aproximava seu rosto cada vez mais até o meu, me fazendo prender a respiração em reação. Senti meu coração aumentar a frequência de batidas e as minhas mãos suarem frio.

–O-oque?

Acabei gaguejando, observando os seus olhos encararem fixamente os meus lábios. Instantaneamente fiz o mesmo, encarando os seus que já estavam a poucos centímetros de distância. O meu corpo continuava imóvel enquanto o dele se aproximava cada vez mais.

Olhei os seus lábios e uma última vez para os seus olhos antes fechar os meus. Senti a sua respiração quente e suave bater contra o meu rosto, me dando a ideia de que apenas uma linha imaginária os separava de se encostarem.

Meu coração bateu forte contra o meu peito quando finalmente senti seus lábios tocarem os meus com certa suavidade. Eu não sabia o que fazer, apenas fiquei parado, sentindo seus lábios quentes sobre os meus, até que senti sua mão subir até o meu rosto, dando assim movimento ao selinho que acabou se tornando um beijo lento e calmo.

Eu não pensei direito, apenas levei minhas mãos até a gola de sua camisa, puxando-a de leve e fazendo o ósculo ter mais contato que antes. Nossos lábios deslizavam um sobre o outro em uma harmonia incrível. Nossas cabeças se moviam em uma sincronia, deixando o beijo em um estado viciante demais. Eu não queria parar de beijá-lo.

Demorou alguns segundos para que Taehyung recuasse de leve a cabeça na tentativa de puxar ar para si, mas eu não soltei seu lábio inferior, fazendo questão de prendê-lo em entre os meus dentes e só depois soltá-lo, encerrando o beijo.

Aquele momento foi incrível. Mágico. Eu senti sensações que duvidava se existiam mesmo ou não, já que eu nunca tinha sentido, como a famosa sensação de borboletas na barriga. Eu tinha acabado de ter naquele momento.

Taehyung sorriu, abrindo os olhos e me olhando logo em seguida. Apenas fiz o mesmo, voltando a encarar os seus lábios novamente.

–Eu não sabia que você beijava bem assim.

Falou, logo acariciando a minha bochecha. Eu apenas queria mais daquilo e não parava de encarar os seus lábios – que agora estavam rosados e levemente inchados –, em minha frente. Além do mais, eu pensei que se aquilo fosse um sonho, eu nunca mais iria querer acordar. Claramente não.

–Jungkook, se eu...

Não esperei que o mesmo terminasse de falar, apenas avancei em seus lábios novamente iniciando outro beijo, só que dessa vez mais agitado que o primeiro. Eu só tinha o beijado duas vezes e já me via viciado em seus lábios, aliás, Taehyung beijava muito bem. Eu ainda não estava acreditando que estávamos nos beijando daquela forma.

Na segunda vez, eu pude sentir a sua língua tocar os meus lábios, o que me deixou surpreso. Fiz o mesmo, deslizando a ponta da minha em seu lábio inferior e para a minha surpresa, Taehyung encostou sua língua na minha, fazendo assim ambas se encontrarem no meio do ósculo.

Não tinha como negar, aquilo estava me excitando. Meu corpo estava ficando mais quente que o normal e cada vez mais eu tinha vontade de aprofundar o beijo. Parecíamos fogo e gasolina em processo de combustão. Aquilo me assustou um pouco, pois parecia que dependíamos daquele momento. Por outro lado, eu não queria parar e Taehyung ao que parecia não estava diferente de mim.

Estávamos sozinhos na sala. Os outros membros já estavam em seus quartos e provavelmente já estavam dormindo, talvez também tinha sido essa a conclusão que Tae tirou naquele momento, pois sem eu menos esperar, senti o seu corpo se mover para o meu colo e automaticamente coloquei minhas mãos em suas coxas, apertando-as de leve. Aquilo foi o suficiente para meu pênis dar sinal de vida.

–Hyung, o que está acontecendo aqui?

Falei quando separei os nossos lábios afim de recuperar o fôlego. Ele fez o mesmo.

–Eu não o que está acontecendo, mas saiba que eu sempre quis fazer isso.

Falou levemente ofegante, assim como eu, o que me fez ficar surpreso novamente.

Naquele momento eu tirei a conclusão de que eu não era o único a ter sensações diferentes em sua presença; e no caso dele era na minha presença.

–Taehyung, Jungkook, vocês viram o meu carregador de celular?

Ouvimos a voz de Hoseok se aproximar cada vez mais da sala, vindo pelo corredor. Não pensamos duas vezes antes de voltar as nossas posições de antes. Peguei o meu celular e fones no bolso do moletom e fechei os olhos, escorando a cabeça no sofá logo em seguida. Taehyung voltou para o seu lugar, saindo de cima de mim, e fingiu que nada tinha acontecido.

–O que disse, hyung?

Falou assim que Hoseok chegou na sala, fingindo não ter ouvido nada que o outro tinha dito.

–Esqueci onde coloquei o meu carregador.

Bufou, enquanto olhava em volta afim de encontra-lo. Procurou por alguns minutos, mas não achou, então se despediu de nós dois e voltou até o seu quarto novamente.

A sala ficou um silêncio, eu não tirei os meus fones e apenas olhei para Taehyung ao meu lado; que apenas olhou de volta. Acabei sorrindo, achando graça do que tinha acabado de acontecer e ele logo riu de volta.

Aquele foi um dos melhores dias da minha vida. Ele se despediu de mim normalmente com um simples “Boa noite, Jungkook. Durma bem” e eu apenas o respondi da mesma forma.

A partir daquele dia tudo mudou. Meu relacionamento com ele ficou completamente diferente e a cada dia que se passava as coisas iam piorando, mas não pro lado ruim, na verdade, pro lado bom.

Um exemplo disso foi algumas vezes em que eu e Taehyung nos encontrávamos nos bastidores do palco, depois ou antes mesmo dos shows, escondidos claro, apenas para sentir na pele o velho ditado: Escondido é melhor ou o proibido é mais gostoso.

Fizemos isso várias vezes e infelizmente, ou não, alguém nos gravou em uma delas. A sorte foi que na gravação não era possível ver os nossos rostos, apenas o contorno dos ombros e cabeça, que mesmo assim ainda ficou bastante nítido. Não aconteceu nada, pois aquilo não era nada mais e nada menos do que um pequeno problema que a BigHit não pudesse resolver. Falaram que era apenas outros dois garotos em um show que não era do BTS. Apenas isso.

Eu evitava olhá-lo quando estávamos cercados por câmeras ou fãs, primeiro porque a empresa já havia pedido para ficarmos mais distantes um do outro a fim de evitar polêmicas. E segundo porque eu não queria que alguém desconfiasse de nada entre nós; mesmo tendo bastante armys que já desconfiavam da nossa aproximação.

Elas tinham até pego a junção do nosso nome, Taekook – graças ao Tae que juntou os nossos nomes e falou isso em uma gravação quando formamos uma equipe –, e oficializaram o nome do nosso shippe. Fiquei sabendo na época que tinha até data comemorativa para Taekook.

Os anos foram se passando e não podíamos demonstrar nada, mas a verdade é que havíamos gostado bastante do nosso shippe. Algumas armys faziam questão de comentar nos fansigns para nós dois e o máximo que podíamos fazer era sorrir, nada mais que isso.

 

–Jungkook-ah, eu trouxe alguns jogos. Abra a porta e vamos jogar.

Nesse dia eu tinha acabado de sair do banho e mal tinha secado o meu cabelo, quando ouvi a voz de Tae por trás da porta do quarto. Na mesma hora acabei sorrindo silenciosamente.

–Espere um minuto.

Falei e corri em direção da minha cômoda, logo procurando algo para vestir. Box preta. Calça moletom. Um casaco de frio. Peguei a toalha que havia jogado em cima da cama e comecei a secar meu cabelo, logo depois deixando-a sobre os ombros. Fui abrir a porta.

–Eu tinha acabado de tomar banho e você...

Ele não esperou e entrou de uma vez no meu quarto, logo fechando a porta atrás de si. Colocou o videogame e alguns jogos que havia trazido consigo em cima da pequena mesa onde estava o meu notebook e tratou de trancar a porta. Se virou e sorriu sapeca em minha direção.

–Olá, Jungkook.

Falou com sua voz mais rouca que o normal.

–Até imagino o que o hyung veio fazer aqui.

Falei, mordendo os lábios ao ver que ele desabotoava a própria camisa, mantendo o olhar fixo em mim.

Tínhamos feito isso várias vezes, ir para o quarto um do outro. Apenas por um tempo, não fazíamos nada além de alguns beijos, chupões, amassos e sexo oral. Esse era o nosso jogo. O nosso segredo.

–Convenci os outros para que fossem comprar comida japonesa pra gente.

Disse ao que chegou perto o bastante de mim, depositando um selinho demorado em meus lábios. Começou a deslizar suas mãos pelo meu abdômen, ainda coberto pelo casaco que eu vestia, e aos poucos me fez andar para trás. Não demorou muito e logo senti a borda da cama bater contra a parte de trás das minhas pernas e apenas um empurrãozinho foi o suficiente para que meu corpo despencasse contra o colchão da cama king de casal.

–Que jogo quer hoje?

Perguntei enquanto me apoiava sobre os cotovelos na cama. Taehyung apenas sentou sobre o meu colo e terminou de desabotoar a sua camisa de tecido fino, deixando uma parte de seu abdômen à mostra.

–Faz um tempinho que não jogamos o nosso limite.

Falou – se referindo ao oral –, enquanto fingia uma expressão pensativa no rosto. Eu apenas aproveitei para levar minhas mãos para debaixo da sua camisa, deslizando as pontas dos meus dedos sobre a sua pele, sentindo ele se arrepiar aos poucos com o meu toque.

Sim, eu adorava fazer aquilo, arrepiá-lo. Primeiro porque ele gostava da mesma forma e segundo porque vê-lo daquela forma, cada vez mais afetado pelos meus toques, era maravilhoso. Naquele dia, Taehyung estava usando um short escuro na altura das coxas, o que deixava as suas coxas à mostra.

Ele não tinha costume de usar aquele tipo de short para dormir, usava sempre calças longas e de frio. Então, toda vez que o via vestido daquela forma, sabia que iriamos jogar a qualquer momento.

Nosso jogo, era mais um de nossos segredos. Havíamos trocado os videogames e jogos por carícias e beijos quentes. Aquilo era bom, sentíamos a adrenalina percorrer entre nossas veias todas as vezes em que fugíamos para o quarto um do outro no meio da noite. Luzes apagadas. Eletrônicos desligados. Todos dormindo. Apenas eu e Taehyung acordados, escondidos. Era o cenário perfeito para a adrenalina e tensão. Corríamos o risco de sermos pegos, mas essa era a melhor parte, fazer silêncio e não ser descoberto.

Eu adorava aquilo. Ele adorava. Nos adorávamos viver naquela adrenalina, juntos, apenas eu e ele. Se pudesse voltar no tempo, eu voltaria quantas vezes fosse preciso, só para poder sentir novamente o corpo de Taehyung sobre o meu enquanto tomava seus lábios em um beijo sedento e viciante. Poder sentir seu corpo se arrepiar com os meus toques. Relembrar novamente o toque de seus dedos longos puxarem os meus fios de cabelo, provocando-me cada vez mais enquanto tinha o seu corpo me prendendo por cima, puxando e mordiscando meus lábios com vontade e me fazendo ir ao delírio.

Tudo aquilo era único. Único por ter sido ele, ali, comigo.

 

Com o fim do Bangtan Boys – sem querer soar grosseiro –, no ano em que o grupo se separou, eu pude imaginar o meu futuro ao lado de Taehyung se formar. Fizemos planos e estávamos ansiosos com tudo. Apenas nossos familiares e amigos próximos sabiam sobre nós, até que depois de um ano vivendo juntos sem ninguém de fora saber, decidimos confessar nossa relação. No começo foi polêmico, algumas pessoas nos criticaram por conta da homossexualidade no país, mas o apoio que tivemos superou toda essa parte. As armys foram as que mais nos apoiaram, demostrando estarem do nosso lado mesmo depois de tudo.

Aquilo nos deixou feliz e finalmente as coisas estavam indo bem quanto a nossa relação. Não nos escondíamos mais de ninguém. Não precisávamos mentir sobre nada ou esconder nada. Estávamos livres para viver juntos.

Os anos se passaram e então a pior fase das nossas vidas chegou. Taehyung tinha descoberto que estava com câncer; leucemia. Ele não esperava e muito menos eu que isso pudesse acontecer.

Ele parecia estar bem. Taehyung continuava alegre e espontâneo como sempre era. Sempre sorrindo e expondo aquele sorriso retangular que sempre me chamou atenção. O brilho nos seus olhos era inconfundível e a sua alegria contagiava qualquer pessoa que estivesse ao seu lado. Ele era único.

Só que não demorou muito para que os sintomas começassem a aparecer nele. Em apenas seis meses de tratamento, Taehyung já tinha características de um paciente com câncer. Estava mais pálido e fraco. Havia algumas marcas escuras em seu corpo; como se tivesse levado vários socos. Seus olhos estavam recaídos, indicando o estado cada vez pior da sua saúde. Sua voz perdia a força cada vez mais e as suas mechas de cabelo, castanhas e brilhantes, iam caindo cada vez mais que ele fazia as longas sessões de fisioterapia.

Ele estava com medo, Tae tinha me confessado isso quando sentiu que nem podia andar direito sozinho. Sentia suas pernas fracas e aquilo me despedaçava por dentro. Eu tinha que ser forte por ele, por nós, assim ele iria superar tudo. Era o que eu pensava e falava para mim.

Todos os dias eu estava ao seu lado. Não iria sair até que ele voltasse para casa comigo. Eu tinha prometido a mim mesmo aquilo e eu queria cumpri-la a todo custo.

Lutei ao lado de Taehyung mais um ano dentro daquele hospital. Ele ficava cada vez mais fraco e as vezes até me pedia que eu o libertasse daquilo. Queria que acabasse com o nosso sofrimento, assim nós dois poderíamos descansar.

Eu claramente negava todas vezes e sempre dizia que ele voltaria para a nossa casa, comigo ao seu lado e que teríamos a nossa vida novamente como antes. Isso de certa forma o fazia parar de me pedir aquilo, mas não o deixava animado ou com esperança de voltar a ser quem era antes. O seu olhar falava tudo.

Eu chorava quando ele não estava acordado, com medo de perde-lo e nunca mais tê-lo em meus braços. Aquilo me fazia ter pesadelo durante a noite, eu nem já dormia direito. Fazia questão de ouvir atentamente cada batida feita pelo eletrocardiograma que marcava seus batimentos cardíacos. Quando não fazia isso, apenas observava o rosto dele, lembrando de tudo o que havíamos passado até aquele momento. Eu falava para mim mesmo que iria levá-lo de volta comigo e que ele seria forte o suficiente para superar tudo.

Mais alguns meses se passaram e eu vi que havia falhado em prometer que ele voltaria comigo. Falhei assim que vi os seus olhos se fecharem aos poucos, ainda deitado sobre a cama do hospital, segurando a minha mão firmemente enquanto me olhava fraco. Falhei, quando disse que ele voltaria a ser o meu Taehyung de antes e falhei, quando lhe prometi que sairia daquela cama novamente.

Eu falhei ao simplesmente dizer que tudo ficaria bem, mesmo vendo a sua voz, que já estava falha, indo embora cada vez mais. Eu sabia que ali, eu estava perdendo ele aos poucos. Suas mãos gélidas e seus olhos com o brilho que sempre tivera, já não estava mais ali com ele. Era como se a sua alma estivesse se destruindo aos poucos, se preparando para partir, deixando seus últimos suspiros e ir embora desse mundo para sempre. De uma vez.

Apesar de tudo, Taehyung sorria fraco enquanto me observava. Eu chorava baixo, escorado com o rosto em seu peito, que subia lentamente indicando a sua respiração lenta e calma.

Eu não estava pronto. Não queria que ele fosse embora, não queria que me deixasse sozinho. Ele só tinha apenas 34 anos, tínhamos a vida toda pela frente juntos, mas foi completamente diferente. Nem todas as vezes nossos planos vão da forma que queremos. Infelizmente.

E foi aí que mais uma vez eu pensei e vi. Eu, Jungkook, falhei miseravelmente. Prometi algo que não seria capaz de cumprir. Algo que não estava ao meu alcance.

A mão que antes apertava firmemente a minha mão, foi soltando-a aos poucos. Ergui o rosto rápido, olhando os seus olhos quase fechados. O som eletrocardiograma foi diminuindo, acompanhando suas batidas lentas.

Eu entrei em desespero, minhas lágrimas desciam rápido enquanto eu falava o nome dele diversas vezes para que ficasse ali comigo e, naquele momento, ele falou fraco o meu nome, fazendo um pequeno esforço, me fazendo olhar fixamente seus olhos caídos; procurando prestar atenção na sua voz que saía baixa e falha.

–Obrigado por tudo, Jeon Jungkook, você fez de mim o homem mais feliz do mundo durante todos esses anos que você passou ao meu lado. –Sorriu fraco e eu apenas consegui assentir com a cabeça, beijando a sua mão e a segurando firme. Minhas lágrimas ainda escorriam quentes sobre o meu rosto. –Eu te amo, Jungkook. –Seus olhos lacrimejaram e as lágrimas logo começaram a escorem sobre a sua pele pálida.

Ainda chorando muito, beijei a sua testa e disse:

–Obrigado, Kim Taehyung, por me ensinar o real significado do amor. Por ter convivido com você todo esse tempo e ter te amado imensamente. –Ele sorriu fraco novamente, expondo aquele sorriso retangular devagar para mim, mesmo que fraco. Eu apenas selei seus lábios aos meus, já sabendo que aquele seria o último dentre todos os outros. Seria a última vez. –Eu te amo, Taehyung.

Encostei minha testa na sua. Continuei segurando sua mão e vi seus olhos se fecharem, vendo o seu sorriso fraco perder as forças e sumir entre os seus lábios. Os batimentos diminuíram e então pararam de vez, fazendo o eletrocardiograma apitar e indicar o orbito do único homem que eu amei. Do meu único e eterno amor. Kim Taehyung.

O câncer. Ele foi tudo para que eu o perdesse de vez, nos separando um do outro para sempre. Não pude cumprir minha promessa, eu disse que ele ficaria bem e que iriamos envelhecer juntos. Que eu iria pentear os fios brancos da sua cabeça com uma escova enquanto ele cantasse alguma música para mim, em frente ao espelho do quarto que teríamos em nossa casa. Que sempre teríamos chá da tarde às dezesseis horas pra assim a gente poder conversar sobre as coisas e loucuras que fazíamos quando éramos jovens e rir das besteiras da juventude.

Mas não, eu não consegui cumprir a minha promessa.

Taehyung, você me ensinou o amor e eu o achei em você.  Hoje, a cada dia mais, eu morro por dentro, cada vez mais me quebrando. Cada vez mais me perdendo em mim mesmo. Indo cada vez mais fundo na loucura que me consome feito o foge sobre algo inflamável, queimando em questão de segundos.

Sabe o porquê disso tudo, meu amor?

Porque a única coisa que você não me ensinou, foi como eu viveria sem você.

 

~Jeon Jungkook.


Notas Finais


TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=O5rM42iOzfc&feature=youtu.be

Minhas outras fics de Vkook:

Seis dias e sete noites - Vkook Taekook
https://www.spiritfanfiction.com/historia/seis-dias-e-sete-noites--vkook-taekook-12174724

The Empire - Vkook Taekook
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-empire--vkook-taekook-9373705

You Are a Memory - Vkook Taekook
https://www.spiritfanfiction.com/historia/you-are-a-memory--vkook-taekook-13919032

Dangerous Love - Vkook Taekook
https://www.spiritfanfiction.com/historia/dangerous-love--vkook-taekook-9106860

Espero que tenham gostado ^~^
O que acharam? ~Comentem~ Fico feliz quando comentam!! ❤

Desculpem-me qualquer erro :3
Beijinhos da Tai ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...