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História You are mine - Eli Moskowitz - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


🦋Oii
Gente só um aviso.
Vou trocar a capa da fanfic, pois ela NÃO é de minha autoria. Eu esqueci de avisar sobre isso antes, eu apenas achei no aplicativo Pinterest e gostei. Mas assim que possível, vou mudar, colocar uma que vou criar.
Era isso, boa leitura💙

Capítulo 2 - Capítulo dois - You are mine.


Fanfic / Fanfiction You are mine - Eli Moskowitz - Capítulo 2 - Capítulo dois - You are mine.

Davina Petterson 🦋

O dia passou, digamos rápido.
Fiz bons amigos. E estava ansiosa pra passar mais tempo com os três garotos divertidos, e a minha mais nova amiga... Lindsey.
Os populares, estranharam eu ter escolhido ficar com o trio excluído, porém não me importei. As meninas ficaram me encarando feio a maior parte do tempo, como se eu estivesse errada, porém Yasmine me encarava como se eu tivesse no lugar certo.
Já me encontrava no corredor principal, me preparando para sair da escola. Talvez tivesse um jeito de voltar pra casa sem precisar olhar pra Yasmine ou entrar no precioso carro dela. Ou talvez não tivesse... droga. Meu pai está no trabalho, e não quero incomodar a Senhorita Alice.
Suspiro e me direciono para a saída, quando ouço um movimento brusco acompanhado de baques numa sala ao lado. O barulho parecia abafado, mas conseguia ouvir risadas.
Me aproximo e empurro as duas portas da sala entrando lá. Minha curiosidade me faz dar mais passos, quando os barulhos parecia mais audíveis.
- Que foi? Lábio esquisito! - diz uma voz masculina e em seguida, gargalhadas. Suspiro e consigo imaginar o que é. Alguém zoando com a cara de outra pessoa. Meu sangue esquentou naquele mesmo momento.
- Ele vai chorar Kyler. - diz outra voz masculina. Vou me aproximando devagar.
- Se for pra chorar, vamos fazer ele ter motivos. - em seguida se acompanha um baque abafado e um gemido doloroso. - como sua mãe não te descartou da humanidade? Aberração! - Não consigo mais esperar. Me aproximo de outra porta, sabendo que da sala atrás dela, vinha o barulho. Jogo a mochila no chão, e dou um chute forte na porta, a arrombando dando visão a um grupo de garotos na frente de Eli amedrontado encolhido de costas num armário. Eles me encaram assustados enquanto o garoto de olhos azuis escuros marejados pelo medo, também faz o mesmo.
Enquanto isso vinha flashbacks...

Flashback ⚡
- Borboletinha azul, algum problema? - risadas ecoavam no fundo, enquanto aquele simples apelido se transformava em trauma.

Sacudo fortemente a cabeça para sair daquele transe.
-... ih, olha isso. A irmãzinha da Yasmine já no primeiro dia, procurando satisfação. - diz um mestiço feioso enquanto o grupo de populares imbecis sorria da minha cara. - veio fazer o que aqui novata?
- Quem sabe fazer companhia para o labinho? Ou melhor, uma boquinha ãh? Ãh?- mais risadas... acompanhadas de mais flashbacks.

Flashback ⚡
- Quanto maior a raiva, maior a força. - as lágrimas invadem meus olhos, quando me lembrava daquilo que se passava na escola. Maiores eram meus chutes cegos naquele manequim. Quando o último e mais forte acerta o pescoço do boneco plastificado, o arrancando do corpo.
Suspiro e tento raciocinar o que havia acontecido.
- Está pronta. - um sorriso vitorioso surge em meus lábios ao ouvir aquilo.

Volto do transe.
-... qual foi? Perdeu a língua gatinha? - meus olhos só se encontravam em Eli nesse momento. O garoto deixa escorrer algumas lágrimas me encarando.
- Quem sabe eu arranco a sua se for pra falar coisas desnecessárias? - eles transformam as expressões divertidas em sérias.
- Como é? - pergunta o mestiço ameaçador ao meu lado.
- Foi uma pergunta retórica seu imbecil! - sem esperar mais alguma reação, pego sua cabeça levando diretamente sua cara ao meu joelho, e o levanto rapidamente o empurrando, e assim viro meu corpo o lançando um belo chute na cara o derrubando.
As expressões surpresas tomam conta do ambiente.
- Peguem ela! - ordena o idiota mestiço limpando o sangue que escorria do nariz. Seu grupinho vem em minha direção ameaçadoramente.
Pego o gordinho pelo pescoço, apertando suas amígdalas, enquanto ocupava meu pé na cara do outro se aproximando. Jogo o gordinho de costas numa prateleira dali o derrubando. O mestiço que já levantou vindo em minha direção, segurou meus braços os prendendo no meu corpo pronto pra me levar para outro lugar, quando acerto minha cabeça em seu rosto assim mesmo, o fazendo me soltar e cambalear pra trás, o dou outro chute merecido em seu rosto o vendo desanimado no chão em seguida. Dou um soco certeiro no nariz de outro que correu pra me segurar também.
- Qual foi? Não batemos em mulher. - diz um dos garotos. - mas nesse caso...- espero se aproximar com um taco de rede.
- Nesse caso... - o imito e me aproximo pra ver o que ele iria fazer.
Ele levanta o taco em minha direção, para acertar minha barriga. O seguro e volto a ponta com tudo em seu abdômen, e tomo de sua mão partindo pra cima do garoto. O acerto de todas as formas enquanto o ouvia gritar.
- Quanto maior a raiva, maior a força! - exclamo furiosa.
Braços circundam a minha cintura tentando me afastar do garoto.
Me viro bruscamente pronta pra bater mais um pouco, me deparando com Eli se defendendo.
Suspiro o encarando amedrontado desviando seu olhar.
- Me desculpa Eli, eu... - o garoto engole à seco, ainda com seu corpo encolhido e o braço em volta de seu abdômen. Seu nariz sangrava um pouco.
- Vamos sair daqui, antes que eles acordem. - ouço sua voz completando uma frase normal pela primeira vez desde que o conheci, e dou um sorriso no qual ele não vê.
Ele pega sua mochila no chão e se direciona até as portas para sair dali, e o sigo.
{•••}

- Muito obrigado. - agradece me encarando. Sorrio como resposta e volto a cuidar de seus machucados. - como aprendeu a lutar daquele jeito? - dou uma pausa colocando o gelo no pote descartável ao lado.
- Eu fazia caratê. Tinha meu próprio sensei, e ele me aprendeu a me defender de babacas. - o vejo menear a cabeça positivamente. - eles sempre mexem com você? - da mesma forma, afirma.
- Sempre. Por causa do meu lábio. - diz aparentemente envergonhado.
- Não precisa ter vergonha Eli. Eu te entendo, já passei por bullying... Quer dizer, não um bullying exatamente, mas é do que chamamos quando a escola toda te olha de maneira diferente e sorri da sua cara te cuspindo palavras horríveis.
- É que... Você, além do Demitri foi a única que me notou e me deu tanta atenção. - diz olhando em meus olhos. - e disse que me entende. - sorrio. - mas, por que você sofreu bullying? Não acho que tenha motivos. - suspiro e resolvo mudar de assunto.
- Vamos ver como tá isso... - me aproximo levantando sua camisa, mostrando seu abdômen cheio de hematomas roxos. - ai... - franzo o cenho olhando aquilo. Seus suspiros se intensificam dolorosamente ao encostar meu dedo em um. - desculpa. - coloco a mão em seu peito o empurrando levemente para trás, enquanto seu corpo deslizava até parar onde conseguia examinar um por um. - assim. Vai doer um pouco, mas vai melhorar ok? - ele concorda novamente com a cabeça, apenas.
Pego uma porção de gelo o suficiente, e o deposito sobre um dos locais roxos, tirando do garoto um gemido doloroso.
Vou fazendo isso por alguns instantes. Ele já não murmurava mais como quando comecei, o que dizia que estava passando aos poucos.
Tinha mais ou menos uns quatro hematomas de diferentes tamanhos, e alguns mais antigos.
- Eles não vão mexer com você enquanto eu tiver por perto, então evite de ficar perto deles quando estiver só. - abaixo sua camisa e coloco o gelo no pote descartável novamente. Ouço um "uhum" de sua parte. - e, onde estava Miguel e Demitri naquela hora? Por que não estavam com você?
- Ah eles saíram mais rápido que eu, enquanto voltava pra buscar meu livro na sala de aula. - concordo e fito seus olhos novamente. - Obrigado de novo.
- Não precisa me agradecer. - sorrio amigável. - consegue andar? - ele se indireita no muro onde estava sentado desde que viemos para esse beco atrás da lanchonete principal da cidade.
- Sim. - se levanta cambaleando e o seguro. - eu consigo, só deu cãibra nos pés. - dou uma risada fraca o vendo fazer o mesmo.
- Tá bom... - começamos a andar enquanto ele mancava levemente.
- Ouvindo você me contar sobre seu pai ter casado com a mãe da Yasmine, e você ter se mudado pra cá por esse motivo, e uma hora você me contar sobre o que sofria na outra escola, me fez pensar que veio pra cá por brigar com alguém ou pessoas, e ter sido expulsa. - sorrio.
- Não não, eu nunca fui muito de brigar antes da briga que tive pelo bullying. Mas quando aconteceu, foi fora da escola, e quase dois meses antes de vir pra cá. Digamos que esse não tenha sido O Motivo. - explico. Ele ficou em silêncio, apenas prestava atenção em cada palavra que dizia. - eu nunca tive uma boa relação com a minha mãe, nem meu pai. Até que eles resolveram se divorciar, e aí nos separamos, minha mãe nem se importou se eu decidi ficar com meu pai. Ela não ligou. - sua expressão agora era triste e compreensiva. - fomos pro apartamento do meu pai depois disso, até ele conhecer a Alice mãe da Yasmine, e casaram depois de um tempo. Foi tudo muito rápido.
- Sinto muito, deve ter sido difícil. - ele diz e abaixa a cabeça.
- Um pouco. - continuei falando enquanto andávamos. - só... meio diferente. Eu fiquei mal pelo meu pai, mas ele não a merecia mais. Era cada dia, um cara diferente que ela ficava, ela admitiu isso na cara dele.
- Nossa...
- Pois é. - conversamos sobre coisas aleatórias depois disso. Já que decidi mudar de assunto.
Sem nem perceber, o acompanhei até sua casa, e lá mesmo o deixei.
- A gente se vê na escola - falo o vendo já na frente de sua casa.
- A gente se vê na escola. - ele repete. Sorrimos um pro outro e ele se vira abrindo a porta.
Ele é diferente.
Eu gostei dele. Percebi que ele só precisava falar. Ele não tem más palavras, ou um mal caráter. Deduzi desde que o vi pela primeira vez. Quietinho na dele, como se fosse um ratinho entre tantos gatos prontos para o devorar. Mas algo nele me faz sentir que ele ainda tem que libertar o gostoso malvado de dentro dele...
E se for possível, eu o ajudarei se ele quiser.
{•••}

Andei por algum tempo, sem me lembrar ou ter alguma ideia de onde fica o meu destino. Yasmine deve ter estranhado o fato de não me encontrar em lugar nenhum. Não me importo, de qualquer forma, só tenho que achar um novo jeito de ir pra escola e voltar todo dia sem precisar depender da Yasmine pra isso. Não a quero perto de mim, não sinto nela fidelidade alguma.
- Filha? Davina! - ouço uma voz familiar masculina e quando me viro para o carro ao meu lado, vejo meu pai.
- Pai? - Não duvido que ele me procuraria, obviamente que não, apenas não sabia o que dizer.
- Filha, onde você se meteu? Fiquei doido te procurando. - ele se aproxima. - Yasmine me contou que não te viu em lugar nenhum depois da aula, fiquei preocupado, não me faça mais uma coisa dessa. - diz alterado, mas não deixando seu nervosismo o tomar.
- Me desculpa. Eu só queria conhecer a cidade um pouco. - minto. Quer dizer... não convém dizer a verdade agora.
- Você podia pedir pra Yasmine te ajudar. - solto um riso nasal revirando os olhos.
- Não gosto dela. - digo simples a verdade. Ele continua a me encarar sem palavras. - entendeu agora né pai? - ele pressiona os lábios, compreensivo.
- Vamos pra casa, lá nos entendemos, sim? - afirmo um sim, e adentro o veículo luxuoso com ele, seguindo pra casa.

Eli Moskowitz 🦅

Ela se mostrou uma pessoa legal e compreensiva. Por mais que antes eu estivesse com medo, temos um problema em comum.
Davina.
Queria ser como ela, corajosa. E muito gata.
Algo me diz que vamos ter uma boa relação.
- Oi filho...- ela diz a última palavra um pouco mais baixo, antes de alargar um sorriso surpreso. - voltando sorridente da escola? O que houve? - ela vem em minha direção me dando um beijo na testa, e daí andando pela sala. Desencosto da porta, onde estava desde que cheguei. E vou ao sofá, jogando minha mochila lá.
- Ah, nada demais. Vou chamar Demitri pra vir aqui...
- Hey, hey, hey, volta aqui mocinho. - confuso a obedeço. - por que seu nariz tá roxo? - merda... Suspiro. - aqueles meninos estão mexendo com você de novo, é isso? Porque se estiver....
- Não mãe, você tá confundindo com a última vez. - saio dali, a deixando só.
{•••}


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Kisses, e até o próximo capítulo.🤍


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