História You are mine - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Personagens Originais, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Joyri, Seulrene, Seulrene G!p
Visualizações 87
Palavras 1.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu realmente tenho muitos plano pra essa fic, mas eu não consigo detalhar as coisas, eu sempre junto todo mundo logo de cara :|

Capítulo 1 - Ela vai morar com a gente?


Oi sou Kang Seulgi, cresci em um lar conturbado. Minha mãe tentou suicídio sem saber que estava gravida de mim e isso meio que modificou meu corpo, eu seria o que vocês chamam de intersex. De qualquer forma, alguns anos depois de que eu nasci minha mãe tentou o suicídio outra vez e dessa vez ela conseguiu (embora nunca acharam o corpo dela, então ela foi dada como morta), me deixando sozinha com o culpado de tudo isso, meu pai, que a agredia verbalmente e provavelmente psicologicamente também, nem sei o que minha mãe tinha visto nessa coisa sem coração, ele nem a amava e mesmo assim era possessivo. Mas mesmo assim eu nunca o havia visto encostar um dedo nela. Eu nunca o perdoaria por tal ato

Não tenho orgulho de chama-lo de meu pai, na verdade nunca tive orgulho dele, ele trabalha com o “mercado negro”, digamos que ele era um mafioso e talvez por esse motivo fôssemos tão ricos. Ele sempre quis me dar do bom e do melhor, ele até já mostrou diversas vezes que sentia um carinho por mim, mas eu nunca esquecia da imagem dele gritando ou desrespeitando minha mãe. Eu era muito pequena, mas já entendia as coisas, tantas vezes eu não conseguia dormir, sempre escutando os gritos de meu pai. Uma vez eu fui defendê-la, nesse dia fiquei cara a cara com ele, e estranhamente ele recuou quando me viu. Nunca vou saber se meu pai realmente gosta de mim, ou ele apenas não queria me mostrar o seu verdadeiro eu. Lembro varias vezes que vi meu pai chegar em casa bêbado e cheio de marcas de batom, sempre achei que ele iria morrer sozinho e sem amar ninguém. Muitas vezes prometi a mim mesma que embora ele fosse minha única família, quando eu chegasses a maior idade iria embora daquele lugar e daquele ambiente imundo...

Mas nunca imaginei que ele iria encontrar alguém...e que eu iria me apaixonar

ALGUNS ANOS ATRÁS

-KANG SEULGI DESÇA JÁ DO SEU QUARTO! –Uma voz autoritária chamou meu nome, mais especificamente meu pai

Eu geralmente costumo ignorar o mesmo, hoje mais ainda, já que queria aproveitar o resto do meu Domingo mas sua insistência já estava começando a  me perturbando, então levantei-me da cama ajeitando a mesma, verifiquei novamente o celular e joguei o mesmo na cama, sai do meu quarto e decidi ir ver oque ele queria. Já é a quinta vez que ele me chama hoje, e pelo visto ele é mesmo insistente, uma hora ou outra eu teria que descer e ver oque ele tanto quer

Descendo a escada pude escutar uma voz diferente uma voz feminina muito linda por sinal eu já comecei imaginar que meu pai decidiu trazer uma de suas “acompanhantes” pra casa, já vou preparando meu psicológico só de pensar em muitas coisas que podem acontecer. Já o imaginei falando que eu iria ter um irmão, ou também que ele estava bêbado e gritava por ajuda

Mas ao entrar na sala, tudo oque eu pensava é destruído, em vez de um pai bêbado, eu encontro meu pai bem arrumado, de terno e gravata, acompanhado de uma moça, muito bem arrumada para ser uma de suas “acompanhantes”

-Então você é a famosa Seulgi – A moça de cabelos castanho decide cortar o silencio lançando um sorriso em minha direção

Seu olhar era penetrante, e parecia que ela podia ver minha alma. Por um momento me senti tão desnuda, como se ela me explorasse por completa. Abaixei o olhar com vergonha de encarar aquelas íris negras novamente

-Uh...Bom - Meu pai decidiu quebrar o silêncio e minha atenção se voltou a ele – Como você dever saber Seulgi, desde a tragédia que ocorreu com sua mãe, eu tenho tentado seguir em frente... –Franzi o cenho ao escuta-lo falar da minha mãe. Que falso, não merece nem um real por essa atuação mixuruca, como seu eu fosse acreditar que ele a amava – E eu reencontrei o amor

-QUE?! – Praticamente gritei. Nunca iria imaginar que ele fosse gostar de alguém. Pobre moça, tão bonita, mas tão ingênua. Ou talvez...ela esteja se aproveitando de sua situação financeira, pouco importa, eu apenas não quero que esse dois me incomodem

-Isso mesmo que você ouviu, Seulgi quero lhe apresentar Bae Joohuyn, sua futura madrasta, ela ira vir morar com a gente amanhã, e vai passar a noite conosco

Como assim? Sem mais nem menos ele chega dizendo que uma estranha vai vir morar com a gente e que essa estranha é minha futura madrasta? Olhai para o meu pai e pude ver o sorrisinho no rosto dele, logo ele parou de me encarar e começou a encarar a Joo...Joo... Não consegui nem prestar atenção no nome da mulher, tenho que me lembrar de perguntar seu nome, pois agora vou sair daqui o mais rápido possível, antes que eu fique cega de ver essas troca de olhares um com o outro...Argh, vou ter que suportar dois melosos em casa

[...]

Infelizmente hoje é segunda. Sento me na cama, estou com tanta preguiça, queria não estudar mais Eu ainda estudo, por sorte estou no ultimo ano, quando sair, pretendo estudar medicina. Bem aleatório, não?

Nunca sei ao certo quando comecei a me interessar por medicina, mas eu tenho o desejo de salvar vidas importantes, sim, apenas as importantes, acho que pessoas como meu pai não merecem ajuda. Ele é pronto para matar, eu sei que ele já matou, é por isso que não gosto dele, mas pessoas como minha mãe, merecem sim, mais do que uma chance. Ela me faz tanta falta, queria poder voltar no tempo, sabe aqueles filmes que a pessoa volta no tempo e encontra seu eu do passado? Então. Se eu voltasse no tempo iria conseguir impedir a morte da minha mãe. Foda-se o efeito borboleta, eu apenas queria ter uma chance de salvar minha mãe

Não consegui conter uma lagrima solitária de cair enquanto eu pensava nela. Ela realmente me faz falta. Sacudo a cabeça tentando me livrar um pouco dessa tristeza e decido começar a me arrumar. Fui tomar um banho, penteei meus cabelos e fui atrás do uniforme, quando escuto batidas na porta

Só um minutinho – Tento manter um tom médio, pois ou eu falaria baixo demais e a pessoa não escutasse, ou eu gritaria e acordaria a vizinhança toda

Coloco o uniforme, a vou abrir a porta dando de cara com a Joo...esquece

-É... Desculpe, eu esqueci seu nome – Admito em um tom envergonhado

-É Joohyun, mas pode me chamar de Irene, é mais fácil – Ela sorri pra mim e tenho que admitir que o sorriso dessa mulher é prefeito

-Então Irene... Como eu posso ajuda-la?

-Não precisa dessa formalidade toda não – Ela diz empurrando de leve o meu ombro – Eu sei que deve ser estranho que outra mulher vai morar com seu pai e com você, eu sei que toda criança quer ver seus pais juntos e...

-Eu não sou mais criança! – Afirmo tentando parecer seria, mas tenho certeza que falhei, pois a mesma começa a rir descontroladamente

-Você... não é mais...criança? – Ela diz com certa dificuldade pela falta de ar – Ok, vou fingir que acredito, mas voltando ao assunto, eu só quero dizer que eu vou fazer de tudo pra você não me odiar, tudo bem? – Ela estende ó mindinho

-Tudo bem – Também estendo o mindinho, quando nossos dedos se tocam uma corrente elétrica passa por todo o meu corpo, automaticamente levanto meu olhar para seu rosto, consigo ver suas bochechas rosadas, me pego distraída por dois ou três segundos observando melhor aquele rosto, e vejo suas bochechas ganharem um tom mais rosado do que já estava antes. Agora me passa pela cabeça no quão bonita ela é, e isso faz-me questionar sua idade. Não que pessoas mais velhas sejam feias, mas todos sabem que os mais jovens não possuem rugas ou essas coisas, infelizmente sou muito curiosa pra guardar isso pra mim – Irene... –Chamo sua atenção, e rapidamente percebo que nossos dedos ainda estão juntos, então os separo rapidamente me envergonhado não sei por que – É... Quanto....Quantos anos você tem? – Abaixei o olhar me sentindo  envergonhada, será que ela pensa que eu a achei velha?

-21, e você – Ela levantou meu queixo fazendo-me encara-la, seus dedos eram tão macios e quentes, novamente aquela onda de eletricidade percorreu por meu corpo, e dessa vez foi mais intensa, eu sentia que podia desmaiar a qualquer momento, minha respiração ficou meio desregulada, sentia minhas mãos formigando, tentei responde-la varias vezes mas nada saia de minha boca, e tudo piorou quando eu olhei nos seus olhos, encontrei aquele olhar novamente, meus olhos por um segundo repousaram em seus lábios. Então escutei meu celular vibrando, e consegui sair daquele transe, ela logo tirou a mão, e eu odiei o frio que logo em seguida chegou

-Te-tenho 18 – O silencio se fez presente, e isso me incomodou, então tentei falar qualquer coisa que vinha em minha mente – Vo-Você já pe-pensou em s-ser modelo? Vo-você é um-muito bonita – Foi a pior coisa que eu disse, e para piorar fui gaguejando, tenho que me lembrar de nunca mais falar a primeira coisa que vier em minha mente. Minhas bochechas estavam pegavam fogo, e meu olhar desceu para minhas mãos, brincando uma com a outra por conta do nervosismo

-Obrigada, você é tão fofinha com vergonha – Ela começou a apertar as minhas bochechas, comecei a ir para trás tentando tirar suas mãos de minha bochecha, mas parecia que elas estavam grudadas, continuei tentando, mas ficava difícil com ela me desconcentrado com aquele sorriso, sua voz era tão gostosa de se escutar, ela poderia facilmente ser uma cantora

Fui ficando encurralada, e cada vez eu ia andando mais pra trás, mas ela não desistia. Nessa de tentar me soltar, acabei tropeçando na ponta da cama, caindo em cima da mesma puxando Irene comigo. Nossos corpos se chocaram, agora estava eu com a mãos em sua cintura, seus rosto colado ao meu e nossos corpos se roçando um no outro, essa foi a pior parte. Então, eu não sei se vocês lembram, mas eu sou intersex, então vocês já devem estar imaginando oque aconteceu né? Isso mesmo, eu fiquei dura. Queria ser um avestruz pra poder enfiar a minha cabeça na terra e nunca mais sair de lá. Dizer que minhas bochechas queimavam era pouco, imagina o inferno, agora imagina alguém com roupa de um inverno de -40 Graus, era assim que minhas bochechas estavam, ou seja, eu podia facilmente ganhar uma queimadura. (nem exagerei) Fechei os olhos, com um certo medo de sua reação

-O que é isso duro aqui em baixo Seulgi? – Ela me olhava de um jeito inexplicável. Eu realmente teria de explicar isso?


Notas Finais


Eu gostei :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...