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História You are my brother, right? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Aquela história, a origem do amor..


Fanfic / Fanfiction You are my brother, right? - Capítulo 1 - Aquela história, a origem do amor..

Existem um lenda, uma história que os mais velhos alfas contam aos pequenos filhotes envolta da fogueira a noite. Que entre os estalos da madeira queimando, eles dizem atrás das chamas para as crianças que Deuses existem, que no início de tudo os poderosos vinham até a terra e nos davam a bênção da sua presença. Contam em palavras difíceis, que nos amaldiçoaram.

-Afrodite, apaixonada por Hefesto não suportou velo amar Aglaia, presa na necessidade de telo apenas para si ela o amaldiçoou. Com seu pode sobre o amor, sexualidade e beleza, ela o convidou para jantar no Campo Olimpo.-Disse a velha, deixando que as chamas lhe dessem um aspecto macabro.-E em seu vinho vermelho sangue, ela o fez sussurrar que estaríamos destinados a amar apenas uma pessoa por toda a vida. 

-Que essa pessoa, e somente ela, seria capaz de completar a parte que falte em si, e que deveria esperar seu reencontro.-Completou arrancando suspiros das jovens crianças entretidas.-Céos, titã do conhecimento, não permitindo que tal maldição se tornasse verdadeira, roubou as cordas vocais de Hefesto. As jogando nos profundo mares que Oceano criara sobre a terra.

-Mortais beberam desta água, e sentiram a maldição de Afrodite penetrar o fundo de suas almas e se tornar real. Destinados agora, a esperar que sua alma gêmea encontre o caminho de volta a outra metade de seu coração.-Disse o senhor de idade, atrás das crianças as fazendo gritar de susto.-Presos a dor de viver sem se estar completo, os seres da terra sofrem pelas crises de ciúmes de Afrodite. A dor. O vazio, o lamento de sentir que está incompleto percorre as veias do que beberam das águas de Oceano. 

-MAMÃE!!-Disse a mulher de cabelos castanhos, pegando seu pequeno filhote nos braços e afagando as pequenas lágrimas de pavor pelas falas da matriarca.-Já disse para não falas essas coisas a eles! Droga.-Comentou a mãe, sentindo em forte cheio o desespero de seu filho nos braços, se culpando por deixar o pequeno com a mãe - que já não pensa bem a anos-, por mais de duas horas.-Vão! Já para a cabana de vocês, amanhã iram a primeira caça e tem que estar fortes! Vão.

-Deixe de ser chata e me traga um chá!-Ordenou a mulher com sua voz rouca. Talvez estivesse velha demais para contar histórias tarde da noite.-Não mesmo! Chame os jovens, Joseph. Contarei novamente a vez que Cronos cortou fora as bolas de Urano. Eles adoram.

-Lembra da vez que o pequeno McCall ficou todo vermelho? Tão vergonhoso..-Comentou o idoso de olhos negros como a noite, arrancando da mulher largas e longas risadas.

Se ajeitou na pequena cadeira de balanço frente a fogueira, olhando o crepidar da madeira enquanto se parte e se torna pó negro. Sua primogênita se sentou ao seu lado, com o pequeno menino ainda em lágrimas nos braços. Observou em silêncio, anotando na mente cansada de tornar o rapaz mais resistente a leves histórias. 

-Onde está o Marcos?-Perguntou a velha, levando aos lábios a caneca quase vazia de chocolate. A noite está fria, e um belo chocolate lhe aqueceria a alma no momento.-Joseph! Me traga mais chocolate ao voltar.-Gritou na direção da floresta, onde o homem foi atrás de jovens para entreter.-Velho idiota.

-Não fale assim de papai.-Disse a mulher ao seu lado, trocando de posição com seu filho nos braços. O pequeno estava mesmo abalado com a história contada  pela líder da matilha.-Por que a senhora insistem em contar essa histórias? Gosta de velos chorar?

-Seu filho é um chorão!-Disse a mulher dando tapinhas nas pernas do pobre menino, que se encolheu mais ainda nos braços da mulher que lhe deu a vida.-Claudia riu da história! Ela tem o sangue dos Stilinski correndo nas veias.

-Mamãe! Não fale assim dele, Jason ainda é muito novo.-Falou a mulher, passando os dedos sobre a testa branca de sua cria.-Ele não entende muito coisa ainda..

-Na idade dele, você caçava sua própria janta!-Confrontou a matriarca antes de deixar o copo no chão, virando seu corpo na direção da filha.-Janine, me diga logo que esse menino é filho de Leonard! Não vou julgá-la, a tempos Marcos não levanta aquela bengala.

-Mamãe! Chega, vou me deitar.-Afirmou Janine, deixando que o ato de se levantar deixasse a mostra a marca potente de ser uma alfa de respeito na matilha, sobre seu ombro. 

A líder da matilha observou sua filha caminhar, mesmo com algo tão frágil e delicado nos braços, a mulher de trinta anos sabia ser intensa ao caminha. Se sentiu orgulhosa, ter dado a luz a uma loba tão forte quanto Janine lhe deixava orgulhosa por toda a matilha. 

-Garota ingrata.-Comentou baixinho, apertando os olhos castanhos para o rebolar da filha mais a frente.-Lhe dei comida, abrigo e lhe ensinei o que significa ser forte! Retribui se casando com um estúpido Beta!

-Vovó! Vovó!!-Passou a gritar a pequena menina, suja de lama indo de encontro a matriarca dos Stilinski. A velha ganhou um sorriso nos lábios abrindo espaço para que a menina pulasse em seu colo.-Eu peguei! Com meus próprios dentes, eu matei o bendito pássaro na árvore.

-Minha lobinha preferida!-Disse a mulher bagunçando o cabelo curto da pequena garota em seu colo.  Suja de lama, com os lábios manchados de um vermelho sangue, a pequena Stilinski parecia-se muito com um pequeno demônio. -Não pode ficar assim! Sua mãe vai achar que a culpa é minha de você parecer um soldado de Hades!

-Mas vovò!-Suplicou a menina, tocando as bochechas geladas da senhora a sua frente.-Temos que mostra a ela, fazê-la ver o quanto sou forte!-Disse a menina ao rosnar para a alfa a sua frente.

-Temos, não é mesmo?-Sorriu para a menina, a deixando descer de seu colo se virar para a cabana a sua frente.-Volte na floresta, Claudia. Pegue a água e a deixe sobre a cama de sua mãe de manhã, tenho certeza de que ela vai te reconhecer assim!

-Já fiz is...

-AAAAA!!! CLAUDIA JONSONS STILINSK!-Gritou Janine de saiu cabana, batendo com força a porte da frente contra a parede. Seus olhos vermelhos se miraram sobre a garotinha risonha ao lado da vó, que sorria da mesma forma divertida.-VÁ SE LAVAR AGORA, DEPOIS CONVERSAMOS.

-Mamãe?-Perguntou o pequeno filhote ao se agarrar as pernas da mulher. Com os olhos vermelhos, o nariz vermelho e o pijama em seu corpo ele sorriu ao ver a irmã mais velha.-Clau!

-Oi pequeno Luck.-Disse ela ainda parada ao lado da líder da matilha, sorrindo para o caçula dos Stilinsk sonolento.-A mamãe está furiosa. Olhe!

-Claudia.-Disse por entre os dentes ao pegar o último de seus filhotes no colo, cerrando os olhos para sua primogênita.-Ouse entrar nesta casa imunda, e eu lhe jogo no rio outra vez!

-Não faça com a mãe de Aquiles, molhe os dois calcanhares.-Respondeu a menina, colocando as mãos na cintura encarando sua mãe, que rosnou por entre as presas.-Mamãe, a noite é um criança.

-Chega!-Disse ao colocar o pequeno filhote de dois anos no chão.-Luck, mamãe vai correr atrás de Claudia para esganar ela, tudo bem? Fique aqui com seu irmão.

-Não! Não bate nela...-Disse o pequeno se jogando no chão e começando a chorar. A mulher revirou os olhos ao pegar de forma relutante o pequeno e levá-lo e olhar para a filha a frente da fogueira.-Não!!!

-Chega Luck!-Gruniu a alfa, levando seu filho para dentro da casa e o colocando dentro do cercadinho. Olhou de leve para Jason, que adormecia sobre o sofá isolado da algazarra que sua filha fazia.-Por que você não pode ser igual ao seu irmão? Céus..

Pelos Deuses do Olimpo, Janine estava sem paciência está noite. Discutindo com Marcos sobre não pressionar o pequeno Jason para que vá caçar, sabendo o quão sensível o pequeno é, mas o que pode fazer? O menino é um alfa, um será ele a comandar a matilha ou Claudia, e por Zeus que seja Jason. A mulher sabe o quão impulsiva sua primogênita saber ser quando quer, não sabe do que seria capaz com tanto poder em mãos.

Saindo da casa com os olhos furiosos, viu sua mão colocando a menina nos braços e passando os dedos pelo espaço entre as sobrancelhas desgovernadas de Claudia. A fazendo se acalmar com um técnica que ela mesma inventou, quando a menina não parava de chorar ao lado do irmão. Sua raiva se foi, vendo sua filha adormecer ao pucos no colo da avó.

-Sua filha só está com energia acumulada, não precisa afoga-la por isso.-Disse a mulher ainda sentada, ouvindo a respiração calma da neta em seus braços.-Devia deixar que ela participe dos treinos com Luca.

-Não, ela tem apenas dez anos.-Disse ao se agachar ao pés da mãe e observar a menina cair em um sono profundo.-Mesmo que eles não se deem bem, adormecem sempre na mesma hora.

-Gêmos são assim.-Comentou a líder, olhando a pele suja da primeira neta.-Era o mesmo com você e Alisson, foi o mesmo comigo e Cayetana. 

-Mamãe,-Começou Janine, pegando sua filha do colo da mãe.-Meus filhos não serão como a senhora e tia Tana, serão?

-Ah menina, talvez sejam.-Disse a mulher se levantando com dificuldade pela idade. Ajeitando o casaco marrom sobre a pele.-Minha mãe costumava dizer que eu a chutava no útero. Ainda acho que seja verdade.

-Não quero que eles se odeiem. Podem ser como eu e Ali, somos amigas!!-Exclamou a mulher deixando que os cabelos castanhos caíssem para trás com leveza.-Não quero que eles tenham que batalhar pelo poder.

-Você não sabe Janine, desistiu da luta.-Disse a mulher, vendo o pequeno Luck escalar o cercadinho com afinco antes de cair de costas.-Você quebrou um geração de trezentos anos em apenas uma noite, mulher!

-Mas eu amo....Marcos.-Disse ela, olhando além dos olhos da mãe.-Eu amo Leonard..

-Desistiu de todo o seu legado por um amor que não pode ter. Trágico Janine, trágico.

-Algum dia vai me entender?-Perguntou a Janine, parando frente a escada de sua cabana, olhando para mãe que passou os dedos sobre os cabelos curtos e sujos de Claudia.-Algum dia vai me perdoar?

-Nunca.-Ela diz com calma, levantando seus olhos para encarar os azuis de sua filha.-Tem os olhos de seu pai, sabia?-Disse a mulher sorrindo de forma simpática.-Fez o que fez por amor, mas nem isso você conseguiu de verdade, né?

-Os olhos de papai são pretos.-Afirmou Janine antes que a mulher lhe desse as costas, e seguir de encontro a cozinha.-Mamãe?

-Vá por seus filhos na cama Janine.-Ordenou a mulher ainda de costas, olhando para os próprios sapatos. Em um sussurro ela disse.-Isso não é algo que se deva perder, certo?

 

 



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